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terça-feira, 1 de agosto de 2017

Envelhecimento sustentável


O que - e como - serei quando envelhecer





O que serei quando envelhecer


Na década de 60, os Beatles lançaram a música When I'm 64 - Quando eu tiver 64 anos de idade, em tradução livre -, com a letra escrita do ponto de vista de um jovem para a sua amada, falando dos seus planos de envelhecer com ela e também sobre saber se o amor verdadeiro ainda estaria ao seu lado quando ele estivesse mais velho - depois de ter perdido seus cabelos e não ter mais ousadia a não ser para tricotar um suéter.
Pesquisadores da Universidade de Michigan, nos EUA, decidiram fazer uma série de testes, questionários e experimentos com voluntários sobre o assunto.
A conclusão geral é que a resposta para as questões do jovem apaixonado vão depender inteiramente dele, já que sua saúde e a saúde da sua amada podem ser ditadas pelas percepções do próprio envelhecimento.
"Crenças sobre o próprio envelhecimento são compartilhadas em casais, e essas crenças, além das convicções individuais, servem como previsões do futuro da saúde. Experiências individuais, tanto dos maridos quanto das esposas, em relação a atividades físicas e a doenças, são importantes para as crenças compartilhadas no presente e no futuro da saúde funcional," detalhou a professora Shannon Mejia.
Em outras palavras, casais que tendem a ver o envelhecimento negativamente tendem a se tornar menos saudáveis e menos ativos do que casais que veem o envelhecimento positivamente - outros estudos já haviam mostrado que um conceito negativo sobre o envelhecimento piora a memória e a audição.

Cuidar da saúde e do envelhecimento

O assunto também foi abordado do ponto de vista ativo, e o que se verificou é que a autopercepção sobre o envelhecimento afeta se a pessoa cuida ou não da saúde em tempo hábil.
Quanto mais negativamente uma pessoa visualiza seu envelhecimento, maior a chance de ela atrasar a busca por cuidados com a saúde e encontrar barreiras para procurar esses cuidados.
Esta associação entre autocontrole negativo do envelhecimento e atraso para cuidar da saúde persistiu mesmo após terem sido ponderados os fatores mais comuns para o retardamento dos cuidados com a saúde, como nível socioeconômico baixo, falta de seguro saúde e condições crônicas de saúde.
"Enquanto muitos estudos se concentram nos obstáculos financeiros e estruturais para cuidar da saúde, também é importante considerar como fatores psicossociais, emocionais e cognitivos estão afetando as decisões dos idosos na hora de buscar cuidados médicos," disse a pesquisadora Jennifer Sun.
Outras conclusões dos estudos mostraram que as pessoas que experimentam a discriminação etária se sentem menos positivas sobre o seu próprio envelhecimento. E, conforme as pessoas envelhecem, sua tendência explícita em falar sobre as pessoas mais velhas melhora à medida que envelhecem, mas sua tendência implícita - como se sentem internamente sobre os companheiros mais velhos - se tornava mais negativa à medida que envelheciam.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

População na faixa dos 60 ganha dois anos de expectativa de vida, mas passa mais tempo doente

Idosos de São Paulo perderam anos de vida saudável na última década
População na faixa dos 60 ganha dois anos de expectativa de vida, mas passa mais tempo doente

Dados são de estudo da Faculdade de Saúde Pública da USP que acompanha diferentes gerações de idosos
CLÁUDIA COLLUCCIDE SÃO PAULO
Os idosos de São Paulo estão vivendo mais, mas em piores condições de saúde. Na última década, a taxa de de incapacidade por doenças cresceu 78,5% entre os homens e 39,2% entre as mulheres acima de 60 anos.
Entre 2000 e 2010, essa população ganhou, em média, dois anos a mais de expectativa de vida, mas perdeu até três de vida saudável.
Os dados vêm de um estudo inédito obtido pela Folha feito a partir de um projeto da Faculdade de Saúde Pública da USP que acompanha diferentes gerações de idosos desde 2000.
A expectativa de vida de homens de 60 a 64 anos passou de 17,7 para 19,7 anos. No mesmo período, o número de anos de incapacidade pulou de 4,4 para 7,2. Entre as mulheres da mesma faixa etária, os anos de incapacidade passaram de 9,4 para 13,2.
Esse descompasso entre a vida longa e a vida saudável também vem sendo observado em outros países. No ano passado, um estudo da Escola de Saúde Pública de Harvard comparou as condições de saúde entre 1990 e 2010 em 187 países.
A conclusão foi que a expectativa de vida cresceu, em média, cinco anos, mas pelo menos um ano foi de vida com incapacidade.
"Saúde significa mais do que retardar a morte ou elevar a expectativa de vida ao nascer. Precisamos entender melhor como ajudar as pessoas a viver os anos extras em boas condições de saúde", afirma Joshua Salomon, professor de Harvard e um dos autores do estudo.
PREVENÇÃO
A boa notícia é que, segundo o estudo da USP, vale a pena investir em prevenção mesmo na velhice, seja incentivando a prática de atividades físicas e dieta equilibrada seja mantendo sob controle as doenças já instaladas.
"Isso quebra preconceitos. As pessoas pensam que prevenção só cabe aos jovens, mas ela deve ser incentivada para que os idosos tenham mais qualidade de vida independentemente das doenças que já tenham", diz o geriatra Alessandro Campolina, autor do estudo da USP.
O médico também fez projeções sobre o impacto das doenças que mais afetam os idosos. Se a hipertensão e a diabetes fossem controladas, por exemplo, os homens ganhariam até seis anos de expectativa de vida livre de incapacidade.
O aposentado Juan Gimenez Torres, 76, aposta nisso. Controla a pressão alta com remédios, e nem a prótese que tem no joelho é desculpa para fugir da academia.
Praticando atividade física três vezes por semana, perdeu oito quilos e atingiu a marca que desejava: 80 kg.
"Muito idosos acham que estão velhos para começar qualquer coisa. É um erro. Nunca é tarde. Tem que parar de ficar só reclamando."

sábado, 2 de março de 2013

Autora questiona indústria da longevidade


01/03/2013 - 14h53

Autora questiona indústria da longevidade

DA BBC BRASIL

http://www1.folha.uol.com.br/bbc/1239017-autora-questiona-industria-da-longevidade.shtml


Todos os anos, aumenta o número de pessoas idosas --tanto nos países desenvolvidos como nas nações em desenvolvimento-- graças às descobertas da medicina moderna para atrasar as fronteiras da morte. Mas a longevidade é necessariamente uma coisa boa?
Na Califórnia, a forma física é levada ao extremo. Há lojas em Beverly Hills, local conhecido por sua obsessão com a imagem, apinhadas com comprimidos e fórmulas que visam prolongar a vida. Em Santa Monica, há tantos programas de treinamento ''boot camp'' e tantas sessões de ioga em parques públicos que autoridades locais já pensam em impor um limite.
SXC
Prolongar a vida só prolongaria as incapacidades, segundo escritora
Prolongar a vida só prolonga as incapacidades, diz escritora
''Na Califórnia, você vê pessoas se exercitando às 5h15 e isso ou faz bem a eles ou faz parte de uma psicose neurótica séria na qual eles estão infelizes porque estão ficando mais velhos'', afirma Ed Saxon, que produziu o filme "Fast Food Nation", em 2006.
''Uma pessoa de 55 anos imaginando que se parece com alguém de 25, se submetendo a cirurgias e se exercitando fanaticamente para que isso aconteça, tudo isso me parece uma má ideia. A obsessão em parecer mais jovem do que você realmente é."
Além da preocupação com a forma física, existem os conselhos em torno do que se deve comer para se permanecer jovem. Deve-se tomar mirtilo, couve batida ou comer torrada sem glúten? E vinho tinto, faz bem ou não? E quanto ao chocolate?
LONGA INCAPACIDADE
''Nos Estados Unidos, se assume como fato que a longevidade é algo bom'', afirma Susan Jacoby, autora do livro "Never Say Die" (nunca diga morrer, em tradução literal).
''Muito dessa crença irracional de que há coisas que você pode fazer para se assegurar contra a velhice e a doença tem a ver com o fato de que nós, nos Estados Unidos, realmente não gostamos de envelhecer'', comenta a escritora.
Jacoby, de 67 anos, faz duras críticas ao que chama de ''lixo sobre estilo de vida'' e ''lixo de suplementos alimentares''.
''Se você for olhar com mais atenção para essas pessoas que te dizem que você pode ser uma pessoa saudável aos 120, existe um homem ou uma mulher vendendo alguma coisa'', comenta.
A verdade, diz a autora, é que a maior parte das pessoas que vivem além dos 90 irão morrer após passar ''um período prolongado de incapacidade''.
''Nós estamos acreditando nesse mito de que como estamos atualmente mais saudáveis do que nunca aos 67 anos, estaremos assim também aos 87 ou aos 97. Mas a verdade é que graças a alguns avanços duvidosos da medicina moderna, que mantém pessoas vivas não importa o quê, é que será preciso refletir mais sobre como cuidar dessas pessoas.''
Em 1980, James Fries, professor de medicina da Universidade de Stanford, anteviu uma sociedade em que doenças crônicas seriam adiadas e reduzidas. Nessa sociedade, pessoas levariam vidas saudáveis e morreriam de forma relativamente rápida, reduzindo a quantidade de deficiência e incapacidade.
Fries chamou a isso de ''morbidez comprimida'' e seu trabalho foi creditado como o marco das origens do paradigma moderno para se envelhecer de forma saudável.
O problema é que é mais fácil aconselhar pacientes sobre como prolongar suas vidas saudáveis do que reduzir qualquer período de saúde em declínio.

BOA MORTE
Joseph e Anne Gias são um casal saudável na faixa dos 60 anos, mas eles se preocupam com os percalços da velhice. ''Não quero passar dos 80. Eu creio que entre os 80 e os 85 as pessoas se deterioram muito. Já vi muita deterioração nessa faixa etária e não quero que isso aconteça comigo'', afirma Anne.
A despeito dos temores de Anne, há exemplos de pessoas que levaram vidas longas e saudáveis. Quando Besse Cooper morreu em dezembro do ano passado, aos 116 anos, ela era a mulher mais velha do mundo.
De acordo com relatos, ela estava com uma saúde incrível e nunca se queixou de dores. Ela levava uma vida ativa e se recusava a comer ''porcarias''.
No seu último dia de vida, ela comeu um generoso café da manhã, fez o cabelo e viu um vídeo de Natal com amigos.
Besse morreu em paz à tarde, após ter sofrido problemas respiratórios. Ela é um raro, mas bom exemplo da morbidez comprimida, a que se referia James Fries --uma vida longa e saudável e uma boa morte.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

USP oferece mais de 4 mil vagas em cursos para a terceira idade


USP oferece mais de 4 mil vagas em cursos para a terceira idade


04/02/2013
Agência FAPESP – O programa Universidade Aberta à Terceira Idade da Universidade de São Paulo (USP), que completa 20 anos em 2013, acaba de lançar o novo catálogo de atividades do primeiro semestre deste ano.
Serão oferecidas 4.319 vagas gratuitas em 322 cursos, entre disciplinas dos cursos de graduação da USP e atividades complementares físico-esportivas e didático-culturais, na capital paulista e nos campi de Bauru, Lorena, Piracicaba, Pirassununga, Ribeirão Preto e São Carlos.
O catálogo, que traz a relação completa dos cursos que serão oferecidos no semestre, bem como informações sobre o número de vagas e a existência de pré-requisitos, já está disponível para download em www.prceu.usp.br/portal.php/terceira-idade.
De acordo com a USP, tendo escolhido o curso, é importante que o idoso siga as informações de data, horário e local de inscrição em que é oferecida a atividade, uma vez que as vagas são limitadas.
Para participar, é preciso ter no mínimo 60 anos e cumprir as exigências das disciplinas. Os alunos do programa Universidade Aberta à Terceira Idade têm direito a um comprovante de participação, emitido pela Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária.
Os primeiros cursos para a terceira idade ocorreram em 1993, após a Universidade de São Paulo ter aprovado, no ano anterior, a proposta apresentada pelo Instituto de Psicologia para criação do projeto de Universidade Aberta à Terceira Idade.
Em 20 anos, mais de 100 mil alunos da terceira idade passaram pelo programa, cujo objetivo é promover conhecimento nas áreas de interesse dos idosos e, ao mesmo tempo, estimular a troca de saberes entre as gerações.
Só na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH), na zona leste da capital, onde também é ministrado o curso de graduação em Gerontologia, serão oferecidos 23 cursos em diferentes áreas, tais como informática, inglês, teatro e canto coral.
Mais informações: usp3idad@usp.br e (11) 3091-9183. 

domingo, 21 de outubro de 2012

“Vovôs” – A nova estrela do mercado


“Vovôs” – A nova estrela do mercado








Parece que as coisas mudaram definitivamente de rumo.
A cada censo do IBGE, o Brasil vê aumentar sua população de idosos. No último censo (2010), os brasileiros somavam quase 190 milhões e 800 mil habitantes, sendo que os acima de 60 anos já eram 20,5 milhões.
Estima-se que até 2030 este número será de 40 milhões, tornando o Brasil o quarto país do mundo em crescimento da população idosa.
Enquanto nos dias de hoje (outubro de 2012) os idosos representam cera ce 11% da população, em uma projeção de longa prazo, para 2050, esta população será de 65 milhões, ou seja, 49% da população total.
Resumo: com o passar dos anos, as pessoas estão vivendo por mais tempo, física e mentalmente.
Em função deste fato, os “vovôs” continuam e continuarão a trabalhar, visto que a idade, no atual momento corporativo, já não é mais considerada um fator impeditivo ou demissionário.
Este também é um fator para que os “vovôs” adiem sua aposentadoria definitiva (“pendurar as chuteiras” ou “vestir o pijama”), continuem trabalhando ou voltem ao mercado, como afirma Petrer Capelli em seu livro Managing the older worker.
Por isto dei a este texto o título acima. E existem várias razões para isso:
a - é público e notório que as faculdades não estão preparando os jovens para atender às necessidades do mercado do trabalho.
Mas, como a renda familiar tem aumentado, estes jovens estão aumentando seu tempo dedicado aos estudos, indo do final da graduação para outros cursos como especialização, MBA ou mestrado.
b – o mercado necessita de mão de obra mais qualificada para enfrentar as demandas da globalização.
Tais demandas caminham em uma velocidade bem maior do que a formação das pessoas. Isto faz as empresas reterem os “vovôs”, ou os contratarem, devido à sua maior qualificação, serem mais experientes, mais diretos e mais assertivos, como afirmei em meu texto Nós, os carecas.
c – nas faixas etárias maiores, existem mais postos de trabalho do que nas faixas menores. Para se ter uma ideia, na faixa acima dos 50 anos, a taxa de desemprego caiu de 3,1% em 2009, para 2,4% em 2011 (dados do Pnad).
Para mais, o Relatório Anual de Informações Sociais (RAIS) do Ministério do Trabalho mostrou que:
  • existe uma participação crescente dos maiores de 50 anos no mercado. Em 2006 esta participação foi de 12,6%, a qual passou para 12,9% (2007), 13,3% (2008), 13,7% (2009) e 14,2% em 2010;
  • entre 2005 e 2010, o reajuste salarial foi maior para as pessoas acima de 50 anos: 55% para a faixa etária de 50 a 64 anos e de 73% para a faixa acima de 64 anos.
d – nosso país apresenta, nos dias de hoje, uma situação econômica favorável, o que faz muitas empresas desenvolver em projetos de longo prazo. Para isso, os “vovôs” serão os profissionais mais requisitados, por terem o domínio de sua área de atuação e por trazer resultados, para a companhia, em espaços de tempo menores.
E como as empresas estão encarando esta realidade?
Para André Magro, gerente da consultoria de RH da Hays, “20% das organizações já empregam aposentados, sendo 72% para cargos técnicos, 33% para diretoria, 28% para gerência, 17% para o conselho e 6% para presidência”.
E os principais motivos são: necessidade de mão de obra especializada e que exige vivência na área de atuação (50%), falta de mão de obra especializada (17%), política interna da companhia (17%) e necessidade de uma liderança mais eficaz (16%).
Não resta dúvida que os jovens, por mais energia que possuam para a realização de seu trabalho, eles não tem, ainda, a maturidade, a desenvoltura e a experiência que os “vovôs” possuem, inclusive para lidar com o estresse do cotidiano dentro do ambiente do trabalho representado por conflitos, pressão por resultados e obstáculos emergenciais (“incêndios”) a serem vencidos.
André Magro também afirma que “é comum as empresas, por questões estratégicas (inclusive redução de custos – grifo meu) optar por trocar dois profissionais juniores por um sênior, que trará mais expertise para o negócio”.
Soma-se o fato que as empresas já perceberam que acelerar a carreira dos jovens pode não ser algo acertado. Não adianta fazê-los crescer rapidamente na carreira se eles não estiverem adequadamente preparados para tal.
Este fato constitui uma outra razão dos “vovôs” estarem em alta: servirem de coach e mentores para os mais jovens, no que diz respeito ao desenvolvimento de suas carreiras e preparo para atingir postos mais altos na hierarquia corporativa. E fazê-los ver duas coisas importantes: que a carreira depende única e exclusivamente de si mesmo e que eles tem que andar com as próprias pernas.
Para mais, a experiência dos “vovôs”, aliada à garra e ousadia da “jovem “guarda” faz com que ambos aprendam juntos. Sim, porque o jovem tem muito a ensinar ao “vovô, principalmente quando o assunto é tecnologia. E é exatamente neste ponto que os princípios da Andragogia devem e precisam ser praticados. Já me referi a este tema no meu texto Você sabe o que é Andragogia? e Andragogia nas empresas.
Também é interessante ressaltar que os “vovôs” tem um desempenho melhor do que os jovens, como evidenciaram os dados (em %) do estudo realizado pelo Centro de Envelhecimento e Trabalho do Boston College (2007).
E, do lado dos “vovôs”, o que eles tem para oferecer? Vejamos:
a – podem atuar utilizando novas formas de trabalho, como consultores, temporários, trabalho por projetos, tempo parcial, etc.
b – podem escolher o que fazer, de tal modo que se sintam felizes e mais satisfeitos trabalhando na área que deseja;
c – podem cuidar da própria agenda e gerir melhor o seu tempo;
d – estabelecem os honorários pelo seu trabalho;
e – são mais simpáticos e mais carismáticos com as pessoas; por isso estão sendo recrutados também para as áreas técnicas, atendimento ao cliente e pontos de venda;
f – podem desenvolver novos projetos;
g – podem exercer funções que os jovens não gostam;
h – são mais comprometidos;
i – tem maior estabilidade emocional;
j – tem mais experiência nas relações interpessoais;
k – estão mais acostumados a tomar decisões importantes;
l – sua maturidade lhes dá mais segurança para liderar equipes;
m – são mais flexíveis para negociar;
n – são mais preparados para postos que exigem treinamento prévio para os jovens.
A verdade é que, nos dias de hoje, não há limite de idade para seguir trabalhando ou voltar ao mercado de trabalho e recomeçar uma atividade profissional.
Se o mercado percebe que os “vovôs” são a nova estrela do mercado, cabe a você, “vovô” fazer com que ela continue brilhando.
Fava Consulting – Para viver com muito mais Qualidade

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Curso gratuito para cuidadores de idosos em SP


Curso gratuito para cuidadores de idosos em SP

Curso gratuito para cuidadores de idosos – de 1960 a 2010, a expectativa de vida do brasileiro, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), passou de 48 para 73,4 anos – um aumento de 25,4 anos. Com isso, cada vez mais famílias convivem com idosos em casa, e muitos deles precisam de cuidados especiais. Devido a essa necessidade, o Serviço de Geriatria e Gerontologia do Hospital do Servidor Público Estadual realiza no mês de outubro um curso de capacitação aos familiares cuidadores de idosos.
Entre os dia 3 e 31, sempre às quartas-feiras, serão ministradas aulas com seguintes temas: “Envelhecimento, doenças crônicas e dependência”, “Orientação de cuidados de enfermagem para o idoso acamado”, “A Fonoaudiologia e o Idoso”, “A Família e o Idoso: Aspectos sócio-jurídicos e recursos comunitários”, “Terapia ocupacional com idosos”, “A Psicologia e o estresse do cuidador”.
A inscrição pode ser feita gratuitamente no Ambulatório de Geriatria no Hospital do Servidor.

SERVIÇO

Curso de orientação a familiares cuidadores de idosos
De 3 a 31 de outubro (sempre às quartas-feiras), das 8h às 12h
Av. Ibirapuera, 981 – sala 104 – São Paulo-SP

Inscrições: Ambulatório do Hospital do Servidor Público Estadual (Rua Borges Lagoa, 1.755 – 1º andar, Vila Clementino, São Paulo-SP)
(11) 5088-8232
30 vagas
Curso gratuito
Do Portal do Governo do Estado

sábado, 6 de agosto de 2011

Apicultura para a melhor idade, gratuito.






por karinaninni

02.agosto.2011 15:18:33



http://blogs.estadao.com.br/planeta/2011/08/02/apicultura-para-a-melhor-idade/

Estão abertas as inscrições para o curso Abelhas para a melhor idade, promovido pelo Departamento de Genética da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP como parte do Projeto Universidade Aberta à Terceira Idade. O curso acontece desde 2004 e é grátis.
ABELHA.FLOR.JPG


Em aulas teóricas e práticas, o aluno tem acesso ao conhecimento básico sobre a biologia e o manejo das abelhas indígenas sem ferrão, conhecidas como meliponíneos, conscientizando os participantes sobre a função ecológica importante desses insetos na manutenção de ecossistemas através da polinização. A criação racional destas abelhas nativas, como a jataí, iraí, mandaçaia, borá, moça-branca e canudo, entre outras, contribui para a preservação das espécies regionais e da biodiversidade. O curso é coordenado pelo professor Ademilson Espencer Egea Soares e acontec de 12 de agosto a 21 de outubro, às sextas-feiras e sábados, das 13h às 18h.


São apenas 30 vagas e o único pré-requisito é não ser alérgico a picada de abelha. As inscrições vão até o dia 10 de agosto, pelo telefone (16) 3602-3102.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Lembrete: Mariposa inspira nanotecnologia para estudar Mal de Alzheimer

Mariposa inspira nanotecnologia para estudar Mal de Alzheimer


Redação do Site Inovação Tecnológica - 09/05/2011

SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Mariposa inspira nanotecnologia para estudar Mal de Alzheimer. 09/05/2011. Online. Disponível em www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=antena-mariposa-nanotecnologia-mal-alzheimer. Capturado em 10/05/2011.



O revestimento dos nanotúneis existentes na antena da mariposa da seda serviu de inspiração para a criação de nanoporos sintéticos que funcionam como minúsculos instrumentos de medição.[Imagem: Chris Burke]

Imitando a estrutura das antenas da mariposa da seda, pesquisadores desenvolveram um nanoporo que irá ajudar a lidar com uma classe de doenças neurodegenerativas que inclui o Mal de Alzheimer.

Nanoporos
A minúscula ferramenta em forma de túnel - tecnicamente chamada de nanoporo - foi desenvolvida por uma equipe coordenada por cientistas da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos.
Os nanoporos são essencialmente furos muito pequenos e muito precisos, feitos em uma pastilha de silício. Eles funcionam como minúsculos dispositivos de medição, que permitem o estudo de moléculas individuais e proteínas conforme estas passam através deles.
Mesmos os melhores nanoporos construídos hoje entopem facilmente, o que tem impedido que a tecnologia cumpra todo o seu potencial - os cientistas esperam que os nanoporos permitam a construção de uma nova geração de equipamentos de sequenciamento de DNA mais rápidos e mais baratos, apenas para citar um exemplo.

Biomimetismo
A equipe foi buscar na natureza a inspiração para resolver essas limitações.
A solução veio na forma de uma cobertura oleosa que reveste o nanoporo. O revestimento captura e conduz a molécula de interesse suavemente através do nanoporo, sem causar entupimento.
O revestimento também permite que os pesquisadores ajustem a espessura do nanoporo com uma precisão próxima ao nível atômico.
"Isso nos dá uma ferramenta muito melhor para a caracterização das biomoléculas," disse Michael Mayer, coautor do estudo.
"O nanoporo nos permite obter dados sobre o seu tamanho, carga, forma, concentração e a velocidade com que se montam. Isto poderá nos ajudar a entender, e possivelmente diagnosticar, o que sai errado em uma categoria de doenças neurodegenerativas que inclui Parkinson, Huntington e Alzheimer," explica o cientista.

O revestimento oleoso melhora a funcionalidade dos nanoporos, que se transformam em dispositivos de medição muito sensíveis, capazes de avaliar moléculas individuais. [Imagem: Chris Burke]



Antenas da mariposa da seda
A "bicamada lipídica fluida" foi inspirada em um revestimento que recobre as antenas da mariposa da seda do sexo masculino, que ajuda o animal a detectar o cheiro das mariposas fêmeas que se encontram nas proximidades.
O revestimento captura as moléculas de feromônio no ar e as transporta através de nanocanais no exoesqueleto até as células nervosas, que enviam uma mensagem ao cérebro do inseto.
"Estes feromônios são lipofílicos. Eles tendem a se ligar a lipídios, materiais semelhantes à gordura. Assim, eles ficam presos e se concentram na superfície desta camada lipídica da mariposa da seda. A camada lubrifica o movimento dos feromônios para que eles cheguem onde são necessários. Nosso novo revestimento tem a mesma finalidade," explica Mayer.
Peptídeos beta-amiloide
Uma das principais linhas de pesquisa do grupo é o estudo de proteínas chamadas peptídeos beta-amiloide, que os cientistas acreditam se coagule em fibras que afetam o cérebro no Mal de Alzheimer.
Eles estão interessados em estudar o tamanho e a forma destas fibras, e como exatamente elas se formam.
Para usar os nanoporos em experimentos, os pesquisadores colocam a pastilha perfurada entre duas câmaras de água salgada, uma das quais contém as moléculas a serem estudadas. A seguir, uma corrente elétrica é aplicada entre as câmaras, criando um movimento iônico que força as moléculas a passarem através dos nanoporos.
Conforme a molécula ou proteína atravessa o nanoporo, ela altera a resistência elétrica do poro. A mudança observada dá aos pesquisadores informações valiosas sobre o tamanho da molécula, sua carga elétrica e sua forma.

Bibliografia:

Controlling protein translocation through nanopores with bio-inspired fluid walls
Erik C. Yusko, Jay M. Johnson, Sheereen Majd, Panchika Prangkio, Ryan C. Rollings, Jiali Li, Jerry Yang, Michael Mayer
Nature Nanotechnology
Vol.: 6, Pages: 253-260 (2011)
DOI: 10.1038/nnano.2011.12