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quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Futuro da construção sustentável no Brasil: Impressora 3D





3 indícios que o uso da impressora 3D na construção civil brasileira é iminente



As coisas mudam com o tempo. Essa frase sintetiza uma verdade atemporal, afinal não se projeta hoje da mesma forma com que era realizado a 20 anos, e tampouco se tem o mesmo conceito de telefone celular que se tinha na última década. E esta evolução é constante. Falei sobre essas eras tecnológica em outro artigo, que indico a leitura, caso você ainda não tenha lido.
Uma das vertentes dessa nova era tecnológica, a impressão 3D na construção civil, está em evolução acelerada no mundo, conforme vimos em nosso artigo mais recente. Hoje quero segmentar esta visão para a realidade da impressora 3D na construção civil brasileira, abordando sua realidade e alguns sinais que demonstram que esse cenário está mais próximo que pensamos.

A impressora 3D na construção civil brasileira – Cenário atual

É possível dizer que a impressora 3D ainda está em sua fase embrionária, com um imensurável potencial de crescimento. Atualmente, seu uso está voltado apenas para prototipagem, seja ela de maquetes arquitetônicas ou estruturais.
Utilizar modelos em escala reduzida para avaliação e apresentação é uma alternativa para trazer parâmetros do conceito BIM em projetos, principalmente no que se refere às variáveis tempo e planejamento de logística do canteiro de obras, uma vez que protótipos tridimensionais permitem uma melhor visualização da volumetria e organização espacial dos elementos.
Imagem: Estrutura impressão 3D no Eberick

Nesse sentido, é possível dizer que o uso de protótipos em escala reduzida auxiliaria também a equipe de execução da obra, que utilizam apenas plantas em 2D para orientação, uma vez que essa equipe raramente tem acesso aos arquivos eletrônicos em BIM utilizados nos projetos.
O uso de maquetes, bastante comum para ilustrar qualquer empreendimento, tinha como desvantagem seu custo e tempo de produções elevadas. No entanto,o advento da impressora 3D para impressão de maquetes facilita que o uso das miniaturas dos empreendimentos voltem a ser utilizadas para ilustração e apresentação dos projetos.
A impressão tridimensional de protótipos e maquetes 3D também é utilizada como material didático em algumas faculdades e cursos de modelagem voltados para construção civil. É bastante útil pois permite uma visualização palpável de todas as características geométricas, de desafio frequentemente que nos deparamos em execuções, como interferências e incompatibilidades e de ferramentas didáticas interativas para entendimento de modelos estruturais.
Mas chega de falar sobre o que está sendo feito e vamos ao indícios que o uso da impressora 3D na construção civil brasileira está bem próximo.

1. A filosofia da mente enxuta ou Lean Thinking

Você já deve ter ouvido falar nesse termo, baseado no sistema Toyota de produção, que visa, entre outros pontos, eliminar qualquer elemento que não agregue valor ao produto, acabando com os desperdícios e resultando no melhor aproveitamento dos recursos e processos. Se ainda não ouviu, certamente ouvirá em breve.
Essa é uma doutrina amplamente difundida entre as grandes empresas e gestores de construção civil e serve como sistema bastante eficaz de organização e aumento de produtividade. Seu principal apelo é a capacidade de produzir uma crescente e variada gama de produtos, utilizando a metade do esforço da equipe de produção e do investimento financeiro, a partir de um projeto enxuto e bem planejado.
Entre os princípios da “Lean Construction” ou construção enxuta, apresentados por Lauri Koskela, está por exemplo, o princípio de simplificar os processos através da redução de número de passos ou partes, o que é facilmente atendido se o uso da impressora 3D na construção civil brasileira for semelhante ao mundial, com impressoras imprimindo casas inteiras, em larga escala, padronizadas e em um tempo menor se comparada a ação humana.
Imagem: Lean Construction

Isto porque entre os principais apelos da impressora 3D está o de redução de desperdício – impressoras 3D utilizam até 90% do material – e também o ganho de produtividade, uma vez que dispensa a mão de obra na execução daquela determinada tarefa, permitindo que o funcionário trabalhe em outras frentes de produção.
A filosofia já está instaurada nas construtoras, o mercado pede obras mais rápidas, limpas e econômicas. É questão de tempo até que as empresas utilizem impressoras 3D na execução.

2. O Brasil já tem startups para desenvolvimento de impressoras 3D e aplicativos de impressão tridimensional

Se engana quem pensa que é necessário importar tecnologia para ter acesso às impressoras 3D. Em Curitiba, engenheiros atentos a um mercado bilionário que ainda é incipiente no Brasil desenvolveram impressoras tridimensionais com tecnologia nacional, apostando na relação custo-benefício para ganhar espaço no mercado.
Há também startups desenvolvedoras de impressoras tridimensionais específicas para a construção civil. Em 2016, estudantes de engenharia da Universidade de Brasília com o apoio de Senai, CBIC, ABCP e SindusCon-DF, apresentaram uma impressora tridimensional que utiliza um concreto específico como material de impressão.
Já no desenvolvimento de aplicativos, o QiSat, o canal de cursos aplicados a projetos de engenharia e arquitetura, desenvolveu em conjunto com a Fundação de apoio à pesquisa científica e tecnológica do estado de Santa Catarina (FAPESC), um aplicativo que segmenta a impressão de acordo com o volume do modelo e o porte da impressora disponível e corrige automaticamente a volumetria das peças, de forma simples, intuitiva e sem necessidade de acesso à internet. O aplicativo está em fase de testes e até o momento, não há tecnologia semelhante aplicada a construção civil.

3. Pressão internacional para o uso da impressão 3D na construção civil

Os demais países estão mais adiantados quanto ao uso das impressoras 3D na construção civil, e essa realidade influenciará no mercado nacional da construção. Como eu citei no primeiro indício, o conceito da construção enxuta já é presente na política de trabalho das construtoras e é questão de tempo ocorrer a importação das impressoras tridimensionais que imprimem casas para o mercado da construção civil brasileira, principalmente como diferencial.
Todo o conceito de inovação agregado ao uso de impressoras 3D acarreta em um marketing de tecnologia de ponta de quem usa. Em um mercado tão acirrado, quanto vale ser reconhecido por ser pioneiro e liderar uma mudança?
Se todos os indícios levantados não forem suficientes, há um quarto sinal que o uso da impressora 3D na construção civil brasileira está muito próximo. Sistemas específicos para cálculo estrutural, como o AltoQi Eberick já possuem recursos de exportação de arquivos para impressão em escala reduzida. E muitos profissionais já estão utilizando este recurso, como vemos abaixo:
Imagem: Impressão 3D. Você pode ver este e outros empreendimentos na galeria de projetos AltoQi
Vimos então que o uso da impressora 3D na construção civil brasileira já está acontecendo, e uma evolução na forma de construir é iminente. Quer estar preparado para este novo cenário? No próximo artigo vou abordar sobre como escolher um curso de impressão 3D para construção civil.




Impressão 3D: aprimore seus conhecimentos neste curso gratuito


Nos últimos artigos, escrevi sobres as constantes evoluções tecnológicas e seus impactos na construção civil, refletindo sobre os possíveis próximos passos da evolução, principalmente na forma que realizamos as execuções de projetos atualmente.  Nesse cenário iminente, as impressoras tridimensionais são protagonistas, o que reforça a necessidade de estudo para compreendermos o funcionamento desta tecnologia.
Por isso, quero compartilhar com vocês um curso gratuito do QiSat, justamente sobre impressão 3D voltada para construção civil, apresentando o que é esta tecnologia presente no mercado, mostrando seu surgimento e, principalmente, porque ela é uma realidade atualmente. Aborda ainda os diferentes tipos de tecnologias empregadas e suas mais diversas aplicações.
O grande benefício do curso é apresentar esta nova tecnologia aos profissionais e desmistificar a idéia de que impressão 3D é uma tecnologia distante da nossa realidade, mas, pelo contrário, já pode ser muito bem explorada por profissionais desta área
O curso é online, possibilitando que você acesse as aulas de qualquer horário e de qualquer lugar com acesso a internet. Não perca mais tempo, clique no botão abaixo e faça agora mesmo sua inscrição.

Casa é feita com impressora 3D em 24 horas (por R$ 32 mil)

Muito concreto e uma impressora móvel (e grande) ergueram o imóvel de 37m²
Fonte: http://gq.globo.com/Prazeres/Design/noticia/2017/03/casa-e-feita-com-impressora-3d-em-24-horas-por-r-32-mil.html

Mesmo sabendo que já imprimimos quase tudo em 3D, ainda dá para ficarmos impressionados com essa casa, feita do zero aos 100% em apenas 24 horas.
Localizado na Rússia, o imóvel de 37 metros quadrados foi construído em apenas um dia, a um custo de pouco mais de US$ 10 mil (ou cerca de R$ 32 mil).
A responsável pela construção foi a empresa de impressão 3D Apis Cor. Os principais componentes da casa, incluindo as paredes, divisórias e o telhado do edifício, foram impressos apenas com uma mistura de concreto.


domingo, 16 de novembro de 2014

Oito universidades brasileiras entre as melhores do mundo

http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=universidades-brasileiras-melhores-mundo&id=010175141108&ebol=sim#.VGlL1_nF_eI

Redação do Site Inovação Tecnológica - 08/11/2014
A USP é a 77ª melhor universidade do mundo e a primeira da América Latina, segundo o recém-lançado ranking Melhores Universidades Globais, que avaliou e classificou as 500 melhores instituições de ensino superior de 49 países.
Outras sete universidades brasileiras aparecem na lista:
  • 247ª - Universidade Federal do Rio de Janeiro
  • 254ª - Universidade Estadual de Campinas
  • 316ª - Universidade Federal de Minas Gerais
  • 365ª - Universidade Estadual Paulista
  • 373ª - Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • 443ª - Universidade Federal de São Paulo
  • 448ª - Universidade do Estado do Rio de Janeiro
O resultado foi divulgado pela editora norte-americana US News & World Report, responsável pela análise e classificação.
O ranking avaliou dez critérios: reputação global da pesquisa, reputação regional da pesquisa, publicações, impacto das citações, total de citações, número de artigos mais citados, porcentagem de artigos mais citados, colaboração internacional, número de docentes premiados e porcentagem de docentes premiados em relação ao total do quadro acadêmico.
A lista também apresenta as 100 melhores universidades do mundo em 21 áreas.
Nessa classificação, a USP teve posições de destaque em nove áreas:
  • 5ª posição em Agronomia;
  • 19ª em Ciência Animal;
  • 36ª em Farmacologia e Toxicologia;
  • 46ª em Matemática;
  • 60ª em Microbiologia;
  • 65ª em Biologia e Bioquímica;
  • 78ª em Química;
  • 87ª em Física;
  • e 94ª em Medicina.

domingo, 1 de junho de 2014

Engenharia precisa de empreendedorismo e design

Engenharia precisa de empreendedorismo e design, diz professor
http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2014/05/1462168-engenharia-precisa-de-empreendedorismo-e-design-diz-professor.shtml

PAULA LEITE
EDITORA DO EMPREENDEDOR SOCIAL
30/05/2014 02h00

Com a missão de formar engenheiros criativos e inovadores, o Olin College, em Needham (EUA), foi
fundado em 1997 com uma doação de US$ 460 milhões vinda da fortuna de um industrial.
Além de formar cerca de 300 alunos por ano, a instituição também ajuda faculdades de todo o mundo que querem mudar seus cursos de engenharia.
Stephen Schiffman ajudou a criar o currículo da escola e falou à Folha sobre o papel do empreendedorismo, sua especialidade, e do design no ensino de engenharia. Ele veio ao Brasil participar de evento no Insper, escola que está desenvolvendo seu curso de engenharia em parceria com a Olin.
Folha - De onde veio a ideia de que ensinar empreendedorismo a engenheiros era tão importante?
Stephen Schiffman - A Olin olhou o que a profissão de engenheiro realmente é. É uma profissão que começa com pessoas e termina com pessoas. Não é só aquela parte pequena em que normalmente pensamos na qual alguém dá especificações técnicas a um engenheiro e ele devolve um protótipo.
Tentamos fazer com que os estudantes entendam que se você não criar um produto que satisfaz uma necessidade de alguém e não conseguir lançar esse produto no mundo, você não fez seu trabalho como engenheiro.
Você acha que o empreendedorismo tem um lugar na educação em geral, não só na educação de engenheiros?
Sim. Não estamos falando só de ensinar aqueles alunos que se identificam como empreendedores, que querem abrir um negócio. Estou falando do fato de que no século 21 todos os estudantes precisam aprender competências empreendedoras para ter sucesso em suas carreiras e na vida em geral.
Porque a ideia de que você vai conseguir um emprego em uma grande empresa e ficar lá a vida toda ficou para trás.
Sim, você tem que ser um empreendedor no seu trabalho. Você não pode só ficar lá e aceitar o que pedem para você fazer, seja você um engenheiro ou um artista.
Como as faculdades podem realmente ensinar empreendedorismo e não só dizer que o fazem?
Não pode ser um curso separado de empreendedorismo, que ensine como começar um negócio. Você tem que reimaginar o currículo e pensar onde inserir essas experiências educacionais. Na Olin, no começo do curso os professores constroem uma rede de proteção para os projetos dos alunos e com o tempo essa rede vai sendo retirada. Vamos tirando as rodinhas da bicicleta.
Quando os alunos chegam ao último ano e fazem seu projeto final, para um cliente de verdade, o professor serve só como conselheiro, quem tem que lidar com o cliente diretamente são os alunos. É uma experiência profissional real.
Qual é o papel do design no empreendedorismo?
Design é entender a necessidade do usuário e não desenhar parafusos. Parte do processo de design é deixar claras todas as escolhas implícitas que fazemos e depois explodi-las. Você tem que se forçar a ver o problema de diferentes ângulos.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Conheça as três áreas que devem gerar empregos nos próximos anos

Conheça as três áreas que devem gerar empregos nos próximos anos

Gerontólogo, especialista em resíduos e perito digital se destacam.
Profissionais que se especializam nessas áreas podem se dar bem.



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A Sala de Emprego desta segunda-feira (13) fala sobre três áreas que devem gerar muitas vagas nos próximos anos: saúde, tecnologia e infraestrutura. Os profissionais dessas áreas precisam ter o curso superior, que pode ser até de outra área, mas ele vai ter que se especializar para poder se dar bem. As três áreas oferecem vagas, o problema é achar profissionais capacitados para exercer as funções.
O trabalho da Mayra Tofanetto é ajudar na administração de um asilo em São Paulo. Ela conversa, auxilia nas atividades, dá carinho aos idosos. Ela é uma gerontóloga. “A gente precisa de conhecimento técnico para trabalhar com esses idosos, para que possa atuar nos serviços, na gestão de serviços com idosos”, afirma.
Com o crescimento da expectativa de vida, o profissional dedicado à população idosa vai ser cada vez mais procurado no Brasil. A Universidade de São Paulo foi a primeira do Brasil a criar o curso de gerontologia, em 2005. “O nosso profissional pode atuar em três grandes áreas, porque ele consegue ter uma visão dos aspectos biológicos, sociais e psicológicos do envelhecimento”, explica Beatriz Ozello Gutierrez, professora do curso de gerontóloga.
Para o coordenador do Programa de Estudos do Futuro da USP, James Wright, saúde, infraestrutura e tecnologia são as áreas que mais vão ter que formar profissionais melhor capacitados. “Com a maturação da nossa população, já estamos no pleno emprego e o número de trabalhadores não vai crescer muito forte nas próximas décadas. Com isso, precisamos aumentar dramaticamente a produção de cada trabalhador. Significa trablhar melhor, produzir usando a automação usando intensamente tecnologia da informação, usando inteligência artificial produzir com inovação”.
Outra profissão de destaque, presente em filmes de ficção científica ou análises criminais, mas que estão muito presentes no nosso dia-a-dia, é o perito digital. Não há nada em eletrônica e tecnologia que eles não consigam abrir e analisar. Fraude bancária, invasão de computador, celular, imagens que para muita gente parecem perdidas, eles conseguem recuperar.
O perito digital precisa ter uma faculdade. “Como as áreas da ciência da tecnologia e da computação não são regulamentares como é a da medicina e a da engenharia, o profissional pode ter qualquer formação. O imprescindível é que ele tenha formação e domínio do assunto”.
Já a área de infraestrutura vai precisar de um profissional extremamente qualificado e que ainda não é muito conhecido: o especialista em resíduos. Para muita gente, conhecido como especialista em lixo.
Topógrafos, operadores de máquina e profissionais de várias áreas podem receber treinamento e se tornar especialistas em lixo.  “Há sociólogos que trabalham como catadores, há engenheiros civis que fazem projetos de aterros sanitários, arquitetos, urbanistas, sanitaristas, há uma grande gama de profissionais para trabalhar na área desde que se preparem com a questão especifica dos resíduos”, afirma Maria Eugênia Boscov, especialista em geotecnia ambiental.
Rogério de Lima era ajudante geral, virou técnico de instrumentação e passou a ganhar 20% a mais. Com um equipamento chamado de piezômetro ele avalia o nível de chorume, o liquido que sai do lixo armazenado no aterro. “O geólogo ensinou para mim o básico e eu fui aprendendo. Hoje, tenho uma nova profissão”, comemora.
A compactação do lixo e o gás produzido debaixo da terra são monitorados pelo gestor de resíduos. Esta é a função do gestor de resíduos Clóvis Benvenuto, formado em engenharia ambiental. Ele faz relatórios mensais sobre a estabilidade do aterro e envia as informações aos órgãos de meio ambiente. “Hoje, nós temos no Brasil 5.570 municípios, na verdade, nós deveríamos ter pelo menos esse número de profissionais dedicados ao gerenciamento e a gestão do lixo”, analisa.
Essa é uma área onde o volume de trabalho só aumenta. Nos últimos 30 anos, o volume de lixo produzido no mundo cresceu três vezes mais que a população. No Brasil, são 160 mil toneladas por dia, quase um quilo por habitante, e faltam profissionais, principalmente para gerenciar os aterros sanitários.
A nova política de resíduos sólidos prevê que a partir de agosto todos os lixões devem ser eliminados dando lugar aos aterros para o tratamento correto. “A gente está falando de 60% a 70% de municípios que não têm disposição adequada. Tudo isso tem que ser construído e depois os locais que eram lixões vão ter que ser recuperados com o tempo, ou seja, uma demanda imensa nos próximos anos”.

Estevão Anselmo, consultor em gestão estratégica, participou de uma conversa no site do JH e respondeu dúvidas sobre o tema. Veja no vídeo ao lado.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

EMPREGOS VERDES: Saiba o que são e onde estão


Categories: Agenda Sustentabilidade

No meio da região amazônica, a Natura já contrata 400 pessoas, direta e indiretamente, no seu mais novo complexo industrial. Lá, se processa óleos e compostos tirados de plantas tropicais manejadas por comunidades locais e tradicionais, criando uma economia de floresta em pé. Apesar de pequeno, este contingente de pessoas trabalha numa cadeia produtiva que valoriza o social e preserva o meio ambiente. Eles fazem parte de uma crescente força verde de trabalho estimada em 3 milhões de pessoas no Brasil. Já estudos do Ipea estimam em 16 milhões de postos de trabalho verdes no país.
O complexo será lançado em março e será conhecido como Ecoparque, pois agregará outras empresas formando uma cadeia de produção onde o resíduo de um processo é insumo de outro. E assim fecha-se o ciclo.
Está é a definição de emprego verde: uma ocupação ligada a atividades que preservem o meio ambiente, valorizem o social ou reduzem as emissões de CO2.
Desde 2009, a ONU, por meio da Organização Internacional do Trabalho (OIT) vem criando uma rede para ajudar a fomentar os empregos verdes e incentivar assim o fortalecimento da economia de baixo carbono.
No Brasil, segundo a OIT, um dos grandes celeiros de empregos verdes é o setor sucroalcooleiro, já que usamos grande parte do álcool como biocombustível no Brasil. (É óbvio que este setor tem seus problemas trabalhistas, mas na visão global da OIT a produção de biocombustíveis por si só é verde, pois no resto do mundo o uso de álcool para mover carros é bem menos intensivo).
Mas não é só na agricultura ou no extrativismo que se encontram os empregos verdes. Como já escrevemos aqui, o setor eólico nacional já gerou um estimado 280 mil empregos verdes, pois os postos nos setores de energias renováveis são considerados verdes.
Nos EUA e na Austrália, a grande massa dos empregos verdes vem da instalação de painéis solares fotovoltaicos nos telhados das casas. Aqui, o setor de energia solar engatinha, mas começa a se firmar. O movimento mais recente foi o leilão de energia solar no Pernambuco que resultará na construção de seis usinas com um potencial de cerca de 220MW.
Nas cidades, as grandes oportunidades de empregos verdes estão na reciclagem e na eficiência energética.
O primeiro inclui desde catadores até gestores ambientais e engenheiros. Ao todo, estima-se cerca de 1 milhão de catadores no país. É uma categoria que faz um trabalho essencial, mas que ainda luta por reconhecimento.
A cadeia de reciclagem é complexa, mas vem se profissionalizando à medida que as prefeituras e empresas têm que se adequar à Política Nacional de Resíduos Sólidos.
Um exemplo recente é a licitação de R$1,3 bilhão da prefeitura de Taubaté que prevê altos índices de reciclagem e geração de energia da queima do lixo.
Em eficiência energética, a busca é por engenheiros e técnicos que possam melhorar o consumo de energia dos prédios e do transporte. No setor de construção, há um forte apelo já que 40%das emissões de CO2 vem de prédios em operação. O setor não quer ser mais o vilão.
Melhorar a mobilidade urbana é também vista como uma oportunidade de gerar empregos verdes pela OIT, já que ajuda a reduzir emissões drasticamente. Portanto o número de trabalhadores no setor de transporte público vai crescer.
Existem outras oportunidades como a agricultura urbana e o setor de saneamento básico, com economia e reuso de água.
Engenheiros de todas as áreas, gestores ambientais, biólogos, agricultores, administradores, advogados, catadores e recicladores são todas profissões que serão necessitadas pela economia de baixo carbono.
Existe já uma forte de demanda por pessoas cada vez mais especializadas neste e nos próximos anos.
Por Alexandre Spatuzza

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

11 de dezembro, dia do engenheiro!

Poema do Engenheiro

autor: um Engenheiro sincero

Quando a coisa aperta
Seja sol, nuvem ou lua
É o engenheiro quem desperta
Resolve ou vai pra rua

A carreira sempre começa
Com cálculo, função afim
Engenheiro que se preza
Tem cálculo até no rim

Junto disso vem a física
Em repouso ou movimento?
Só não tem educação física
Mas isso é só o aquecimento

É preciso resistência
Dos materiais, nos circuitos
E não espere coerência
Nas provas, todos aflitos

Toda lógica é um algoritmo
Condição, repetição
E nesse clima apocalíptico
Ainda vem a programação 

Tudo isso vale a pena
Ao sentir a emoção
De resolver um problema
Do tamanho de uma nação

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Valorização profissional e defesa da sociedade



Valorização profissional e defesa da sociedade






Crea-SP e TCM-SP unidos para fiscalizar obras públicas




O Crea-SP está concluindo os trâmites legais para o estabelecimento de uma parceria com o Tribunal de Contas do Município de São Paulo – TCM-SP, nos mesmos moldes do já existente Acordo de Cooperação Técnico-Institucional  com o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo – TCE-SP, visando à adoção de procedimentos na fiscalização da execução de obras e serviços de engenharia realizados pela administração pública estadual e municipal.
Recentemente o Presidente do Crea-SP, Engenheiro Francisco Kurimori, reuniu-se com o Presidente do TCM, Geógrafo Edson Simões, e visitou o gabinete do Conselheiro do TCM, Eng. Domingos Dissei, acompanhado pelo Secretário Geral do Conselho, Geol. Nivaldo Bósio, e pelos Superintendentes de Fiscalização, Eng. Luiz Roberto Sega, de Colegiados, Eng. Agr. Alceu Molina Jr, e Jurídico, Adv. Antony Araújo Couto. O assessor do Conselheiro, Eng. Amândio Martins, também participou da reunião.
Anteriormente à visita no TCM, membros da equipe do Conselheiro Dissei estiveram no Crea-SP para obter esclarecimentos quanto à utilização do Livro de Ordem (foto acima). “Esse instrumento de fiscalização é importantíssimo. Estamos levando essa ideia às grandes obras, pois não existe esse conceito nas empreiteiras. Também estou recomendando que, no livro de ordem, conste a visita do agente fiscalizador do Tribunal”, disse Dissei, complementando: “Somos guardiões do tesouro municipal. As obras precisam ter o registro adequado”.
Também durante a visita foi destacada a possibilidade de estabelecimento de um convênio com a Escola de Contas do Tribunal para a realização de cursos para engenheiros. “Essa ação conjunta valoriza a Engenharia: qualifica os profissionais e leva o aperfeiçoamento às suas atividades”, destacou o Presidente do Crea-SP, Eng. Francisco Kurimori.
Nos últimos 40 anos, o TCM vem sendo o órgão responsável por fiscalizar as contas do município. Domingo Dissei é o primeiro engenheiro a ocupar um assento como conselheiro no Tribunal.
Eng. Domingos Dissei, Conselheiro do TCM-SP, em entrevista à WebTV Crea-SP
Produzido pelo Departamento de Comunicação
Reportagem e fotos: Jornalista Perácio de Melo - DCO/SUPCEV
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