Mostrando postagens com marcador energia eólica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador energia eólica. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Brasil dobra redução emissão de CO2 com uso da energia eólica



aerogeradores-eolicaA geração de energia eólica no Brasil evitou a emissão de um milhão de toneladas de CO2 na atmosfera no primeiro semestre de 2014. Isso contribuirá para que o País chegue ao final do ano com um recorde de 3,25 milhões de toneladas mitigadas, duas vezes mais do que o total reduzido em 2013 (1,6 milhão de toneladas). Os dados são da Associação Brasileira de Energia Eólica(Abeeólica).
A estimativa é que a redução da poluição do ar graças à energia eólica se intensifique nos próximos anos porque o Brasil está investindo pesadamente no setor. Em média, são R$ 15 bilhões anualmente na construção de parques eólicos, expandindo de forma significativa a geração desse tipo de energia e contribuindo para reduzir a emissão de gases poluentes na atmosfera.
“O Brasil é um dos países que mais está expandindo sua capacidade eólica no mundo”, observa Élbia Melo, presidente da Abeeólica. Com o aumento do investimento, o mercado brasileiro está se tornando cada vez mais atraente a investidores externos. “Até 2018, deveremos gerar 120 mil postos na cadeia produtiva como um todo, desde a fabricação até a instalação dos aerogeradores”, afirma Élbia.
As regiões brasileiras com melhores condições para receber parques eólicos são o Nordeste e o Sul.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Conama aprova normas para licenciamento de parques eólicos

São Paulo, 11 de Junho de 2014 - 14:00:01

Conama aprova normas para licenciamento de parques eólicos

Licença para empreendimentos solares será a próxima a ser normatizada
Da redação
Fonte MaiorFonte Menor
Crédito: Getty Images
O Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) aprovou, nesta terça-feira (10/06), resolução que estabelece critérios e procedimentos para o licenciamento de parques eólicos instalados em terra.
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, ressaltou a necessidade de estabelecer critérios também para o licenciamento de outros tipos de parques eólicos. “O Conama deverá agora fazer o mesmo para modernizar o licenciamento de empreendimentos de energia solar e para os parques eólicos offshore, aqueles que operam na plataforma marítima continental”, disse.
A expectativa do governo é que a oferta de energia eólica, um dos setores que mais crescem no mundo, seja ampliada, principalmente nos estados do Nordeste, que oferecem condições excelentes para o aproveitamento dos ventos.
“A aprovação da resolução permitirá uma tomada de decisão mais transparente com relação ao licenciamento”, destacou. O texto base, aprovado na última reunião ordinária, em 28 de maio, sofreu pequenas alterações e foi submetido a uma votação de destaques, o que não levou mais que uma hora. “A uniformização do marco jurídico é de extrema importância para definir o papel dos estados, do governo federal e dos municípios nos procedimentos de licenciamento”, destacou.
.

domingo, 9 de março de 2014

Empresa fornecerá 98MW para parques eólicos instalados na Bahia

São Paulo, 06 de Março de 2014 - 16:00

Gamesa fecha mais dois contratos no Brasil



Empresa fornecerá 98MW para parques eólicos instalados na Bahia
Por Natália Bezutti
Fonte MaiorFonte Menor
Crédito: Gamesa
A Gamesa fechou dois contratos para fornecimento de 98 MW para parques eólicos na Bahia, sendo 68MW à Companhia de Energias Renováveis (CER) e 30MW para a empresa Ventos dos Guarás I Energias Renováveis.
Os contratos contemplam o fornecimento, transporte, instalação e comissionamento de aerogeradores G97-2.0 MW, além de serviços de operação e manutenção dos parques durante os próximos 15 anos.
O contrato com a CER prevê 34 aerogeradores nas plantas de Assuruá II, Assuruá V e Assuruá VII do complexo eólico de Xique-Xique. As turbinas serão fabricadas na fábrica da companhia em Camaçari, com entrega prevista para o segundo trimestre de 2015.
O segundo contrato, prevê a entrega de 15 aerogeradores para o parque eólico Guarás I, no complexo Morrinhos. A entrega para o parquet está prevista para o terceiro trimestre de 2015.

domingo, 26 de janeiro de 2014

Menor turbina de vento do mundo aproveita até sua respiração

Menor turbina de vento do mundo aproveita até sua respiração

Redação do Site Inovação Tecnológica - 15/01/2014
SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Menor turbina de vento do mundo aproveita até sua respiração. 15/01/2014. Online. Disponível em www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=menor-turbina-vento-mundo-respiracao. Capturado em 25/01/2014. 
Menor turbina de vento do mundo aproveita até sua respiração
Cabem 10 microturbinas eólicas sobre um grão de arroz. Na foto, uma delas aparece sobre uma moeda de um centavo de dólar. [Imagem: UT Arlington]
Menor turbina de vento do mundo
Turbinas eólicas costumam ser cata-ventos gigantescos, com muitas centenas de metros, para capturar vento suficiente para gerar quantidades apreciáveis de energia.
maior turbina eólica do mundo, por exemplo, ao girar, desenha um círculo de 154 metros de diâmetro.
Mas por que desperdiçar as brisas, e mesmo o ar da respiração, se há ocasiões em que se necessita de muito pouca energia?
Smitha Rao e seus colegas da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, decidiram construir uma turbina de vento liliputiana, que possa ser usada para soprar energia para aparelhos muito pequenos, como sensores ou mesmo celulares e outros aparelhos móveis.
A microturbina eólica, que mede 1,8 milímetro de diâmetro, é um MEMS, um sistema microeletromecânico - cabem 10 delas sobre um grão de arroz.
A pesquisadora usou conceitos de origami e técnicas de fabricação da indústria de semicondutores, mas teve que se virar para encontrar uma liga metálica flexível o suficiente para obter uma boa funcionalidade.
"O problema com a maioria dos MEMS é que os materiais são muito quebradiços. Com a liga de níquel, nós não tivemos esse problema. Ela é muito, muito durável," afirmou.
Painéis de vento
Além da geração de eletricidade, a equipe pretende explorar a tecnologia desenvolvida neste projeto para a construção de microrrobôs e redes de sensores.
Segundo Smitha, graças às suas pequenas dimensões, painéis com milhares desses moinhos de vento em miniatura poderiam ser montados nas paredes das casas e coletar energia para iluminação, segurança, sensores ambientais ou comunicações sem fio.
O trabalho já atraiu a atenção de uma empresa de Taiwan, a WinMEMS Technologies, que se ofereceu para fabricar os primeiros protótipos e verificar a viabilidade de colocar as microturbinas eólicas no mercado.
"A companhia se mostrou surpresa com a ideia da microturbina de vento quando lhes mostramos um vídeo com um protótipo funcional. Era algo completamente fora do trivial para eles e seus investidores," conta Smitha.
hare on delicious 

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Sinal verde para Chesf operar eólica


Sinal verde para Chesf operar eólica

Publicação: 16 de Janeiro de 2014 às 00:00
http://tribunadonorte.com.br/noticia/sinal-verde-para-chesf-operar-eolica/271866

Comentários0

Andrielle Mendes
repórter

A Companhia Hidro-Elétrica do São Francisco (Chesf) obteve licença do Idema para operar a subestação João Câmara, localizada no município de Parazinho, cidade brasileira com maior capacidade eólica instalada. A autorização foi publicada na edição do último dia 14 do Diário Oficial do Estado. A expectativa é que a subestação, bem como a linha de transmissão que a acompanha, sejam ligadas à rede elétrica até o dia 2 de fevereiro, segundo a Chesf. Os últimos testes já estão sendo realizados, de acordo com Antônio Varejão,  superintendente de Transmissão de energia da companhia.
Alex RégisNo Rio Grande do Norte, 39 parques eólicos estão parados por falta de linha de transmissãoNo Rio Grande do Norte, 39 parques eólicos estão parados por falta de linha de transmissão

A linha Extremoz-João Câmara e a subestação João Câmara deverão atender parte dos 39 parques eólicos que estão parados à espera de linhas de transmissão no Rio Grande do Norte. Pelo menos 12 desses parques estão prontos desde julho de 2012, mas ainda não geraram nenhum quilowatt de energia, porque não havia linha de transmissão disponível. Outros 15 estão ociosos há um ano, por falta de linhas, segundo dados do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne).

Os parques pertencem a seis empresas espalhadas pelo RN: CPFL Renováveis, ContourGlobal, Energisa, Dobrevê Energia (DESA), Serveng e Neoenergia/Iberdrola - algumas delas consideradas gigantes do setor de energias renováveis no mundo. O coordenador de Desenvolvimento Energético do RN, José Mário Gurgel, não soube informar quantos parques serão atendidos exatamente, mas garantiu que a operacionalização da linha ajudará a amenizar os problemas envolvendo o escoamento da energia no estado.     A ‘energização’ da linha deverá ‘dar vazão’ a quase 1 gigawatt de energia no Estado, calcula Jean Paul Prates, diretor do Cerne. Isso porque os 39 parques têm capacidade de gerar, juntos, 1,1 GW de energia.

O número é quase três vezes maior que o total de energia gerado atualmente pelos 15 parques em operação no estado. É Megawatt suficiente para tornar o Rio Grande do Norte um estado autossuficiente em energia, ‘com folga’, segundo o Cerne.

Outras linhas ainda estão em instalação no RN. O próximo passo, afirma José Mário Gurgel, é fazer com que o governo federal realize um novo leilão de linhas ainda nesse primeiro semestre para atender os parques que não estão prontos e os que ainda serão contratados.

Vários atrasos marcaram a instalação das subestações e linhas de transmissão de energia no Rio Grande do Norte. O último deles foi comunicado em novembro de 2013, quando a Chesf admitiu que atrasaria outra vez a entrega da subestação João Câmara e da linha de transmissão Extremoz-João Câmara, com entrega inicial prevista para dezembro de 2012.

A razão do último atraso foi a dificuldade para obter autorizações de proprietários de terra para instalar as torres em suas áreas e a descoberta de resquícios arqueológicos em um dos trechos. A carência de subestações e linhas de transmissão no estado foi uma das razões apontadas para o desempenho ‘frustrante’ do Rio Grande do Norte no leilão de energia realizado em novembro de 2013, segundo avaliação do próprio Governo do Estado.

Na ocasião, o RN não conseguiu negociar nenhum dos 71 projetos de parques eólicos que habilitou para a disputa. Feito inédito para o estado, que passou a disputar leilões com a participação de eólicas em 2009, e chegou a ser líder em anos anteriores. O desempenho melhorou apenas no leilão seguinte, quando o estado voltou a negociar parques eólicos no leilão.

Energia - Números
2 de fevereiro é quando a linha de transmissão Extremoz-João Câmara será ligada à rede, permitindo o escoamento de energia.
R$ 170 milhões é quanto a Chesf, responsável pela obra, está investindo na instalação de várias linhas no RN.
2012 era quando a linha Extremoz-João Câmara deveria ter sido entregue pela Chesf.
39 é o número de parques eólicos parados, por falta de linhas de escoamento, no RN.
15 é o número de parques eólicos em operação no RN.
423,15 MW é quanto os 15 parques geram de energia atualmente.
1.019,6 MW é quanto os parques poderiam estar gerando de energia, caso estivessem conectados a linhas de transmissão.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Aumento de aerogeradores preocupa controladores de voo na Alemanha

Aumento de aerogeradores preocupa controladores de voo na Alemanha


O número de aerogeradores na Alemanha vem crescendo de vento em popa
O número de aerogeradores na Alemanha vem crescendo de vento em popa
O número de aerogeradores na Alemanha vem crescendo de vento em popa. Em 2012, a capacidade instalada no país era de 31 gigawatts a terceira maior do mundo, segundo relatório da World Wind Energy Association (WWEA). Mas exatamente esse aumento vem preocupando tanto controladores de voo como os pilotos que diariamente pousam e decolam, nos aeroportos alemães.
Lâminas de aerogeradores podem interferir nos sinais enviados por radiofaróis localizados em terra aos sistemas de navegação dos aviões. Governo impôs zonas de proteção próximas a aeroportos, e indústria eólica reclama.
O risco, segundo explica Axel Raab, porta-voz da Deutsche Flugsicherung (DFS), empresa que controla o tráfego aéreo na Alemanha, é que aerogeradores e outras edificações refletem os sinais enviados pelos radiofaróis, os quais auxiliam na determinação da localização do avião. Desse modo, o sistema de navegação da aeronave pode receber dados distorcidos, resultando num desvio de curso.
Os sinais de interferência de um aerogerador seriam especialmente problemáticos, acrescenta Stefan Hawlitschka, do Instituto Fraunhofer para Técnicas de Informação e Ergonomia (FKIE): é quase impossível para o computador de bordo do avião corrigi-los, pois, ao contrário das edificações “normais”, as lâminas dos aerogeradores giram, causando interferências totalmente irregulares nos sinais emitidos.
- No pior dos casos, isso poderia resultar numa colisão entre dois aviões, na área adjacente a um grande aeroporto. E isso não pode acontecer de jeito nenhum – informou Raab, em entrevista à agência alemã de notícias DW.
Regras mais duras para parques eólicos
Atenta ao problema, em 2009 a Autoridade Federal de Fiscalização de Segurança de Voo (BAF, em alemão) criou 64 zonas de proteção, onde não é mais permitida a construção de aerogeradores.
A medida é um duro golpe para a indústria eólica. Pois nos arredores de grandes aeroportos, como em Frankfurt, os radiofaróis estão tão próximos que suas zonas de proteção praticamente não deixam mais lacunas para a construção de parques eólicos.
De acordo com dados da Associação Federal de Energia Eólica da Alemanha, 208 projetos de parques eólicos já fracassaram devido à lei. Caso aprovados, eles poderiam estar fornecendo um total de quase quatro gigawatts o equivalente a quatro usinas nucleares.
Assim, nos últimos meses aumentaram as reclamações das operadoras sobre a rejeição indiscriminada de parques eólicos nas zonas de proteção. Elas exigem um relaxamento da regra e um número maior de exceções, como ocorre na França ou no Reino Unido.
Contudo a BAF não deverá alterar sua política. Segundo seu diretor, Nikolaus Herrmann, já foram construídos muitos aerogeradores na Alemanha antes da introdução das zonas de proteção, e “agora a medida está cheia”. A seu ver, ainda há muito espaço em outros locais para novos parques eólicos, e a segurança de aviões, passageiros e pessoas em terra tem prioridade absoluta.
Herrmann admite que a situação fica difícil para os parques eólicos civis, que não dispõem de tantas alternativas quanto os operadores suprarregionais. Uma esperança seria a tecnologia de navegação por satélite. No entanto, ela ainda é imprecisa demais e não é possível, no momento, renunciar aos velhos radiofaróis.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Arranha-céu terá uma fazenda eólica para gerar energia

Arranha-céu terá uma fazenda eólica para gerar energia


Uma companhia de energia teve uma ideia brilhante para sua sede: criar uma torre capaz de gerar sua própria energia

Divulgação
Torre da Pertamina, que vai produzir a energia que irá consumir
Torre empresarial é o primeiro prédio que vai produzir a energia que irá consumir
São Paulo – Um arranha-céu será construído em Jacarta, na Indonésia, para abrigar a sede da Pertamina, uma empresa estatal de energia. Mas, ao invés de erguer só mais um prédio, com quase 100 andares e 500 metros de altura, a companhia teve uma ideia brilhante: criar uma torre capaz de gerar sua própria energia.
De acordo com o escritório de arquitetura Skidmore, Owings & Merrill LLP (SOM), esse é o primeiro prédio pensado para produzir a energia que ele mesmo irá consumir. No teto do edifício haverá uma espécie de funil, que vai captar o vento e levá-lo para uma série de turbinas eólicas verticais, capazes de gerar energia.
A empresa, segundo o site da Fast Company, também estuda a possibilidade de usar energia geotérmica, tipicamente aproveitada pela Indonésia, por conta da sua cadeia vulcânica.
A super torre da Pertamina é o centro de um complexo empresarial sustentável, que vai abrigar mais de 20 mil trabalhadores, quando estiver concluído em 2020. Esse "campus vibrante", como chamam os arquitetos, também contará com outros prédios menores cobertos por painéis solares – entre eles, um auditório para shows e uma mesquita pública.
Ao mesmo tempo em que se preocupa em gerar energia, o arranha-céu foi concebido também para economizá-la. Assim, a fachada curva da super torre terá um mecanismo que vai mitigar o calor do sol, projetando sombras no ambiente de trabalho e diminuindo, por exemplo, o uso do ar-condicionado

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Custo dos aerogeradores domésticos


a vez da eólica

Para viver de vento

http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/casa/para-viver-vento-geracao-energia-eolica-casa-757037.shtml?func=2

Gerar energia eólica em casa, injetar na rede pública e até ganhar créditos na conta de luz já é possível. Conheça os detalhes e o custo dos aerogeradores domésticos

-  A  A  +

Divulgação/Energia Pura

Até o ano passado, uma família brasileira tinha apenas duas motivações para produzir energia com a força do vento: a falta de abastecimento público (ou as falhas crônicas no serviço) e o desejo de trilhar caminhos mais sustentáveis. Desde abril, porém, uma mudança na legislação - a Resolução nº 482 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) - dá um incentivo a mais ao permitir a micro e a minigeração distribuída. Traduzindo: dá sinal verde para que sistemas alternativos de geração de energia limpa injetem sua produção na rede da distribuidora local. 

Com isso, além de suprir parte da demanda da casa e pagar menos pela conta mensal, o cliente ganha créditos para descontar nas próximas faturas toda vez que a geração de energia for maior do que o consumo. "É um primeiro passo importantíssimo", diz Elbia Melo, presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica).

Diversos estudos comprovam o enorme potencial do Brasil para explorar a energia do vento, especialmente na faixa litorânea e no sul do país. Fazer o setor crescer e disseminar o acesso aos equipamentos, no entanto, requer um conjunto de incentivos. "O governo é o principal agente, porque pode criar benefícios fiscais e ainda se tornar o melhor cliente, instalando sistemas eólicos em prédios públicos, por exemplo", afirma Luiz Henrique Ferreira, diretor da Inovatech Engenharia, consultoria em projetos sustentáveis. 

"Nos Estados Unidos, quando o governo ofereceu 30% de desconto no imposto de renda para quem investisse em energia eólica, houve um crescimento de 78% em um ano", lembra Luiz Cesar Pereira, diretor da Enersud, fabricante nacional de aerogeradores. 

Aqui, a novidade quanto à micro e à minigeração distribuída segue a mesma tendência. "Ainda não é como na Europa, onde se ganha dinheiro vendendo energia limpa. Por enquanto, trata-se de uma maneira de economizar na conta e impulsionar o segmento", diz Elbia Melo. 

Na prática, a mudança favorece quem consome mais energia, como prédios comerciais, condomínios residenciais e indústrias, que têm a chance de obter o retorno do investimento em prazos mais razoáveis. Mas há quem enxergue além, como o aposentado Ari Lund, dono de uma casa no litoral catarinense. "Os ventos em Garopaba são abundantes e temos que aproveitar essa energia limpa. É preciso baratear os custos, incentivando outras pessoas a apostar nisso", defende. 

Ele desembolsou R$ 50 mil na instalação de um sistema eólico doméstico, poucos meses antes de a rede de distribuição passar a atender sua região. "Apesar do preço alto, fiquei satisfeito com o resultado porque consegui suprir boa parte do abastecimento de energia", completa ele, que agora prepara projeto para se conectar à rede pública. 

Situação semelhante viveu Edison Eduardo Weissinger, aposentado, morador de Itaipuaçu, no Rio de Janeiro. "Aqui o fornecimento não era confiável, faltava luz com frequência, e resolvi gastar R$ 4 mil na compra de um pequeno sistema com aerogerador, torre, baterias e outros equipamentos", justifica. "Hoje tenho autonomia e pago menos pela conta sem agredir o meio ambiente."

Incentivos à energia eólica vêm também de grandes bancos: a Caixa Econômica Federal incluiu recentemente os aerogeradores na lista de produtos que podem ser adquiridos pelo Construcard, linha de financiamento para materiais de construção (com até 96 meses para pagar, com taxas de juros de 0,90% a 1,85% ao mês). No Banco do Brasil, o BB Consórcio lançou em janeiro planos especiais para a compra de sistemas de energia renovável e a contratação de serviços técnicos por prestadores especializados. 

Os selos de construção sustentável têm sua parcela de contribuição. O AQUA, coordenado pela Fundação Vanzolini, obriga os empreendimentos candidatos à certificação a elaborar um estudo de viabilidade de energias alternativas. "É uma maneira de estimular a adoção de sistemas eólicos e fotovoltaicos, principalmente", afirma Felipe Coelho, assistente técnico da entidade. 

Nesse cenário favorável, os primeiros condomínios residenciais já começam a aderir à causa. Em Praia Grande (SP), a força do vento fez o diretor da construtora Concreplan, Eliude Rodrigues de Souza, investir R$ 70 mil para incorporar duas turbinas eólicas no Ecovila Resort, um residencial de 56 casas com várias soluções sustentáveis, que contou com consultoria especializada da empresa Energia Pura.


AFINAL, QUANTO O SISTEMA ECONOMIZA?

Para gerar crédito na conta de luz, é preciso avaliar a demanda de energia da residência e escolher um modelo de aerogerador que possa supri-la (sozinho ou em conjunto com outros). Comparamos cinco modelos, considerando uma família de quatro pessoas que consome 300 kWh/mês e paga uma conta de luz de R$ 90. Clique aqui e confira os resultados

Na simulação, supondo que a casa esteja numa região com incidência média de ventos de 6 m/s, somente o aerogerador Skystream será capaz de cobrir o consumo da família com apenas uma torre. Nesse caso, se o sistema for off grid (independente da rede pública), a conta de luz se restringirá aos impostos. Se a mesma residência estiver funcionando no sistema grid tie, isto é, injetando energia na rede, a produção excedente gerará créditos para as próximas faturas. 

"O passo seguinte será convencer o governo a permitir a venda de energia", ressalta Elbia Melo, da Abeeólica. Quando isso ocorrer, as famílias que produzem mais do que consomem poderão ganhar dinheiro com seus kWh excedentes - e isso fará com que o investimento no sistema, que ainda é alto, se pague mais rapidamente. Mas não se esqueça: esse equipamento só se justifica em regiões com incidência suficiente de ventos. Antes de adotá-lo, cheque a informação em mapas eólicos ou com consultores técnicos. 


COMO FUNCIONA 

Para ter acesso à microgeração distribuída, é preciso apresentar um projeto à distribuidora. Se aprovado, o cliente arcará com os custos de todos os equipamentos e do novo medidor, que registrará a entrada e a saída de energia. Clique aqui e veja os componentes do sistema no infográfico.


Ilustrações: Marcelo Garcia