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sábado, 29 de junho de 2013

Queimadas na Indonésia provocam poluição recorde em Cingapura

CINGAPURA - 
Artigo publicado em 22 de Junho de 2013 - Atualizado em 22 de Junho de 2013

Queimadas na Indonésia provocam poluição recorde em Cingapura


Fachada do ArtScience Museum em Cingapura coberta por uma névoa de poluição.
Fachada do ArtScience Museum em Cingapura coberta por uma névoa de poluição.
REUTERS/Edgar Su

RFI
Uma forte névoa causada por incêndios florestais na  Indonésia provocou níveis recordes de poluição na vizinha Cingapura. O governo pediu que as pessoas permaneçam em ambientes fechados e evitem sair nas ruas enquanto a qualidade do ar não melhorar.

A organização ambiental Greenpeace afirmou neste sábado que queimadas nas plantações para extração de óleo de palma na ilha de Sumatra são as responsáveis pela densa névoa que cobre a cidade-estado de Cingapura. A nuvem de poluição também atinge partes da Malásia.
"Uma análise do Greenpeace baseada em dados da NASA em Sumatra colhidos entre os dias 11 e 21 de junho mostram que centenas de focos do incêndio se situam no interior das plantações de óleo de palma cujos proprietários são empresas da Indonésia, da Malásia ou de Cingapura”, diz comunicado divulgado pelo grupo. Os ambientalistas pedem ainda que os “produtores de óleo de palma enviem imediatamente bombeiros para apagar o fogo”.
A ONG  "Eyes of the Forest" (os olhos da floresta), que é parceira do WWF, também acusou produtores de celulose da Indonésia de provocarem queimadas que são a causa da nuvem de poluição. Um alto conselheiro da presidência da Indonésia, Kuntoro Mangkusubroto, afirmou que há fortes evidências de focos de incêndio nas áreas das empresas de celulose  APP e April, gigantes mundiais do setor. A APP negou a acusação e disse que pratica uma política de tolerância zero com queimadas. Já a April não quis fazer comentários.
Há uma semana, a cidade-estado de Cingapura está coberta por uma névoa de poluição que atingiu níveis alarmantes ontem. As autoridades locais informaram que a fumaça pode “representar uma ameaça para a vida de pessoas idosas e com a saúde fragilizada”. Neste sábado de manhã, o índice de poluição continua considerado “perigoso”.

sábado, 1 de setembro de 2012

No sul do Ceará, fogo destrói a maior reserva florestal do estado


31/08/2012 07h21- Atualizado em 31/08/2012 07h22

No sul do Ceará, fogo destrói a maior reserva florestal do estado

Incêndio está destruindo a reserva florestal da Serra do Araripe.
Por causa do mato seco, o trabalho dos bombeiros aumenta.


Os focos de incêndio surgiram em pontos diferentes da zona rural de Barbalha, município do cariri cearense.

Com o vento e a baixa umidade do ar causada pela estiagem de cinco meses, o fogo se propagou rapidamente pela encosta da Chapada do Araripe, onde fica parte da maior floresta do estado, com 1,63 milhão de hectares.
O fogo não chegou a atingir nenhuma casa de morador, mas segundo o Ibama, os prejuízos ambientais são grandes, já que a Floresta do Araripe é a maior do estado.
Estacas, árvores nativas, como palmeiras e áreas de pastagem, foram destruídas. Os criadores lamentam perder o que restava para alimentar os animais.
O tempo seco, combinado com a baixa umidade do ar, fez aumentar o número de queimadas em agosto. Em todo o Brasil foram identificados, até agora, 42.800 focos, mais que o dobro do registrado no mesmo período do ano passado. Maranhão, Pará e Mato Grosso foram os estados que tiveram o maior número de ocorrências.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Fumaça e fogo


22/08/2012-03h00

Editorial: Fumaça e fogo



A grande massa de ar seco que paira sobre São Paulo e parte do Brasil faz bem mais que agravar a poluição atmosférica nas grandes cidades. A estiagem resseca a vegetação e cria condições ideais para a proliferação de queimadas.
Só nos últimos dois dias, cerca de 2.400 focos de incêndio foram detectados no país por satélites. Até o início deste mês, registraram-se cerca de 44 mil ocorrências. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) prevê que 2012 terá mais queimadas que 2011 e 2010.
Raramente os incêndios são naturais. Mais comum é a queima intencional --para livrar pastos de pragas-- sair do controle e alcançar matas. Isso quando o fogo não é usado para limpar áreas desmatadas, como sempre fizeram os índios (daí a prática ser chamada também de "coivara", do tupi).
Entre os Estados campeões estão Maranhão, Mato Grosso e Pará. O bioma mais afetado é o cerrado (55% dos focos), onde muitas árvores são resistentes ao fogo.
Preocupa, contudo, a situação do Pantanal. Há quase dois meses sem chuvas, a região vive uma explosão de casos: só nas duas primeiras semanas de agosto, foram mais de 1.100 registros.
Outro dado alarmante é a invasão de unidades de conservação pelas chamas. De um total de 1.570 áreas, como parques nacionais, 210 já foram afetadas.
Dois outros fatores contribuirão para aumentar o risco futuro de incêndios: os sinais de que 2012 poderá ser um ano de El Niño, fenômeno climático que provoca secas no Nordeste e na Amazônia, e a disparada de preços internacionais da soja, que incentiva fazendeiros a abrir novas áreas.
Isso para não falar do continuado impasse sobre o novo Código Florestal no Congresso.
Após sete anos de contenção das taxas de desmate, as queimadas sugerem que a temporada 2012/13 ameaça reverter essa conquista.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

"Os efeitos são os mesmos do cigarro"


14/08/2012-06h00

Aumento de queimadas ameaça Pantanal


NATÁLIA CANCIAN
REYNALDO TUROLLO JR.
DE SÃO PAULO


Há cerca de 50 dias sem chuvas, o Pantanal registra uma explosão de casos de queimadas. Apenas em agosto, foram 1.104 focos, metade do total deste ano (2.214).


Na cidade mais afetada, Corumbá (a 420 km de Campo Grande), o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) registrou 94 novos focos de incêndio no fim de semana.
Segundo o Inpe, as queimadas no Pantanal aumentaram 525% neste ano em relação a 2011 (até 13 de agosto).
Foi o maior aumento entre os seis biomas (principais tipos de vegetação) que costumam ter incêndios no país.
Em todo o Brasil, os focos cresceram 63,8% na comparação com o ano passado -foram 43.891 casos, ante 26.769.
Segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Fogo, as queimadas já destruíram no país, neste ano, uma área de florestas equivalente a 67% do território de Sergipe.
Não há previsão de chuva no Pantanal para as próximas três semanas, segundo a Somar Meteorologia.
A umidade relativa do ar está abaixo de 20% em 15 municípios de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, o que caracteriza estado de alerta.
Se a umidade cair abaixo de 12%, cidades como Aquidauana (MS) e Cuiabá (MT) entrarão em estado de emergência para a saúde.
O Prevfogo, centro do Ibama que combate e previne queimadas, enviou 40 brigadistas para apagar incêndios em Mato Grosso do Sul.
As queimadas têm causas humanas e também naturais. "Conforme passam os anos e há pouca queima, a matéria orgânica vai se acumulando e sobra para queimar no ano seguinte", diz Gabriel Zacharias, do Prevfogo.
Mas a maior parte dos incêndios, diz o Ibama, ocorre devido à agropecuária, para manutenção de pastagens e áreas de cultivo ou para abrir novos pastos -o que é crime.
O produtor Lucas Paludo, 32, de Sapezal (MT), teve mil hectares de terras atingidos. "Vai levar cinco anos para recompor tudo."

Editoria de arte/Folhapress
DANOS
Além de prejuízos econômicos, há danos à saúde. "Os efeitos são os mesmos do cigarro", diz Paulo Saldiva, especialista em poluição da USP.
Rogério Takaki Bento, diretor-técnico do Pronto Socorro de Corumbá, diz que os atendimentos por queixas de problemas respiratórios aumentaram 20% desde junho.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Queimar dinheiro...até aprender!


24/07/2012 - 20h34

Procuradoria pede indenização de R$ 25 milhões por queima de cana


DE RIBEIRÃO PRETO

O Ministério Público Federal moveu uma ação civil pública pedindo que usinas sucroalcooleiras e grandes produtores de cana da região de Piracicaba (160 km de SP) sejam condenados a pagar ao menos R$ 25 milhões em indenizações por danos provocados pela queima de canaviais.
Segundo nota divulgada no site da Procuradoria, são réus no processo as usinas Costa Pinto e Santa Helena (ambas do grupo Cosan), São José, São Martinho, entre outras.
Ao todo, as empresas e produtores de cana citados na ação foram responsáveis pela média de 43,73% da queima autorizada em Piracicaba do ano 2007 ao 2011, conforme dados da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) incluídos no processo.
Para o Ministério Público Federal, os réus têm de ser responsabilizados por terem provocado poluição, mesmo a queima da palha tendo sido autorizada.
A Unica (União da Indústria de Cana-de-açúcar), que representa o setor, informou que ainda não foi notificada oficialmente pela Procuradoria ou pela Justiça sobre o assunto.

20/07/2012 - 19h30

43 cidades paulistas têm queima de cana vetada pela Justiça



Quarenta e três cidades paulistas estão proibidas por decisões da Justiça de realizar queimada da palha de cana-de-açúcar. É o que diz o site da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo).
A última proibição, divulgada nesta semana, inclui um grupo de 20 municípios da região de Piracicaba (147 km de SP). Há também decisões contra a queima em Araraquara, Araras e Americana.
O número total de cidades com veto da Justiça é flutuante, já que os processos das ações civis estão em andamento e recursos podem reverter as decisões.
A região de Marília, por exemplo, chegou a ter proibições, mas a sistemática para conceder autorizações para as queimadas foi reestabelecida recentemente, também segundo a Cetesb.
Além das sentenças, em todo o Estado a Secretaria do Meio Ambiente suspendeu as queimas entre 6h e 20h, sendo permitida a prática somente no período noturno.
Em municípios onde for registrado que a umidade relativa do ar estiver abaixo de 20%, a queima está proibida pela secretaria também à noite. A regra vale até 30 de novembro.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Coerência: STJ mantém proibição de queima de palha da cana em fazendas de São Paulo

publicado em 11/03/2012 às 09h38:


http://noticias.r7.com/economia/noticias/stj-mantem-proibicao-de-queima-de-palha-da-cana-em-fazendas-de-sao-paulo-20120311.html

Agência EstadoAgência Estado

Os produtores da região do município de Jaú estão proibidos de queimar a palha da cana-de-açúcar, método usado tradicionalmente para facilitar a colheita manual. A decisão é da 2ª Turma do Superior Tribunal de Justiça, que proveu recurso do Ministério Público de São Paulo.
O MP estadual ajuizou Ação Civil Pública com o objetivo de impedir a queima da palha de cana-de-açúcar na região de Jaú. Na ação, sustentou que tal prática acarreta intensos danos ao meio ambiente.
Em primeira instância, o pedido foi negado. O Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a sentença por entender que a queima da folhagem seca da cana-de-açúcar não é proibida. Para o TJ, a Lei da Política Nacional do Meio Ambiente (Lei 6.938/1981) fixou diretrizes gerais de proteção, não estabelecendo, com relação às queimadas, nenhum tipo de vedação em culturas regulares renovadas.
Segundo o TJ-SP, a fuligem provocada pela queima da palha de cana é apenas um incômodo de efeitos estéticos. "Quanto ao câncer, toda fumaça é prejudicial, mas a pior delas é a derivada dos combustíveis fósseis", diz o acórdão do tribunal paulista, mencionando estudos que afastariam a relação entre a fuligem da cana e processos cancerígenos. "Na verdade", acrescenta o acórdão, "o Pro-Álcool trouxe ao meio ambiente enormes benefícios."
O TJ-SP concluiu que a indústria sucroalcooleira, ao contrário do alegado, resolve questão econômico-social, uma vez que a introdução das colheitadeiras e o reescalonamento da mão-de-obra afetaria o interesse público no plano do emprego.
Assim, segundo o TJ-SP, não existindo dado científico concreto de que a queimada causa danos ao homem e ao planeta, "o Judiciário não pode paralisar a atividade canavieira do estado de São Paulo, que dá pelo menos 15 milhões de empregos diretos e indiretos".
Inconformado, o MP estadual recorreu ao STJ sustentando que a decisão violou artigos do Código Florestal (Lei 4.771/1965) quanto ao uso de queimadas, da Política Nacional do Meio Ambiente e da Lei 7.347/1985, que trata da responsabilidade por danos causados ao meio ambiente.
Em seu voto, o relator, ministro Humberto Martins, concluiu que a ausência de certezas científicas não pode ser argumento utilizado para postergar a adoção de medidas eficazes para a proteção ambiental. Segundo o princípio da precaução, consagrado formalmente pela Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento - Rio 92, na dúvida, prevalece a defesa do meio ambiente.
"A ausência de certeza científica, longe de justificar ação possivelmente degradante do meio ambiente, deveria incitar o julgador a mais prudência", acrescentou.
O ministro ressaltou ainda que o legislador brasileiro, atento a essa questão, disciplinou o uso do fogo no processo produtivo agrícola quando instituiu o artigo 27, parágrafo único, do Código Florestal, que prevê a permissão para o emprego do fogo em práticas agropastoris ou florestais, desde que haja peculiaridades locais ou regionais que o justifiquem.
Segundo ele, as atividades agroindustriais, exercidas por empresas com alto poder econômico, não podem se valer da autorização constante no Código Florestal para realizar queimadas, pois dispõem de condições financeiras para adotar outros métodos menos ofensivos. Em tais situações, estaria vedado ao poder público emitir essas autorizações.

Permissões específicas Por fim, o relator destacou que, mesmo que se entenda que é possível à administração pública autorizar a queima da palha da cana-de-açúcar por empresas agroindustriais, a permissão deve ser específica, precedida de estudo de impacto ambiental e licenciamento, com a implementação de medidas que viabilizem amenizar os danos e recuperar o ambiente.
"Busca-se, com isso, compatibilizar dois valores protegidos na Constituição de 1988, quais sejam, o meio ambiente e a cultura ou o modo de fazer, este quando necessário à sobrevivência dos pequenos produtores que retiram seu sustento da atividade agrícola e que não dispõem de outros métodos para o exercício desta, que não o uso do fogo", afirmou.
Sobre o fato de o álcool combustível ser menos danoso ao meio ambiente do que o combustível fóssil, Humberto Martins afirmou que "isso está fora de dúvidas". Para ele, "o cerne da questão não é o benefício produzido pelo combustível verde", nem "qual política energética deve ser adotada pelo país". O importante, disse o relator, é analisar se o método da queima da palha deve ser vedado por causa dos danos ambientais. E quanto a isso, a proteção ao meio ambiente não está condicionada a certezas científicas. Com informações da Assessoria de Imprensa do STJ.
REsp 1.285.463 

sábado, 3 de março de 2012

Tijolo Verde? Nem tanto. Continua a queima do carvão vegetal...


"Tijolo Verde" leva sustentabilidade ao polo ceramista do nordeste do Pará

    Da Redação
    Agência Pará de Notícias
    Atualizado em 02/03/2012 às 17:07





    O governo do Estado lançou na manhã desta sexta-feira (2), em Irituia, município do nordeste paraense, o Projeto Tijolo Verde, com o objetivo de oferecer sustentabilidade econômica, ambiental e social ao polo produtor de cerâmica de São Miguel do Guamá. Com 40 olarias, o polo gera mais de 3 mil empregos diretos, beneficiando também os municípios vizinhos, como Irituia.


    O projeto foi lançado durante o IV Seminário Agropecuário, que teve a participação do secretário de Estado de Agricultura, Hildegardo Nunes, do secretário Extraordinário do Programa Municípios Verdes, Justiniano Neto, e do diretor geral do Instituto de Desenvolvimento Florestal do Estado, Tiago Valente. O prefeito de Irituia, Walcir Oliveira da Costa, foi o primeiro a assinar o convênio com o Ideflor, a Sagri e os demais órgãos estaduais que integram o Projeto Tijolo Verde.


    “O objetivo do programa é garantir a sustentabilidade da indústria cerâmica, que gera emprego e renda para toda essa região e abastece a Região Metropolitana de Belém”, explicou Hildegardo Nunes, que ministrou uma palestra sobre sustentabilidade e economia verde.


    O projeto incentivará o reflorestamento de áreas degradadas com espécies propícias à produção de carvão, para abastecer de forma legal os fornos das indústrias de cerâmica da região. O projeto, segundo o secretário, está adequado às diretrizes do Programa Municípios Verdes, realizado em parceria com a esfera municipal. A Prefeitura de Irituia firmou sua adesão ao programa durante o seminário.


    Mudança de padrão - O secretário de Agricultura de Irituia, José Sebastião Romano (Zezinho), afirmou que a parceria com o governo do Estado é importante para garantir a mudança do padrão de produção rural do sistema químico para a agroecologia, que o município está incentivando.


    O secretário de Agricultura de Tomé-Açu, Michinori Kanagano, disse que é preciso “melhorar a alimentação sem descuidar do meio ambiente e do social”, ao falar sobre o incentivo à implantação dos Sistemas Agroflorestais (SAFs), que consorciam espécies florestais nativas com cultivos temporários.


    O agricultor Balbino de Oliverira Castro, 37 anos, inormou que até 2010, quando ainda usava o sistema antigo, que consistia em derrubar, queimar e plantar, o que lhe restou no final do ano foram R$ 29,00. Depois que mudou para o SAF a renda subiu para R$ 5 mil no ano seguinte.

    Texto:
    Raimundo Sena - Sagri
    Fone: (91) 4006-1210 / (91) 8883-1339

    Secretaria de Estado de Agricultura
    Tv. Do Chaco, 2232. Belém-PA. CEP 66090-120
    Fone: (91) 3226-8904/1363

    domingo, 12 de fevereiro de 2012

    Sustentabilidade é não queimar lenha!!! Fuligem, fumaça,CO2...


    02.02.2012 | 16:15

    Sustentabilidade aumenta competitividade de pizzaria


    Coleta seletiva de lixo e substituição da lenha tradicional por madeira de reflorestamento estão entre as ações implantadas na empresa

    Tatiana Alarcon


    Brasília - Uma pizzaria preocupada com qualidade, inovação e meio ambiente. Essa é o lema da rede de restaurantes Rei da Pizza, do município de Camaçari, na Bahia. Há 18 anos no mercado, o empreendimento de Jamilton Pereira vem se destacando por práticas sustentáveis e pelo aumento da produção e competitividade.

    O caso do empresário é um dos destaques da série Super Ideias, realizada pelo Canal Futura em parceria com o Sebrae . São interprogramas, exibidos nos intervalos da programação da emissora, que mostram iniciativas como a de Jamilton, que alavancou os negócios com a implantação de ações de responsabilidade ambiental em sua empresa.

    Uma das ações implantadas pelo Rei da Pizza é a substituição da lenha tradicional pelo eucalipto, madeira de reflorestamento autorizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Na empresa, todas as pizzas são assadas no forno com essa madeira. Também faz parte da rotina dos restaurantes a coleta seletiva de lixo. O processo inclui um fluxo de estoque, separação, acondicionamento e encaminhamento para cooperativas de reciclagem da região.

    O próximo passo do empresário é fazer a compostagem do lixo orgânico, para transformar os resíduos em adubo que posteriormente será utilizado na horta da empresa. “Os alimentos extraídos da horta serão utilizados na produção das pizzas”, diz Jamilton.

    Para o empresário, o maior ganho dessas transformações é a mudança de hábitos. “Quanto menos lixo você gera, mais você está sendo consciente. E, na prática, isso surte efeito não só no restaurante, mas no dia a dia e em casa. É uma educação para toda a vida. Precisamos ter consciência da necessidade de preservar”, afirma.

    Serviço:
    Agência Sebrae de Notícias: (61) 3243-7852/ 2107- 9104/ 3243-7851/ 9977-9529
    Central de Relacionamento Sebrae: 0800 570 0800
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    sábado, 10 de setembro de 2011

    Capim-elefante: de alimentação bovina à geração de energia



    Capim-elefante: de alimentação bovina à geração de energia

    autoria e fonte: http://www.agrosoft.org.br/agropag/219206.htm

    Ao encontro dessa proposta, pesquisadores da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), com o apoio do edital Prioridade Rio, da Faperj, estão produzindo um biocombustível sólido (briquetes) a partir da biomassa de capim-elefante, gramínea muito utilizada na alimentação de bovinos. Segundo Hernán Maldonado, pesquisador responsável pelo projeto, o Carvocapim, como foi nomeado, está sendo pensado para competir com o carvão vegetal tradicional, principalmente, com o que é feito a partir da exploração de florestas de eucalipto remanescentes e/ou reflorestadas.

    "Os briquetes de Carvocapim podem ser utilizados, por exemplo, em fornos de padaria, pizzarias, caldeiras industriais e na indústria de cerâmica. Esta última, inclusive, representa uma das atividades econômicas mais expressivas da região norte fluminense."

    Maldonado destaca que o principal diferencial do Carvocapim é o grande volume de sua produção anual: enquanto o corte final do eucalipto só acontece a partir do quinto ano após plantio, o capim-elefante após o primeiro ano de plantio pode-se obter dois cortes anuais para finalidades energéticas.

    "Além disso, diferente do capim-elefante usado para a alimentação bovina, alguns tipos genéticos da gramínea usada no projeto chegam a atingir cerca de quatro metros de altura, com a estimativa de produzir em média 70 toneladas de matéria seca por ano. Essa biomassa, submetida ao carvoejamento a 380ºC (processo de fabricação dos briquetes), produz entre 25% e 30% de briquetes de Carvocapim por hectare, a cada ano", acrescenta o pesquisador.

    Mais do que reduzir os desmatamentos florestais, o Carvocapim também diminui a dependência do consumo de combustíveis fósseis, como o carvão mineral, que são finitos e que emitem gases intensificadores do efeito estufa. O pesquisador ressalta, ainda, que o novo biocombustível sólido é uma fonte de energia limpa, já que o CO2 produzido com sua queima é reutilizado no ciclo de crescimento das novas plantações de capim-elefante.

    PRESENTE E FUTURO

    Em uma face do projeto, Maldonado conta que estão sendo feitas três avaliações importantes para verificar a viabilidade da aplicação industrial e comercial do Carvocapim. A primeira é o levantamento de todos os custos envolvidos desde a preparação do solo até a produção final. A outra é a quantificação do poder calorífico dos briquetes. Por último, uma análise dos gases desprendidos pela combustão do novo biocombustível. "Para ser viável e competitivo, temos que associar baixo custo de produção, alto poder de geração de energia e, claro, desenvolvimento sustentável", sintetiza.

    Até o momento, segundo Maldonado, os resultados são satisfatórios. Ele destaca ainda que, em outra parte do estudo, os pesquisadores estão trabalhando no aproveitamento das cinzas oriundas da queima do Carvocapim. "Essas cinzas estão sendo utilizados na fabricação de cerâmica vermelha e estamos observando uma melhora na plasticidade e na qualidade da argila. Isso caracteriza um fim ecologicamente correto dos resíduos", comemora.

    Para o futuro, o pesquisador adianta que o Carvocapim será produzido por outro método de carvoejamento, realizado acima de 400ºC e na presença de pouco ou nenhum oxigênio. "Esse modelo de produção, conhecido como Biochar, retém entre 30 a 50% do carbono presente na biomassa e nos permite outra utilização do Carvocapim: poderá ser utilizado como adubo a ser incorporado ao solo e os gases produzidos no processo podem ser utilizados como fonte energética", explica Maldonado.

    "Além de integrar especialistas com larga experiência no manejo do capim-elefante, o projeto conta com a participação do professor José Fernando Coelho da Silva, da área de Nutrição de Ruminantes; do professor Carlos Maurício Fontes Vieira, pesquisador do Laboratório de Materiais Avançados da UENF, do professor Marcelo Silva Sthel, membro fundador do Núcleo de Energia Alternativa da UENF e especialista na detecção de gases poluentes e do doutorando Lucival de Souza Júnior, do programa de Ciência Animal da UENF", agradece Maldonado.

    De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), a destruição da natureza causa prejuízos anuais de, no mínimo, R$ 8 trilhões. Desse montante, cerca de R$ 4 trilhões são perdidos nos desmatamentos e queimadas florestais. "Portanto, é melhor investir em propostas de desenvolvimento sustentável, como a produção e as propostas de utilização do Carvocapim", resume Maldonado.

    PARA SABER MAIS

    Assista ao vídeo sobre o Carvocapim.



    FONTE

    Fapej
    Núcleo de Difusão Científica e Tecnológica da Faperj
    Elena Mandarim - Jornalista
    Telefone: (21) 2333-2000
    Fax: (21) 2332-6611

    Links referenciados

    Núcleo de Difusão Científica e Tecnológica da Faperj
    www.faperj.br/interna.phtml?obj_id=1448

    Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente
    www.pnuma.org.br

    Universidade Estadual do Norte Fluminense
    www.uenf.br

    Organização das Nações Unidas
    www.onu-brasil.org.br

    Relatório de Brundland
    pt.wikipedia.org/wiki/Relat%C3%B3rio_Bru
    ndtland

    Faperj
    www.faperj.br

    UENF
    www.uenf.br


    quinta-feira, 8 de setembro de 2011

    Incêndio em Batatais destrói floresta usada em pesquisas


    07/09/2011 - 20h42

    Incêndio em Batatais destrói floresta usada em pesquisas


    GABRIELA YAMADA
    COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DE RIBEIRÃO PRETO




    Uma área de pelo menos cem hectares (1 km²) da Floresta Estadual de Batatais foi destruída nesta quarta-feira por um incêndio. Pesquisas de melhoramento genético feitas no local pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente com pínus e eucaliptos foram prejudicadas.
    Marcia Ribeiro/Folhapress
    Incêndio queimou 100 hectares (1 km²) de floresta pertencente ao governo do Estado em Batatais (352 km de SP)
    Incêndio queimou 100 hectares (1 km²) de floresta pertencente ao governo do Estado em Batatais (352 km de SP)
    O fogo começou por volta das 11h30, segundo o sargento Leandro Cezar Leite, do Corpo de Bombeiros, e só foi contido no fim da tarde. As causas são desconhecidas, mas o tempo seco e a direção do vento contribuíram para que o incêndio fosse alastrado, segundo Leite.
    Como Batatais (352 km de SP) não tem uma unidade do Corpo de Bombeiros, foi preciso acionar a corporação em Ribeirão Preto. Foram usados, ainda, caminhões-pipa de usinas e da prefeitura.
    A área possui 1.478,55 hectares, segundo o Instituto Florestal. A Folha tentou falar com o responsável pelo local, Marcelo Zanata, mas ele não foi localizado.

    sábado, 20 de agosto de 2011

    Secretaria do Meio Ambiente de SP proíbe queima de palha da cana-de-açúcar...temporariamente! Pergunto: Pra que ainda precisa queimar (poluir), com tanta tecnologia limpa disponível?


    16/08/2011 10:35

    Secretaria do Meio Ambiente de SP proíbe queima de palha da cana-de-açúcar também à noite

    Medida foi tomada devido à baixa umidade do ar

    AGÊNCIA ESTADO





    A queima da palha da cana-de-açúcar, necessária para a colheita manual da cultura, está suspensa em 124 municípios paulistas, por determinação divulgada nesta segunda, dia 15, pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), órgão da Secretaria do Meio Ambiente.

    A medida ocorre quando a umidade do ar cai abaixo de 20% durante o período das 12h às 17h. A proibição da queima, que já vigora entre 6h e 20h entre 1º de junho e 30 de novembro, fica assim ampliada para o período noturno nessas cidades, a maioria nas regiões Oeste e Norte do Estado de São Paulo.

    Segundo a Cetesb, a umidade média chegou a 15% em Votuporanga e em Guarani D'Oeste, ambas na região administrativa de São José do Rio Preto (SP), durante a tarde. Além dos municípios, a queima da palha da cana-de-açúcar está proibida durante todo o dia por determinação judicial nas lavouras das cidades paulistas de Ariranha, Palmares Paulista e Santa Adélia.

    terça-feira, 9 de agosto de 2011

    Nº de queimadas em SP cai 45% em 2011


    Nº de queimadas em SP cai 45% em 2011


    09 de agosto de 2011 | 0h 00


    - O Estado de S.Paulo
    O número de queimadas registradas no Estado de São Paulo neste ano é 45% menor que o observado no mesmo período do ano passado. Os satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) tinham flagrado até a noite de anteontem 562 focos de incêndio no Estado. Em 2010, até 7 de agosto, foram 1.031. Em anos anteriores, no mesmo período, também houve mais queimadas que neste ano: 881 em 2009, 886 em 2008 e 2.182 em 2007.
    De acordo com meteorologistas, o inverno com mais chuvas está contribuindo para a redução no número de incêndios. Também houve aumento na colheita mecanizada de canaviais, evitando a prática de queimar a palha para colher a cana.
    Em Sorocaba, o número de focos caiu de 1.043 de janeiro a agosto do ano passado para 539 neste ano. A Lei Municipal n.º 8.405/2008 pune a queimada com multa de até R$ 3 por metro quadrado de terreno afetado. Desde que a lei entrou em vigor, foram emitidas 888 multas.
    No Brasil, segundo números do Inpe, tinham sido registradas 8.553 queimadas do início do ano até anteontem. Nesse período do ano passado foram 23.007 - a redução é de 62%.
    O Mato Grosso lidera, com 2.314 registros, 58% a menos que em 2010. São Paulo ocupa a sexta posição.


    sábado, 30 de julho de 2011

    Acidente ambiental? Equipes da Cetesb estão no local e averiguam danos ao meio ambiente






    29/07/2011 22h45 - Atualizado em 29/07/2011 23h08

    Rodovia Régis Bittencourt é liberada em ambos os sentidos


    Pistas estavam completamente interditadas na altura de Embu, Grande SP.
    Incêndio de grandes proporções atinge empresa de combustíveis.


    http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2011/07/rodovia-regis-bittencourt-e-liberada-em-ambos-os-sentidos.html


    Do G1, em São Paulo







    A Rodovia Régis Bittencourt, na altura de Embu, Grande São Paulo, foi liberada em ambos os sentidos por volta das 22h30 desta sexta-feira (29), segundo a concessionária Autopista Régis Bittencourt. A estrada havia sido completamente interditada por causa do fogo que toma conta de uma empresa de combustíveis na região. A concessionária informa que há 1 km de trânsito lento na altura do incêndio por conta da curiosidade dos motoristas. Às 21h30, a lentidão sentido SP era de 4 km, se estendendo dos km 280 a 276, onde começou o fogo. Do outro lado da estrada, que liga São Paulo ao Paraná, havia 2 km de congestionamento.
    O desvio para quem seguia no sentido São Paulo era feito para o Rodoanel na altura do km 279 da Régis. Já no sentido Curitiba, a concessionária tentava desviar o tráfego para dentro do município de Taboão da Serra, para onde o fogo também se alastrava.
    Vinte carros do Corpo de Bombeiros trabalhavam na contenção do fogo por volta das 21h30. Havia explosões. A empresa atingida fica no Parque Esplanada. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, 4 pessoas feridas pelas chamas foram encaminhadas para o Hospital Pirajussara com queimaduras na face, nos braços e nas mãos. Três delas estariam em estado grave.

    A diarista Maria de Fátima da Silva, de 31 anos, mora em Embu, perto da rodovia. Ela contou que, ao ouvir a explosão, pensou que fosse na porta da casa dela. “Deu aquela explosão e chacoalhou a porta. Corri para dentro. Estou com medo de o fogo chegar aqui porque tomou conta da BR e perto da minha casa tem um posto de gasolina”, disse.Segundo a concessionária Autopista Régis Bittencourt, o chamado para o incêndio ocorreu por volta das 20h15. Um caminhão-pipa foi enviado ao local para auxiliar o trabalho dos bombeiros. A explosão ocorreu na altura do km 276, no sentido São Paulo da estrada.

    Fogo atinge empresa de combustíveis (Foto: Reprodução/TV Globo)Fogo atinge empresa de combustíveis (Foto: Reprodução/TV Globo)





















    30/07/2011 04h54 - Atualizado em 30/07/2011 04h59
    Duas equipes ainda resfriam tanques de distribuidora de combustíveis.

    Incêndio deixou quatro feridos, três em estado grave.





    Do G1, em São Paulo







    O Corpo de Bombeiros informou que controlou por volta de 4 h deste sábado (30) o incêndio numa distribuidora de combustíveis localizada em Embu, na Grande São Paulo.
    Das 23 equipes que foram ao local, duas, com ao menos oito bombeiros, permaneciam na região trabalhando no rescaldo e no processo de resfriamento dos tanques atingidos e que não explodiram.

    As equipes de bombeiros também iriam monitorar o surgimento de possíveis focos de incêndio ou de vazamento de combustível no perimetro da área atingida pelo fogo.


    O incêndio começou por volta das 20h desta sexta-feira (29). Houve explosões, e a Rodovia Régis Bittencourt, principal estrada de ligação com o Sul do país, chegou a ficar interditada.


    De acordo com a Defesa Civil Estadual, por medida de prevenção, 60 casas vizinhas permaneciam interditadas.

    Segundo a Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, quatro pessoas se feriram, três delas em estado grave. Elas foram levadas para o Hospital Pirajussara com queimaduras no rosto, braços e mãos.
     
    30/07/2011 - 02h08

    Incêndio na empresa de álcool em gel de Embu (SP) é controlado

    Atualizado às 05h09.
    O corpo de Bombeiros informou que apenas um carro da corporação permanece dentro da indústria química Old Flex, no Parque Esplanada, em Embu (Grande São Paulo). O incêndio foi controlado durante esta madrugada e a equipe monitora o calor dos 7 tanques que não explodiram.
    O incêndio, de grandes proporções, atingiu a fábrica de álcool em gel na estrada São Judas --na margem da rodovia Régis Bittencourt--, em Embu, na noite desta sexta-feira.
    Segundo o Corpo de Bombeiros, houve explosões no local e 20 carros da corporação foram deslocados para atender a ocorrência. Imagens transmitidas pela TV Globo mostraram a extensão do incêndio.
    Estavam presentes no local 23 carros da corporação. A empresa possuí 13 tanques com combustíveis e derivados, sendo que dois teriam explodido, quatro ficaram em chamas e os demais estariam sendo resfriados, segundo informações do Corpo de Bombeiros.
    O Corpo de Bombeiros de São Paulo informou que foram notificadas 5 vítimas com queimaduras de 2.º e 3 º graus, encaminhadas ao Pronto-socorro Municipal de Taboão da Serra e o Hospital Geral de Pirajussara.

    Fabio Braga/Folhapress
    Incêndio de grandes proporções em fábrica de álcool em gel em Embu (SP) interdita a rodovia Régis Bittencourt
    Incêndio de grandes proporções em fábrica de álcool em gel em Embu (SP) interditou a rodovia Régis Bittencourt

    Testemunhas relataram à Folha, que o incêndio atravessou a rodovia. Por volta das 21h40, o fogo destruía uma área descampada próxima a um posto de combustíveis, um cemitério e um condomínio residencial.
    Equipes da Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) estão no local e averiguam danos ao meio ambiente. Os moradores das casas que ficam na Estrada São Judas, próxima à fábrica, tiveram que deixar os imóveis e só devem retornar depois da liberação do Corpo de Bombeiros e a certificação da Defesa Civil de que não há mais risco algum para essas residências.
    A PRF (Polícia Rodoviária Federal) informou que ambos os sentidos da Rodovia Régis Bittencourt, que chegou a ser bloqueada por segurança, foram liberados às 22h30 para o tráfego.