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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Ciclopassarela estaiada ligará USP ao Parque Villa-Lobos, em São Paulo








http://www.piniweb.com.br//construcao/infra-estrutura/ciclopassarela-estaiada-ligara-usp-ao-parque-villa-lobos-em-sao-paulo-277565-1.asp

Estrutura cicloviária sustentada por quatro mastros terá cinco vãos e tabuleiro de 500 m


Gustavo Jazra

6/Fevereiro/2013

Ciclopassarela estaiada ligará USP ao Parque Villa-Lobos, em São Paulo

  

Foi assinado, no último dia 25, o contrato de implementação do projeto para construção de "ciclopassarela" estaiada ligando o campus da Universidade de São Paulo (USP) ao Parque Villa-Lobos, sobre a Marginal Pinheiros, na capital paulista. Desenvolvido pelo Núcleo de Pesquisa em Tecnologia da Arquitetura e Urbanismo (Nutau) da USP, a passarela integra o Plano de Requalificação Urbana e Social das Marginais do Sistema Tietê-Pinheiros, para orientação do processo de transformação das margens dos principais rios da cidade.


Divulgação
Com base na requalificação do entorno dos rios Docklands, em Londres, e Manzanes, em Madri, o projeto prioriza a acessibilidade de pedestres e ciclistas e dá qualidade à paisagem. Sendo assim, a ciclopassarela vai conectar rotas integradas ao transporte público e às centralidades, contendo sinalização correta e postos de apoio.
A passarela sai da Praça do Relógio, na USP, e passa sobre o Rio Pinheiros e a Raia Olímpica da Cidade Universitária, chegando ao Parque Villa-Lobos. Com forma duplamente curva, a estrutura estaiada com cinco vãos terá tabuleiro de 500 m de extensão, sustentado por um conjunto de quatro mastros, dois principais com 42 m de altura e outros dois secundários com 18 m.

Todo o trecho possui um plano de implantação de 40 estais, que será executado em avanços sucessivos.


Divulgação
Além do programa de mobilidade, definição de novas pontes e passarelas aos parques, o plano envolve questões jurídicas, mercadológicas e financeiras, gestão dos recursos hídricos, iluminação, calçamento, cultura, lazer e recuperação de espaços degradados.

Equipe Técnica:

Nutau/USP - Núcleo de Pesquisa em Tecnologia da Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo

Coordenação Científica
Prof. Dr. Bruno Roberto Padovano
Coordenação do Projeto
Prof. Dr. Roberto Righi
Coordenação de Arquitetura
Dra. Arquiteta e Urbanista Patrícia Bertacchini

Coordenação Comunicação VisualProf. Dr. Issao Minami

Coordenação de Engenharia (Segurança, Elétrica, Hidráulica, Comunicações)Prof. Dr. Moacyr E. A. da Graça

Coordenação de Engenharia EstruturalEngenheiro Catão Francisco Ribeiro

Coordenação de Intervenções ArtísticasProf. Dr. Cláudio Tozzi

Coordenação LuminotécnicaProf. Dr. Cláudio Soares Braga Furtado

Coordenação de Mobilidade
Engenheiro Luis Antônio Seraphim

Coordenação de Intervenções MusicaisArquiteto e Urbanista Emanuel Dimas de Melo Pimenta

Coordenação de PaisagismoArquiteta e Urbanista Suely Suchodolski

Equipe
Arquiteta Bibiana Carreño Zambra
Arquiteta Giovanna Astolfo
Arquiteto e Urbanista José Arnaldo Degasperi da Cunha
Engenheiro Leandro S. Souza
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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Ciclovias com faixas que brilham no escuro e pistas aquecidas


Holanda cria ciclovias com faixas que acendem e pistas aquecidas

Tecnologia pode tornar viagem de ciclistas mais segura

POR BBC

Publicado em 8 de janeiro de 2013

http://ie.org.br/site/noticias/exibe/id_sessao/4/id_noticia/7270/Holanda-cria-ciclovias-com-faixas-que-acendem-e-pistas-aquecidas





Companhias e projetistas da Holanda trabalham em projetos para criar ciclovias com faixas que brilham no escuro e pistas aquecidas. O uso da bicicleta como meio de transporte já é popular no país. Nos próximos 20 anos o governo quer aumentar em 20% o uso deste meio de transporte no caminho entre casa e trabalho. 


Para isso, equipes de designers estão trabalhando para criar ciclovias com novas tecnologias, o que pode garantir a viagem de bike independente do clima. Uma das companhias usa uma tinta sensível à luz para ser usada na sinalização de solo, que acumula energia como uma bateria e faz as faixas brilharem no escuro. Outra usa tubos de plástico abaixo do concreto, por onde passa a água aquecida do solo. Isto impede o acúmulo de gelo na pista. 




Com o aumento do preço do petróleo, muitos países tentam popularizar transportes alternativos. Se a escolha for a bicicleta, as ciclovias precisam ser seguras e livres para o uso, mesmo durante o inverno europeu. 

sábado, 8 de dezembro de 2012

Avenida Paulista terá ciclofaixa nas noites de sábado de Natal em SP


08/12/2012 - 07h00





ANDRÉ MONTEIRO
DE SÃO PAULO

A ciclofaixa de lazer da avenida Paulista irá funcionar na madrugada dos "sábados de Natal", dias 15 e 22.
A via exclusiva para bicicletas funcionará nessas duas datas a partir das 22h de sábado, quando o trânsito no local ainda é intenso justamente por conta das atrações de Natal espalhadas pela via.
Ela vai funcionar até as 7h e ser integrada às ciclofaixas habituais, que vão até as 16h.
Segundo a prefeitura, o objetivo é incentivar a bicicleta como meio de transporte dos que forem visitar as atrações.
A medida atinge apenas o trecho que vai da avenida Paulista ao parque Ibirapuera --24 km no total, nos dois sentidos, passando pela rua Vergueiro, av. Domingos de Morais, Jabaquara, Indianópolis e República do Líbano, até o portão 8 do parque.
No Ibirapuera ficam outras duas atrações natalinas, a fonte multimídia e a árvore.
Os outros trechos de ciclofaixa vão continuar funcionando apenas aos domingos.

SEGURANÇA
Para especialistas, há risco à segurança dos ciclistas.
"O risco de acidentes é oito vezes maior de madrugada. Não há fiscalização, os motoristas bebem, correm mais e avançam o sinal vermelho. Os cones da ciclofaixa sinalizam, mas não seguram nada. Se um motorista perder o controle, vai ser strike", diz o consultor Horácio Figueira, mestre em engenharia de transportes pela USP.
Para Alexandre Zum Winkel, especialista em trânsito, o risco está fora das ciclofaixas, pois para chegar até os trechos sinalizados os ciclistas terão que dividir espaço com outros carros durante a madrugada.
Ele ainda lembra que alguns trechos da ciclofaixa têm iluminação deficiente.
A SPTuris diz que a equipe de monitores da ciclofaixa será reforçada e são estudadas mudanças na sinalização, como a iluminação dos cones.
As atrações do fim de ano na Paulista aumentam o fluxo de carros e pedestres. Em, 2011, a quantidade de gente foi tão grande que a CET foi obrigada a interditar a via em três noites, por segurança. Com calçadas cheias, as pessoas avançaram para a rua e poderiam ser atropeladas.
"Neste ano isso não deve ocorrer. Não haverá coral nem visitas à Praça de Natal, o visitante não vai precisar invadir a rua para ter um ângulo de visão melhor", diz Arley Ayres, diretor da SPTuris.
A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), que já reforçou o monitoramento na avenida nesta semana e proibiu o estacionamento em vias paralelas, vai montar operação especial na madrugada.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Motoristas culpam ciclofaixas pelo trânsito em SP aos domingos


Postado em 26/11/2012 às 14h40
A principal reclamação é que as ciclofaixas estão em lugares onde normalmente já é difícil de transitar. | Foto: CicloFaixaSP
O aumento de ciclofaixas na cidade de São Paulo é motivo de alegria para quem busca formas alternativas de se locomover, porém as vias têm desagradado alguns motoristas que reclamam do trânsito intenso aos fins de semana.
Já há algum tempo o congestionamento em São Paulo não é mais limitado aos dias de semana em horário de pico. Por isso, muitas pessoas preferem aproveitar a abertura das ciclofaixas aos domingos. Entretanto, nem todos fazem esta opção e, pior, têm colocado a culpa do aumento do trânsito na quantidade de ciclistas que cresceu significativamente na cidade. A principal reclamação é que as ciclofaixas estão em lugares onde normalmente já é difícil de transitar.
No último domingo (25), por exemplo, a situação ficou complicada na região entre a Paulista e a Vergueiro. Em frente à Unip, a reportagem da Folha presenciou discussões entre ciclistas e motoristas. O local era um dos pontos onde ocorria a prova da Fuvest (Fundação Universitária para o Vestibular), o vestibular usado para selecionar os aprovados na Universidade de São Paulo (USP).
Para uma parte dos motoristas, os ciclistas estão atrapalhando. Alguns afirmam que defendem as vias, porém não onde o trânsito é intenso. A falta de estrutura da cidade para a utilização de bicicletas como transporte também é apontada como uma razão.
Até mesmo os ciclistas afirmam que há pontos mais caóticos, porém ressaltam a importância da conquista de um espaço para os ciclistas também durante a semana. "Na Paulista, fica trânsito mesmo. Mas se fosse um espaço permanente, o motorista iria se adaptar", afirmou o fotógrafo e adepto da ciclofaixa Daniel Assis à Folha.
As bicicletas, que deveriam fazer parte do conjunto de soluções para melhorar o trânsito, são apontadas como vilãs. O que se percebe é a intolerância e a falta de respeito com qualquer medida que venha a prejudicar a indústria automobilística.
Enquanto não se melhora as condições da cidade para receber as bikes e realiza-se uma campanha eficaz de conscientização do uso pacífico do espaço público, motoristas e ciclistas saem às ruas aos domingos preparados para a troca de ofensas. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) já é mais otimista, segundo a companhia "a utilização delas (ciclofaixas) por mais de 500 mil pessoas já demonstra uma convivência mais harmoniosa na relação bicicletas e demais veículos". Com informações da Folha.
Redação CicloVivo

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terça-feira, 16 de outubro de 2012

Ciclofaixa agora vai ligar centro à zona norte


Segundo o prefeito Gilberto Kassab, ideia é que novo trecho passe pelos principais pontos turísticos da cidade
Prefeitura inaugurou ontem trecho de 500 m que interliga ciclovia da Braz Leme à ciclofaixa de lazer da região


DO “AGORA”

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), anunciou ontem que a ciclofaixa de lazer da zona norte, que tem 8,5 km de extensão, vai ser ligada ao centro da cidade a partir do próximo mês, passando pelos principais pontos turísticos da capital.
Kassab falou sobre a ampliação ontem, durante a inauguração de um trecho de 500 metros que interliga a ciclovia da avenida Braz Leme, em Santana (zona norte), à ciclofaixa de lazer da região.
"Conversei com o pessoal da CET [Companhia de Engenharia de Tráfego], da SPTuris e da subprefeitura e definimos que vamos ampliar a ciclofaixa mais uma vez."
A interligação vai começar a funcionar no dia 4 de novembro. O trajeto dela já foi planejado pela prefeitura.
"A ideia é interligar essa ciclofaixa pela avenida Tiradentes, integrando o Museu da Língua Portuguesa, a Pinacoteca e a Sala São Paulo nesse trajeto", explica o diretor de planejamento da CET, Irineu Gnecco Filho.
Para chegar à avenida Tiradentes, a ciclofaixa de lazer da zona norte vai passar pela avenida Santos Dumont e pela praça Campo de Bagatelle. O percurso terminará no parque da Luz.
O trânsito intenso na rotatória da praça Campo de Bagatelle, que poderia ser afetado pela ciclofaixa ou trazer riscos para os ciclistas, não será um problema, segundo o diretor da SPTuris (empresa municipal de promoção do turismo), Arley Ayres.
"A ciclofaixa vai passar pela praça, mas isso será feito com planejamento e não teremos problemas. Já fizemos projetos em regiões mais difíceis", afirmou o diretor.
Ayres justifica a escolha do trecho que será usado: "A avenida Tiradentes é o melhor caminho para fazer essa ligação, porque o trajeto será feito em uma reta".
Amanhã, será inaugurada a expansão da ciclofaixa centro-Paulista, que vai receber um novo trecho de 300 m até a praça Dom José Gaspar.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Projeto de ciclovia




Com 51 km de extensão de vias quase totalmente interligadas, malha cicloviária de Aracaju ostenta o posto de uma das mais bem estruturadas do País. Veja detalhes do projeto, o orçamento detalhado das obras e as soluções de construção e contratação

http://www.infraestruturaurbana.com.br//solucoes-tecnicas/1/artigo192199-1.asp


Por Lilian Burgardt



Divulgacao: SMTT
Uma capital de pequeno porte construídaquase que totalmente em terreno plano, e com um fluxo intenso de bicicletas. Essas foram as características que motivaram a prefeitura de Aracaju, em Sergipe, a colocar a cidade no mapa brasileiro das maiores e mais bem estruturadas ciclovias do Brasil. Desde 2001, quando começaram os primeiros investimentos em corredores para tráfego de ciclistas no munícipio, cerca de R$ 11 milhões já foram investidos, com recursos despendidos integralmente pela prefeitura local.

Resultado: hoje Aracaju se desenvolve economicamente de bicicleta e possui a maior malha cicloviária do Nordeste e a terceira do País. De acordo com Fabrício Lacerda, coordenador de ciclomobilidade da SMTT (Superintendência de Transporte e Trânsito), a capital sergipana conta com 51 km de ciclovias implantadas e em funcionamento, atendendo uma média de 40 mil ciclistas. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) a cidade possui 520.303 mil habitantes em seus 181, 8 km².

As obras de expansão de ciclovias começaram efetivamente em 2004; até então a prefeitura mantinha não mais do que 12 km de vias para ciclistas e, ainda assim, sem sinalização. “Com a concepção do novo projeto começamos a implantar a ciclovia nos principais corredores e também sinalização adequada onde não havia”, lembra Sheila Thereza Vieira Santos, assessora técnica especial da diretoria de planejamento da SMTT.

Projeto

O projeto cicloviário de Aracaju pressupôs a inserção das ciclovias não só em vias reservadas para o lazer e esporte, mas também em meio ao trânsito pesado do dia-a-dia. Isso porque o transporte via bicicletas, embora não infraestruturado, já era, mesmo antes da implantação do projeto, uma opção real de locomoção dos trabalhadores na capital sergipana. Prova disso é que até 2004 o trânsito no horário de pico (encerramento do expediente) era marcado por um tráfego intenso de bicicletas em conjunto a automóveis. “Precisávamos oferecer segurança para quem já era usuário desse meio de transporte, já que o risco para o ciclista era muito evidente. A implantação da ciclovia mudou a cara das avenidas, estabelecendo espaço de cada um”, explica Sheila.


Soluções

O projeto cicloviário da cidade de Aracaju previu quatro tipos distintos de ciclovias:

Tipo I

Tipo I mostra a extensão pela Avenida Tiradentes. Detalhe para os tachões refletivos (dispositivos com retrorrefletores), utilizados em sinalização viária horizontal.

Fonte: SMTT (Superintendência de Transporte e Trân
Tipo II bidirecional

As ciclovias Tipo II bidirecional com 3 mm de largura foram executadas sobre canteiro, podendo ou não facear com os meios-fios da pista de veículos. Na interseção das avenidas, como mostrado no modelo esquemático, o rebaixamento da tubulação existente teve de ser rebaixado e toda a vegetação do talude foi recuperada por meio da plantação de gramas.



Tipo III unidirecionais

Pavimentadas em concreto pigmentado, as ciclovias do Tipo III unidirecionais têm 1,50 m de largura e foram executadas faceando uma das suas laterais – os meios-fios da pista. Em todas as áreas da ciclovia em que há passagem de pedestres foram executadas rampas nas extremidades opostas à passagem (do outro lado de cada pista). Em cada lado da pista, contornando a rampa, foi executada uma calçada com pelo menos 1 m para cada lado da rampa. Cada passagem teve largura do canteiro e um comprimento de 3 m.

Tipo IV unidirecionais

Como mostra a seção transversal do projeto de tipo IV, em casos em que a lateral da ciclovia não facea o meio-fio, foi preciso executar rebaixo de no mínimo 0,10 m x 0,10 m, devidamente concretado, conforme detalhe da seção tipo.




Assim, na definição do mapa cicloviário, a SMTT considerou os principais corredores da cidade destinados ao fluxo de ciclistas. As extensões, que incluíram trajetos específicos para as bicicletas, coincidiam justamente com as áreas de maior volume de tráfego de automóveis.

As obras foram divididas em etapas, chamadas pela SMTT de “trechos da ciclovia”. A Secretaria também definiu quatro tipos de projetos cicloviários, como pode ser visto na página anterior. “Atualmente há ciclovias planejadas para 20 avenidas; 15 já foram implantadas. Ainda vamos fazer a complementação, algumas serão como uma espécie de continuação das já existentes e outras serão novos trechos”, explica.

As pistas foram executadas em concreto simples pigmentado, com fck mínimo de 21 MPa e na espessura mínima de 0,07 m; já os pisos nas passagens de pedestres, em concreto de 15 MPa e espessura mínima de 0,07 m com cimento, areia e brita. O acabamento da superfície do piso é camurçado e todo o piso apresenta um caimento em torno de 2%. A pintura sobre o pavimento foi realizada com tinta para uso em superfície betuminosa ou de concreto de cimento nas cores amarela, branca e vermelha.

Contratação e projeto

Abaixo, detalhe da ciclovia da Av. Augusto Franco, em Aracaju (SE), e, acima, a mesma avenida depois das obras de melhoria


Fotos: Divulgacao SMTT
A elaboração e contratação do projeto cicloviário de Aracaju seguiu um caminho incomum às gestões públicas brasileiras. O engenheiro José Resende Goes, até então sem qualquer vínculo com a prefeitura, fez o planejamento cicloviário da cidade como tema de seu mestrado na Universidade. Interessada, a SMTT contratou o profissional e fez, de seu projeto de mestrado, a documentação básica para a elaboração do projeto executivo da obra, desenvolvido por empresa contratada a partir de especificações técnicas da Secretaria.

O projeto de sinalização ficou a cargo da própria equipe da SMTT, “composta pelo diretor da Secretaria, o coordenador, três assistentes e uma engenheira, sem contar os envolvidos no acompanhamento do projeto executivo”, explica Sheila.

Fonte: SMTT (Superintendência de Transporte e Trân
A prefeitura local arcou integralmente com os custos da obra, dividindo-a em trechos, licitados um a um. Veja à parte o orçamento de R$ 659.173,80 da construção da 2a etapa das ciclovias da Avenida Tancredo Neves e da Avenida Tiradentes. “Fomos licitando de acordo com o recurso disponível, mas mantivemos as mesmas especificações da execução para todas as licitações”, conta Sheila. “Nosso projeto é ampliar a malha em mais 25 km”, reforça.

A capital sergipana ainda vem priorizando outras ações estratégicas, como a extensão da malha cicloviária em 25 km e a criação de bicicletários. Em setembro de 2009, dois bicicletários foram instalados nas praças Fausto Cardoso e General Valadão, no Centro da cidade. Ambos têm, juntos, 40 vagas e seguem os padrões adotados mundialmente, sendo equipados com paraciclos duplos (barras de ferro onde as bicicletas ficam presas por correias), gradil de proteção e placas sinalizadoras. O benefício será estendido às praças, praias e outros locais estratégicos.

Em 2005, o Sistema Cicloviário de Aracaju recebeu da ANTP (Associação Nacional dos Transportes Públicos) e Abradibi (Associação Brasileira dos Fabricantes, Distribuidores, Exportadores e Importadores de Bicicletas, Peças e Acessórios) o prêmio ABNT-Abradibi entregue anualmente no Salão Duas Rodas, em reconhecimento à melhor política de urbanismo.