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terça-feira, 24 de agosto de 2021

O sanitário ecológico seco Sul Coreano - Beevii (energia) versus sanitário ecológico seco brasileiro (adubo orgânico)

 

Como funciona a inusitada privada que transforma cocô em energia e criptomoedas

Fonte: https://canaltech.com.br/inovacao/como-funciona-a-inusitada-privada-que-transforma-coco-em-energia-e-criptomoedas-192176/

Autoria: Por Gustavo Minari Editado por Douglas Ciriaco

10 de Agosto de 2021Você já parou para pensar quanto vale o seu cocô em criptomoedas? Um professor de engenharia urbana e ambiental do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Ulsan (UNIST), na Coreia do Sul, fez essa conta e projetou uma privada que dá moedas digitais para os alunos que usarem o banheiro ecológico para fazer o número dois.

Os estudantes que utilizam esse vaso sanitário tecnológico e inusitado são recompensados ​​com unidades diárias da moeda digital criada pelo professor Cho Jae-weon. Cada ida ao banheiro vale 10 Ggool — que significa mel no idioma coreano. Os usuários podem usar a criptomoeda para comprar produtos no campus, como itens de papelaria, macarrão instantâneo, frutas e livros.

“Eu sempre pensei que as fezes eram sujas, mas agora elas representam um tesouro de grande valor para mim”, diz o estudante de pós-graduação Heo Hui-jin. “Eu nunca cogitei que faria isso, mas hoje eu até falo sobre fezes na hora das refeições, imaginando que posso comprar o livro que quiser com elas.”



BeeVi

O assento sanitário criado pelo professor foi batizado de BeeVi, uma combinação das palavras “bee”, abelha, e “view”, visão, em inglês. O equipamento funciona como uma usina de geração de energia que emprega uma bomba de vácuo para enviar os dejetos para um tanque subterrâneo, reduzindo o consumo de água.

“A privada possui uma estrutura que pode sugar as fezes como um aspirador de pó e enviá-las diretamente para o sistema de produção de energia. Para fazer isso, precisamos de apenas 0,5 litro de água, uma quantidade muito menor do que a usada em vasos sanitários comuns”, explica o professor Cho.

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No tanque, microorganismos decompõem os resíduos de metano, tornando a substância uma fonte alternativa de combustível. O gás, que seria normalmente liberado na atmosfera, é usado para aquecer a água, alimentar fogões e transformado em energia para abastecer o campus por meio de um gerador.

Uma lâmpada ultravioleta (UV) esteriliza e desinfeta o vaso sanitário, o assento e a tampa. A privada também possui um biossensor embutido que pode ser usado para analisar urina e outros resíduos para verificar se há biomarcadores, indicadores de doenças e até mesmo deficiências nutricionais.


“Se pensarmos fora da caixa, as fezes têm um valor precioso para produzir bioenergia por meio da digestão anaeróbica biológica, separando o metano do dióxido de carbono durante o processo de compostagem. Nós apenas colocamos esse valor em circulação utilizando as criptomoedas como forma de incentivo para os alunos”, acrescenta o professor Cho.

Economia

Segundo os cálculos do professor, uma pessoa produz em média 500g de fezes por dia, quantidade que pode ser transformada em 50 litros de metano. Esse gás é capaz de gerar 0,5 kWh de eletricidade renovável ou ser usado também para abastecer um veículo comum por aproximadamente 1,2 km.

Além de uma fonte alternativa e renovável de energia, o vaso sanitário movimenta a economia da universidade. Para que não haja acúmulo de “riqueza”, 30% da moeda Ggool recebida pelo usuário devem ser divididos com outras pessoas na rede. A criptomoeda é ativada por meio de compartilhamento e gastos — se forem deixadas em uma conta, por exemplo, elas desaparecem.

“Um dos principais aspectos da Ggool é que ela foi projetada com uma taxa de juros negativa de 7%, calculada com base na queda da moeda a zero em 30 dias. Este é um mecanismo simples que apoia a noção de que a moeda foi criada para ser usada e não armazenada em uma “conta bancária”, encerra o professor Cho.

Fonte: ReutersUnist


Conclusão: 
O sanitário ecológico Sul Coreano é High Tech e o nosso é mais simples https://parquessustentaveis.blogspot.com/2015/04/o-desafio-do-uso-do-sanitario-ecologico.html

terça-feira, 21 de abril de 2015

O Desafio do Uso do Sanitário Ecológico Seco no Município de São Paulo




O Desafio do Uso do Sanitário Ecológico Seco no Município de São Paulo

                      autor: Frederico Jun Okabayashi



RESUMO: Este estudo tem como objetivo promover a mudança de paradigmas quanto à utilização do sanitário ecológico seco e demonstrar a sustentabilidade desse uso com relação à economia de água, a importância da compostagem da excreta humana rica em nutrientes e as vantagens da utilização do adubo orgânico nos parques urbanos sem rede de esgotos, parques lineares e naturais municipais. O sanitário ecológico seco é utilizado nas ecovilas afastadas dos grandes centros urbanos no Brasil que não dispõem de saneamento básico, é usado inclusive nos países desenvolvidos com tecnologias sustentáveis, mas a fecofobia e o desconhecimento atrapalham o uso deste tipo de sanitário no Município de São Paulo. A compostagem, possibilitada pelo uso desses sanitários, é um processo importante, pois transforma os dejetos humanos, misturados à serragem de madeira, em adubo orgânico, em seis meses, agregando valor e substituindo com segurança o fertilizante químico formulado. Em uma compostagem termofílica, os agentes patogênicos[2] são eliminados em temperatura próximas a 65º C, não oferecendo, portanto, riscos aos usuários. A utilização de sanitários ecológicos secos em locais sem rede de esgotos, áreas de preservação permanente ou de mananciais atende à Legislação Ambiental que restringe a instalação de sanitários convencionais com descarga hídrica para que não poluam o lençol freático. O artigo é uma reflexão para desenvolver o conceito do banheiro do futuro sustentável, que não utilize água e transforme as excretas humanas em adubo orgânico.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Fotos mostram cotidiano de limpadores de latrina na Índia

22/03/2015 10h22 - Atualizado em 22/03/2015 10h22

Fotos mostram cotidiano de limpadores de latrina na Índia

A ONG Human Rights Watch pede que a Índia acabe com a remoção manual de fezes feita por comunidades das castas mais baixas.

Da BBC
 Mulheres das castas mais baixas da Índia, como Gangashree (foto), limpam baneiros de casas sem sistema de descarga moderno: na imagem, ela leva as fezes em seu cesto para os arredores do vilarejo (Foto: Digvijay Singh/BBC)Mulheres das castas mais baixas da Índia, como Gangashree (foto), limpam baneiros de casas sem sistema de descarga moderno: na imagem, ela leva as fezes em seu cesto para os arredores do vilarejo (Foto: Digvijay Singh/BBC)
Milhares de famílias nas castas mais baixas da Índia sobrevivem aceitando comida ou pagamento intermitente pela limpeza de latrinas e pela remoção de excrementos humanos em seus vilarejos.
Em diversos Estados indianos a prática antiga ainda é comum. Os homens, mulheres e crianças que a realizam, no entanto, ainda são considerados "intocáveis".
Eles também costumam ser vítimas de ameaças e de maus tratos caso se recusem a fazer o trabalho.
No vilarejo de Kasela, em Uttar Pradesh, limpadores de latrina ainda são considerados intocáveis; na foto, mulher netra em casa do vilarejo pela porto dos fundos para remover excrementos do banheiro  (Foto: Digvijay Singh/BBC)No vilarejo de Kasela, em Uttar Pradesh, limpadores de latrina ainda são considerados intocáveis; na foto, mulher netra em casa do vilarejo pela porto dos fundos para remover excrementos do banheiro (Foto: Digvijay Singh/BBC)
A ONG indiana Jan Sahas lançou uma campanha que libertou 11 mil limpadores de latrinas no Estado de Madhya Pradesh.
"A limpeza manual de fezes humanas não é um emprego, mas uma injustiça semelhante à escravidão. É uma das formas mais proeminentes de discriminação contra os dálits (conhecidos antes como intocáveis), e é central para a violação dos seus direitos humanos", diz Ashif Shaikh, criador da campanha.
Marisha, de Uttar Pradesh, limpa banheiros de 20 casas todos os dias: "Eu uso um prato de lata e uma vassoura pra remover as fezes que acumulam no vaso, coloco os excrementos no cesto, levo e jogo fora. É um trabalho tão ruim que eu nem tenho vontade de comer". (Foto: Digvijay Singh/BBC)Marisha, de Uttar Pradesh, limpa banheiros de 20 casas todos os dias: "Eu uso um prato de lata e uma vassoura pra remover as fezes que acumulam no vaso, coloco os excrementos no cesto, levo e jogo fora. É um trabalho tão ruim que eu nem tenho vontade de comer". (Foto: Digvijay Singh/BBC)
Munnidevi diz que não é paga pelo trabalho. "Às vezes eles nos dão dois rotis (pães caseiros), às vezes só um. Uma das casas não me pagou nada por dois ou tês dias, então eu parei de ir lá. Se eles não me dão nada, por que devo ir? Mas eles vieram me ameaçar. Disseram: 'se você não vier, não vamos deixar você entrar em nossas terras. Onde você vai conseguir comida para seus animais?'. Nós temos quatro búfalos. Aí eu voltei para limpar. Eu tinha que fazer isso." (Foto: Digvijay Singh/BBC)Munnidevi diz que não é paga pelo trabalho. "Às vezes eles nos dão dois rotis (pães caseiros), às vezes só um. Uma das casas não me pagou nada por dois ou tês dias, então eu parei de ir lá. Se eles não me dão nada, por que devo ir? Mas eles vieram me ameaçar. Disseram: 'se você não vier, não vamos deixar você entrar em nossas terras. Onde você vai conseguir comida para seus animais?'. Nós temos quatro búfalos. Aí eu voltei para limpar. Eu tinha que fazer isso." (Foto: Digvijay Singh/BBC)
"Se você é da casta Mehatar, você precisa fazer esse trabalho. Não dizem isso diretamente, mas é o que você é contratado pra fazer e o que é esperado, até dos moradores. Se há fezes para limpar, eles vem nos chamar para fazê-lo", diz Anil, do distrito de Dhule, no Estado de Maharashtra (Foto: Digvijay Singh/BBC)"Se você é da casta Mehatar, você precisa fazer esse trabalho. Não dizem isso diretamente, mas é o que você é contratado pra fazer e o que é esperado, até dos moradores. Se há fezes para limpar, eles vem nos chamar para fazê-lo", diz Anil, do distrito de Dhule, no Estado de Maharashtra (Foto: Digvijay Singh/BBC)
Sevanti, do distrito de Dewas, foi ajudada pela campanha da ONG Jan Sahas, que a informou de que o trabalho a que era submetida era contra a lei e que ela poderia ir embora (Foto: Digvijay Singh/BBC)Sevanti, do distrito de Dewas, foi ajudada pela campanha da ONG Jan Sahas, que a informou de que o trabalho a que era submetida era contra a lei e que ela poderia ir embora (Foto: Digvijay Singh/BBC)
"O conselho do vilarejo trouxe nossa família para cá para limpar os banheiros secos, os banheiros com água e os locais onde se defeca ao ar livre. Eu recolho todo o excremento e jogo em outro lugar. Na verdade, nós queremos ir pra casa. Não gostamos daqui", diz Rajubai, na foto (Foto: Digvijay Singh/BBC)"O conselho do vilarejo trouxe nossa família para cá para limpar os banheiros secos, os banheiros com água e os locais onde se defeca ao ar livre. Eu recolho todo o excremento e jogo em outro lugar. Na verdade, nós queremos ir pra casa. Não gostamos daqui", diz Rajubai, na foto (Foto: Digvijay Singh/BBC)

sábado, 21 de setembro de 2013

Festival MorroStock terá banheiro seco, tendas de bambu e saneamento ecológico

Sustentabilidade20/09/2013 | 07h21

Festival MorroStock terá banheiro seco, tendas de bambu e saneamento ecológico

Uma das vantagens dos banheiros secos é a de não utilizar água, o que evita o lançamento de dejetos em tubulações ligadas a centros de tratamento ou diretamente em rios e lagos


Festival MorroStock terá banheiro seco, tendas de bambu e saneamento ecológico Morrostock/Divulgação
Morrostock acontece anualmente em sítio de SapirangaFoto: Morrostock / Divulgação









O festival MorroStock 2013, que ocorre de 4 a 13 de outubro no sítio Picada Verão (Sapiranga), contará com um projeto de bioconstruções e saneamento ecológico capitaneado pela equipe do Espaço Naturalmente em parceria com o biólogo Diego França e a arquiteta Teresa Dominot.
A estrutura física envolverá a construção de banheiros secos, saneamento ecológico e bioconstruções com bambu, que já começam a ser erguidas neste mês. Uma das vantagens dos banheiros secos é a de não utilizar água, o que evita o lançamento de dejetos em tubulações ligadas a centros de tratamento ou diretamente em rios e lagos. Além disso, eles produzem composto orgânico que pode ser utilizado como fertilizante agrícola no final do processo. 
O saneamento ecológico das águas residuais da praça de alimentação e dos chuveiros frios consiste no reaproveitamento de esgotos produzidos em atividades como lavar louça, lavar roupa e tomar banho. Por não serem contaminados, eles são chamados de "água cinza", sendo tratáveis no próprio local, diminuindo custos e recursos com transporte. A água cinza equivale de 50% a 80% do esgoto residencial e, sendo gerada por todas as casas saneadas, é um grande poluente.
Além das estruturas de saneamento, o MorroStock também contará com tendas de bambu, no lugar das tradicionais estruturas de metal e lona, geralmente usadas em eventos desse porte. O bambu, por ser um material leve e de baixo custo, pode ser uma alternativa viável às construções convencionais. No festival, tendas desse material abrigarão a feira de artesanato, a bilheteria e o Espaço Naturalmente, que estará instalado próximo ao palco divulgando assuntos relacionados à permacultura e bioconstruções.
Três oficinas serão ministradas durante o MorroStock. O encontro sobre Compostagem de Resíduos Orgânicos (5 e 12 de outubro às 11h) pretende construir uma composteira para a cozinha e o público acampado. A oficina de Construção em Bambu (5 e 12 de outubro às 15h) ensinará os usos e aplicações do material, sua morfologia, manejo, colheita e os tratamentos possíveis. Haverá também uma oficina sobre o método de plantio chamado Espiral de Ervas (5 de outubro às 13h), que consiste em um canteiro em formato helicoidal, com diferentes microclimas e uma maior diversidade de espécies plantadas.
A Exposição Permacultura trará diversos materiais como fotos, cartazes e cartilhas, além de modelos de técnicas do assunto. A mostra estará na tenda de bambu da equipe de Bioconstrução durante todos os dias do Festival, sob a responsabilidade da Equipe Naturalmente e do bioconstrutor Diego França.
Termo cunhado no início dos anos 1970, na Austrália, permacultura é uma síntese de práticas tradicionais agrícolas e construtivas que mescla conhecimentos ancestrais e descobertas da ciência moderna. Com métodos de desenho integrados para criar um "ambiente sustentável", que pode ser aplicado em casas, cidades ou áreas rurais, a permacultura envolve também fatores sociais, econômicos e sanitários, buscando desenvolver uma disciplina "holística" de organização de sistemas. 
O permacultor busca agir imitando a natureza e utilizando seus padrões: criando paisagens comestíveis, utilizando técnicas sustentáveis, tratando as águas através de filtros biológicos, fazendo a compostagem das sobras orgânicas da cozinha, entre outras práticas renováveis. Para que não haja desperdícios, é dever do permacultor organizar um plano de gerenciamento de resíduos, utilizando tecnologias apropriadas a cada região.
Entre as atrações do festival estão as bandas Ratos de Porão, Krisiun, Arthur de Faria e Seu Conjunto, Cartolas e Tenente Cascavel.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Pesquisadores suíços tentam descobrir toalete "do século"


Pesquisadores suíços tentam descobrir toalete "do século"


Por Alexander Thoele, swissinfo.ch
23. Abril 2012 - 11:00

Instalação sanitária à céu aberto em uma favela da África do Sul.
Instalação sanitária à céu aberto em uma favela da África do Sul. (Keystone)












Estima-se que 2,6 bilhões de pessoas no mundo não tenham acesso ao saneamento básico. Instalações sanitárias ajudam a combater doenças comuns como diarreia, cólera ou hepatite. Mas como solucionar o problema em países pobres, onde não há recursos para oferecer canalização, água ou energia?


A Fundação Bill e Melinda Gates criou um concurso para ajudar a encontrar uma solução ao desafio. Uma das ideias vem da Suíça.
Considerado o maior bairro de lata na África subsaariana, Kibera (em Nairóbi, capital do Quênia) é uma favela onde vivem cerca de um milhão de pessoas. "Banheiros voadores" (Flying toilet) é uma expressão típica empregada pelos seus habitantes. Na vida precária que levam, sem acesso a qualquer forma de saneamento básico, os habitantes costumam defecar e urinar em sacos plásticos e depois jogá-los por cima dos tetos dos barracos.

Essa realidade, também comum nas favelas brasileiras, "townships" da África do sul ou em grandes metrópoles da Índia, tem suas consequências para a saúde humana: segundo cálculos das Nações Unidas, a diarreia é responsável por 1,5 milhões de mortes por ano, especialmente crianças menores de cinco anos. Seria uma criança a cada vinte segundo.

Porém outras doenças são provocadas pela falta de higiene e acesso a toletes como cólera, disenteria, febre tifoide e hepatite A. Só no rio Ganges, na Índia, despeja-se 1,1 milhão de litros de esgoto por minuto, uma calamidade levando-se em conta que um grama de fezes pode conter 10 milhões de vírus, um milhão de bactérias, mil cistos de parasita e 100 ovos de verme, escreve o site do Instituto Trata Brasil.

Toalete do futuro 

Na primavera de 2011, a Fundação Bill e Melinda Gates decidiu atacar o problema e lançou um concurso científico aberto a pesquisadores de todas as partes do mundo. As condições eram duras: desenvolver um toalete "do futuro", que seja robusto, aplicável tanto no campo como nas cidades, fácil de limpar e que funcione sem água, canalização ou acesso à energia. Além disso, os excrementos humanos precisam ser facilmente eliminados ou reaproveitáveis e o custo de manutenção diário não pode ser maior do que 0,5 centavo de dólar por dia por pessoa.

Ao final, 21 universidades foram convidadas a participar e dessas, oito tiveram os projetos aprovados, das quais uma é o Instituto Federal Suíço de Ciência e Tecnologia Aquática (Eawag). "Com a aprovação, recebemos inicialmente 400 mil dólares, o que nos permitiu contratar três jovens pesquisadores para continuar o desenvolvimento das nossas ideias", afirma a coordenadora Tove Larsen. Essa engenheira química de origem dinamarquesa não vê a hora de poder apresentar um novo modelo de toalete pessoalmente a Bill Gates, o fundador da Microsoft, em 14 de agosto em Seattle, nos Estados Unidos.

O conceito desenvolvido pela Eawag é uma versão melhorada do chamado "sanitário seco com desvio de urina" (urine diverting dry toilet), ou seja, um toalete onde a urina é separada das fezes, mas a água é utilizada para limpeza.

A urina, composta de 95% de água e o restante de ureia, ácido úrico, sal e outras substâncias, é processada por um método criado pelos pesquisadores no instituto sediado em Dübendorf, vilarejo vizinho à Zurique, para extrair nitrogênio, fósforo e potássio em pó, utilizados posteriormente como adubo (ler artigo "Urina humana pode ser utilizada para fertilizar solos").

As fezes poderiam ter uma utilização variada. "Elas podem ser aproveitadas como biomassa ou mesmo também para a produção de adubos, após o tratamento adequado", completa Larsen.

Testes na África 

Com os recursos da fundação de Gates, Larsen pretende desenvolver ainda mais o projeto. Além da água de limpeza, sua equipe de pesquisadores também quer melhorar a aceitação. "Por isso trabalhamos em conjunto com o designer Harald Gründl da EOOS para desenvolver esse novo tolete", revela a dinamarquesa, citando a empresa austríaca de design, conhecida por projetar lojas para marcas conhecidas como Giorgio Armani e Adidas, dentre outros.

Além disso, o novo sistema também deve poder reciclar a água utilizada no toalete através de membranas especiais como filtros. "Então ela volta novamente ao ciclo e permite as pessoas de lavar suas mãos ou de limpar o vaso."

Sem revelar mais detalhes do projeto, pois a surpresa deve ocorrer na apresentação nos EUA, Tove Larsen adiante que um dos objetivos é também permitir a viabilidade econômica do super-toalete para as populações que poderão utilizá-lo. "Com o custo de 0,5 centavos por dia por toalete, acreditamos que é possível criar um aproveitamento econômico pelas pequenas empresas que irão oferecer esses serviços. Elas poderiam não apenas cobrar para oferecer o saneamento, mas também pelos adubos vendidos ou produção de biogás."

Para a pesquisadora, importante é garantir a separação adequada dos excrementos. "Na China já se aplica há muito tempo a utilização de excrementos humanos para adubar a terra, mas sem nenhuma segurança, o que faz com que muitas pessoas por lá tenham vermes", lembra Larsen. No toalete desenvolvido pela Eawag, tanto a urina como as fezes são separadas e armazenadas em compartimentos dentro do "móvel". Cada unidade deve atender duas famílias, com dez pessoas. Os produtos de cem unidades são recolhidos duas vezes por semana e levados para os locais de processamento.

E com que energia essas unidades de processamento funcionariam? "Soluções como painéis solares ou mesmo o biogás produzido pelos excrementos seriam fontes de energia barata para manter o funcionamento das máquinas", responde a pesquisadora. A confiança com que explica o projeto mostra que ela e sua equipe são fortes candidatos a convencer Bill Gates em pouco mais de quatro meses. Porém ela se mantém realista frente aos desafios do projeto. "Nós estamos apenas ainda no começo de encontrar uma solução, mas acreditamos estar no caminho correto."
Alexander Thoele, swissinfo.ch

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Sanitário Seco faz sucesso entre os ambientalistas

Sanitário Seco faz sucesso entre os ambientalistas

30/12/2009
Andres Vera

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI113493-15228,00.html

A privada que não usa água e ainda recicla seu conteúdo virou uma bandeira contra o desperdício



O vaso sanitário como o conhecemos pode estar com os dias contados. Se depender de um grupo de ecologistas que está fazendo barulho contra as privadas atuais, no futuro nenhuma gota de água será desperdiçada e, como bônus, todos terão fertilizante grátis para o jardim. Como? Simples. Vá ao banheiro, faça o que precisa ser feito e, em vez de dar a descarga, carregue uma pá com serragem para despejar no fundo do vaso sanitário. Em condições ideais de umidade e temperatura, essa mistura vai se decompor e virar adubo dentro de um compartimento sob a própria privada. 


"O único problema contra a compostagem humana é o preconceito", diz o escritor e marceneiro americano Joseph Jenkins, de 57 anos, principal porta-voz do "sanitário seco", também conhecido como "sanitário de compostagem" (o nome técnico da decomposição de matéria orgânica para a produção de adubo). Jenkins ficou conhecido como Mr. Humanure (trocadilho com human, "humano", e manure, "excremento"). 



O grande trunfo do sistema é evitar a contaminação da água. É com essa bandeira ambiental que Jenkins vende a ideia do cocô reciclado. Seu livro Humanure handbook: a guide to composting human manure (algo como Manual para compostar excremento humano) faz sucesso entre ambientalistas. 



Depois do livro, algumas iniciativas surgiram nos Estados Unidos para colocar a ideia em prática. Em julho, a ONG Rizhome Collective ganhou uma licença para construir o primeiro banheiro ecológico "oficial" do Texas. Parte da população achou a ideia nojenta. Mas um argumento derrubou a resistência: o sanitário seco economizaria energia gasta no tratamento de água e esgoto. A prefeitura cedeu. Na Califórnia, a empresa McPoop (em inglês, poop é cocô) fez um acordo para montar banheiros secos em eventos públicos. Para convencer a vigilância sanitária, usaram o argumento de que um banheiro químico é a versão moderna da fossa medi


>SAIBA MAIS

E qual é o cheiro do sanitário seco? Supostamente, nenhum. Quando o sistema funciona corretamente, uma reação química entre o nitrogênio das fezes e o carbono da serragem cria uma mistura estável e inodora. Para convencer as pessoas a aderir ao W.C. seco, ativistas fizeram em Chicago, nos EUA, uma experiência. Propuseram o uso do banheiro seco a 35 vizinhos: 22 deles aceitaram. O resultado foi uma "doação" de mais de 7 mil litros de excremento. No Brasil, já existe uma iniciativa: em Pirenópolis, Goiás, o Instituto de Permacultura e Ecovilas do Cerrado criou um projeto de nome sugestivo: Húmus Sapiens. São banheiros secos, de alvenaria, que custam metade do valor de um banheiro tradicional. 



Nenhuma dessas ideias, no entanto, prenuncia a abolição da descarga. "A maioria das leis sanitárias diz que você deve se livrar dos dejetos humanos", diz Jenkins. "Isso impede projetos em larga escala." Outro entrave é a necessidade, no caso dos sanitários secos compactos, de um compartimento externo para a compostagem propriamente dita. Num apartamento pequeno, a reciclagem de fezes é inviável. Ao menos para quem não quer encrenca com a vigilância sanitária. 



A ideia do sanitário seco é antiga. Em 1869, impressionado com o perigo de contaminação das fossas abertas, o padre inglês Henry Moule criou um sanitário seco parecido com os atuais. Com a invenção da válvula de descarga, no início do século XX, o sanitário seco caiu em desuso. Mas os discípulos de Moule ainda existem. Joseph Jenkins é um deles. Além de escrever, ele vende seus próprios sanitários compactos. Com aparência de um cubo de madeira, custam R$ 350. O assento acolchoado é opcional.

domingo, 31 de março de 2013

O primeiro sanitário seco foi patenteado em 1860 por Henry Moule



File:Henry Moule's earth closet, improved version c1875.JPG
Henry Moule's earth closet, improved version c1875
 "by User Musphot on Wikimedia Commons"
http://en.wikipedia.org/wiki/Henry_Moule



An Actual Earth Commode in Mint Condition
http://www.jldr.com/ohcloset.html
Moule's Patent Earth Commode" Pat. 1869
Photo from Mark Henderson (Used by permission)
Directions for using the Earth Commode
Directions for using the Earth Commode/Closet
Photo from Mark Henderson (Used by permission)
A somewhat blurred view of the same Earth Commode Directions retouched image
A somewhat blurred view of the same Earth Commode Directions
(The photo on the right was sent to me by R. Lent who fixed up the image and says
"In recognition of your interesting work and research.")

Photo from Mark Henderson (Used by permission)
  Once in a while someone sends me some unbelievable photo's showing something so significant it demands attention. Moule's Earth Commode is featured on my faq's page. I did not have any pictures of one; only drawings in a book. Here is what Mark found.
  I just bought a home circa 1842 in CT and found this "earth closet" in the attic. It is an oak "Moule's Patent Earth Commode" Pat. 1869. It still has the directions and I thought you might enjoy reading them. Thanks for the history lesson....I just don't know what to do with the "closet". The commode is in pristine condition.
  
Here are what the directions shown above say:

Things to be observed:

  1. The Earth must be dry and sifted.
  2. Sand must not be used.
  3. Rise from the seat QUICKLY!
  4. No "slops" must be thrown down.
  5. Before using, let one fall of earth be in the pail.
  6. To find out more information on the Earth Closet, click HERE.


Rev Henry Moule and the Earth Closet
The Earth Closet; What is it?

http://www.jldr.com/henrymoule.htm


   I received an EMail from Wayne Collins (waynec@voyager.co.nz) asking me the following:

"I am trying to find out what Reverend Henry Moule invented. I have found something about an earth closet. Can you elaborate on that? I would be very grateful for an answer. -- Wayne Collins".
   I did not know the answer but Wayne continued to research the subject and finally found out what it was. The answer is quite interesting and was found through On-line: SCIENCE AND TECHNOLOGY by the Systems Administrator whose name is Adam Hart-Davis. Send mail to Adam here. Here is the explanation of what an earth closet is...

  If you want to see an actual Earth Closet, go HERE.
  An earth-closet is a lavatory in which dry earth is used to cover excreta. Until a hundred years ago, the traditional ``place of easement'' for people living in the country was either a privy with a cess-pit, or an earth-closet. The definitive book on the privy is Chic Sale's "The Specialist."
  In Britain, Queen Victoria used an earth-closet at Windsor Castle, although many types of water-closet were available. For many years, the earth- and water-closets were rival systems with champions and detractors on both sides.
  Henry Moule, champion of the earth-closet, was born in Melksham, Wiltshire[24], on 27 January 1801, the sixth son of a solicitor. He went to Cambridge, and in 1829 became vicar of Fordington in Dorset, where he remained for the rest of his life.
  (Also born 1801[25]: Robert Dale Owen, American social reformer and politician; Sir Joseph Paxton, English architect who designed Crystal Palace; Fredrika Bremer, writer, reformer and champion of women's rights; Vincenzo Bellini, Italian operatic composer who influenced the likes of Wagner and Chopin; Brigham Young, second president of the Mormon church.)
  For some years he was chaplain to the troops in Dorchester Barracks, and from the royalties of his 1845 book ``Barrack Sermons'' he built a church at West Fordington.
  In 1861 he produced a 20-page pamphlet entitled National health and wealth, instead of the disease, nuisance, expense, and waste, caused by cess-pools and water-drainage. ``The cess-pool and privy vault are simply an unnatural abomination,'' he thundered, "the water-closet ... has only increased those evils." And he went on to describe his own amazing discovery.
  In the summer of 1859 (I think) he decided his cess-pool was intolerable, and a nuisance to his neighbour; so he filled it in, and instructed all his family to use buckets. At first he buried the sewage in trenches in the yard, one foot deep, but he discovered by accident that in three or four weeks "not a trace of this matter could be discovered." So he put up a shed, sifted the dry earth beneath it, and mixed the contents of the bucket with this dry earth every morning. "The whole operation does not take a boy more than a quarter of an hour. And within ten minutes after its completion neither the eye nor nose can perceive anything offensive."
  Then he discovered that he could recycle the earth, and use the same batch several times, and he began to grow lyrical. "Water is only a vehicle for removing it out of sight and off the premises. It neither absorbs nor effectively deodorises.... The great ... agent ... is dried surface earth, both for absorption and for deodorising offensive matters." And, he said, he no longer threw away valuable manure, but obtained a "luxuriant growth of vegetables in my garden."
  He backed up this last point with a scientific experiment, persuading a farmer to fertilise one half of a field with earth used five times in his closet, and another with an equal weight of superphosphate. Swedes were planted in both halves, and those nurtured with earth manure grew one third bigger than those given only superphosphate.
  Moule quoted a biblical precedent for his efforts, from a set of instructions about cleanliness: "And thou shalt have a paddle upon thy weapon; and it shall be, when thou wilt ease thyself abroad, thou shalt dig therewith, and shalt turn back and cover that which cometh from thee." (Deut. 23:13) The New English Bible is even clearer: "With your equipment you will have a trowel, and when you squat outside, you shall scrape a hole with it and then turn and cover your excrement."
  According to Moule, doctors said that if his scheme could be generally adopted, "much more would be effected by it for the prevention and check of disease and sickness, and for the improvement of health, than Jenner has effected by the discovery of vaccination."
  About 1850, some people in England brought the earth-closet inside the house, and various patent mechanisms appeared, the first by Thomas Swinburne in 1838 (No 7810). In 1860 Henry Moule produced a sort of commode with a bucket below seat, and a hopper behind it containing fine dry earth or ashes. When you had finished you pulled a lever to release a measured amount of earth into the bucket and cover the contents.
  In partnership with James Bannehr, agent, Moule took out a patent in 1860 (No 1316)---and others in 1869 and 1873. He set up the Moule Patent Earth-Closet Company (Limited), which manufactured and sold an earth-closet for every occasion, the expensive models in mahogany and oak. "They are made to act either by a handle ... or self-acting, on rising from the seat. The Earth Reservoir is calculated to hold enough for about 25 times, and where earth is scarce, or the manure required of extraordinary strength, the product may be dried as many as seven times and without losing any of its deodorising properties."
  The closet was often inside a shed or privy, which provided some privacy and protection from inclement weather. Parker's Patent "Woodstock" Earth Closet had similar automatic mechanisms triggered either by the release of pressure on the seat---so that it `flushed' when you stood up---or by pressing a foot lever.
  W Liddiard invented another "Patent Self-acting Foot-board" to discharge the earth. He also patented a commode "particularly adapted for use in-doors," and a multi-seater earth-closet for use in schools. Any number of units could be bolted together, side by side, and the earth-releasing mechanism operated from a distance, so that children could be prevented from playing with the device and wasting the earth!
  An 1873 dry-ash commode could be filled straight from the fire-gate. The cinders were automatically separated and kept for reburning, while the fine ash covered the contents of the bucket every time the lid was raised. A later version had a removable drawer instead of a bucket, rather like some chemical lavatories today.
  In the 1960s, my father had an earth closet in a tiny shed outside his remote holiday cottage in Yorkshire. He issued strict instructions not to pee in it, since urine would make it smell; "Go out on the hillside," he said. However, Moule claimed that the dry-earth principle is applicable to urinals, and "especially suitable for schools and railway stations and other public places ... all offensive smell may be prevented, and a valuable manure manufactured."
  I had thought the earth-closet was a bit of a joke, but Moule was convinced that it represented the future. He worked out the implications; if used by six persons daily the earth-closet would require on average one hundredweight (50 kg) of earth per week, which he recommended should be dried in an iron drawer under the kitchen range. A town of 10,000 would need 16-18 tons of earth per day---but only borrowed!
  He wrote a string of tracts and pamphlets, including "The advantages of the dry earth system" (1860), "The impossibility overcome: or the inoffensive, safe, and economical disposal of the refuse of towns and villages" (1870), "The science of manure as the food of plants," and "Manure for the million---a letter to the cottage gardeners of England." He also tried hard to get government support, with an 1872 paper on Town refuse---the remedy for local taxation. The substance of his argument was:
"There can never be a National Sanitation Reform without active intervention by central government.
That active intervention can never take place under the Water Sewerage System, without a large increase of local taxation.
But let the Dry-Earth System be enforced... and with a vast improvement in health and comfort, local taxation may be entirely relieved."
  He managed to convince a lot of people. The medical journal The Lancet of 1 August 1868 reported that 148 of his dry-earth closets were used at the Volunteer encampment at Wimbledon---forty or fifty of them used daily by not less than 2000 men---without the slightest annoyance to sight or smell.
  The Field of 21 November 1868 said "In towns or villages not exceeding 2000 or 3000, we believe the earth-closet will be found not only more effective, but far more economical, than water drainage."
  This combination of economy and health was powerful. In 1865 the Dorset County School at Dorchester, with 83 boys, changed from water-closets to earth-closets, and cut the annual maintenance costs from GBP3 to 10/- (GBP0.5)! At the same time smells and diarrhea were eliminated. Lancaster Grammar School brought in earth-closets because the water-closets were always out of order "by reason of marbles, Latin grammar covers, and other properties being thrown down them."
  For some decades in the second half of the nineteenth century, therefore, the earth-closet and the water-closet were in hot competition. Almost everything Moule said was true, and much the same arguments are used today by the champions of bio-loos and composting lavatories. The environmental considerations have not changed; using water-closets is expensive, and merely shifts the problem downstream---the sewage has to decompose somewhere.
  Henry Moule died in 1880, but even in his seventies he was still trying to persuade the British government that the earth-closet was the system of the future, and he nearly succeeded. Nevertheless in rich countries, because it does rapidly and effortlessly remove the sewage from the house, the water-closet has won the battle---so far...


Earth closets

Moule's patent earth closets, dry closets 

Large bucket under wooden seat with hole, metal hopper above and behindBorn in 1801 and a hero, in a small way, of the 21st century green eco-movement, the Rev. Henry Moule patented an earth closet toilet system in 1860. His motives were to save his poor Victorian parishioners from cholera by devising a sanitary but simple set-up, suitable for homes where indoor piped water was an impossible dream. Today his design, now re-named a composting toilet, could save us from water shortages and expensive plumbing, while enriching our vegetable gardens. The big drawback is that someone has to haul earth around: first filling up the hopper which releases a dollop of earth or ash at the right time, and then emptying the bucket into a potato trench.
Moule has few rivals for the title of inventor of the earth closet. While some people think that Thomas Jefferson's privy system at Monticelloused ashes or earth, this seems difficult to prove. Moule's closet is usually described as the first of its kind, although David J. Everleigh'sStory of Domestic Sanitation says that he was "not the first to patent a dry closet" and his success came from his "energy and business acumen".
Apart from the new patent inventions, there were crude forerunners available to gentlemen in upper-class English houses. Constance Peelmentions this, though she was too discreet to go into much detail:
The modern earth-closet was not known until 1860, when the Rev. Henry Moule took out a patent, but in the [earlier 19th century] a rough sort of earth-closet was used and occasionally such might be found in a small room, or even in a large unventilated cupboard adjacent to the dining-room, billiard-room, gun-room or, as it was called, the hunting parlour. Here too were kept the articles which gentlemen who drank deep and long might be expected to require.Mrs CS Peel, Home and Habits, in GM Young's Early Victorian England, 1934
This website usually likes to know how things seemed from the viewpoint of someone with real experience of daily housekeeping. Catherine Beecher, who went into a long, enthusiastic discussion of earth closets in her American Woman's Home (1869), only hinted at the advantages for those doing the household chores, saying it "relieves the most disagreeable item in domestic labor". Presumably all the housewives or servants who had ever had to empty a chamber pot in an outside privy would agree with her, even if they had to carry buckets of earth out to the garden instead. Of course, many earth closets were built in an outside hut in the first place:
One winding path led to the earth closet in its bower of nut-trees half-way down the garden...Flora Thompson describing the 1890s in Candleford Green , 1945
Footnote
From the words on the hopper - MOULE'S EARTH SYSTEM J. W. GIRDLESTONE'S PATENT - the design in the photo seems to be from the mid-1860s or later, after JW Girdlestone became engineer to Moule's Earth Closet Company in London.

 15 August 2007