Mostrando postagens com marcador Certificações e selo verde. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Certificações e selo verde. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

GBC Brasil terá mais duas certificações ambientais para edifícios e casas

Selos serão lançados na próxima semana durante a 8ª Greenbuilding Brasil Conferência Internacional e Expo


Gabrielle Vaz, do Portal PINIweb
3/Agosto/2017
GBC Brasil
O Green Building Council Brasil (GBC Brasil) irá lançar dois novos selos para imóveis residenciais e comerciais durante a 8ª Greenbuilding Brasil Conferência Internacional e Expo, considerado o principal evento de construção sustentável da América Latina, que acontecerá entre os dias 8 e 10 de agosto, em São Paulo.
A certificação Zero Energy Building irá reconhecer edificações que comprovem o consumo zero de energia local de sua operação anual devido à combinação de eficiência energética e geração de energia por fontes renováveis.
"Há total viabilidade econômica e estaremos premiando os melhores do mercado que atuam com excelência no planejamento, conceituação integrada de projeto, comunicação entre equipes, automação, tecnologia, estímulo a energias renováveis, conscientização dos ocupantes e excelência na operação predial. Já temos projetos diversos registrados no Brasil, casas, prédio residencial, creche pública, prédio comercial, centro de pesquisas e outros", comentou o diretor-executivo do GBC Brasil e presidente Regional da Rede das Américas, Felipe Faria.
Estão entre os critérios para o novo selo: atividades que maximizem a eficiência energética; geração de energia renovável no local ou remoto (on-site ou off-site); e a compra de Certificados de Energia Renovável (REC), que comprova a natureza da energia que a edificação utiliza.
Mesmo com o lançamento previsto para a próxima semana, o GBC Brasil já registrou 12 projetos nacionais na busca da certificação, sendo eles: CICS - Centro de Inovação em Construção Sustentável - USP; Sede RAC Engenharia , em Curitiba; Creche Municipal Hass, em Florianópolis; Sede do Sinduscon-PR, em Curitiba; Casa do Futuro, em Atibaia (SP); Catuçaba, em São Luiz do Paraitinga (SP); Montage Botafogo, em Campinas (SP); Escritório Advocacia De Paola & Panasolo, em Curitiba; Casa Mão Verde, em Piracicaba (SP); Lar Verde Lar, em Governador Valadares (MG); Sede Sebrae-MT, em Cuiabá; e Geonergia, em Tamboara (PR).
De acordo com o GBC, o Brasil é o segundo país no mundo a buscar a certificação para o setor da construção, ficando atrás somente do Canadá. A medida deverá incentivar o uso de fontes de energia renováveis e a eficiência energética em todo o País.
"Ao lançar o seu Zero Energy Standard, o país confirma que as metas são alcançáveis hoje e oferece ferramentas necessárias para que os empreendedores da construção civil atuem dentro do conceito de Net Zero Energy Building", afirma Terri Wills, CEO do World Green Building Council. "É somente por meio de um exemplo representativo como esse que garantiremos que o setor de construção possa cumprir o Acordo de Paris e ajudar a evitar os piores impactos das mudanças climáticas", completa.
Já o segundo selo que também será lançado durante a conferência é a certificação GBC Brasil Casa, que, com duas versões, reconhecerá residências unifamiliares e condomínios, conjuntos de casas ou edifícios sustentáveis.
Será disponibilizado pelo GBC Brasil ferramentas, metodologia e conhecimento necessário para a colaboração de todas as etapas da construção e operação de imóveis residências e condomínios com alto desempenho econômico, social e ambiental.
Para a certificação, uma pontuação mínima deverá ser atingida, considerando as categorias prioritárias e envolvendo também conceitos de saúde, bem-estar e conforto dos ocupantes, de forma transversal nas diversas categorias da certificação.
Entre as categorias de implantação, uso eficiente da água, energia e atmosfera, materiais e recursos, qualidade do ambiente interno, requisitos sociais, inovação e projeto e créditos regionais, deverão ser consideradas as seguintes disposições: 28% Mudanças Climáticas; 22% Saúde e Bem-Estar; 20% Benefícios Econômicos; 12% Recursos Hídricos; 10% Biodiversidade; 8% Comunicação e Educação.
O Bureau Veritas, líder mundial na avaliação de conformidade e certificação, será o responsável por realizar a auditoria dos projetos que desejam alcançar a certificação. Até o momento, já foram registrados 11 projetos para a certificação em estados como Goiás, São Paulo, Santa Catarina e Paraná.

sábado, 5 de julho de 2014

Algodão: primeiras certificações de sustentabilidade de MT são divulgadas

Algodão: primeiras certificações de sustentabilidade de MT são divulgadas

Visitas: 157

Algodão: primeiras certificações de sustentabilidade de MT são divulgadas
04/07/14 - 11:51 

Mato Grosso, o maior estado produtor de algodão no Brasil, já tem a primeira parcial de fazendas certificadas pelo programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR) e licenciadas pela Better Cotton Initiative (BCI). A primeira lista já conta com 139 propriedades certificadas pelo ABR. Destas, 117 também pediram o licenciamento BCI.

O estado de Mato Grosso, devido ao alto número de fazendas, ainda não finalizou o processo de certificação. Mesmo assim, na primeira parcial, já apresenta um número igual a 80% das propriedades certificadas na safra 2012/2013.

“A tendência é de crescimento, como aconteceu em todos os outros estados. O produtor que não está em sintonia com os pilares de sustentabilidade, hoje em dia, acaba perdendo espaço no mercado. Por isso, temos certeza que, em breve, 100% dos produtores brasileiros serão certificados”, diz o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão, Gilson Pinesso.

CERTIFICAÇÃO – A certificação do programa ABR é feita em duas partes. Inicialmente, é realizada uma verificação interna pelas equipes de sustentabilidade das associações estaduais, que observam a conformidade das propriedades com a lista de requisitos do programa. “Os técnicos vão até as fazendas para uma avaliação e orientação sobre como corrigir os possíveis problemas”, explica Galbero.

Após a verificação interna e a correção das não conformidades, é o momento da verificação de terceira parte, por certificadoras independentes. Para a safra 2013/2014 as empresas contratadas para realizar a auditoria independente são a ABNT, que fará o trabalho em MT, MS, BA e MA; a SGS, em MG; e a Gênesis Group, em GO. O principal requisito para a seleção das empresas foi a acreditação internacional. Elas foram escolhidas após uma análise de preços e reconhecimento entre nove instituições.

ABR – O programa Algodão Brasileiro Responsável é uma iniciativa da Abrapa e de suas estaduais para unificar o protocolo de certificação de sustentabilidade na produção de algodão no Brasil. A partir da safra 2013/2014, o produtor certificado pelo ABR será, se assim quiser, automaticamente licenciado pela Better Cotton Initiative (BCI). O ABR baseia-se em princípios relacionados aos três pilares básicos da sustentabilidade: ambiental, social e econômico.

Confira as fazendas que receberam a certificação do ABR e o licenciamento da BCI clicando aqui.

Associação Brasileira dos Produtores de Algodão - Abrapa

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Green office: a utopia e a contradição da sustentabilidade

04/02/14 05:00 - Opinião2

Green office: a utopia e a contradição da sustentabilidade

Mário Henrique da Luz do Prado

http://www.jcnet.com.br/editorias_noticias.php?codigo=232762
Dia destes, ouvi falar deste termo: Green Office, que significaria “escritório sustentável”. O resto é fácil imaginar: energia renovável, papel reciclado, reciclagem de outros materiais, menor produção de resíduos, etc. Tudo isto faria este escritório ganhar um “selo verde”, com o que poderia, orgulhosamente, estampar seu “hall” de entrada e sua assinatura de e-mail. O que faria, provavelmente, com o símbolo de uma folha de árvore. E faria sem contrariedade.

Dizer que um escritório é sustentável pode ser louvável, e seria, se a sustentabilidade não estivesse, nos dias atuais, vista como, tão somente, preocupação e dever das empresas, das indústrias, e não das pessoas. E não digo isto no sentido de que “devemos ter uma casa sustentável”, ou “não devemos jogar lixo na rua”. Isto é pouco. Isto não é nada. A sustentabilidade é um conceito micro, e não macro. 

Toda mudança deve ser “centrífuga”, de dentro para o exterior. Pois então: temos ideias sustentáveis? Temos atitudes sustentáveis? Desejos sustentáveis? Ser “sustentável” não é cuidar do lixo, é cuidar de si. O mundo não é sustentável e mesmo que reciclemos todo o lixo produzido, que não derrubemos uma árvore sequer, que não joguemos nenhum pedaço de nada nos rios e mares, ainda não seremos sustentáveis. A relação do homem com o homem continuará suja, continuará sendo de servidão, de exploração, de disputa, de ódio, de racismo, de homofobia. De que adianta, então, se preocupar tanto com o lixo que a grande fábrica da sua cidade produz sem se preocupar com o que você mesmo produz ?

E tem mais: a fábrica que não joga lixo nos rios continuará a explorar seu operário, e o que isso tem de sustentável? O automóvel que polui menos continuará entupindo as ruas. E quando forem construir novas estradas para os carros pouco poluentes, o impacto ambiental será ainda maior, serão desapropriadas propriedades de diversas famílias para construir a estrada para os carros “pouco poluentes”.

E assim vamos acreditando nesse “mundo sustentável”, que só muda o jeito de se destruir dia a dia. O modelo de sustentabilidade atual é tão estúpido que, dia qualquer, um tanque de guerra vai ter um “selo verde” por consumir pouco combustível. Então teremos uma guerra “sustentável”. Símbolo maior da utopia, contradição e estupidez da nossa sustentabilidade. 

O autor, Mário Henrique da Luz do Prado, é colaborador de Opinião

domingo, 7 de julho de 2013

Brasil supera marca de 100 empreendimentos com certificação Leed

27/Junho/2013

Brasil supera marca de 100 empreendimentos com certificação Leed



http://www.piniweb.com.br/construcao/sustentabilidade/brasil-supera-marca-de-100-empreendimentos-com-certificacao-leed-291869-1.asp

Segundo balanço do GBC Brasil, três projetos já obtiveram o nível máximo. Somente a cidade de São Paulo possui 80 empreendimentos com o selo


Rodrigo Louzas



Eldorado Business Tower foi o primeiro projeto a receber o Leed Platinum
O Brasil ultrapassou a marca dos 100 empreendimentos certificados pelo Leed (Leadership Environmental and Energy Design), de acordo com dados divulgados nesta semana pelo Green Building Council Brasil (GBC Brasil). Hoje o País está em quarto lugar no ranking mundial de projetos com o selo, atrás apenas dos Estados Unidos, da China e dos Emirados Árabes.
"Em 2012 havia uma média de 16 registros por mês em busca da certificação, ao passo que nos primeiros cinco meses de 2013 o número cresceu mais de 40%, chegando a 22 solicitações por mês", disse Marcos Casado, diretor técnico e educacional da organização, em comunicado oficial.
Segundo balanço, os registros para certificação cresceram em todas as regiões, mas a região sudeste permanece na liderança. Somente São Paulo possui 80 empreendimentos Leed. Completam o a lista o Rio de Janeiro (12 certificados), Paraná (3), Rio Grande do Sul (3), Minas Gerais (2) e Distrito Federal (1). Outras cidades ainda possuem quatro empreendimentos contemplados.
Dos 105 que receberam o selo, três já obtiveram o nível Platinum (máximo). Ainda segundo a pesquisa, um total de 65% das 100 edificações é de caráter comercial ou escritórios. "Além dos números expressivos, o setor deve comemorar a busca pela certificação por empreendimentos dos ramos industrial, fabril, esportivo, hoteleiro, varejista e hospitalar, por exemplo. Prova disso é que o centésimo empreendimento LEED no Brasil é um centro de manutenção de uma garagem de ônibus rodoviários, fato inédito", destaca Casado.
Para conseguir o selo, os empreendimentos precisam atender a critérios como eficiência energética; uso racional de água; qualidade ambiental interna; uso de materiais, tecnologias e recursos ambientalmente corretos, entre outras ações que minimizem os impactos ao meio ambiente.

sábado, 1 de junho de 2013

Selo Leed Platinum para o estádio Mané Garrincha

O Mané Garrincha poderá ser o primeiro estádio no mundo a receber o selo Leed Platinum, o certificado máximo de sustentabilidade. A categoria é a mais alta que uma construção pode alcançar junto à organização Green Building Council. De acordo com a engenheira responsável pela obra, Maruska Lima de Sousa Holanda, todo o material proveniente da demolição foi reaproveitado. As armaduras e os aços foram para cooperativas de reciclagem e o concreto foi moído para que, a partir dele, fossem feitas as bases dos pisos do estádio.
Estádio Mané Garrincha
A cobertura da arena também contribui com a sustentabilidade do projeto. A membrana é autolimpante e utiliza o processo de fotocatálise para a remoção de sujeiras e da poeira que se acumula sobre a estrutura. Com as primeiras chuvas, o material é lavado sem a necessidade de qualquer produto e a membrana volta à cor branca. A ajuda à camada de ozônio corresponde à retirada de mil veículos do trânsito por dia.
A chuva que cai sobre a cobertura é canalizada para cinco reservatórios, onde é filtrada e tratada para ser reutilizada no estádio nos vasos sanitários e na irrigação do campo. A cobertura também permite economia de energia devido à ventilação natural e por diminuir a sensação de calor dentro do estádio, já que reflete os raios ultravioletas e retém 15% da luz amarela.
Será construída ainda uma usina solar no anel de compressão da cobertura, com capacidade de gerar até 2,2 megawatts de energia. A previsão é de que ela seja instalada no segundo semestre de 2013. Outra forma de economizar energia é o uso de lâmpadas de LED em algumas áreas do estádio.
Arena Pernambuco – Para que a Arena Pernambuco consiga atingir a meta de certificação sustentável LEED na categoria prata, os responsáveis contrataram o serviço de consultoria do Centro de Tecnologia em Edificações. O projeto previu a captação de energia solar e de água da chuva, ventilação natural, além de gestão dos resíduos sólidos. Outro ponto é em relação à mobilidade urbana. A arena ficará a três quilômetros do terminal rodoviário e a 19 Km do aeroporto, diminuindo a necessidade do uso de automóveis.
O estádio utilizará a energia gerada por uma usina solar própria com capacidade equivalente ao consumo médio de 6 mil brasileiros. A Usina Solar Fotovoltaica terá potência instalada de 1MWp, o que resulta na geração de 1,5 mil MW. Quando não houver demanda interna, o excedente será injetado na rede da concessionária de distribuição, podendo ser utilizado por outros consumidores.
Fonte: Secretaria de Comunicação do Governo Federal – Secom

Certificação Aqua

23/Maio/2013

Empreendimento paulista é o primeiro residencial do Brasil a receber a certificação Aqua na fase realização


http://www.piniweb.com.br/construcao/sustentabilidade/empreendimento-paulista-e-o-primeiro-residencial-do-brasil-a-receber-289876-1.asp


Projeto prevê a redução do uso de água em até 27% e uma economia de energia que pode superar os 30%


Rodrigo Louzas


Divulgação: Even
O empreendimento True Chácara Klabin, da Even Construtora e Incorporadora em parceria com a Inovatech Engenharia, é o primeiro residencial do país a receber a Certificação Aqua na fase Realização, segundo a Fundação Vanzolini. O selo foi entregue no início do mês. O projeto já tinha conquistado em 2010 a certificação na fase de programa e em 2011 na fase concepção.
A certificação avaliou 79 requisitos de sustentabilidade, divididos em 14 categorias. O prédio, que fica na região sul de São Paulo e será entregue no próximo dia 28, alcançou nível excelente em seis categorias, destacando gestão da água, gestão de resíduos e manutenção do edifício, superior em três categorias e nível bom em cinco categorias, nível de atendimento acima do mínimo necessário para certificação.
Segundo a Even, a redução do uso de água no empreendimento pode chegar a 27%, graças à adoção de soluções como redutores de vazão nas torneiras e reuso de água. Já a economia de energia pode superar os 30% em função da adoção de iluminação automática ativada por sensores, a escolha de lâmpadas eficientes e a arquitetura que privilegia a iluminação natural.
O empreendimento prevê também um espaço no apartamento e no condomínio para armazenamento dos materiais para reciclagem. "Aos poucos os conceitos vão sendo incorporados ao setor e conseguimos acabar com a visão de que esses itens encarecem muito o projeto", afirma Silvio Gava, diretor-executivo técnico e de sustentabilidade da Even.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Modernização certificada

Modernização certificada


Para atender à demanda de grandes corporações, novos retrofits buscam certificações de sustentabilidade. Conheça os desafios desse tipo de obra

http://www.revistatechne.com.br/engenharia-civil/194/modernizacao-certificada-para-atender-a-demanda-de-grandes-corporacoes-288496-1.asp

Por Ana Sachs




Divulgação: Tishman Speyer
Exigências rigorosas dos sistemas de certificação de sustentabilidade potencializam a redução de consumo de água e energia durante a operação de edifícios retrofitados
As certificações de sustentabilidade começam a ganhar espaço nos projetos de retrofit de edifícios corporativos no Brasil. Assim como nas construções novas, o fenômeno é impulsionado pelas exigências das empresas de grande porte, principais locatárias desses espaços, orientadas pelas práticas recomendadas em suas políticas ambientais. Mas, para obter um bom desempenho nesses sistemas de avaliação, projetistas e construtores se deparam com grandes desafios para adaptar as novas tecnologias de sistemas prediais às condições da edificação.
Segundo Marcio Porto, arquiteto do escritório Sidonio Porto Arquitetos Associados, houve mudanças importantes no ambiente corporativo nas últimas décadas. "Do início dos anos 1970 até hoje, tivemos significativas mudanças nas formas de trabalho nos escritórios. A informatização é hoje uma realidade que não existia, os sistemas de ar-condicionado centrais têm características totalmente distintas da forma como era feita a climatização na época. A densidade de usuários dentro do edifício aumentou. Além disso, o próprio desgaste natural da edificação gera demanda pela renovação."
O maior desafio é que, para se conseguir uma certificação, o edifício precisa ter um alto desempenho ambiental, e isso requer maior investimento em tecnologia. É um custo necessário para o edifício se manter competitivo em relação aos concorrentes. "Não buscar esse desempenho e a respectiva certificação poderá deixar o edifício fora do novo padrão do mercado, prejudicando seu resultado comercial, seja na venda, seja na locação", aponta Luiz Henrique Ferreira, diretor da Inovatech Engenharia.
Sem parar
Divulgação: Leroy Merlin
Sede administrativa da Leroy Merlin
Uso: comercial
Localização: São Paulo
Ano de construção: 1991
Ano do retrofit: 2011
Construtora: departamento de projetos e obras da Leroy Merlin
Consultoria ambiental: Inovatech Engenharia
Certificação: Aqua
Ao revitalizar sua sede administrativa, a rede de lojas Leroy Merlin optou por um retrofit certificado com o selo Aqua. "Executar uma reforma desse porte com a empresa em plena operação demandou uma grande sensibilização das equipes", conta Pedro Sarro, diretor de obras na Leroy Merlin Brasil. Cerca de 300 t de resíduos, que correspondem a 70% do total gerado na reforma, foram reaproveitados na própria obra. O novo sistema de ar-condicionado é do tipo Volume de Refrigeração Variável (VRV), de baixo consumo energético e com controle de umidade. A qualidade do ar é mantida por um sistema de umidificação e controle interno de CO2. Para reduzir o consumo de água, foram especificadas torneiras com controle de acionamento, válvulas de descarga de fluxo duplo, mictórios sem o uso de água e reaproveitamento da água da chuva nos banheiros e na rega dos jardins.
Visando à economia de energia, as fachadas receberam vidro de alto desempenho e a iluminação interna foi reformulada, com a adoção de lâmpadas led e um sistema de automação para controle de demanda. Também foram especificados materiais de baixo impacto ambiental, como madeira de demolição, carpete reciclável, manta de garrafas pet no revestimento acústico, tintas à base de água e móveis de madeira certificada. Na parte externa, foi criada uma praça, interligando os prédios com espelhos d'água e uma grande parede verde, com o objetivo de eliminar as ilhas de calor. "Com todos esses atributos, é esperada uma economia de 30% no consumo de energia e de 47% no consumo de água, sem prejudicar o conforto dos usuários", afirma Luiz Henrique Ferreira, diretor da Inovatech Engenharia, consultoria que trabalhou na obra.

Ainda que demandem um investimento inicial maior, os chamados retrofits verdes podem ser atraentes em termos financeiros, já que estabelecem níveis mais rigorosos de consumo de recursos na operação. "A questão é fazer uma análise econômica global, de investimento e retorno em economia operacional e valorização do patrimônio", baliza Manuel Carlos Reis Martins, coordenador executivo do Processo Alta Qualidade Ambiental (Aqua) na Fundação Vanzolini. "Precisamos lembrar que, quanto mais alto o desempenho ambiental, menores serão os custos operacionais futuros da edificação", continua.
Segundo Luiz Henrique Ferreira, os principais benefícios estão na redução no consumo de água e energia, que pode chegar a 50%, dependendo da situação inicial encontrada. Anderson Benite, diretor da unidade de sustentabilidade do Centro de Tecnologia de Edificações (CTE), concorda: "no caso de edifícios que não estavam muito defasados, normalmente a economia de energia fica em torno de 10% e a de água em torno de 20%. Em edifícios mais antigos e que nunca passaram por melhorias, esses percentuais costumam ser bem maiores".
Ilustração: Sergio Colotto

Projeto Um projeto de retrofit deve seguir o ritmo normal de um projeto convencional, com a diferença de que a obtenção de dados preliminares e de levantamentos torna-se mais complexa. "Em muitos casos, os projetos executivos se perderam. Em outros, eles até existem, mas normalmente o edifício passou por uma série de modificações ao longo de sua vida útil, sem que isso fosse documentado em um as-built", explica Ferreira. Segundo o engenheiro, é fundamental contar com o apoio de uma equipe especializada em aspectos legais, além de outra que possa retratar de maneira detalhada o estado atual do edifício e sua aptidão estrutural e funcional para atender ao projeto.

 "A primeira etapa é a realização de um diagnóstico abrangente e, junto com o empreendedor ou proprietário, definir quais serão as reformas a serem executadas - troca de sistemas de ar-condicionado, retrofit de fachadas, elevadores, luminárias etc. Com base nisso, são desenvolvidos todos os projetos de arquitetura e complementares", explica Benite, do CTE.
Se o edifício tiver um bom projeto, as alterações serão menores e se limitarão à adaptação tecnológica das instalações elétricas e hidráulicas e dos principais equipamentos das áreas comuns dos edifícios, como elevadores e sistemas de iluminação, além de melhorias no sistema de manutenção do edifício e da gestão de resíduos. No entanto, pode haver mais dificultadores, dependendo das condições encontradas na edificação - como pé-direito baixo, lajes menores, maior número de pilares, falta de espaço para caixas de retardo para águas pluviais, falta de áreas técnicas para equipamentos de ar-condicionado e fachadas tombadas. "Tudo isso reduz o número de alternativas de sistemas de ar-condicionado, de aproveitamento de água da chuva, de instalação de luminárias mais eficientes, adoção de brises e outras tecnologias", lista Benite.

Prédio histórico
Fotos: divulgação Tishman Speyer
Edifício Galeria
Uso: corporativo e shopping center
Localização: Rio de Janeiro
Ano de construção: década de 1930
Ano do retrofit: 2011
Incorporadora: Tishman Speyer
Certificação: Leed
Localizado no Centro da cidade do Rio de Janeiro, o Edifício Galeria abrigou durante mais de 70 anos a sede da Sul América Companhia Nacional de Seguros. Comprado em 2007 pela construtora Tishman Speyer, passou em 2011 por um grande retrofit que visava a modernizá-lo e torná-lo mais eficiente, sem deixar de lado suas características originais. "Todo o trabalho foi executado com o objetivo de manter o equilíbrio entre a herança cultural dessa construção e a modernização do espaço físico e das instalações", afirma Daniel Cherman, presidente da Tishman Speyer. A fachada foi preservada, assim como detalhes internos, entre eles a escadaria e a caixaforte - que ganhou destaque no hall. Todo o interior do edifício foi modernizado com novas instalações elétricas, hidráulicas e de telecomunicações. O prédio ganhou ainda um sistema de ar-condicionado central e elevadores inteligentes, que ajudam a reduzir o consumo de energia. A água da chuva é captada e reaproveitada para usos não potáveis. Mais seguro e funcional, o empreendimento de 28 mil m² de área construída abrigará um shopping center no andar térreo. Os outros oito pavimentos serão destinados a escritórios. Por esse retrofit, o Edifício Galeria recebeu certificação Leed na categoria Gold, a segunda mais alta do sistema de avaliação.

Certificações Hoje, existem oito tipos diferentes de certificações Leadership in Energy and Environmental Design (Leed), sendo que duas delas contemplam edifícios já existentes: uma focada na gestão da operação e manutenção predial (Leed Existing Building - Operation & Maintenance) e outra focada na realização de retrofits verdes (Leed New Construction & Major Renovations). A primeira estabelece práticas sustentáveis que reduzem impactos ambientais e asseguram o conforto dos ocupantes ao longo da vida útil do edifício. Nesse modelo, a cada cinco anos, ou em menor período, deve ser realizada uma nova avaliação da performance ambiental do edifício para se manter a sua certificação.
Foto: Markus-/Shutterstock.com
Especificação de novas tecnologias em retrofits depende das condições encontradas na edificação, como altura do pé-direito, quantidade de pilares, disponibilidade de espaço para equipamentos de ar-condicionado e tombamento de fachadas
Redução no consumo de água após retrofits pode superar os 20%, dependendo das condições da edificação e de seu histórico de manutenção

Foto: Markus-/Shutterstock.com
Modernização de edifícios aposta em elevadores inteligentes, que economizam energia ao agrupar os passageiros de acordo com seus destinos ou ao acionar o mais próximo para atender à demanda
Já a segunda considera a infraestrutura e as características físicas do empreendimento, avaliando a performance ambiental do edifício revitalizado de forma comparativa a um edifício verde novo. A certificação ocorre após a conclusão do retrofit e não há recertificação. Para obter qualquer uma das certificações, o empreendimento passa por um processo de avaliação que leva em conta sete quesitos: uso racional da água, eficiência energética (de 10% de economia para um prédio novo e 5% para um prédio retrofitado, devido a limitações das construções mais antigas), redução, reutilização e reciclagem de materiais e recursos, qualidade dos ambientes internos da edificação, espaço sustentável, inovação e tecnologia, e atendimento a necessidades locais, que variam de empreendimento para empreendimento. Cada quesito tem um peso diferente na avaliação, e quanto maior a pontuação da edificação, melhor será o nível do selo conquistado: Silver, Gold ou Platinum.
Foto: Markus-/Shutterstock.com
Planejamento de retrofits é mais complexo porque os projetos originais, geralmente, não existem ou não correspondem à realidade devido à falta de documentação de intervenções de manutenção
A certificação Alta Qualidade Ambiental (Aqua) baseia-se em 14 objetivos de desempenho que devem ser atingidos em níveis bom, superior ou excelente, em quatro grandes áreas: ecoconstrução, ecogestão, conforto e saúde. Para obter o selo Aqua, o empreendedor deve pensar o entorno do empreendimento na construção, no uso e na desconstrução. Deve ainda considerar aspectos do ciclo de vida dos materiais e dos sistemas construtivos, eficiência no uso da água e da energia, gestão de resíduos sólidos no canteiro, e conforto térmico, acústico, visual e olfativo da construção. No caso de um edifício já existente, essa certificação é dada se for demonstrado, por meio de diagnóstico e inventário, que ele tem condições mínimas de segurança, habitabilidade e qualidade ambiental. Caso não seja possível, o empreendimento pode passar por uma reforma visando à obtenção do selo Aqua. Em todos os casos, para conquistar a certificação, o projeto é submetido à avaliação de auditorias ao final de cada etapa do processo.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Guia gratuito mostra como atender à nova norma de desempenho

10/Abril/2013

Guia gratuito mostra como atender à nova norma de desempenho


http://www.piniweb.com.br//construcao/legislacao/guia-gratuito-mostra-como-atender-a-nova-norma-de-desempenho-280776-1.asp

Publicação de 300 páginas da CBIC traz comentários técnicos e esclarecimentos jurídicos sobre como atender à NBR 15.575:2013


Renato Faria, da revista Téchne


Reprodução
Qual a resistência mínima das paredes a fechamentos bruscos das portas? Que normas regem os ensaios necessários para verificar a isolação sonora de fachadas? Quais as características do revestimento de piso a ser usado em áreas molhadas, rampas e terraços? Perguntas como essas se tornaram mais comuns a partir da exigência da nova norma NBR 15.575:2013 - Edificações Habitacionais - Desempenho, publicada no último mês de fevereiro e que passará a ser exigível a partir do próximo mês de julho. É com o objetivo de respondê-las que a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) lançou nesta quarta-feira (10) o Desempenho de Edificações Habitacionais - Guia Orientativo para Atendimento à Norma ABNT NBR 15575/2013.
A publicação apresenta, em 15 capítulos, considerações e comentários detalhados sobre os principais conceitos apresentados na nova norma, como conforto tátil e antropodinâmico, desempenho térmico, desempenho acústico, desempenho lumínico, estanqueidade à água, entre outros.
O texto é ilustrado com desenhos e tabelas que compõem a norma de desempenho, acompanhados de referências nas margens das páginas. Um apêndice com cinco anexos traz ainda esclarecimentos de natureza jurídicas relacionados à NBR 15.575.
A CBIC disponibiliza a versão online do guia orientativo para download gratuito em seu site. 


Veja os capítulos do guia:

1. Definições e conceitos
2. Incumbências
3. Requisitos gerais de desempenho
4. Desempenho estrutural
5. Segurança contra incêndio
6. Segurança no uso e na operação
7. Funcionalidade e acessibilidade
8. Conforto tátil e antropodinâmico
9. Desempenho térmico
10. Desempenho acústico
11. Desempenho lumínico
12. Estanqueidade à água
13. Durabilidade
14. Manutenibilidade/gestão da manutenção predial
15. Considerações finais


Apêndice: esclarecimentos de natureza jurídica
Anexo A - Vidas Úteis de Projeto (VUPs) sugeridas para diversos elementos e componentes da edificação
Anexo B - Diretrizes sugeridas para o estabelecimento de prazos de garantia
Anexo C - Gestão da manutenção predial
Anexo D - Referências normativas (normas técnicas a serem consultadas para aplicação da NBR 15.575)
Anexo E - Relação de laboratórios/capacitação para ensaios de desempenho


Serviço:

Desempenho de Edificações Habitacionais - Guia Orientativo para Atendimento à Norma ABNT NBR 15575/2013

Câmara Brasileira da Indústria da Construção
300 páginas



quinta-feira, 11 de abril de 2013

Leed Prata, situada dentro do bairro planejado Cidade Pedra Branca


Corporativo certificado



Veja os custos detalhados de uma torre corporativa com pré-certificação Leed Prata, situada dentro do bairro planejado Cidade Pedra Branca



http://revista.construcaomercado.com.br//guia//habitacao-financiamento-imobiliario/141/corporativo-certificado-veja-os-custos-detalhados-de-uma-torre-280494-1.asp

Por Aline Mariane

divulgação pedro branca
Na cidade de Palhoça, em Santa Catarina, está sendo construído o bairro planejado Cidade Pedra Branca, formado por 47 quadras e com potencial para construção de 2 milhões de metros quadrados. O bairro foi projetado segundo princípios de sustentabilidade e sua ocupação deve ser concluída em cerca de 15 anos a partir de 2013. Entre os projetos que despontam no loteamento, está a primeira torre do Edifício Pedra Branca Corporate Center, empreendimento corporativo de cinco pavimentos, térreo e um subsolo, que começou a ser construído em agosto de 2012 e deve ser entregue já em abril deste ano.
O projeto recebeu pré-certificação Leadership in Energy and Environmental Design (Leed) nível Prata, fornecida pelo U.S. Green Building Council, na categoria Core & Shell - para projetos da envoltória e da parte central do edifício. A obra pertence à construtora e incorporadora Pedra Branca - também responsável pelo bairro que leva seu nome -, e o plano da empresa é entregar, ainda em 2013, mais dois empreendimentos residenciais, dois comerciais e uma rua com lojas, restaurantes, cafés, banco e prestadoras de serviços.
O primeiro desafio da construtora foi encontrar um sistema construtivo rápido o suficiente para finalizar a obra da torre comercial em oito meses. "O prédio será alugado e, em termos de retorno [financeiro], quanto mais rápido vier o faturamento, melhor será a rentabilidade", explica o consultor de projeto da Pedra Branca, engenheiro Dilnei Bittencourt. O preço do aluguel será de R$ 30/m² de área privativa por mês.
Para cumprir o prazo estabelecido, a empresa optou pelo sistema pré-fabricado de vigas, pilares, escadas e lajes. Mesmo sendo entre 5% e 6% mais caro que o sistema convencional, a rapidez que a obra demandava tornou o pré-moldado mais vantajoso, segundo o consultor. "Se utilizássemos o sistema moldado in loco, ainda estaríamos concretando. Mas hoje [fevereiro de 2013] já estamos em fase de acabamento e fechamento, e no final de março o prédio estará pronto para ser ocupado", informa Bittencourt.
Foram investidos mais de R$ 12 milhões na construção do Pedra Branca Corporate Center. O terreno de 1.766 m² terá área construída total de 7.402 m². As lajes serão planas e desimpedidas, com 12 opções de plantas, e a empresa locatária poderá escolher qual a melhor alternativa de acordo com sua necessidade. O núcleo central com elevadores, escada de incêndio, dois banheiros coletivos e copa deixa as lajes livres para readequações de layout. "As empresas são muito mutáveis, começam com cinco funcionários e daqui a pouco estão com dez. Por isso pensamos nessa laje plana e com flexibilidade de instalações e dimensões de sala", explica o consultor.
A menor sala poderá ter de 30 m² a 40 m², tamanho mínimo para comportar uma janela para iluminação e ventilação natural. As divisórias internas serão feitas em gesso acartonado, seguindo as necessidades do usuário, e as instalações elétricas serão colocadas nos locais definidos pela incorporadora juntamente com o locatário. Foram implantadas também bandejas externas ao prédio para sustentação do ar-condicionado do tipo split.
O fechamento da fachada será feito em steel frame com placas cimentícias revestidas em cerâmica e granito. Na caixa da escada, nos elevadores e no reservatório superior, o sistema utilizado foi alvenaria de blocos de concreto. Caso o locatário decida por fazer forro, o pé-direito do térreo será de 4 m e o dos demais pavimentos, de 3 m. O custo da construção por metro quadrado foi de R$ 1.562,62 e, até o fechamento desta edição, cerca de metade do empreendimento já havia sido alugado.

SustentabilidadePara conquistar a pré-certificação Leed, a construtora Pedra Branca agregou diversas soluções de sustentabilidade à torre corporativa. As fachadas leste e oeste, por receberem mais luz solar que as outras, terão pele de vidro laminado de 4 mm, com camada de polivinil butiral (PVB), e mais 4 mm de vidro incolor comum. O fator de proteção solar aplicado ao vidro absorverá cerca de 70% da energia que passaria por ali. Esse cuidado elevou o custo do item esquadrias e vidros, tornando-o o segundo mais caro do orçamento, atrás apenas da superestrutura. As outras duas fachadas, na frente do empreendimento e atrás, terão janelas com brises e vidros com fator de proteção solar menor.
O empreendimento também terá telhado verde em seus 750 m². "Inicialmente, teríamos apenas um percentual de cobertura verde, e o restante (maior parte) em telhado convencional, com estrutura de suporte e telhas metálicas", conta Márcio Orofino, sócio-consultor e Leed Acredited Professional da ENE Consultores. Porém, a implantação da cobertura verde em todo o empreendimento, além de atender a requisitos da pré-certificação Leed, contribuiria em outros aspectos, como redução do escoamento superficial durante a drenagem, filtragem da água pluvial e redução do gasto dos ocupantes com paisagismo, pois seriam usadas espécies que consomem pouca água e não exigem irrigação adicional. O telhado verde também confere ao empreendimento melhor desempenho térmico, pois reduz o ganho de calor pela cobertura.
A construtora está buscando a etiqueta Procel Edifica nível A, fornecida pelo Ministério das Minas e Energia e aplicada a edifícios que atendem a critérios de economia de energia elétrica. As salas têm medidores individuais internos. "Isso pode permitir, no futuro, a compra de energia no mercado livre, o que pode até reduzir os gastos", ressalta Bittencourt.
O Pedra Branca Corporate Center terá, ainda, reaproveitamento de água da chuva e redução de resíduos no canteiro de obras por conta do uso dos pré-fabricados. Veja, a seguir, o orçamento detalhado do empreendimento. No conteúdo extra, disponível na versão online do Guia da Construção, você encontra também a relação dos itens atendidos pela construtora para obtenção da pré-certificação Leed.




Apoio de engenharia: Maria Fernanda Matos

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Referencial do GBC Brasil para residências sustentáveis está em consulta pública




18/Outubro/2012

Profissionais da construção civil podem enviar suas sugestões até dia 31 de outubro

http://www.piniweb.com.br/construcao/habitacao/referencial-do-gcb-brasil-para-residencias-sustentaveis-esta-em-consulta-271992-1.asp

Gustavo Jazra



Markus/Shutterstock


O Referencial GBC Brasil Casa, apresentado pela Green Building Council Brasil (GBC) em setembro, está aberto para consulta pública até o dia 31 de outubro. A ideia é que profissionais da construção civil enviem suas sugestões sobre a publicação.



Atendendo a uma crescente demanda do mercado de construção civil e das empresas membros da instituição, o referencial tem o objetivo de estabelecer parâmetros nacionais de sustentabilidade, reduzir impactos ambientais e ainda conscientizar todos os envolvidos no setor.
A organização também disponibiliza inscrições para projetos pilotos, que servirão de exemplos práticos sobre como aplicar os critérios. Para participar, as residências precisam ter prazo de execução de, no mínimo, um ano e estar no fim da concepção do projeto ou início da obra. Serão selecionados cinco empreendimentos para a fase piloto.
Para comentar o modelo, os interessados devem baixar os critérios, fazer os comentários e enviar o documento pelo próprio site do GBC. Além disso, através do link também é possível inscrever projetos que serão selecionados para o piloto.


Leia mais:


Apresentação Referencial GBC Brasil Casa®

Atualmente o GBC Brasil está desenvolvendo um Referencial para Casas Sustentáveis.

Este trabalho é organizado e dividido em comitês técnicos temáticos, onde participam mais de 200 profissionais voluntários de diversos setores da cadeia da construção civil, tais como empresas produtoras de materiais, construtoras, incorporadoras, universidades, iniciativas públicas, entre outros.

Os comitês são divididos por temas específicos, tais como: implantação, energia e atmosfera, uso racional da água, materiais e recursos, qualidade ambiental interna e requisitos sociais. Neles, são discutidos assuntos relacionados com o tema e a criação dos pré-requisitos e créditos do Referencial para Casas Sustentáveis, com base nas certificações já existentes e leis e normas brasileiras.

Este é um trabalho totalmente voltado para o mercado residencial imobiliário do país, que tem como objetivo suprir a demanda habitacional efetiva, assim como, disseminar parâmetros nacionais de sustentabilidade para residências unifamiliares ou multifamiliares, que buscam viabilidade econômica, criação de ambientes mais saudáveis, redução da extração de recursos naturais do ambiente e conscientização da demanda do setor residencial.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Novidade: DECLARAÇÃO DE LIUBLIANA
 EDIFÍCIOS SUSTENTÁVEIS E INFRAESTRUTURA


Forum Mundial de Engenharia 2012 - Declaração de Liubliana


Em 10-10-2012


DECLARAÇÃO DE LIUBLIANA
 EDIFÍCIOS SUSTENTÁVEIS E INFRAESTRUTURA


Declaração aprovada pelos Membros do Conselho Executivo da Federação Mundial de Organizações de Engenharia e os participantes do Fórum Mundial de Engenheiros 2012, em Liubliana, Eslovênia.


Considerando que:

• há uma necessidade urgente da sociedade em viabilizar projetos e construções sustentáveis de edifícios e de infraestrutura para atender às necessidades de bem-estar humano e proteção do meio ambiente;
• as novas tecnologias existentes combinadas com a melhoria dos processos e procedimentos permitirão a implantação e gestão para a construção sustentável de edifícios e de infraestrutura;
• soluções exequíveis para a construção sustentável devem levar em conta o local e as necessidades regionais, culturais, prioridades e a disponibilidade de capacidades humana e financeiras;
• as propostas e projetos de desenvolvimento requerem profunda análise técnica e de viabilidade econômica e ambiental e os impactos sociais e culturais, antes de sua aprovação e implantação;
• a normalização internacional dos princípios de sustentabilidade em edifícios e engenharia de infraestrutura está em rápido desenvolvimento;
• existem muitos métodos para avaliação da sustentabilidade de edifícios e de infraestrutura disponíveis em todo o mundo;
• é necessário, através da colaboração interdisciplinar de engenheiros, arquitetos, planejadores e cientistas, implantar soluções eficazes e novos modelos para as comunidades, devido às rápidas mudanças demográficas e das condições de vida.


Declaram que:

Sustentabilidade e confiabilidade de edifícios e de infraestrutura para as comunidades devem ser consideradas, através de projetos integrados elaborados por equipes multidisciplinares comprometidas com a análise do ciclo de vida (Início do projeto até o fim da vida útil).
Uma substancial melhoria tecnológica, bem como políticas baseadas em evidências, são fundamentais, para assegurar a construção de edifícios sustentáveis e os serviços de infraestrutura (Transporte, água e esgoto, gás canalizado, distribuição de energia elétrica e de sistemas de comunicação).
Os engenheiros podem criar soluções sustentáveis para o projeto, construção, operação, manutenção e desmantelamento de edifícios e de infraestrutura das comunidades, pela troca e aplicação do conhecimento técnico e científico, a inovação e a prática em:


→ Edifícios 

• pela aplicação de métodos e ferramentas de avaliação de sustentabilidade, com base em ciclo de vida, incluindo análise de efeitos econômicos, sociais e ambientais;

• usando indicadores acordados internacionalmente para a construção sustentável levando em conta fatores locais;
• usando "Declaração de Produto Ambiental" no projeto de edifícios verdes;

• implantando o projeto integrado, baseado em equipes multidisciplinares de projeto;

• integrando critérios para o projeto de construção sustentável com instalações socialmente aceitáveis em resposta às tendências demográficas.



→ Comunidades 

• analisando e considerando a demografia e a tendência de urbanização no planejamento do uso da terra;

• considerando a mobilidade da população e conceitos de desenvolvimento de grandes centros urbanos;
• cumprindo critérios de sustentabilidade nos projetos, planejamento, construção, operação, manutenção e desativação de instalações de infraestrutura;

• usando ferramentas de avaliação da sustentabilidade para as comunidades e para infraestrutura.



→ Gestão de Risco de Desastres 

• pela mitigação dos inaceitáveis impactos de catástrofes de origem humana e natural através de um planejamento sustentável;

• incorporando reforços para manter o funcionamento de sistemas críticos essenciais para o funcionamento de uma comunidade, tais como transporte, água, águas residuais, gás canalizado, distribuição elétrica e sistemas de comunicação.

A Federação Mundial de Organizações de Engenharia e seus membros estão prontos, dispostos e preparados para contribuir com a sua experiência, criatividade e dedicação para desenvolver os elementos da presente Declaração.

Instamos os líderes do mundo para se engajarem à comunidade mundial de engenharia como um parceiro de pleno direito para enfrentar estes complexos desafios como o de evoluir para um planeta sustentável.


Tradução livre por Edemar de Souza Amorim em 08/out/2012


Forum Mundial de Engenharia - realizado em Ljubljana, Eslovênia

Publicado em 15 de outubro de 2012

Participaram do evento Fórum Mundial de Engenharia, aproximadamente 500 profissionais de mais de 60 países dos cinco continentes, que concordaram entre outras coisas de que existe uma necessidade urgente para a sociedade de se alcançar projetos e construções sustentáveis de edifícios e de infraestrutura para atender às necessidades de bem estar humano e proteção ambiental. 

Foi editada uma “Declaração de Liubliana” afirmando que a WEFO World Federation of Engineering Organizations e seus membros estão prontos, dispostos e capazes de contribuir com a sua experiência, criatividade e dedicação para oferecer os elementos desta Declaração. Concluíram que a Declaração com um desejo, dirigida a líderes mundiais, para envolver a Comunidade Mundial da Engenharia como parceiro de pleno direito na resolução desses problemas complexos, como evoluir para um planeta sustentável. 

Foi solicitado às entidades membros que divulgassem a Declaração em seus sites e nos sites de suas filiadas para que muitos engenheiros e habitantes do planeta tomassem conhecimento o quanto possível. 

Anexo à presente mensagem colocamos o texto original em PDF e uma tradução livre que fizemos para o português. 

Paralelamente ao evento tivemos oportunidade de sermos convidados a participar de duas reuniões muito importantes para a FEBRAE. 

A primeira foi o 5º Encontro de Presidentes das Organizações de Engenharia da Europa, onde também presidentes de outras organizações da engenharia (Austrália, China, EEUU, Canadá, Koreia, Japão) também participaram. Durante a reunião, foi apresentada a visão da ECCE (European Council of Civil Engineers) sobre a mobilidade de engenheiros na Europa e no mundo, incluindo exibição do documento de reconhecimento profissional em estudo para implantação na Europa dentro de alguns meses. 

A outra reunião, a convite do presidente da WEFO senhor Adel El Kharafi (Kwait), com a delegação brasileira, para demonstrar sua admiração pelo nosso país e apresentou formas de cooperação entre a WEFO e a FEBRAE para o desenvolvimento técnico de engenheiros de todo o mundo. 

Atenciosamente 

Edemar de Souza Amorim 



Arquivos para download

World Federation of Engineering Organizations
World Engineers Forum 2012

September 2012

LJUBLJANA DECLARATION ON SUSTAINABLE BUILDINGS AND INFRASTRUCTURE

Members of the World Federation of Engineering Organizations Executive Council and the
participants of the World Engineers Forum 2012 in Ljubljana, Slovenia, agreed to this Declaration.
Considering that:
• there is an urgent societal need to achieve sustainable design and construction of
buildings and infrastructure to meet the needs of human well being and environmental
protection;
• existing and new technologies combined with improved processes and procedures will
enable implementation and management for sustainable construction of buildings and
infrastructure;
• implementable solutions for sustainable construction must account for local and
regional needs, cultures, priorities, and available human and financial capacity;
• development proposals and projects require thorough analysis of their technical,
economic and environmental feasibility and social and cultural impacts, before their approval
and implementation;
• international standardization on sustainability principles in buildings and engineered
infrastructure is rapidly developing;
• there are many methods for sustainability assessment of buildings and infrastructure
available worldwide;
• it is necessary, through interdisciplinary collaboration of engineers, architects, planners
and scientists, to implement effective solutions and new models for communities due to rapidly
changing demographics and living conditions.
Declare that:
Sustainability and reliability of buildings and infrastructure for communities should be considered
through integrated design by multidisciplinary teams, who are committed to life-cycle analysis
(project inception to end of service life).
Substantial technological improvement as well as sound, evidence based policies are needed to
assure construction of sustainable buildings and the supporting infrastructure services
(transportation, water and wastewater, gas pipeline, electrical distribution and communication
systems).
By exchanging and applying scientific and technical knowledge, innovation and practice, engineers
create sustainable solutions to the design, construction, operations, maintenance and
decommissioning of buildings and infrastructure that support communities, for:
• Buildings
• o by applying sustainability assessment methods and tools, based on
life-cycle analysis including economic, social and environmental effects;
• o by using internationally agreed indicators for building sustainability with
consideration of local factors;
• o by using “Environmental Product Declaration” in design of green
buildings;
• o by implementing integrated design, based on the multidisciplinary
project teams;
• o by integrating criteria for sustainable building design of socially
acceptable facilities in response to demographic trends.
Communities
• o by analyzing and considering demographics and the trend of
urbanization in land use planning;
• o by considering population mobility in development concepts of large
urban centers;
• o by complying with sustainability criteria in planning, design,
construction, operations, maintenance and decommissioning of infrastructure projects;
• o by using sustainability rating tools for communities and infrastructure.
Disaster Risk Management
• o by mitigating unacceptable impacts of manmade and natural disasters
through sustainable planning;
• o by incorporating resilience to maintain the operation of critical systems
essential for the functioning of a community such as, transportation, water and
wastewater, gas pipeline, electrical distribution and communication systems.
The World Federation of Engineering Organizations and its members are ready, willing and able to
contribute their expertise, creativity and dedication to delivering the elements of this Declaration.
We urge the world’s leaders to engage the World Engineering Community as a full partner in
addressing these complex challenges as we evolve into a sustainable planet