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segunda-feira, 19 de maio de 2014

Boas práticas de gestão municipal

18
Mai

Boas práticas de gestão municipal disponíveis em vídeos ajudam prefeituras brasileiras a mudarem suas realidades

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Ideia é estimular a troca de experiências e facilitar o diálogo entre os municípios para que as experiências exitosas possam ser replicadas em várias cidades

Sustentabilidade, proteção de nascentes em áreas urbanas, preservação dos conhecimentos tradicionais indígenas, educação pública de qualidade, geração de trabalho e renda. Todos esses temas são resultados de uma boa gestão pública que, consequentemente, melhoram a qualidade de vida da população. Foi a partir desse princípio que a Fundação Verde Herbert Daniel (FVHD) iniciou o mapeamento social e ambiental e a forma que os municípios lidavam com seus problemas mais graves. As experiências bem sucedidas foram transformadas em vídeos para serem difundidas pelo país e acessíveis em: http://fundacaoverde.org.br/portcat/videos/

O projeto, denominado Pesquisa, Diagnóstico e Troca de Experiências Verdes, desenvolvido pela FVHD com o apoio do Partido Verde, tem como objetivo elaborar um diagnóstico detalhado dos municípios, listar suas dificuldades e viabilizar, junto aos gestores públicos, boas práticas que beneficiem o local ambiental e socialmente.

A ideia é de estimular a troca de experiências, produzir material de pesquisa relatando as boas práticas e facilitar o diálogo entre os mais de cinco mil municípios brasileiros, para que as experiências exitosas possam ser replicadas em várias cidades.

Para complementar o estudo e facilitar a réplica em outros municípios, é elaborado um relatório detalhado com as mudanças que podem ser feitas e onde as prefeituras podem encontrar ajuda (fontes de financiamento, convênios, consultorias etc). Dessa forma, as experiências exitosas servem de exemplo para gestores e cidadãos, que passam a ter acesso às melhorias que podem ser implementadas em suas cidades. Com comprometimento e vontade política a Fundação prova que é possível transformar o cenário ambiental e social das cidades brasileiras e ainda sinaliza o caminho mais fácil para promover a mudança.

Para tanto, é feito um levantamento de dados sobre saúde, educação, mobilidade urbana, infraestrutura e outros problemas vivenciados pelo município. Cabe ressaltar que a execução dessas ações administrativas locais faz parte do comprometimento que os prefeitos e vereadores firmaram com suas cidades nas eleições municipais passadas, intitulado 'Cidades Verdes, Eleições Limpas'.

Os vídeos e mais informações sobre o trabalho podem ser acessados em www.fundacaoverde.org.br ou com José Paulo Tóffano, diretor técnico da Fundação Verde e coordenador do projeto, por e-mail dtfvhd@gmail.com.


CHINA LIDERA EMPREGOS EM ENERGIA RENOVÁVEL; BRASIL É SEGUNDO


São Paulo – A China é o pais que mais emprega na indústria de energia renovável, com 2,6 milhões de postos de trabalhos ligados à energia solar, eólica e outras fontes verdes.
Isso é 40% dos cerca de 6,5 milhões de empregos diretos e indiretos do setor em todo o mundo, segundo um novo estudo da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA).
O país é seguido do Brasil, com mais de 890 mil postos de trabalho, e dos EUA, com 625 mil postos.
De acordo com o relatório, a maior indústria de energia renovável por aqui é a bioenergia. O etanol gera cerca de 539 mil empregos diretos e indiretos, enquanto o biodiesel responde por 82 mil.
A energia eólica também cresce e já gera um número estimado de 32 mil postos de trabalho. Por sua vez, o biodiesel é “ainda menos importante do que o etanol no Brasil”, diz o estudo, mas o emprego está aumentando, chegando a 81 mil postos, em 2012.
De acordo com o estudo, a área que mais emprega na indústria renovável em todo o mundo é a de energia solar, com cerca de 2, 27 milhões de pessoas.
Ela é seguida pela indústria de biocombustíveis líquidos, com 1,4 milhão de pessoas empregadas
Fonte: Exame.com

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Falta de profissionais e de estrutura prejudica trabalho do Ibama em AL


02/02/2014 16h32 - Atualizado em 02/02/2014 16h32

Falta de profissionais e de estrutura prejudica trabalho do Ibama em AL

Falta de pessoal qualificado atrasa procedimentos de licitação no órgão.
Estrutura sem manutenção resulta em fugas constantes, diz veterinário

http://g1.globo.com/al/alagoas/noticia/2014/02/falta-de-profissionais-e-de-estrutura-prejudica-trabalho-do-ibama-em-al.html

Natália SouzaDo G1 AL
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Cetas não é reformado desde que foi criado, em 2004. (Foto: Jonathan Lins/G1)Cetas não é reformado desde que foi criado,
em 2004. (Foto: Jonathan Lins/G1)
Solturas de animais no habitat natural, fiscalização, monitoramento e controle da fauna e da flora, licenciamento ambiental para empreendimentos e transportes de cargas perigosas, cadastro federal. Esses são os “carros-chefes” entre as muitas atribuições do Instituto Federal do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) em Alagoas, na missão de dar cumprimento e fazer valer as políticas públicas nacionais do meio ambiente.
Em Alagoas, somente no ano passado, cerca de cinco mil animais deram entrada no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama. O local funciona como uma unidade hospitalar responsável pelo recebimento, triagem, identificação, avaliação, reabilitação e recuperação de animais silvestres que chegam por meio de apreensões, entrega voluntária ou capturas.
Entretanto, a infraestrutura do centro e os recursos humanos, ou seja, o quadro de funcionários para realizar os procedimentos necessários, parecem não acompanhar a demanda do instituto e acaba resultando, muitas vezes, em fugas dos bichos, falta de qualidade na identificação das espécies e na perda de prazos de processos licitatórios, gerando o não aproveitamento dos recursos destinados ao órgão.
Telas a grandes de viveiros e jaulas enferrujadas devido à ação do clima. (Foto: Natália Souza/G1)Telas grandes de viveiros e jaulas enferrujadas
devido à ação do clima. (Foto: Natália Souza/G1)
“Desde que foi construído, o Cetas não recebeu uma única reforma ou manutenção. As jaulas e viveiros enferrujam, então as fugas são constantes. Na semana passada, duas aves e um réptil fugiram. Os riscos existem, mas aqui são exacerbados pela falta de manutenção. Não há depósito para o nosso próprio material, temos muitas doações de criadores que ficam vulneráveis”, afirmou o médico veterinário e analista ambiental do Ibama, Marius Belluci.
A ousadia dos criminosos, somada à uma vigilância carente resulta em tentativas, ora frustradas, ora com êxito, de roubos e caça dentro do próprio território do Ibama, que tem cerca de 55 hectares no estado. “No início da semana, um rapaz foi pego pelo vigilante tentando roubar carvão mineral que havia sido apreendido em uma operação”, contou o chefe da Divisão Técnico Ambiental do Ibama, Rivaldo Couto.
Apesar das aparentes deficiências estruturais, que muitas vezes são supridas por parcerias com criadores, ONGs e principalmente através de termos de cooperação entre os âmbitos federal, estadual e municipal, a maior preocupação realmente é em relação à carência de pessoal.
Jaulas e armadilhas apreendidas são visadas por assaltantes. (Foto: Natália Souza/G1)Jaulas e armadilhas apreendidas são visadas
por assaltantes. (Foto: Natália Souza/G1)
Segundo Couto, Alagoas conta com apenas nove agentes ambientais federais para cobrir e fiscalizar todo o estado. “Contamos com nove agentes e isso é muito pouco. O número ideal é praticamente impossível na realidade em que o Brasil vive, mas poderíamos avançar muito se tivéssemos, no mínimo, mais 40 agentes federais”, afirmou.
“São quatro viaturas equipadas para a fiscalização exclusiva. O número de carros atende ao número de agentes, mas se fosse aumentar o efetivo, teria que ter mais carros também. Todo dezembro fazemos o planejamento do ano seguinte inteiro e sabemos todas as ações que devemos desempenhar no ano seguinte. Claro que tem atividades de rotina, 90% das ações que realizamos são dentro do planejamento. Nessas atividades extras, contamos com apoio de agentes ambientais de outros estados e nas fiscalizações integradas do estado e do município contamos com uma ajuda significativa do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) que praticamente dobra o efeito”, completou Couto. 
Já o Cetas possui três tratadores terceirizados, mas segundo Belluci, responsável pela coordenação do centro, o ideal seriam quatro. “A estrutura do Cetas é composta por um analista ambiental, que sou eu, dois técnicos ambientais e um técnico administrativo. Temos três tratadores terceirizados, mas o ideal seria ter mais um. O mais adequado era o Cetas ter dois veterinários e dois biólogos”, afirmou.
Segundo veterinário Marius Belluci, Centro de Triagem faz trabalho de Centro de Reabilitação.  (Foto: Natália Souza/G1)Segundo veterinário Marius Belluci, Centro de Triagem faz trabalho de Centro de Reabilitação. (Foto: Natália Souza/G1)
Para o veterinário, a falta de substituição devido à não realização de concurso público é preocupante e prejudica as atividades do órgão. “Alagoas é uma superintendência pequena e boa parte da equipe está em fase de aposentadoria. Essa falta de reestruturação vem nos preocupando, pois não vislumbramos uma solução imediata para essa situação, ou seja, não vejo essas pessoas sendo substituídas”, disse.
“No ano passado, por seis meses um processo de compra de ração andou vagarosamente por falta de pessoal na parte jurídica e administrativa. Perdemos o prazo do processo, simplesmente expirou e ficamos sem comprar. Quem acaba se prejudicando são os animais. Não é que há um descomprometimento especificamente com esse setor, perdemos essa licitação de ração e podemos perder a de ar condicionado também, mas no Cetas é mais urgente, porque lidamos com vidas”, destacou.
Aves silvestres e outros tipos de animais são reabilitados pelo Cetas (Foto: Natália Souza/G1)Aves silvestres e outros tipos de animais são reabilitados pelo Cetas (Foto: Natália Souza/G1)
Regimento e ausência de concursos
Para Belluci, o problema de falta de pessoal qualificado é devido ao regimento dos concursos e esse não é um problema exclusivo de Alagoas, mas acontece em todo o país. “Aqui no Cetas de Alagoas tem um veterinário e não tem nenhum biólogo. No Cetas da Paraíba tem três biólogos e não tem veterinário. É descompensado. Em Brasília não tem nem veterinário, nem biólogo. Porque que isso acontece? Quando você faz concurso no Ibama, você faz para o cargo de analista ambiental, que só exige nível superior, mas qualquer pessoa, independente da formação pode preencher a vaga”, afirmou.
“Eu sou veterinário de formação e trabalhei a vida inteira com animais silvestres, em zoológicos particulares, clínicas. Isso é uma raridade, porque quando existem analistas ambientais nas sedes, a maioria não trabalhou com isso nunca, ou seja, ser veterinário não me ajudou a chegar até aqui, mas é fundamental para o trabalho desenvolvido no Cetas”.
A problemática, segundo Belluci, é devido à falta de uma política de estado. “O meio ambiente deveria ser tratado como política de estado, ou seja, imune a mudanças de governo. Mas o Ibama hoje é órgão de arrecadação. Os setores de licenciamento ambiental nas superintendências são lotados, mas aqui no Cetas há gastos, então não é prioridade. O cetas teria condições de dar mais retorno à sociedade, mas precisaria ter mais gente, não é questão de dinheiro”, destacou.
Couto afirmou que o planejamento enviado para a sede em Brasília pleiteia verba para ampliação e reforma do Cetas. “Não sei se a ampliação vamos conseguir, mas acho que o recurso para a reforma sim. Temos algumas prioridades em nível estadual, mas quando chega em Brasília eles fazem alguns ajustes. Priorizam recursos para outros estados em situação piores”, afirmou. “Contamos com a parceria do estado, através do termo de cooperação, e a proposta é construir o Centro de Reabilitação, que é feito no próprio Cetas, aqui no Ibama, mas gerido pelo estado”, disse Couto, ressaltando que depois da Lei complementar 140 de 2011, a responsabilidade da autorização para criação de animais silvestres, até hoje feita pelo Ibama, ficou por conta do estado e que ainda está em período de transição.
Animais eram comercializados ilegalmente após serem desviados. (Foto: Divulgação/Ascom Ibama)Animais eram comercializados ilegalmente após
serem desviados. (Foto: Divulgação/Ascom Ibama)
Mecanismos contra fraudes
Em dezebro do ano passado, investigações da Polícia Federal apontaram que funcionários do Ibama estariam desviando animais silvestres do Cetas para serem comercializados no mercado irregular. A PF deflagrou uma operação para cumprir cinco mandados de condução coercitiva e seis de busca e apreensão na região de Maceió.
Segundo a PF, a quadrilha contava com a participação de prestadores de serviço (tratadores e vigilantes) e de um ex-estagiário do órgão federal. As investigações iniciaram a partir de informação do Ibama, que deu apoio a Operação Eleutheros. Informações indicaram que o grupo agia de duas maneiras: apropriando-se e retirando os animais do CETAS sem conhecimento e autorização do órgão e simulando solturas.
Para Belluci, as fraudes seriam evitadas se o Ibama disponibilizasse anilhas para identificação dos animais. "Se a identificação da espécie fosse feita de maneira correta e tivesse anilhas nas patas dos animais, não teria problema de entrar um sabiá e sair um urubu, pois a identificação seria feita por números", disse.
Couto afirmou que desde que houve a denúncia, o órgão adotou medidas contra fraudes. "Afastamos todos os envolvidos, centralizamos os registros de entradas e saídas de bichos em um livro só, pois o livro da portaria era o maior foco de fraude. Além do mais não recebemos mais animais a qualquer hora, somente em horário comercial".

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Idema mapeia gestão ambiental nos municípios

Idema mapeia gestão ambiental nos municípios

Publicação: 29 de Dezembro de 2013 às 00:00http://tribunadonorte.com.br/noticia/idema-mapeia-gestao-ambiental-nos-municipios/270453
Como parte do processo de implantação do Programa Estadual de Gestão Ambiental Compartilhada, o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema) iniciou em maio deste ano, um projeto visando diagnosticar a situação dos Sistemas Municipais de Meio Ambiente – SISMUMA no Rio Grande do Norte. Esse projeto vem realizando levantamentos sobre as estruturas de gestão ambiental dos municípios potiguares, divididos nas oito regiões de desenvolvimento do Estado.

Com o trabalho, o Idema quer avaliar as condições de funcionamento dos órgãos executivos locais, dos Conselhos e Fundos de Meio Ambiente, suas vulnerabilidades e principais potencialidades. O Programa de Gestão Ambiental Compartilhada possibilita que o Estado descentralize a gestão pública, fortalecendo os órgãos municipais de meio ambiente para o exercício de suas competências. 

O que ocorre no Rio Grande do Norte é que a grande maioria dos municípios ainda não possui uma estrutura adequada no setor ambiental, demandando do Estado uma série de medidas no sentido de apoiar a criação e/ou fortalecimento desses Sistemas de Meio Ambiente Municipais. 

A partir desse processo de reestruturação da gestão ambiental, a expectativa é que cada município possa iniciar, efetivamente, a implantação de suas próprias políticas, estando aptos, posteriormente, para realizar licenciamento, fiscalização e monitoramento ambiental, além da criação de áreas de conservação ambiental, entre outras atividades.

Segundo Hiramisis Paiva de Paula, contratada pelo Idema para o desenvolvimento do Diagnóstico SISMUMA-RN, o trabalho já realizado em quatro regiões de desenvolvimento do Estado tem revelado a necessidade urgente de se estabelecer, de forma conjunta com os gestores locais, estratégias de curto, médio e longo prazo, no âmbito de um Programa Estadual de Apoio à Gestão Ambiental dos Municípios. 

Nesse processo, ela afirma que é fundamental a integração com os diversos setores que atuam na área ambiental, tanto na esfera federal como estadual, representações dos municípios e organizações da sociedade civil, compartilhando informações e trocando experiências. A previsão é que todas as Oficinas Regionais e Visitas Técnicas aos municípios das quatro outras regiões sejam realizadas até o final de maio de 2014. Até setembro, o trabalho de sistematização dos dados e relatório final deve estar concluído. 

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Estudo do IPT aborda técnicas de gestão ambiental em Jundiaí

Quarta, 12 de Junho de 2013 às 15:03

Estudo do IPT aborda técnicas de gestão ambiental em Jundiaí


Um estudo abordando bases técnicas para a melhoria da qualidade ambiental de dois bairros na cidade de Jundiaí acaba de ser concluído por uma equipe multidisciplinar do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). A pesquisa traçou um diagnóstico dos bairros Caxambu e Colônia, conhecidos pela colonização italiana e pela grande concentração de restaurantes e vinícolas, e propõe diretrizes para a gestão ambiental incluindo desde a requalificação paisagística até o controle dos processos de inundação.
O estudo foi financiado com recursos provenientes do Programa de Apoio Tecnológico aos Municípios (Patem), coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo. A ideia inicial era a avaliação das condições ambientais apenas do bairro do Caxambu, mas as visitas à cidade mostraram a viabilidade de expandir o estudo ao bairro Colônia pela proximidade geográfica e similaridade de atributos, explica Vilma Campanha, coordenadora do projeto e pesquisadora do Laboratório de Recursos Hídricos e Avaliação Geoambiental do IPT.
“A intenção da prefeitura era a elaboração de um estudo para estabelecer parâmetros de desenvolvimento econômico da região, mencionando como exemplo o projeto de remodelação do bairro Santa Felicidade, na cidade de Curitiba”, afirma ela. “Os administradores municipais buscavam bases técnicas para a melhoria da qualidade ambiental principalmente do complexo gastronômico e vinícola localizado nos bairros porque, apesar da precariedade de acesso, é uma área que recebe um grande número de moradores da região e turistas”.
Para a elaboração dos diagnósticos e de planos de ação contendo diretrizes propositivas, as equipes do IPT definiram em reuniões com a prefeitura do município os escopos do projeto: um deles seria a requalificação paisagística dos dois bairros ao longo dos eixos viários onde estão os restaurantes e adegas, incluindo aspectos referentes às condições das vias, ao uso e ocupação do solo e à arborização urbana; o outro, o controle dos processos de inundação em função da dinâmica do Rio Jundiaí-Mirim.
Requalificação paisagísticaUma equipe do IPT realizou uma série de avaliações nas avenidas de interesse do projeto de reestruturação dos bairros a fim de verificar tanto a existência de problemas nos pavimentos e sistemas de drenagem quanto das condições do trânsito de veículos e pedestres. “Levantamos informações como as dificuldades de acesso aos bairros em razão das condições das vias, como ausência de calçadas e predominância de ruas estreitas, o que acarreta problemas de tráfego na região principalmente nos finais de semana pelo alto fluxo de visitantes”, explica o pesquisador Rubens Vieira, da Seção de Geotecnia do IPT.
As deficiências de maior intensidade no pavimento foram encontradas em duas das principais vias que cortam os bairros, as Avenidas Humberto Cerezer e Comendador Antonio Borin, e têm como causa o tráfego intenso de veículos pesados, principalmente caminhões. O levantamento apontou que defeitos como remendos e trincas isoladas podem ser atribuídos a falhas do revestimento asfáltico do pavimento, enquanto as trincas associadas a afundamentos são resultado de problemas estruturais do pavimento.
Os principais problemas de drenagem constatados em diversas vias foram descontinuidade do sistema e falta de manutenção e de dispositivos em alguns pontos – “a ausência de um sistema adequado de drenagem provoca efeitos danosos nos pavimentos e um projeto de reforma deverá incluir estudos das condições existentes e de readequação para a concepção do novo sistema”, completa o pesquisador.
Ainda dentro das propostas para a requalificação paisagística da região, os pesquisadores refinaram as informações contidas no zoneamento ambiental existente a fim de propor diretrizes para uso e ocupação do solo. Grande parte dos dois bairros está localizada na macrozona urbana e em duas pequenas áreas na macrozona rural, e o fato de a Zona de Conservação de Manancial ter a abrangência mais significativa demanda atenção para não comprometer os mananciais existentes. Também é necessária uma fiscalização efetiva quanto à presença de fossas negras, embora a cidade tenha um alto índice de atendimento de esgoto sanitário (95,9%) segundo dados de 2010 da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados, a Seade.

Fonte: IPT

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

ESTADO DE MG ASSINA CONVÊNIOS PARA AMPLIAR CONSERVAÇÃO AMBIENTAL NA REGIÃO SUL



http://www.correiodoslagos.com.br/content/view/8157/1/
26-Dez-2011
Dois convênios firmados pelo Governo de Minas, nesta sexta-feira (23), em Baependi, no Sul de Minas, ampliarão as ações de desenvolvimento sustentável e conservação do meio ambiente na região. A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) estabeleceu parcerias com a Fundação Matutu e com a Fundação Amanhágua para a execução de projetos na região do Parque Estadual da Serra do Brigadeiro, com investimentos que ultrapassam R$ 2 milhões. O convênio com a Fundação Matutu prevê a implantação do Núcleo de Apoio ao Consórcio de Ecodesenvolvimento Regional da Serra do Papagaio. A iniciativa teve início em abril de 2011, com a união dos municípios localizados no entorno do parque, do Instituto Estadual de Florestas (IEF), da Emater-MG e do Sebrae para criar novos modelos regionais de desenvolvimento sustentável.
“Pelo acordo firmado nesta sexta, serão aplicados R$ 514.424,00 na estruturação do Núcleo de Apoio ao Centro de Ecodesenvolvimento Regional, no desenvolvimento de ferramentas de divulgação das ações e na elaboração de uma agenda de atividades para concretizar o novo modelo de gestão ambiental na região”, explica o secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Adriano Magalhães.
O projeto ainda prevê a capacitação dos gestores públicos locais, lideranças e representantes da sociedade civil e a promoção de encontros periódicos com os proprietários de terras no entorno do parque para estimular o envolvimento dessas comunidades com a preservação da área.
Amanhágua
Já o Termo de Cooperação Institucional firmado com a Organização para o Bem da Água, da Natureza e da Vida (Amanhágua) prevê a continuidade das ações de proteção e recuperação da Mata Atlântica e o desenvolvimento sustentável das comunidades rurais na região do entorno do Parque Estadual da Serra do Papagaio. A Amanhágua já realiza atividades na região desde 2007, quando iniciou a parceria com o IEF.
Adriano Magalhães informa que pela cooperação com a Amanhágua serão investidos R$ R$ 1.526.152,00 na recuperação de 500 hectares de áreas de vegetação nativas, com a distribuição de 60 mil mudas aos produtores que participarem dos programas de recuperação da Mata Atlântica. “Também está previsto o plantio de 225 mil mudas da espécie candeia, 75 mil de eucalipto e 25 mil de guatambu em bosques comunitários que serão usadas nas propriedades rurais da região, gerando renda e reduzindo o uso de vegetação nativa”, completou.
A Amanhágua é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), com sede no município de Baependi e com atuação em 32 municípios do Sul de Minas Gerais. A parceria da organização com o IEF permitiu o desenvolvimento do projeto de viveiros familiares que, desde 2008, produziu cerca de 1,9 milhão de mudas utilizadas na recuperação florestal de cerca de 3,5 mil hectares de áreas no entorno do Parque Estadual da Serra do Papagaio e no estímulo à criação de alternativas de geração de renda para as comunidades locais.
Na região Sul do Estado, e também com o apoio da Amanhágua, teve início o projeto piloto de pagamento por serviços ambientais que, em 2008, deu origem ao programa Bolsa-Verde. Em 2011, foram efetuados pagamentos de R$ 6,8 milhões a 978 proprietários e posseiros rurais de todo o Estado pela preservação de 32 mil hectares de vegetação.

sábado, 11 de junho de 2011

4ª Turma de Ensino à Distância sobre Compras e Contratações Públicas Sustentáveis




4ª Turma de Ensino à Distância sobre Compras e Contratações Públicas Sustentáveis


O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão por meio da Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação – SLTI, informa que estão abertas 300 vagas para inscrição na 3ª turma de Ensino à Distância – 2011 sobre Contratações Públicas Sustentáveis (EAD-CPS), no período de 08 a 20 de maio de 2011.
Este curso visa capacitar integrantes da administração pública, que atuem como gestores de contrato, compradores, pregoeiros e tomadores de decisões envolvidos com as compras e contratações públicas. Além disso, o curso EAD-CPS tem o propósito de estabelecer a adoção de critérios de sustentabilidade na seleção de produtos e serviço, a fim de reduzir os impactos negativos sobre os ecossistemas causados pela cadeia produtiva. Nesse sentido, o curso EAD-CPS busca instigar e sensibilizar o participante a fazer uma reflexão quanto aos valores do desenvolvimento sustentável, com o intuito de fomentar as compras e contratações públicas sustentáveis.
Programa:Módulo 1: Entendendo Compras Públicas SustentáveisMódulo 2: Implementando Compras Públicas Sustentáveis: Ferramentas Disponíveis
Módulo 3: Realizando CPS no Brasil: Um passo para o Governo Federal a partir da Instrução Normativa nº 1/2011
Data da Inscrição: 08 a 20 de junho de 2011
Início do Curso: 1º de julho de 2011
Término do Curso: 31 de julho de 2011
Inscrições: Para realizar sua inscrição clique aqui

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Governo quer garantir gestão ambiental pública e sustentabilidade

Governo quer garantir gestão ambiental pública e sustentabilidade 




fonte: http://www.youtube.com/watch?v=MSgh0R0oE8s

Enviado por em 07/06/2011

NBR NOTÍCIAS - 06.06.11: O Brasil ainda vai ter que enfrentar muitos desafios para garantir a sustentabilidade do país. A afirmação foi feita, em Brasília, pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. Durante o Encontro em comemoração a Semana Mundial do Meio Ambiente, a ministra deu uma palestra sobre crescimento e benefícios para as áreas florestais.