Mostrando postagens com marcador Curiosidades. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Curiosidades. Mostrar todas as postagens

domingo, 24 de março de 2013

Sanjiang, a Zona com Três Rios Paralelos

Sanjiang, a Zona com Três Rios Paralelos
http://portuguese.cri.cn/693/2011/09/28/1s140682.htm
  2011-09-28 15:04:53  cri
Em 1985, quando um funcionário da UNESCO estudava um mapa com dados transmitidos por satélite, descobriu que três rios correm paralelamente numa área da China, a longitude de 98º -100º 30' do leste, e a latitude de 25º 30'-29º do norte. Com seus ricos conhecimentos e experiências, ele previu um valor espetacular natural e científico dessa região. Tal descobrimento foi imediatamente comunicado ao governo chinês.
O governo chinês mandou especialistas para investigações na região. Em 1988, a região Sanjiang (três rios) com uma área de 34 mil quilômetros quadrados foi tombada como importante reserva natural do estado que inclui as zonas dos Rios Nujiang, Lancang e Jinsha.
Dia 2 de Julho de 2003, uma área de 17 mil quilômetros quadrados da região central de Sanjiang foi tombada pela UNESCO como Patrimônio Natural Mundial.
A área dos três Rios abrange partes das regiões de Lijiang, Zhou Autônomo Diqing tibetano e o Zhou Autônomo Lili. Os três Rios Nujiang, Lancang e Jinsha nasceram juntos da Montanha Tanggula, no Planalto Qinghai-Tibete, o planalto mais alto e mais jovem do mundo, e desceram para vale profundo do noroeste da província de Yunnan, onde começaram a correr paralelos do norte a sul numa extensão de 170 quilômetros, enquanto a distância mais curta entre os Rios Nujiang e Lancang é de apenas 18,6 quilômetros e entre os Rios Lancang e Jinsha, é de 66,3 quilômetros.
É impossível constatar a magnífica cena de Sanjiang da terra. Porém, ao contemplar do avião, pode-se perceber sua grandeza com montanhas, vales, picos nevados, florestas primitivas e muitos lagos. Os três Rios atravessam 4 grandes montanhas Gaoligong, Nushan( também conhecido como Biluo), Yunling e as Montanhas Nevadas Grande e Pequena. Ao mesmo tempo, os vales cortados por estes rios com profundidades respectivamente de 2000 e 4000 metros.
O Rio Jinsha junto com os Rios Yalong, Dadu e Jialing formam a parte superior do Rio Yangtsé, o maior rio da China e o quarto do Mundo. Ao atravessar a vila Shigu da região de Lijiang, o Rio Jinsha vira para a direção leste, até desembocar no Oceano Pacífico. Ao passar entre as duas pequenas montanhas Yulong e Haba, ele forma um estreito Hutiao (Tigre pulando) de 16 quilômetros de extensão. O trecho mais estreito é de apenas 30 metros, porém a profundidade do vale chega a 3000 metros.
O Rio Nujiang passa entre as grandes montanhas Gaoligong e Biluo e desce por grandes degraus no seu curso entre montanhas. As encostas das montanhas aos dois lados são íngremes e precipitados. Por isso, a região é conhecida como "sem trilhas para as cabras e até macacos ficam tristes". O Rio Nujiang é um rio internacional, pois ele entra na Birmânia e passa a ser chamado como o Rio Thanlwinn, desembocando no Oceano Índico.
O Rio Lancang, o quinto maior da China, é o curso superior do Rio Mekong que passa pela Birmânia, Laos, Tailândia, Camboja e Vietnã até desembocar no Mar do Sul da China. O curso entre as Montanhas Yunling e Biluo, se transforma num vale com profundidade de 2000 a 3000 metros. Aos dois lados, como as zonas são relativamente planas, espalham-se lá as vilas e aldeias, compondo assim uma zona típica do vale do Rio Lancang.

Sanjiang é a região formada com as evoluções de grandes montanhas e vales. Segundo registros, 40 milhões de anos atrás, um forte movimento da crosta do Planeta da Terra resultou uma colisão entre os continentes índico e Euro-Ásia, formando assim regiões de cordilheiras como Himalaya e as quatro montanhas e os três rios paralelos. Segundo especialistas, nos cumes, com mais de 4000 metros de altitude, podem ser encontrados ainda fragmentos de rochas do fundo do mar.
A região de Sanjiang possui uma diversidade geológica do hemisfério do norte, com exceção de deserto e mar. Entre 118 montanhas nevadas com a altitude superior a 5000 metros, a Montanha Meili merece uma apresentação especial, pois é considerada até pelos tibetanos locais como uma montanha sagrada onde é proibido o alpinismo.
As geleiras espalham-se por toda parte. Porém, a geleira Mingyong, com 4000 metros de extensão desce por entre as montanhas até as florestas com 2650 metros de altitude. Por isso, é a geleira de menor altitude e com menos graus de latitude do hemisfério do norte.
O pico principal da Montanha Meili, conhecido como Kawagebo, com 6740 metros de altitude, é o mais alto da região. Mesmo sendo 2100 metros mais baixo que o cume do Qomolangma, o "pico do mundo", devido às suas encostas íngremes e precipitadas, coberto todo o ano por neve, convive com freqüentes avalanches e tempestades. Ele ainda não foi conquistado pelo homem. Em janeiro de 1991, 17 alpinistas chineses e japoneses morreram durante uma tentativa de conquista.
Na região de Sanjiang há um fenômeno geológico conhecido como "Terra de Rochas Vermelhas". A 140 quilômetros da antiga cidade de Lijiang, tombada pela UNESCO como patrimônio cultural mundial, há uma zona típica com Terra de Rochas Vermelhas do Mundo, conhecido como Liming, na Montanha Laojun. Segundo se diz, trata-se da maior zona deste tipo em todo o mundo, com maior altitude e com formação mais completa.
A biodiversidade da região de Sanjiang também é notável. Ela é formada por uma subida que vai desde o vale Nujiang, com 760 metros de altitude, ao pico Kawaboge da Montanha Meili. Com uma diferença de 6000 metros, a região é coberta por climas subtropical meridional, subtropical central, subtropical do norte, temperada, temperada moderada, temperada fria e até glacial, registrando uma incrível mudança de clima e estações.
Representando menos de 0,4% da área total da China, a região possui mais de 6 mil espécies de plantas, quase 20% do total das identificadas do país. O número de animais silvestres ocupa mais de 25% do total do país, sendo a região mais habitada por faunas na Eurásia. Nesta região, se encontram ainda espécies anteriores ao período quaternário, como o pico leão, animal tão raro quanto o panda gigante, qualificado como um dos tesouros da China. Eles vivem na região sem serem perturbados pela humanidade.
A região Sanjiang também é considerada como um jardim de flores em altas montanhas, pois todas as espécies de flores desabrocham quando chega a primavera. Apenas da família da azaléia, mais de 200 variedades ainda estão sendo identificadas.
Entre as 17 regiões chinesas de biodiversidade, a região Sanjiang é a mais importante. Ela é conhecida como grande banco de genes biológicos do mundo. De fato, em 1883, missionários franceses chegaram à região tendo coletado sementes de plantas e animais. Depois disso, o professor Balfour, do Parque Botânico Real Britânico, mandou seus especialistas à região do noroeste da província de Yunnan em 1904 com o mesmo motivo, considerando que suas operações poderiam contribuir com a decoração dos lares britânicos.
A avaliação técnica da UNESCO sobre a região Sanjiang, os especialistas da União Internacional pela Conservação da Natureza argumentaram o seguinte: é muito difícil encontrar alguma outra região do mundo igual como Sanjiang em termos tanto de biodiversidade como na terra.
A região de Sanjiang está habitada por 14 etnias minoritárias das 56 nacionalidades chinesas. Vivem ali 800 mil nativos, sendo uma região raramente encontrada no mundo, tanto pela harmônica convivência entre tantas etnias, línguas, religiões quanto pelas diferentes tradições. Desde há muito, cientistas, viajantes e aventureiros já optaram pela região. No início do século 20, o norte-americano Joseph Locke, passou e viveu lá por mais de 20 anos, tendo feito muitas pesquisas e estudos e despachado muitas matérias para os EUA.
Em 1933, o termo "Shangri-La" apareceu na obra "Horizonte Desaparecida", do autor britânico James Hilton, que descreveu a região como o local de convivência harmoniosa entre o homem e Deus e entre o homem e a natureza. Segundo muitos estudos, a região de Sanjiang, onde os três rios correm paralelos, foi a área que o inspirou a escrever Shangri-La.

quinta-feira, 14 de março de 2013

A China está construindo um Stargate?


A China está construindo um Stargate?


Olha só que coisa curiosa essa magnífica escultura gigantesca que está sendo erguida na China.
stargate A China está construindo um Stargate?   Curiosidades
A curiosa construção vem despertando um misto de estupefação e desconfiança no povo chinês. Alguns tabloides locais sustentam que o governo estaria (não ria!) erguendo portais interdimensionais  no centro de suas cidades. Não é de espantar que alguns abilolados pensem assim, já que essa seria uma divertida  especulação para esta estrutura de 157 metros, feita de metal e erguida a toque de caixa, na cidade de Fushun na província de Liaoning, no nordeste da China.
A desconfiança com o estranho elemento paisagístico surgiu porque ele está sendo erguido numa das muitas “cidades fantasma” na China.
s74053637 A China está construindo um Stargate?   Curiosidades
Pode parecer estranho pra nós, brasileiros, habituados a décadas e décadas de completa falta de planejamento e crescimento desorganizado, que um país resolva do nada construir cidades completas, sem ninguém em áreas distantes. Ocorre que a explosão de crescimento que a China viveu nas últimas duas décadas, propiciou um aumento sem precedentes da classe média. Não demorou, muitos chineses perceberam que com dinheiro no bolso iriam poder morar melhor. As grandes cidades superpopulosas já não comportavam mais prédios. Muitos chineses resolveram investir suas economias e apostar em rendimentos financeiros advindos do déficit residencial. Assim, literalmente, cidades inteiras foram construídas, e estão lá, prontinhas, apenas esperando que as pessoas se mudem pra lá. São bairros completos, com casas chiques, praças, e até, como vemos pelo “stargate”, monumentos impressionantes.
Com a crise, a China começou a desacelerar seu ritmo de crescimento, e mais e mais “cidades fantasmas”, compostas de milhares de edifícios em liquidação ficaram pendentes.
Na criação da estrutura do anel, o “stargate” foram gastas 3.000 toneladas de aço. Ele será iluminada à noite, através do emprego de 12.000 lâmpadas de LED.
Funcionários do governo municipal dizem que a estrutura titânica não tem outra finalidade senão a de servir como “cartão postal” do lugar.
Eles argumentam que será algo tão incrível olhar lá de cima como é na Torre Eiffel. A construção tem o nome oficialmente intitulado de “Anel da vida”, mas é chamado também de “círculo do céu” e “o caminho para o paraíso celestial.”
0 9330b 7fc2f02d XL 1 A China está construindo um Stargate?   Curiosidades
O “anel da vida” será usado para observação em alta altitude, e quatro elevadores conduzirão os visitantes ao topo do anel. Claro que os meios de comunicação chineses submeteram a obra a uma dura crítica. Isso não é de surpreender, já que essa coisa custou US$ 16 milhões e foi erguido num lugar onde ainda não mora quase ninguém. Foi isso que despertou a desconfiança de que talvez houvesse uma “agenda oculta” por trás do Stargate, já que a cidade chinesa carece de hospitais e outras instituições sociais.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Ninguém questiona?


18/01/2012 - 05h52

Fragmentos de meteorito procedente de Marte são encontrados no Marrocos

DA EFE

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1035899-fragmentos-de-meteorito-procedente-de-marte-sao-encontrados-no-marrocos.shtml


Uma equipe internacional de cientistas confirmou nesta terça-feira que procedem de Marte os fragmentos de um meteorito que foi visto caindo como uma bola de fogo no Marrocos em julho de 2011.
A Sociedade Internacional de Meteorítica e Ciência Planetária publicou em seu boletim os detalhes deste meteorito, batizado de Tissint e o maior que já chegou à Terra.
Trata-se de sete quilos de material rochoso em pedaços que vão desde um grama a quase um quilo, segundo explicou à Agência Efe Edward Scott, presidente da associação que agrupa 950 cientistas, incluindo vários funcionários da Nasa.
Os meteoritos são objetos compostos de rocha e metal que às vezes se desprendem dos diversos corpos do sistema solar e após viajarem pelo espaço caem nas superfícies da Terra, da Lua ou de qualquer outro corpo celeste.
A maioria dos meteoritos não é vista caindo, mas acaba encontrada algum tempo depois e é submetida então a uma série de testes para determinar sua procedência.
Daí a importância do Tissint, que caiu em julho e cujos restos começaram a ser recuperados em outubro, antes que o contato com a Terra começasse a afetá-lo.
Estes fragmentos rochosos são fundamentais para ajudar os cientistas em seu estudo para determinar a composição de Marte e saber se já houve vida no planeta, como explicou à Efe a professora Lydia Hallis, do Instituto de Geofísica e Planetologia da Universidade do Havaí.
"Da química desses produtos podemos obter mais informações sobre o ambiente marciano ao longo do tempo, desvendando, por exemplo, se era comum que a água ficasse na superfície e, potencialmente, descobrir se em algum momento Marte foi apto a ter vida", indicou.

17/01/2012 - 11h41

Com 3.000 anos, tumba de cantora é descoberta no Egito

DA ASSOCIATED PRESS

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1035428-com-3000-anos-tumba-de-cantora-e-descoberta-no-egito.shtml


Arqueólogos egípcios e suíços encontraram uma tumba de mais ou menos 3.000 anos que pertencia a uma cantora. A descoberta foi feita no Vale dos Reis, no Egito.
Essa é a única tumba de uma mulher sem parentesco com as famílias reais achada na região, segundo Mansour Boraiq, do Ministério das Antiguidades.
France Presse
Caixão da cantora Nehmet Bastet foi encontrado intacto no Vale dos Reis, em Luxor, no Egito
Caixão da cantora Nehmet Bastet foi encontrado intacto no Vale dos Reis, em Luxor, no Egito
O Vale dos Reis, em Luxor, é uma importante atração turística. Foi lá que, em 1922, arqueólogos acharam a máscara funerária dourada de Tutancâmon, que governou a região até 1323 a.C.
Segundo Boraiq, o caixão da cantora está surpreendentemente intacto.
Quando ele for aberto, nesta semana, os cientistas devem achar uma múmia e uma máscara moldada sobre seu rosto, feita com camadas de tecido e gesso.
O nome da cantora, Nehmes Bastet, quer dizer que ela era "protegida" pela divindade felina Bastet.
A tumba foi achada por acaso, segundo Elena Pauline-Grothe, diretora de escavações no Vale dos Reis pela Universidade de Basileia. "Não estávamos procurando novas tumbas. Essa estava perto de outra descoberta há cem anos."
As inscrições achadas no local indicaram que a mulher era cantora no templo de Karnak, um dos mais famosos da era dos faraós.


17/01/2012 - 17h25

Dióxido de carbono afeta sistema nervoso dos peixes, diz estudo

FRANCE PRESSE

http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/1035602-dioxido-de-carbono-afeta-sistema-nervoso-dos-peixes-diz-estudo.shtml

As crescentes emissões de dióxido de carbono (CO2) podem afetar o cérebro e o sistema nervoso central dos peixes marinhos, com sérias consequências para a sua sobrevivência, revelou um estudo publicado na segunda-feira (16).
Segundo a pesquisa, as concentrações de CO2 estimadas para o fim deste século vão interferir na habilidade dos peixes de escapar de predadores.
O ARC (sigla de Centro de Excelência para Estudos de Recifes de Coral) informou que testou o desempenho de peixes jovens em água do mar com altos níveis de CO2 dissolvido ao longo dos anos.
"Agora está bem claro que eles sofrem uma alteração significativa em seu sistema nervoso central, podendo prejudicar suas chances de sobrevivência", disse o professor que divulgou as descobertas, Phillip Munday.
Em artigo publicado na revista "Nature Climate Change", Munday e colegas também detalharam o que afirmam ser a primeira evidência no mundo de que os níveis de CO2 na água do mar afetam um receptor cerebral chave nos peixes, provocando mudanças marcantes em seu comportamento e habilidades sensoriais.
A equipe de cientistas começou a estudar o comportamento de crias de peixe-palhaço e peixes-donzela ao lado de seus predadores em um ambiente de água enriquecida com CO2.
Eles descobriram que, enquanto os predadores eram pouco afetados, os filhotes apresentaram um desgaste muito maior.
"Nosso trabalho inicial demonstrou que o sentido do olfato em filhotes de peixes foi afetado pela presença de mais CO2 na água, o que significa que eles tiveram mais dificuldade de localizar um coral para se abrigar ou detectar o alerta de um peixe predador", disse Munday.
A equipe, então, examinou também a capacidade dos peixes de localizar e ocupar recifes à noite e evitá-los durante o dia, para ver se ela foi afetada.
"A resposta é sim. Eles ficaram confusos. Ser atraído pelos corais à luz do dia os tornaria presas fáceis para os predadores", acrescentaram os pesquisadores.

O estudo mostrou, ainda, que os peixes também tendem a perder o instinto natural de virar para a direita ou a esquerda, um importante fator de comportamento adquirido.
"Tudo isto nos levou a suspeitar que o que estava acontecendo não era simplesmente um dano ao seus sentidos individuais, mas, ao contrário, que níveis mais altos de CO2 estavam afetando o sistema nervoso central como um todo", acrescentou.
Munday afirmou que 2,3 bilhões de toneladas de emissões de CO2 são dissolvidos anualmente nos oceanos do mundo, provocando mudanças na química da água na qual vivem os peixes e outras espécies.




quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Perguntar não ofende: E o celular particular no trabalho desconta?


12/01/2012 - 02h57

Celular e e-mail fora do trabalho podem dar hora extra

DE BRASÍLIA

Em tempos de popularização dos smartphones, uma lei que acaba com a distinção entre trabalho dentro da empresa e à distância, sancionada pela presidente Dilma Rousseff no final de 2011, já gera polêmica entre empregados e empregadores.

A legislação, que alterou a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), diz que o uso de celular ou e-mail para contato entre empresas e funcionários equivalem, para fins jurídicos, às ordens dadas diretamente aos empregados, informa reportagem de Maeli Prado e Priscilla Oliveira publicada na Folha desta quinta-feira.
A íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
De acordo com advogados especializados, a mudança abre espaço para que funcionários que usam o celular para trabalhar após o horário de expediente, por exemplo, recebam horas extras por isso.
É uma interpretação oposta a de entidades empresariais, como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), que rebatem que o objetivo do projeto de lei do deputado Eduardo Valente, de 2004, que deu origem à mudança da CLT, era somente regular o trabalho à distância.
Editoria de arte/Folhapress



São Paulo, quinta-feira, 12 de janeiro de 2012Mercado

Celular fora do trabalho pode dar hora extra
Lei que altera CLT, sancionada pela presidente Dilma, acaba com distinção entre trabalho dentro da empresa e à distância
Advogados entendem que funcionário possa receber adicional por trabalho com mensagens fora do expediente

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mercado/19555-celular-fora-do-trabalho-pode-dar-hora-extra.shtml

MAELI PRADO
PRISCILLA OLIVEIRA
DE BRASÍLIA
Em tempos de popularização dos smartphones, uma lei que acaba com a distinção entre trabalho dentro da empresa e à distância, sancionada pela presidente Dilma Rousseff no final de 2011, já gera polêmica entre empregados e empregadores.
A legislação, que alterou a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), diz que o uso de celular ou e-mail para contato entre empresas e funcionários equivale, para fins jurídicos, às ordens dadas diretamente aos empregados.
De acordo com advogados especializados, a mudança abre espaço para que funcionários que usam o celular para trabalhar após o horário de expediente, por exemplo, recebam horas extras por isso.
Até agora, a legislação trabalhista colocava no mesmo patamar o trabalho no escritório e o feito de casa, mas não mencionava o uso de tecnologias que permitem que o funcionário possa produzir onde quer que esteja.
"A CLT foi promulgada em 1943, quando não havia os meios de comunicação atuais", diz a advogada trabalhista Aparecida Hashimoto, do Granadeiro Guimarães Advogados. "Mesmo que o funcionário atenda uma ligação por cinco minutos, ele está trabalhando. Deveria ter direito a receber."
É uma interpretação oposta à de entidades empresariais, como a CNI (Confederação Nacional da Indústria), que rebatem que o objetivo do projeto de lei do deputado Eduardo Valente, de 2004, que deu origem à mudança da CLT, era somente regular o trabalho à distância.
Ou seja, quando o funcionário tem acesso remoto inclusive ao sistema da empresa. "Para nós essa interpretação foi uma surpresa, porque o objeto, o sentido da lei era regular, garantir segurança, e não gerar insegurança", afirma Emerson Casali, gerente-executivo de Relações do Trabalho e Desenvolvimento Associativo da CNI.

REVISÃO
A mudança na legislação já faz com que o TST (Tribunal Superior do Trabalho) considere revisar uma súmula, de maio do ano passado, que estabelece que o uso de pagers ou celulares corporativos não caracteriza o "regime de sobreaviso".
Se o funcionário está de sobreaviso, a lei determina que a empresa pague a ele um terço do valor que desembolsaria na hora do expediente.
Com a alteração na CLT, o tribunal trabalha com três cenários possíveis para revisar a jurisprudência.
A primeira seria considerar o pagamento por regime de sobreaviso, um terço da hora trabalhada. A segunda seria considerar o contato via e-mail ou celular como hora normal de trabalho, e a terceira seria manter a súmula e não pagar nada a mais.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

2012: A vida continua!


02/01/2012 - 10h30

Vem aí o fim do mundo, mas não será neste ano

GIULIANA MIRANDA
DE SÃO PAULO

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1028800-vem-ai-o-fim-do-mundo-mas-nao-sera-neste-ano.shtml


Resigne-se: o mundo vai mesmo acabar. Isso só não deve ser em 2012, como muita gente anda dizendo por aí.
Daqui a 1 bilhão de anos, nosso planeta estará fadado à morte certa, com um futuro de temperaturas escaldantes insustentáveis para a manutenção da vida. O culpado? O Sol, a caminho de uma espécie de velhice estelar.
"Faz parte da evolução das estrelas do tipo do Sol. Quando o hidrogênio de seu núcleo vai acabando, a consequência é a estrela aumentar. Isso interfere em seu brilho e na energia que chega à Terra", diz Gustavo Rojas, astrofísico da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos).

Nasa/Associated Press
O envelhecimento do Sol fará com que os astro se expanda, colocando em risco os planetas
O envelhecimento do Sol fará com que os astro se expanda, colocando em risco os planetas

Embora a presença de vida (ao menos por enquanto) seja exclusividade do Sistema Solar, nossa estrela é de um tipo bastante comum Universo afora.
As estrelas são amontoados de gás incandescente, sobretudo hidrogênio. No núcleo, os átomos se chocam em um ambiente de altíssima pressão, desencadeando a chamada fusão nuclear. Esse processo gera muita energia e permite que a estrela tenha um tamanho estável.
O problema é que esse combustível não dura para sempre e, à medida que ele vai acabando, outro elemento, o hélio (resultado da fusão do hidrogênio) começa ele mesmo a ser fundido.
Essa substituição faz com que as camadas externas da estrela se expandam. É como se o calor se espalhasse pela extensão da estrela, que fica mais fria e, portanto, mais avermelhada. É esse futuro como gigante vermelha que espera o Sol daqui a pelo menos 5 bilhões de anos.
Seu tamanho deverá aumentar em torno de 200 vezes, o suficiente para "engolir" Mercúrio, Vênus e, muito provavelmente, a Terra.
As condições de vida por aqui, porém, irão se deteriorar bem antes disso.
"Daqui a 1 bilhão de anos, com o aumento do brilho do Sol, os oceanos já terão evaporado. Até as rochas derreterão. A vida já terá acabado", diz Carolina Chavero, do Observatório Nacional, no Rio.
Tudo isso ainda levará muito tempo para acontecer, mas já existem cientistas propondo alternativas à aniquilação da humanidade. Uma delas seria a migração.
"A zona habitável [região em que há água no estado líquido] do Sistema Solar também mudará. Regiões antes muito frias vão esquentar", diz Gustavo Rojas. Uma boa primeira parada seria Marte.
O "descanso", porém, seria temporário. O Sol logo começaria a fritar também a superfície marciana.
Em mais alguns bilhões de anos, o chamado cinturão de Kuiper, onde fica Plutão, é que terá condições ideais.
Soluções mais malucas, como um guarda-sol para barrar parte da luz estelar, e até um complexo sistema que usaria a força gravitacional de cometas para "empurrar" a Terra para outra órbita, também já foram pensadas.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

E 2012?


8.12.2011

O apocalipse de 2012 é uma “jogada de marketing”


7860-DiscoveryChannel.ApocalipsisMaya-720px
Crédito da imagem: DCL.
Desde que escrevi o primeiro artigo da série “O mundo não vai acabar em 2012" para o Universe Today em 2008, venho repetindo a mesma mensagem inúmeras vezes: os maias nunca previram o fim do mundo em 2012. E agora vou dizer mais uma vez, mas com o aval de outros especialistas: os maias nunca, JAMAIS, previram o fim do mundo em 2012.
Infelizmente, a ciência e a história têm sido distorcidas para satisfazer os apoiadores dessa falácia apocalíptica, e quando cientistas e arqueólogos intervêm para desacreditá-la, a culpa recai sobre algum tipo de conspiração global muito conveniente.
Afinal, de onde vem a ideia do apocalipse maia?
A contagem (mais) longa
A origem da multiplicidade de teorias sobre o “fim do mundo” em 21 de dezembro de 2012 é um calendário mesoamericano que previu o fim dos tempos. E um determinado calendário maia está no centro de todo esse alvoroço, já que, por um acaso numérico, ele “acabará” no ano que vem.
civilização maia existiu de 250-900 d.C. e ocupava a atual área geográfica correspondente ao sul do México, Guatemala, Belize, El Salvador e parte de Honduras. Os arqueólogos que estudaram essa cultura fascinante conseguiram decifrar muitos de seus calendários, mas o que registra o período mais extenso – a “Contagem Longa” – foi o que disparou os alarmes.
A Contagem Longa foi criada pelos maias para que pudessem registrar a história e planejar eventos futuros (não muito diferente do calendário do seu iPhone).
Este calendário longo, constituído por um ciclo de 5.126 anos, era uma variação de outros calendários que os maias usavam na época. Alguns duravam menos de um ano (como o "Tzolk’in", que durava 260 dias), outros abrangiam décadas (como o "Calendário Circular”, que representa o ciclo de uma geração, por volta de 52 anos). Com notável engenhosidade, os maias criaram então o calendário de Contagem Longa, cuja base era numérica, similar a um antigo código binário.
"É uma jogada de marketing"
Embora a data final exata do ciclo da Contagem Longa tenha sido questionada recentemente, em uma coisa a maioria dos especialistas e teóricos do apocalipse concorda: o calendário "termina" no ano que vem. Ele consiste em 13 Baktuns, cada um com aproximadamente 394 anos de duração, e estamos chegando ao final do 13° Baktun.
No entanto, em uma coisa os dois grupos não concordam: o verdadeiro significado do calendário.
Os arautos do apocalipse tentarão convencer você de que o “fim” da Contagem Longa do 13° Baktun é a base de uma profecia maia do “fim do mundo”. Afinal, como todo bom vendedor de óleo de cobra, é preciso apavorar o público antes de lhe vender um livro sobre o assunto.
Segundo estudiosos que de fato sabem alguma coisa sobre esta cultura, os maias jamais fizeram tal profecia: "É preciso esclarecer isso de uma vez por todas. Não existe nenhuma profecia sobre 2012", afirma categoricamente Erik Velasquez, especialista em entalhe da Universidade Autônoma Nacional do México (UNAM). "É uma jogada de marketing”.
O Instituto Nacional de História Antropológica do México, provavelmente farto de receber tantos e-mails histéricos sobre falsas teorias apocalípticas, também se posicionou: "O pensamento messiânico ocidental distorceu a visão de mundo das antigas civilizações, como os maias”.
Segundo o instituto, dos 15.000 textos glíficos encontrados nas ruínas do império maia, somente dois mencionam 2012. Você achava que o fim dos tempos deveria ter menções mais expressivas, certo? Eventos posteriores a 2012 também são citados, portanto, esse apocalipse não é tão inexorável quanto os fatalistas querem fazer crer.
Indiana Jones e o Templo... do Juízo Final?
Por algum motivo, a cultura moderna venera as civilizações antigas como se tivessem poderes mágicos: usando algum subterfúgio, elas conseguiam prever o futuro e conversavam com extraterrestres. Para quem acha que os filmes de Indiana Jones são retratos precisos de eventos históricos, isso não chega a surpreender.
Especialistas oferecem uma perspectiva bem melhor do real significado do fim do 13° Baktun para os descendentes dos antigos maias.
"Como Bolon Yokte já estava presente no dia da criação, seria natural para os maias que ele se fizesse presente novamente”, especula Sven Gronemeyer, um pesquisador dos códigos maias da Universidade La Trobe, na Austrália.
Bolon Yokte é o deus maia associado à guerra e à criação; o reaparecimento deste deus, portanto, na verdade representa uma transição de uma era para outra, segundo Gronemeyer. De fato, muitos irão marcar o fim do calendário maia com celebrações de um “renascimento” espiritual.
Os descendentes maias planejaram muitas celebrações; os países onde os maias prosperaram ficarão animados com o aumento dos lucros do turismo. Ao contrário do que apregoam os sites de teorias duvidosas, esta não será uma época temerária (pelo menos, na América do Sul).
É sério: o mundo não vai acabar em 2012
Quando o nosso calendário passar de 2011 para 2012, novas teorias apocalípticas devem surgir, descrevendo vividamente todas as fantásticas formas que o apocalipse assumirá.
Enquanto alguém puder ganhar dinheiro com os temores humanos, continuaremos a ver prateleiras abarrotadas de livros sobre o fim dos tempos, e anúncios do Google para websites de fatalistas sobre suas versões distorcidas da realidade.
Entretanto, essas teorias têm algo em comum: quer nosso carrasco final seja uma ejeção solar assassina, um alinhamento galáctico ou um tal Planeta X (ou Nibiru), todas são pura balela. Não há nenhum evidência de que 2012 será especial. No ano que vem, teremos nosso quinhão de guerra, morte, destruição, calamidades e derrocadas financeiras, mas os maias – ou qualquer outra civilização neste quesito - não previu o fim de tudo.