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terça-feira, 16 de setembro de 2014

Quem viver verá: Camada de ozônio estará recuperada até 2050, diz a ONU

Ambiente | 10/09/2014 15:54

Camada de ozônio estará recuperada até 2050, diz a ONU

A constatação foi publicada nesta quarta-feira, 10, depois da ONU realizar por quatro anos um estudo com 300 cientistas, inclusive brasileiros

Jamil Chade, do 


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Divulgação/NASA
Buraco na camada de ozônio em outubro de 2013
Buraco na camada de ozônio em 2013: ela protege a terra de raios ultra-violetas emitidos pelo sol
Genebra - Pela primeira vez em décadas, a camada de ozônio caminha para ser plenamente recuperada, depois de uma importante deterioração.
Ela pode estar completamente reconstituída até 2050, com um forte impacto sobre as condições climáticas no Hemisfério Sul.
O buraco sobre a Antártica deve começar a se reduzir a partir do ano de 2020. A constatação foi publicada nesta quarta-feira, 10, pela ONU, depois de realizar por quatro anos um estudo com 300 cientistas, inclusive brasileiros.
Em 2010, o informe apontava que não havia qualquer tipo de sinal de melhoria. Agora, a entidade comemora a descoberta e alerta que a recuperação apenas foi garantida graças a uma cooperação internacional.
O mesmo modelo, segundo a ONU, deve ser usada como exemplo para os futuros acordos entre governos para lidar com o clima.
A camada de ozônio protege a terra de raios ultra-violetas emitidos pelo sol e, diante da emissão de diversos gases, estava perdendo sua força com a formação de buracos que chegaram a ter a dimensão de verdadeiros continentes.
"Mas diante de certos indicadores positivos, a camada de ozônio deve se reconstituir até meados do século", comemorou o diretor-executivo do Programa da ONU para Meio Ambiente, Achim Steiner.
Segundo ele, até 2050 a projeção aponta que a camada poderá voltar a seus níveis de 1980, data que serve de referência. O auge do problema foi identificado em 1993.
Agora, a constatação é de que, a cada ano, a concentração de gases nocivos tem caído em 1%. A previsão é de que, diante desse cenário, 2 milhões de casos de câncer de pele conseguiram ser evitados até 2030.
Se todas as emissões de gases foram interrompidas, a camada estará recuperada no ano de 2039, um cenário que os cientistas admitem que não é mais realista.
Nem todas as regiões reagirão da mesma forma. As taxas estarão recuperadas antes da metade do século em latitudes médias e no Ártico.
Sul
A situação na Antártica ficará para um período um pouco mais tarde. O buraco continua a se formar a cada primavera e isso deve continuar pela maior parte do século. Isso porque, mesmo se as emissões de substâncias pararam, o acúmulo na atmosfera ainda terá um impacto.
No Hemisfério Sul, o buraco provocou importantes mudanças no clima durante o verão, com altas nas temperaturas da superfície, impacto nas chuvas nos oceanos.
A Península Antártica também se transformou no local com a mais rápida elevação de temperatura do mundo.
Em 2006, o buraco sobre o Polo Sul alcançou um recorde diante de um inverno especialmente frio. No total, a camada foi afetada em 29,5 milhões e quilômetros quadrados.
Pelas novas constatações, os cientistas apontam que o tamanho do buraco não vai mais se expandir.
"A expansão do buraco como vimos durante anos não deve mais ocorrer", declarou Geir Braathen, principais cientista da Organização Meteorológica Mundial.
"Talvez teremos mais dez anos de estabilidade e, a partir de 2020 ou 2025, ele começará a fechar", explicou.
O impacto disso será uma reversão no ritmo de aquecimento na Península Antártica. Já na América do Sul, essa tendência será confrontada com a previsão do aquecimento da região por conta das mudanças climáticas.
Para os cientistas, o que garantiu o resultado foi a aplicação do Protocolo de Montreal que, em 1987, estabeleceu regras para o uso de certos produtos, como o CFC, usados em geladeiras e aerossóis.
O acordo foi fechado depois que se constatou que, em todo o mundo, a camada sofreu uma forte diminuição de seu tamanho em toda a década de 80 e parte dos anos 90.
Desde então, as emissões de CFC foram reduzidas em 90%, cinco vezes superior ao que se pede para a redução de CO2 no Protocolo de Kyoto.
Como resultado, as regras de 1987 conseguiram estabilizar a perda da camada de ozônio a partir de 2000 e, agora, ela começa a aumentar.
Alerta
Mas o informe também alerta para a rápida elevação de certos produtos que passaram a ser usados como substitutos para os gases proibidos.
Segundo os cientistas, esses novos produtos também podem produzir gases de efeito estufa, como o HFC.
Os dados mostram que o ritmo de expansão é de 7% ao ano. "Essas substâncias vão contribuir de forma importante às mudanças climáticas e o aquecimento do planeta", alertou Geir Braathen.
A ONU e os cientistas pedem que esse produto seja abandonado e substituído por elementos menos nocivos.
Os cientistas também apontam que o futuro da camada de ozônio na segunda metade do século ainda dependerá da concentração de CO2 e metano, que continuam a aumentar.
"O que está em jogo é muito importante ainda", alertou Steiner.
"Mas o sucesso no caso da camada de ozônio deve servir como exemplo para a negociação de acordos sobre o clima. Temos as provas sólidas da importância da cooperação para garantir a proteção de nosso patrimônio comum", alertou.
Seu recado tem um destino claro: as negociações sobre um acordo climático, marcadas para o dia 23 de setembro em Nova Iorque.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Dia Internacional de Proteção da Camada de Ozônio


http://www.cetesb.sp.gov.br/mudancas-climaticas/prozonesp/eventos-ozonio/12-14%C2%B0-seminario-do-dia-do-ozonio--2009


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O 14º Seminário de Comemoração do Dia Internacional de Proteção da Camada de Ozônio foi realizado no dia 18 de novembro de 2009, no auditório Augusto Ruschi, na sede da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo - CETESB e da Secretaria Estadual de Meio Ambiente - SMA.
O evento, realizado pela Coordenação do Prozonesp em conjunto com o Setor de Clima e Energia da CETESB, Grupo Ozônio e Abrava, contou em sua abertura com o Diretor-Presidente da CETESB, Fernando Rei, com o representante do Ministério do Meio Ambiente, Euler Martins Lage, com o representante do PNUD, Anderson Moreira Alves, e também com o representante da Abrava, Samuel Vieira.
As apresentações de palestras foram feitas pelos especialistas em CFCs e HCFCs: Paulo Neulaender - Abrava, Euler Martins Lage - MMA, Ruy de Goes Leite de Barros - PNUD, Donato N. Di Giacomo - IMT.
O evento teve como principal foco de discussão o Plano Nacional de Eliminação de HCFCs, em cumprimento com o Protocolo de Montreal, do qual o Brasil é signatário. O Plano prevê que o consumo de CFCs no Brasil deve ser igual a zero em 2010, sendo que a importação desses gases já não ocorre mais pelo Brasil.
Para Paulo Neulaender, diretor da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento - Abrava, que juntamente com a CETESB e a SMA promoveu o encontro, o setor de refrigeração será bem sucedido na eliminação do uso dos CFCs e HCFCs. Ele fez um breve histórico das ações do Grupo Ozônio, que agora passou a se denominar Grupo Clima Ozônio, dando conta de que nos 14 anos de sua existência, o grupo, fundado por representantes da CETESB, para estimular a proteção da camada de ozônio e divulgar boas práticas, só vem crescendo e obtendo novas adesões. Conforme o palestrante, foram 14 seminários, realizados anualmente, com média de 230 participantes, inúmeras palestras em indústrias e universidades e uma lista eletrônica com mais de 5135 participantes, além de parcerias sólidas com instituições privadas e governamentais. 


Palestras 
Avaliação das Emissões de HCFC-22 pelos Sistemas de Refrigeração Comercial em Supermercados - Donato N. Di Giacomo
O Programa Brasileiro de Eliminação de HCFCs - Euler Martins Lage
Dia Internacional de Proteção da Camada de Ozônio - Paulo Neulaender
O PBH e a Conversão de Empresas - Ruy de Goes Leite de Barros
Audios do 14º Seminário de Comemoração do Dia Internacional de Proteção da Camada de Ozônio 
Parte 1 de 6
Parte 2 de 6
Parte 3 de 6
Parte 4 de 6
Parte 5 de 6
Parte 6 de 6





quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Especialistas apostam em redução no buraco da camada de ozônio



Postado em 17/09/2012 às 09h59
Atualmente o buraco na camada de ozônio representa uma área de 19 milhões de quilômetros quadrados. | Imagem: Nasa
As medidas de contenção no uso de substâncias que prejudicam a camada de ozônio parecem ter surtido efeito. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), o buraco na camada sobre a Antártica deve ter uma redução neste ano, em relação a 2011.
A informação, divulgada na última sexta-feira (14), foi feita a partir de estimativas de pesquisadores, que acreditam que a retirada do clorofluorcabono (CFC) do mercado tenha participação importante na contenção deste problema.
A camada de ozônio é a película protetora que envolve a Terra e filtra a passagem dos raios ultravioletas, que prejudicam a vida no planeta. Minimizar o impacto humano sobre a camada de ozônio tem sido um desafio. Existe até mesmo o Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio, comemorado em 16 de setembro.
Há 25 anos foi assinado um acordo mundial para a retirada dos CFCs do mercado. O composto era bastante usado em aparelhos de refrigeração e sprays. Hoje a redução do uso do material chega a 80% em todo o mundo.
Mesmo com uma previsão positiva, os pesquisadores alertam que a perda do ozônio ainda será superior ao ano de 2010. O pior cenário já registrado aconteceu em 2006. Atualmente o buraco na camada de ozônio representa uma área de 19 milhões de quilômetros quadrados. Com informações do Globo Natureza.
Redação CicloVivo
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domingo, 23 de outubro de 2011

Todos para o buraco...


21/10/2011 - 16h56

Buraco na camada de ozônio chega a nível máximo nesta temporada

http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/994554-buraco-na-camada-de-ozonio-chega-a-nivel-maximo-nesta-temporada.shtml


O buraco na camada de ozônio no hemisfério sul chegou a seu nível máximo anual em 12 setembro, ao alcançar 16 milhões de quilômetros quadrados, o 9º maior dos últimos 20 anos. As informações são da Nasa (agência espacial americana) e da Noaa (Administração Atmosférica e Oceânica dos EUA).
A camada de ozônio protege a vida terrestre ao bloquear os raios solares ultravioleta e sua redução adquire especial importância nesta época do ano, quando o hemisfério sul começa a ficar mais quente.
A Nasa e a Noaa utilizam instrumentos terrestres e de medição atmosférica aérea a bordo de globos e satélites para monitorar o buraco de ozônio no polo Sul, os níveis globais da camada de ozônio na estratosfera e as substâncias químicas artificiais que contribuem para a diminuição do ozônio.
"As temperaturas mais frias na estratosfera causaram neste ano um buraco de ozônio maior que a média", disse Paul Newman, cientista-chefe do Centro Goddard de Voos Espaciais da Nasa.
"Embora fosse relativamente grande, a área do buraco de ozônio neste ano estava dentro da categoria que esperávamos, dado que os níveis químicos de origem humana persistem na atmosfera", lamentou.
O diretor da divisão de Observação Mundial da Noaa, James Butler, afirmou que o consumo dessas substâncias que destroem o ozônio diminui pouco a pouco devido à ação internacional, mas ainda há grandes quantidades desses produtos químicos causando danos.
No entanto, a maioria dos produtos químicos permanece na atmosfera durante décadas.
A Noaa esteve monitorando o esgotamento do ozônio no mundo todo, incluindo o polo Sul, de várias perspectivas, utilizando globos atmosféricos durante 24 anos para recolher os perfis detalhados dos níveis de ozônio, assim como com instrumentos terrestres e do espaço.