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quarta-feira, 28 de agosto de 2013

No limite do cheque especial ambiental...

20/08/2013 - 03h21

Planeta esgota hoje sua cota natural de recursos para 2013

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RAFAEL GARCIA
DE SÃO PAULO

http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2013/08/1328888-planeta-esgota-hoje-sua-cota-natural-de-recursos-para-2013.shtml

Se a humanidade se comprometesse a consumir a cada ano só os recursos naturais que pudessem ser repostos pelo planeta no mesmo período, em 2013 teríamos de fechar a Terra para balanço hoje, 20 de agosto. Essa é a estimativa da Global Footprint Network, ONG de pesquisa que há dez anos calcula o "Dia da Sobrecarga".
Neste ano, o esgotamento ocorreu mais cedo do que em 2012 --22 de agosto--, e a piora tem sido persistente. "A cada ano, temos o Dia da Sobrecarga antecipado em dois ou três dias", diz Juan Carlos Morales, diretor regional da entidade na América Latina.
Para facilitar o entendimento da situação, a Global Footprint Network continua promovendo o uso do conceito de "pegada ambiental", uma medida objetiva do impacto do consumo humano sobre recursos naturais.
No Dia da Sobrecarga, porém, expressa-o de outra maneira: para sustentar o atual padrão médio de consumo da humanidade, a Terra precisaria ter 50% mais recursos.
Editoria de Arte/Folhapress
Sobrecarga global
Sobrecarga global
Para fazer a conta, a ONG usa dados da ONU, da Agência Internacional de Energia, da OMC (Organização Mundial do Comércio) e busca detalhes em dados dos governos dos próprios países.
O número leva em conta o consumo global, a eficiência de produção de bens, o tamanho da população e a capacidade da natureza de prover recursos e biodegradar/reciclar resíduos. Isso é traduzido em unidades de "hectares globais", que representam tanto áreas cultiváveis quanto reservas de manancial e até recursos pesqueiros disponíveis em águas internacionais.
A emissão de gases de efeito estufa também entra na conta, e países ganham mais pontos por preservar florestas que retêm carbono.
Apesar de ter começado a calcular o Dia da Sobrecarga há uma década, a Global Footprint compila dados que remontam a 1961. Desde aquele ano, a sobrecarga ambiental dobrou no planeta, e a projeção atual é de que precisemos de duas Terras para sustentar a humanidade antes de 2050. A mensagem é que esse padrão de desenvolvimento não tem como se sustentar por muito tempo.
"O problema hoje não é só proteger o ambiente, mas também a economia pois os países têm ficado mais dependentes de importação, o que faz o preço das commodities disparar", diz Morales. "Isso ocorre porque os serviços ambientais [benefícios que tiramos dos ecossistemas] já não são suficientes".
BRASIL "CREDOR"
No panorama traçado pela Global Footprint Network, o Brasil aparece ainda como um "credor" ambiental, oferecendo ao mundo mais recursos naturais do que consome. Isso se deve em grande parte à Amazônia, que retém muito carbono nas árvores, e a uma grande oferta ainda de terras agricultáveis não desgastadas.
Mas, segundo a ONG WWF-Brasil, que faz o cálculo da pegada ambiental do país, nossa margem de manobra está diminuindo (veja quadro à dir.), e exibe grandes desigualdades regionais. "Na cidade de São Paulo, usamos mais de duas vezes e meia a área correspondente a tudo o que consumimos", diz Maria Cecília Wey de Brito, da WWF. O número é similar ao da China, um dos maiores "devedores" ambientais.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

São Paulo terá cálculo de pegada ecológica


http://agencia.fapesp.br/15527
02/05/2012
Agência FAPESP – A Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo assinou um acordo de cooperação com a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente do Município de São Paulo e com o WWF para realizar o cálculo da pegada ecológica paulista.
A pegada ecológica é uma metodologia usada para medir os rastros deixados pelos seres humanos no planeta a partir de seus hábitos.
Seis técnicos de cada uma das duas secretarias serão capacitados para realizar o estudo em conjunto. De acordo com as instituições participantes do projeto, o resultado do trabalho servirá para ajudar no planejamento e na gestão pública, mobilizar a população para rever seus hábitos de consumo, além de estimular empresas a melhorarem suas cadeias produtivas.
A expectativa do WWF-Brasil e dos parceiros é ter o cálculo concluído para ser apresentado na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (RIO+20), que será realizada de 20 a 22 junho no Rio de Janeiro.
A cidade de São Paulo será a terceira a fazer este tipo de cálculo no Brasil e o estado será o primeiro no país.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Economia de Baixo Carbono até 2050 na União Européia e no resto do planeta?




Chris Davies e a economia hipocarbónica: "Estipular objetivos conduz à mudança"

Ambiente 15-03-2012 - 11:21


http://www.europarl.europa.eu/news/pt/headlines/content/20120309STO40298/html/Chris-Davies-e-a-economia-hipocarb%C3%B3nica-Estipular-objetivos-conduz-%C3%A0-mudan%C3%A7a



O receio de que as unidades de produção sejam relocalizadas na sequência da entrada em vigor do Roteiro de transição para uma economia hipocarbónica competitiva em 2050 está a forçar alguns Estados-Membros como a Polónia a questionar o documento. O eurodeputado britânico Chris Davies (ADLE), relator parlamentar sobre a matéria, explica em entrevista a que se devem estes receios.

Quais as características de uma economia hipocarbónica?
CD: Na semana passada visitei o estaleiro de construção de um novo supermercado em Carlisle, onde estavam a ser feitas perfurações com 56 metros de profundidade, nas quais vão ser instaladas bombas de extração de água que será aquecida naturalmente, dada a temperatura da terra àquela profundidade. É um sistema muito simples que permitirá aquecer o supermercado e economizar mais de 100.000 euros por ano. O investimento paga-se a si próprio em cinco anos! Trata-se de um belo exemplo da aplicação dos princípios da Economia Hipocarbónica.

No seu relatório defende que a Europa deve desenvolver um sentimento de urgência, sob pena de vir a perder a sua competitividade económica. Quais são as suas principais sugestões?
CD: No caso europeu, é uma questão complicada. Somos compostos por uma série de democracias avançadas que promovem a participação pública, o que torna o processo de tomada de decisões mais lento. Na China, por exemplo, o governo estabeleceu uma série de objetivos de redução do consumo energético por parte das unidades fabris e as empresas que não cumpram as exigências são obrigadas a interromper a atividade. Nós não dispomos deste tipo de sistema de controlo e daí ser crucial criar um sentimento de urgência.

Qual é o impacto da atual crise e das medidas de austeridade no empenho dos países em alcançar os objetivos de baixo carbono?
CD: As questões relacionadas com o clima não são uma grande prioridade neste momento e isso acarreta perigos. Para conseguirmos alcançar os objetivos estipulados para 2050, temos de começar a planear agora. Os investidores necessitam de conhecer o enquadramento que os irá reger a longo prazo. O governo polaco apresentou há dias argumentos válidos, uma vez que a redução das nossas emissões em mais de 20% até 2020 será alcançada através da exportação de unidades fabris mas nós continuaremos a importar os produtos, o que na prática e em termos globais terá o mesmo efeito ambiental. No entanto, estipular objetivos conduz à mudança.
REF. : 20120309STO40298


Roteiro de transição para uma economia de baixo carbono em 2050

Ambiente 09-02-2012 - 18:34



À medida que as reservas de combustíveis fósseis se vão esgotando e tendo em vista a redução das emissões com efeitos de estufa, a União Europeia está a delinear um roteiro de transição para uma economia de baixo carbono em 2050. No dia 7 de fevereiro, os membros da comissão parlamentar do Ambiente, da Saúde Pública e da Segurança Alimentar apelaram a uma melhoria do sistema de comércio de emissões que permita reduzir, em pelo menos 80%, as emissões de dióxido de carbono até 2050.

O relatório não legislativo, elaborado pelo eurodeputado britânico Chris Davies (Aliança dos Liberais e Democratas), apoia a proposta da Comissão Europeia mas alerta para a necessidade de aumentar o investimento em tecnologias verdes.
REF. : 20120126STO36324

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Conheça a "pegada ecológica"


São Paulo terá pegada ecológica

DE SÃO PAULO

http://www1.folha.uol.com.br/empreendedorsocial/1078427-sao-paulo-tera-pegada-ecologica.shtml


O WWF-Brasil, o Governo do Estado e a Prefeitura de São Paulo assinam amanhã (20/4) uma parceria para a realização do cálculo e do estudo da Pegada Ecológica do Estado e da cidade de São Paulo.
A Pegada Ecológica de um país, Estado, cidade ou pessoa corresponde ao tamanho das áreas produtivas terrestres e marinhas necessárias para sustentar determinado estilo de vida. É uma forma de traduzir, em hectares, a extensão de território que uma pessoa ou sociedade utiliza para moradia, alimentação, transporte e consumo.
O resultado do trabalho servirá para ajudar no planejamento e na gestão pública, mobilizar a população para rever seus hábitos de consumo, além de estimular empresas a melhorarem suas cadeias produtivas.
O cálculo já é feito por países e começa a ser realizado também em cidades. No ano passado, o WWF-Brasil realizou o estudo da Pegada Ecológica de Campo Grande (MS), primeira cidade brasileira a ter este cálculo, em parceria com o governo municipal e os parceiros locais.
Em São Paulo, o trabalho está sendo desenvolvido em parceria com a prefeitura e com o governo do Estado, e com o apoio da Ecossistemas e da GFN (Global Footprint Network).