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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Piso permeável e calçadas verdes acessíveis

Piso permeável como alternativa

http://www.gazetadigital.com.br/conteudo/show/secao/16/materia/273473

Quarta, 04 de maio de 2011, 04h00

Josana Salles  / Da Redação 
 
Os pisos drenantes ou permeáveis estão cada vez mais ocupando espaço em Cuiabá, uma das capitais brasileiras com alto índice de chuvas nos primeiros meses do ano. A impermeabilização de áreas abertas contribui para a ocorrência de inundações. Porém, novas tecnologias,como os pavimentos permeáveis, são uma alternativa para permitir a infiltração da água para o solo. O material pode ser utilizadas em calçadas, parques, praças, quadras poliesportivas, estacionamentos e até em ruas de tráfego leve.
O pavimento permeável já é utilizado com sucesso há mais de 30 anos nos Estados Unidos e em países europeus, como Inglaterra e Alemanha. Em Cuiabá, a indústria Braston, que utiliza o concreto incorporado com fibras naturais e agregados minerais produz peças premoldadas com grande capacidade de drenagem.
O empresário cuiabano, Narciso Bosaipo, um dos sócios da Braston ressalta o índice de 97% de absorção dos pisos, retirando a água do solo em três segundos. "Em seguida a água passa por uma base de pedra, pedrisco e areia e é levada para o lençol freático. Os pisos são resistentes e aderentes, atérmicos, confortáveis e antiderrapante", diz.
O produto é feito com granito, vidro temperado, pedras e fibra de coco, tudo triturado. A fábrica produz pisos em mais de 20 cores, peças formadas por placas porosas com cinco tamanhos diferentes. Rogério Cazaroti, um dos empresários da Braston diz que a produção chega a 300 metros/dia de piso, podendo chegar a 600 metros.
O piso foi utilizado no Jardim da Contemplação, na Casa Cor Mato Grosso 2010, em Cuiabá. Foi empregado também nos estacionamentos de agências bancárias e espaços em condomínios.
Na hora de aplicar, não exige mão-de-obra especializada. As peças podem ser colocadas e retiradas uma a uma com extrema facilidade. O piso Megadreno permite um processo de intervenção no subsolo mais simples, rápido e seguro. Seu lançamento oficial ocorreu na Casa Cor São Paulo, em 2006, no Jockey Club, no ambiente Calçada Viva, projetado pelo conceituado arquiteto e paisagista Benedito Abbud.

Fornecedores:

http://www.braston.com.br/site/portal/

http://www.gyotoku.com.br/



Guia Prático para
a Construção de Calçadas
 
 Fonte e guia:

http://www.creaba.org.br/ftp/Guia_Pratico_Construcao_de_Calcadas.pdf



 CALÇADAS VERDES E ACESSÍVEIS
 

Melhoram a mobilidade, a permeabilidade e embelezam a paisagem urbana

Fonte e guia:
http://www.uniagua.org.br/public_html/website/livro_calcada.pdf

sábado, 17 de setembro de 2011

Manutenção das serapilheiras como opção mais imediata para o combate às cheias

15/Setembro/2011

Geólogo defende a manutenção das serapilheiras como opção mais imediata para o combate às cheias

http://www.piniweb.com.br//construcao/tecnologia-materiais/geologo-defende-a-manutencao-das-serapilheiras-como-opcao-mais-imediata-235268-1.asp?utm_source=Virtual+Target&utm_medium=email&utm_content=&utm_campaign=NL+Eng+15/09&utm_term=

Em artigo, Álvaro Rodrigues dos Santos elenca os esforços para reverter a impermeabilização das cidades



Enchentes: não tirem a serapilheira

Por Álvaro Rodrigues dos Santos


Vamos já de início explicar o que é a serapilheira, e porque ela pode ser considerada o símbolo das medidas ditas não estruturais de combate às enchentes. Bem, de quebra vamos todos também saber que as medidas não estruturais são aquelas que, inteligentemente, atacam diretamente as causas das enchentes e não somente suas consequências.
Serapilheira é aquele espesso colchão de folhas caídas e restos vegetais que vai se acumulando no chão das florestas naturais. É a serapilheira que proporciona a proteção do solo contra a erosão, dá vida biológica ao solo e o enriquece agronomicamente, torna o solo mais fofo e permeável. Outra característica formidável da serapilheira é absorver ela própria de imediato uma grande quantidade de água das chuvas, reduzindo em muito o volume de água que escorre sobre a superfície do solo e que acabaria chegando aos cursos d'água. Importante aqui também saber que as florestas são os espaços que maior capacidade têm de absorver águas de chuva, chegando essa capacidade a até 80% do volume de um temporal.

Sobre as principais causas de nossas enchentes urbanas, não há mais a menor dúvida sobre quais sejam: a impermeabilização generalizada da cidade, o excesso de canalização de cursos d'água e a redução da capacidade de vazão de nossas drenagens pelo volumoso assoreamento provocado pelos milhões de metros cúbicos de sedimentos que anualmente provém dos intensos processos erosivos que ocorrem nas frentes periféricas de expansão urbana.

Uma pequena praça. Há milhares desses espaços, públicos e privados, em toda a metrópole. E mais milhares podem ser criados. O comum hoje: limpeza e chão batido. Errado!. Praticamente toda a água de chuva escorre pela superfície e vai para o sistema de drenagem colaborando para as enchentes



Esse quadro determina o que podemos chamar a equação das enchentes urbanas: volumes crescentemente maiores de água, em tempos sucessivamente menores, escoados para drenagens naturais incapazes de lhes dar vazão.

Como deveria ser. Preservando a serapilheira, absorvendo a água de chuva, tornando o solo mais permeável


Diante de um cenário assim colocado, qual seria a providência mais inteligente e imediata para combater as enchentes? Claro, sem dúvida, concentrar todos os esforços em reverter a impermeabilização das cidades fazendo com que toda a região urbanizada recupere sua capacidade original de reter as águas de chuva, seja por infiltração, seja por acumulação. Concomitantemente, promover um intenso combate técnico à erosão provocada por obras pontuais ou generalizadas de terraplenagem. Ou seja, fazer a lição de casa, parar de errar.
Para tanto, deve haver a necessária disposição de se promover uma radical mudança na cultura técnica que vem até hoje comandando o crescimento de nossas cidades, e que confunde a noção de limpeza com a noção da impermeabilização, e que acha que os processos erosivos, frutos do uso intensivo da terraplenagem, são inevitáveis e até aceitáveis.
Tomada a decisão dessa mudança cultural, haverá à mão, inteiramente já desenvolvido, um verdadeiro arsenal de expedientes e dispositivos técnicos para que esse esforço de redução do escoamento superficial das águas de chuva seja coroado de sucesso: calçadas e sarjetas drenantes, pátios e estacionamentos drenantes, valetas, trincheiras e poços drenantes, reservatórios para acumulação e infiltração de águas de chuva em prédios, empreendimentos comerciais, industriais, esportivos, de lazer, multiplicação dos bosques florestados, ocupando com eles todos os espaços públicos e privados livres da cidade. E, para esse último caso, como marca de nossa inteligência, e símbolo da necessária mudança da cultura técnica urbana, esses bosques não mais teriam sua serapilheira absurdamente raspada, varrida e removida pelos serviços públicos e privados de limpeza pública, como hoje acontece, mas sim protegida, conservada e, porque não, reverenciada pelo bem que irá nos fazer.
Diga-se, de passagem, que a decisão de manutenção da serapilheira não exige nenhum dispositivo legal para acontecer. É uma iniciativa que pode desde já didaticamente ser adotada por nossos paisagistas, arquitetos, urbanistas, líderes comunitários, ou quaisquer cidadãos que possam ter algum poder de influência sobre um espaço urbano privado ou público. Ah, aproveitem também para plantar mais algumas árvores, de forma a conformar um bosque florestado mais compacto quanto possível.

Geólógo Álvaro Rodrigues dos Santos (santosalvaro@uol.com.br)
Ex-diretor de planejamento e gestão do IPT e ex-diretor da divisão de geologia; autor dos livros "geologia de engenharia: conceitos, método e prática", "a grande barreira da serra do mar", "diálogos geológicos" e "cubatão"; consultor em geologia de engenharia, geotecnia e meio ambiente e membro do conselho de desenvolvimento das cidades da Fecomércio.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Chuvas e os investimentos em drenagem em São Paulo


Prefeitura de São Paulo dispõe de R$ 3 bilhões para obras de urbanização; metade irá para drenagem

25/08/2011 - 03h30


http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mercado/me2508201101.htm

autoria: MARIA CRISTINA FRIAS - cristina.frias@uol.com.br


A Prefeitura de São Paulo tem cerca de R$ 3 bilhões em carteira para obras de urbanização, boa parte delas em processo de licitação.
Desse volume, cerca de R$ 1,5 bilhão representa investimento em drenagem, de acordo com Elton Santa Fé Zacarias, secretário de Infraestrutura Urbana.
"São obras para resolver problemas de enchentes em diversos pontos da cidade e envolvem canalização de córregos, a construção de piscinões e, em alguns casos, moradias para famílias que estavam nas áreas atingidas."
Dada a limitação decorrente do volume de endividamento, a Prefeitura depende dos governos estadual e, principalmente, federal para obras maiores.
"Obras de porte não têm mais condições de serem feitas só com os recursos da Prefeitura." O principal interlocutor no governo Dilma Rousseff tem sido o Ministério das Cidades.
A Prefeitura paulistana finaliza a licitação para construir 150 escolas em todas as regiões da periferia.
Com o investimento de mais de R$ 600 milhões apenas para erguer as escolas, o governo municipal pretende acabar com o terceiro turno, o chamado "turno da fome", das 11hs às 15hs.
De início, eram 40 construtoras, algumas em consórcios, a participar do processo. As obras estão divididas em 15 lotes. No dia 5 de se­tembro, abrem-se os envelo­pes da concorrência e, até o final de setembro, as obras devem estar contratadas.

sábado, 23 de julho de 2011

Estacionamento-parque ou parques com estacionamento com pisos permeáveis


Estacionamento-parque: qualificação paisagística



fonte: http://www.revistatechne.com.br/Edicoes/116/artigo35396-1.asp

Autores: Ricardo de Sousa Moretti PUC Campinas ricardo.moretti@ajato.com.br e  Nelia Miyuki Nishihata PUC Campinas nelianishihata@gmail.com





Figuras 1 e 2 - Estacionamento com piso permeável e uso intensivo
 de vegetação, em pousada na cidade de Pirenópolis (GO)


Identificam-se boas perspectivas de aperfeiçoamento do projeto dos estacionamentos de veículos, em especial quanto à implantação dos "estacionamentos- parque", com uso intensivo de arborização e parte significativa de área permeável. Esse tipo de estacionamento associa a possibilidade de redução de custos, pois a pavimentação e o sistema de captação e condução das águas pluviais constituem usualmente os itens de maior impacto na composição dos custos totais das obras de urbanização e infra-estrutura, em especial nos empreendimentos destinados ao uso residencial. Por outro lado, são possíveis soluções de forte potencial paisagístico, que tornam mais agradáveis os estacionamentos e agregam valor aos imóveis. Finalmente, os estacionamentos com pisos permeáveis e uso intensivo de vegetação podem trazer uma contribuição em sustentabilidade, com ênfase na prevenção das enchentes, redução das ilhas de calor, recarga dos aqüíferos subterrâneos e manutenção das vazões dos cursos d'água nas épocas de seca.

As áreas impermeabilizadas para execução de estacionamentos representam parcela expressiva do total de áreas impermeabilizadas de um empreendimento. Em projetos de prédios sem elevador, com estacionamento descoberto, a impermeabilização do solo para esse fim resulta em áreas que chegam a ser 40% superiores àquelas necessárias para a produção da edificação. Alguns municípios já incorporaram exigências relativas à utilização de pisos permeáveis em estacionamentos, como no caso de São Paulo e restrições de vazões decorrentes da implantação de novos empreendimentos, como nos casos de Porto Alegre e Curitiba.






Figura 3 - Infiltração das águas pluviais captadas nos locais

 impermeáveis do estacionamento através de camadas 
drenantes situadas entre as vagas



A utilização intensiva de vegetação e arborização associada aos pisos permeáveis nos estacionamentos vem ao encontro do atendimento das exigências legais que, gradativamente, deverão ser regulamentadas por um número crescente de municípios. Pretendese apresentar, neste artigo, os potenciais de incorporação desses conceitos na melhoria das condições paisagísticas do empreendimento.




Estacionamentos nos grandes empreendimentos







Figura 4 - Estacionamento de automóveis em campus universitário,
no município de Campinas, com predomínio das superfícies
pavimentadas

Pode-se reduzir significativamente o total de áreas impermeabilizadas nos estacionamentos de grande porte sem comprometimento significativo do conforto do usuário. A utilização de pisos que permitem a infiltração de água de chuva é especialmente promissora nas áreas em que ficam estacionados os veículos. Mesmo que se pavimentem as áreas em que circulam os veículos, a mescla de áreas impermeáveis com permeáveis possibilita que, em alguns casos, seja possível inclusive suprimir as canalizações de água pluvial. Nos casos em que se prevê dificuldade para infiltrar toda a água de chuva nas áreas permeáveis, pode-se recorrer às estruturas de infiltração subterrânea, como exemplo, às trincheiras drenantes ou às camadas drenantes na forma de colchões (vide figura 3).
Ao reduzir as áreas impermeáveis melhora-se a condição de desenvolvimento da vegetação, que por sua vez contribui para a retenção da água de chuva antes que a mesma atinja o solo. Tem-se a possibilidade de fugir do círculo vicioso de impermeabilização,drenagem, ilhas de calor e de pequeno desenvolvimento da vegetação, para uma outra condição que favorece o desenvolvimento da vegetação, que por seu turno, contribui para a retenção e infiltração da água de chuva precipitada.









 



Figura 5 - Projeto geométrico de um setor do estacionamento do 

shopping - situação atual










































Figura 6 - Estacionamento do shopping - alternativa de projeto 1. 
Mantém-se a disposição geométrica original e apenas substitui-se 
o pavimento impermeável existente nas vagas de parada, por um 
pavimento permeável



Para dois estacionamentos de grande porte já implantados no município de Campinas (SP), apresentamse e comparam-se alternativas de projeto que buscam incorporar os conceitos de piso permeável e de utilização intensiva de vegetação. O primeiro deles é um setor do estacionamento de um shopping situado junto à Rodovia Dom Pedro, que abriga 1.550 vagas.O segundo,para 384 veículos,está em um campus universitário, situado junto à mesma rodovia (vide figura 4).





Estudo de caso - Estacionamento de shopping








Figura 7 - Estacionamento do shopping - alternativa de projeto 2. 
São criadas circulações exclusivas para pedestres



No projeto geométrico mostrado na figura 5 as vagas foram dispostas ortogonalmente às vias de circulação de veículos. Tanto a via de circulação, que tem largura de 6 m, quanto o local para estacionamento (cada vaga tem 2,4 x 5,0 m) são pavimentados. Não são previstas calçadas para circulação de pedestres, que se deslocam na própria via de veículos. O arranjo geométrico tem como proposta central maximizar o número de vagas.As águas pluviais são captadas em bocas-de-leão e conduzidas por tubulações subterrâneas para o ribeirão, situado imediatamente junto ao terreno do shopping.Para esse estacionamento é apresentada a proposta geométrica alternativa 1, que é apresentada na figura 6, em que se mantém a mesma disposição geométrica, porém altera-se o piso no local de parada dos veículos. O mesmo número de vagas é mantido nessa proposta,porém não se equaciona o problema anteriormente apontado de circulação de pedestres na mesma área destinada para circulação de veículos.





Na alternativa de projeto 2, apresentada na figura 7, são criadas áreas para circulação exclusiva de pedestres, que melhoram as condições de conforto e de segurança. Essas vias de pedestres, em alguns pontos, circulam entre bosques. Na concepção proposta, alguns desses bosques receberiam a denominação da espécie arbórea predominante. Na proposta geométrica buscou- se assegurar que seja mínima a distância percorrida pelo pedestre até uma superfície calçada com material contínuo, impermeável, de forma a evitar os incômodos associados à circulação sobre piso permeável.
Verifica-se que é possível reduzir a menos da metade a área impermeabilizada, praticamente sem redução do número de vagas de estacionamento.Com relação ao conforto, deve ser levado em conta, por um lado, o aspecto positivo de estacionar na sombra e de caminhar em uma área arborizada. Por outro lado, existe o desconforto do pedestre transitar sobre piso permeável, que foi minimizado pela pequena extensão dos percursos, sempre inferior a 3 m.






Figura 8 - Estacionamento do shopping - situação atual






Figura 9 - Estacionamento do shopping - alternativa de projeto 2








Estudo de caso - estacionamento de campus universitário


No projeto geométrico, mostrado na figura 10, tem-se um canteiro central que é destinado ao estacionamento. Também são previstas vagas para parada de veículos, dispostas a 45º, ao longo das duas avenidas que circundam o canteiro central. Para esse estacionamento é apresentada a alternativa de projeto 1,mostrada na figura 11,em que se mantém a posição das duas avenidas, porém substitui-se a pavimentação asfáltica por piso drenante, nas áreas de parada dos veículos.






Figura 10 - Projeto geométrico de estacionamento; campus
 universitário - situação atual 





Figura 11 - Estacionamento do campus universitário - alternativa de
 projeto 1 




Figura 12 - Estacionamento do campus universitário - alternativa de
 projeto 2

Na alternativa de projeto 2, a circulação de veículos fica toda concentrada em um dos lados do terreno,melhorando as condições de segurança e conforto dos pedestres.Nos bolsões de estacionamento, tanto o local de estacionamento quanto o de parada dos veículos é executado com piso drenante. Cria-se um passeio de circulação de pedestres entre as vagas, de forma a reduzir o percurso do pedestre em piso drenante.






Verifica-se, nas alternativas de projeto para o estacionamento do campus universitário, a ampliação da área permeável e, simultaneamente, a ampliação do número de vagas de estacionamento e de árvores plantadas. A redução da área impermeabilizada implica a redução dos gastos com pavimentação e com o sistema de drenagem das águas pluviais. Se for adotada uma solução de piso permeável que tenha custo inferior ao da pavimentação, pode-se chegar a uma economia significativa, à qual se somam os ganhos ambientais.


Estacionamento na habitação


































Figura 13 - Estacionamento do campus universitário - situação atual


Nas residências unifamiliares ou nos pequenos grupos de habitações identifica-se a possibilidade de utilização de estruturas ou pérgulas, sobre as quais se plantam trepadeiras.
Para dar suporte à planta e também para a proteção dos carros enquanto as plantas estão em desenvolvimento pode-se fazer a cobertura da estrutura com tela, tipo sombrite. Esse tipo de tela, que tem preço da ordem de R$ /m2 evita a queda de galhos, flores, frutos e sujeira de pássaros. Sua utilização contribui para o sombreamento e reduz os riscos de impacto associados às chuvas fortes de granizo.
Na direção do paisagismo produtivo, podem ser plantadas espécies frutíferas, como maracujá, tamarindo e lichia americana.





Figura 14 - Estacionamento do campus universitário - alternativa de
 projeto 1 Figura 15 - Estacionamento executado com trepadeiras 
sobre estrutura de madeira





Justificam-se os esforços na direção da mescla entre áreas permeáveis e impermeáveis, nas áreas de estacionamento, também na habitação. Pequenas faixas gramadas têm uma eficiência elevada para a infiltração da água de chuva resultante de chuvas moderadas. Mesmo se forem limitados os resultados na prevenção das grandes enchentes, existe um papel importante quanto à recarga dos aqüíferos subterrâneos.

Pisos que permitem a infiltração da água de chuva no solo



Apresentam-se adiante algumas alternativas de pisos permeáveis, que permitem a infiltração da água de chuva no solo: grama; blocos de concreto vazados com intercalação de pedra ou grama; asfalto ou concreto poroso sobre camada de pedra britada (pavimento permeável); grama sobre colméia plástica;  camada de pedra britada sobre solo.































Figuras 16 e 17 - Estacionamentos residenciais em que é feita a 
mescla de superfícies permeáveis e não permeáveis

O tratamento de piso chamado "pavimento permeável" é constituído por asfalto ou concreto poroso, executado sobre camada de pedra britada.Na parte superior e inferior da camada de pedra é colocado geotêxtil, para prevenir a sua colmatação. Nesse tipo de piso a água se infiltra pela superfície, fica retida na camada de pedra e gradativamente se infiltra no solo. Estudos realizados pelo IPH (Instituto de Pesquisas Hidráulicas), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, demonstram resultados especialmente promissores para essa solução (Acioli, 2005). Nas análises até então realizadas tem se viabilizado a infiltração no solo de praticamente toda a água de chuva precipitada. A eficácia dessa solução, porém, depende de uma boa manutenção da superfície do pavimento, para garantir que se mantenha sua permeabilidade. Essa manutenção pode ser feita com a utilização de equipamento que aspira a sujeira existente na superfície porosa.





Figura 18 - Piso de bloco de concreto vazado, 
preenchido com grama



Figura 19 - Grama plantada em estrutura alveolar plática 



A utilização de grama plantada sobre solo, como revestimento da área de parada de veículos, se viabiliza quando é baixa a utilização do estacionamento e a vaga permanece desocupada durante longos períodos.A grama é afetada pelo calor excessivo oriundo do motor do veículo e pelo peso das rodas, que provocam a compressão e abafamento das raízes.Porém,para uso esporádico e ocasional, a solução é possível. Existe a possibilidade de fazer o calçamento do local destinado à roda do veículo, como foi mostrado na figura 17. Esse tipo de solução pode inclusive superar a dificuldade associada à circulação de pedestres que se utilizam de calçado com salto fino,que é uma das limitações relacionadas ao uso de grama nos pisos dos estacionamentos. Identificase a conveniência de realizar um estudo experimental de avaliação do desempenho de grama plantada sobre camada de solo orgânico-brita. Supõe-se que o material orgânico presente nos interstícios da pedra possibilite alimentação para as raízes da grama e que o arcabouço, constituído pela pedra britada,possa absorver e transmitir as cargas das rodas, evitando o esmagamento das raízes. O percentual de pedra britada deve ser da ordem de 70% em peso, para viabilizar a transmissão das cargas oriundas das rodas do veículo através das pedras, permitindo que as raízes da grama se desenvolvam nos vazios existentes entre as pedras, onde se encontra o material orgânico.O piso de bloco de concreto vazado, preenchido com pedra britada ou grama, é uma solução que apresenta como principal limitante o custo de implantação, relativamente alto.





Figura 20 - Pavimento permeável, em que a água infiltrada 
no revestimento fica retida temporariamente na base constituída
 por pedra e é gradativamente infiltrada no subleito

A execução de camada de pedra britada sobre o solo é uma solução relativamente simples e econômica. Dependendo da espessura da camada de pedra tem-se um efeito semelhante àquele que foi descrito na solução anterior, de pavimento permeável, ou seja, parte da água precipitada fica retida na camada de pedra e gradativamente se infiltra no solo.Uma das dificuldades da solução é a manutenção, em especial as atividades de remoção da vegetação que se desenvolve nos interstícios da pedra.


Considerações finais

A exemplo do que hoje já acontece em municípios tais como Porto Alegre, Curitiba, São Paulo e Santo André, deverão se ampliar e generalizar as exigências de piso permeável e de retenção temporária das águas de chuva.Na perspectiva de redução das áreas impermeáveis e de ampliação da infiltração da água de chuva no subsolo identificam-se possibilidades promissoras de aperfeiçoamento dos projetos dos estacionamentos. Os estudos até então realizados mostram que este aperfeiçoamento pode perfeitamente compatibilizar o conforto do usuário, a redução dos custos e a melhoria das condições ambientais, em especial no que diz respeito a novos patamares de qualidade paisagística.




terça-feira, 14 de junho de 2011

Rio Tietê?


Ambientalistas colocam barco de tetra pak em canal alemão


13/06/2011 - 11h37





Um barco com nove metros de comprimento, fabricado com embalagens do tipo tetra pak, flutuou nesta segunda-feira pelo canal de Karl-Heine, na cidade alemã de Leipzig.
O artista conceitual Frank Boelter, que idealizou o embarcação, disse que as embalagens simbolizam o fim da Era Industrial e, ao mesmo tempo, criticam a mentalidade do desperdício.
Segundo os organizadores do evento, o ato serve para pedir pelo retorno da topografia fluvial original em regiões urbanas.
Jan Woitas/France Presse
Grupo carrega barco feito com embalagens tetra pak para colocá-lo no canal de Karl-Heine, na cidade de Leipzig
Grupo carrega barco feito com embalagens tetra pak para colocá-lo
no canal de Karl-Heine, na cidade de Leipzig


Jan Woitas/France Presse

Artista conceitual Frank Boelter flutua com seu barco produzido com material reciclável em canal alemão
Artista conceitual Frank Boelter flutua com seu barco produzido
com material reciclável em canal alemão

terça-feira, 22 de março de 2011

HAURATON apóia "parques sustentáveis" durante a FEICON e visita o Parque do Ibirapuera


HAURATON



Sistema de drenagem sustentável, utilizando polipropileno reciclado, com tecnologia alemã, agora disponível no Brasil


http://www.hauraton.com/



Rüdiger Simonis e Rodolfo Teixeira da Hauraton, na FEICON


 

Rüdiger Simonis, Hauraton’s Export Manager, says: “Our RECYFIX products have extremely high capacity. The recycled polypropelyne and polypropelyne material is strong enough to cope with oil and other different materials or substances.




Helena Minchin, Rodolfo Teixeira, Rüdiger Simonis da Hauraton e Carolina Saad, durante a visita no Parque do Ibirapuera


 

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