sábado, 26 de janeiro de 2013

Energia elétrica mais barata...

 

fonte: http://correiodobrasil.com.br/meio-ambiente/energia/dilma-fe-no-brasil-e-energia-eletrica-mais-barata/573480/

 

Dilma anuncia redução maior na conta de luz e critica ‘previsões alarmistas’

Corte será de 18% para residências e de até 32% para indústrias, acima do valor projetado em setembro, e será aplicado em todos os Estados

fonte: http://economia.estadao.com.br/noticias/economia%20geral,dilma-anuncia-reducao-maior-na-conta-de-luz-e-critica-previsoes-alarmistas,141689,0.htm

23 de janeiro de 2013 | 20h 31
 
Tânia Monteiro e Rafael Moraes Moura, de O Estado de S. Paulo
 
BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff anunciou na noite desta quarta-feira, 23, uma redução maior do que a prevista nas contas de luz. Num forte discurso, durante pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão, a presidente rebateu as críticas sobre a capacidade do governo de implantar a redução prometida e as "previsões alarmistas" sobre os riscos de o País sofrer novamente com o racionamento de energia.
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A redução do custo da eletricidade entrará em vigor nesta quinta-feira. Para os consumidores residenciais, o corte será de 18%, acima dos 16,2% estimados em setembro do ano passado, quando foi anunciada a proposta de renovação antecipada das concessões do setor elétrico com redução no valor da tarifa cobrada pelas empresas. Para as indústrias, o corte será de até 32%, superando os 28% projetados anteriormente.
Falando como candidata à reeleição, em tom incisivo, Dilma dedicou boa parte dos seus oito minutos de pronunciamento para atacar "aqueles que são sempre do contra" e responder aos que "se precipitaram com previsões sem fundamento" de que não seria possível cumprir a promessa de redução da tarifa, além de alardear "previsões alarmistas" de que o País vivia risco de racionamento.
Irritada com as críticas de analistas e integrantes da oposição, a presidente fez questão de responder no mesmo tom as críticas surgidas nas últimos semanas. "Surpreende que, desde o mês passado, algumas pessoas, por precipitação, desinformação ou algum outro motivo, tenham feito previsões sem fundamento, quando os níveis dos reservatórios baixaram e as térmicas foram normalmente acionadas. Como era de se esperar, essas previsões fracassaram."
"Estamos vendo como erraram os que diziam meses atrás que não iríamos conseguir baixar os juros nem o custo da energia e que tentavam amedrontar o nosso povo, entre outras coisas, com a queda do emprego e a perda do poder de compra do salário", acrescentou.
Diversos especialistas afirmaram que o uso das usinas termoelétricas - que produzem energia mais cara - acabaria afetando a proposta do Palácio do Planalto de reduzir o custo da eletricidade no País.
 
Para todos. A presidente também deixou claro que a redução da conta de luz será aplicada em todas a regiões, mesmo nos Estados onde as concessionárias não aceitaram renovar suas concessões seguindo as regras impostas pelo Planalto. "Aproveito para esclarecer que os cidadãos atendidos pelas concessionárias que não aderiram ao nosso esforço terão ainda assim sua conta de luz reduzida como todos os brasileiros", afirmou a presidente, em um claro recado aos governos tucanos de Minas Gerais, São Paulo e Paraná. "Espero que, em breve, até mesmo aqueles que foram contrários à redução da tarifa venham a concordar com o que estou dizendo", prosseguiu.
Dilma destacou que o País "vive uma situação privilegiada no mundo" ao reduzir as tarifas ao mesmo tempo em que aumenta em 7% a oferta de energia. "O Brasil tem e terá energia mais que suficiente para o presente, para o futuro, sem nenhum risco de racionamento ou de qualquer tipo de estrangulamento no curto, no médio ou no longo prazos", afirmou.
Em seguida, Dilma passou a listar números para provar que o País tem "toda a energia que precisa" para "crescer e bem" neste e nos próximos anos. Segundo a presidente, os investimentos feitos "vão nos permitir dobrar, em 15 anos, nossa capacidade instalada de energia elétrica, que hoje é de 121 mil megawatts".

Base científica na Antártica não dá para ser sustentável...

Marinha lança concurso para base antártica


http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,marinha-lanca-concurso-para-base-antartica-,987176,0.htm


22 de janeiro de 2013 | 2h 05
 
FÁBIO GRELLET / RIO - O Estado de S.Paulo
 
A Marinha do Brasil e o Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB) lançam hoje no Rio um concurso para selecionar o projeto arquitetônico das novas instalações da estação científica mantida pelo governo brasileiro na Antártida. Inaugurada em 1984, a Estação Antártica Comandante Ferraz foi destruída por um incêndio em 25 de fevereiro de 2012. O fogo consumiu cerca de 70% das instalações e matou 2 militares.

A construção da nova estação deve consumir cerca de R$ 100 milhões, do projeto à sua inauguração. Qualquer arquiteto brasileiro ou estrangeiro associado a um escritório brasileiro poderá participar. As inscrições vão de 28 de janeiro a 14 de março. Ainda não foi divulgada a data em que o resultado será anunciado.
A licitação para escolher a construtora deve ser promovida neste ano. A obra deve começar em novembro e se estender por dois anos.
O projeto arquitetônico precisa respeitar vários critérios (a energia utilizada na estação deve provir de fonte renovável, por exemplo) e propor soluções para desafios como conforto térmico, armazenamento de lixo e sistema de segurança eficaz.
A nova estação deve ser um pouco maior que anterior, que ocupava 3 mil metros quadrados. "A ideia é de que a estação se torne uma referência, principalmente em relação aos aspectos de inovação tecnológica de projeto e dos sistemas como um todo", diz o arquiteto Sérgio Magalhães, presidente do IAB.
Localizada na Ilha Rei George, na Baía do Almirantado, a estação foi criada para estudos do ambiente antártico, por meio de um programa de pesquisas do governo federal. A desmontagem da parte da base destruída pelo incêndio terminou em 12 de janeiro.

O ar que respiramos...

Demora para adotar diesel limpo causará 14 mil mortes no País


http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,demora-para-adotar-diesel-limpo-causara-14-mil-mortes-no-pais,988903,0.htm

Uso do combustível foi adiado em três anos por pressão de montadoras e da Petrobrás; novo diesel chegou neste mês


26 de janeiro de 2013 | 0h 01
 
Felipe Werneck - O Estado de S. Paulo
RIO - Pesquisadores do Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) estimaram o impacto do atraso na adoção de um diesel mais limpo no País: pelo menos mais 13.984 mortes devem ocorrer até 2040. O estudo foi publicado na revista científica Clinics em 2012. No início deste mês, postos de combustíveis começaram a receber o diesel S10, com teor mais baixo de enxofre.

Por pressão de montadoras e de setores da Petrobrás, a resolução do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) que determinava a distribuição de um diesel menos nocivo a partir de janeiro de 2009 não foi cumprida. O S50, com 50 partes de enxofre por milhão de partículas (ppm), só chegou aos postos em 2012, após um acordo jurídico. Agora, o S50 está sendo substituído pelo S10, com 10 ppm.
O cálculo do impacto do adiamento havia sido feito em 2008 e foi refinado para o artigo recém-publicado. "Fomos conservadores na projeção", disse o engenheiro Paulo Afonso de André, que assina o estudo com mais três pesquisadores. O trabalho engloba as seis principais regiões metropolitanas: Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo.
"É um passivo que vai demorar até 2040 para ser zerado, porque a renovação da frota é muito baixa", afirmou André, referindo-se aos veículos a diesel vendidos entre 2009 e dezembro de 2011, com motores com tecnologia antiga e alta emissão de poluentes.
"Nunca se vendeu tanto caminhão sem catalisador quanto no período do atraso. Com isso, pode-se usar qualquer tipo de diesel. Vamos ter esses dinossauros rodando por 30 ou 40 anos", disse Paulo Saldiva, coordenador do Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental e também autor do artigo.
Veículos antigos. André criticou o fato de não haver obrigação para que veículos antigos também usem o novo diesel. "Estudos mostram que um carro velho com combustível novo chega a poluir 50% menos. Mas a política pública não considerou isso." Segundo Saldiva, a poluição atmosférica causa doenças que matam cerca de 4 mil pessoas por ano em São Paulo. "O diesel é responsável por 40% disso: são 1,6 mil mortes por ano a mais em São Paulo. Está no mesmo nível de evidência que o tabaco e o amianto em casos de câncer." Das 14 mil mortes associadas ao não atendimento da resolução em 2009, 7,2 mil devem ocorrer na Grande São Paulo.
Com a adoção do diesel mais limpo, disse Saldiva, o brasileiro deixa de ser tratado como cidadão de segunda categoria neste quesito. "O caminhão produzido por uma multinacional no Brasil deve ter a mesma tecnologia usada na Alemanha ou na Suécia." Procurado, o coordenador de Resíduos e Emissões do Ibama e responsável pelo Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores Paulo Macedo, não deu entrevista.

Baleias, tomates e torneiras gigantes enfeitam o parque Ibirapuera

25/01/2013-12h03

Baleias, tomates e torneiras gigantes enfeitam o parque Ibirapuera


Roteiro da Semana

O parque Ibirapuera ganhou instalações gigantes para comemorar o aniversário de São Paulo: uma delas é a torneira com quase cinco metros de altura, que pretende chamar a atenção para o desperdício de água e será o ponto de partida de uma caminhada monitorada.
Duas baleias-jubarte feitas com mais de duas mil garrafas PET também enfeitarão o local e pretendem refletir a quantidade de lixo produzido que pode ser reaproveitado. Quem passear por lá poderá ainda se molhar com chuva artificial e tirar fotos com tomates e milhos de 1,5 m.
 
Divulgação
 
Baleias-jubarte nadam no gramado do Parque do Ibirapuera em exposição
Baleias-jubarte nadam no gramado do Parque do Ibirapuera em exposição
O evento "Planeta no Parque" terá o tema "O caminho das Águas" e é realizado pelo Planeta Sustentável. Ele acontece dia 25 e 26, a partir das 10h. A programação ainda apresenta oficinas de experiências malucas, apresentações musicais, teatro e jogos feitos por educadores.
Divulgação
Exposição no Parque do Ibirapuera tem torneira gigante
Exposição no Parque do Ibirapuera tem torneira gigante
ANOTE NA AGENDA
PLANETA NO PARQUE 2013
QUANDO: 25 e 26/1, das 10h às 18h
ONDE: Marquise do parque Ibirapuera (av. Pedro Álvares Cabral, s/n)
QUANTO: grátis

Sem vento...

25/01/2013-05h00

Promessa do governo para energia depende de usinas atrasadas

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1220250-promessa-do-governo-para-energia-depende-de-usinas-atrasadas.shtml

AGNALDO BRITTODE SÃO PAULO

O governo federal utilizou o artifício de incluir usinas hidrelétricas, termelétricas e eólicas atrasadas para turbinar uma promessa de expansão recorde em 2013.
Em pronunciamento anteontem em cadeia de rádio e TV, a presidente Dilma Rousseff disse que o país vive uma situação singular: mesmo com a forte redução da tarifa de energia elétrica, haverá uma expansão de 7% do parque gerador.
Levantamento da Folha indica, entretanto, que, dos novos 8.722 MW (megawatts) esperados até dezembro, 2.475 MW se referem a empreendimentos que já deveriam estar operando há, pelo menos, um ano. Estão na lista de atrasos térmicas da MPX -do grupo EBX, de Eike Batista-, projetos hidrelétricos -como as usinas de Simplício e Batalha- e 33 dos 67 projetos eólicos esperados para 2013.
"Isso [atraso] não importa", disse Maurício Tolmasquim, presidente da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), sobre a inclusão de obras atrasadas no cálculo de expansão recorde neste ano.
 
Editoria de Arte/Folhapress
 
"O que importa é que o país terá neste ano um recorde de novas usinas instaladas e isso dará maior segurança energética ao país", disse.
Para o diretor da Andrade & Canellas, João Carlos Mello, especialista em projetos de geração de energia, o governo precisará ter garantia dos empreendedores de que as obras atrasadas, de fato, irão operar. Assim como houve atrasos nos anos anteriores, pode ocorrer neste ano.
"Se o governo tiver garantia de que os projetos atrasados entrarão em operação, pode conseguir a expansão que anunciou", diz Mello.
Com os 8.722 MW previstos, equivalentes a uma Tucuruí, a base instalada pode passar dos atuais 121,1 mil MW para 129,8 mil MW.
Em uma década, o Brasil incorporou ao sistema elétrico nacional capacidade média de 4.000 MW por ano, menos da metade do previsto para 2013.
Boa parte dos atrasos é atribuída ainda ao rito de licenciamento ambiental.
MAIOR
A expansão prometida pela presidente Dilma ainda está aquém do que deveria entrar em operação neste ano, segundo a lista de projetos contratados e autorizados pela Aneel, agência reguladora do setor. Segundo apurou a Folha, se todos os projetos prometidos para 2013 fossem concluídos, o país agregaria 10.356 MW ao parque gerador e alcançaria a capacidade instalada total de 131,4 mil MW.

O ar que se respira

Editoriais
editoriais@uol.com.br

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/90532-o-ar-que-se-respira.shtml
 
Os níveis de poluição na China alcançaram níveis tão assustadores que motivaram até o aparecimento de críticas na imprensa do país, sempre tão leal ao governo. Tanto o "Diário do Povo", do Partido Comunista, como o "China Daily", editado pelo Conselho de Estado, cobraram providências urgentes.
Nesta semana, o governo emitiu sinais de que poderá ordenar o fechamento de fábricas e restrições à circulação de veículos.
Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o limite razoável para a poluição do ar seria uma concentração de partículas finas de 15 microgramas por metro cúbico. No dia 12 de janeiro, em razão do frio e da falta de ventos, o nível alcançou 993 microgramas em algumas partes de Pequim. As nuvens de fumaça que cobriram 12 províncias do país eram vistas até do espaço, como revelaram os satélites.
Os poluentes se dispersaram, mas restaram os temores sobre o impacto dessa atmosfera asfixiante sobre o ambiente e a saúde da população. A OMS calcula que a poluição do ar provoque 2 milhões de mortes por ano no mundo.
Os problemas enfrentados pela China não são novos -começaram com a Revolução Industrial. As mesmas nuvens que sufocam Pequim afligiram Londres de 1873 a 1975 -com destaque para o pavoroso "Great Smog" de 1952, quando 12 mil pessoas morreram.
No Brasil, a cidade de Cubatão (SP) viveu esses mesmos dramas -recorde-se o nascimento de crianças anencéfalas. Tal como sucedeu em Londres, o quadro só melhorou depois que o governo implantou um severo programa de controle ambiental.
Não é de hoje que a poluição preocupa a China. Em 2000, Xie Zhenhua, então ministro do Meio Ambiente, disse que em 2008 o ar de Pequim seria tão bom quanto o de Paris, graças a investimentos de US$ 12 bilhões. Logo se vê que os recursos foram insuficientes.
A persistência do problema decorre do extenso uso do carvão. Mais barato do que outras fontes de energia, ele responde por 79% da eletricidade gerada no país. Metade do carvão produzido no mundo é queimado pelos chineses.
A esperança de controle ambiental, contudo, vem exatamente daí: os mesmos cálculos que induziram a China -tal como a Inglaterra do século 19- a adotar o carvão agora pesam no sentido contrário.
Em 2012, os prejuízos decorrentes de catástrofes relacionadas ao clima alcançaram US$ 160 bilhões no mundo inteiro, segundo a Munich Re, uma das maiores companhias de resseguro. São esses custos crescentes que devem forçar a China a buscar opções menos poluentes que o carvão.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Estado de SP paralisa projeto de inspeção veicular

25/01/2013-04h00

Estado de SP paralisa projeto de inspeção veicular

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1220316-estado-de-sp-paralisa-projeto-de-inspecao-veicular.shtml

EDUARDO GERAQUEDE SÃO PAULO

O governo de São Paulo não vai implantar a inspeção veicular obrigatória em todo o Estado neste ano.
"Existe um projeto na Assembleia [Legislativa] que ainda precisa ser amadurecido", disse ontem o governador Geraldo Alckmin (PSDB).
A decisão tromba com a intenção do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), que pretendia ver a inspeção ser feita, pelo menos, em toda a Grande São Paulo.
Segundo a prefeitura, São Paulo está perdendo em arrecadação do IPVA e, além disso, não está tendo uma melhor qualidade do ar por causa do programa. Pelas contas, a cidade vai deixar de arrecadar R$ 6 bilhões entre 2013 e 2023.
"Os dados [de medição da poluição do ar] são de que a situação é rigorosamente a mesma", tem dito Haddad.
Não existe apenas um, mas dois projetos de lei sobre o tema parados na Assembleia há mais de um ano.
Um, enviado em 2009 pelo então governador José Serra, por meio do ex-secretário de Meio Ambiente Francisco Graziano. O outro é da oposição, do deputado Adriano Diogo (PT), também de 2009.
Segundo ele, como o governo tem ampla maioria na Assembleia, apenas por vontade dos governistas é que o tema entrará na pauta em 2013.
promessa
A inspeção é vista por especialistas como um importante programa para auxiliar a redução da poluição do ar.
Além da negativa tucana em discutir o tema, a própria prefeitura petista pretende rediscutir a forma como o programa é feito hoje.
Segundo o plano apresentado no início da gestão Haddad, o programa municipal pode ser abrandado. Um projeto de lei sobre o tema deve ser enviado à Câmara no início de fevereiro.
O problema é que a Prefeitura precisa resolver como arcar com os custos de acabar com a taxa de inspeção paga pelo motorista --promessa de campanha de Haddad.
Por isso, cogita-se liberar carros novos do programa e mudar a inspeção para toda a frota, tornando-a bianual. A medida é considerada um "retrocesso" por especialistas.
O recuo dos governos Estadual e Municipal pode travar o programa em outros Estados, dizem também os técnicos.
25/01/2013-03h00

Personalidades falam das loucuras, defeitos e qualidades

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1220294-personalidades-falam-das-loucuras-defeitos-e-qualidades-de-sp.shtml


DE SÃO PAULO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA


São Paulo 459 anos

Do LSD na caixa d'água do bairro ao sequestro do King Kong na Faculdade de Direito da USP, 29 personalidades contam aventuras e revelam do que gostam e do que não gostam em São Paulo.
Descubra curiosidades sobre a cidade de SP
Qual a sua recordação sobre a cidade de São Paulo?
Quiz: O que você sabe sobre São Paulo?
Biblioteca na zona oeste de SP abriga 12 mil títulos húngaros
Masp tem sala que esconde tesouro com 8.000 peças
Casa na Lapa recria som que vem da Idade Média
Cúpula do Theatro Municipal é cenário exclusivo de artistas
Blog reúne textos sobre a periferia de 45 colaboradores comunitários
Alguns nasceram e se criaram na metrópole. Outros, vindos de outros Estados e países, optaram por chamá-la de lar. E, mesmo incomodados com a poluição, o trânsito ou a verticalização da cidade, não deixam de nutrir amor por ela.
"A maior loucura para todos nós paulistanos é sair da cidade e ir para o campo, para a praia e para o exterior e aí descobrir que sentimos falta de São Paulo", afirma Álvaro Aoas, 50, dono do Bar Brahma, ponto famoso na esquina da avenida São João com a Ipiranga, centro de São Paulo.

O que personalidades pensam sobre São Paulo

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Danilo Verpa/Folhapress
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O que o paulistano tem? "Tem amor, garra e vontade de trabalhar; tem vontade de crescer e mudar para melhor; tem, sobretudo, pressa --pressa em humanizar sua cidade e derrubar os muros que separam a São Paulo rica da São Paulo pobre." (Fernando Haddad, 50, prefeito de São Paulo, paulistano)

Especialistas dão dicas para resolver 10 obstáculos que afetam SP

25/01/2013-03h00

Especialistas dão dicas para resolver 10 obstáculos que afetam SP

CASSIANO ELEK MACHADO
LAURA CAPRIGLIONE
MORRIS KACHANI
DE SÃO PAULO

São Paulo 459 anos

Numa cidade tão grande e complexa como São Paulo, entra ano, passa ano, e os problemas parecem nunca ter fim.
Apontá-los dá sempre a impressão de ser um projeto já feito a exaustão e, paradoxalmente, infinito.
No dia em que a maior cidade da América do Sul comemora 459 anos, especialistas se debruçam mais uma vez sobre dez importantes problemas que afetam a cidade e indicam o que pode ser feito para tentar melhorá-la.
*
CULTURA
Em minha opinião, o problemas mais grave e estratégico é o desequilíbrio de aparelhos e ofertas culturais entre as regiões da cidade.
Há poucas áreas com alta concentração de teatros, cinemas, museus, galerias e centros culturais e muitas e vastas regiões com ausência de oferta cultural.
Pontual e minimamente, os CEUs e o Sesc amenizam esse quadro, mas ainda são gotas d'água no deserto.
YACOFF SARKOVAS, 58, CEO da empresa de consultoria Edelman Significa
*
EDUCAÇÃO
Um dos principais problemas do setor é a falta da implementação do já existente Plano Municipal de Educação. Ele é uma importante ferramenta para revigorar a qualidade de ensino na capital paulista.
O plano prevê, por exemplo, que o governo municipal possa usar acréscimo aos recursos próprios advindos de parcerias com as administrações estadual e federal.
Os objetivos desse trabalho devem ser: estender o número de horas discentes e docentes na escola, promover formação permanente dos profissionais e estimular a participação da comunidade escolar.
MARIO SERGIO CORTELLA, 58, doutor em educação pela PUC-SP e secretário municipal de educação entre 1991-1992
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ENCHENTES
A ocupação desordenada de áreas alagáveis, principalmente a partir dos anos 1970, é a vilã das enchentes, mais que a impermeabilização do solo.
Mas as consequências desse avanço sobre as margens --que escondeu córregos e rios em galerias-- estão sendo combatidas de forma correta. Os projetos de drenagem em andamento preveem, por exemplo, a construção de piscinões e parques lineares.
Não faltam tecnologias para resolver o problema, mas elas demandam uma soma de recursos elevada. Se tudo for feito como está previsto, os riscos de enchentes serão reduzidos a níveis aceitáveis em 15 a 20 anos.
ALUÍSIO CANHOLI, 60, doutor em engenharia hidráulica pela USP
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FINANÇAS
O grande drama de São Paulo é o endividamento. A relação dívida/receita do município é uma das maiores do Brasil, já beirando os 13% do orçamento.
Isso deixa a prefeitura estrangulada financeiramente, sem sobra para manobras. Ela acaba tendo que viver em boa medida pelo que arrecada, e recorrendo a recursos como incentivos fiscais. A dívida alta, com juros muito elevados, é resultado dos desmandos do passado.
Em primeiro lugar, é preciso renegociar urgentemente as taxas de juros com a União, que é o maior credor. E, para isso, é necessário alterar a Lei de Responsabilidade Fiscal, que é algo que a União se dispôs a encaminhar. Como é a maior --e a mais importante-- cidade do Brasil, São Paulo não pode quebrar.
RAUL VELLOSO, 67, consultor econômico e especialista em contas públicas
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HABITAÇÃO
São Paulo tem 35% da população vivendo na precariedade, em favelas, loteamentos irregulares e cortiços, ou mesmo na rua. A política habitacional deve apresentar soluções criativas.
Mas faltam terras disponíveis, sobretudo na cidade "que funciona". Sem acesso a ela, pobres são condenados ao exílio nas periferias. Por causa da escassez de área para construir, a urbanização de favelas e loteamentos tem de ser prioritária.
Prédios e cortiços abandonados têm de ser reocupados. Isso significa enfrentar interesses poderosos. Superar os obstáculos para garantir a diversidade social demanda ações incisivas, que trariam desgaste político, mas mudariam a cara da cidade.
JOÃO SETTE WHITAKER, 46, arquiteto, docente da USP e do Mackenzie e coordenador do laboratório de Habitação da FAU-USP
 
Editoria de Arte/Folhapress
*
LIXO
O manejo das 110 milhões de toneladas de lixo urbano custa R$ 1,5 bilhão por ano à cidade. A prefeitura destina 98% dos detritos para aterros. Apenas 2% são reciclados. O problema é que os aterros ficarão cada vez mais caros, por causa da valorização imobiliária, e mais distantes, encarecendo o transporte.
A solução é aumentar a reciclagem. Enterrar lixo é enterrar dinheiro. Hoje, 60% do lixo residencial é orgânico --deveria virar adubo. E os 40% restantes, a sucata, poderiam ser comprados pela indústria. Com isso, daria
para reduzir as áreas dos aterros e os gastos com transporte --sem falar nas vantagens adicionais de preservação ambiental e geração de empregos.
Na ponta do lápis, o aumento drástico da reciclagem permitiria uma economia de pelo menos R$ 500 milhões por ano para aprefeitura.
SABETAI CALDERONI, 63, presidente do Instituto de Ciência e Tecnologia em Resíduos e Desenvolvimento Sustentável
*
SAÚDE
A saúde na cidade melhorou. Mas isso não significa que ela vai bem. O orçamento municipal para a pasta ainda é curto. O incremento das parcerias público-privadas foi bom, reduzindo o tempo médio de internação nos hospitais públicos de dez para oito dias.
No atendimento, a má qualidade é, muitas vezes, reflexo de problemas com o capital humano, que não vislumbra meritocracia e planos de carreira. Predomina o viés político de contratação, que prejudica a assistência. A abertura de hospitais e centros de diagnóstico é necessária.
Mas, acima de tudo, é preciso organizar os fluxos, integrar a rede e combater a má administração das unidades e o desvio de usos da tecnologia.
CLAUDIO LOTTENBERG, 52, presidente do hospital Albert Einstein
*
TRANSPORTE
Um problema crucial é o transporte coletivo sobre pneus. A primeira medida deveria ser retirar os táxis dos corredores --são uma minoria e atrapalham todo o sistema. Em seguida, oferecer um serviço semelhante a um metrô sobre rodas. Menos linhas, com alta frequência: um ônibus por minuto. Esse modelo dá certo em Curitiba.
Também seria importante instalar semáforos inteligentes nos cruzamentos onde passam mais ônibus, com preferência para o transporte de massa. E, além disso, criar mais faixas exclusivas para coletivos
nas vias onde trafegam mais de 30 deles por hora.
Por fim, proporia que as novas estações de metrô fossem integradas de modo mais eficiente com os terminais de ônibus. Não há solução possível que não priorize e privilegie o transporte coletivo.
HORÁCIO AUGUSTO FIGUEIRA, 61, consultor em transportes e vice-presidente da Associação Brasileira de Pedestres
*
URBANISMO
São Paulo vive uma grave crise urbanística. O problema fundamental não é a falta de unidades residenciais. O que está em jogo é a qualidade do lugar onde se vive --o modelo de cidade que queremos. Isso passa pela revisão do Plano Diretor. Há muita desigualdade. Nas favelas, faltam oportunidades culturais e econômicas.
Nos locais ricos, multiplicam-se condomínios e shoppings. Sem alternativas inclusivas, a especulação imobiliária prevalece. A discussão em torno do futuro do centro é emblemática. Todos concordam que ele merece ser reocupado --uns, por meio do enobrecimento, com moradias valorizadas e opções de consumo; outros, por meio da instalação de uma comunidade heterogênea e multiclassista.
Essa definição será decisiva sobre o tipo de cidade que teremos. A proliferação de movimentos contrários ao conceito intramuros, que buscam uma reocupação coletiva de qualidade para usufruto não exclusivista, é a boa notícia.
RAQUEL ROLNIK, 56, arquiteta e urbanista
*
VIOLÊNCIA
O primeiro passo para conter a violência em São Paulo é previsível. A literatura mostra que a violência começa em casa. É necessário implementar programas de prevenção, com base em experiências internacionais. Ensinando os pais, por exemplo, a disciplinar os filhos sem violência.
Falta tradição no Brasil de se trabalhar em uma perspectiva de longo prazo. Sobre a queda dos homicídios em São Paulo --de 46,6 mortes por 100 mil habitantes (1996) para 8,98 (2011)--, ela foi resultado de uma conjunção de fatores.
A ação das três esferas de governo e das ONGs foi importante. Mas outras circunstâncias contribuíram: diminuiu o número de jovens na população, e os níveis de desemprego e saneamento básico melhoraram. Esta é uma lição a ser tirada: melhorando a qualidade de vida da população, a violência tende a diminuir.
NANCY CARDIA, 65, psicóloga social e vice-coordenadora do Núcleo de Estudos da Violência da USP

Argentina ganha praia 'livre de cigarro'...e o Brasil?

Argentina ganha praia 'livre de cigarro'


Município litorâneo faz campanha contra o fumo e quer ampliar áreas onde é proibido fumar a cada verão

http://www.estadao.com.br/noticias/geral,argentina-ganha-praia-livre-de-cigarro,986901,0.htm

21 de janeiro de 2013 | 9h 48
 
 
Um município argentino inaugurou dois trechos de 200 metros de suas praias como áreas livres de fumo. A medida veio após o sucesso do projeto piloto iniciado em uma dessas praias no ano passado, em Partido de la Costa, um conhecido reduto de turistas da classe média argentina.
A ideia da prefeitura é expandir as áreas livre de cigarro a todas as praias de Partio de la Costa - Divulgação
Divulgação
A ideia da prefeitura é expandir as áreas livre de cigarro a todas as praias de Partio de la Costa

As praias, Santa Teresita e San Bernardo, ficam a 300 quilômetros de Buenos Aires.
Em entrevista à BBC Brasil, o prefeito Juan Pablo de Jesús conta que houve resistência inicial ao projeto. A prefeitura, no entanto, aposta na conscientização da população através de uma campanha, intitulada "A Costa Respira".
"Fizemos uma experiência piloto e ela deu certo e por isso decidimos manter a medida em Santa Teresita e aplicá-la agora em San Bernardo. No início, houve alguma resistência à medida, mas agora não", disse.
A medida não prevê multas. A campanha contou com a distribuição, nas praias, de folhetos que abordavam os males do fumo e a importância de evitar o cigarro na frente de crianças, "para que elas não repitam os hábitos dos pais".
"O que queremos é que o verão seja um o início de um processo para que a pessoa deixe o hábito do cigarro", disse o prefeito.
Partido de la Costa é o segundo destino turístico argentino no verão e recebe cerca de 2,5 milhões de turistas do país nesta época do ano, segundo informações oficiais. San Bernardo e Santa Teresita são as principais praias do município, banhado pelas águas mais frias do Atlântico Sul.
Segundo o prefeito, o objetivo é ampliar a cada verão as áreas isentas de fumo. O município Partido possui catorze praias distribuídas em cem quilômetros de orla.
"Não sou médico, mas nosso objetivo é que o turista saia daqui mais preocupado em cuidar da sua saúde. Por isso, já iniciamos projeto para que as praças da cidade também sejam livres da fumaça do cigarro", afirmou.
 

A cidade ideal, daqui a 50 anos

 


Em cada época, há um sonho diferente para o futuro da metrópole; o atual é ter em 2063 uma São Paulo mais interligada e humana

http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,a-cidade-ideal-daqui-a-50-anos,988441,0.htm

25 de janeiro de 2013 | 0h 01
 
 
 
O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO - A São Paulo do futuro já foi sonhada, imaginada e desenhada inúmeras vezes ao longo da história. Essa cidade utópica é tão mutante quanto a real, ou talvez mais. No decorrer das décadas, a capital paulista foi idealizada como uma cidade europeia, com prédios art déco e passeios arborizados, e também como uma metrópole americana, cortada por vias expressas sem fim. Seu centro já foi imaginado vivo, glamouroso, mas também vazio, pulverizado. São utopias que, na verdade, dizem mais sobre sua própria época do que sobre o futuro.
Por isso mesmo, descobrir qual é a São Paulo que sonhamos hoje é essencial para entender as motivações por trás das mudanças que vão ocorrer na cidade a partir de agora. As ideias apresentadas ao longo deste caderno especial dão uma pista sobre esses sonhos: uma São Paulo mais humana, mais conectada e menos opressora do que a atual.
Se conseguirmos alcançar esses desejos, como será então a cidade daqui a, digamos, 50 anos? Para tentar ilustrar esse futuro ideal, o Estado convidou o escritório de arquitetura FGMF, considerado um dos 30 mais promissores do mundo pela revista britânica Wallpaper. "Escolhemos um pequeno trecho da cidade para sintetizar o que entendemos que será a cidade do futuro: um pedaço do Rio Tamanduateí, próximo ao Pátio do Pari, no centro", afirma um dos sócios do escritório, Lourenço Gimenes.
Mudanças. Ele acredita que São Paulo não passará por transformações drásticas até lá. "Serão mudanças pontuais, pois não há nenhuma intervenção mágica que vai mudar uma cidade desse tamanho", diz. Entre as principais modificações, deverá estar a revitalização das áreas degradadas do centro, que poderá aliviar o problema habitacional das periferias e criar zonas qualificadas de convivência. "Uma dessas áreas deverá ser a região do Pari, que é rica em infraestrutura urbana, fica próxima de grande oferta de emprego, mas tem taxa de ocupação baixa", explica Gimenes.
Essa área também exemplifica uma outra característica que a vida em São Paulo terá no futuro, segundo o arquiteto: a mudança na sua cadeia produtiva. De acordo com ele, haverá uma difusão nos horários de trabalho e no home office, de maneira que haverá mais gente se divertindo e interagindo em espaços públicos durante os dias de semana. "Hoje, a cidade funciona muito em relação ao horário de trabalho. Uma massa de pessoas usa a cidade de uma forma durante o horário de trabalho, o que causa congestionamentos, e outra massa usa a cidade no horário de folga, o que causa fila e equipamentos de cultura lotados", afirma.
Por isso, Gimenes acredita que haverá um impulso para o desenvolvimento de bairros de uso misto, que englobam tanto moradia, trabalho e lazer - tudo isso dentro de uma paisagem convidativa para a convivência coletiva. "As pessoas querem uma cidade mais humana, mais agradável. Isso é um processo sem volta." Para ele, haverá uma exigência forte da população sobre os governantes para que políticas como essas sejam adotadas nos próximos anos.
Beleza. O arquiteto e urbanista Jorge Wilheim, secretário municipal de planejamento nas gestões Mario Covas (1983-1985) e Marta Suplicy (2001-2004) concorda com a afirmação. "A população está dando mais valor ao lado estético da cidade, porque inclusive conhece mais do mundo, viaja, faz comparações. E tem muitas cidades que são mais agradáveis do que São Paulo pelo mundo", afirma o urbanista.
Ele também imagina São Paulo diferente no futuro, com suas principais questões ambientais resolvidas e um foco maior no transporte coletivo do que no individual. "Hoje, não se tem mais ilusão de que é possível fazer tudo com o automóvel. O bom senso é melhorar o transporte coletivo, com metrô, corredores de ônibus e até a retomada dos bondes, como cidades americanas e europeias estão fazendo."
Em relação ao verde, Wilheim imagina uma São Paulo pontilhada de pequenos parques - os chamados pocket parks, que existem em cidades como Nova York.
"São pequenas áreas verdes, às vezes do tamanho de apenas um lote, mas que servem de espaço de convivência para uma determinada vizinhança", projeta. Ele acredita também que haverá mais controle do poder público em relação ao mercado imobiliário. "Teremos de encarar esse conflito", resume.
Passado. Sociólogo, professor emérito da Universidade de São Paulo (USP) e colunista do Estado, José de Souza Martins lembra que a São Paulo ideal às vezes parece mais um déjà vu de sonhos passados que não se concretizaram. "O plano do prefeito Fernando Haddad (PT) de deslocar o crescimento da cidade para as margens do Rio Tietê é, na verdade, o plano de Prestes Maia (prefeito de 1938 a 1945). O rio seria navegável, uma Veneza paulista, com barcos suburbanos servindo os bairros na função de ônibus." A Ponte das Bandeiras é o que resta desse plano ainda atual, mas que nunca chegou a ser concluído.




quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Green goal: Classificação pelo número de baratas...


23/01/2013 - 05h00

Restaurantes serão classificados pela higiene



JOHANNA NUBLAT
DE BRASÍLIA

Será que o frango oferecido no cardápio do restaurante foi estocado à temperatura correta? E que a cozinha tem uma proteção que barra a entrada de baratas?
Questões como essas devem ficar mais transparentes para o consumidor com um projeto em fase final de elaboração pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária): a classificação dos restaurantes do país com base nas condições de higiene do estabelecimento.
Até novembro, a Anvisa deve apresentar as primeiras "notas" de restaurantes das 12 cidades-sede da Copa.
A ideia segue experiências já adotadas em países como Dinamarca e Nova Zelândia e em cidades como Nova York.
Na cidade americana, desde 2010 os restaurantes são categorizados por letras --em que A é a melhor classificação, e C é a pior. Depois de avaliado, o restaurante deve afixar, de forma visível para o consumidor, sua "nota" --informação que vai parar até num aplicativo para smartphones.
Após a medida, um estudo apontou na cidade queda no número de casos de Salmonella --bactéria que pode causar diarreias, vômitos etc.
Um sistema de letras semelhante é usado na Nova Zelândia. Já a Dinamarca usa carinhas mais e menos felizes para indicar a condição sanitária dos restaurantes.
Essa transparência é boa, avalia o dinamarquês Simon Lau, chef do badalado restaurante Aquavit, em Brasília.
"Eu gostaria de colocar um sorriso ou uma letra 'A' no meu restaurante", afirma.

Editoria de Arte/Folhapress

MODELO NACIONAL
No caso do Brasil, ainda não foi definido se a categorização vai ser por letras, diz Denise Resende, gerente-geral de alimentos da Anvisa. Nem a forma como a comunicação será feita -se pela internet ou com aviso no estabelecimento.
"Queremos mostrar para o consumidor a variação na qualidade mesmo entre os restaurantes com permissão de funcionamento", diz Denise.
Durante dois anos, a agência quer testar o projeto, ainda tido como piloto, nas cidades da Copa -até para ser um guia a turistas estrangeiros. Há a possibilidade de estender a iniciativa a outras localidades.
A adesão das cidades é voluntária e haverá recursos federais (R$ 5 milhões) para qualificação de técnicos locais de vigilância sanitária.
Segundo Denise, caberá ao município estabelecer prioridades locais -como focar em um tipo de restaurante ou priorizar bairros-, com base num "check-list" de principais riscos à saúde.
O diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, ressalva que nenhum local ficará aberto sem o mínimo de higiene hoje determinado pelas leis brasileiras.

APROVAÇÃO
De forma geral, a proposta é bem vista pelo setor.
Fernando Cabral, da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), defende que seja voluntária a divulgação do resultado pelo restaurante -o que não está previsto. A entidade ainda questiona a capacidade de fiscalização da vigilância.
A ANR (Associação Nacional dos Restaurantes) diz que o modelo funcionou no exterior e que aguarda a divulgação dos critérios nacionais.

Gesso pode ser reciclado indefinidamente

Gesso pode ser reciclado indefinidamente

Por Jornal da Unicamp

Publicado em 17 de janeiro de 2013

http://www.iengenharia.org.br/site/noticias/exibe/id_sessao/4/id_noticia/7295/Gesso-pode-ser-reciclado-indefinidamente


Um estudo conduzido na Unicamp apontou a viabilidade de reciclar o resíduo do gesso proveniente da construção civil.

A pesquisa, desenvolvida pela engenheira civil Sayonara Maria de Moraes Pinheiro, atestou a possibilidade de recuperar o material, mantendo as mesmas propriedades físicas e mecânicas do gesso comercial.

O crescimento da construção civil no país na última década tem acentuado o descarte inadequado do resíduo no ambiente, que pode contaminar o solo e o lençol freático.

"Mostramos que é viável recuperar um resíduo que não era considerado possível de ser reciclado. Tanto que não existem usinas de reciclagem para este material no país. Estima-se que o resíduo do gesso represente em torno de 4% do volume do descarte da construção civil, que no Estado de São Paulo corresponde a mais de 50% de todo o resíduo sólido urbano gerado," evidencia a engenheira civil.

Gesso sustentável

O modelo experimental para a reciclagem do resíduo envolve duas fases, moagem e calcinação. Após estas etapas foram avaliadas as propriedades físicas e mecânicas do material reciclado.

"Os resíduos foram submetidos a ciclos de reciclagem consecutivos. Com estes ciclos, nós queríamos verificar se era possível reciclar o gesso, que já havia passado por processo de reciclo. Chegamos até o 5º ciclo de reciclagem e o gesso apresentou características químicas e microestruturais similares ao longo de todo o processo. Podemos inferir, portanto, que ele pode ser reciclado indefinidamente", conclui.

Os ciclos de reciclagem provam, segundo a engenheira, que o gesso da construção civil pode ser totalmente sustentável.

"Pode-se utilizar o resíduo do gesso em diversos ciclos de reciclagem, que é uma das diretrizes da sustentabilidade no setor. Além disso, evita a extração da matéria-prima de fabricação do gesso, que é a gipsita", complementa.

Impactos ambientais do gesso

O gesso é amplamente utilizado na construção civil.

Seus usos mais comuns incluem o revestimento de tetos e paredes, a confecção de componentes pré-moldados como forros e divisórias e como elemento decorativo, devido às suas propriedades de lisura, endurecimento rápido e relativa leveza.

A matéria-prima para a fabricação do gesso é o minério chamado gipsita, cujas maiores jazidas estão localizadas no polo gesseiro de Araripe, no sertão de Pernambuco - o polo é responsável por 95% da produção nacional.

A deposição inadequada do resíduo de gesso pode contaminar o solo e o lençol freático, devido às características físicas e químicas do material, que, em contato com o ambiente, pode se tornar tóxico. "O resíduo do gesso é constituído de sulfato de cálcio di-hidratado. A facilidade de solubilização promove a sulfurização do solo e a contaminação do lençol freático", explica Sayonara.

Do mesmo modo, a deposição do resíduo em aterros sanitários comuns não é recomendada. Neste caso, além de tóxico, a dissolução dos componentes do gesso pode torná-lo inflamável, explica a pesquisadora. "O ambiente úmido, associado às condições aeróbicas e à presença de bactérias redutoras de sulfato, permite a dissociação dos componentes do resíduo em dióxido de carbono, água e gás sulfídrico, que possui odor característico de ovo podre. A incineração do gesso também pode produzir o dióxido de enxofre, um gás tóxico. As possibilidades de minimizar o impacto ambiental, portanto, são a redução da geração do resíduo, a reutilização e a reciclagem", aconselha.

Tô me apressando para morrer...algum dia!

               Ministro das Finanças do Japão diz que idosos do País devem "se apressar e morrer"

A declaração virou manchete mundial e não agradou a população do País, cuja grande parte é idosa

     http://www.infomoney.com.br/minhas-financas/aposentadoria/noticia/2664562/ministro-das-financas-japao-diz-que-idosos-pais-devem-apressar         

Por Luiza Belloni Veronesi


SÃO PAULO - O novo ministro das Finanças do Japão, Taro Aso, fez uma declaração polêmica nesta semana, durante uma reunião de governo. Aso afirmou que os idosos do País deveriam “se apressar e morrer” para aliviar os gastos governamentais com a saúde pública.
Segundo informações do The Guardian, o comentário acabou virando manchetes de jornais e não agradou nada o povo japonês, em parte porque um em cada quatro cidadãos é idoso. Daqui 50 anos, 40% da população terá idade superior a 60 anos.


Taro Aso - ministro das Finanças  (Reuters)
Taro Aso - ministro das Finanças (Reuters)

Quem também não gostou da declaração foi o novo primeiro-ministro, Shinzo Abe, que já comandou o Japão mas foi demitido com apenas um ano no poder, em 2007, devido a uma série de gafes feitas por membros de seu gabinete.
Na declaração completa, Aso referiu-se aos idosos que não conseguem viver sem a ajuda de aparelhos. “Deus me livre se você é forçado a viver quando quer morrer. Eu acordaria me sentindo cada vez pior sabendo que [o tratamento] foi tudo por conta do governo. O problema não será resolvido, a menos que as pessoas o deixe se apressar e morrer”.
Não é a primeira vez que o ministro de 72 anos, um dos políticos mais ricos do Japão, questiona o dever do Estado para com sua grande população idosa. Em 2008, enquanto era primeiro-ministro, Aso descreveu pensionistas como pessoas "senis" e que deveriam cuidar melhor de sua saúde.
Cuidar de idosos é um grande desafio para os serviços sociais do Japão. De acordo com um relatório atual, o número de famílias que recebem cuidados médicos, que incluem membros da família com 65 anos ou mais, foi mais de 678 mil, ou cerca de 40% do total. O governo planeja reduzir tais despesas em seu próximo orçamento, que deve entrar em vigor em abril deste ano, com os detalhes dos cortes esperados dentro de dias.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

TOKAMAK: Recriar o sol na Terra...


Projeto que quer reproduzir a energia do Sol na Terra começa a sair do papel

Inauguração de sede do Reator Experimental Termonuclear Internacional marca início da busca pela fusão nuclear em larga escala

20 de janeiro de 2013 | 2h 04

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,projeto-que-quer-reproduzir-a-energia-do-sol-na-terra-comeca-a-sair-do-papel-,986446,0.htm

LIVIO ORICCHIO, ENVIADO ESPECIAL - O Estado de S.Paulo
CADARACHE,  FRANÇA - O maior projeto científico da humanidade começou a sair do papel na quinta-feira passada. Numa cerimônia em Cadarache, no sul da França, foi inaugurado o edifício-sede do Iter - abreviação em inglês de Reator Experimental Termonuclear Internacional, iniciativa multinacional destinada a desenvolver a tecnologia da fusão nuclear em grande escala para a geração de energia.
O projeto pretende nada menos que reproduzir o Sol na Terra: num reator chamado tokamak, dois átomos de hidrogênio serão submetidos a temperaturas elevadíssimas, até se fundirem num átomo de hélio e liberar energia, como ocorre no Sol. A aventura deverá consumir até 2020, quando o reator estará operacional, US$ 15 bilhões (R$ 32 bilhões).
O planeta Terra está a aproximadamente 150 milhões de quilômetros do Sol. Há cerca de 4,6 bilhões de anos, recebe sua luz e calor, fonte de energia da origem e manutenção da vida. E deverá ser assim por outros 5 bilhões de anos, restante do tempo de vida do Sol.
Numa forma bastante simplificada, o Sol e as demais estrelas funcionam assim: sob a enorme pressão e temperatura do seu núcleo, dois átomos de hidrogênio se fundem e dão origem a um átomo de hélio. Essa reação libera enorme quantidade de energia. Apesar da considerável distância do Sol, é possível senti-la na Terra, sob a forma de luz e calor.
Não é de hoje que o homem observa o Sol com o desejo de reproduzir no planeta o seu processo de geração de energia. Primeiro, por ser muito eficiente. Basta uma pequena quantidade de matéria, ou átomos de hidrogênio, para a produção de muita energia. E, depois, por essa reação de fusão utilizar o elemento mais abundante no universo, o hidrogênio.
Não é tudo: a fusão dos átomos de hidrogênio requer cuidados, mas não cria impacto ambiental. Sua energia é limpa.
Efeitos. Os desafios científicos, de engenharia e financeiros para recriar o Sol na Terra são imensos. Não dá para reproduzir na superfície do planeta os efeitos da gravidade no interior das estrelas, razão da elevada pressão e temperatura no seu núcleo, essenciais para os átomos de hidrogênio atingirem o estado de plasma, condição em que se fundem.
Fazem parte do Iter a União Europeia, com 45,5% de participação, e seis outras nações, cada uma com 9,1% - Estados Unidos, Japão, China, Rússia, Índia e Coreia do Sul-, representando 34 países.
Atenção: fusão nuclear é diferente de fissão nuclear. Na fissão, núcleos de átomos de elementos radioativos, como urânio, são bombardeados para se romperem. E esse processo também gera elevada quantidade de energia, mas os riscos de contaminação da fissão, quase inexistentes na fusão, representam um grande problema. Há no mundo 440 usinas nucleares com reator a fissão.
O comissário de energia da União Europeia, Günther Oettinger, e a ministra francesa da Educação, Geneviève Fioraso, assistiram à inauguração do edifício-sede do Iter, em Cadarache.
Tecnologia. O professor titular do Instituto de Física da Universidade de São Paulo Ricardo Galvão acompanha de perto o projeto. "A fusão nuclear é uma tecnologia promissora como fonte de energia e sem os problemas da fissão nuclear. Ainda há algumas dificuldades científicas e técnicas para serem resolvidas, mas os experimentos na Inglaterra e nos Estados Unidos demonstraram sua viabilidade", diz.
"A demanda mundial de energia hoje é 15 terawatts (1 terawatt equivale a 1 trilhão de watts), enquanto em 2050 será de 30 terawatts, considerando-se que a população do planeta será de 10 bilhões de habitantes. Se a fusão nuclear não funcionar, a situação ficará difícil", explica Galvão.
"O principal objetivo do Iter é apenas desenvolver a tecnologia da fusão. Cada país envolvido depois realizará seus próprios projetos de fusão nuclear e construir seus reatores (tokamak) com base no conhecimento adquirido em conjunto no Iter", explica Robert Arnoux, do departamento de comunicações do projeto.
A diferença entre o tokamak e o reator da fissão nuclear é a forma como se obtém calor. Como já mencionado, a fusão funde os átomos de hidrogênio e a fissão rompe o núcleo dos átomos de urânio, por exemplo. Uma vez gerado o calor, a sequência do processo para a obtenção da energia elétrica é a mesma: o calor do tokamak e do reator a fissão esquenta água até o estado de vapor para movimentar uma turbina coligada a um gerador elétrico.
Os técnicos do Iter acreditam que o tokamak apresentará rendimento energético semelhante aos reatores da fissão nuclear. Os da última geração têm potencial para produzir 1,3 mil megawatts (MW). Para se ter uma referência, a Hidrelétrica de Itaipu tem uma capacidade instalada para gerar 14 mil MW.
Mas há desconfiança da comunidade científica no projeto Iter. Nem todos os desafios científicos e de engenharia foram resolvidos e há ainda problemas decorrentes das profundas diferenças culturais e dos interesses políticos existentes entre as nações envolvidas.
Essas incertezas, somadas à impossibilidade de as nações envolvidas investirem os valores elevados necessários, causaram atrasos importantes no Iter. Mas é verdade também que nunca o projeto andou como agora, o que mostra a confiança dos interessados no sucesso do programa da fusão nuclear.