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sábado, 3 de janeiro de 2015

Fazenda de algas é instalada em viaduto para remover CO2

http://www.ecycle.com.br/component/content/article/37-tecnologia-a-favor/2922-fazenda-de-algas-e-instalada-em-viaduto-para-remover-co2.html?utm_source=eCycle&utm_campaign=d2dd59808b-Newsletter_90_30_12_2014&utm_medium=email&utm_term=0_ca1df616f8-d2dd59808b-127465085

Projeto de empresa de design na Suíça utiliza fazenda de algas instalada em viaduto para remover gases do efeito estufa da atmosfera

Grande parte da poluição das grandes cidades é proveniente das emissões de veículos automotores. Uma empresa de design meio francesa e meio holandesa, a Collective Cloud, teve uma ideia simples e elegante para tentar amenizar esses danos. Ela criou uma fazenda de algas suspensa sobre um viaduto em Genebra, na Suíça.
Parece simples não? Carros emitem CO2. As algas absorvem o CO2 e o convertem em oxigênio.
Claro que um viaduto é o último lugar em que se espera ver uma fazenda de algas (ou até mesmo qualquer tipo de fazenda, quem é o louco que teve essa ideia?). Porém, as algas, assim como as plantas, geram energia da fotossíntese utilizando a luz do sol e dióxido de carbono, enquanto produzem oxigênio.
Como o CO2 é um poluente produzido pelos motores dos carros, um viaduto movimentado se torna um lugar perfeito para a instalação de uma fazenda de algas urbana. Ela é instalada sobre a rodovia e consiste em um sistema fechado de tubos transparentes preenchidos com algas. Além disso, os tubos são ligados a equipamentos secundários, como filtros, bombas e painéis solares, que provêm energia ao sistema.
Utilizando o CO2 (que é abundante nesse ambiente) e a radiação solar, as algas crescem dentro dos tubos, podendo ser usadas para diferentes aplicações. De acordo com a Cloud Colletive, algumas delas incluem a fabricação de biodiesel, de medicamentos, de cosméticos e até mesmo de comida.
Neste momento, a fazenda de algas é apenas uma prova de um conceito, feita como parte do festival de jardim de Genebra, chamado Villes et Champs, que foca na coabitação da cidade com a natureza em contexto com a expansão urbana de Genebra. Porém, essa experiência demonstra como esse sistema pode se tornar prático se for instalado em locais similares.
Confira abaixo o vídeo do projeto (em inglês):

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Tecnologia a favor das florestas e do produtor rural

Tecnologia a favor das florestas e do produtor rural

1 DIA ATRÁS

Gado, floresta e cultivo agrícola. Brasil aposta em produção rural integrada e mais inteligente.


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Tecnologia a favor das florestas e do produtor rural

Produção equilibrada de grãos, carne, leite e madeira em uma mesma área rural.
Uma tecnologia a favor da produção agrícola que desmata menos e pode amplificar a renda do produtor rural no Brasil. O que parecia um paradoxo se torna viável com a iLPF – Integração Lavoura-Pecuária-Floresta. A proposta incentiva a produção equilibrada de grãos, carne, leite e madeira em uma mesma área rural.
Segundo as pesquisas, os benefícios do iLPF são muitos, e começam pelos ganhos ambientais, com melhorias no solo, além da redução da pressão por desmatamento, diversificação na renda do produtor rural e diminuição das emissões de gases de efeito estufa. A iLPF ainda equilibra a utilização dos recursos naturais e mantém a qualidade da água.
Hoje, aproximadamente 2 milhões de hectares utilizam os diferentes formatos da iLPF e a estimativa é que, para os próximos 20 anos, a estratégia possa ser adotada em mais de 20 milhões de hectares. Com a prática da produção rural integrada, a expectativa é de duplicar a produção de grãos e de produtos florestais e triplicar a produção pecuária nos próximos 20 anos, o que certamente trará benefícios financeiros para os produtores rurais e para o País. Assim, com a iLPF, ganham a economia, o produtor e as florestas.
Quem apresenta a tecnologia é a Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – junto com outras inovações para plantio e cultivo. Saiba Mais.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Falta de chuva faz floresta realimentar efeito estufa




Falta de chuva faz floresta realimentar efeito estufa






Se a floresta amazônica fosse uma pessoa, seria um fenômeno: quando bebe, seu hálito melhora; quando se abstém, ele piora.
E o mau hálito da Amazônia, com seus 6,8 milhões de km², pode empestear o ar do planeta inteiro, agravando o efeito estufa.
Num ano normal, com muita chuva, a floresta quase não emite gases do efeito estufa, como o CO2 (dióxido de carbono, que na verdade não tem cheiro). Num ano seco, lança na atmosfera tanto CO2 quanto o Brasil inteiro.
A revelação está num estudo pioneiro sobre o bafo da floresta, o primeiro a medir sua composição na escala de toda a bacia amazônica.
A pesquisa –que tem entre os autores principais uma química brasileira, Luciana Vanni Gatti– está na capa do periódico "Nature" de hoje.
Gatti organizou 160 voos, em 2010 e 2011, em quatro áreas da floresta. Eles serviram para coletar amostras de ar em altitudes de 300 m a 4.400 m acima do nível do mar.
Em 2010, um ano com chuvas muito abaixo da média, os dados indicam que a Amazônia emitiu 480 milhões de toneladas de carbono na atmosfera. Em 2011, que teve chuvas acima da média, a emissão foi quase neutra, com 60 milhões de toneladas.
"Demos muita sorte de pegar dois extremos logo no começo do projeto", diz Gatti.

PULMÃO VERDE, UM MITO
A pergunta estampada na capa da revista –"sumidouro ou fonte?"– trata do grande mistério da Amazônia: se a maior floresta tropical do mundo mais retira do que lança carbono na atmosfera.
Estima-se que a Amazônia guarde 120 bilhões de toneladas de biomassa acima do solo. Ou seja, sem contar raízes e o que mais houver de matéria orgânica abaixo dele.
É um bocado de carbono estocado. Ao fazer fotossíntese, as árvores retiram CO2 do ar e, com isso, contribuem para contrabalançar as emissões produzidas pela humanidade com a queima de combustíveis fósseis. Com a respiração da floresta, de noite, mas em especial com o desmatamento e as queimadas, o sinal se inverte.
Daí se originou o mito da Amazônia como "pulmão verde" do mundo. Na realidade, a questão não é se a mata produz oxigênio, como entendeu mal um repórter da agência UPI ao entrevistar o cientista alemão Harald Sioli, em 1971, mas, sim, que ela vai agravar o efeito estufa, se destruída.
O estudo de Gatti não oferece resposta conclusiva sobre o balanço de carbono, pois, com a grande variação do comportamento da floresta, dois anos de medições são insuficientes para indicar uma tendência. Mas surgiram pistas importantes.
Primeiro, a pesquisa deixa claro que é possível medir concentrações de gases do efeito estufa nos quatro quadrantes da floresta e extrapolar os resultados para todo o bioma. Até agora, as medidas tomadas em uma dúzia de torres de pesquisa espalhadas pela Amazônia não haviam permitido traçar essa radiografia, porque captam só os fenômenos num raio de poucos quilômetros.
A outra pista, bem menos animadora, está no estresse da floresta causado pelas secas, que devem tornar-se mais frequentes com o aquecimento global.

"Se essas tendências continuarem, a região pode se tornar uma fonte líquida de carbono para a atmosfera, movendo carbono estocado em ecossistemas na forma de gases do efeito estufa, acelerando assim o aquecimento global", alerta John Miller, da Universidade do Colorado (EUA), coautor do artigo. 


Editoria de Arte/Folhapress



sábado, 14 de dezembro de 2013

Gado polui mais que carros

SUSTENTABILIDADE10 de Dezembro de 2013 | atualizado em 10/12/2013

Gado polui mais que carros, diz presidente da Mercedes

http://revistagloborural.globo.com/Noticias/Sustentabilidade/noticia/2013/12/gado-polui-mais-que-carros-diz-presidente-da-mercedes.html

Segundo ele, gases emitidos pela vaca respondem a 18% do aquecimento global e carros 13,5%

POR DO ESTADÃO CONTEÚDO

sustentabilidade_carros_poluicao (Foto: Acervo/Ed. Globo)
O presidente da Mercedes-Benz, Philipp Scheimer, afirmou nesta terça-feira (19/11) que apesar de o automóvel ser apontado como o 'grande vilão' do aquecimento global, o setor tem sua parcela de responsabilidade, mas não é o único que prejudica o meio ambiente. "(Os gases emitidos pelas) vacas são responsáveis por 18% do aquecimento global, enquanto que o setor de transporte responde por 13,5%", disse durante palestra no Fórum Sustentabilidade, promovido pela revista Exame, em São Paulo.
Em tom de brincadeira, Scheimer afirmou que se o mundo fosse vegetariano não haveria tanta poluição. "É preciso relativizar os fatos, mas estamos conscientes que temos que agir", afirmou.
De acordo com o presidente da Mercedes, a empresa tem estudado e colocado em prática uma série de soluções para contribuírem com o futuro do planeta. "Hoje não pensamos só no produto em si, pensamos em soluções de transporte individual e coletivo, pensamos em soluções de mobilidade."
Sem citar nominalmente o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, Scheimer fez críticas à implantação da faixa de ônibus, uma das mais recentes ações do prefeito para tentar solucionar o trânsito na cidade. "Defendemos sempre o metrô como a melhor solução, mas o BRT (Bus Rapid Transport) é uma alternativa eficiente. E não é necessário pintar uma faixa exclusiva nas ruas para que ele funcione", afirmou, em referência ao modelo de transporte coletivo, que já está em operação no País em Belo Horizonte.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

4 bons motivos para sua empresa medir emissões de carbono

Vantagens | 06/12/2013 06:05

4 bons motivos para sua empresa medir emissões de carbono


Os benefícios da medição vão muito além dos ambientais. Para alguns fornecedores, inclusive, já é necessidade. Veja quatro vantagens para sua empresa pensar no assunto

Lygia Haydée, de 
©AFP/Arquivo / Cris Bouroncle
O homem acompanha em um painel eletrônico os números em crescimento constante de emissões de gases de efeito estufa
Homem acompanha painel de emissões de gases de efeito estufa: benefícios para empresas vão além das (importantes) questões ambientais
São Paulo – Muitos empreendedores ainda não sabem, mas medir as emissões de carbonopode trazer diversos benefícios para o próprio negócio não restritos às questões ambientais. As vantagens são, inclusive, legais e econômicas.
“Isso, antes de ser uma barreira, é um diferencial. Muitas empresas com forte empenho nas questõesambientais se preocupam com a elaboração completa de seus inventários. Neste caso, necessitam dos dados de seus fornecedores para complementarem as próprias estatísticas”, salienta Guy Ladvocat, gerente de Certificação de Sistemas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
Nesses casos, ter as informações em mãos pode ser uma necessidade para o negócio. Hoje, em diversos processos de aquisição de bens e serviços, é cada vez mais requerido que os fornecedores sejam certificados ou tenham o inventário da emissão de gasesverificado.
Se não por isso, a empresa pode se beneficiar também com vantagens comerciais, particularmente em relação aos gastos com energia e tratamento de dejetos e efluentes.
“A adoção de lâmpadas, aparelhos eletrodomésticos, motores, veículos e máquinas mais eficientes em termos energéticos pode significar uma grande redução de gastos numa empresa”, ressalta Carlos Roberto Sanquetta, professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e diretor do Instituto de Pesquisas em Biomassa e Sequestro de Carbono (Biofix).
Pensar na sustentabilidade, em vários casos, pode ser sinônimo de maior competitividade e melhor imagem da marca no mercado. Veja a seguir quatro razões para fazer a medição de emissões de carbono.
1. Alcance de novos mercados
Esse é um importante fator que o inventário bem feito pode trazer. Além da empresa se manter em solos já conquistados, com os dados em mãos ela consegue ampliar o campo de atuação.
“Lembre-se que muitos clientes importantes somente serão alcançados com a implantação de um sistema de gestão ambiental nas corporações. Essa já é uma exigência de grande parte do mercado”, avalia Sanquetta, da UFPR.
Os dados servem, ainda, para avaliar o desempenho no setor. “Com o inventário disponível no Programa Brasileiro GHG Protocol, muitas empresas têm acesso aos dados de seus concorrentes e podem comparar o seu desempenho”, analisa Ladvocat, da ABNT.
2. Obtenção do Selo Ambiental
Para que a sua empresa tenha um desses selos, tão relevantes nos dias de hoje, a apresentação do inventário de emissões de GEE é um dos requisitos básicos.
3. Antecipação à legislação
“O conhecimento adquirido na elaboração dos primeiros inventários e na sua melhoria contínua permite que a empresa já esteja preparada para futuros marcos regulatórios”, afirma Guy Ladvocat.
Afora isso, a realização de um inventário de GEEs pode representar a antecipação de futuras legislações nacionais. “Isso ocorre devido ao fato do Brasil ter assumido compromissos internos e também no âmbito de tratados internacionais sobre o clima global. Se a empresa estiver preparada, ela não será surpreendida diante de futuras exigências legais”, diz Carlos Roberto Sanquetta.
4. Melhor gestão ambiental = menos efeito estufa
Com o inventário em mãos é possível gerenciar as emissões de carbono. “E esse conhecimento adquirido faz com que o uso dos recursos seja feito de maneira eficiente para as emissões de gases de efeito estufa”, afirma Ladvocat, que é também coordenador na ABNT do projeto “Fomento à Gestão dos Gases de Efeito Estufa e à Verificação em Pequenas e Médias Empresas”.
Isso evita possíveis danos ambientais e até mesmo multas, autuações e outros enfrentamentos que poderiam surgir com a falta de atenção ao tema.