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terça-feira, 26 de março de 2019

Edifício pré-fabricado de 57 andares em 19 dias! Sustentável! Sem entulhos!

Mais Alto Edifício Pré-fabricado do Mundo Construído na China em Apenas 19 Dias

10 Março, 2015.

fonte: https://www.engenhariacivil.com/edificio-pre-fabricado-mais-alto-mundo

Mais Alto Edifício Pré-fabricado do Mundo Construído na China em Apenas 19 Dias
O grupo chinês de engenharia e construção, Broad, que ficou mundialmente conhecido por desenvolver técnicas de execução ultra-rápida de estruturas recorrendo a pré-fabricação, acaba de anunciar a conclusão da construção do edifício pré-fabricado mais alto do mundo. Localizada em Changsha, capital da província de Hunan, a torre residencial de 57 pisos foi construída a um ritmo impressionante de 3 pisos diários.
O novo edifício, batizado de Mini Sky City, em alusão ao projeto Sky City One (um edifício de 200 andares, com 838 m de altura, cuja construção deveria demorar apenas 90 dias) é constituído por 800 apartamentos, com capacidade para 4 mil pessoas e irá albergar os operários da empresa e respetivas famílias. Possui também 19 átrios centrais, cada um com 10 metros de altura.
Uma característica peculiar da geometria interna da torre é aquilo a que a Broad chamou Sky Street, uma rampa contínua que liga os vários pisos. Esta rampa, que tem um comprimento total de 3.6 quilómetros, funciona como uma verdadeira estrada vertical, permitindo o acesso de bicicletas ou pequenos veículos elétricos a qualquer andar do edifício.
Devido à má qualidade do ar na zona de Changsha, o edifício foi equipado com tecnologias avançadas de purificação que permitem a retenção de 99.9% das partículas e a renovação total do volume de ar do edifício cerca de sete vezes por hora.
O sistema de ar condicionado instalado é 80% mais eficiente que o de um edifício convencional.

O processo de execução do novo edifício da Broad pode ser acompanhado no vídeo seguinte.
Reprodutor de vídeo
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Fonte, Vídeo e Imagens (adaptadas): via Broad Group

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Futuro da construção sustentável no Brasil: Impressora 3D





3 indícios que o uso da impressora 3D na construção civil brasileira é iminente



As coisas mudam com o tempo. Essa frase sintetiza uma verdade atemporal, afinal não se projeta hoje da mesma forma com que era realizado a 20 anos, e tampouco se tem o mesmo conceito de telefone celular que se tinha na última década. E esta evolução é constante. Falei sobre essas eras tecnológica em outro artigo, que indico a leitura, caso você ainda não tenha lido.
Uma das vertentes dessa nova era tecnológica, a impressão 3D na construção civil, está em evolução acelerada no mundo, conforme vimos em nosso artigo mais recente. Hoje quero segmentar esta visão para a realidade da impressora 3D na construção civil brasileira, abordando sua realidade e alguns sinais que demonstram que esse cenário está mais próximo que pensamos.

A impressora 3D na construção civil brasileira – Cenário atual

É possível dizer que a impressora 3D ainda está em sua fase embrionária, com um imensurável potencial de crescimento. Atualmente, seu uso está voltado apenas para prototipagem, seja ela de maquetes arquitetônicas ou estruturais.
Utilizar modelos em escala reduzida para avaliação e apresentação é uma alternativa para trazer parâmetros do conceito BIM em projetos, principalmente no que se refere às variáveis tempo e planejamento de logística do canteiro de obras, uma vez que protótipos tridimensionais permitem uma melhor visualização da volumetria e organização espacial dos elementos.
Imagem: Estrutura impressão 3D no Eberick

Nesse sentido, é possível dizer que o uso de protótipos em escala reduzida auxiliaria também a equipe de execução da obra, que utilizam apenas plantas em 2D para orientação, uma vez que essa equipe raramente tem acesso aos arquivos eletrônicos em BIM utilizados nos projetos.
O uso de maquetes, bastante comum para ilustrar qualquer empreendimento, tinha como desvantagem seu custo e tempo de produções elevadas. No entanto,o advento da impressora 3D para impressão de maquetes facilita que o uso das miniaturas dos empreendimentos voltem a ser utilizadas para ilustração e apresentação dos projetos.
A impressão tridimensional de protótipos e maquetes 3D também é utilizada como material didático em algumas faculdades e cursos de modelagem voltados para construção civil. É bastante útil pois permite uma visualização palpável de todas as características geométricas, de desafio frequentemente que nos deparamos em execuções, como interferências e incompatibilidades e de ferramentas didáticas interativas para entendimento de modelos estruturais.
Mas chega de falar sobre o que está sendo feito e vamos ao indícios que o uso da impressora 3D na construção civil brasileira está bem próximo.

1. A filosofia da mente enxuta ou Lean Thinking

Você já deve ter ouvido falar nesse termo, baseado no sistema Toyota de produção, que visa, entre outros pontos, eliminar qualquer elemento que não agregue valor ao produto, acabando com os desperdícios e resultando no melhor aproveitamento dos recursos e processos. Se ainda não ouviu, certamente ouvirá em breve.
Essa é uma doutrina amplamente difundida entre as grandes empresas e gestores de construção civil e serve como sistema bastante eficaz de organização e aumento de produtividade. Seu principal apelo é a capacidade de produzir uma crescente e variada gama de produtos, utilizando a metade do esforço da equipe de produção e do investimento financeiro, a partir de um projeto enxuto e bem planejado.
Entre os princípios da “Lean Construction” ou construção enxuta, apresentados por Lauri Koskela, está por exemplo, o princípio de simplificar os processos através da redução de número de passos ou partes, o que é facilmente atendido se o uso da impressora 3D na construção civil brasileira for semelhante ao mundial, com impressoras imprimindo casas inteiras, em larga escala, padronizadas e em um tempo menor se comparada a ação humana.
Imagem: Lean Construction

Isto porque entre os principais apelos da impressora 3D está o de redução de desperdício – impressoras 3D utilizam até 90% do material – e também o ganho de produtividade, uma vez que dispensa a mão de obra na execução daquela determinada tarefa, permitindo que o funcionário trabalhe em outras frentes de produção.
A filosofia já está instaurada nas construtoras, o mercado pede obras mais rápidas, limpas e econômicas. É questão de tempo até que as empresas utilizem impressoras 3D na execução.

2. O Brasil já tem startups para desenvolvimento de impressoras 3D e aplicativos de impressão tridimensional

Se engana quem pensa que é necessário importar tecnologia para ter acesso às impressoras 3D. Em Curitiba, engenheiros atentos a um mercado bilionário que ainda é incipiente no Brasil desenvolveram impressoras tridimensionais com tecnologia nacional, apostando na relação custo-benefício para ganhar espaço no mercado.
Há também startups desenvolvedoras de impressoras tridimensionais específicas para a construção civil. Em 2016, estudantes de engenharia da Universidade de Brasília com o apoio de Senai, CBIC, ABCP e SindusCon-DF, apresentaram uma impressora tridimensional que utiliza um concreto específico como material de impressão.
Já no desenvolvimento de aplicativos, o QiSat, o canal de cursos aplicados a projetos de engenharia e arquitetura, desenvolveu em conjunto com a Fundação de apoio à pesquisa científica e tecnológica do estado de Santa Catarina (FAPESC), um aplicativo que segmenta a impressão de acordo com o volume do modelo e o porte da impressora disponível e corrige automaticamente a volumetria das peças, de forma simples, intuitiva e sem necessidade de acesso à internet. O aplicativo está em fase de testes e até o momento, não há tecnologia semelhante aplicada a construção civil.

3. Pressão internacional para o uso da impressão 3D na construção civil

Os demais países estão mais adiantados quanto ao uso das impressoras 3D na construção civil, e essa realidade influenciará no mercado nacional da construção. Como eu citei no primeiro indício, o conceito da construção enxuta já é presente na política de trabalho das construtoras e é questão de tempo ocorrer a importação das impressoras tridimensionais que imprimem casas para o mercado da construção civil brasileira, principalmente como diferencial.
Todo o conceito de inovação agregado ao uso de impressoras 3D acarreta em um marketing de tecnologia de ponta de quem usa. Em um mercado tão acirrado, quanto vale ser reconhecido por ser pioneiro e liderar uma mudança?
Se todos os indícios levantados não forem suficientes, há um quarto sinal que o uso da impressora 3D na construção civil brasileira está muito próximo. Sistemas específicos para cálculo estrutural, como o AltoQi Eberick já possuem recursos de exportação de arquivos para impressão em escala reduzida. E muitos profissionais já estão utilizando este recurso, como vemos abaixo:
Imagem: Impressão 3D. Você pode ver este e outros empreendimentos na galeria de projetos AltoQi
Vimos então que o uso da impressora 3D na construção civil brasileira já está acontecendo, e uma evolução na forma de construir é iminente. Quer estar preparado para este novo cenário? No próximo artigo vou abordar sobre como escolher um curso de impressão 3D para construção civil.




Impressão 3D: aprimore seus conhecimentos neste curso gratuito


Nos últimos artigos, escrevi sobres as constantes evoluções tecnológicas e seus impactos na construção civil, refletindo sobre os possíveis próximos passos da evolução, principalmente na forma que realizamos as execuções de projetos atualmente.  Nesse cenário iminente, as impressoras tridimensionais são protagonistas, o que reforça a necessidade de estudo para compreendermos o funcionamento desta tecnologia.
Por isso, quero compartilhar com vocês um curso gratuito do QiSat, justamente sobre impressão 3D voltada para construção civil, apresentando o que é esta tecnologia presente no mercado, mostrando seu surgimento e, principalmente, porque ela é uma realidade atualmente. Aborda ainda os diferentes tipos de tecnologias empregadas e suas mais diversas aplicações.
O grande benefício do curso é apresentar esta nova tecnologia aos profissionais e desmistificar a idéia de que impressão 3D é uma tecnologia distante da nossa realidade, mas, pelo contrário, já pode ser muito bem explorada por profissionais desta área
O curso é online, possibilitando que você acesse as aulas de qualquer horário e de qualquer lugar com acesso a internet. Não perca mais tempo, clique no botão abaixo e faça agora mesmo sua inscrição.

Casa é feita com impressora 3D em 24 horas (por R$ 32 mil)

Muito concreto e uma impressora móvel (e grande) ergueram o imóvel de 37m²
Fonte: http://gq.globo.com/Prazeres/Design/noticia/2017/03/casa-e-feita-com-impressora-3d-em-24-horas-por-r-32-mil.html

Mesmo sabendo que já imprimimos quase tudo em 3D, ainda dá para ficarmos impressionados com essa casa, feita do zero aos 100% em apenas 24 horas.
Localizado na Rússia, o imóvel de 37 metros quadrados foi construído em apenas um dia, a um custo de pouco mais de US$ 10 mil (ou cerca de R$ 32 mil).
A responsável pela construção foi a empresa de impressão 3D Apis Cor. Os principais componentes da casa, incluindo as paredes, divisórias e o telhado do edifício, foram impressos apenas com uma mistura de concreto.


segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Cupins em caixões perdidos

Cupins em caixões perdidos



Edição 237 - Dezembro/2016


Reprodução
Como eliminar colônias de cupins em caixões perdidos? Como prevenir este tipo de problema?
Caixões perdidos são encontrados em construções de lajes nervuradas em que ocorre um fechamento da parte inferior ou superior, o que resulta na formação de células ou alvéolos, identificados como caixões perdidos. Do ponto de vista da engenharia, têm como função principal a criação de estruturas mais leves e resistentes e também possibilitam o alcance de vãos maiores. Ao mesmo tempo, aumentam o conforto dos usuários ao provocar o isolamento acústico entre andares.

Originalmente esses espaços eram obtidos pela colocação de estrutura de madeira, e nos dias atuais, quando necessário, também são utilizados isopor, painéis ou tubos de papelão, entre outros materiais.
Quando um edifício é infestado por cupins subterrâneos, usualmente é muito difícil a constatação do ataque em seus estágios iniciais. Isto porque esses cupins utilizam espaços vazios, como paredes duplas, juntas de dilatação, dutos de passagem de cabos de energia e de hidráulica, para se dispersar pela edificação na busca de alimento - produtos à base de celulose como tecidos naturais, papel e madeira. E com esse comportamento, ao encontrarem os caixões perdidos de madeira, têm disponível um grande volume de alimento e estão em ambiente totalmente protegido. Como essa infestação pode permanecer desconhecida por um longo período de tempo, quando o ataque passa a ser detectado não é raro encontrar grandes estruturas de ninho.
Então, ao se constatar qualquer sinal da infestação de cupins ou de ataque aos componentes de madeira em uma edificação, a principal recomendação é chamar um especialista em controle de pragas para realizar inspeção ou diagnóstico detalhado. Esse profissional será capaz de detectar agentes causadores e reconhecer a abrangência e a intensidade do ataque. A obtenção destas informações é essencial para se analisar e decidir pela melhor forma de controle dessa infestação.
Quando esse ataque é constatado nos caixões perdidos, as medidas de controle devem levar em conta esta situação, pois a eficácia do controle da infestação de cupins subterrâneos dependerá diretamente da amplitude dessas ações na edificação. Entre as medidas que podem vir a ser adotadas nesses caixões perdidos, ressaltando que a sua aplicação dependerá da análise das informações coletadas durante o diagnóstico, podemos citar, em conjunto ou isoladamente, a retirada dos ninhos encontrados no interior dos caixões perdidos, o tratamento químico ou a retirada de todo o madeiramento, a utilização de iscas para o controle da população de cupins subterrâneos.
A complexidade desse conjunto de informações para o controle do ataque de cupins subterrâneos explica a razão de não recomendarmos a realização de tratamentos exclusivamente em unidades residenciais quando o problema é constatado em várias áreas de um edifício. Usualmente, os trabalhos em todo o edifício serão mais efetivos do que aqueles realizados apenas em algumas unidades para o controle da infestação dos cupins.
Por essas mesmas razões não se recomenda a aplicação de qualquer produto químico, de uso profissional ou não, na tentativa de controlar o ataque desses cupins, por parte de qualquer morador ou pessoa sem o devido treinamento ou capacitação para essa atividade profissional.
Por outro lado, qualquer medida de prevenção efetiva para o caso do ataque dos cupins nos caixões perdidos somente pode ser tomada durante o período de construção da edificação e pode envolver a utilização de madeiras previamente tratadas e a utilização de materiais que não possam ser atacados ou que não sirvam de fonte de alimento para os cupins.
Em construções acabadas, e principalmente naquelas com este tipo de estrutura, os moradores devem ser orientados a alertar a administração do condomínio sempre que constatarem qualquer sinal de infestação dos cupins subterrâneos, como sinais de ataque ao madeiramento e/ou túneis de terra ou acúmulo de resíduo junto ao madeiramento fixo da edificação - guarnições e batentes de portas e janelas, rodapés e pisos de madeira ou mesmo junto a armários embutidos.
Essa inspeção não deixa de ser, também, uma medida preventiva.
Gonzalo Antonio Carballeira Lopez Biólogo e Pesquisador do Laboratório de Árvores, Madeiras e Móveis, Centro de Tecnologia de Recursos Florestais, Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo S.A.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Forte, resistente e flexível: bambu poderá substituir o aço


Forte, resistente e flexível: bambu poderá substituir o aço

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Cada vez mais as pessoas de todo o mundo estão preocupadas com o impacto que estão causando no meio ambiente e assim estão buscando meios sustentáveis que não agridam a natureza. As empresas estão dando preferência a produtos de baixa emissão de carbono, que consumam pouca água e que sejam provenientes de materiais econômicos. Além disso, os recursos naturais estão começando a ser usado com mais respeito à natureza. Amém!
No entanto o bambu já se mostrou viável para a construção civil, devido a sua resistência, flexibilidade e por seu baixo impacto gerado em seu cultivo. Em países asiáticos e americanos, como por exemplo, China, Equador e Colômbia, a técnica já é bem desenvolvida e utilizada até para pontes e edifícios de pequeno porte. No Brasil, a preocupação já começou, mas, na prática ainda bem escasso o uso.

O Laboratório Future Cities de Cingapura está realizando um estudo que visa determinar quais são as aplicações do bambu na construção civil. A pesquisa está revelando a real condição do material como elemento de estrutura para edificações.
Abundante, renovável e extremamente resistente, o bambu tem um enorme potencial para se tornar no futuro um substituto do aço.
bambu-para-estruturas-de-concreto

Nos estudos de resistência e tração realizados, o bambu se mostrou extremamente eficiente, superando a maioria dos outros materiais testados, incluindo o aço reforçado, é mole? Isso foi possível devido a sua estrutura oca e tubular que evoluiu ao longo de milênios para resistir às intempéries da natureza. Além de suas vantagens de usabilidade, o bambu ainda oferece uma fácil colheita e transporte, o que o torna economicamente mais viável. Outra característica é a sustentabilidade, já que sua extração é bem menos impactante do que a do metal.
Todos esses fatores são um grande incentivo para o investimento no desenvolvimento da produção e utilização do bambu. Mesmo assim, apesar de inúmeros benefícios, ainda é necessário muito trabalho e pesquisas para superar algumas limitações do material, como a contração e expansão causadas por mudanças de temperatura e absorção de água, além da degradação que pode ser gerada por fatores biológicos.
Deixe-nos a sua opinião aqui nos comentários.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Instalação do primeiro ossário comunitário sustentável






14/05/2015 14h46

Instalação do primeiro ossário comunitário sustentável

cemitério Campo Grande

Imagem do post

O cemitério Campo Grande, zona sul da capital, recebeu, no último dia 9 de maio, o primeiro ossário comunitário sustentável para abrigar ossos exumados, o outro será instalado no próximo dia 19 de maio. Tendo em vista que a necrópole não tem mais espaço físico para armazenamento ou construção de ossário comunitário em concreto armado ou em alvenaria, os dois ossários comunitários sustentáveis terão capacidade para acomodar, aproximadamente, 7.000 ossadas, sendo que cada contêiner metálico tem 6 metros de comprimento, 2,44m de largura e 2,60m altura.
A superlotação dos ossários comunitários em concreto armado de todos os cemitérios ocorre por conta de que mais de setenta mil pessoas são sepultadas anualmente e, passados três anos, os corpos devem ser exumados, conforme previsto por lei. Entretanto, grande parte dos familiares não procura a administração para formalizar a exumação, seja para cremação ou para contratação de ossário individual, etapa que findaria o processo biológico. Assim, os corpos são exumados e seguem, com identificação, para os ossários comunitários, à medida que precisam ser liberadas as quadras para novos sepultamentos.
O ossário comunitário proposto é sustentável porque ele é transportável, mais rápido para se instalar, o material é reciclável, é mais econômico com relação ao ossário convencional, além de estar aterrado contra as descargas atmosféricas, possui maior iluminação e ventilação, portanto o ambiente interno é mais salubre e integra à paisagem verde do cemitério. A instalação de ossário comunitário sustentável se estenderá para outros cemitérios, assim como projeto paisagístico será adotado para os mesmos, visando integrá-lo ao cenário local. A medida inédita compõe o plano da gestão de encontrar soluções sustentáveis para os cemitérios municipais, tornando esses locais cada vez mais convidativos para a apropriação da população do entorno para uso desses espaços como parques, uma vez que agora integram o sistema de áreas verdes da cidade de São Paulo.

autor do projeto: Fred Okabayashi

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Construção com impressora 3D é sustentável?

Após construir dez casas, empresa chinesa apresenta primeiro prédio erguido com impressora 3D


Edifício de apartamentos com cinco andares foi executado na cidade de Suzhou, na China, com investimento de 161 mil dólares

Kelly Amorim, do Portal PINIweb
22/Janeiro/2015

A empresa chinesa Winsun New Materials, que já havia construído dez casas de 200 m² utilizando impressoras 3D, apresentou na cidade de Suzhou, na China, o primeiro prédio de cinco andares construído com a tecnologia tridimensional.

A equipe de projetos da empresa imprimiu uma camada de concreto reciclado por vez, e utilizou o software CAD para traçar as plantas e calcular espaços para as redes elétrica e hidráulica, além de espaços para o isolamento interno. Em um segundo momento, os profissionais fizeram a montagem das peças que, apesar de serem ocas, foram reforçadas com aço.
O processo feito com a tecnologia 3D reduziu entre 30% e 60% o desperdício de materiais construtivos, e de 50% a 70% o tempo de obras. As despesas com mão-de-obra especializada, por sua vez, custaram metade do que seria gasto em uma construção convencional. De acordo com a Winsun, o custo do edifício foi de 161 mil dólares.
A nova construção será usada apenas como protótipo, no entanto, a companhia chinesa já anunciou que pretende produzir unidades habitacionais em larga escala, além de investir em impressoras 3D capazes de imprimir as peças necessárias para a construção de pontes e arranha-céus.
O equipamento utilizado para a impressão do edifício tem 6,6 metros de altura, 10 de largura e 40 de comprimento. Para se enquadrar aos padrões de construção exigidos pelas autoridades, a ferramenta teve de ser reforçada com suportes metálicos.