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sábado, 31 de janeiro de 2015

Pavimento permeável pode minimizar enchentes urbanas

http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=pavimento-permeavel-minimizar-enchentes-urbanas&id=010125150130&ebol=sim


Redação do Site Inovação Tecnológica - 30/01/2015
Pavimento permeável pode minimizar enchentes urbanas
Teste de vazão da camada de pavimento permeável, vista na parte superior da imagem. [Imagem: VTT/Class Project]
Uma das causas das enchentes nas grandes cidades é a impermeabilização do solo, com o concreto e o asfalto impedindo que a terra absorva parte da água e evite que ela se acumule nos locais mais baixos.
O problema não é exclusividade do Brasil, e engenheiros finlandeses desenvolveram uma solução para o problema: um asfalto permeável que absorve parte da água da chuva.
"As soluções de pavimento desenvolvidas no projeto podem ajudar na mitigação das inundações urbanas causadas por grandes volumes de água na rede de águas pluviais," disse Erika Holt, do Centro de Pesquisas Tecnológicas da Finlândia.
Pavimento permeável
O pavimento permeável consiste em uma camada superficial de rolamento, aplicada sobre camadas de materiais de alta porosidade, capazes de reter água. As camadas de subsuperfície podem receber sistemas de drenagem ou coleta de água, ou se interligarem com a rede pluvial.
A camada de rolamento é uma mistura de asfalto, brita fina e concreto de alta permeabilidade.
O material ainda não é um substituto completo para o asfalto, sendo adequado para áreas com baixo volume de tráfego, tais como parques de estacionamento, calçadas, pátios, quadras e praças.
Segundo Holt, o pavimento permeável foi desenvolvido para atender aos rigores do inverno nórdico, resistindo ao congelamento nas estações frias e à aplicação de sal para remoção do gelo, aplicado no inverno para evitar que os carros derrapem.
As propriedades geotécnicas das camadas inferiores também foram ajustadas para as condições climáticas da Finlândia, e a aplicação da técnica em outros climas precisaria refazer os experimentos para encontrar a solução mais adequada a cada região.
Como guia para quem desejar fazer seus próprios experimentos, a equipe indica que as variáveis envolvidas incluem seleção dos materiais aplicados em cada camada, projeto e dimensionamento das camadas, técnicas de construção e períodos de manutenção.
Solução sob medida
Já existem pavimentos permeáveis em utilização no Japão, Bélgica, Alemanha e nos EUA.
O projeto finlandês teve o mérito de destacar a necessidade de adaptação do conceito às condições climáticas específicas de cada área de utilização, de forma a reduzir custos e maximizar a absorção de água.

quinta-feira, 1 de março de 2012

domingo, 29 de janeiro de 2012

Piso intertravado para calçadas




Conheça as especificações técnicas da pavimentação intertravada com blocos modulares de concreto, e seus detalhes construtivos



A pavimentação de calçadas com blocos pré-moldados é de rápida execução, possui vida útil longa, baixa manutenção e alta capacidade de drenagem das águas das chuvas. Neste sistema, blocos modulares pré-moldados em concreto, com diversas formas, cores e texturas, são justapostos e se mantêm fixos por conta do atrito da área lateral das peças em relação às outras adjacentes. Com o travamento, a transferência de carga entre os blocos alivia as pressões sobre o subleito e a base, reduzindo as possibilidades de deformações da pavimentação. As peças são assentadas sobre uma camada de areia ou pó de pedra espalhada sobre o solo previamente compactado. Por ser assentado sobre o solo, o sistema de pavimentação intertravada possibilita melhor drenagem, com poucas camadas de interferência. Confira os detalhes da pavimentação:



Contenção lateral
2 Areia de rejuntamento
3 Peças pré-moldadas de concreto
4 Areia de assentamento ou pó de pedra
5 Base
Sub-base
Subleito

Ilustrações: Daniel Beneventi
Preparação do solo
O solo (subleito e sub-base) é compactado com a ajuda de um rolo compactador e/ou um equipamento vibratório. Em seguida, verifica-se a altura da caixa (contenção lateral) para receber a estrutura do pavimento, normalmente feita com bica corrida - material usado como base de pavimentação de ruas e pistas de concreto. A altura da contenção varia conforme a altura do bloco utilizado. Depois, a bica corrida também é compactada e, então, avalia-se o caimento mínimo para coleta das águas (recomenda-se 1,5% de caimento). Como a pressão exercida em calçadas é considerada baixa, é possível obter um bom desempenho dos blocos de concreto apenas por meio de seu assentamento sobre um colchão de areia, aplicado sobre um subleito adequadamente regularizado e compactado, sendo dispensável a execução de uma camada de reforço da fundação.

Assentamento
Para assentamento dos blocos intertravados, espalha-se uma camada de pó de pedra ou areia sobre a bica corrida. Para uma camada uniforme e com espessura constante, utilizam-se réguas sobre tubos de aço com diâmetro de 3 a 5 cm. É necessária a utilização de linha para assentamento dos pisos para garantir os esquadros e desenhos da obra. Os recortes nos blocos, para emendas e arremates, são feitos com serra mármore ou policorte. Para finalizar o assentamento, usa-se o equipamento vibratório sobre o piso para nivelá-lo. Espalha-se, então, o pó de pedra ou areia sobre o piso com uma vassoura e utiliza-se novamente o equipamento vibratório para que o pó penetre nas juntas. Após a colocação das peças é necessário compactá-las, em geral, em dois ciclos de compactação. O primeiro ciclo compacta a areia de assentamento e provoca a ascensão desse material pelas juntas, que podem variar de 5 a 25 mm de espessura, dependendo do tipo de areia. Depois dessa etapa, uma areia mais fina é vassourada para dentro das juntas, promovendo o rejuntamento.

Drenagem
Para garantir a perfeita drenagem em sistemas de piso intertravado, indica-se o cuidado com as inclinações longitudinais e com os caimentos transversais de pavimentos intertravados. Para calçada, recomenda-se caimentos transversais de 2%, com caimento transversal máximo de 4%. Os pavimentos também devem prever interrupções como poços de visita, caixas de passagem, hidrantes, trilhos e padrões de luz. O detalhe de uma caixa de passagem pode ser simplificado preenchendo-se o entorno da interrupção com concreto de 30 MPa.

Conservação
Os blocos pré-moldados de concreto podem ser retirados e recolocados, o que permite consertos subterrâneos, como vazamentos de canalização e de eventuais recalques do subleito, sem remendos. A capacidade de drenagem da pavimentação intertravada também evita despesas com operações tapa-buracos, recapeamento e selagens de trincas.

Formatos mais comuns, resistência e normas
Os formatos mais comuns de blocos intertravados, entre diversos fabricantes, são: retangular, "raquete", 16 faces e sextavado. Para calçadas, usa-se, em geral, blocos com espessura de 6 cm, conforme definição em projeto. A resistência da pavimentação intertravada costuma variar entre 35 e 50 MPa. Esse tipo de pavimento está normatizado na ABNT, pelas normas referentes às Peças de Concreto para Pavimentação NBR 9780 ("Determinação da Resistência à Compressão") e NBR 9781 ("Especificação").



Colaboração: Blocos Renger

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Piso permeável e calçadas verdes acessíveis

Piso permeável como alternativa

http://www.gazetadigital.com.br/conteudo/show/secao/16/materia/273473

Quarta, 04 de maio de 2011, 04h00

Josana Salles  / Da Redação 
 
Os pisos drenantes ou permeáveis estão cada vez mais ocupando espaço em Cuiabá, uma das capitais brasileiras com alto índice de chuvas nos primeiros meses do ano. A impermeabilização de áreas abertas contribui para a ocorrência de inundações. Porém, novas tecnologias,como os pavimentos permeáveis, são uma alternativa para permitir a infiltração da água para o solo. O material pode ser utilizadas em calçadas, parques, praças, quadras poliesportivas, estacionamentos e até em ruas de tráfego leve.
O pavimento permeável já é utilizado com sucesso há mais de 30 anos nos Estados Unidos e em países europeus, como Inglaterra e Alemanha. Em Cuiabá, a indústria Braston, que utiliza o concreto incorporado com fibras naturais e agregados minerais produz peças premoldadas com grande capacidade de drenagem.
O empresário cuiabano, Narciso Bosaipo, um dos sócios da Braston ressalta o índice de 97% de absorção dos pisos, retirando a água do solo em três segundos. "Em seguida a água passa por uma base de pedra, pedrisco e areia e é levada para o lençol freático. Os pisos são resistentes e aderentes, atérmicos, confortáveis e antiderrapante", diz.
O produto é feito com granito, vidro temperado, pedras e fibra de coco, tudo triturado. A fábrica produz pisos em mais de 20 cores, peças formadas por placas porosas com cinco tamanhos diferentes. Rogério Cazaroti, um dos empresários da Braston diz que a produção chega a 300 metros/dia de piso, podendo chegar a 600 metros.
O piso foi utilizado no Jardim da Contemplação, na Casa Cor Mato Grosso 2010, em Cuiabá. Foi empregado também nos estacionamentos de agências bancárias e espaços em condomínios.
Na hora de aplicar, não exige mão-de-obra especializada. As peças podem ser colocadas e retiradas uma a uma com extrema facilidade. O piso Megadreno permite um processo de intervenção no subsolo mais simples, rápido e seguro. Seu lançamento oficial ocorreu na Casa Cor São Paulo, em 2006, no Jockey Club, no ambiente Calçada Viva, projetado pelo conceituado arquiteto e paisagista Benedito Abbud.

Fornecedores:

http://www.braston.com.br/site/portal/

http://www.gyotoku.com.br/



Guia Prático para
a Construção de Calçadas
 
 Fonte e guia:

http://www.creaba.org.br/ftp/Guia_Pratico_Construcao_de_Calcadas.pdf



 CALÇADAS VERDES E ACESSÍVEIS
 

Melhoram a mobilidade, a permeabilidade e embelezam a paisagem urbana

Fonte e guia:
http://www.uniagua.org.br/public_html/website/livro_calcada.pdf

sábado, 17 de setembro de 2011

Estacionamento em Barueri recebe 22 mil m² de pavimento permeável



Estacionamento em Barueri recebe 22 mil m² de pavimento permeável

15/Setembro/2011

http://www.piniweb.com.br//construcao/tecnologia-materiais/estacionamento-em-barueri-recebe-22-mil-m-de-pavimento-permeavel-235265-1.asp?utm_source=Virtual+Target&utm_medium=email&utm_content=&utm_campaign=NL+Eng+15/09&utm_term=

Blocos intertravados têm maior espaçamento entre si e base do piso, sem compactação, é formada por materiais granulares que permitem a passagem da água


Mauricio Lima


O estacionamento do Parque Shopping Barueri, na região metropolitana de São Paulo, contará com cerca de 22 mil m² de pavimento intertravado permeável, a maior área desse tipo de piso já instalado no País. A tecnologia é implantada pela Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) e a obra é executada pela Construcap.

Mauricio Lima
Base do pavimento é feita com materiais granulares de diferentes tamanhos



Segundo o Gerente de Projetos de Inovação da ABCP, Cláudio Oliveira Silva, a principal diferença com relação aos pavimentos comuns é que a base não é compactada. "No caso do pavimento permeável, diferentemente do pavimento intertravado convencional, a camada de assentamento é composta por um material um pouco mais grosso que a areia, para proporcionar os vazios que permitem a passagem da água", diz.

Os blocos intertravados são espaçados em 6 mm, que depois serão rejuntados com um tipo de brita mais grossa, que permanece estável no solo. O material fino seria levado pela água e acabaria se assentando, deixando espaços indesejados na parte superior e causando movimentação ou afundamento dos blocos. O pavimento permeável não pode, no entanto, ser utilizado em locais de tráfego pesado. No caso da obra em Barueri, os caminhões passarão por uma via com piso intertravado comum.

O engenheiro explica que em locais onde o solo é mais compacto, dificultando a absorção da água, é possível instalar um sistema de drenagem. Nesses casos, o piso também proporciona o retardo da chegada da água ao sistema de drenagem, impedindo sua saturação em caso de grandes chuvas. Isso porque a água tem de passar por uma camada de quase 1 m de brita até chegar ao cano. Além disso, essa demora faz também com que a temperatura do piso diminua, reduzindo a quantidade de ilhas de calor.

O processo de instalação é relativamente rápido. Segundo Silva, os 22 mil m² de pavimento permeável foram instalados em aproximadamente 40 dias.

Com relação ao custo, o engenheiro afirma que não há muita diferença de preço, já que em um sistema de pavimento comum seria necessário criar canaletas e bueiros, aumentando o custo da obra.

Para verificar a permeabilidade do pavimento, é realizado um ensaio onde o piso é inicialmente saturado. Depois disso, é medido o tempo que a água leva para ser absorvida pelo pavimento. Com base em um cálculo de coeficiente de infiltração, o pavimento é classificado como de alta, média ou baixa permeabilidade.

A ABCP está trabalhando atualmente na adaptação para o Brasil da norma técnica norte-americana para esse tipo de pavimento. 

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Ecopavimento, permeável e mais barato que asfalto!

Ecopavimento, permeável e mais barato que asfalto




26 de abril de 2011
23h 59

fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,ecopavimento-permeavel-e-mais-barato-que-asfalto,711096,0.htm
 
autor: Gustavo Bonfiglioli - O Estado de S. Paulo


Problema típico da urbanização, a impermeabilização do solo contribui para enchentes, porque a água da chuva não tem para onde correr. O ecopavimento pode aumentar a porosidade de estacionamentos e calçadas, embora seja frágil para uso em ruas. “O asfalto tem de 10% a 15% de permeabilidade, e o ecopavimento drena até 90% da água”, diz Paulo Renato Guimarães, diretor da Ecotelhado, empresa que desenvolveu a tecnologia. Confira como o ecopavimento é feito.



1) Nivelamento


Fotos: Ecotelhado/Divulgação





O processo começa com uma camada de terra nivelada, como em uma pavimentação comum. A instalação é simples e dispensa a utilização de maquinário – a não ser que a área seja muito grande, o que exigirá um compactador para executar a terraplanagem.



2) Grelhas







O que garante a drenagem eficaz do ecopavimento são as grelhas alveolares, feitas de plástico reciclado e produzidas em parceria com empresas do ramo. As grelhas são fixadas no piso até formarem uma malha que cubra toda a área destinada ao pavimento ecológico.



3) Lasanha de pneu









Como uma lasanha, o ecopavimento é composto de três camadas. Há uma série de opções para a “cobertura” final: brita (as pedrinhas comuns em estacionamentos), areia, grama ou até mesmo pneu reciclado, que é triturado e distribuído no local como uma brita de borracha.



4) Parece, mas não é







Pronto, o ecopavimento lembra uma cobertura de terra, brita ou grama. O segredo está nas grelhas, que deixam a drenagem homogênea, evitando a formação de sulcos, poças e barro – problemas comuns em lugares chuvosos sem pavimentação.







sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

"SUPER RUA" DIMINUI ACIDENTES E REDUZ TEMPO DE VIAGEM

"Super rua" diminui acidentes e reduz tempo de viagem




Redação do Site Inovação Tecnológica - 27/01/2011


Autoria e fonte:


SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Super rua diminui acidentes e reduz tempo de viagem. 27/01/2011. Online. Disponível em www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=super-rua. Capturado em 28/01/2011. Não é uma rua e nem uma avenida; não é uma via expressa e nem tampouco uma rodovia.




Seus criadores a chamam simplesmente de "super rua".



E, segundo os primeiros testes, as super ruas diminuem significativamente o tempo gasto em cada trajeto e levam "a uma drástica redução nas colisões entre automóveis e ferimentos em acidentes."



As super ruas reduzem o tempo de viagem e o número de acidentes. [Imagem: Joe Hummer, North Carolina State University]



Tempo de viagem e acidentes



"O estudo mostrou uma redução de 20 por cento no tempo total de viagem em relação aos cruzamentos similares que usam os modelos de tráfego convencional," afirma Dr. Joe Hummer, da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos.



Hummer e seus colegas fizeram a primeira avaliação real deste modelo de tráfego, projetado para atender às necessidades de vias interligação, que normalmente interligam rodovias ou vias expressas de grande tráfego.



Os testes mostraram uma redução de 46% nas colisões de automóveis. E os acidentes que ocorreram tiveram 63% menos feridos do que os acidentes em vias similares com desenho tradicional.



O que são super ruas



Super ruas são vias locais ou de interligação, e não vias expressas.



São vias onde as conversões à esquerda das ruas laterais são redirecionadas, assim como o tráfego das ruas que precisam cruzar a super rua.



Nos dois casos, os motoristas são primeiro obrigados a fazer uma curva à direita e então fazer um retorno em U.



Embora isso possa parecer mais demorado, o estudo mostrou que o resultado prático é uma significativa economia de tempo no trajeto, uma vez que os motoristas não ficam mais parados esperando para virar à esquerda, ou parados no cruzamento, esperando para entrar na via.



Curiosidade interessante



O conceito de super rua não é novo, mas tem permanecido como uma curiosidade, com poucos trabalhos de aferição cuidadosa de suas vantagens ou desvantagens em relação ao sistema tradicional de tráfego.



Segundo Hummer, este foi o maior estudo já feito, envolvendo 16 super ruas implantadas no estado da Carolina do Norte. Os resultados levam em conta tanto super ruas dotadas de semáforos quanto super ruas com fluxo totalmente livre.






quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Prefeituras de SP e RJ vão pavimentar ruas com asfalto ecológico

Prefeitura de SP vai pavimentar oito ruas com asfalto ecológico

Outras 44 vias serão recapeadas com recursos na ordem de R$ 19,4 mi

iG São Paulo
01/12/2010 15:18



A Prefeitura de São Paulo vai pavimentar oito ruas da cidade com asfalto ecológico a partir da primeira quinzena deste mês. As vias beneficiadas ficam nas regiões das Subprefeituras do Butantã, Freguesia/Brasilândia e São Miguel. O novo material, composto por resíduos de obras e demolições, será utilizado para asfaltar 2,6 quilômetros de extensão. O asfalto será usado em duas das camadas que compõem o pavimento.



De acordo com a Secretaria das Subprefeituras, foram investidos cerca de R$ 2 milhões no projeto. A utilização do produto pode refletir em uma economia de até 40% em relação ao asfalto já utilizado. A Prefeitura planeja usar esse tipo de asfalto em outros pontos da capital, em locais a serem definidos.



Ainda nesta semana, a prefeitura anunciou o recapeamento de 44 ruas e avenidas a partir da próxima semana. Segundo a pasta, serão destinados R$ 19,4 milhões para a recuperação de 42 km de vias. Entre elas estão as avenidas Luis Carlos Berrini, no trecho entre a Dr. Chucri Zaidan e a Bandeirantes; Brigadeiro Faria Lima, da Rebouças até Cidade Jardim; e a avenida Morumbi, da Dr. Chucri Zaidan até a Santo Amaro.


Rio faz testes com asfalto ecológico em ruas e estradas


20/12/2010

Fonte: http://exame.abril.com.br/economia/meio-ambiente-e-energia/noticias/rio-faz-testes-com-asfalto-ecologico-em-ruas-e-estradas
Uso do material é um teste para que os técnicos possam conhecer a forma de produzir e aplicar o revestimento

Os governos municipal e estadual do Rio estão investindo em tecnologias ecológicas para pavimentação de ruas e estradas. Na semana passada, a Secretaria Municipal de Obras aplicou um pigmento verde em um trecho de 350 m² da Estrada Dona Castorina, no Jardim Botânico. O uso do material é um teste para que os técnicos possam conhecer a forma de produzir e aplicar o revestimento, que tem como vantagem tornar o asfalto mais resistente à deformação.


A intenção da Prefeitura é empregar o asfalto colorido em ciclovias e parques. A pigmentação, que pode ser azul, verde, amarela, vermelha ou branca, é feita com temperaturas abaixo de 140ºC, o que reduz as emissões de gases de efeito estufa.
O Departamento de Estradas e Rodagens do Rio (DER-RJ) também começou a reformar este ano um trecho de 35 km da RJ-122, entre Guapimirim e Cachoeiras de Macacu, com asfalto borracha, que leva 20% de pó de pneus velhos. "É uma inovação brasileira", diz o presidente do DER-RJ, Henrique Ribeiro. Até março, o trecho estará pronto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.





UM CAMINHO PARA OS PNEUS INSERVÍVEIS
RODOVIAS VOLTAM A SER O DESTINO DOS PNEUS


por Mariana Conrado
Fonte: http://www.sindipneus.com.br/revistas/revista_09.pdf



Mesmo após rodar até o limite, pneus podem retornar para as vias e, o melhor, de uma maneira ambientalmente correta: como asfalto. Isso mesmo. No Brasil já existem trechos de pavimento produzido com o resíduo reciclado dos pneus velhos, o asfalto borracha. Além de amenizar um problema ecológico, por dar destino aos pneus sem condições de rodagem, o uso da borracha nas misturas asfálticas melhora a qualidade das estradas e das ruas.

Indiscutivelmente, o pneu é um elemento fundamental e insubstituível, principalmente em países onde o transporte rodoviário predomina. No Brasil, mais de 59 milhões de pneus foram produzidos em 2008, segundo levantamento da Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (Anip). Ainda que o tempo de sua vida útil dure cerca de sete anos, em algum momento ele será inservível.

O volume oficial dos produtos descartados não é registrado, mas sabe-se que a questão da destinação final inadequada é alarmante. Os pneus são produtos de degradação lenta e, quando abandonados em locais impróprios, oferecem riscos à saúde pública e danos ao meio ambiente, pois podem liberar substâncias tóxicas na atmosfera, transformarem-se em criadouros de mosquitos transmissores de doenças, entre outros fatores. A preocupação é evidente e a disposição dos pneus inservíveis é questionada em todo o mundo.

Entretanto, a parte boa da história é que há várias maneiras de reaproveitar os pneus e minimizar os transtornos gerados. O pesquisador, doutor em engenharia e professor universitário, Luciano Specht, acredita que a solução do problema ambiental esteja ligada ao consumo em larga escala da borracha, conjugada às diversas alternativas de uso. Dentre elas, o pesquisador destaca a aplicação de pneumáticos como fonte de energia, combustível de cimenteiras e, principalmente, como pavimento.



Asfalto ecológico


O uso dos pneus na fabricação de asfalto constitui na adição do pó de borracha da reciclagem ao material de pavimentação. Dessa mistura, compõese o asfalto borracha, também denominado como asfalto ecológico, devido às contribuições ao meio ambiente. Specht, que também é especialista em misturas asfálticas com borracha, conta que essa técnica foi desenvolvida nos Estados Unidos na década de 1950 e que ainda hoje a ideia é bem disseminada no país.

No Brasil, a primeira aplicação ocorreu em 2001, por iniciativa do convênio da concessionária de rodovias Univias com a produtora e distribuidora Greca Asfaltos e com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Após pesquisas, testes e estudos de laboratório, o segmento experimental do asfalto borracha foi sobreposto em cerca de dois quilômetros da BR 116, no trecho Porto Alegre – Pelotas, no Rio Grande do Sul.

Segundo o engenheiro Paulo Ruwer, da Univias, o asfalto ecológico é composto de 20% da borracha de pneu triturada. Normalmente, para cada quilômetro de pista pavimentada com esse produto, podem ser reaproveitados cerca de 1.000 pneus de carro sem condições de rodagem. Mas, na verdade, “a quantidade de pneus para a execução de um quilômetro desse tipo de pavimentação depende de certos fatores, como a espessura da camada de asfalto e a sua largura”, explica o engenheiro.

A concessionária Rodonorte – que foi a segunda empresa a aplicar o asfalto ecológico em sua malha e a primeira a fazer isso em larga escala no Brasil –, por exemplo, utiliza cerca de 1.200 pneus inservíveis

para revestir um quilômetro de rodovia com o asfalto borracha. “As vantagens desse asfalto vão desde o aspecto ambiental até o técnico. Se não fosse a reciclagem, boa parte desses pneus poderia ser depositada em lugares inapropriados. Agora eles ajudam a construir um asfalto ecologicamente correto e de qualidade”, enfatiza o gestor de obras da Rodonorte, Elvio Torres.





Mais que benefícios ambientais



Além de colaborar com o meio ambiente, o uso de pneumáticos como agregado na fabricação de pavimento possui outras virtudes também importantes.

Uma afirmação presente em diversas análises realizadas pelos profissionais da área é: o asfalto borracha proporciona avanços para as rodovias.

O alto volume de tráfego, o excesso de carga por eixo, as temperaturas elevadas e a falta de manutenção

são ocorrências comuns nas ruas e estradas do Brasil. Essas características contribuem para que as pistas apresentem defeitos como deformação permanente nas trilhas de roda e trincamento por fadiga.

De acordo com a equipe da Greca Asfalto, em estudo publicado no início de 2009, verificou-se que o asfalto convencional nem sempre consegue atingir as expectativas projetadas para segmentos que exigem revestimentos de alto desempenho. E, para esses trechos, os técnicos apontam como alternativa o uso de misturas asfálticas especiais.

Pesquisas comprovaram que o pó da borracha possui aspectos físico-químicos que aprimoram as propriedades do ligante do asfalto, o que traz uma série de benefícios. O pesquisador Luciano Specht explica que a melhoria é por causa, principalmente, da elasticidade da borracha e da redução do envelhecimento do produto em longo prazo. O estudo da Greca registra que a pavimentação de asfalto ecológico, implantado no segmento experimental (em 2001), teve um comportamento superior, em termos de retardar a reflexão de trincas, comparado ao do revestimento construído com ligante tradicional localizado no mesmo trecho.

Os demais testes comparativos acentuam algumas das vantagens técnicas e econômicas do pavimento ecológico. A equipe da Greca ressalta que a pista revestida com asfalto borracha é mais resistente ao desgaste e ao trincamento. Em uma das pesquisas sobre a quantificação da vida útil do asfalto borracha realizada pelos parceiros conveniados (Greca, Univias e UFRGS), por meio de um simulador de tráfego, foi observado que o recapeamento em asfalto convencional estava completamente trincado após 98 mil ciclos de carga dos caminhões em eixo de 10 tf (tonelada força). Já no recapeamento com asfalto borracha, a reflexão de trincas só começou após 123 mil ciclos da mesma carga de eixo.

A conclusão dos resultados apontou que o reflexo de trincas nos revestimentos do asfalto borracha é de cinco a seis vezes mais lento do que no recapeamento em concreto asfáltico tradicional. “Resumidamente, pode-se afirmar que, a partir desses testes, a camada com borracha duraria pelo menos 25% a mais do que a convencional”, informa o pesquisador Luciano Specht.


Entre outras vantagens do produto ecológico, a equipe da Univias destaca que o asfalto borracha apresenta uma redução do nível de ruído provocado pelo atrito pneu/pavimento. E, uma vez que a composição do produto absorve as propriedades elásticas e estabilizadoras da borracha de pneu, o trecho com asfalto ecológico melhora as condições de segurança: o veículo tem mais aderência ao pavimento e freia em menos tempo, diminuindo, principalmente em dias de chuva, os riscos de derrapagem e de aquaplanagem. Em nota, a equipe conclui que o asfalto borracha apresenta maior segurança; melhor qualidade, diminuindo a frequência de restaurações e intervenções na rodovia; e ainda maior durabilidade, o que promove economia na pavimentação.



Verdade seja dita



Você deve estar se perguntando: se é ecologicamente correto e a eficiência é comprovada, o que falta para os municípios e concessionárias expandirem a aplicação do asfalto borracha nas rodovias brasileiras? Apesar das vantagens fundamentadas, o engenheiro Paulo Ruwer e o especialista Luciano Specht explicam que há barreiras que desencorajam a utilização em larga escala das misturas asfálticas modificadas com borracha. Ruwer não esconde o fato de que, para fabricar o pavimento com borracha, se gasta um teor maior de asfalto na mistura “asfalto/agregado pétróleo”, o que gera certa polêmica por esse fato não ser um aspecto ecológico. Além disso, outra questão importante é que o custo inicial de implantação do asfalto borracha é maior do que o asfalto comum.

“O preço varia de acordo com a estrutura do asfalto. A título de exemplo, para a aplicação de um quilômetro em uma pista de 7,50m de largura com uma camada de 5cm de espessura, o custo do ecológico é da ordem de R$220 mil e do convencional é de R$ 180 mil, ou seja, é cerca de 18% mais caro”, diz o engenheiro, que logo completa: “porém, tal diferença é compensada por sua maior durabilidade”.

O especialista Specht compartilha da mesma opinião: “tendo em vista a baixa manutenção que será necessária com o passar dos anos, a relação custo/ benefício do asfalto borracha é lucrativa sobre os ligantes convencionais”. Na opinião de Ruwer, o uso desse produto tem crescido no Brasil, mas se não contempla a totalidade dos investimentos em restaurações é porque certamente a comunidade técnica não ignora nenhum aspecto da questão.

Para a utilização em grandes proporções de pavimentos feitos com borracha nas rodovias brasileiras, Luciano Specht acredita que é preciso investir em equipamentos apropriados, desenvolver mais pesquisas sobre o assunto e também obter um maior incentivo dos gestores públicos. “É necessário se ter normatização dos órgãos oficiais rodoviários para que a técnica seja mais utilizada”, diz. Ele conta que nos EUA existem leis que estabelecem a utilização de um percentual mínimo de borracha reciclada na produção de misturas asfálticas. “Os estados norte-americanos, como a Flórida, Califórnia e Arizona, têm larga experiência com o uso do pavimento feito com borracha”, detalha.



Busca de incentivo


Segundo o especialista, ainda não há, no Brasil, incentivo oficial para a incorporação da borracha na composição das misturas do asfalto. Em Minas Gerais, o deputado Gustavo Valadares é autor de um projeto de lei que incentiva a fabricação do asfalto ecológico. A proposta de Valadares aproveitou ideias expostas anteriormente pelo deputado Sávio Souza Cruz. O texto prevê que o estado dê preferência à massa asfáltica produzida com borracha de pneus em desuso na recuperação de vias públicas. “O projeto já foi aprovado, em 2008, em 1º turno pelo Plenário da Assembléia Legislativa. Agora aguardamos o parecer em 2º turno da Comissão de Meio Ambiente, para que seja votado definitivamente em Plenário”, diz Gustavo Valadares.

De acordo com o deputado, o Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) já regulamentou parâmetros para a utilização das carcaças de pneus inservíveis como agregado na composição do asfalto, a fim de aumentar o reaproveitamento dos resíduos. Trata-se da Resolução 258, que, no entanto, se refere mesmo é à obrigação dos produtores e importadores de pneus oferecerem destino correto ao produto quando não há possibilidade para o uso veicular e nem para os processos de reforma. Para Valadares, são poucas as iniciativas para o asfalto borracha: “talvez porque o tema seja relativamente novo para o nosso país”.

Aos quase oito anos de utilização do asfalto borracha, o Brasil possui cerca de 3.000 quilômetros de rodovias recapeadas com o pavimento ecológico, segundo estimativa da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Asfaltos (Abeda). Em Minas, o asfalto borracha foi aplicado pela primeira vez na capital em obra concluída em 2006.

O segmento revestido foi o do corredor Boulevard Arrudas, em um trecho da linha que liga o centro de Belo Horizonte ao aeroporto de Confins (que é de responsabilidade do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de Minas Gerais – DER/ MG). Segundo a Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop), foi pavimentado 1,42 km, com pista de 13m de cada lado, totalizando

37.000m² de aplicação. O Setop informa também que o uso do asfalto ecológico nessa obra foi uma exigência da prefeitura. Caso a lei mineira proposta por Gustavo Valadares seja sancionada pelo governador Aécio Neves, será regulada a aplicação prática do revestimento de asfalto borracha no estado. E, com mais incentivos, as empresas de todos os setores que atuam, desde a produção à aplicação do asfalto borracha, teriam benefícios na operação, na qualidade das rodovias e, ao mesmo tempo, contribuiriam com a proteção ambiental.