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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL NO CONTEXTO HOSPITALAR: ESTUDO EM UM HOSPITAL DO RIO GRANDE DO SUL

SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL NO CONTEXTO HOSPITALAR: ESTUDO EM UM HOSPITAL DO RIO GRANDE DO SUL

Carlos Eduardo Alarcon Pizzorno, Vivian Osmari Uhlmann, Elisete Dahmer Pfitscher

Resumo


O objetivo geral do estudo consiste em verificar a sustentabilidade ambiental de um hospital do Estado do Rio Grande do Sul, por meio da aplicação parcial do Sistema Contábil Gerencial Ambiental–SICOGEA-Geração 3. O processo de coleta de dados ocorreu com a aplicação de uma lista de verificação, com 134 questões divididas por grupos-chave e subgrupos. Com base nos resultados alcançados, foi verificado um índice de sustentabilidade geral de 30,60%, que é considerado fraco. Isto indica que o processo de prestação dos serviços hospitalares pode estar causando impactos ambientais negativos. Cabe ressaltar que o grupo-chave que mais contribuiu para o índice geral foi o de “Prestação de Serviço”, com 35,61%. Por outro lado, o grupo-chave que apresentou o pior resultado foi “Finanças e Contabilidade”, com 12,78%, isto se deve ao fato do hospital não possuir um Sistema de Gestão Ambiental, tampouco existir um plano de qualidade ambiental. Após identificar os pontos críticos quanto à sustentabilidade, estruturou-se um Plano Resumido de Gestão Ambiental, que contemplou ações para melhorar o desempenho ambiental, como a de elaborar e implantar um manual com metas e indicadores de eficiência.

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quarta-feira, 10 de outubro de 2012

First Care Without Harm: Uma ideia saudável!


Hospitais criam rede por práticas 'verdes'

Ações sustentáveis incluem tratamento de resíduos e redução do consumo de energia

07 de outubro de 2012 | 3h 07


CLARISSA THOMÉ / RIO - O Estado de S.Paulo
Uma rede de hospitais "saudáveis e verdes" está sendo construída no Brasil. Iniciativa da organização internacional First Care Without Harm (Saúde sem Dano), a ideia é reunir as instituições que se comprometem a tratar resíduos, reduzir consumo de água e energia, substituir substâncias químicas perigosas e construir prédios sustentáveis, entre outras ações.
Hospital São Vicente de Paulo, no Rio: projeto sustentável inclui 'telhado verde' - Tasso Marcelo/AE
Tasso Marcelo/AE
Hospital São Vicente de Paulo, no Rio: projeto sustentável inclui 'telhado verde'
Vinte e cinco hospitais, entre eles o Sírio-Libanês, e redes de assistência, como Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), Amil, Santa Casa de São Paulo e Pró Saúde aderiram à rede, fundada no mês passado.
Essas instituições se comprometem a cumprir metas sustentáveis. A expectativa é alcançar 700 dos 7 mil hospitais brasileiros em dois anos.
"Nós não certificamos o hospital, o que exige um rigoroso sistema de auditoria. Para entrar na rede, as instituições têm de cumprir ao menos dois dos dez objetivos e assumir o compromisso de forma séria de ampliar a atuação para se tornar um hospital sustentável", afirma o coordenador do conselho consultivo do Projeto Hospitais Saudáveis, Vital Ribeiro.
A proposta da rede é que as instituições - públicas e particulares - troquem experiências e encontrem soluções locais para problemas comuns.
O Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into) será o primeiro hospital federal a ingressar na rede. Entre as metas cumpridas está o banimento de mercúrio. Termômetros e instrumentos para medir pressão que utilizavam o metal pesado foram substituídos por aparelhos digitais.
Outros objetivos foram alcançados: mais de 20 toneladas de lixo foram recicladas em 6 meses, o resíduo biológico, que chegava a 30% do lixo, foi reduzido para 11%, o consumo de energia e água baixou. "Há um esforço mundial para termos hospitais saudáveis e verdes. Para ingressar na rede, precisávamos cumprir dois objetivos; alcançamos quatro", diz o gerente de resíduos de saúde, Robson Monteiro.
Tendência. Cresce no setor de saúde iniciativas de hospitais sustentáveis. Reaproveitamento de água e iluminação natural já são corriqueiros nas novas obras. Mesmo os mais antigos se adaptam. No Hospital São Vicente de Paulo, na zona norte do Rio, erguido no fim dos anos 1970, a solução foi criar tetos verdes, que reduzem a temperatura interna entre 6°C e 8°C. Nas reformas, árvores nativas foram mantidas e incorporadas ao projeto arquitetônico.
Em dezembro, será inaugurado no Rio o primeiro hospital certificado pelo Green Building Council, organização que atesta se prédios são sustentáveis, desde a construção à operação. O Hospital Unimed-Rio, na zona oeste, custou R$ 100 milhões - entre 15% a 20% empregados em materiais e equipamentos com suficiência energética.
"Há uma questão de consciência pela sustentabilidade, mas também uma redução nos custos de operação", afirma Flávio Kelner, sócio diretor da RAF Arquitetura, que desenvolveu projetos de prédios verdes no Rio e em São Paulo.

sábado, 15 de outubro de 2011

"Property - not for sale"...Souvenir de hospital???


15/10/2011 - 05h31

Lixo hospitalar dos EUA é vendido no Nordeste

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/991146-lixo-hospitalar-dos-eua-e-vendido-no-nordeste.shtml

FÁBIO GUIBU
ENVIADO ESPECIAL A SANTA CRUZ DO CAPIBARIBE (PE)

 


Lençóis com nomes de hospitais dos EUA --iguais aos apreendidos pela Receita Federal no porto de Suape e classificados como lixo hospitalar-- são vendidos por quilo em uma das principais vias de Santa Cruz do Capibaribe, cidade de 87,5 mil habitantes de Pernambuco, relata o repórter Fábio Guibu em reportagem publicada na Folha (disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
Receita aciona Procuradoria contra lixo hospitalar em PE

Fiscalização encontra mais um contêiner de lixo hospitalar em PE
Contêiner com lixo hospitalar é apreendido em porto de PE
A Folha comprou nove peças (4 kg) na loja Império do Forro de Bolso. Parte delas tinha manchas e referências e unidades de saúde dos EUA, como Baltimore Washington Center ou Medline Industries Inc.
Amontoados no chão, os lençóis e fronhas eram vendidos a R$ 10 o quilo.
Funcionários alegaram problemas no sistema para não fornecer nota fiscal ou recibo e, depois da ligação por celular, fecharam a loja.
Tecidos de hospital só podem ser reaproveitados após rigorosa desinfecção.
A Receita não confirmou o nome do importador de lixo hospitalar.

Lençol de lixo hospitalar dos EUA é revendido no Brasil

Loja em Pernambuco oferece material com nomes de instituições americanas

Roupa de cama é semelhante à que foi encontrada em dois contêineres onde havia também seringa usada


http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1510201101.htm


Divulgação

Lençóis importados dos EUA apreendidos no porto de Suape 

FÁBIO GUIBU
ENVIADO ESPECIAL A SANTA CRUZ DO CAPIBARIBE (PE)


Lençóis com nomes de hospitais dos EUA, semelhantes aos encontrados nesta semana pela Receita Federal no porto de Suape e classificados como lixo hospitalar, são vendidos por quilo em Santa Cruz do Capibaribe, a 205 km de Recife, em Pernambuco.
A Receita apreendeu dois contêineres, na terça e na quinta, com 46 toneladas de resíduos hospitalares vindos dos EUA que eram descritos em documentos como "tecido de algodão com defeito".
Nos compartimentos, no entanto, foram encontrados lençóis manchados de sangue e seringas entre outros.
O material é proibido de entrar no país e oferece risco à saúde. Especialistas dizem que lençóis só podem ser reaproveitados após rigoroso processo de esterilização.
Neste ano, a mesma importadora já havia trazido para Pernambuco outros seis carregamentos, que não foram retidos na fiscalização.

SALDÃO NO AGRESTE
A Folha esteve ontem na cidade do agreste pernambucano para onde seriam levados os detritos importados apreendidos. Lá, comprou na loja de tecidos e retalhos Império do Forro de Bolso, sem se identificar, nove lençóis.
Três peças têm nomes de hospitais ou entidades americanas impressos no tecido. Uma tem a mesma origem de parte do material apreendido no porto, o Hospital Central Services Cooperative.
No total, a Folha comprou 4,1 kg de lençóis, a R$ 10 o quilo. Funcionários da loja alegaram "problemas no sistema" para não entregar nota fiscal nem recibo. Depois de conversarem ao celular, eles fecharam o local.
A loja fica em uma das principais avenidas de Santa Cruz do Capibaribe, cidade com 87,5 mil habitantes em 2010, segundo o IBGE. Os lençóis e fronhas estavam amontoados no chão. Tecidos para fazer forros de bolso eram vendidos, a R$ 8,75 o quilo.
Várias peças das roupas de cama tinham manchas.
Um dos lençóis comprados pela Folha traz a inscrição "Baltimore Washington Medical Center University of Mariland Medical System".
Outro tem inscrição dizendo que não pode ser vendida: "Property - not for sale".
Entre os lençóis sem inscrição, quatro têm etiquetas do fabricante. Dois deles são da americana Medline Industries Inc.. Há lençóis fabricados em outros países.
Após verificar a mercadoria, às 11h20, a Folha voltou à loja, mas ela continuava fechada. À tarde, ninguém atendeu ao telefone. A Receita diz que visitará a cidade, mas não especificou a data.