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quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Futuro da construção sustentável no Brasil: Impressora 3D





3 indícios que o uso da impressora 3D na construção civil brasileira é iminente



As coisas mudam com o tempo. Essa frase sintetiza uma verdade atemporal, afinal não se projeta hoje da mesma forma com que era realizado a 20 anos, e tampouco se tem o mesmo conceito de telefone celular que se tinha na última década. E esta evolução é constante. Falei sobre essas eras tecnológica em outro artigo, que indico a leitura, caso você ainda não tenha lido.
Uma das vertentes dessa nova era tecnológica, a impressão 3D na construção civil, está em evolução acelerada no mundo, conforme vimos em nosso artigo mais recente. Hoje quero segmentar esta visão para a realidade da impressora 3D na construção civil brasileira, abordando sua realidade e alguns sinais que demonstram que esse cenário está mais próximo que pensamos.

A impressora 3D na construção civil brasileira – Cenário atual

É possível dizer que a impressora 3D ainda está em sua fase embrionária, com um imensurável potencial de crescimento. Atualmente, seu uso está voltado apenas para prototipagem, seja ela de maquetes arquitetônicas ou estruturais.
Utilizar modelos em escala reduzida para avaliação e apresentação é uma alternativa para trazer parâmetros do conceito BIM em projetos, principalmente no que se refere às variáveis tempo e planejamento de logística do canteiro de obras, uma vez que protótipos tridimensionais permitem uma melhor visualização da volumetria e organização espacial dos elementos.
Imagem: Estrutura impressão 3D no Eberick

Nesse sentido, é possível dizer que o uso de protótipos em escala reduzida auxiliaria também a equipe de execução da obra, que utilizam apenas plantas em 2D para orientação, uma vez que essa equipe raramente tem acesso aos arquivos eletrônicos em BIM utilizados nos projetos.
O uso de maquetes, bastante comum para ilustrar qualquer empreendimento, tinha como desvantagem seu custo e tempo de produções elevadas. No entanto,o advento da impressora 3D para impressão de maquetes facilita que o uso das miniaturas dos empreendimentos voltem a ser utilizadas para ilustração e apresentação dos projetos.
A impressão tridimensional de protótipos e maquetes 3D também é utilizada como material didático em algumas faculdades e cursos de modelagem voltados para construção civil. É bastante útil pois permite uma visualização palpável de todas as características geométricas, de desafio frequentemente que nos deparamos em execuções, como interferências e incompatibilidades e de ferramentas didáticas interativas para entendimento de modelos estruturais.
Mas chega de falar sobre o que está sendo feito e vamos ao indícios que o uso da impressora 3D na construção civil brasileira está bem próximo.

1. A filosofia da mente enxuta ou Lean Thinking

Você já deve ter ouvido falar nesse termo, baseado no sistema Toyota de produção, que visa, entre outros pontos, eliminar qualquer elemento que não agregue valor ao produto, acabando com os desperdícios e resultando no melhor aproveitamento dos recursos e processos. Se ainda não ouviu, certamente ouvirá em breve.
Essa é uma doutrina amplamente difundida entre as grandes empresas e gestores de construção civil e serve como sistema bastante eficaz de organização e aumento de produtividade. Seu principal apelo é a capacidade de produzir uma crescente e variada gama de produtos, utilizando a metade do esforço da equipe de produção e do investimento financeiro, a partir de um projeto enxuto e bem planejado.
Entre os princípios da “Lean Construction” ou construção enxuta, apresentados por Lauri Koskela, está por exemplo, o princípio de simplificar os processos através da redução de número de passos ou partes, o que é facilmente atendido se o uso da impressora 3D na construção civil brasileira for semelhante ao mundial, com impressoras imprimindo casas inteiras, em larga escala, padronizadas e em um tempo menor se comparada a ação humana.
Imagem: Lean Construction

Isto porque entre os principais apelos da impressora 3D está o de redução de desperdício – impressoras 3D utilizam até 90% do material – e também o ganho de produtividade, uma vez que dispensa a mão de obra na execução daquela determinada tarefa, permitindo que o funcionário trabalhe em outras frentes de produção.
A filosofia já está instaurada nas construtoras, o mercado pede obras mais rápidas, limpas e econômicas. É questão de tempo até que as empresas utilizem impressoras 3D na execução.

2. O Brasil já tem startups para desenvolvimento de impressoras 3D e aplicativos de impressão tridimensional

Se engana quem pensa que é necessário importar tecnologia para ter acesso às impressoras 3D. Em Curitiba, engenheiros atentos a um mercado bilionário que ainda é incipiente no Brasil desenvolveram impressoras tridimensionais com tecnologia nacional, apostando na relação custo-benefício para ganhar espaço no mercado.
Há também startups desenvolvedoras de impressoras tridimensionais específicas para a construção civil. Em 2016, estudantes de engenharia da Universidade de Brasília com o apoio de Senai, CBIC, ABCP e SindusCon-DF, apresentaram uma impressora tridimensional que utiliza um concreto específico como material de impressão.
Já no desenvolvimento de aplicativos, o QiSat, o canal de cursos aplicados a projetos de engenharia e arquitetura, desenvolveu em conjunto com a Fundação de apoio à pesquisa científica e tecnológica do estado de Santa Catarina (FAPESC), um aplicativo que segmenta a impressão de acordo com o volume do modelo e o porte da impressora disponível e corrige automaticamente a volumetria das peças, de forma simples, intuitiva e sem necessidade de acesso à internet. O aplicativo está em fase de testes e até o momento, não há tecnologia semelhante aplicada a construção civil.

3. Pressão internacional para o uso da impressão 3D na construção civil

Os demais países estão mais adiantados quanto ao uso das impressoras 3D na construção civil, e essa realidade influenciará no mercado nacional da construção. Como eu citei no primeiro indício, o conceito da construção enxuta já é presente na política de trabalho das construtoras e é questão de tempo ocorrer a importação das impressoras tridimensionais que imprimem casas para o mercado da construção civil brasileira, principalmente como diferencial.
Todo o conceito de inovação agregado ao uso de impressoras 3D acarreta em um marketing de tecnologia de ponta de quem usa. Em um mercado tão acirrado, quanto vale ser reconhecido por ser pioneiro e liderar uma mudança?
Se todos os indícios levantados não forem suficientes, há um quarto sinal que o uso da impressora 3D na construção civil brasileira está muito próximo. Sistemas específicos para cálculo estrutural, como o AltoQi Eberick já possuem recursos de exportação de arquivos para impressão em escala reduzida. E muitos profissionais já estão utilizando este recurso, como vemos abaixo:
Imagem: Impressão 3D. Você pode ver este e outros empreendimentos na galeria de projetos AltoQi
Vimos então que o uso da impressora 3D na construção civil brasileira já está acontecendo, e uma evolução na forma de construir é iminente. Quer estar preparado para este novo cenário? No próximo artigo vou abordar sobre como escolher um curso de impressão 3D para construção civil.




Impressão 3D: aprimore seus conhecimentos neste curso gratuito


Nos últimos artigos, escrevi sobres as constantes evoluções tecnológicas e seus impactos na construção civil, refletindo sobre os possíveis próximos passos da evolução, principalmente na forma que realizamos as execuções de projetos atualmente.  Nesse cenário iminente, as impressoras tridimensionais são protagonistas, o que reforça a necessidade de estudo para compreendermos o funcionamento desta tecnologia.
Por isso, quero compartilhar com vocês um curso gratuito do QiSat, justamente sobre impressão 3D voltada para construção civil, apresentando o que é esta tecnologia presente no mercado, mostrando seu surgimento e, principalmente, porque ela é uma realidade atualmente. Aborda ainda os diferentes tipos de tecnologias empregadas e suas mais diversas aplicações.
O grande benefício do curso é apresentar esta nova tecnologia aos profissionais e desmistificar a idéia de que impressão 3D é uma tecnologia distante da nossa realidade, mas, pelo contrário, já pode ser muito bem explorada por profissionais desta área
O curso é online, possibilitando que você acesse as aulas de qualquer horário e de qualquer lugar com acesso a internet. Não perca mais tempo, clique no botão abaixo e faça agora mesmo sua inscrição.

Casa é feita com impressora 3D em 24 horas (por R$ 32 mil)

Muito concreto e uma impressora móvel (e grande) ergueram o imóvel de 37m²
Fonte: http://gq.globo.com/Prazeres/Design/noticia/2017/03/casa-e-feita-com-impressora-3d-em-24-horas-por-r-32-mil.html

Mesmo sabendo que já imprimimos quase tudo em 3D, ainda dá para ficarmos impressionados com essa casa, feita do zero aos 100% em apenas 24 horas.
Localizado na Rússia, o imóvel de 37 metros quadrados foi construído em apenas um dia, a um custo de pouco mais de US$ 10 mil (ou cerca de R$ 32 mil).
A responsável pela construção foi a empresa de impressão 3D Apis Cor. Os principais componentes da casa, incluindo as paredes, divisórias e o telhado do edifício, foram impressos apenas com uma mistura de concreto.


sexta-feira, 2 de maio de 2014

Fundema "respira" com nova audiência pública

Fundema "respira" com nova audiência pública

Governo Udo cede e propõe nova discussão sobre a extinção da fundação

Daiana Constantino 
JOINVILLE

A emenda proposta pelo vereador James Schroeder (PDT) pela manutenção da Fundema (Fundação Municipal do Meio Ambiente de Joinville) ganhou força, esta semana, após o apoio de entidades ligadas ao meio ambiente. Havia a deliberação na base governista pela extinção do órgão, porém, ontem, o prefeito Udo Döhler aceitou reavaliar a proposta – talvez a mais polêmica da reforma administrativa.

Rogério Souza Jr./ND
Emenda pró-Fundema foi apresentada, na última terça, na Comissão de Finanças

Udo esteve reunido com a base governista, entre terça e quarta, para tratar do assunto. Diante da emenda de Schroeder, que também é da base, foi sugerida a realização de audiência pública para debater pontos específicos da reforma, como a extinção da Fundema.
A audiência pública foi agendada para o próximo dia 22, às 19h30, na Câmara de Vereadores. A realização do evento foi confirmada, ontem, em votação nas comissões de Legislação e de Finanças.
Líder de governo na Câmara, Rodrigo Fachini (PMDB) foi o encarregado de levar o posicionamento de Udo aos edis. A audiência já havia sido proposta anteriormente, pelo vereador Levi Rioschi (PPS), porém, sendo ignorada naquela situação.
Para colaborar na discussão sobre se o governo mantém ou não a Fundema, o Sinsej (Sindicato dos Servidores Públicos) realizou, ontem, assembleia com cerca de 60 servidores da Fundema. Ficou decidido que os trabalhadores apresentarão proposta detalhada ao prefeito Udo de como reformular os serviços e as ações da fundação, tornando o órgão mais ágil, sem tirar sua autonomia.

Na próxima semana, o sindicato prepara uma reunião de trabalho para afinar a proposta dos servidores e defendê-la na audiência pública. Até lá, o trâmite da reforma na Câmara fica suspenso. Para Schroeder, a “audiência é bem-vinda para discutir as dimensões da reforma”.

Não deveríamos, mas estamos acostumados com condutas lesivas ao meio ambiente, infelizmente...

Governo desviou R$ 19,2 milhões do Fundo Estadual de Meio Ambiente

  Sandra Carvalho - Da Redação
Foto: Reprodução
 
O Governo do Estado de Mato Grosso desviou R$ 19,2 milhões do Fundo Estadual de Meio Ambiente (Femam) para as contas do Tesouro do Estado indevidamente. Os desvios ocorreram em 2010, ainda na gestão do então governador Blairo Maggi (PR), e em 2011 e 2012, já na gestão do governador Silval Barbosa (PMDB). Esta semana a Justiça julgou procedente a ação do Ministério Público Estadual que proíbe o Estado de transferir recursos do referido fundo para outras fontes.
 
Conforme o MPE, no final do exercício financeiro de 2010 e 2011 houve reversão dos recursos do Femam na ordem de R$ 7,2 milhões. De janeiro a julho de 2012, cerca de R$ 12 milhões do referido fundo deixaram de ser aplicados na defesa do meio ambiente.
 
Além de se abster de transferir recursos do Femam para outras fontes, o Estado foi condenado a promover a devolução dos valores revertidos indevidamente à Conta do Tesouro Estadual nos anos de 2010, 2011 e 2012. A sentença foi proferida no dia 11 de abril pelo juiz Rodrigo Roberto Curvo da Vara Especializada de Meio Ambiente de Cuiabá. 
 
De acordo com a promotora de Justiça Ana Luíza Ávila Peterlini de Souza, a ação foi proposta em agosto de 2012. Na ocasião, o MPE obteve liminar que obrigava o Estado a promover a devolução dos valores revertidos indevidamente, no prazo de 48 horas. O Estado chegou a ingressar com recurso de agravo de instrumento no Tribunal de Justiça para tentar reverter a decisão, mas não obteve êxito. 
 
A promotora de Justiça explica que a demora no cumprimento decisão judicial levou o Ministério Público, à época, a ingressar com pedido de afastamento do secretário de Estado de Fazenda. O referido pedido foi acatado e, na sequência, o Estado apresentou as medidas adotadas pelo Poder Executivo para o cumprimento da liminar, levando o MPE a requerer a revogação do afastamento do gestor. “Parte dos recursos foi devolvida, mas os valores exatos serão apurados na liquidação da sentença”, esclareceu Peterlini. 
 
Segundo ela, na sentença também foi declarada a inconstitucionalidade incidental do artigo 9º da Lei Complementar Estadual 360/09 que autorizava a reversão de recursos financeiros do Femam para a Conta Única, ao final de cada exercício financeiro. O Judiciário ratificou o entendimento do Ministério Público de que o Estado legislou de forma contrária às normas gerais editadas pela União e, portanto, todos os atos que foram praticados com fundamento no referido artigo se tornaram inválidos. 
 
 
“O Femam caracteriza-se como um fundo especial e seus recursos devem ter aplicação exclusiva no custeio da política pública ambiental e nas ações de defesa e recuperação do meio ambiente”, destacou a promotora.
 
Entretanto, desde o ano de 2009, com o advento da Lei Complementar Estadual 360/2009, que instituiu a Conta Única no Estado de Mato Grosso, os recursos arrecadados pelo Femam passaram a ser revertidos ao Tesouro Estadual ao final de cada exercício financeiro e aplicados em outras áreas. (Com Assessoria)