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segunda-feira, 27 de julho de 2020

Fritjof Capra: A pandemia vista de 2050

Autoria: por

 Fritjof Capra e Hazel Henderson / CSR Wire / Tradução Bruno Mattos - 13.07.2020 | Fritjof Capra| #Ciência ,  #Física


Imagem: Drew Beamer / Unsplash

Vamos supor que temos a possibilidade de despertar em 2050 e visualizar o mundo e suas transformações pós-pandemia, já bem definidas. O que temos a dizer sobre o que ocorria no passado, sobre as falhas e condições da humanidade, e quais mudanças seriam percebidas? Esta é a proposta do artigo escrito pelo físico Fritjof Capra e pela futurista Hazel Henderson, juntar indícios que temos com perspectivas imagináveis.

O Fronteiras do Pensamento 2020 debate a Reinvenção do humano, e o físico austríaco Fritjof Capra é um dos conferencistas que contemplarão o tema e as novas realidades da pandemia no mundo. Autor de best-sellers sobre as mudanças conceituais na ciência relacionadas às mudanças de visão de mundo e valores da sociedade, Capra é reconhecido mundialmente pela obra O Tao da Física. É, também, aclamado por seu trabalho na promoção da educação ecológica. 

>> O físico teórico austríaco Fritjof Capra é um dos grandes pensadores que debate a Reinvenção do humano no Fronteiras do Pensamento 2020. Garanta o seu acesso à plataforma digital.



Confira o artigo:

Imagine que estamos em 2050, olhando em retrospecto para a origem e a evolução da pandemia de coronavírus nas últimas três décadas. Extrapolando a partir de eventos recentes, oferecemos o seguinte cenário para essa visão desde o futuro.

Conforme adentramos a segunda metade do século XXI, finalmente somos capazes de interpretar os sentidos da origem e do impacto do coronavírus que atingiu o mundo em 2020 a partir de uma perspectiva evolucionária sistêmica. Hoje, em 2050, olhando em retrospecto para os últimos 30 anos de turbulência em nosso planeta natal, parece óbvio que a Terra assumiu a tarefa de ensinar uma lição à nossa família humana. O planeta nos mostrou a importância primordial de compreendermos nossa situação a partir de sistemas inteiros, identificados por alguns pensadores visionários já em meados do século XIX. Essa maior consciência humana revelou como o planeta funciona de fato, com sua biosfera viva extraindo poder sistemicamente do fluxo diário de fótons de nossa estrela mãe, o sol.

No fim das contas, essa consciência expandida ajudou a separar as limitações cognitivas e os pressupostos e ideologias equivocados por trás das crises do século XX. Falsas teorias sobre o progresso e o desenvolvimento humano, medido de forma míope a partir de preços e métricas baseadas apenas no dinheiro, como o PIB, culminaram em perdas sociais e ambientais cada vez maiores: poluição do ar, da água e da terra, destruição da diversidade biológica e perda de funções do ecossistema, todos exacerbados pelo aquecimento global, pela elevação do nível dos oceanos e por gigantescas alterações climáticas.

Essas políticas míopes também geraram colapso social, desigualdade, pobreza, doenças mentais e físicas, vícios, a perda de confiança nas instituições (incluindo a mídia, a academia e a própria ciência) e também uma redução da solidariedade comunitária. Elas também provocaram as pandemias do século XXI: SARS, MERS, AIDS, influenza e os muitos coronavírus surgidos em 2020. 

Durante as últimas décadas do século XX, a humanidade havia excedido a capacidade regenerativa da Terra. A família humana crescera até atingir os 7,6 bilhões de indivíduos em 2020 e dava continuidade à mesma obsessão por crescimento econômico, corporativo e tecnológico que havia dado início à crescente crise existencial que ameaçava a mera sobrevivência da humanidade. Ao alimentar esse crescimento excessivo com combustíveis fósseis, a humanidade aquecera a atmosfera a tal ponto que o consórcio de ciências climáticas da Organização das Nações UNIDAS (ONU), o IPCC, observou em sua atualização de 2020 que a humanidade dispunha de apenas mais dez anos para reverter essa situação de crise.

Já em 2000, todos os meios estavam disponíveis: possuíamos o conhecimento necessário e já havíamos desenvolvido tecnologias renováveis eficientes e sistemas econômicos cíclicos baseados nos princípios ecológicos da natureza. Em 2000, as sociedades patriarcais estavam perdendo o controle sobre as populações femininas em razão das forças da urbanização e da educação. As próprias mulheres haviam começado a assumir controle sobre seus corpos, e as taxas de fertilidade começaram a despencar antes mesmo da virada para o século XXI. Revoltas disseminadas contra o modelo econômico da globalização, imposto de cima para baixo, e suas elites masculinas dominantes levaram ao colapso da rota insustentável do desenvolvimento baseado em combustíveis fósseis, poderio nuclear, militarismo, lucro, ganância e lideranças egocêntricas.

Os orçamentos militares, que haviam suprimido os recursos de saúde e educação necessários para o desenvolvimento humano, foram redirecionados gradualmente de tanques e navios de batalha para guerras mais baratas e menos violentas calcadas na informação. No início do século XXI, a disputa internacional pelo poder estava mais voltada para a propaganda social, as tecnologias de persuasão, a infiltração e o controle global da Internet.

Em 2020, a pandemia do coronavírus disputava a prioridades nos estabelecimentos médicos com as vítimas das salas de emergência, fossem elas vítimas de ferimento por armas de fogo ou pacientes com outras condições que ameaçavam sua sobrevivência. Em 2019, um movimento de estudantes escolares em todo os Estados Unidos havia se aliado a profissionais da área médica para protestar contra a violência armamentista, vista por eles como uma crise de saúde pública. Não demorou para que surgissem leis mais estritas de controle de armas, acompanhadas pelo boicote dos fundos de pensão aos fabricantes de armamentos e o decorrente enfraquecimento dos lobbys armamentistas. Em muitos países, as armas foram recompradas dos proprietários pelo governo e destruídas, como já havia ocorrido na Austrália no século XX. Isso levou a uma grande queda das vendas globais de armamentos, fenômeno acompanhado por leis internacionais que exigiam licenças anuais e seguros de alto custo dos proprietários, enquanto a taxação global reduziu as dispendiosas corridas armamentistas vistas nos séculos anteriores. Hoje, os conflitos entre nações são em grande parte regidos por tratados internacionais e pela transparência. Em 2050, os conflitos raramente envolvem recursos militares – eles migraram para a propaganda de Internet, a espionagem e as guerras cibernéticas.

Em 2020, essas revoltas trouxeram à tona todos os problemas subjacentes às sociedades humanas: o racismo e a ignorância, passando por teorias conspiratórias, xenofobia e do “outro” enquanto bode expiatório, até chegar às diversas pré-disposições cognitivas, como o determinismo tecnológico, a cegueira de base teórica e um fatal e corriqueiro erro de compreensão que confundia dinheiro com riqueza. O dinheiro, como todos sabemos hoje, foi uma invenção útil: as moedas são simplesmente protocolos sociais (marcadores físicos ou virtuais de confiança) que operam em plataformas sociais com efeito em rede, cujos preços flutuam conforme o nível de uso e confiança de seus muitos usuários. Ainda assim, países e elites ao redor do mundo se deslumbraram com o dinheiro e as apostas no “cassino financeiro global”, estimulando ainda mais os sete pecados capitais em detrimento de valores tradicionais como cooperação, compartilhamento, ajuda mútua e a ética da reciprocidade.

Cientistas e ativistas ambientais haviam alertado para as terríveis consequências dessas sociedades não sustentáveis e esses sistemas de valor retrógrados durante décadas, mas até a pandemia de 2020 os líderes políticos e corporativos, bem como outras elites, haviam resistido com teimosia a esses alertas. Antes incapazes de romper com o estado ébrio derivado do poder político e do lucro financeiro, seus próprios cidadãos os forçaram a redirecionar o foco para o bem estar e a sobrevivência da humanidade e da comunidade da vida. As indústrias fósseis lutaram para manter subsídios e isenções tributárias em todos os países conforme o preço do petróleo e da gasolina despencavam, mas já não tinham a mesma capacidade para comprar favores políticos e apoio aos seus privilégios. Foi necessária a reação global de milhões de jovens, “ambientalistas raiz” e povos indígenas que entendiam os processos sistêmicos de nosso planeta Gaia – uma biosfera regulada e organizada de forma autônoma que, durante bilhões de anos, havia gerenciado toda a evolução planetária sem a interferência de seres humanos cognitivamente limitados.

Nos primeiros anos de nosso século XX, Gaia respondeu de forma inesperada, como já fizera tantas vezes durante a longa história da evolução. Os humanos derrubaram amplas áreas de florestas tropicais e se intrometeram de forma massiva em outros ecossistemas ao redor do mundo, fragmentando esses ecossistemas autorregulatórios e fraturando a rede da vida. Uma das muitas consequências dessas ações destrutivas foi que alguns vírus que até então viviam em simbiose com determinadas espécies animais “saltaram” dessas espécies para outras e, então, para o corpo dos humanos, onde eram muito tóxicos ou até mesmo mortais. Pessoas de muitos países e regiões, marginalizadas pela limitada globalização econômica voltada para o lucro, mitigavam sua fome comendo animais silvestres dessas regiões recém-expostas, matando macacos, gatos-do-mato, gambás, roedores e morcegos para utilizá-los como fontes adicionais de proteína. Essas espécies selvagens, portadoras de diversos vírus, também eram vendidas vivas em “mercados frescos”, expondo ainda mais as populações urbanas aos novos vírus.

Nos anos 1960, por exemplo, um vírus obscuro saltou de uma espécie rara de macacos utilizado na alimentação de humanos na África Ocidental. De lá ele se espalhou para os Estados Unidos, onde foi identificado como o vírus HIV e causou a epidemia de AIDS. Ao longo de quatro décadas, ela causou a morte de um número estimado em 39 milhões de pessoas ao redor do mundo, cerca de 0,5 por cento da população mundial. Quatro décadas mais tarde, o impacto do coronavírus foi rápido e dramático. Em 2020, o vírus pulou de uma espécie de morcegos para os humanos na China, de onde se espalhou rapidamente pelo mundo, deixando um número estimado em 50 milhões de mortos em uma única década e dizimando assim a população mundial.

Do privilegiado ponto de vista de 2050, podemos olhar em retrospecto para essa sequência de vírus: SARS, MERS e o impacto global das diversas mutações do coronavírus iniciadas em 2020. Essas pandemias acabaram sendo estabilizadas, em parte através da proibição estrita de “mercados vivos” em toda a China em 2020. Essa proibição foi replicada por outros países e mercados globais, dando fim ao comércio de animais silvestres e reduzindo vetores. Ao mesmo tempo, os sistemas públicos de saúde, cuidados preventivos e o desenvolvimento de vacinas e medicamentos eficazes foram aprimorados.

As lições básicas para os seres humanos nesses trágicos 50 anos de crises globais auto infligidas – os martírios das pandemias, cidades inundadas, florestas queimadas, secas e outros desastres climáticos cada vez mais violentos – eram simples, muitas delas baseadas nas descobertas de Charles Darwin e de outros biólogos dos séculos XIX e XX:

  • - Nós humanos somos uma espécie com muito pouca variedade de DNA.
  • - Evoluímos ao lado de outras espécies da biosfera do planeta através da seleção natural, respondendo a mudanças e perturbações em nossos vários ambientes e habitats.
  • - Somos uma espécie global, que migrou do continente africano para todos os outros, competindo com outras espécies e levando várias delas à extinção.
  • - Nossa colonização planetária e nosso sucesso na Era do Antropoceno do século XXI deveu-se em grande parte à nossa capacidade de nos aproximarmos, cooperarmos, compartilharmos e evoluirmos em populações e organizações cada vez maiores.
  • - A humanidade cresceu a partir de grupos errantes de nômades e passou a viver em vilarejos agrícolas estáticos, depois em cidadezinhas, depois nas grandes metrópoles do século XX, onde vivia mais de 50% de nossa população. Até a crise climática e as pandemias dos primeiros anos do século XXI, todas as previsões apontavam para o crescimento dessas metrópoles e uma população humana de 10 bilhões nos dias hoje, em 2050.


Agora sabemos por que as populações humanas atingiram seu ápice de 7,6 bilhões em 2030, conforme previsto no cenário mais otimista do IPCC, bem como nas pesquisas urbanas globais realizadas por cientistas sociais que documentavam o declínio da fertilidade em Empty Planet (2019). Os “ambientalistas raiz” atualizados com novos conhecimentos, as multidões de estudantes escolares, os ecologistas ao redor do mundo e as mulheres empoderadas se uniram a investidores e empreendedores mais éticos e preocupados com a natureza para tornar os mercados mais locais. Milhões de consumidores passaram a ser atendidos por cooperativas de pequenas redes movidas a energia renovável. Somavam-se a elas os empreendimentos corporativos do mundo todo que, mesmo em 2012, empregavam mais pessoas do que todas as empresas de fins lucrativos somadas. Essas empresas já não utilizavam falsas métricas orientadas pelo dinheiro ou pelo PIB: a partir de 2015, passaram a orientar suas atividades segundo diretrizes da ONU, o conjunto de 17 metas de sustentabilidade e regeneração de todos os ecossistemas e da saúde humana.

Essas novas métricas e metas sociais focavam sempre na cooperação, no compartilhamento e em maneiras mais sábias de desenvolvimento humano, empregando recursos renováveis e maximizando a eficiência. A sustentabilidade de longo prazo, se distribuída de forma igualitária, beneficia todos os membros da família humana a partir de uma lógica de tolerância com as outras espécies de nossa biosfera. A concorrência e a criatividade florescem com boas ideias, tornando obsoletas aquelas de menor utilidade, e andam de mãos dadas com padrões éticos baseados na ciência, qualificando a informação em sociedades mais autossuficientes e conectadas em todos os níveis, do local ao global.

Quando o coronavírus surgiu em 2020, de início as primeiras respostas humanas foram caóticas e insuficientes, mas logo se tornaram mais coesas e mudaram drasticamente. O comércio global encolheu, limitando-se ao transporte de bens raros e migrando para o intercâmbio de informações. Ao invés de enviar bolos, balas e biscoitos de um ponto a outro do planeta, passamos a enviar suas receitas, bem como outras receitas para criar comidas e bebidas de base vegetal. A nível local, implementamos tecnologias ecológicas: fontes de energia solar, eólica e geotérmica, iluminação de LED, veículos, barcos e até mesmo aeronaves elétricos.

As reservas de combustível fóssil permaneceram em segurança debaixo do solo, pois o carbono passou a ser visto como um recurso precioso demais para ser queimado. O excesso de CO2 na atmosfera proveniente da queima de combustíveis fósseis foi capturado por bactérias orgânicas do solo, plantas de raízes profundas, bilhões de árvores recém plantadas e em um reequilíbrio geral dos sistemas alimentares humanos, até então amparados no agronegócio, nas indústrias bioquímicas, na publicidade e no comércio global de alguns poucos vegetais provenientes da monocultura. Essa hiperdependência de combustíveis fósseis, pesticidas, fertilizantes e antibióticos em dietas cuja base era a carne de animais criados em cativeiro dependia das reservas minguantes de água potável e se mostraram insustentáveis. Hoje, em 2050, nossa comida é produzida localmente, incluindo muitos vegetais nativos e selvagens, agricultura em água salgada e outras plantas alimentícias afeitas ao sal (halófitas), cujas proteínas inteiras são mais saudáveis para as dietas humanas. 

O turismo em massa – e as viagens em geral – passaram por uma retração radical, bem como o tráfego aéreo e o uso obsoleto de combustíveis fósseis. As comunidades ao redor do mundo se estabilizaram em centros populacionais de tamanho pequeno ou médio, que se tornaram bastante autossuficientes graças à produção local e regional de comida e energia. O uso de combustíveis fósseis praticamente desapareceu, pois mesmo em 2020 ele já não era capaz de competir com o desenvolvimento acelerado de fontes renováveis de energia e as correspondentes novas tecnologias, nem à reutilização de recursos, antes desperdiçados, por uma economia circular que temos hoje.

Devido ao risco de infecções em grandes aglomerações, os sweat shops, as grandes redes de lojas e os eventos esportivos ou de entretenimento em grandes arenas desapareceram gradualmente. Os políticos democráticos se tornaram mais racionais, pois os demagogos já não podiam reunir milhares de pessoas para ouvi-los em seus grandes comícios. Suas promessas vazias também foram refreadas pelas redes sociais após a quebra desses monopólios voltados para o lucro em 2025; hoje, em 2050, eles são regulados como utilidades públicas, servindo ao bem público em todos os países.

O cassino global dos mercados financeiros entrou em colapso, e as atividades econômicas se deslocaram do setor financeiro para as cooperativas de crédito e os bancos públicos, dando origem aos setores colaborativos que conhecemos hoje. A manufatura de bens e nossas economias baseadas em serviços resgataram as permutas, o voluntariado informal e as moedas locais, bem como diversas transações não monetárias surgidas no ápice da pandemia. Como consequência da grande descentralização e do crescimento de comunidades autossustentáveis, a economia de 2050 é menos extrativa e mais regenerativa, e os abismos de renda e a desigualdade dos modelos de exploração obcecados pelo lucro desapareceram em sua maioria.

Ao levar os mercados globais à bancarrota, a pandemia de 2020 enfim derrubou a ideologia do dinheiro e do fundamentalismos de mercado. As ferramentas dos bancos centrais já não funcionavam, então o “helicopter money’ e os pagamentos diretos em espécie para famílias necessitadas, dos quais o Brasil foi pioneiro, tornaram-se os únicos meios para manter o poder de compra e suavizar a transição econômica ordenada para sociedades sustentáveis. Isso levou os políticos europeus e estadunidenses a criar dinheiro novo. Essas políticas de estímulo substituíram a “austeridade” e foram logo investidas em todos os recursos renováveis de infraestrutura em seus respectivos planos de Green New Deal.

Quando o coronavírus se espalhou para animais domésticos, gado e outros ruminantes, ovelhas e cabras, alguns desses animais se tornaram portadores da doença sem demonstrarem qualquer sintoma. Consequentemente, a matança e o consumo dessas espécies despencou no mundo todo. As pastagens e a criação industrial de animais correspondia a quase 15% das emissões globais de gases causadores do efeito estufa a cada ano. As grandes corporações multinacionais produtoras de carne foram apontadas por hábeis investidores como novo conjunto de “ativos ociosos”, na esteira das companhias de combustíveis fósseis. Algumas redirecionaram toda a sua estrutura para alimentos de base vegetal com diversos análogos de carne, peixe e queijo. Bifes se tornaram muito caros e raros, e as vacas passaram a ser propriedade das famílias, como a antiga tradição, em pequenas fazendas para produção de leite, queijo e carne, e também de ovos das galinhas.

Depois que vacinas caras e subsidiadas contra a pandemia foram desenvolvidas, as viagens globais passaram a ser permitidas somente com os atuais certificados de vacinação, usados, sobretudo, por comerciantes e pessoas ricas. Agora a maior parte da população mundial prefere os prazeres da comunidade, dos encontros e da comunicação virtual, bem como viagens locais com transporte público, carros elétricos e os veleiros movidos pelo vento e por luz solar que tanto amamos. Por consequência, a população do ar caiu drasticamente em todas as principais cidades do mundo.

Com o crescimento de comunidades autossustentáveis, despontaram em muitas cidades as assim chamadas “vilas urbanas” – bairros remodelados que combinam estruturas de alta densidade a amplas áreas verdes comuns. Essas áreas fomentam economias significativas de energia e um ambiente mais saudável, seguro e voltado para as necessidades da comunidade, com níveis muito reduzidos de poluição.

As cidades ecológicas de hoje incluem alimentos produzidos em edifícios com terraços solares, jardins vegetais e transporte público elétrico, pois os automóveis foram em grande parte banidos das ruas urbanas em 2030. As ruas foram reclamadas por pedestres, ciclistas e pessoas em pequenas motocicletas que perambulam por estabelecimentos comerciais de pequeno porte, galerias de profissionais autônomos e mercados onde é possível comprar direto do produtor. Os veículos elétricos solares para viagens intermunicipais costumam descarregar as baterias à noite para fornecer eletricidade para as casas de uso unifamiliar. Carregadores de uso livre para veículos solares estão disponíveis em todas as regiões, reduzindo o uso de eletricidade de base fóssil das obsoletas usinas centralizadas, muitas das quais faliram antes de 2030.

Após todas as mudanças profundas que nos trouxeram aqui, percebemos que agora nossas vidas são menos estressantes, mais saudáveis e mais satisfatórias. Hoje, nossas comunidades orientam seus planos para o futuro de longo prazo. Para garantir a sustentabilidade de nossos novos modos de vida, percebemos que era crucial recuperar os ecossistemas do mundo todo para que vírus perigosos para a vida humana permanecessem confinados em outras espécies, contra as quais são inofensivos. Para recuperar os ecossistemas a nível mundial, nossa migração global para uma agricultura orgânica e regenerativa prosperou, assim como os alimentos e bebidas de base vegetal, as comidas criadas em água salgada e os pratos com algas de que tanto gostamos. Os bilhões de árvores plantadas ao redor do mundo após 2020, assim como as melhorias da agricultura, levaram à recuperação gradual os ecossistemas.

Como consequência de todas essas mudanças, o clima global finalmente se estabilizou, e hoje as concentrações atmosféricas de CO2 estão de volta às 350 partes por milhão, um índice seguro. A elevação dos oceanos permanecerá assim por um século, e agora muitas cidades prosperam em locais mais seguros e elevados. Hoje as catástrofes climáticas são raras, embora muitos eventos climáticos continuem a perturbar nossas vidas, como já faziam em séculos anteriores. As muitas crises e pandemias globais, causadas por nossa antiga ignorância em relação aos processos planetários e ciclos viciosos teve consequências trágicas e de grande amplitude para os indivíduos e comunidades. Ainda assim, nós, humanos, aprendemos muitas lições dolorosas. Hoje, em 2050, ao olharmos em retrospecto, percebemos que a Terra é nossa maior professora, e suas terríveis lições podem ter salvado da extinção não só a humanidade, mas também muitas das comunidades vivas que compartilham o planeta conosco.

(Via CSRWire)

Fritjof Capra, Ph.D., físico e teórico de sistemas, é autor de diversos best-sellers internacionais, incluindo O Tao da Física (1975) e A Teia da Vida (1996). É coautor, ao lado de, Pier Luigi Luisi, do texto multidisciplinar A Visão Sistêmicas da Vida. Capra oferece um curso on-line baseado nesse livro.

Hazel Henderson, D.Sc.Hon., membro da Royal Society of Arts, futurista, analista de sistemas e de políticas científicas, é autora de “The Politics of the Solar Age” (1981, 1986) e outros livros que incluem “Mapping the Global Transition to the Solar Age” (2014). Henderson é CEO da Ethical Markets Media Certified B. Corporation, dos Estados Unidos, editor da Green Transition Scoreboard ® e também do livro e série de TV “Transforming Finance”, a serem lançados em breve. 


quinta-feira, 25 de abril de 2013

Darwin e Deus: Agachadinha evolutiva




Agachadinha evolutiva

24/04/13 - 22:48
POR RLOPES


Reinaldo José Lopes é jornalista de ciência e autor do livro Além de Darwin
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Da próxima vez que vires uma galinha ou um peru, lembra-te dos dinos, ó gentil leitor. Em especial quando você estiver se deliciando com a coxa de uma dessas aves domésticas.

Corpo de peru, alma de dinossauro
Pode parecer maluquice, mas até os detalhes mais bobos da anatomia desses bichos de galinheiro trazem a marca indelével de seus ancestrais do Jurássico ou do Cretáceo. Mais uma pista sobre essa relação foi publicada na edição desta semana da revista científica “Nature” pela equipe cujo líder é John Hutchinson, da Real Faculdade de Veterinária de Hatfield, no Reino Unido. E tem a ver com a postura singular de galináceos e demais aves.
É provável que você nunca tenha parado para pensar nisso, mas a posição das pernas dos nossos amigos de penas é totalmente bizarra. Repare: é como se eles estivessem permanentemente com os joelhos dobrados. Do ponto de vista biomecânico, não faz muito sentido. O gasto de energia seria bem menor se as pernas ficassem retas, tal como as nossas patas de bípedes implumes.
O pensamento evolutivo, no entanto, é ideal para resolver esse tipo de paradoxo. Todos os seres vivos são, em alguma medida, um “puxadinho”, uma solução de compromisso entre a história de seu organismo, que é difícil de mudar e começar do zero, e suas necessidades presentes.
Foi isso que Hutchinson e companhia demonstraram no caso da postura das aves. Sabe-se que a posição “agachada” é, hoje, resultado da cauda curta e dos membros anteriores — mais conhecidos como “asas” — grandalhões. Essas características fazem o centro de massa das aves se deslocar para a frente, o que força a reorganização das patas para aquela postura esquisita. Supunha-se que fosse algo estabelecido quando os ancestrais das aves modernas começaram a voar.
Mas simulações feitas com base em esqueletos de dinossauros indicaram que essa tendência já estava presente em bichos que não voavam, como o célebre Velociraptor da série “Jurassic Park”. Ele também devia andar ligeiramente agachadinho. Primeiro houve um crescimento das patas da frente e, só mais tarde, sua transformação em asas. Para quem sabe inglês, um simpático videozinho colocado no YouTube pela equipe da “Nature” dá mais detalhes sobre a pesquisa.


domingo, 9 de dezembro de 2012

Sr. Spock: Gênesis?


08/11/2012 - 03h32

Grupo encontra possível 'super-Terra' habitável

SALVADOR NOGUEIRA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1181948-grupo-encontra-possivel-super-terra-habitavel.shtml




Um grupo internacional de pesquisadores diz ter descoberto um possível planeta habitável fora do Sistema Solar.
Mas é melhor ir com calma: o que o novo estudo faz melhor é mostrar como é delicado o trabalho de procurar exoplanetas.
A descoberta foi feita usando dados do espectrógrafo Harps, do ESO (Observatório Europeu do Sul), o mais preciso do mundo para buscar planetas extrassolares.
Ilustração J.Pinfield/Universidade de Hertfordshire
Concepção artística do novo candidato a planeta em órbita da estrela HD 40307, a 44 anos-luz da Terra
Concepção artística do novo candidato a planeta em órbita da estrela HD 40307, a 44 anos-luz da Terra
Contudo, o trabalho não é fruto de uma nova leva de observações, mas de dados antigos, garimpados dos arquivos da organização.
A estrela, designada HD 40307, é parecida com o Sol, mas um pouco menor e mais fria (cerca de 70% da massa solar), localizada a 44 anos-luz da Terra. (Um ano-luz equivale à distância que a luz percorre em um ano, cerca de 9,5 trilhões de quilômetros.)
Com as observações originais, pesquisadores europeus já haviam descoberto três planetas, todos muito próximos da estrela para abrigar água em estado líquido --principal qualidade para a habitabilidade.
Usando uma nova técnica de análise, a equipe liderada por Mikko Tuomi, da Universidade de Hertfordshire, no Reino Unido, e Guillem Anglada-Escudé, da Universidade de Göttingen, na Alemanha, conseguiu extrair sinais de outros três mundos orbitando HD 40307.
O mais interessante deles completa sua órbita (um ano naquele mundo) em cerca de 200 dias terrestres. Como a estrela é um pouco menos brilhante que o Sol, ele está na posição certa para abrigar água em estado líquido na superfície.
E o melhor de tudo: ele tem cerca de sete vezes a massa da Terra, o que o coloca numa categoria de planeta que possivelmente tem solo rochoso --as "super-Terras". É interessante notar que não há análogo desse tipo de mundo no Sistema Solar.
Editoria de Arte/Folhapress
BAMBOLÊ ESTELAR
A técnica mais consolidada --e usada pelo Harps-- para detectar planetas é observar pequenas modificações na luz da estrela, causadas por seu movimento. Se o astro está se aproximando de nós, sua luz fica mais azulada. Se ele está se afastando, a luz fica mais avermelhada.
Essa variação, por sua vez, pode ser correlacionada com o efeito gravitacional que possíveis planetas --pequenos demais para serem observados diretamente-- causam na estrela, conforme giram em suas órbitas.
Só que a coisa fica mais complicada que isso. É preciso extrair outros efeitos (como variações naturais no brilho da estrela) e conseguir separar os efeitos individuais de cada planeta.
O novo software desenvolvido pelos pesquisadores é um avanço no sentido de melhorar a interpretação desses dados, aumentando a precisão das descobertas.
Só assim eles puderam encontrar o possível planeta habitável, designado HD 40307g. Mas o resultado não é incontroverso, a ponto de os próprios descobridores tratarem o objeto como "candidato", ainda carecendo de confirmação mais sólida.
Astrônomos não envolvidos com o achado se mostram céticos. "O fato de que eles colocam em dúvida no trabalho a própria natureza da descoberta já diz tudo", afirma Cassio Leandro Barbosa, astrônomo da Univap (Universidade do Vale do Paraíba), em São José dos Campos (SP). "Para mim é o desejo de encontrar um planeta rochoso na zona habitável em uma distância que alguma missão seja capaz de alcançar em escalas de tempo razoáveis em alguma época futura."
A boa notícia é que, a 44 anos-luz daqui, de fato esse possível planeta estaria ao alcance de uma futura geração de telescópios espaciais, como o Terrestrial Planet Finder, da Nasa, e o Darwin, da ESA, que buscarão detectar diretamente a luz vinda desses astros.
"É o primeiro planeta na zona habitável no regime de massa das "super-Terras" que poderia ser alvo desses observatórios planejados", dizem Tuomi e seus colegas, no artigo aceito para publicação no periódico "Astronomy & Antrophysics".
Com a luz, seria possível identificar, por exemplo, a composição atmosférica desses mundos. Se HD 40307 tiver grandes quantidades de oxigênio em sua atmosfera, é certo que o planeta não só é habitável, como também é efetivamente habitado (pelo menos por criaturas capazes de fotossíntese, como plantas).

domingo, 28 de outubro de 2012

Quão rara é a Terra?


21/10/2012 - 05h01

Quão rara é a Terra?



Autoria: Marcelo Gleiser é professor de física e astronomia do Dartmouth College, em Hanover (EUA). É vencedor de dois prêmios Jabuti e autor, mais recentemente, de "Criação Imperfeita". Escreve aos domingos na versão impressa de "Ciência"

Agora que temos a certeza de que existe um número enorme de planetas com características físicas semelhantes às da Terra, vale perguntar se eles têm, de fato, a chance de abrigar formas de vida e, se tiverem, que vida seria essa.
Antes, alguns números importantes. Os melhores dados com relação à existência de outros planetas vêm do satélite da NASA Kepler, que anda buscando planetas como a Terra mapeando 100 mil estrelas na nossa região cósmica.
Pelo desenho da missão, a identificação dos planetas usa um efeito chamado de trânsito: quando um planeta passa em frente à sua estrela (por exemplo, Vênus passando em frente ao Sol) o brilho da estrela é ligeiramente diminuído.
Marcando o tempo que demora para o planeta passar em frente à estrela, a diminuição do brilho e, se possível, o período da órbita (quando o planeta retorna ao seu ponto inicial), é possível determinar o tamanho e massa do planeta.
Com isso, a missão estima que cerca de 5,4% de planetas na nossa galáxia têm massa semelhante à da Terra e, possivelmente, estão na zona habitável, o que significa que a temperatura na sua superfície permite a existência de água líquida (se houver água lá).
Como sabemos que o número de estrelas na nossa galáxia é em torno de 200 bilhões, a estimativa da missão Kepler implica que devem existir em torno de 10 bilhões de planetas com dimensões semelhantes às da Terra.
Nada mal, se supusermos que basta isso para que exista vida. Porém, a situação é bem mais complexa e depende das propriedades da vida e, em particular, da história geológica do planeta.
Aqui na Terra, a vida surgiu 3,5 bilhões de anos atrás. Porém, durante aproximadamente 3 bilhões de anos, a vida aqui era constituída essencialmente de seres unicelulares, pouco sofisticados. Digamos, um planeta de amebas.
Apenas quando a atmosfera da Terra foi "oxigenada", e isso devido à "descoberta" da fotossíntese por essas bactérias (cianobactérias, na verdade), é que seres multicelulares surgiram.
Essa mudança também gerou algo de muito importante: quando o oxigênio atmosférico sofreu a ação da radiação solar é que se formou a camada de ozônio que acaba por proteger a superfície do planeta. Sem essa proteção, a vida complexa na superfície seria inviável.
Fora isso, a Terra tem uma lua pesada, o que estabiliza o seu eixo de rotação: a Terra é como um pião que está por cair, rodopiando em torno de si mesma numa inclinação de 23,5 graus.
Esta inclinação é a responsável pelas estações do ano e por manter o clima da Terra relativamente agradável. Sem nossa Lua, o eixo de rotação teria um movimento caótico e a temperatura variaria de forma aleatória.
Juntemos a isso o campo magnético terrestre, que nos protege também da radiação solar e de outras formas de radiação letal que vêm do espaço, e o movimento das placas tectônicas, que funciona como um termostato terrestre e regula a circulação de gás carbônico na atmosfera, e vemos que são muitas as propriedades que fazem o nosso planeta especial.
Portanto, mesmo que existam outras "Terras" pela galáxia, defendo ainda a raridade do nosso planeta e da vida complexa que nele existe.

domingo, 22 de abril de 2012

Dia da Terra


Brasileiros em defesa das florestas no Dia da Terra

No Dia Mundial da Terra (22) os brasileiros irão novamente às ruas em defesa de nossas florestas. Será o "Dia Nacional do Veta, Dilma!" ao Código Florestal ruralista. Com possível votação na Câmara no dia 24 do projeto de lei (PLC 30/2011) que condena o Brasil ao atraso na gestão de suas riquezas naturais, ganha força a mobilização nacional contra o texto forjado por setores atrasados do agronegócio e da política.

Até agora se engajaram na mobilização dezesseis das 27 capitais e outras cidades no país: Campo Grande (MS), Rio de Janeiro (RJ), Porto Alegre (RS), São Paulo (SP), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Maceió (AL), Florianópolis (SC), Aracajú (SE), Vitória (ES), Salvador (BA), João Pessoa (PB), Macapá (AP), Teresina (PI), Brasília (DF) e Belo Horizonte (MG), além de Dourados (MS), Ribeirão Preto (SP), São João da Boa Vista (SP) e Rio Claro (SP). Confira a programação abaixo.

As atividades são organizadas pelo Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável, coalizão formada por quase 200 organizações da sociedade civil brasileira, e pelos movimentos Floresta faz a Diferença e Mangue Faz a Diferença.

O projeto de lei aprovado em primeira instância por deputados e senadores com aval do Governo Federal consolida desmatamentos em áreas sensíveis e estratégicas, como margens de rios e topos de morro, anistia desmatadores, abre espaço para mais derrubada de florestas nativas e para a especulação fundiária e reforça uma cultura de impunidade, de desrespeito à legislação e desvalorização do patrimônio natural.

A questão em trâmite no parlamento avança para além das fronteiras nacionais, e pode colocar em xeque o cumprimento pelo país de metas assumidas internacionalmente ligadas à conservação da biodiversidade e mudanças climáticas, por exemplo. O mundo inteiro está atento a como o Brasil vai tratar o futuro de suas florestas e se conseguirá manter sua liderança global em desenvolvimento sustentável, conquistada nas últimas décadas.

Os reflexos de uma desastrosa aprovação a toque de caixa da reforma do Código Florestal, sem debate real com a sociedade, pode ter reflexos muito negativos na Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável que acontece em junho no Rio. Cem chefes de Estado estão confirmados para discursar na plenária principal, conforme o Itamaraty.

A manifestação programada para o dia 22 também irá engrossar a campanha pelo veto total ao projeto de lei, caso o mesmo seja aprovado no Congresso. A campanha “Veta, Dilma!” tem repercutido em todo o Brasil e no Exterior. Vários países demonstraram seu apoio, como Alemanha, Colômbia, Canadá, Espanha, México, Portugal, Suíça, Estados Unidos e Inglaterra.

Todavia, o parlamento não ouve a Ciência, não ouve os juristas e deu às costas para a sociedade. A presidente Dilma Rousseff precisa ouvir o clamor dos brasileiros.

Programação
Aracaju
O quê: Plantio e distribuição de mudas de plantas
Onde: Parque dos Cajueiros
Quando: Dia 22/04 às 10h

Brasília
O quê: Mobilização contra a aprovação do Código Florestal
Onde: Em frente ao estádio de vôlei de praia na esplanada dos ministérios, ao lado da rodoviária.
Quando: Dia 22/04 às 8h

Campo Grande
O quê: Marcha e bicicletada
Onde: Avenida Afonso Pena, esquina com 14 de julho
Quando: Dia 22/04 às 10h

Mineiros
O quê: Campanha sobre Código Florestal “Veta Dilma”
Onde: Pinga Fogo
Quando: Dia 22/04 às 10h

Curitiba
O quê: Mobilização contra a aprovação do Código Florestal
Onde: Passeio Público
Quando: Dia 22/04 às 10h

Dourados
O quê: Plantio de árvores, oficina de Circo e de barricada de bambu
Onde: Parque do Lago
Quando: Dia 22/04 de 8h às 19h

Florianópolis
O quê: Grande Piquenique
Onde: Parque Ecológico do Córrego Grande
Quando: Dia 22/04 de abril às 9h

Florianópolis
O quê: Entrega de moção contra as mudanças no Código Florestal ao Superintendente do IBAMA
Onde: Universidade do Estado de Santa Catarina
Quando: 23/04 de abril às 9h

Fortaleza
O quê: Mobilização contra a aprovação do Código Florestal
Onde: Avenida Beira Mar (Próxima à estátua da Iracema Guerreira)
Quando: Dia 22/04 às 9h

Itajaí
O quê: Mobilização popular “A Barca dos Povos”
Onde: Sairá da frente da Vila da Regata da Volvo Ocean Race (Pavilhão da Marejada)
Quando: Dia 19/04 às 22h

João Pessoa
O quê: Mobilização contra a aprovação do Código Florestal
Onde: Bar do Surfista
Quando: Dia 22/04 às 10h

Maceió
O quê: Mobilização contra a aprovação do Código Florestal
Onde: Praia da Ponta Verde em frente ao Clube Alagoinhas
Quando: Dia 22/04 às 9h

Porto Alegre
O quê: Mobilização contra a aprovação do Código Florestal
Onde: Parque da Redenção e Usina do Gasômetro
Quando: Dia 22/04 às 10h

Ribeirão Preto
O quê: Colagem de cartazes em varal, distribuição de panfletos, teatro, malabares e caminhada
Onde: Parque Maurílio Biagi, ao lado da rodoviária
Quando: Dia 22/04 à partir das 15h

Rio Claro
O quê: Passeata Veta Dilma
Onde: Saída e chegada da Praça dos Bancos
Quando: Dia 22/04 às 14h

Rio de Janeiro
O quê: Mobilização contra a aprovação do Código Florestal
Onde: Praia de Copacabana em frente ao Copacabana Palace – Rio de Janeiro/RJ
Quando: Dia 22/04 às 10h30h

Salvador
O quê: Mobilização contra a aprovação do Código Florestal
Onde: Parque da Cidade
Quando: Dia 22/04 às 09h

São João da Boa Vista
O quê: Oficina e diálogos
Onde: Bar do Peixotinho
Quando: Dia 22/04 às 15h

São Paulo
O quê: Mobilização contra a aprovação do Código Florestal com roda de conversa no evento da Rede de Jovens Rio+Você
Onde: Parque da Juventude
Quando: Dia 22/04 às 10h
Para chegar ao local os realizadores sugerem três rotas de bicicleta, com saídas da estação de Metrô Santana às 10 horas, da Praça do Ciclista às 9h30 e da Praça Panamericana, às 14h.

São Paulo
O quê: Distribuição de cartilhas sobre o Código Florestal e da campanha Veta Dilma
Onde: Stand do #Florestafazadiferença na Adventure Sports Fair – Pavilhão da Bienal do Ibirapuera
Quando: De 18 à 21/04, durante todo o dia

São Paulo
O quê: Mobilização com batucada com Maurício Bade e Grupo pernas de pau, máscaras e Varal Veta Dilma
Onde: Em frente do Pavilhão da Bienal do Ibirapuera
Quando: Dia 20/04 às 16h

São Paulo
O quê: Roda de Conversa “Juventude e o Código Florestal”
Onde: Evento da Rio+você, no Parque da Juventude
Quando: Dia 22/04 de abril às 10h

Tamandaré
O quê: Mobilização na praia contra a aprovação do Código Florestal
Onde: Pier de Guadalupe Praia de Carneiros
Quando: Dia 22/04 às 10h

Teresina
O quê: Show cultural com artistas
Onde: Praça Pedro II
Quando: Dia 22/04 às 16:30h

Uberaba
O quê: Mobilização Veta Dilma
Onde: Piscinão
Quando: Dia 22/04 às 15h