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domingo, 22 de março de 2015

Dia Mundial da Água

BBC
22/03/2015 08h41 - Atualizado em 22/03/2015 08h54

Dia Mundial da Água: sociedade civil se mobiliza para torneira não secar

Em meio a mais grave crise hídrica já vivida por São Paulo, cidadãos agem de forma inédita para pressionar o poder público e conscientizar a população sobre falta d'água.


BBC
Edison Urbano criou uma minicisterna de baixo custo e agora ensina outros a construí-la (Foto: BBC Brasil)Edison Urbano criou uma minicisterna de baixo custo e agora ensina outros a construí-la (Foto: BBC Brasil)
Edison Urbano ainda estranha ser chamado de professor, mesmo quando está diante de uma turma em uma sala de aula em um centro cultural na zona norte de São Paulo.
Na quinta-feira (19), ele ensinava moradores da região a captar água da chuva para usar se a torneira secar - algo comum em muitas partes da capital paulista desde meados do ano passado, quando foi aplicada uma diminuição da pressão na rede de abastecimento.
Urbano aprendeu por conta própria a fazer uma minicisterna com tonéis, tubos de PVC e telas de mosquito para coletar, filtrar e armazenar a água da chuva.
Há cinco meses, dedica-se quase integralmente a ensinar como montar este sistema como um dos coordenadores do Movimento Cisterna Já, uma das várias organizações sociais criadas em São Paulo desde que a água começou a faltar, no ano passado.
Os reservatórios baixaram a níveis inéditos e, neste domingo (22), o estado passa pelo segundo Dia Mundial da Água - celebrado todo 22 de março - consecutivo em meio a uma crise hídrica sem precedentes.
"Quis agir para reverter ou amenizar a situação. Temo que, sem água, a gente acabe em uma guerra civil, porque vai faltar alimento também. É esse medo que me move", afirma Urbano.
"Já o que me move é o desespero", diz a psicóloga Camila Pavanelli, autora do Boletim da Falta D’Água, um blog em que ela reúne e comenta em postagens semanais as mais recentes informações sobre a crise hídrica.
Esse trabalho começou em outubro passado, quando Pavanelli decidiu listar em um post no Facebook o que havia lido sobre o assunto. Em meio a curtidas e compartilhamentos, também vieram pedidos para que disponibilizasse a pesquisa de uma forma que fosse mais fácil encontrá-la. Para quem já tinha um blog pessoal, fazer outro sobre a falta de água foi natural.
"Fazer o blog me faz sentir viva. Não cogito morar em São Paulo e não discutir este problema", diz Pavanelli.
Sinal de alerta
Estas iniciativas são recentes em São Paulo. A cidade já tinha ONGs voltadas para temas como moradia, combate à violência, mobilidade, educação e saúde, entre outros.
Mas tamanha mobilização social em torno da água é novidade, porque “só agora se faz necessária”, como explicou Pablo Ortellado, professor de Gestão de Políticas Públicas da USP, em aula sobre a crise hídrica realizada no fim de fevereiro no vão do Museu de Arte de São Paulo (Masp), palco de nove em cada dez manifestações na região central da cidade.
O primeiro alerta soou em dezembro de 2013, quando choveu 72% abaixo do normal. Aquele foi o verão mais quente desde 1943, quando começaram as medições. Nos dois meses seguintes, a média de chuvas foi 66% e 64% menor, respectivamente, fazendo com que São Paulo enfrentasse a estiagem mais intensa desde o início do registro de chuvas, em 1930.
Em fevereiro de 2014, o nível do Sistema Cantareira, que abastece 6,2 milhões de pessoas na região metropolitana de São Paulo, atingiu 14,6%, o mais baixo desde sua criação, em 1974.
A Sabesp, empresa de abastecimento de São Paulo, informou à BBC Brasil que vem realizando uma série de medidas para ampliar a disponibilidade de água e reduzir a dependência da região metropolitana do Cantareira. Em comunicado, a empresa ainda afirma "seguir rigorosamente as determinações de órgãos reguladores".
Uma destas medidas foi a autorização para usar duas cotas do volume morto do Cantareira, nome dado à água que ficava abaixo do nível de captação. Mas, na ausência de chuvas capazes de recompor o sistema, seu nível continuou a baixar a patamares inéditos.
Mobilização
No entanto, para Ortellado, existe uma percepção por parte de alguns de que as autoridades não agiram de modo adequado em relação à crise, o que teria catalisado a mobilização social em torno da água.
"Se as pessoas acreditam que não é possível contar com o governo, isso cria um sentimento de urgência que faz a sociedade civil agir por conta própria, usando suas habilidades em prol desta causa", afirma Ortellado.
Marussia Whately coordena a Aliança pela Água, organização que reúne mais de 40 ONGs (Foto: BBC Brasil)Marussia Whately coordena a Aliança pela Água, organização que reúne mais de 40 ONGs (Foto: BBC Brasil)
Para a urbanista Marussia Whately, isso significa coordenar o trabalho de mais de 40 ONGs reunidas pela Aliança pela Água, organização criada em outubro passado para cobrar ações do governo, elaborar projetos para atenuar o impacto da falta de água e informar a população de seus desdobramentos.
Especializada em gestão de recursos hídricos, ela já atuou como consultora de ONGs, como a Imazon e o Instituto Socioambiental, e à frente da Aliança Pela Água tornou-se uma das principais vozes da mobilização da sociedade civil em torno da crise.
"Tínhamos organizações muito dispersas. A Aliança cria o espaço para elas interagirem e criarem uma agenda mínima de ações e propostas, além de uma força-tarefa para monitorar o respeito aos direitos dos cidadãos e impedir um retrocesso das conquistas", diz Whately.
Para ela, o fato de São Paulo passar por uma situação sem precedentes torna a solução ainda mais complexa, na qual a participação de cidadãos é imprescindível.
"O debate não pode ficar restrito ao que a Sabesp planeja fazer. O problema vai muito além das represas”, diz Whately. "Temos que engajar a sociedade e fazer com que as pessoas revejam sua postura política e seus hábitos. Por ser uma crise grave, a solução não virá de um único ator."
Minicisterna
Urbano diz acreditar que está fazendo sua parte com os cursos sobre a minicisterna. Nesta semana, ele deu dois dias de aula para uma turma de 20 pessoas, entre jovens, adultos e idosos, que moram na Zona Norte de São Paulo, uma das regiões mais afetadas pela falta de água.
Primeiro, Urbano ensina a teoria, que inclui conceitos de sustentabilidade, saúde pública e hidrologia, enquanto vai construindo a minicisterna diante dos alunos. “Não fiquem esperando uma ação do governo. Tomem uma atitude, porque é nossa saúde que está em risco", diz para a turma.
Urbano criou este sistema por necessidade. Técnico em eletrônica, ele viu seu trabalho minguar com a "chegada dos aparelhos da China". Acabou demitido e, com dificuldade para conseguir um emprego, decidiu criar formas de economizar dinheiro.
Inventou um aquecedor de água com energia solar, um sistema de horta caseira e uma série de outros projetos que passou a divulgar por meio do site Sempre Sustentável, enquanto também dava cursos.
No ano passado, aceitou a sugestão de um amigo, o engenheiro Guilherme Castagna, de adaptar a minicisterna de acordo com as normas técnicas de reuso de água e ensinar como construí-la. Cinco meses depois, exibe com orgulho as fotos enviadas por ex-participantes do curso com suas próprias minicisternas.
"Fico muito grato. Sinto que estou fazendo alguma coisa. Se você reunir todas as minicisternas já feitas, vira uma cisterna gigante que eu não conseguiria construir sozinho", diz ele.
Já Camila Pavanelli diz que contribui para sanar a crise ao organizar a "loucura de informações" em torno da crise hídrica. No início, ela publicava seu boletim diariamente, mas, desde o início do ano, mudou a tática. Passou a reunir reportagens e documentos por meio de uma conta no Twitter e a dedicar o domingo e parte da segunda-feira a escrever um post semanal.
"Não existe um interesse em se informar e há uma dificuldade em perceber que faltam políticas públicas para a água,assim como ocorre com a violência, por exemplo. Quero que as pessoas se mobilizem mais", afirma Pavanelli.
"Seria arrogante pensar que vou conseguir fazer isso. Tem quem me critique. Mas também há muita gente que me agradece por usar meu tempo para fazer este trabalho."

A psicóloga Camila Pavanelli publica semanalmente um boletim com as informações mais recentes da crise (Foto: BBC Brasil)A psicóloga Camila Pavanelli publica semanalmente um boletim com as informações mais recentes da crise (Foto: BBC Brasil)

Desafios
Pablo Ortellado, da USP, diz que a mobilização social é importante para canalizar a insatisfação da sociedade civil e impedir que ela gere uma "selvageria, com quebra-quebra e saque de água", como ocorreu em Itu, no interior de São Paulo, no ano passado. No entanto, também afirma que as organizações criadas em torno da crise hídrica enfrentam algumas dificuldades.
"É difícil mobilizar a população quando a insatisfação está mal distribuída pela cidade, já que falta água em alguns bairros e em outros não. E, como nunca vivemos uma crise assim, falta um grupo de referência, com legitimidade para mobilizar, como ocorre com outras questões sociais", afirma o especialista.
"As pessoas só vão para rua quando confiam nas organizações que se manifestam por isso. É importante que estes grupos comecem a construir essa legitimidade para representar a insatisfação da população."
Em meio à crise e a mobilização provocada por ela, surgiram boas notícias. Chuvas acima da média histórica em fevereiro fizeram o nível dos principais sistemas que abastecem São Paulo voltar a subir. Atualmente, os reservatórios do Cantareira estão em 16%. Com isso, a Sabespafirmou que a região metropolitana está livre de racionamento até o segundo semestre.
No entanto, Urbano, do Cisterna Já, diz ter "plena consciência de que a situação vai piorar” - opinião compartilhada por Whately, da Aliança pela Água. "Vamos chegar à estação da seca numa situação igual ou pior do que no ano passado, porque as represas estarão com um nível mais baixo”, diz Whately.
O desafio para estas organizações agora é conseguir mobilizar a população, já que o interesse pelo tema diminui diante de um aparente risco menor de restrição no abastecimento. O Movimento Cisterna Já teve de cancelar um curso, porque o número de inscritos foi insuficiente. Por sua vez, o Boletim da Falta D’Água, que chegou a ter posts compartilhados 1,5 mil vezes, hoje não atinge 200.
"Ninguém mais quer saber de falta de água. Não consegui nem convencer meus vizinhos a instalar uma cisterna no prédio", diz Pavanelli, que ainda assim não pretende abandonar o blog.
"Sinto-me um fracasso completo, mas isso me motiva. Outro dia, encontrei um vídeo dizendo que o Cantareira está cheio e que a crise é uma farsa. Foi visto por mais de 1 milhão de pessoas. Enquanto isso existir, é sinal de que preciso continuar. Se eu não fizer, quem vai fazer?"
Urbano planeja aumentar o número de cursos gratuitos para driblar a falta de interesse e aumentar a divulgação do projeto.
Por sua vez, Whately se diz otimista: "Trabalho há vários anos com a questão da água e finalmente começo a ver pessoas sabendo que Cantareira não é apenas o nome de uma serra, revendo seus hábitos e mais ligadas em um assunto tão importante. Ainda temos mais dois anos de crise pela frente pelo menos. A mobilização só começou."

quinta-feira, 21 de março de 2013

Hydro City



http://www.youtube.com/watch?v=cYZ_hvN8ZbU&list=UUDd2jrUyvn78oTiTkdhhsBA&index=1



hydrozglobalhydrozglobal


Publicado em 15/02/2013
Bem vindo a Hydro City, a cidade virtual da Hydro Z, onde os moradores têm grande preocupação com o consumo racional de água.

Visite a nossa cidade e veja como os moradores de Hydro City utilizam os equipamentos Hydro Z para aproveitar fontes alternativas de água, realizar o tratamento de efluentes e reutilizar a água após tratamento.

Conheça detalhes de funcionamento, instalação e manutenção da linha de produtos Hydro Z, e saiba como essas soluções podem gerar redução no consumo de água, considerável economia, e o tratamento da água após o uso, para destiná-la de forma adequada.

Seja bem vindo a Hydro City!

segunda-feira, 18 de março de 2013

Rios e Ruas


17/03/2013 - 03h50

A cinza e árida São Paulo 'esconde' a história de 300 cursos de rios


AMANDA KAMANCHEK
DE SÃO PAULO

Quem diria que a São Paulo árida e cinza tem uma grande história sobre um rio. Uma não, 300 histórias de rio, segundo o geólogo Luiz de Campos Jr., 51, que coordena o projeto Rios e Ruas.
Segundo ele, esses cursos de água têm 3.500 km de extensão. "Não se anda mais de 200 metros na cidade sem passar por um desses cursos", diz Campos.
Vamos contar a história de um rio que tem nome de pássaro: o Saracura. Ele nasce escondido, atrás da avenida Paulista, e escorre pela avenida Nove de Julho, depois segue pelo vale do Anhangabaú, até chegar ao rio Tamanduateí, ao lado do Mercado Municipal.
Para vê-lo, somente seguindo as pistas que restaram sob prédios e rodovias. São as galerias pluviais, os bueiros e os fundos de vale que trazem essas evidências.
Na pequena rua sem saída Garcia Fernandes, atrás do hotel Maksoud, impera outro clima. Menos luz, umidade latente e temperatura amena indicam que ali nasce o Saracura.
A água é conduzida até uma galeria pluvial e segue assim até chegar ao Tamanduateí. É o que acontece com 99% desses cursos de água.
Moacyr Lopes Junior/Folhapress
O rio Anhangabaú, que é canalizado para desviar da sua rota, deságua no poluído rio Tamanduateí
O rio Anhangabaú, que é canalizado para desviar da sua rota, deságua no poluído rio Tamanduateí
Em dias de chuva, quando transbordam os bueiros, é possível ver uma água translúcida descendo pela rua Rocha, onde fica o lavador de táxis Onofre Sabino, 81. Ele puxa por uma mangueira parte da água da nascente, que brota num terreno, para lavar carros desde 1986.
"Nunca faltou água em todos esses anos", diz Sabino. O lavador diz saber que ali há uma nascente e que ela é sua principal fonte de renda.
Dali, ele explica, a água desce pela rua Rocha até a praça 14 Bis, no Bixiga -- bairro onde viviam os negros recém-libertos, nos anos 1930, e que hoje abriga a escola de samba Vai-Vai.
"Aqui foi um brejo até os anos 1960. Quem morava na região era muito pobre", diz Fernando Penteado, 66, diretor de Harmonia da Vai-Vai. "Nadei no Saracura até o fim dos anos 1950, quando começaram a canalizar o rio", diz.

Nos períodos de chuva, o Saracura faz aparições, inundando a praça 14 Bis. "Brincamos que de vez em quando o Saracura se invoca e diz: 'tô aqui'", afirma o sambista.
Ao chegar à praça das Bandeiras, ele se junta aos rios Itororó (que vem da av. 23 de Maio) e Bixiga. Os três formam o rio Anhangabaú, que segue dali até a rua 25 de Março e deságua no poluído rio Tamanduateí, na avenida do Estado. É o fim da história do Saracura.
Editoria de arte/Folhapress

domingo, 17 de março de 2013

Dia Mundial da Água e incentiva consumo consciente


09/03/2013 - 08h00

Exposição marca Dia Mundial da Água e incentiva consumo consciente

DE SÃO PAULO

http://www1.folha.uol.com.br/saopaulo/1241043-exposicao-marca-dia-mundial-da-agua-e-incentiva-consumo-consciente.shtml

O consumo consciente da água é tema de exposição que abre no domingo (10) na estação Clínicas do Metrô de São Paulo. A mostra "Gotas", da artista plástica Andrea Laybauer, marcará também as comemorações do Dia Mundial da Água, em 22 de março.
"Pretendemos com este evento levar a questão da conservação da água para o público em geral", diz a diretora da Editora Cultura Sub, Ana Carolina Xavier, responsável pela organização da mostra.
A exposição terá 26 imagens --11 delas inéditas-- criadas pela artista por meio da macrofotografia, técnica que consiste no congelamento do exato momento do choque de uma gota d'água em uma superfície líquida e a reflexão da imagem.

Mostra marca Dia Mundial da Água

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Divulgação
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Exposição no metrô Clínicas terá obras da artista Andrea Laybauer; exposição terá 26 imagens, das quais 11 são inéditas
As obras conseguem trazer para o espectador elementos que existem, mas que não são percebidos por serem detalhes pequenos, alguns milimétricos, que acontecem em frações de segundos.
As imagens da artista também ressaltam o objetivo da mostra: conscientizar o público sobre a escassez de água no planeta.
"Queremos alertar a sociedade para o consumo consciente de água", afirma Béatrice de Toledo Dupuy, gerente de marketing e comunicação da Veolia Water, empresa de tratamento de água que patrocina a exposição.
"Uma pessoa precisa, em média, de 50 litros de água por dia para viver. No Brasil, o consumo é acima desse valor, já que consumimos diariamente cerca de 180 litros", diz Béatrice.
"Os brasileiros estão começando a usar a água de maneira consciente, mas ainda tem de melhorar porque, por exemplo, ainda tem muita gente que varre a calçada com a mangueira em vez de usar uma vassoura", ressalta a gerente. "No dia a dia são as pequenas coisas que podem se transformar em grandes prejuízos"
Exposição Gotas. Estação Clínicas (Linha 2 - Verde do Metrô). Av. Dr. Arnaldo, 555, Pacaembu, zona oeste, São Paulo, SP. De 10/3 a 30/4. Dom. a sex.: das 4h40 às 00h18. Sáb.: das 4h40 à 1h. Entrada gratuita.
CONFIRA ABAIXO ALGUMAS DICAS PARA ECONOMIZAR ÁGUA
  • Tome banhos mais curtos. Um banho de 15 minutos, em uma casa, consome 135 litros de água. Um de 5 minutos, apenas 45 litros.
  • Diminua a vazão das válvulas de descarga.
  • Prefira usar regador à mangueira em jardins e hortas.
  • Não lave calçadas com água; use uma vassoura.
  • Equipamentos como o restritor de vazão, a popular "peneirinha", instalados em torneiras, reduzem, em média, 50% do consumo de água.
  • Caso use lavadora de roupa, procure utilizá-la cheia e ligá-la no máximo três vezes por semana.
Fonte: Sabesp

terça-feira, 12 de março de 2013

Travessia Aquática Guarapiranga mostra importância do meio ambiente


Travessia Aquática Guarapiranga mostra importância do meio ambiente

Tema:Mergulho
Autor: Redação 360 Graus
Data: 11/3/2013



Mergulho - Represa de Guarapiranga<br>Foto: Socioambiental


Represa de Guarapiranga
Foto: Socioambiental


A Travessia Aquática Guarapiranga é uma das competições aquáticas mais tradicionais do Brasil, e já faz parte do “Calendário Oficial de Eventos da Cidade de São Paulo”. O projeto nasceu no começo de 2008, ano do centenário de fundação da Represa, com o intuito de chamar atenção para a preservação dos mananciais da Represa de Guarapiranga, e contava, já em seu primeiro ano, com 150 participantes. Ano após ano esse número cresceu e, nesta edição, 1200 participantes são aguardados. Sempre realizada na semana do Dia Mundial da Água (22 de março), a 6ª Travessia Aquática Guarapiranga acontecerá no dia 24 de março, a partir das 10h.

Podem participar atletas amadores e profissionais, e adeptos da natação em águas abertas, de qualquer localidade. A idade inicial para participação é de 09 anos, sem limite de idade (na quinta edição, em 2012, a Travessia contou com a ilustre participação de um atleta da melhor idade com 92 anos). Para se inscrever, os interessados devem acessar o site www.travessiaguarapiranga.com.br e preencher a ficha de inscrição. As vagas são limitadas (1200). Para a participação, fica condicionada a doação de dois litros de óleo utilizados, que deverão ser entregues na retirada do kit. Esse material será encaminhado posteriormente para reciclagem, evitando assim que poluam nossos mananciais.

“O refugo do óleo utilizado é um dos problemas mais graves enfrentados pela população mundial na atualidade, e a reciclagem tem ajudado na melhoria não só ambiental como também social.”, diz José Roberto, idealizador do evento

A cada doação de dois litros de óleo, um cupom será entregue aos participantes e durante o evento esportivo, serão sorteados diversos prêmios.

Para garantir a integridade e segurança dos participantes, a organização oferecerá toda a infra estrutura aquática e terrestre, com ambulância, caiaques, embarcações motorizadas e sinalizações com boias. Órgãos competentes como Corpo de Bombeiros, Marinha e Policia Ambiental estarão presentes e contribuirão conosco na organização do evento. Também serão colocados à disposição dos atletas inscritos, banheiros, vestiários e guarda-volumes.

Premiação:

Haverá cerimônia de premiação para os cinco primeiros colocados no geral feminino e masculino, para os cinco primeiros por faixa etária e para as cinco maiores equipes. Todos os participantes receberão uma medalha de participação, camisetas e toucas de natação.

SERVIÇO Travessia Aquática Guarapiranga
Período de inscrições: até o dia 18 de março
Data do Evento: 24 de março
Retirada dos Kits: às 07h
Largada: 10h - prova de 1000 metros
11h - prova de 2000 metros
Local: Clube da Eletropaulo, na Rua Peixe Vivo, 155 - Interlagos - São Paulo
Informações: 11 5894-4912 
www.travessiaguarapiranga.com.br

domingo, 24 de junho de 2012

"Águas rasas": Confira vídeo da 'guardiã da natureza' que esteve na Rio+20



Enviado por  em 03/02/2011
10 year old Ta'Kaiya Blaney is Sliammon First Nation from B.C., Canada. Along with singing, songwriting, and acting, she is concerned about the environment, especially the preservation of marine and coastal wildlife. Shallow Waters was a semi-finalist in the 2010 David Suzuki Songwriting Contest, Playlist for the Planet. The song was recorded in studio by Audio Producer Joe Cruz. Footage from Vancouver, BC was filmed by Colter Ripley. Footage of the traditional ocean-going canoe from the Squamish Nation (Burrard Inlet, North Vancouver, BC) ; Ta'Kaiya in traditional cedar bark regalia (Tofino, BC); the Oil Refinery in Burrard Inlet; and the Vancouver Aquarium was filmed by Tina House. Additional footage contributed from Canada Greenpeace and Living Oceans Society. Lyrics on Drychum channel.

23/06/2012 - 03h30

http://www1.folha.uol.com.br/folhinha/1109157-confira-video-da-guardia-da-natureza-que-esteve-na-rio20.shtml

LOUISE SOARES
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DO RIO


Em português, "Shallow Waters" quer dizer águas rasas. Confira a letra abaixo e veja clip com Ta'Kayia aqui.

"Águas rasas"
Trecho traduzido

Você se lembra da brisa salgada do oceano?
A gente construía castelos na praia e brincava no calor do verão, mas agora está tudo cheio de óleo.
Vamos voltar ao tempo em que nos importávamos, quando todos esses problemas não estavam lá.
Um pedido de ajuda, essa é a minha canção.
Se não fizermos nada, irá tudo embora.




quinta-feira, 22 de março de 2012

Dia Mundial da Água: Onde a vida do planeta começou...


22/03/2012 - 06h00

Dia Mundial da Água serve de alerta para a escassez do recurso


DE SÃO PAULO


O Dia Mundial da Água é lembrado nesta quinta-feira (22). A data serve de alerta, já que a escassez vai obrigar, por exemplo, a população de quase 20 milhões de pessoas que vivem na Grande São Paulo de buscar água cada vez mais longe, o que vai encarecer cada vez mais o recurso na próxima década.

22/03/2012

Ocupação irregular na área de manancial

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De um lado, o gado pasta na margem da represa Jaguari/Jacareí, em Braganca Paulista, interior de São Paulo. Do outro, pássaros em cima de entulho na represa Billings, na zona sul de São Paulo Leia maisA água da represa Jaguari/Jacareí, em Bragança Paulista (SP), refletindo as nuvens; na foto de baixo, a poluição da represa Billings, com casas do Parque Primavera ao fundo, na região da Pedreira, zona sul de São Paulo Leia maisConseguir água de qualidade para abastecimento de quase 20 milhões de habitantes da Grande SP está cada vez mais difícil. Hoje, metade da água que sai pelas torneiras da região precisa ser "importada" de bacias vizinhas Leia maisLixo acumulado nas margens da represa Billings em São Paulo, em contraste com as águas de boa qualidade da represa Jaguari/Jacareí, em Bragança Paulista, no interior do Estado Leia maisAcima, moradias do Parque Primavera, na zona sul de São Paulo, próximas à poluição da represa Billings. Abaixo, casas de alto padrão às margens de represa em Bragança Paulista, interior do Estado Leia mais
Apu Gomes/Moacyr Lopes Junior/Folhapress
De um lado, o gado pasta na margem da represa Jaguari/Jacareí, em Braganca Paulista, interior de São Paulo. Do outro, pássaros em cima de entulho na represa Billings, na zona sul de São Paulo Leia mais
De um lado, o gado pasta na margem da represa Jaguari/Jacareí, em Braganca Paulista, interior de São Paulo. Do outro, pássaros em cima de entulho na represa Billings, na zona sul de São Paulo Leia mais


22/03/2012

Rio Tietê limpo x rio Tietê sujo

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Dois momentos do rio Tietê: em sua nascente, Salesópolis e depois, na altura do córrego Aricanduva, na zona leste de São Paulo, aproximadamente 100 km à frente Leia maisConseguir água de qualidade para o abastecimento das quase 20 milhões de pessoas que vivem na Grande São Paulo está cada vez mais difícil. Hoje, quase metade da água que sai pelas torneiras da região precisa ser "importada" de bacias vizinhas Leia maisDetalhe das diferenças entre o rio Tietê desde a nascente até 100 km à frente, já em São Paulo Leia maisOs gestores da Sabesp concordam com a tese da falta da água a partir de 2020. A empresa quer buscar água no Vale do Ribeira, a 80 km, em um projeto de R$ 1 bilhão Leia maisHoje, os 69 mil litros de água que municiam a rede pública por segundo atendem todas as residências Leia maisA tendência, dizem os especialistas em mudanças climáticas, é de mais chuvas nos centros urbanos e de menos temporais nas periferias --justamente onde estão represas de abastecimento. Isso é causado pela verticalização das cidades, que aumenta as chamadas "ilhas de calor" Leia maisAlém disso, o uso e ocupação do solo ao redor destes pontos de captação continuam sem controle, segundo urbanistas. Isso aumenta a poluição da área, o que deixa o tratamento ainda mais caro Leia maisDe acordo com números do setor, somando água de mananciais e subterrâneas, 58% do total da água captada na Grande São Paulo vai para o uso público. Enquanto 39% para o setor industrial Leia mais
Juca Varella/Folhapress
Dois momentos do rio Tietê: em sua nascente, Salesópolis e depois, na altura do córrego Aricanduva, na zona leste de São Paulo, aproximadamente 100 km à frente Leia mais
Dois momentos do rio Tietê: em sua nascente, Salesópolis e depois, na altura do córrego Aricanduva, na zona leste de São Paulo, aproximadamente 100 km à frente Leia mais
Fotos celebram o Dia Mundial da Água
22/03/2012

Dia Mundial da Água

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Passarinhos em espelho d'água em fonte na Praça da Sé, centro de São Paulo Leia maisPrimeira etapa do tratamento da água, chamado de "mistura rápida e coagulação", quando 14 m² de água por segundo chegam a um tanque onde recebe sal de alumínio para que as impurezas virem flocos, na estação de tratamento da Sabesp, em São Paulo Leia maisHomem com os pés dentro d'água. Hoje, 22 de março, é o Dia Mundial da Água Leia maisUsada para fazer café, a água tem seu dia celebrado nesta quinta-feira (22) Leia maisÁgua transborda de um copo. Hoje é o Dia Mundial da Água Leia maisSegunda etapa do tratamento, chamado de "floculação e decantação", a água perde velocidade e chega a 8 tanques decantadores com capacidade para 13 mil metros cúbicos Leia maisNascente de água na rua Doutor Torres Neto, região da Pedreira, na zona sul de São Paulo, às vésperas do Dia Mundial da Água Leia maisCrianças brincam na represa Billings, na zona sul de São Paulo Leia maisHomem molha a cabeça para se refrescar em bica de nascente de água rua Doutor Torres Neto, região da Pedreira, na zona sul de São Paulo Leia maisEntrega de água em escritórios na rua São Bento, no centro velho de São Paulo Leia maisTanques de filtragem desativados para limpeza. Terceira etapa do tratamento, a filtração, onde a água passa por camadas de carvão mineral e areia para retirada de resíduos sólidos que possam ter ficado Leia maisA represa Jaguari/Jacareí, em Bragança Paulista, interior de São Paulo, parte do sistema Cantareira, que abastece parte da água usada na capital Leia maisCachoeira na margem da represa Jaguari/Jacareí, em Bragança Paulista, interior de São Paulo; legislação impõe metragem mínima para a edificação próxima da água Leia mais
Jorge Araújo/Folhapress
Passarinhos em espelho d'água em fonte na Praça da Sé, centro de São Paulo Leia mais
Passarinhos em espelho d'água em fonte na Praça da Sé, centro de São Paulo Leia mais



Atualmente, quase metade da água que sai pelas torneiras da região precisa ser "importada" de bacias vizinhas. Gestores da Sabesp concordam com a tese da falta da água a partir de 2020.
Apesar de o Brasil ter 12% da água doce mundial, 70% dos recursos hídricos ficam na bacia Amazônica. Ou seja: a água está bem longe dos grandes centros urbanos. E isso é um grande problema.
Editoria de Arte/Folhapress
Dia mundial da agua, 22/mar
Dia mundial da agua, 22/mar




Água rara
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/32777-agua-rara.shtml


São Paulo, quinta-feira, 22 de março de 2012Cotidiano
Cotidiano


Dia mundial lembra hoje a importância da preservação do recurso natural
EDUARDO GERAQUE
DE SÃO PAULO


Conseguir água de qualidade para o abastecimento das quase 20 milhões de pessoas que vivem na Grande São Paulo está cada vez mais difícil. Hoje, quase metade da água que sai pelas torneiras da região precisa ser "importada" de bacias vizinhas.
O sistema Cantareira, por exemplo, um dos que abastecem a região metropolitana, incorpora a água que vem da bacia do rio Piracicaba.
E essa necessidade de buscar o recurso cada vez mais longe vai encarecer cada vez mais a água na próxima década, porque haverá disputa tarifária entre as regiões, dizem especialistas.
Os gestores da Sabesp concordam com a tese da falta da água a partir de 2020. A empresa quer buscar água no Vale do Ribeira, a 80 km, em um projeto de R$ 1 bilhão.
Hoje, os 69 mil litros de água que municiam a rede pública por segundo atendem todas as residências.
Indústria e irrigação precisam recorrer a outras fontes, como reservatórios subterrâneos (que vêm de lençóis freáticos, e não de rios).

CLIMA
A tendência, dizem os especialistas em mudanças climáticas, é de mais chuvas nos centros urbanos e de menos temporais nas periferias -justamente onde estão represas de abastecimento. Isso é causado pela verticalização das cidades, que aumenta as chamadas "ilhas de calor".
Além disso, o uso e ocupação do solo ao redor destes pontos de captação continuam sem controle, segundo urbanistas. Isso aumenta a poluição da área, o que deixa o tratamento ainda mais caro.
"Os governos desrespeitam os padrões de segurança da água preconizados pela ONU", diz Renato Tagnin, urbanista especialista em planejamento ambiental.
"A situação é crítica e a população não é corretamente informada", afirma.
Wagner Ribeiro da Costa, geógrafo da USP também especialista em questões de água, questiona a presença do setor privado na cidade.
"Não seria o caso de avaliar a pertinência em manter indústrias intensivas no uso da água na região metropolitana de São Paulo?"
De acordo com números do setor, somando água de mananciais e subterrâneas, 58% do total da água captada na Grande SP vai para o uso público. Enquanto isso, 39% vai para o setor industrial.
Os dois especialistas concordam que falta uma abordagem sistêmica do problema que envolve a água. De acordo com eles, o "estresse hídrico" vivido hoje vai passar, em menos de uma década, para problema de escassez de água.
Colaborou SABINE RIGHETTI