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terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Cartilha de Proteção contra Raios




A cada 50 mortes por raios no mundo, uma é no Brasil, o país campeão mundial em incidência do fenômeno. São 130 mortes, mais de 200 feridos por ano e prejuízos anuais da ordem de um bilhão de reais no país.
Portanto, é preciso saber o que fazer e o que evitar quando se escuta o barulho característico de um raio, o trovão!
80% das circunstâncias em que acontecem mortes por raios podem ser evitadas se as pessoas souberem como se proteger. E por isso o ELAT criou e está disponibilizando uma Cartilha de Proteção contra Raios, elaborada de forma simples e didática. (clique aqui para visualizar a cartilha)
Se você faz parte de alguma instituição (escolas, defesa civil) e tem interesse em receber a cartilha em alta resolução, por favor, envie um email para elat@inpe.br solicitando o arquivo.








Edição do dia 04/01/201504/01/2015 21h19 - Atualizado em 05/01/2015 16h03

Temporal em São Paulo registra 359 raios e 3.913 relâmpagos
http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2015/01/temporal-em-sao-paulo-registra-359-raios-e-3913-relampagos.html
Ventos de até 96 km/h arrancaram 326 árvores em um violento temporal.

Especialistas explicam o que você precisa saber para se proteger de raios.

Baixada Santista, litoral sul de São Paulo. Sol de rachar e quase nenhum espaço na areia. Um dia normal de verão, com grandes chances de terminar com um temporal.
E os bombeiros precisaram ser rápidos: "Pessoal, vocês sabem que tem uma tempestade de raios e que é perigoso ficar aqui?”, orienta a tenente Karoline Burunsizian, Corpo de Bombeiros de Guarujá - SP.
“Estou saindo para evitar o pior”, diz um frequentador da praia.
“Eu acho que só por causa desses óbitos que deu esses dias que o pessoal saiu. Porque senão, eles não respeitariam. Eles ficaram com medo”, diz a tenente.
As mortes que assustaram os banhistas foram na última segunda-feira (29) em Praia Grande, a 50 quilômetros do Guarujá. Quatro pessoas da mesma família foram atingidas por um raio: Zenildo, coronel aposentado da Polícia Militar; a mulher dele, Andrea, a sobrinha do casal, Kátia, e o marido dela, Luciano.
Era um dia de sol e praia lotada. No meio da tarde, começou a ventar muito e o tempo mudou. As pessoas começaram a sair da praia, mas a família do coronel aposentado ainda estava na areia e tentou se abrigar debaixo do guarda-sol. Foi nesse momento que o raio caiu. As vítimas estavam a 100 metros dos prédios da orla, que tem para-raios.
O irmão de Zenildo também estava na praia: “Não escutei nada. Não vi clarão nenhum e os quatro caíram. Eu pensei que eles estavam brincando comigo”, lembra Zacarias Peixoto, irmão de Zenildo.
Outras pessoas correram para ajudar, até a chegada do resgate, mas não havia o que fazer.
“Isso que foi o mais assustador. Você está aqui para passar o Ano Novo, para se divertir e não sei o que, e você morre”, diz Ira Costa, testemunha.
A tragédia poderia ter sido ainda maior. “Nós estávamos separados por uns quatro, mais ou menos, dessa família”, conta a dona de casa Jovanete Souza.
Jovanete e a família estavam na praia desde cedo e não queriam ir embora. “Quando chovia a gente continuava na praia. Porque eu, pessoalmente, prefiro. É muito melhor na praia sem aquele calorão”, diz Milena Garrido Souza, de 14 anos.
Só que naquele dia tinha alguma coisa estranha: “O temporal que fechou foi muito diferente do que a gente já estava acostumado a ver”, lembra Jovanete.
Começou a chover dentro do guarda-sol e a família resolveu ir para casa. O pai ainda esperou a mãe e as meninas irem até o mar tirar a areia do corpo. “Foi nesse momento que o raio caiu, um barulho ensurdecedor, coisa absurda. E a sensação que eu tive é que desceu um risco de fogo neles”, conta o pai Lázaro Aparecido de Souza.
“Eu apaguei, eu não ouvi barulho, não ouvi clarão, não ouvi nada”, diz Jovanete.
A mãe e as duas meninas foram atingidas pelo raio. Escaparam por pouco. Só tiveram ferimentos no rosto ou maxilar. “2014 pra mim, vai ser um ano a ser celebrado eternamente. Enquanto vida eu tiver, vai ser um ano em que Deus me deu a condição de reviver”, destaca Jovanete.
Na madrugada daquela segunda-feira, um violento temporal já tinha causado destruição em São Paulo. Ventos de até 96 km/h arrancaram 326 árvores. Foram 359 raios e 3.913 relâmpagos riscando os céus, como mostram imagens inéditas do temporal que você vê no vídeo acima.
“São cerca de 50 milhões de raios por ano, o que coloca nosso país no primeiro lugar do mundo na quantidade de raios. Então, as pessoas têm que estar atentas, principalmente, no verão”, alerta Osmar Pinto Junior, coordenador ELAT - Grupo de Eletricidade Atmosférica/Inpe.
Na praia, a tenente do Corpo de Bombeiros diz o que fazer quando o tempo fecha: “Saia da praia, saia do mar. Não só da água, mas saia da praia também e procure um lugar seguro”, diz ela.
Nunca debaixo de um guarda-sol, como fez a família que morreu em Praia Grande.
“O guarda-sol é uma coisa pontiaguda e que tem uma estrutura metálica em geral. Então, o raio vinha caindo próximo ao local e desviou em relação ao guarda-sol. Outra coisa também importante nesse caso é: por que aconteceu uma tragédia? Porque as pessoas estavam agrupadas. Evite de ficar em grupos”, orienta Osmar.
Alexandre Piantini, professor da Universidade de São Paulo, explica por que os para-raios da orla não protegeram as famílias. “O objetivo dos para-raios é proteger as instalações onde eles estão instalados. Não é que o para-raios falhou, a função dele não é proteger o que está fora”, avalia o professor de Engenharia Elétrica - POLI/USP.
Mas então, qual é o jeito mais seguro de se proteger dos raios? “Buscar abrigo em um lugar seguro, um shopping center, um prédio grande, escola”, ele diz.
Ficar dentro do carro é seguro? “Sim, as pessoas devem ficar com os vidros fechados e sem tocar nas partes metálicas do carro”, ensina Piantini.
E calçado de borracha, protege mesmo? “Se a pessoa estiver de chinelo, ou sapato de borracha, a corrente que vai passar através do corpo, vai ser menor. Ou seja, vai diminuir o risco de um acidente mais grave”, explica o professor.
E dentro de casa? “Dentro de uma residência ainda existem riscos. Não fale ao telefone com fio, não fique conectado ou tocando nenhum objeto ligado à rede elétrica.”, explica Osmar Pinto Junior. 
“Evitar ficar próximo a janelas, tomadas, lâmpadas, torneiras, não lavar prato quando está chovendo. São dicas para diminuir o número de acidentes”, orienta Piantini.
Saiba o que fazer para se proteger dos raios (Foto: Rede Globo)

“O problema é que a gente escuta todo tipo de graça, inclusive: ‘se eu tiver que morrer vou morrer, e eu não vou sair daqui’", diz a tenente do Corpo de Bombeiros.

“Antes de começar a chover a gente não vai sair não”, avisou o jovem Bruno à tenente na praia.
Era o que pensavam mãe e filhas atingidas pelo raio na segunda-feira.
“Isso mesmo que a gente pensa, fala: ‘um raio pode atingir qualquer lugar, imagina que vai cair em cima de mim?’ Então hoje a gente já pensa diferente: um raio pode cair em cima de mim, como pode cair em cima de qualquer uma pessoa”, diz Jovanete.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Filme científico feito no Brasil mostra 'paixão' e perigo dos raios

10/10/2013 07h00 - Atualizado em 10/10/2013 15h00

Filme científico feito no Brasil mostra 'paixão' e perigo dos raios

'Fragmentos de paixão' será exibido nos cinemas a partir desta sexta (11).
Documentário apresenta relatos de brasileiros impactados por raios.


Eduardo CarvalhoDo G1, em São Paulo
Raio corta o céu de Campinas, no interior de São Paulo, durante tempestade noturna (Foto: Jácomo Jackdimmit Piccolini/Elat-INPE )Raio corta o céu de Campinas, no interior de São Paulo, durante tempestade (Foto: Jácomo Jackdimmit Piccolini/Elat-INPE )
Um levantamento feito por pesquisadores brasileiros do Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) mostrando que 80% das mortes causadas por raios no país poderiam ter sido evitadas foi o principal mote para a produção do filme “Fragmentos de paixão”. O longa estreia nesta sexta-feira (11) nas salas da Rede Cinemark de São Paulo, Rio de Janeiro, Manaus, Porto Alegre e São José dos Campos, no interior paulista.
  • Você sabia que:
- O período que vai de outubro até março é considerado a temporada de raios no Brasil?
- Norte, Sul e Centro-Oeste deverão receber mais descargas elétricas na primavera; e Nordeste e Sudeste serão mais impactados no verão?
A falta de informação sobre como se proteger das descargas elétricas chamou a atenção do pesquisador Osmar Pinto Junior, coordenador do Elat, ligado ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o Inpe.
Segundo ele, o percentual é alto e preocupante. "Se é por falta de informação [que as mortes acontecem], nós temos que agir", disse o cientista.
O estudo em questão mostrava que na década passada, dos 1.332 óbitos causados por raios no país, 80% ocorreram com pessoas que estavam em um campo aberto durante uma tempestade elétrica, se esconderam debaixo de árvores ou faziam atividades como dirigir tratores ou andar com enxadas em lugares desprotegidos.
Dirigido por Iara Cardoso, jornalista e filha do pesquisador, o documentário traça um paralelo entre as descargas elétricas e a história do Brasil, país que está em primeiro lugar na lista de ‘alvos’ de raios em todo o mundo por registrar anualmente 57,8 milhões de raios, segundo o Elat. São 14,8 milhões a mais que o segundo lugar no ranking, a República Democrática do Congo, que recebe 43 milhões de descargas ao ano.
Segundo Osmar, a explicação para o “título mundial” é simples: "somos o país com maior extensão tropical do planeta", região considerada a mais quente da Terra e, consequentemente, a que mais forma tempestades ao longo do ano.
Vidas afetadas
O filme mostra histórias verídicas, atuais e que ocorreram há muitos anos, de seis brasileiros impactados de alguma forma pelos raios.
O título faz menção à paixão do cientista pelos raios e às seis vidas relatadas, no caso, os fragmentos.
Desde um pajé que vive em uma aldeia em Ubatuba (SP), e considera as luzes como um tipo de proteção -- e não ameaça (veja vídeo ao lado), ao relato de um funcionário aposentado do Inpe que, ao voltar do trabalho de bicicleta em um dia chuvoso, foi atingido por uma descarga e socorrido por uma mulher. Anos depois, ela se casou com ele.
“A ideia do filme é mostrar os perigos dos raios e levar informações para o público de forma atraente, com uma linguagem mais simples possível para que a pessoa possa entender o que acontece”, explica Osmar.

Foco na divulgação científica
Segundo Iara Cardoso, após sua exibição na telona, “Fragmentos” deve ser divulgado na televisão brasileira e do exterior. Segundo ela, já há uma versão do filme traduzida para o inglês. “Já inscrevemos o filme em alguns festivais e há um interesse pelo assunto lá fora, já que nunca houve um documentário sobre raios feito no Brasil. Havia interesse, mas não tempo de trabalhar em um material, já que demoraria anos para capturar as imagens dos raios”, explica.
Ela comenta ainda que o fato de exibir o filme em salas comerciais de cinema, abrindo portas para um novo tipo de divulgação científica no país, é um impulso para a pesquisa brasileira.

“Estamos abrindo caminho. As pessoas falam que ninguém quer saber de história e ciência, mas eu não acredito nisso. A ciência parece distante, mas não é. [O filme] deve abrir portas para resgatar a história do país e, no caso da ciência, para que as pessoas conheçam mais a respeito”, explica.
Perigo que vem do céu
Levantamento feito pelo Elat, a partir de dados da Defesa Civil, do Ministério da Saúde e reportagens veículadas em jornais aponta que 2.640 pessoas de todo o país morreram atingidas por descargas entre 1991 e 2010.
No mesmo período, segundo o Atlas Brasileiro de Desastres Naturais, divulgado em 2012 pelo Centro universitário de estudos e pesquisas sobre desastres (Ceped), ligado à Universidade Federal de Santa Catarina, morreram 2.475 brasileiros vítimas de enchentes de deslizamentos de terra.
Os números de mortes por raios podem aumentar no futuro caso se eleve a incidência de raios no país, possibilidade que pode acontecer devido à urbanização e aos efeitos da mudança climática, provocada pelo aumento da temperatura global.
Raio é uma descarga elétrica de grande intensidade que ocorre na atmosfera. A intensidade típica de um raio é de 30 mil ampères, cerca de mil vezes a intensidade de um chuveiro elétrico. Por ano, morrem 130 pessoas vítimas de raios no Brasil, segundo dados do Elat
De acordo com Osmar, cidades médias (500 mil habitantes) e grandes metrópoles poderão se tornar alvos frequentes de raios devido às ilhas de calor, fenômeno responsável pela sensação de abafamento e resultante do processo de adensamento urbano e impermeabilização do solo.
Materiais como asfalto, concreto armado, cimento e o excesso de prédios dificultam a circulação do ar, o que faz com que o calor se concentre em determinados pontos.
Além disso, existe a hipótese de que cada grau a mais de aquecimento da temperatura média global resulte em alta de 10% a 20% na incidência de raios. Quanto maior o calor, maior é a formação de chuvas na região dos trópicos. “Ainda não se consegue perceber um aumento dos raios em função da temperatura. Isso vai se manifestar aos poucos, nas próximas décadas”, explica.
Ainda segundo o Elat, o período que vai de outubro até março é considerado temporada de raios no Brasil, devido ao aumento de tempestades. De acordo com o grupo de pesquisas, Norte, Sul e Centro-Oeste deverão receber a maior quantidade de descargas durante a primavera, enquanto o Nordeste e o Sudeste serão mais impactados no verão.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Raios que mudam vidas e até a história

Raios que mudam vidas e até a história

Recorde brasileiro de incidência de descargas elétricas é mote de documentário do Inpe

30 de setembro de 2013 | 2h 02


Giovana Girardi - O Estado de S.Paulo
Entre os moradores mais antigos da zona leste de São Paulo que têm jazigos no Cemitério da Quarta Parada, por muito tempo rezou a lenda de que em Dia de Finados era melhor não ir ao cemitério. Vai que um raio cai na sua cabeça? A probabilidade média de isso acontecer no Brasil é de 1 em 1 milhão, mas no Quarta Parada se dizia que em Finados alguém sempre acabava atingido.
Talvez um pouco exagerado, o temor - relatado no documentário Fragmentos da Paixão, que estreia no dia 11 - toma por base um fato real. No feriado dos mortos de 1959, no meio de um temporal, um grupo de 15 pessoas se abrigou debaixo de uma árvore e foi atingido por um raio. A descarga, que partiu a árvore ao meio, matou Eva Bierling, de 20 anos, na hora e feriu outras 11 pessoas.
Esta foi uma das dezenas de histórias reunidas pelo pesquisador Osmar Pinto Jr., coordenador do Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, e por sua filha, Iara Cardoso, para a composição do filme, escrito e dirigido por ela.
A pesquisa, que durou três anos, levou o geofísico a uma dramática conclusão: 85% das mortes por raio no País poderiam ser evitadas. "O problema é que as pessoas se colocam em risco por falta de informação. A probabilidade média de acidentes do País faz as pessoas subestimarem o risco de serem atingidas. Mas a chance passa a ser muito maior num lugar descampado. Sobe para 1 em cem", alerta o pesquisador.
"A situação às vezes fica a pior possível, como no caso do cemitério. Novembro já é um período de muita tempestade, a zona leste é a região com maior incidência de raio da capital, aí as pessoas, num lugar muito aberto, correm para debaixo d'árvore quando começa a chuva. E depois fica parecendo uma coisa do além", brinca Iara.
O Brasil é recordista mundial em queda de raios, com 50 milhões por ano e 130 mortes. Para Pinto Jr., esse número só vai diminuir com mais conscientização - e talvez com um pouquinho de medo. "Olha, o filme não é dramático, mas serve para alertar. Eu mesmo, que nunca tive medo de raio, fiquei com um pouquinho depois de conversar com tanta gente", conta, divertindo-se.
O filme mostra a jornada do pesquisador em busca de responder uma pergunta: os raios podem mudar a vida de uma pessoa? Para isso, ele viajou por São Paulo, Rio, Bahia e Rio Grande do Sul atrás de causos pessoais e fatos históricos do País ligados às descargas elétricas.
O local onde foi fundado São Paulo, por exemplo, tinha uma pedra, a Itaecerá, que, segundo a mitologia tupi, fora rachada por um raio. Em relação ao local, os índios tinham um misto de respeito e medo, o que os afastava de conflitos com jesuítas.
Entre as histórias pessoais, destaca-se a do homem que foi atingido quando andava de bicicleta sob uma tempestade e acabou se apaixonando pela mulher que o socorreu. Estar em um veículo aberto, explica Pinto Jr., é uma das posições mais arriscadas. "A melhor maneira de se proteger é ficar num carro fechado", aconselha.
E fugir das árvores. Lição que a duras penas aprendeu Mario Vechio, último sobrevivente do incidente de 1959. Então com 23 anos, diante da chuva, fez o que todo mundo estava fazendo, e foi para debaixo da árvore. "Um clarão, um estrondo, e de repente tava todo mundo no chão, alguns se debatendo. Tentei levantar, mas não tinha força e caía de novo. Mas dei sorte, nada aconteceu. Hoje não tenho medo não, mas não corro mais para debaixo de árvore."

terça-feira, 9 de abril de 2013

Caça raios....


09/04/2013 - 03h38

Projeto do Inpe protege rede elétrica de raios




O Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) lançará neste mês mais uma etapa do ClimaGrid, projeto de proteção da rede elétrica desenvolvido em parceria com empresa EDP, distribuidora de energia da região do Vale do Paraíba e Espírito Santo.
O projeto, que começou há cerca de dois anos, tem como objetivo usar as informações meteorológicas para a otimização das redes de distribuição de energia elétrica.
"Na primeira etapa do projeto foram desenvolvidas todas as ferramentas de previsão climática. Agora, estamos implementando e avaliando sua eficácia", diz Osmar Pinto Júnior, do grupo de eletricidade atmosférica do Inpe.
Segundo o pesquisador, antes a previsão meteorológica era dada com 24h de antecedência, mas com pouca precisão espaço-temporal.
"Hoje, conseguimos prever com 24h de antecedência a ocorrência de descargas elétricas com uma margem de erro de 5 km. Com isso, a empresa pode direcionar sua equipe de prevenção para a área designada."
Apenas quatro instituições no mundo, além do Inpe, possuem tecnologia similar de previsão de raios com tamanha antecipação e precisão.
O sistema foi implantado para testes em outubro de 2012 e permitiu uma comparação com o ano de 2011.
Segundo dados do Inpe na área de concessão da EDP no Estado de São Paulo, no verão entre 2011 e 2012 foram registrados quase 55 mil raios; no mesmo período de 2012 e 2013, o número de raios foi de quase 100 mil.
O projeto Climagrid, que é de uso exclusivo da EDP, deve terminar ainda neste ano. O grupo de pesquisadores está avaliando o comportamento da rede. "Até o final do ano o sistema deve estar operando de forma plena."

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Para-raios nos parques



Para-raios



Veja os componentes do sistema que protege a construção contra descargas atmosféricas



http://www.equipedeobra.com.br//construcao-reforma/36/artigo218508-1.asp

Reportagem: Samantha Costa




Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas, também conhecido pela sigla SPDA, é o nome técnico dos populares para-raios. Estas instalações são compostas por elementos de captação, condução e aterramento das descargas elétricas e são responsáveis pela proteção das construções contra os raios.
A estrutura dos SPDAs pode variar de acordo com o tipo de edificação e sua localidade. Os tipos mais comuns de para-raios são os métodos Franklin e Gaiola de Faraday, previstos na norma técnica NBR 5419:2005 Proteção de Estruturas Contra Descargas Atmosféricas.
O método Franklin se baseia no uso de captores pontiagudos colocados no topo de hastes verticais que variam de 2 m a 6 m de altura. Esse conjunto é colocado no topo da estrutura para captar os raios - o sistema é muito utilizado em edifícios altos que servem de base para antenas de TV e de celular.
A Gaiola de Faraday consiste de um sistema de proteção que envolve o imóvel, formando uma espécie de caixa de blindagem elétrica. A planta a seguir mostra um pequeno edifício - um abrigo ferroviário onde ficam equipamentos eletrônicos sensíveis - protegido com um para-raios desse tipo.


sábado, 21 de julho de 2012

Raios!


Tecnologia tenta proteger aviões de raios

Em média, cada avião é atingido por um raio uma vez por ano

18 de julho de 2012 | 12h 41


BBC

Em média, cada avião é atingido por um raio uma vez por ano.


Feitos de metal, os aviões escapam, mas as aeronaves mais modernas estão sendo feitas de fibra de carbono, que podem sofrer danos se atingidas por um raio.



Mas cientistas em Cardiff encontraram uma forma de manter os níveis de segurança nas novas aeronaves.



E a BBC teve acesso exclusivo a estes testes.



quarta-feira, 22 de junho de 2011

Raios!

Mortes por raios no Brasil caem em 2010

22/06/2011
http://agencia.fapesp.br/14076


Número de vítimas fatais (89) foi inferior à média registrada pelo Elat-Inpe entre 2000 e 2009, quando morreram 132 pessoas por ano (Elat)

Agência FAPESP – O Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) concluiu o estudo sobre o total de vítimas fatais atingidas por raios no Brasil em 2010. Ao todo, foram registradas 89 mortes no país – número inferior à média registrada entre 2000 e 2009, que foi de 132 por ano.
O Estado de São Paulo lidera o ranking com 12 mortes, seguido pelo Pará, com oito, e Minas Gerais e Tocantins, com sete cada. Em alguns estados houve o registro de apenas uma morte, como foi o caso do Rio de Janeiro e Paraná. Já em 2011, dados preliminares apontam que, até o momento, foram registrados 28 casos de vítimas fatais em todo o país.
Os dados relativos a 2010 revelam que o número de homens que morreram ainda continua muito superior ao de mulheres, atingindo 82% do total. E quase metade das vítimas fatais eram pessoas na faixa etária entre 20 e 39 anos.
O aumento de vítimas durante a primavera também foi notável. Em 2010, morreram mais pessoas nessa estação (40%) do que no verão (36%). Na análise do período de 2000 a 2009 se constatou que 45% das pessoas morreram durante o verão, enquanto 32% morreram na primavera.
“Em parte, esse resultado reflete o fato de que as pessoas se preocupam menos com os perigos quando chega a primavera e se tornam mais conscientes dos cuidados que devem ter com a proximidade do verão, quando aumentam as tempestades e as notícias sobre mortes e danos causados por raios”, disse Osmar Pinto Junior, coordenador do Elat.
As circunstâncias em que as pessoas morreram também foram analisadas ao longo da última década, incluindo uma análise por região. Quase 61% das pessoas foram atingidas na zona rural e 29% das pessoas que morreram no Brasil estavam no Sudeste, região em que a maioria (17%) morreu por estar praticando atividades ligadas à agropecuária.
A segunda principal causa foi estar próximo a algum meio de transporte (e não dentro) durante uma tempestade, com 14% do total.
O estudo também evidencia que as circunstâncias em que ocorrem mortes por raios apresentam variações significativas em diferentes regiões do Brasil. A atividade agropecuária, por exemplo, atinge o maior percentual na região Sul, que é a mais tradicional do país nessa área. Já as regiões Norte e Nordeste apresentam os percentuais mais altos para a circunstância dentro de casa, o que provavelmente indica que muitas casas nessas regiões são de chão batido e, portanto, menos seguras.
Os dados são do próprio Elat, além do Departamento de Informações e Análise Epidemiológica (CGIAE) do Ministério da Saúde, da Defesa Civil, de veículos de imprensa e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com o Elat, o Brasil é um dos poucos países que dispõem de um mapeamento detalhado das circunstâncias das mortes por descargas elétricas atmosféricas, o que pode contribuir significativamente para aperfeiçoar as regras nacionais de proteção contra o fenômeno.

Mais informações: www.inpe.br/noticias/noticia.php?Cod_Noticia=2583


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Locais abertos destinados a grande concentração de pessoas deverão adotar sistema de proteçãocontra descargas elétricas atmosféricas



Fonte: http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/habitacao/legislacao/index.php?p=3260


Portaria nº 210/SEHAB-G/99, de 29 de março de 1999


O Secretário da Habitação e Desenvolvimento Urbano, no uso das atribuições que lhe são conferidas por lei, e

Considerando que na Grande São Paulo a incidência anual de descargas elétricas atmosféricas é de cinco a sete raios por km2.;
Considerando os riscos a que fica exposto o público em locais abertos destinados a grande concentração de pessoas, tais como: parques, praças públicas, pátios de estacionamento, clubes de campo, áreas para práticas esportivas, cemitérios, etc.;
Considerando que cabe ao Poder Público Municipal prover o bem estar da população, zelando pelas condições de segurança das pessoas;

Determina:

1 – Os locais abertos destinados a grande concentração de pessoas, tais como: parques, praças públicas, pátios de estacionamento, clubes de campo, áreas para práticas esportivas, cemitérios e similares deverão ser dotados de sistema de proteção contra descargas elétricas atmosféricas e seus reflexos ou de sistema de detecção de proximidade de descargas elétricas atmosféricas, capaz de alertar a população da iminência da ocorrência de raios, em tempo suficiente para a evacuação da área com segurança.
2 – O sistema de proteção de que trata o item 1 deverá ser executado de conformidade com os moldes do nível de proteção da Tabela 1, do anexo C, da NBR 5419/93.
3 – Nas áreas abertas deverão ser construídos abrigos protegidos, devidamente sinalizados.
4 – O responsável pelo local deverá divulgar instruções sobre os procedimentos a serem adotados em casos de alerta e manter, em arquivo próprio, a documentação referente à instalação e manutenção do sistema de proteção contra descargas atmosféricas.
5 – A periodicidade da manutenção do sistema de que cuida o item 4 deverá ser de, no máximo 01 (um) ano, em se tratando de inspeção visual e de, no máximo, 03 (três) anos, quando se referir à inspeção completa do sistema.
6 - Esta Portaria entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.