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terça-feira, 3 de setembro de 2013

Brasil passa dos 200 milhões de habitantes e população começa a cair em 2043

Brasil passa dos 200 milhões de habitantes e população começa a cair em 2043

Número em 2012 era de 199 milhões, segundo dado revisado nesta quinta-feira, 29, pelo IBGE

29 de agosto de 2013 | 9h 56


Luciana Nunes Leal - O Estado de S. Paulo
RIO - O Brasil já tem mais de 200 milhões de habitantes, aponta estimativa do IBGE, que divulgou nesta quinta-feira, 29, a projeção da população até o ano de 2060. Segundo cálculo do IBGE, a população brasileira em 2013 é de 201.032.714 pessoas. A tendência é de crescimento cada vez menor até que a população começará a cair. Segundo estudo divulgado nesta quinta-feira, 29, a população brasileira em 2012 era de 199,242 milhões de habitantes, número acima do anunciado ano passado, de 194 milhões.
Recorde da população, segundo as projeções, será de 228,350 milhões de habitantes, em 2042 - Evelson de Freitas/AE
Evelson de Freitas/AE
Recorde da população, segundo as projeções, será de 228,350 milhões de habitantes, em 2042
Segundo o IBGE, o número de habitantes vai diminuir a partir de 2043, depois de um período de baixíssimo crescimento, e chegará a 218,173 milhões em 2060. O recorde da população, segundo as projeções, será de 228,350 milhões de habitantes, no ano de 2042.
A queda no número de brasileiros começará mais tarde e será mais lenta do que a estimativa divulgada em 2008, quando o IBGE previa redução do número de habitantes a partir de 2040. Há cinco anos, o IBGE calculou que a população atingiria 215,287 milhões em 2050, enquanto a projeção divulgada agora é de 226,347 milhões de habitantes naquele ano. Também houve mudança em relação à expectativa de vida, que aumentou mais devagar do que o previsto inicialmente. Os brasileiros estão vivendo mais, porém não tanto quando o previsto.

Ao mesmo tempo, a previsão de 2008 era de que o Brasil só bateria a marca dos 200 milhões de habitantes em 2015.
A população brasileira de 2060 voltará ao patamar de 2025, quando o País, segundo as projeções, terá 218,330 milhões de habitantes. No período de 60 anos, entre 2000 e 2060, a população crescerá 25,8%.
O cálculo revisado do número de habitantes de 2000 e de 2010 que consta da atual projeção é diferente, no entanto, dos resultados divulgados anteriormente nos Censos desses dois anos. O Censo 2010 apontou 190,755 milhões de habitantes, enquanto a projeção fala em 195,497 milhões. Segundo técnicos do IBGE, a diferença se deve ao fato de que as projeções são feitas com base em cálculos matemáticos, enquanto o resultado final do Censo reproduz a resposta dos entrevistados.
A queda da população é reflexo da diminuição da taxa de fecundidade (média de filhos por mulher), que já ficou abaixo do nível de reposição (de 2 filhos por mulher) em 2010. Segundo o estudo, a taxa de fecundidade cairá de 1,87 em 2010 para 1,50 em 2034 e ficará neste patamar até 2060.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Sem cirurgia plástica...


Frutas e vegetais podem deixar as pessoas mais bonitas, diz pesquisa

http://www.ciclovivo.com.br/noticia.php/4463

Postado em 09/03/2012 às 10h00

A cor resultante ao final do estudo (á direita) foi aplicada na fotografia tirada no início do estudo l Imagem: University of St Andrews

Se o fato de frutas e vegetais serem alimentos nutritivos não é suficiente para provocar uma mudança na dieta alimentar, é possível que a descoberta de cientistas ingleses funcione: estes alimentos podem deixar as pessoas mais bonitas.
A experiência feita pelos pesquisadores da universidade britânica de St. Andrews mostrou que o aumento no consumo de frutas e vegetais deixa as pessoas mais atraentes em apenas seis semanas. Para comprovar o fato, o grupo acompanhou a mudança na dieta alimentar de 35 pessoas e registrou em fotos as mudanças físicas apresentadas por elas.
Conforme publicado no jornal Daily Mail, as frutas e vegetais são ricos em carotenóides, que protegem contra o dano celular ocasionado pelos raios UV e poluição, além de prevenir doenças relacionadas à idade, como o câncer e outros problemas cardíacos.
Antes mesmo deste experimento, já era conhecido que a ingestão extrema de alguns vegetais poderia resultar em alterações na tonalidade da pele. No entanto, isso foi percebido em pigmentos vermelhos e amarelos, além dos mais conhecidos laranjas. O resultado, conforme publicado na revista PLoS ONE, foi uma tonalidade mais atraente, resultante do aumento dos níveis de carotenóides.
Existem diversos tipos de carotenóides, no entanto, os que demonstraram maior impacto na pele foram o licopeno e o beta-caroteno, presentes em tomates e pimentões vermelhos, cenouras, brócolis, abóbora e espinafre. As substâncias polifenóis, encontradas nas maçãs e cerejas, permitem que o sangue circule melhor na pele, alternado também a tonalidade.
Ross Whitehead, que lidera o estudo, explicou que os resultados também foram percebidos em pessoas que já comiam verduras e frutas, mas aumentaram as porções diárias deste alimento.
Em entrevista ao CicloVivo, Dave Perret, um dos pesquisadores do estudo, esclareceu que os jovens foram fotografados em laboratório, no início e ao fim do período de estudo, sendo utilizado um espectrofotômetro para gravar a vermelhidão da pele, o amarelecimento e a leveza. Assim, as imagens mostram como a mudança de cor seria, mantendo todo o resto constante. Sendo assim, elas não são fotografias de antes e depois. “Se usássemos imagens diferentes alguém poderia dizer que esta pessoa não é diferente por causa da cor mas sim por causa da pose, ou que o sorriso mudou”, disse Perret. (Atualizado em 09/03/2012 às 12:19.)

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Marmitex para todos!


Especialistas discutem como alimentar população mundial de 9 bilhões em 2050

Estímulo aos pequenos produtores e combate ao desperdício foram temas tratados em evento em Genebra

08 de fevereiro de 2012 | 19h 31

Efe
 O mundo será habitado em 2050 por cerca de 9 bilhões de pessoas, que dependerão de um aumento entre 60 e 90% na produção de alimentos, com seu correspondente impacto no meio ambiente, ou da racionalização de sua produção e consumo.

Este foi o eixo do debate organizado nesta quarta-feira em Genebra pela revista "The Economist", com a participação de políticos, empresários e especialistas, para apresentar propostas e soluções perante a perspectiva de ter que alimentar 9 bilhões de pessoas dentro de 40 anos.

A potencialização dos pequenos produtores, especialmente nos países pobres e em desenvolvimento, a melhora da cadeia de distribuição de alimentos e a luta contra o enorme desperdício de comida foram os assuntos discutidos durante o seminário.

O diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), José Graziano da Silva, abriu a jornada lembrando que três quartos dos 925 milhões de pessoas que passam fome no mundo vivem em áreas rurais de países pobres e em desenvolvimento, e apostou por melhorar sua capacidade de produção e acesso aos alimentos para reverter esta situação.

Graziano lembrou que hoje em dia a comida à disposição de cada pessoa é 40% superior que em 1945, apesar de a população ter aumentado desde então em 4,5 bilhões de pessoas, algo que não se traduziu em uma divisão equitativa.

"A evidência de nosso fracasso coletivo é que quase 1 bilhão de pessoas estão desnutridas e que mais de 1 bilhão sofrem de sobrepeso ou obesidade", destacou.

De acordo com Graziano, o acesso aos alimentos no âmbito local tem dificuldades para ser melhorado. "Corremos o risco de ter um mundo em 2050 com suficiente comida para todos, mas ainda com milhões de pessoas desnutridas. Muito parecido com o de hoje", disse.

"Inclusive se ampliarmos nossa produção agrícola em 60% (nos próximos 40 anos), a porcentagem de desnutrição nos países em desenvolvimento estará em torno de 4% em 2050, ou seja, haverá 300 milhões de pessoas alimentadas de forma insuficiente", explicou.

O diretor-geral da FAO chamou a atenção também sobre o desperdício de comida, já que atualmente são desperdiçados ou esbanjados um terço dos alimentos produzidos, cerca de 1,3 bilhões de toneladas por ano, principalmente no mundo desenvolvido.

"Se reduzíssemos o esbanjamento e a perda de alimentos em torno de 25%, teríamos comida adicional para 500 milhões de pessoas ao ano sem ter que produzir mais", explicou.

Paul Bulcke, executivo-chefe do gigante alimentício Nestlé, advertiu que além de levar em conta que dentro de 40 anos a população terá aumentado em 2,3 bilhões de pessoas, "estaremos em um mundo mais rico, que vai comer de forma diferente".

Na sua opinião, neste contexto a produção de alimentos terá que ser incrementada entre 70 e 80%, e inclusive poderia ter que chegar a 90%, levando em conta que "nos últimos anos o crescimento do rendimento de produção por hectare foi muito mais lento que o crescimento populacional".

Bulcke, que dirige uma multinacional que emprega direta e indiretamente 25 milhões de pessoas no negócio da alimentação, destacou também a importância sociopolítica do setor, com uma crescente volatilidade dos preços que gerou em datas recentes rebeliões civis e quedas de Governos.

Ele criticou o protecionismo na produção agrícola, fazendo referência aos "bilhões de dólares investidos pelos países ricos para proteger seus produtores, provocando uma grave distorção do mercado internacional".

Bulcke alertou também sobre o impacto dos biocombustíveis no aumento dos preços e sobre um risco associado, o da falta de água, para atender às necessidades futuras: "vamos ficar sem água muito mais rápido que sem petróleo".

O diretor-geral da Organização Mundial o Comércio (OMC), Pascal Lamy, falou sobre a distorção apresentada pelo mercado, com uma excessiva concentração da produção, alguns países produzindo mais de 75% de produtos como o arroz e a soja.

Lamy apontou a África "como a peça que falta no quebra-cabeças alimentício mundial" e como a solução potencial às necessidades de comida no mundo nas próximas décadas, já que se trata do continente com maior quantidade de terra cultiváveis e com menor produção.

O exemplo é o Brasil: "o milagre brasileiro poderia ser reproduzido. Em menos de 30 anos, este país deixou de importar alimentos para ser um dos maiores celeiros do mundo. Nesse mesmo período, a África passou de um exportador a um importador", disse.