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quinta-feira, 2 de maio de 2013

Prefeitura de São Paulo deverá doar R$ 20 mil a mais para o Minha Casa, Minha Vida

30/Abril/2013

Prefeitura de São Paulo deverá doar R$ 20 mil a mais para o Minha Casa, Minha Vida, diz secretário


http://www.piniweb.com.br/construcao/habitacao/prefeitura-de-sao-paulo-devera-doar-r-20-mil-a-288106-1.asp

Somado ao valor fornecido pelo Casa Paulista (R$ 20 mil), as construtoras que realizarem obras para faixa 1 do programa receberão R$ 40 mil de aporte


Aline Mariane e Romário Ferreira, da revista Construção Mercado


João Silva/Divulgação Prefeitura de São Paulo

O secretário municipal de Habitação de São Paulo, José Floriano de Azevedo Marques Neto, afirmou que a prefeitura está discutindo um modelo que prevê a doação de R$ 20 mil, além dos R$ 20 mil do Casa Paulista, para empreendimentos da faixa 1 do Minha Casa, Minha Vida (MCMV), com a condição de que o empresário já tenha o terreno. O secretário foi um dos participantes do workshop sobre o programa promovido na última segunda-feira (29) pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil de São Paulo (SindusCon-SP).
                                                 
Outra novidade contada pelo secretário é que a secretaria de Licenciamentos de São Paulo já foi separada da secretaria de Habitação. "A secretaria de Licenciamentos está hoje subordinada à secretária Paula Motta, que já tem um grupo de trabalho formatado para aprovações de habitações de interesse social (HIS)", contou. Ainda segundo ele, esse grupo foi constituído há cerca de três semanas e o prefeito Fernando Haddad já autorizou a contratação de mais 70 funcionários de nível superior - engenheiros ou arquitetos - para reforçar a velocidade dessas aprovações.

"Esse grupo terá as várias secretarias que envolvem as aprovações, como a secretaria do verde e do meio ambiente, a secretaria de transporte, para que um projeto, principalmente de HIS, seja aprovado num tempo muito curto. A ideia é de que esse período não ultrapasse 30 dias depois que todo esse planejamento tiver sido bem treinado e administrado", disse o secretário.

Norma de Desempenho
O aporte de R$ 40 mil em São Paulo poderá ajudar as construtoras a adaptarem as construções à Norma de Desempenho, que entrará em vigor em 19 de julho. José Urbano Duarte, vice-presidente de governo e habitação da Caixa, disse durante o evento que, em algumas cidades, esse apoio será fundamental para cumprir a nova norma, mas "não se pode desprezar os atuais valores do programa". A diretora do departamento de produção habitacional do Ministério das Cidades, Maria do Carmo Avesani, afirmou que "o programa hoje já exige um bom desempenho e, em princípio, não existe nenhuma previsão [do governo federal] de revisão ou de reajuste de preços em função de Norma de Desempenho".

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Rede iVerde monta protótipo de moradia popular em wood frame






http://www.piniweb.com.br/construcao/tecnologia-materiais/rede-iverde-monta-prototipo-de-moradia-popular-em-wood-frame-275680-1.asp

19/Dezembro/2012



Tecnologia deve permitir a construção de quatro casas populares de 45 m² por dia no padrão de habitações da faixa 1 do Minha Casa, Minha Vida




Gustavo Jazra




A sede da Rede iVerde, um protótipo de 45 m² fabricado com sistema wood frame, foi montada em menos de três horas nesta quarta-feira (19) no bairro Campina do Siqueira, em Curitiba. Criada recentemente, a iVerde, formada pelas empresas Tecverde Engenharia e Construtora Roberto Ferreira, objetiva prestar serviços de consultoria quanto à implantação de fábricas com o sistema, treinamento de pessoal, sistema de controle de qualidade, auditorias externas mensais e indicação de fornecedores qualificados, entre outros.

Rafael Azevedo Perich



O projeto segue as diretrizes da faixa 1 do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), que atinge a população de um a três salários mínimos. "Há grande risco de perda de dinheiro na construção de empreendimentos dessa faixa com sistemas convencionais. É essa demanda que a Rede iVerde pretende suprir", afirma Lucas Maceno, diretor de produção da Tecverde. Segundo a empresa, a tecnologia permite margem de valor 10% menor que a da construção convencional. De acordo com os fabricantes, o sistema também possibilita a construção de casas em tempo três vezes menor e com a utilização de menos mão de obra.
No final deste ano, a Rede iVerde deve finalizar, em parceria com Instituto Falcão Bauer, o Relatório Técnico de Avaliação do sistema, de acordo com as normas do setor. "A partir disso há uma comprovação garantida da eficiência das casas da Rede, o que possibilitará liberação de financiamento da Caixa e do Banco do Brasil em grande escala", diz Maceno. Segundo previsão da iVerde, no primeiro semestre de 2013 deve ser aprovado o licenciamento da tecnologia do sistema construtivo, bem como disponibilizado a outros construtores. Além do Instituto Falcão Bauer, a rede firmou parcerias com a Lactec, UTFPR, e Senai para constituição do centro de desenvolvimento e pesquisa para o melhoramento da tecnologia.


Residencial Haragano
O projeto piloto da iVerde, o Residencial Haragano, desenvolvido em parceria com a Caixa Econômica Federal, foi um dos destaques da 19ª edição do Prêmio da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Classificado em segundo lugar na categoria Sistemas Construtivos, o projeto consiste na construção de 280 casas do tipo em Pelotas (RS).

Cerca de 200 casas populares, das 280 compreendidas no projeto contemplado pelo MCMV, foram entregues para finalização do acabamento num período de cinco meses. As outras 80 que restam devem ser finalizadas até janeiro do próximo ano. A entrega deve acontecer em maio.
Ainda segundo Lucas Maceno, o projeto foi viabilizado pela Caixa após a demonstração da qualidade do sistema construtivo desenvolvido. 

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Compra por desempenho é sustentabilidade



http://revista.construcaomercado.com.br/guia/habitacao-financiamento-imobiliario/137/artigo274213-2.asp

Definição dos materiais de construção pelo desempenho desejado, e não pela marca, ainda é incipiente no setor. Entenda os benefícios da prática e por que ela ainda não está disseminada


Por Juliana Nakamura

Arte: Sergio Colotto
O crescente movimento de valorização dos direitos do consumidor, associado à provável exigibilidade da Norma de Desempenho de Edificações (NBR 15.575) a partir de março de 2013, impõe às construtoras brasileiras algumas quebras de paradigmas. Uma das mudanças em curso mais importantes diz respeito à forma como se especifica e se adquire materiais e insumos para as obras. Hoje, ainda predominam no mercado as escolhas apenas com base em modelos ou marcas dos produtos. Mas, no longo prazo, a tendência é que, cada vez mais, seja necessário basear as decisões em análises técnicas de desempenho. Isso significa, por exemplo, que em vez de apenas definir o uso de uma telha da marca x e do modelo y, o especificador terá que informar índices de isolamento térmico, durabilidade e estanqueidade que aquele produto deverá proporcionar, entre outras tantas características técnicas, sempre de acordo com as particularidades de cada projeto. Na prática, será prepreciso um conhecimento mais profundo por parte dos projetistas a respeito dos materiais e de suas aplicações, com o respaldo das normas técnicas e de dados de desempenho transmitidos pelos fornecedores.
Na especificação por desempenho, a organização das informações que devem constar no memorial descritivo difere significativamente do modo como é apresentado um memorial descritivo baseado em marcas. Segundo a arquiteta Miriam Addor, vice-presidente nacional de Grupos de Trabalho da Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (AsBEA), a especificação de materiais e sistemas com base no desempenho requerido durante a vida útil da edificação visa, em primeiro lugar, a proteger o usuário final quanto ao atendimento dos requisitos básicos que devem ser apresentados pelos produtos/componentes e pela edificação como um todo, dentro do tempo de utilização mínimo definido pelas normas vigentes, ou, de maneira mais particular, pelo usuário ou projetista.

Por que mudar?
A especificação por desempenho permite que em obras públicas ou privadas a construtora substitua o fornecedor do material quando necessário, sem que se perca o desempenho inicial previsto pelo especificador. Afinal, todas as características e as normas que devem ser atendidas estão claramente discriminadas no memorial descritivo do projeto. Isso por si só já elimina um problema corrente nas obras brasileiras, que é o da especificação não cumprida pelo construtor, que muitas vezes substitui produtos e soluções no canteiro em função de preço.

"Atualmente, os contratantes públicos já não permitem a especificação por marca. É o caso da Petrobras, que em seus editais exige a especificação por desempenho", conta o arquiteto Siegbert Zanettini, autor do projeto de ampliação do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento da Petrobras (Cenpes), na Ilha do Fundão, Rio de Janeiro, em parceria com o arquiteto José Wagner Garcia. O projeto, concebido para adotar soluções construtivas industrializadas, foi inteiramente especificado com base em quesitos técnicos.
Para os construtores, se em um primeiro momento a especificação por desempenho significa mais trabalho, por outro traz maior segurança, uma vez que os fornecedores passam a ser corresponsáveis pelas características que devem ser apresentadas pelos materiais e sistemas fornecidos. "Uma vez que os fornecedores comprovem o atendimento ao desempenho requerido, os construtores ficam resguardados de suas responsabilidades", diz a arquiteta Bárbara Kelch Monteiro, que integra o Grupo Técnico de Trabalho de Normas da AsBEA.
Uma expectativa é a de que a exigência de desempenho fortaleça a cadeia da construção como um todo ao induzir a concorrência por produtos de qualidade semelhante, discriminando o desempenho mínimo a ser atendido por aquele determinado material ou sistema, criando uma proteção contra os fornecedores de preço menor, mas que trabalham fora das especificações mínimas exigidas por norma. "Os fornecedores deverão verificar o atendimento de seus produtos ou sistemas às normas técnicas vigentes, e a comprovação desse atendimento deve ficar clara em seu material de divulgação, assim como em seus documentos técnicos, uma vez que toda essa informação será utilizada pelos especificadores na escolha de determinado produto, e ainda deverá constar do manual de utilização a ser compilado e fornecido pela construtora ao cliente final", acrescenta Bárbara Monteiro.
Divulgação: AgÊncia Petrobras/Cenpes
Os materiais e sistemas construtivos da ampliação do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento da Petrobras (Cenpes), na Ilha do Fundão, no Rio de Janeiro, foram todos especificados por desempenho

A realidade atual
"Os especificadores que estão acostumados a trabalhar na especificação por marcas necessitarão de um empenho maior para reunir e conhecer as informações que devem ser consideradas em cada especificação", afirma Miriam Addor, ressaltando que é ampla a gama de itens que integram um memorial descritivo, e entender e definir o desempenho de cada um será um desafio.

Também para o profissional da área de suprimentos a nova forma de especificar gera impactos. Afinal, nesse modelo ele também passa a receber uma quantidade muito maior de dados que deverão ser organizados e compatibilizados de forma que as comparações de preços se restrinjam aos produtos que atendam ao desempenho mínimo especificado. "O trabalho de comparar preços certamente ficará mais complexo, volumoso e exigirá mais atenção diante da quantidade maior de informações. Porém, adicionará segurança e qualidade às construções", acredita o arquiteto Henrique Cambiaghi. O sócio-diretor do CFA Cambiaghi Arquitetura vê como consequência desse movimento a maior demanda de especialistas em diferentes áreas para apoiar as especificações, diante do número de dados técnicos a serem interpretados e analisados. "Mas é importante não achar que só a especificação do produto correto vai eliminar todos os problemas. No caso da cerâmica, por exemplo, muito do seu desempenho depende da execução. Não adianta o especificador selecionar a melhor cerâmica se o instalador não souber assentá-la corretamente. O desempenho estará comprometido", salienta Cambiaghi.
Para Bruno Carone, gerente de suprimentos da João Fortes Engenharia, o gerenciamento de um volume maior de dados é um dos desafios impostos às áreas de suprimentos das empresas e exigirá profissionais capacitados para avaliar esses produtos tecnicamente. Ele lembra que "o que normalmente acontece é que os profissionais conhecem o insumo/produto pelas marcas mais tradicionais e não pelas suas necessidades técnicas".
Diante disso, a expectativa é a de que a especificação por desempenho também induza a uma maior qualificação dos profissionais da área de suprimentos, que deverão ter maior domínio sobre as características técnicas dos materiais e o seu funcionamento quando instalados para poder adquiri-los corretamente.



Desafios à frente
Sem informações técnicas sobre os materiais, não há especificação por desempenho. Por isso, "um grande obstáculo a ser enfrentado por construtores e projetistas é a falta de informações de desempenho por parte dos fornecedores", diz Cambiaghi. Algumas empresas já se anteciparam a essa demanda e atualizaram seus catálogos impressos e virtuais, mas, de forma geral, o movimento é de adaptação, sobretudo porque requer por parte dos fornecedores investimento em adequações e testes comprobatórios de seus produtos. "Essa adequação, aliás, pode ser explorada como um diferencial dessas empresas perante seus concorrentes, sendo preferenciais em um processo de seleção de materiais aquelas que mais facilmente comprovarem seu atendimento às normas e auxiliarem os especificadores nesse trabalho", afirma a arquiteta Miriam Addor.

"De forma geral, sistemas construtivos inovadores e industrializados saem na frente na comprovação do desempenho porque já estão acostumados a apresentar certificados e atestados de qualidade para o mercado", compara Siegbert Zanettini. Segundo ele, embora possa parecer contraditório, tende a ser mais fácil especificar por desempenho produtos "novos" e fornecidos como sistemas, caso de painéis cimentícios e de drywall, do que os mais tradicionais, como alvenaria e estrutura de concreto moldada in loco. Ele conta que no caso do projeto do Cenpes para a Petrobras, por exemplo, não houve dificuldades, nem na especificação nem na realização das compras, justamente porque todo o projeto se apoiou em uma filosofia de construção industrializada. "Os problemas quando ocorreram foram mais ligados à produção da obra e à dificuldade das empreiteiras subcontratadas adotarem práticas de controle", revela Zanettini.
Os investimentos em ensaios comprobatórios são fundamentais para uma especificação de materiais com base no desempenho desejado
O momento é de adaptação também para as construtoras. Em entrevistas à reportagem do Guia da Construção, empresas que atuam em diferentes praças revelaram que estão de olho nas mudanças em curso, mas que ainda especificam e compram seus produtos e insumos como de costume, com base em marcas e no relacionamento com fornecedores de confiança. É o caso da Racional Engenharia. A coordenadora de compras da construtora, Vera Gomes, conta que, nas obras do Tietê Plaza Shopping em São Paulo, a maioria dos produtos utilizados foi especificada por marca. "Em alguns casos, como com os elevadores e as escadas rolantes, são aceitos produtos similares, desde que de marcas conhecidas por sua qualidade e líderes de mercado", diz Vera, que completa: "Na hora de definir qual empresa iremos contratar, também levamos em conta o desempenho desses produtos em empreendimentos anteriores".
A coordenadora de compras da Racional enxerga aspectos positivos e negativos na especificação pautada por marca. "As vantagens estão no conhecimento amplo dos produtos disponíveis no mercado e nos cuidados especiais a serem tomados na utilização de cada um deles, que já são bem dominados. Por outro lado, a especificação por marca dificulta a negociação quando o fornecedor é único ou quando não há produtos similares no mercado", pondera.
O caminho a ser percorrido até se chegar ao que acontece em países desenvolvidos é longo. Diferentemente do que acontece por aqui, nos Estados Unidos, por exemplo, há uma numeração e uma formatação padronizada por institutos voltados à especificação na área da construção. Esse padrão se relaciona diretamente com os programas Building Information Modeling (BIM) utilizados para desenvolvimentos dos projetos. Há ainda softwares próprios para realização das especificações da indústria da construção.
Segundo Miriam Addor, nesse padrão definido constam a descrição básica do material, as características específicas, as normas a serem seguidas, as especificações de aplicação ou instalação, testes e verificação da qualidade a ser aplicada, informações como cores, tamanhos ou outros, e a marca de referência. "A padronização permite que todos os envolvidos na cadeia produtiva trabalhem com a mesma base de informações, diminuindo significativamente erros e desvios ligados a falhas nas especificações dos materiais e sistemas", conclui Addor.
Especificação por desempenho x marca
ILUSTRAÇÕES: angelh/stoyanh/LADYICON/shutterstock
CONCRETO
Requisitos fundamentais na especificação por desempenho

Consistência, trabalhabilidade (slump);
Habilidade passante/viscosidade;
Método de transporte/colocação;
Resistência à compressão;
Módulo de elasticidade;
Calor de hidratação;
Retração;
Resistência à abrasão;
Coeficiente de carbonatação;
Coeficiente de penetração de cloretos;
Permeabilidade;
Resistividade elétrica.
Itens que costumam constar na especificação tradicional
Resistência característica do concreto (fck);
Consistência, trabalhabilidade (slump);
Dimensão máxima do agregado;
No caso do concreto dosado em central, no momento da compra, costuma-se especificar: o tipo e a marca do cimento, o tipo e a marca do aditivo, a relação água/cimento, o teor de ar incorporado, o tipo de lançamento, a cor, a massa específica, etc.
ILUSTRAÇÕES: angelh/stoyanh/LADYICON/shutterstock
REVESTIMENTO CERÂMICO
Requisitos fundamentais na especificação por desempenho


Resistência à abrasão;
Coeficiente de atrito;
Resistência às manchas e a ataques químicos;
Carga de ruptura;
Expansão por umidade;
Espessura da junta, sempre de acordo com as características do local/tipo de instalação, entre outros.
Itens que costumam constar na especificação tradicional
Marcas e modelos, principalmente. Assim como ocorre em louças e metais sanitários, esse é um dos segmentos em que a especificação por marca está mais arraigada. Isso porque se entende que, determinadas marcas, conhecidas por seus produtos de qualidade, agregam valor técnico e institucional.
ILUSTRAÇÕES: angelh/stoyanh/LADYICON/shutterstock
ESQUADRIAS
Requisitos fundamentais na especificação por desempenho

Permeabilidade ao ar (variável de acordo com a região);
Estanqueidade à água;
Comportamento quando submetido a cargas uniformemente distribuídas;
Resistência às operações de manuseio;
Deformação, módulo de elasticidade, coeficiente de dilatação térmica;
Condutibilidade térmica;
Resistência, durabilidade, vida útil de seus componentes, entre outros.
Itens que costumam constar na especificação tradicional
Dimensões;
Matéria-prima da esquadria (PVC, alumínio, aço, etc.);
Espessura dos perfis;
Marca/modelo.
ILUSTRAÇÕES: angelh/stoyanh/LADYICON/shutterstock
TUBULAÇÕES
Requisitos fundamentais na especificação por desempenho

Pressão de serviço;
Resistência mecânica de peças durante o uso;
Resistência a impactos durante a vida útil de projeto;
Temperatura máxima de trabalho;
Estanqueidade à água e a gases;
Durabilidade dos sistemas, elementos, componentes e instalação, entre outros.
Itens que costumam constar na especificação tradicional
Pressão de serviço;
Matéria-prima (PVC, PPR, etc.);
Tipo de conexão (roscável, soldável).

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Pesquisadores brasileiros desenvolvem concreto ecológico



Vitor Abdala, da Agência Brasil

Postado em 17/09/2012 às 10h39
No caso do fibrocimento, usado na fabricação de telhas ou caixas d'água, o consumo de cimento pode ser reduzido em até 50% com o uso de alternativas ecológicas. l Foto: Divulgação

A Coordenação de Pós-Graduação em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ) desenvolveu alternativas ecológicas para matérias-primas do concreto e de produtos de fibrocimento (como caixas d'água e telhas). Segundo o pesquisador Romildo Toledo, o uso de materiais tradicionais, como o cimento, a brita e o amianto, pode ser reduzido ou até completamente substituído com a utilização de fibras vegetais e materiais reciclados.
No caso do concreto, liga formada por cimento, brita (pedra) e areia, é possível reduzir o consumo de cimento em 20% a 40% com alternativas como cinza de bagaço de cana-de-açúcar, cinza de casca de arroz e resíduos da indústria cerâmica. A brita pode ser completamente substituída por materiais obtidos em demolições de construções antigas.
No caso do fibrocimento, usado na fabricação de telhas ou caixas d'água, o consumo de cimento pode ser reduzido em até 50% com o uso de alternativas ecológicas. As fibras vegetais substituem as fibras minerais tradicionais, como o amianto, que provocam danos à saúde humana. Há estudos com outros materiais como borracha de pneu usado, cinzas de esgoto sanitário ou de queima do lixo para substituir, pelo menos parcialmente, o cimento.
“Alguns tipos de concreto ecológico já estão prontos para serem repassados ao setor produtivo, mas há outros que ainda estão em fase final de desenvolvimento. São soluções que reduzem impacto na construção civil, seja por redução da emissão de gás carbônico, pelo uso de materiais naturais etc. E todas levam a resultados tão bons quanto os materiais tradicionais. Essa é uma preocupação: não ter performance inferior aos que os materiais tradicionais têm. O consumidor não vai sentir problemas de durabilidade, como a casa ou o prédio terem vida útil menor”, disse Toledo.
Segundo a Coppe, a indústria cimenteira responde por 5% a 7% das emissões mundiais de gases do efeito estufa. A produção atual de cimento corresponde a cerca de 3 bilhões de toneladas por ano, que deve triplicar em 50 anos.
Segundo o pesquisador, as alternativas ecológicas ao concreto têm chamado a atenção de algumas empresas. Na última sexta-feira (14), por exemplo, Toledo apresentou sua pesquisa a representantes de empresas de materiais de construção norte-americanas na Câmara de Comércio Americana (Amcham) do Rio de Janeiro.

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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Direitos e deveres da vida em condomínio


Ex-moradores dos morros do Bumba e do Céu aprendem direitos e deveres da vida em condomínio

13/9/2012 11:48, Por Redação, com ACS - do Rio de Janeiro

http://correiodobrasil.com.br/ex-moradores-dos-morros-do-bumba-aprendem-direitos-e-deveres-da-vida-em-condominio/514893/





O grupo será alocado nas 180 unidades do conjunto habitacional, dividido em nove blocos

Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos promoveu capacitação sobre os direitos e os deveres da vida em condomínio para os antigos moradores dos morros do Bumba e do Céu. O grupo será alocado nas 180 unidades do conjunto habitacional, dividido em nove blocos, que será inaugurado pelo Governo do Estado em menos de um mês. A obra custou R$ 14,24 milhões, com recursos da União e do Estado.
O sorteio das unidades aconteceu no dia 25 de agosto, na sede da secretaria, no Centro do Rio. Cada apartamento, com 36,1 m2, tem sala, dois quartos, copa cozinha, banheiro e área de serviços, que já vem com piso. Seis, das 180 unidades, são destinadas a portadores de deficiência física. Todos os apartamentos já vêm com chuveiro elétrico instalado, e os proprietários terão direito à tarifa social da Ampla.
O conjunto tem conquistas inéditas como, por exemplo, a colocação, em cada unidade, de hidrômetro individualizado, assim como os relógios de luz – afirmou a engenheira da Secretaria de Obras, Susane Herschörfer.

O aposentado Norival dos Santos, 72 anos, comemora o novo lar e faz questão de levar a sua bandeira do Vasco. “Como não vou poder pendurá-la na janela, porque iria contra as regras do condomínio, vou colocá-la na parede”, disse Norival.
A moradora Valéria Rosa, de 37 anos, que será a proprietária de um apartamento, está emocionada. Não posso dizer com exatidão o que estou sentindo. A verdade é que a ficha ainda não caiu, afirmou Valéria.




quinta-feira, 12 de julho de 2012

Construções sustentáveis em Londres


10 de Julho de 2012

Ministro conhece construções sustentáveis em Londres


Ministro conhece construções sustentáveis em Londres
O ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, participou, nesta segunda-feira (09;07) em Londres, de várias reuniões no Building Research Estabilishment (BRE) para conhecer e discutir sobre as inovações tecnológicas na construção civil. As experiências desenvolvidas pelo Building Research Estabilishment (BRE), instituto criado em 1921 voltado para o desenvolvimento de tecnologias para a construção civil, com foco na sustentabilidade, conforto e qualidade de vida dos seus moradores.



As técnicas de sustentabilidade indicadas pelo BRE foram utilizadas na construção do Estádio Oíimpico, centro dos principais jogos da Olimpiadas de Londres. Com pequenas mudanças na compra de materiais para a obra, foi possível reduzir em 33% a emissão de carbono. “Vamos estudar a forma de ampliar a parceria entre o Brasil e o Reino Unido nesta área de construção sustentável e na oportunidade de investimento para os dois países”, disse o ministro durante a visita. 



Os técnicos do BRE apresentaram todos os estágios de construção sustentável: novos materiais, testes e monitoramento e métodos modernos de construção. Uma delas é construir casas com paredes erguidas com camadas de lã de carneiro e caucário misturado com resíduos da agricultura. O BRE já desenvolve no Brasil um projeto de construção de um parque tecnológico, em Brasília, para inovações tecnológicas para habitação de interesse social. “Temos especial interesse no desenvolvimento deste projeto”, disse o ministro.    


Ainda no BRE, o ministro conheceu o projeto de casas sociais desenvolvido pela Fundação do Príncipe, apoiada pelo príncipe Charles. O diretor da fundação Tim Goodwin, disse que a casa tem modelo sustentável e atende ao padrão inglês de moradia, por exigência do príncipe. Materiais reciclados também foram utilizados na construção dos móveis e outros equipamentos da casa.



O ministro também visitou a casa construída com PVC, Cub House, também com padrões sustentáveis, qualidade e conforto. Além de projetos de construção que produz energia elétrica a partir do movimento de caminhar dos moradores. A visita foi acompanhada pela secretária Nacional de Habitação do Ministério das Cidades, Inês Magalhães, e o secretário Nacional de Acessibilidade, Leodegard Tiscoski. “Vamos estudar as experiências para ver como podemos adaptá-las a nossa realidade”, disse o ministro. 


A agenda desta segunda-feira em Londres, terminou com um rápido encontro com o ministro de Comércio e Investimento, Lord Green. Nesta terça (10), o ministro Aguinaldo Ribeiro inicia sua agenda com uma reunião com o ministro para a Descentralização e Cidades, Greg Clark, e a diretora de Habitação, Terrie Alafat. À tarde, ele estará com os técnicos da Aecom, empresa que ganhou a concorrência para desenvolver o Plano Diretor do Parque Olímpico do Rio de Janeiro e Londres. Na pauta, temas como desenvolvimento urbano e projetos de revitalização dos projetos olímpicos, água, resíduos e saneamento básico, além de desenvolvimento sustentável e estratégias de energia. 


terça-feira, 10 de julho de 2012

Rio de Janeiro receberá prêmio em Barcelona por programa de urbanização em favelas


3/Julho/2012

http://www.piniweb.com.br//construcao/urbanismo/rio-de-janeiro-recebera-premio-em-barcelona-por-programa-de-262149-1.asp

Na opinião do júri, iniciativa se tornou uma referência internacional em políticas urbanas e serviu para democratizar o direito à cidade




Aline Rocha







Divulgação: City to City
O Rio de Janeiro receberá o prêmio City to City pelos trabalhos urbanísticos realizados nas favelas da cidade no próximo dia 10 em Barcelona, na Espanha. O reconhecimento é feito pela fundação Fomento de las Artes ydel Diseño (FAD).


O programa Morar Carioca foi criado em 2010 pela prefeitura carioca e pretende promover a integração urbana e social das favelas até 2020. Na opinião do júri, a iniciativa se tornou uma referência internacional em políticas urbanas e serviu para democratizar o direito à cidade, combater a ideia de cidade dividida, reforçar os laços sociais e, ao mesmo tempo, respeitar a sua história.
A premiação acontecerá no Saló de Cent da prefeitura de Barcelona. No dia 9, o presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil - Departamento Rio de Janeiro (IAB-RJ), Sérgio Magalhães, dará uma palestra sobre a implementação da política habitacional do Rio de Janeiro.


segunda-feira, 9 de julho de 2012

Placa PVT - fotovoltaica e térmica inédita: Placa solar com fibras de coco!


5/Julho/2012

Engenheiro desenvolve placa solar com fibras de coco



Com custo de R$ 3 mil, sistema tem capacidade de geração de 120 kWh por mês



Aline Rocha

Divulgação: Fernando Alves Ximenes
O engenheiro cearense Fernando Alves Ximenes desenvolveu uma nova placa solar PVT, que possui sistemas fotovoltaico e térmico. O aparelho é feito com fibras de coco retiradas das praias do estado e está sendo testado em uma casa da cidade de Itaitinga, no Ceará.
A placa é capaz de gerar 120 kWh/ mês e tem um custo total - com instalação, baterias, lâmpadas e chaves inclusas - de R$ 3 mil, de acordo com o engenheiro. O sistema PVT permite que o aparelho produza eletricidade e aqueça a água, substituindo o chuveiro elétrico. 
Ximenes pretende estender o uso da placa solar de fibra de coco para residências do programa Minha Casa, Minha Vida do Ceará.


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Microgeração solar pode impulsionar o uso 
Publicado em: 26/6/2012 às 15h06



http://abrava.com.br/?Canal=8&OperId=4148&Channel=Tm90JiMyMzc7Y2lhcw== 
Casas autossuficientes 
Outra iniciativa de peso, conta, é o desenvolvimento de residências autossuficientes em energia elétrica no âmbito do programa habitacional Minha Casa Minha Vida. É que, usando fibra de coco de praia, ele criou a placa PVT - fotovoltaica e térmica, que capta energia solar e a transforma em eletricidade e água quente, substituindo o chuveiro elétrico. Segundo ele, a Caixa Econômica Federal tem interesse em incluir o aparelho no programa do governo federal. Já estamos com uma casa piloto em Itaitinga, para que a Caixa estude a possibilidade de utilizar a placa PVT no Minha Casa, Minha Vida. Para os beneficiários seria excelente, pois eles não teriam que pagar nada a mais e poderiam evitar os gastos com energia todo mês, afirma Ximenes. Conforme disse, a placa PVT tem capacidade de produzir até 120 KWh por mês. Tal produção, afirma, é mais do que o suficiente para suprir a demanda de uma família de baixa renda, que, segundo ele, consome em média 50 KW/h por mês. Acho que em breve até alguns membros da classe média acharão viável o uso da placa, comenta. Quanto aos custos, Ximenes sustenta que adotar o uso da energia solar não é caro. A placa solar fabricada com fibra de coco custa até R$ 3 mil, incluindo a instalação, baterias, lâmpadas e chaves, destaca o especialista. Além de consumir o que geram, as pessoas ainda economizarão na tarifa de energia, fala. No entanto, para que os projetos se expandam, argumenta o engenheiro, vai ser preciso a população acreditar na viabilidade dessa fonte. O que precisa é que a energia solar seja popularizada. Ela é viável e realmente funciona. Tem eficiência e é até melhor que a hidráulica, pela sua eficiência, justifica. Sem contar os ganhos para o País, reforça Ximenes. Atualmente, 30% da demanda de energia no Brasil é residencial. Se apenas 10% dessas casas adotassem a tecnologia, haveria uma redução de 3% no consumo e essa economia equivaleria a três vezes o volume poupado de energia durante o horário de verão. Isso destravaria o sistema e seria uma saída para o problema da eficiência energética, explica. Se a adesão fosse de 17% dos lares, a economia no consumo seria de 5%, o que corresponderia à energia gerada pelas usinas de Angra I e II, fala.

Placa de energia solar feita com fibra de coco está sendo testada em casa popular do Ceará




Criador da tecnologia, Fernando Ximenes (à esquerda) testa o sistema em casa-piloto na cidade de Itaitinga, no Ceará
Criador da tecnologia, Fernando Ximenes (à esquerda) testa o sistema em casa-piloto na cidade de Itaitinga, no Ceará Foto: Divulgação

Raiane Nogueira

Na tentativa de reduzir o custo das tecnologias sustentáveis, para incentivar a incorporação dessas alternativas a programas de habitação popular, o engenheiro mecânico Fernando Ximenes desenvolveu um sistema de energia solar econômico, feito com fibras de coco. O criador da novidade — que está sendo testada numa casa da cidade de Itaitinga, no Ceará — quer estendê-la para unidades do "Minha casa, minha vida" destinadas a famílias de baixa renda.
A placa PVT capta energia solar para geração de eletricidade e para aquecimento de água, substituindo o chuveiro elétrico. O custo total do aparelho — com instalação, baterias, lâmpadas e chaves — gira em torno de R$ 3 mil. O sistema produz até 120kWh por mês. Ximenes afirma que é suficiente para suprir a demanda de até duas famílias de baixa renda, que consomem cerca de 50kWh por mês, cada.


Leia mais: http://extra.globo.com/casa/construcao/placa-de-energia-solar-feita-com-fibra-de-coco-esta-sendo-testada-em-casa-popular-do-ceara-5358395.html#ixzz2086KzlZt


sábado, 16 de junho de 2012

SEHAB consegue o primeiro Selo Casa Azul do Programa de Construção Sustentável da CEF para o Projeto de Urbanização de Paraisópolis. Agora, tem!

fonte: 
15/Junho/2012




Projeto de habitação social em Paraisópolis recebe selo de sustentabilidade

http://www.piniweb.com.br/construcao/sustentabilidade/projeto-de-habitacao-social-em-paraisopolis-recebe-selo-de-sustentabilidade-260937-1.asp




Condomínios G e E foram os primeiros projetos de Habitação de Interesse Social a ter o selo da Caixa



Aline Rocha




A Caixa Econômica Federal concedeu na última quarta-feira (15) o Selo Casa Azul para o Projeto de Urbanização de Paraisópolis, em São Paulo. Os condomínios G e E foram os primeiros projetos de Habitação de Interesse Social (HIS) a ganhar o selo do Programa de Construção Sustentável da Caixa, ligado a sustentabilidade.
Fernando Pereira/Prefeitura de São Paulo
Condomínio G

Dos 53 critérios estabelecidos (19 obrigatórios e 34 opcionais) a obra da Secretaria Municipal de Habitação cumpriu 39, o que possibilitou a entrega da categoria ouro do selo. As categorias analisadas são: qualidade urbana, projeto, conforto, eficiência energética, conservação de recursos materiais, gestão de água e práticas sociais.
Entre as alterações necessárias para conseguir o selo, foram instaladas lâmpadas econômicas e vasos sanitários com alternância no fluxo de água. Para a qualidade urbana, por exemplo, o projeto foi inserido em uma área com acesso fácil a escolas, transporte público, áreas de lazer, saúde e segurança. Também foram realizadas obras no entorno, com a recuperação de áreas ambientalmente degradadas.
Para o projeto e conforto, adotou-se materiais que fornecem condições favoráveis de insolação e ventilação, além de um projeto de paisagismo que possui local para coleta seletiva. No critério de eficiência energética, além das lâmpadas econômicas, foram instalados dispositivos economizadores de energia nas áreas comuns e medição individual de gás.
No quesito conservação dos recursos materiais, foi utilizada a coordenação modular para evitar o desperdício de materiais de construção. A medição individual de água e a utilização de bacia sanitária com duplo acionamento também foram adotadas, além de arejadores nas torneiras e reguladores de vazão.
Os condomínios premiados possuem 171 unidades habitacionais divididas em sete blocos e fazem parte da 3ª fase de obras na comunidade. Em abril deste ano, o projeto recebeu o segundo lugar na premiação de sustentabilidade do Holcim Awards, em Zurique, na Suíça.

Fernando Pereira/Prefeitura de São Paulo
Condomínio E



Saiba mais sobre Sustentabilidade - Manuais de Sustentabilidade da Caixa Econômica Federal




http://www1.caixa.gov.br/rio+20/mapa.html

http://www.labeee.ufsc.br/sites/default/files/projetos/Selo_Casa_Azul_CAIXA_versao_web.pdf


http://www1.caixa.gov.br/download/asp/download.asp


http://downloads.caixa.gov.br/_arquivos/sustent/manuais/Eficiencia_Energetica_Habitacoes_Interesse_Social.pdf

http://downloads.caixa.gov.br/_arquivos/sustent/manuais/Guia_caixa_para_sustentabilidade_ambiental.pdf

http://downloads.caixa.gov.br/_arquivos/sustent/manuais/Caderno_Licenciamento_Ambiental.pdf

http://downloads.caixa.gov.br/_arquivos/sustent/manuais/Sistema_Aquecimento_Solar.pdf

http://www1.caixa.gov.br/download/asp/download.asp



terça-feira, 12 de junho de 2012

Acampamento autossustentável: Habitação Emergencial para Refugiados Ambientais (HERA)


5/Junho/2012

Acampamento autossustentável é um dos vencedores de prêmio de inovação em alumínio



Estudantes e profissionais apresentaram projetos criativos para aplicação do metal

http://www.piniweb.com.br/construcao/tecnologia-materiais/premio-de-inovacao-em-aluminio-divulga-vencedores-260466-1.asp

Aline Rocha



O projeto Habitação Emergencial para Refugiados Ambientais (HERA) foi o vencedor da modalidade estudante do 10º Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio. A premiação tem como objetivo estimular a utilização do alumínio em projetos criativos e inovadores de produtos ou aplicações deste metal. Este ano, foram mais de 260 projetos inscritos em todas as modalidades.


Divulgação
1º lugar


O acampamento autossustentável é de autoria de Bárbara Beraldo, aluna do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Viçosa (UFV), em Minas Gerais. O orientador da aluna foi o professor Roberto de Almeida Goulart Lopes. Como prêmio, Bárbara recebeu R$ 9 mil, troféu e diploma, enquanto seu orientador recebeu R$ 5 mil. Além disso, sua instituição de ensino também será premiada com R$ 5 mil em equipamentos didáticos.
Em segundo lugar ficou a equipe formada pelos estudantes Danilo Barbosa, Esdras Velosos dos Santos, Frabrizio Lucas Rosatti, Marcelo Gonçalvez Hasimoto, Murilo Bruno Camurça e Rafael Loureiro. Representando o curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade do Estado de São Paulo (Unesp), eles criaram uma Plataforma Portátil, que serve como ponto de observação para estudos da fauna e flora.  O professor Claudemilson dos Santos foi o orientador da equipe. Como prêmio, a equipe recebeu R$ 5 mil e seu orientador, um notebook.


Divulgação
2º lugar


Em terceiro lugar, foi escolhido o projeto dos estudantes de Design de Produtos da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Cesar Zardo e Lucas Armstrong. Os alunos criaram o MOV, veículo destinado a cadeirantes que tem como objetivo propiciar mobilidade urbana em vias públicas. O professor Ken Flávio Ono da Fonseca foi o orientador da dupla e como prêmio, também recebeu um notebook. Já os estudantes receberam R$ 3 mil.


Divulgação
3º lugar


Também foram entregues duas menções honrosas nesta categoria. A primeira foi para o estudante Emerson Ferreira, que criou um modelo de tanque coletor em caminhões. Ítalo Peres também recebeu o reconhecimento pela criação dos aquários em blocos. Os dois são alunos de Biologia do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFMA), em São Luís, no Maranhão.
Já na modalidade profissional, o grupo formado pelos designers Artur Mottin e Caroline Salvan, de Belo Horizonte (MG), foi premiado em primeiro lugar com o projeto Sistema Lien. Na segunda colocação ficou o designer de produtos Rafael Simon, de Florianópolis (SC), com o Refrigerador Doméstico Universal, que tem adaptação ao uso de cadeirantes. O terceiro lugar, por fim, foi do designer researcher João Gabriel Falcão, de São Paulo (SP), criador do projeto Cajado, lanterna e cantil integrados por encaixe magnético.
Esta categoria forneceu somente uma menção honrosa, dedicada a uma equipe de engenheiros e médicos de Porto Alegre (RS). O grupo apresentou o projeto de um portal de acesso para videocirugia. A equipe foi formada por: Paulo Roberto Walter Ferreira, Edison Martins da Silva Junior, Ivan Miranda, José Gustavo Olijnyk, Leandro Totti Cavazzola e Marcelo Saraiva dos Santos.
Troféu Inovação da Década
Além das categorias usuais, em 2012 também foi instituído o Troféu Inovação da Década,  que contemplava três categorias: autor de projeto mais inovador, instituição ou curso com mais destaque nas edições do Prêmio Alcoa e homenagem para o Cliente da Década.
O projeto escolhido como Inovador da Década foi feito pelo engenheiro aeronáutico Mateus Frois, que também venceu a 7ª edição do Prêmio Alcoa. O projeto de Mateus foi o Barco Portátil Movido a Pedal, que consiste num barco leve e de baixo custo que pode ser transportado no porta-malas do carro. Além de um troféu, ele também ganhou uma viagem ao Alcoa Technical Center, nos Estados Unidos.
Para a categoria de Curso da Década, o escolhido foi o curso de Design da Universidade do Estado de Minas Gerais (UFMG), que teve 125 projetos inscritos durante todos os anos do prêmio. A instituição também receberá um troféu e doação em equipamentos no valor de R$ 10 mil, que serão escolhidos pela Universidade. A empresa Tetra Pak foi a homenageada como Cliente da Década.


Para mais informações sobre o concurso, acesse o site da Alcoa.


domingo, 10 de junho de 2012

‘Prédios verdes’ do Rio vão ter redução de impostos. E agora, São Paulo?





Pacote da prefeitura prevê redução de impostos para a construção de prédios sustentáveis
http://oglobo.globo.com/rio/pacote-da-prefeitura-preve-reducao-de-impostos-para-construcao-de-predios-sustentaveis-5159087


Proposta conta com benefícios fiscais, como descontos de até 50%



Telhado verde do Edifício Marquês dos Reis, na Praça Pio X, no Centro: tecnologias sustentáveis antes mesmo da lei
Foto: Márcia Foletto
Telhado verde do Edifício Marquês dos Reis, na Praça Pio X, no Centro: tecnologias sustentáveis antes mesmo da leiMÁRCIA FOLETTO
RIO - A cidade que recebe, a partir de quarta-feira, a Conferência das Nações Unidas Sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) começa a costurar nesta segunda-feira uma legislação incentivando os “prédios verdes” — que adotam métodos construtivos menos agressivos ao meio ambiente e tecnologias de economia e eficiência no uso de água e energia. A proposta, que será encaminhada pelo prefeito Eduardo Paes à Câmara dos Vereadores, prevê benefícios fiscais, como descontos de até 50% ou mesmo isenção de IPTU e ITBI, além de redução de ISS, durante as obras e após o habite-se. A nova legislação prevê ainda que os prédios ecológicos possam se beneficiar de mudanças pontuais na legislação urbanística, como coberturas e pavimentos de uso comum maiores, e vagas de garagem menores.
Um decreto que será publicado nesta segunda-feira no Diário Oficial do município criará os selos Qualiverde e Qualiverde Total, que serão dados a projetos multifamiliares ou comerciais novos ou de reforma, a partir de uma classificação por pontos. A adoção de dispositivos de economia e de reuso de água, painéis solares como fonte de energia e telhados com cobertura verde, por exemplo, contarão a favor da certificação. Para ganhar os selos, os projetos terão que somar de 70 a 100 pontos.
— Uma medida que estimule construções sustentáveis é fundamental. Esperamos uma resposta rápida da Câmara para colocar a legislação em vigor ainda este ano — diz Paes.
Renúncia fiscal de R$ 9,8 milhões
Se a proposta for aprovada, os selos darão direito a descontos de 50% ou isenção de IPTU durante as obras, até o limite de dois exercícios fiscais. Após o habite-se, a redução de IPTU poderá ser de 10% ou 20% para os moradores, conforme a classificação obtida. E valerá por três anos, podendo ser renovada indefinidas vezes, desde que os prédios mantenham as características sustentáveis. Segundo o secretário municipal de Urbanismo, Sérgio Dias, quaisquer alterações poderão acarretar a perda dos benefícios.
— A ideia é criar uma rede de proprietários que atuem como fiscais. Se um dono de unidade fechar uma varanda, por exemplo, o prédio inteiro perde o benefício — explica Sérgio Dias.
A prefeitura proporá ainda descontos de 50% ou isenção de ITBI na primeira aquisição dos imóveis verdes. E alíquotas especiais de ISS de 1,5% ou 0,5% para os projetos. Hoje, a alíquota de ISS da construção civil é de 3%. Um estudo sobre o impacto das medidas na arrecadação do município, feito pela Secretaria de Urbanismo, mostra que, se 15% dos projetos novos da cidade se enquadrassem nos critérios do Qualiverde, fazendo jus aos benefícios, a renúncia fiscal seria de cerca de R$ 9,8 milhões ao ano.
Pela proposta, nos prédios Qualiverdes as coberturas poderão ocupar 75% da área do andar inferior. Hoje esse limite é de 50%. Já os pavimentos de uso comum poderão ocupar 100% da projeção do prédio (hoje o percentual é de 50%). E 20% das vagas de garagem poderão ser menores que o tamanho padrão atual, de 2,5 metros por 5 metros. Uma vaga poderá ainda barrar o acesso a outras da mesma unidade. Hoje isso é proibido, apesar de ser comum em prédios do Rio.
A prefeitura quer em grande escala uma prática hoje isolada. Um exemplo de prédio verde na cidade é o edifício Marquês dos Reis, no Centro, que, entre outras medidas, adotou telhado com vegetação para captar água da chuva. Reformado em 2011, o prédio deverá receber certificação internacional LEED, de projetos ecológicos.
Indústrias com menos emissões
As indústrias fluminenses terão que cumprir metas de redução de emissões de carbono equivalente (além de dióxido de carbono, leva em conta emissões de outros gases do efeito estufa) até 2030, estabelecidas por decreto do governador Sergio Cabral, que será assinado esta semana e faz parte do pacote verde do governo. O objetivo é voltar ao patamar de intensidade de emissões de 2005. Será criado também o primeiro Polo Verde do Rio de Janeiro, na Ilha de Bom Jesus, ao lado do Fundão, concentrando empresas que vão compartilhar recursos energéticos e métodos de reuso de água, além de reciclar o lixo e usar asfalto verde (que aproveita matéria-prima de pneus velhos) nas ruas locais.
As metas de redução das emissões de CO2 equivalente pelas indústrias complementam outra medida, adotada no fim do ano passado para o setor público. A subsecretária de Economia Verde da Secretaria estadual do Ambiente, Suzana Kanh, explica que, a cada ano, cerca de cem indústrias terão de apresentar inventário do volume de suas emissões, com certificação de uma empresa credenciada pela SEA. Cada uma terá cotas de emissões por período. O que exceder deverá ser comprado de empresas que emitirem abaixo da sua cota (crédito carbono), através da Bolsa Verde de ativos ambientais.
— A redução das emissões será progressiva. Não queremos criar um custo Rio, mas a marca Rio. Ou seja, indústrias mais eficientes e competitivas — diz o secretário do Ambiente, Carlos Minc.
A GE e a L’Oréal já decidiram instalar centros de pesquisa em Bom Jesus. Há espaço para mais oito. Todos circularão internamente usando bicicletas, e a iluminação será com lâmpadas de LED. O segundo polo será em Itaguaí.

sábado, 26 de maio de 2012

Construtora implanta garagens elétricas em seus empreendimentos residenciais


24/Maio/2012
http://www.piniweb.com.br//construcao/tecnologia-materiais/construtora-implanta-garagens-eletricas-em-seus-empreendimentos-residenciais-259818-1.asp 

Custos do sistema de recarga para carros e bicicletas serão divididos entre os moradores


Aline Rocha



A construtora e incorporadora BKO está adotando vagas adaptadas para carros e bicicletas elétricas nas garagens nos seus empreendimentos residenciais. Os primeiros edifícios da empresa a receberem a novidade foram os modelos iGLOO, que ficarão prontos em outubro deste ano. Outros dois empreendimentos, ainda em fase de lançamento, também terão as garagens elétricas: Set Brooklin e Vista 26 Campinas.


Divulgação: BKO


O número de vagas disponibilizadas para carros elétricos pode chegar até seis, dependendo do edifício. Já para as bicicletas, existem duas vagas disponíveis. Para os moradores que não possuem bicicletas elétricas, inclusive, há unidades disponíveis para empréstimo nos empreendimentos.
As despesas do sistema de recarga coletiva das garagens elétricas são rateadas entre todos os moradores do condomínio. Porém, se for necessário, a BKO poderá implantar medidores individuais em cada tomada.
De acordo com a empresa, este sistema não demanda mudanças nos projetos estruturais do edifício. Já o projeto elétrico passa por algumas mudanças, como por exemplo, uma carga de tensão maior que a dos edifícios normais.
A ideia da construtora é de que, futuramente, as garagens elétricas se tornem padrão nos empreendimentos residenciais.