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domingo, 23 de dezembro de 2012

Setor de óleos faz acordo com Ministério do Meio Ambiente



http://invertia.terra.com.br/sustentabilidade/noticias/0,,OI6394055-EI10411,00-Setor+de+oleos+faz+acordo+com+Ministerio+do+Meio+Ambiente.html

20 de dezembro de 2012 • 00h22 • atualizado às 10h01   


 A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e entidades representativas do setor de óleos lubrificantes assinaram nesta quarta-feira acordo setorial em que os empresários se responsabilizam pela reciclagem das embalagens plásticas de óleos lubrificantes.

O acordo está previsto na Política Nacional de Resíduos Sólidos, de 2010. A lei que institui a política (12.305/2010) prevê que fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de um determinado produto que possa causar danos ao meio ambiente ou à saúde humana devem criar um sistema de recolhimento e destinação final independente dos sistemas públicos de limpeza urbana.

Os demais setores que devem aderir ao acordo são o de embalagens (de forma geral), de lâmpadas, de medicamentos, de vidros e de resíduos eletroeletrônicos. O setor de óleos lubrificantes foi o primeiro a aderir.

A ministra acredita que em 2013 os outros acordos setoriais devem ser assinados. "Os setores estão organizando as suas demandas e estão arcando com os custos da logística reversa, que tira do meio ambiente aquilo que se colocou."

Izabella Teixeira diz que as empresas serão monitoradas pelo Ministério do Meio Ambiente por meio de um sistema online. "Todo varejista tem que ter o registro do que ele recebeu para vender e do que ele entregou para a reciclagem. Essa informação vai ser colocada no sistema de controle de óleo lubrificante." Ela alerta que quem não respeitar o acordo pode se enquadrar na Lei de Crime Ambiental.

Alísio Vaz, presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom), disse que todos os membros da entidade, que respondem por 80% do óleo lubrificante fabricado no Brasil, atuam na reciclagem de embalagens. O Programa de Reciclagem de Embalagens Jogue Limpo, do Sindicom, existe desde 2005.

"Os pontos de venda devem guardar as embalagens, acondicionadas de maneira correta. Os caminhões de empresas contratadas vão aos pontos de venda, pesam os sacos com os recipientes, dão um recibo para o dono do posto de que ele entregou um volume determinado. As informações são colocadas no sistema e as embalagens são enviadas para empresas recicladoras de plástico," explica Vaz.

O presidente do sindicato diz que o custo do sistema é alto. "A reciclagem é custeada pelas empresas. É um custo logístico muito elevado você ir a centenas de milhares de pontos de venda e recolher as embalagens. É um custo que acaba sendo embutido no próprio produto".

domingo, 18 de novembro de 2012

O Poder das Pessoas vs Indústrias Petrolíferas


Postado:  16 novembro 2012

http://www.avaaz.org/po/make_shell_pay_rb/?bTuSBdb&v=19286


Em poucos dias, o parlamento da Nigéria pode aprovar uma multa de 5 bilhões de dólares para a gigante poluidora Shell por conta de um derramamento de óleo que devastou a vida de milhões de pessoas, e aprovar uma lei para responsabilizar empresas petrolíferas por poluição e pilhagem. Esse é um momento crítico, e a menos que nos pronunciemos a respeito, as gigantes petrolíferas vão destruir essa oportunidade. 

Finalmente a indústria de petróleo terá que pagar por destruir terras férteis e gerar violência. O presidente Goodluck Jonathan apoia a aplicação dessa multa, e senadores progressistas estão fazendo pressão por regulamentações rígidas na legislação, mas as indústrias petolíferas poderão escapar facilmente, pois sem um grande apoio internacional, os parlamentares poderão se curvar diante da pressão da indústria de petróleo. 

Os políticos estão decidindo, neste exato momento, de que lado vão ficar. Assine esta petição urgente para o parlamento nigeriano multar a Shell e apoiar o projeto de lei e, em seguida, encaminhe esse email para todos. Quando chegarmos a 1 milhão de assinaturas levaremos nosso clamor global sem precedentes para a porta de entrada do parlamento da Nigéria. 


Para todos os membros da Assembleia Nacional da Nigéria:

Como cidadãos globais, nós pedimos que vocês imponham a multa de 5 bilhões de dólares à Shell para financiar as operações de limpeza e danos das pessoas afetadas pelo derramamento de óleo de 2011, em Bonga. Pedimos a vocês para acabar com a impunidade endossando a emenda NOSDRA que mantém poluidores responsáveis ​​com penas claras, e apoia o projeto de lei da Indústria do Petróleo com transparência, prestação de contas e disposições ambientais para a reforma do setor de petróleo da Nigéria.
 
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quinta-feira, 3 de maio de 2012

Fabricantes deveriam colocar esta mensagem nos seus produtos...


Recicle óleo de cozinha e conserve a casa e o meio ambiente


Ao acabar de fazer aquela porção deliciosa de batatas fritas, muita gente se depara com o dilema: o que fazer com o óleo? Não são poucos os que simplesmente o despejam pelos ralos ou jogam na privada. Quem faz isso geralmente não sabe que está plantando as sementes de um grande problema futuro. O resíduo líquido da fritura pode causar graves entupimentos nos encanamentos do prédio, cujos custos de reparo são altos. De maneira menos perceptível, mas tão grave quanto, o óleo usado é, também, um agente poluente que colocamos de volta no meio ambiente. Em vez disso, ele poderia virar sabão, tinta, verniz e biodiesel.

Foi a questão de o que fazer com os resíduos da fritura que levou a aposentada Cláudia Iramaia a procurar o síndico do seu prédio e propor uma solução. Ela já havia tido contato com a reciclagem de óleo, que é feita onde seu filho mora. Já no condomínio de Cláudia não havia esse tipo de serviço. Ela chegou a conversar com alguns moradores, que descartavam o resíduo pelas tubulações e nunca tinham pensado no problema. A administração do prédio acabou encontrando uma empresa que faz a coleta. Foi colocado um tambor na garagem do edifício no qual as pessoas colocam garrafas PET ou potes de vidro em que armazenam o óleo usado. Quando o recipiente está cheio, a empresa o esvazia.

Cláudia encontrou vizinhos dispostos a fazer a reciclagem, mas se não tivesse, poderia contar com a ajuda da Associação Brasileira para Sensibilização, Coleta e Reciclagem de Resíduos de Óleo Comestível, conhecida também como Ecóleo. O interessado pode procurar a entidade, que fornecerá material de sensibilização para ser distribuído, como folhetos e cartazes. Ela conta com uma rede de associados espalhada em vários pontos do Brasil, e que fazem o trabalho de coleta do material.

As empresas costumam trabalhar com volumes mínimos de 50 litros. Algumas pagam de 20 a 30 centavos por litro, valor que pode ser negociado entre o coletor e o condomínio. Célia Marcondes, presidente da Ecóleo, diz que há soluções também para quem quer reciclar pequenas quantidades. "A associação conta com um grupo de catadores credenciados, que passam nas residências pegando os resíduos e levando para um ecoponto, que são centros de coleta de materiais recicláveis em geral. A Ecóleo tem, em seu site, o endereço de ecopontos no Brasil todo", afirma ela.

Para se ter ideia do impacto da coleta, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) iniciou, em 2007, um programa pioneiro no bairro paulistano de Cerqueira César. O resultado foi a diminuição em 26% dos problemas de entupimento de canos na região. Os moradores continuaram cozinhando, mas sem gerar o que Marcondes chama de "colesterol da tubulação".

PrimaPagina
Especial para o Terra


domingo, 18 de dezembro de 2011

Vazamento em navio despeja 10 mil litros de óleo em Ilha Grande


17/12/2011 - 13h41

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1022869-vazamento-em-navio-despeja-10-mil-litros-de-oleo-em-ilha-grande.shtml

Um vazamento causado por falha humana num navio da petrolífera Modec despejou ontem cerca de 10 mil litros de óleo próximo à Ilha Grande, em Angra dos Reis (RJ). De acordo com o Inea (Instituto Estadual do Ambiente), o vazamento já foi controlado.
"As equipes de emergência do Inea sobrevoaram pela manhã o local do acidente e constataram que o óleo está diluído e não tem mais condições de ser recolhido, motivo pelo qual será feita a dispersão mecânica", diz nota do instituto, divulgada na tarde deste sábado.
O navio, que faz trabalho de manutenção na bacia de Campos, estava a caminho do estaleira Brasfels, em Angra, para reparos. A investigação e eventual aplicação de multa à empresa é de responsabilidade da Capitania dos Portos.
O Inea foi informado ontem sobre o acidente, mas as fortes chuvas que atingiram o Rio impediram o início do plano de contingência no mesmo dia.
"O sobrevoo feito neste sábado constatou que a mancha está se diluindo naturalmente, transformando-se numa fina lâmina que impede o recolhimento. Embarcações farão então a dispersão mecânica do óleo com jatos d´água", diz o Inea, em nota.
O acidente é quase um décimo do ocorrido no mês passado, em campo de exploração da empresa Chevron, no qual vazaram ao menos 380 mil litros de óleo.

sábado, 19 de novembro de 2011

Vazamento de óleo no mar: Só muda de endereço!





Rogério Santana/Divulgação Governo do Estado do RJ
<b>MAR SUJO</b> Barco tenta conter óleo que vazou de plataforma na bacia de Campos; plano contra grandes vazamentos, de 2003, não saiu do papel





Pressão em reservatório foi subestimada, diz Chevron

Petróleo vazou do fundo do poço e escapou por uma ruptura na parte superior
Empresa usou lama de perfuração que não tinha peso necessário para conter o óleo, que subiu pelo poço


19/11/2011

PEDRO SOARES
DENISE LUNA
DO RIO
Rogério Santana/Divulgação/Governo do Estado do Rio
Barcos atuam na contenção de óleo perto de plataforma da Chevron na bacia de Campos
Barcos atuam na contenção de óleo perto de plataforma da Chevron na bacia de Campos

A Chevron reconheceu que um erro no cálculo da pressão do reservatório provocou o vazamento de óleo do campo de Frade. Com base na informação incorreta, a companhia usou um tipo de lama de perfuração que não tinha o peso necessário para conter o óleo, que subiu pelo poço e chegou à superfície.
"A pressão do reservatório foi subestimada", afirmou George Buck, presidente da Chevron Brasil.
A lama tem de ser mais pesada para evitar que o óleo retorne pela parte do poço perfurada. O problema ocorreu no dia 7 e foi informado à ANP no dia seguinte.
O óleo vazou do fundo do poço (2.279 metros desde o subsolo marinho) e escapou por meio de uma ruptura do revestimento da parte superior do poço, a uma profundidade de 560 metros.
Escorreu então para as formações rochosas ao lado (que são como uma esponja e absorvem a substância) e chegou ao fundo do mar por meio de fissuras no subsolo. Como é mais leve que a água, subiu à superfície.
O executivo afirmou que ainda está sendo investigado o que provocou a ruptura, assim como o que levou à estimativa errada da pressão do óleo.
Buck disse, porém, que não houve nenhum problema no sistema de perfuração da sonda, operada pela Transocean -a mesma companhia responsável pelo equipamento que explodiu e provocou o vazamento da BP no golfo do México.
Segundo o executivo, o vazamento foi totalmente contido no dia 13. Porém o petróleo "residual" que já tinha vazado para a rocha continuou a escapar pelas fissuras. A Chevron diz que não tem ainda uma estimativa final de volume do vazamento.
A companhia, diz, calcula "no pior dia" -14 deste mês- que a mancha de óleo na superfície tinha 882 barris. Ontem, tinha 18 barris.
SOBREVOO
Depois de sobrevoar ontem pela manhã a área afetada pelo vazamento de petróleo nas operações da Chevron no campo de Frade, na bacia de Campos, o secretário de Meio Ambiente do Rio, Carlos Minc, disse que ainda era possível ver borbulhas de óleo na superfície, indicando que ainda havia vazamento.
Minc sobrevoou a área ao lado de equipes do Ibama e da ANP (Agência Nacional do Petróleo).
O secretário disse ter visto três baleias durante o voo e que uma estava a apenas 300 metros da mancha de óleo. "A mancha ainda é grande e com certeza foi subestimada pela empresa [Chevron]", disse o secretário, que prevê uma punição forte para a petroleira norte-americana.
Em nota oficial, técnicos do Ibama informaram que a inspeção visual mostrou que a mancha de óleo está diminuindo.
Ontem era de cerca de 18 quilômetros de extensão e de 11,8 quilômetros quadrados, ante os 68 quilômetros de extensão e de cerca de 160 quilômetros quadrados de área contabilizados em imagens via satélite nos dias 12 e 14.

domingo, 14 de agosto de 2011

Shell diz que oleoduto continua vazando no Mar do Norte


13/08/2011 - 16h50

Shell diz que oleoduto continua vazando no Mar do Norte


A Shell disse que uma ruptura em um oleoduto no Mar do Norte continuava vazando petróleo neste sábado, e que o problema estava liberando petróleo bruto no mar dois dias antes de a companhia anunciar a situação.
A Shell disse que continua a reduzir a pressão na tubulação neste sábado, diminuindo o fluxo de petróleo.
O líder do governo regional escocês, Alex Salmond, disse à BBC que cerca de 100 toneladas de petróleo, aproximadamente 750 barris, já vazaram para o mar.

Em comparação, o vazamento de petróleo do poço Macondo da BP no Golfo do México no ano passado liberou quase 5 milhões de barris.
A Anglo Dutch revelou o vazamento pela primeira vez na noite de sexta-feira (12), mas um porta-voz disse no sábado que o acidente havia sido detectado dois dias antes.

Segundo um porta-voz da Agência Marítima e da Guarda Costeira, eles não tinham nenhuma informação sobre a condição da operação de limpeza, e nenhum de seus funcionários estavam no local do vazamento.
O grupo de defesa ambiental Greenpeace reclamou sobre a falta de informações sobre o vazamento.
"No momento não sabemos da gravidade disso, o que sabemos é que o Mar do Norte era considerado ultrasseguro e que nenhum vazamento ocorreria lá", disse Ben Ayliffe, responsável pelas causas ligadas ao petróleo, em comunicado enviado por e-mail.
A Shell informou na sexta-feira que um de seus poços no campo de Gannet, localizado a cerca de 180 km a leste de Aberdeen, havia sido fechado, mas se recusou a dizer se a produção teve de ser reduzida.
De acordo com Argus Media, o campo Gannet produziu cerca de 13.500 barris de petróleo entre janeiro e abril. A Shell, operadora no local, tem sociedade com a Exxon no campo.
O documento disponível no site da Shell indica que as instalações do Gannett têm a capacidade de exportar 88 mil barris de petróleo bruto por dia.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

“ 1 litro de óleo pode contaminar 1 milhão de litros de água”: Exagero ou não? Comestível ou mineral?



EFEITOS DE ÓLEOS E GRAXAS PARA A TRATABILIDADE DE ESGOTOS E POLUIÇÃO DIFUSA



autor: Qco. André Luis Gois Rodrigues 


Os óleos e graxas são substâncias orgânicas de origem mineral, vegetal ou animal. Estas substâncias geralmente são hidrocarbonetos, gorduras, ésteres, entre outros.

  • Baixa solubilidade – quando em excesso, há dificuldade de degradação em processos biológicos.
  • Baixa densidade – formando filme e impedindo a transferência de oxigênio do ar para a água, e conseqüentemente, aumentando a carga orgânica em corpos d’água – poluição difusa
  • É sabido que em excesso, óleos podem contribuir para a formação de bactérias conhecidas como nocardias.


Legislação mais restritiva é a Res. Conama 357/05 - art.34

  • Óleos Minerais – 20 mg/L
  • Óleos Vegetais e Gorduras Animais– 50 mg/L


IMPACTOS DO LANÇAMENTO DE ÓLEOS VEGETAIS EM CORPOS D’ ÁGUA:


  • Aumento da carga orgânica consumindo oxigênio dissolvido (OD) da água, contribuindo para asfixiar a vida aquática;
  • DBO5 do óleo de fritura gasto:  1.500.000 mg/L (Obs: estimativa  conservativa, pois se trata de caso que não permite aplicação direta do método analítico e os diferentes tipos de óleo, presença de água e restos de alimento resultam em valores muitos diversos)
  • DBO5 do esgoto bruto: 200 a 400 mg/l
          Nota: DBO5: demanda bioquímica de oxigênio (5 dias).

  • Formação de filme flutuante dificultando a troca gasosa e oxigenação. A extensão de superfície coberta depende dos volumes das fases óleo e água, pH e tensão superficial do meio (presença de substâncias com caráter emulsificante ou anti-emulsionante)


“ 1 litro de óleo pode contaminar 1 milhão de litros de água”


Frase  muito comum na internet (Obs: citando erroneamente como fonte o portal da Sabesp):

Significa 0,001 ml de óleo em um litro de água (≈ 1 mg/L)

  • 1 gota tem 0,05 ml (50 vezes mais), ou seja, segundo a frase, se dividirmos um gota em 50 partes e jogarmos uma delas em um litro de água, este litro estaria poluído. 
Não parece um exagero?

Embora qualquer contaminação seja em si indesejável, na verdade, o caráter poluente de uma substância é algo definido em lei, estabelecendo concentrações e situações a partir das quais há prejuízos relevantes e concretos ao meio ambiente.

Tentaremos a seguir estimar quais seriam os volumes de água, que com base na legislação vigente, seriam poluídos por 1 litro de óleo vegetal, considerando os limites máximos de lançamento em corpos d’ água:

  • Federal: Res. CONAMA 357/ 06 – art. 34: OG (vegetal/animal): 50
mg/L
  • Estadual SP: Dec. Est. 8468/76 – art. 18 (lançamento em corpos d’ água): OG: 100mg/L

O limite legal mais restritivo de lançamento (50 mg/L), permite lançar aproximadamente uma gota de óleo por litro.

Dessa forma, em tese, 1 litro de óleo poluiria 20.000 litros de água.



Importante não confundir padrões de lançamento com a caracterização de classe. Para rios classe 1, 2 ou 3 a presença de óleo precisa ser virtualmente ausente, não estabelecendo valores quantitativos para esta definição.





PREVENÇÃO EM ESTACIONAMENTOS E POSTOS DE COMBUSTÍVEIS






A Caixa Separadora ZP-2000 utiliza o princípio de separação por meio de elemento coalescente, porém é dotada de diversos dispositivos construtivos internos, otimizando seu desempenho e diferenciando-a das demais.
É projetada para uma vazão de até 2.000 litros/hora. Como diferencial, a Zeppini optou em desenvolver uma caixa "fechada" onde o acesso para inspeção e manutenção se dá através de duas pequenas aberturas superiores, facilitando desta forma a instalação e operação por dispensar grandes áreas isoladas.







DECRETO Nº 50.284, DE 1º DE DEZEMBRO DE 2008

Regulamenta a Lei nº 14.487, de 19 de julho de 2007, que introduz o Programa de Conscientização sobre a Reciclagem de Óleos e Gorduras de Uso Culinário no Município de São Paulo, bem como a Lei nº 14.698, de 12 de fevereiro de 2008, que dispõe sobre a proibição de destinar óleo comestível servido no meio ambiente.

GILBERTO KASSAB, Prefeito do Município de São Paulo, no uso das atribuições que lhe são conferidas por lei,
D E C R E T A:
Art. 1º. A Lei nº 14.487, de 19 de julho de 2007, que introduz o Programa de Conscientização sobre a Reciclagem de Óleos e Gorduras de Uso Culinário no Município de São Paulo, bem como a Lei nº 14.698, de 12 de fevereiro de 2008, que dispõe sobre a proibição de destinar óleo comestível servido no meio ambiente, ficam regulamentadas na conformidade das disposições deste decreto.
Art. 2º. Nos termos do artigo 1º da Lei nº 14.698, de 2008, as empresas e entidades que consomem óleo comestível em seus estabelecimentos estão proibidas de lançar resíduos de óleo servido no meio ambiente.
Art. 3º. As empresas e entidades que consomem óleo comestível deverão depositar o óleo servido em recipiente próprio, com rótulo contendo a indicação "resíduo de óleo comestível", o nome e o número de inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica - CNPJ do agente que realizará a coleta.
Art. 4º. As empresas e entidades a que se refere este decreto poderão instalar, em seus estabelecimentos, Pontos de Entrega Voluntária para recebimento dos resíduos domiciliares de óleo servido entregues pela população.
Art. 5º. A fiscalização quanto ao cumprimento do disposto nos artigos 2º e 3º deste decreto incumbirá às Secretarias Municipais da Saúde e do Verde e do Meio Ambiente, por meio dos órgãos de vigilância sanitária e de controle ambiental, no âmbito das respectivas competências, que poderão contar com o apoio dos demais órgãos municipais.
Art. 6º. A Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, por meio da Coordenação de Educação Ambiental, desenvolverá o Programa de Conscientização sobre Reciclagem de Óleos e Gorduras de Uso Culinário no Município de São Paulo, mediante a realização de campanhas e ações educativas visando:
I - informar proprietários de empresas e entidades que consomem óleo comestível e a população em geral sobre:
a) a proibição do lançamento do óleo servido no meio ambiente e a obrigatoriedade da adoção das medidas necessárias para a sua correta destinação final;
b) os procedimentos adequados e os locais para descarte, recolhimento, reaproveitamento e destinação do óleo servido;
c) os prejuízos causados ao meio ambiente e à rede coletora de esgoto em caso de descumprimento do disposto no artigo 1º da Lei nº 14.698, de 2008, e no artigo 2º deste decreto;
II - incentivar a realização de coleta voluntária do óleo servido pela população;
III - estimular iniciativas não-governamentais voltadas para o processamento desses resíduos e o desenvolvimento de práticas de reciclagem, com estímulo ao cooperativismo;
IV - a promoção de estudos, cursos e concursos sobre o tema.
Parágrafo único. As campanhas e ações educativas poderão ser formuladas e implementadas em conjunto com empresas que fabricam, importam ou comercializam óleos comestíveis.
Art. 7º. Para a implementação do Programa de que trata este decreto, a Administração Municipal poderá firmar convênios ou parcerias com órgãos municipais, estaduais e federais, organizações não-governamentais e instituições privadas.
Art. 8º. A destinação do óleo comestível servido utilizado na preparação de alimentos deverá observar as regras estabelecidas na Lei nº 13.725, de 9 de janeiro de 2004 - Código Sanitário do Município de São Paulo, bem como no Regulamento Técnico de Boas Práticas, e as demais normas previstas na legislação vigente.
Art. 9º. Este decreto entrará em vigor na data de sua publicação.
PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, aos 1º de dezembro de 2008, 455º da fundação de São Paulo.
GILBERTO KASSAB, PREFEITO
JANUARIO MONTONE, Secretário Municipal da Saúde
EDUARDO JORGE MARTINS ALVES SOBRINHO, Secretário Municipal do Verde e do Meio Ambiente
Publicado na Secretaria do Governo Municipal, em 1º de dezembro de 2008.
CLOVIS DE BARROS CARVALHO, Secretário do Governo Municipal