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quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Biogasolina é produzida por bactérias pela primeira vez

Biogasolina é produzida por bactérias pela primeira vez

Redação do Site Inovação Tecnológica - 07/10/2013

SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Biogasolina é produzida por bactérias pela primeira vez. 07/10/2013. Online. Disponível em www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=biogasolina. Capturado em 12/10/2013. 
Biogasolina é produzida por bactérias pela primeira vez
Diagrama mostra a cadeia para a produção de alcanos de cadeia curta (biogasolina) a partir de biomassa renovável.[Imagem: KAIST]
Gasolina sustentável
Yong Choi e Sang Lee, do Instituto KAIST, da Coreia do Sul, conseguiram um feito inédito no campo dos biocombustíveis.
Eles produziram 580 mg de biogasolina por litro de cultura microbiana in vivo.
A gasolina tradicional, derivada do petróleo, é uma mistura de hidrocarbonos, aditivos e agentes misturadores.
Os hidrocarbonos, chamados alcanos, são formados apenas por átomos de carbono e hidrogênio, dispostos em moléculas de diversas configurações, que podem ter entre 4 e 12 átomos de carbono.
Outros pesquisadores já haviam usado bactérias geneticamente modificadas para desenvolver rotas metabólicas para a produção de alcanos de cadeias longas - entre 13 e 17 átomos de carbono - que são adequados para substituir o diesel.
Agora, pela primeira vez, os dois pesquisadores conseguiram usar bactérias E. coli para produzir alcanos de cadeias mais curtas - essencialmente uma biogasolina.
Segundo eles, seu processo pode ser modificado para produzir outros produtos, como ésteres e álcoois.
"É apenas o começo do trabalho em direção à produção sustentável de gasolina," disse o professor Sang Yup, destacando que agora o trabalho se concentrará no aumento do rendimento do processo.
Bibliografia:

Microbial Production of Short-chain Alkanes
Yong Jun Choi, Sang Yup Lee
Nature
Vol.: Published online
DOI: 10.1038/nature12536

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Biocombustível de madeira pode matar, diz estudo



08 de janeiro de 2013 | 2h 05

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,biocombustivel-de-madeira-pode-matar-diz-estudo-,981684,0.htm

OSLO - O Estado de S.Paulo
O aumento da produção de um tipo de biocombustível feito com madeira para combater as mudanças climáticas poderia impulsionar um tipo de poluição atmosférica pouco conhecida e causar cerca de 1,4 mil mortes prematuras por ano na Europa em 2020, afirmou um estudo da Universidade de Lancaster, na Inglaterra, descrito em artigo na revista Nature Climate Change.
Os pesquisadores afirmam que as árvores cultivadas para produzir biocombustível - uma alternativa ao carvão e ao petróleo - liberaram no ar um químico que, misturado a outros poluentes, poderia também reduzir a produção agrícola.
"Cultivar árvores para gerar biocombustível é visto como algo bom porque reduz a quantidade de dióxido de carbono na atmosfera", disse o professor de química Nick Hewitt, um dos autores do estudo. "Mas esses biocombustíveis também podem ter um efeito negativo na qualidade do ar", afirmou.
A pesquisa analisou o impacto de uma estratégia da União Europeia para frear o aquecimento global por meio do aumento da produção de biocombustível renovável com a madeira de árvores de eucalipto, salgueiros e choupos - espécies escolhidas por serem de rápido crescimento. Os químicos afirmam que elas emitem altos níveis de isopreno, um composto orgânico que, misturado com poluentes atmosféricos à luz do sol, transforma-se em ozônio tóxico.
"A produção em larga escala de biocombustíveis na Europa teria efeitos pequenos, mas significativos, na mortalidade humana e na produção agrícola", diz Hewitt. Ele afirma que, se o plano europeu for seguido, haveria um prejuízo de US$ 7,1 bilhões, além da redução do valor do trigo e do milho em US$ 1,5 bilhão.
Para mitigar esses efeitos, o estudo sugere que as plantações sejam feitas longe dos centros urbanos mais poluídos. As emissões de isopreno também poderiam ser diminuídas com a ajuda da engenharia genética, sugere o texto. / REUTERS

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

"Cana-energia" sustentável!


Cientistas pretendem aprimorar cana-de-açúcar em dez anos

http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,cientistas-pretendem-aprimorar-cana-de-acucar-em-dez-anos,959732,0.htm

Objetivo da pesquisa bioenergética é desenvolver a cana-energia, uma planta mais resistente à seca e menos dependente de fertilizantes e defensivos

13 de novembro de 2012 | 10h 15



Agência Fapesp
Dentro de uma década, a cana-de-açúcar poderá ser uma planta muito diferente. Mais resistente à seca e menos dependente de fertilizantes e defensivos. Com maior teor de fibras e uma parede celular mais fácil de ser rompida para favorecer a obtenção de etanol também do bagaço. Teor de sacarose maior ou menor, de acordo com a necessidade de uso. No que depender dos projetos de melhoramento conduzidos no âmbito do Programa Fapesp de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN), em cerca de dez anos a planta terá de mudar seu nome para "cana-energia".
Uma das metas é aumentar a produção de etanol e de biomassa com o menor impacto ambiental possível - Agência Fapesp
Agência Fapesp
Uma das metas é aumentar a produção de etanol e de biomassa com o menor impacto ambiental possível
"Nosso objetivo maior é aumentar a produção de etanol e de biomassa com o menor impacto ambiental possível. E isso inclui o adequado uso da terra, da água e redução das emissões de poluentes", disse Glaucia Mendes Souza, professora do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP) e presidente da coordenação do BIOEN.
Nos dias 6 e 7 de novembro, durante o "Workshop BIOEN de Pesquisa", Souza e outros pesquisadores que integram o programa apresentaram um panorama dos principais resultados alcançados nos últimos quatro anos.
Desde 2008, quando o BIOEN foi criado, 89 auxílios à pesquisa foram conduzidos ou iniciados, favorecendo em torno de 300 cientistas brasileiros e colaboradores internacionais de 15 países.
Segundo Souza, isso resultou em, até o momento, 427 artigos publicados em revistas internacionais, 53 teses de doutorado e 109 dissertações de mestrado defendidas, além de 17 patentes e um software que deverá facilitar a compreensão do complexo genoma da cana.
Atualmente, o programa conta com 83 projetos em andamento. Além dos esforços de melhoramento assistido por ferramentas moleculares, há grupos dedicados a encontrar microrganismos mais eficientes para fermentar a biomassa. Outros buscam a melhor forma de pré-tratar o bagaço e prepará-lo para a produção do etanol celulósico.
Também há pesquisadores dedicados a diminuir os impactos ambientais e sociais da produção de biocombustíveis. Uma das divisões do BIOEN trabalha no desenvolvimento de motores flex mais eficientes.
Há ainda projetos que buscam a obtenção de biocombustíveis a partir de óleos vegetais e propõem usar os resíduos do processo para fabricar produtos químicos de alto valor agregado, como glicerol."O BIOEN tem um escopo amplo. Há expertise de muitas áreas diferentes tentando resolver os problemas da bioenergia", disse Souza à Agência Fapesp. Segundo ela, a área de biotecnologia é uma das mais avançadas. "Temos os marcadores e a estatística genética. Toda a plataforma desenvolvida para achar e testar os genes está dando resultados", disse.
Embora já seja possível criar em laboratório uma cana transgênica, com mais sacarose ou menos lignina - material estrutural que envolve a celulose e dificulta sua fermentação -, ainda é preciso transformar essa planta em um cultivar que mantenha as características agronômicas desejadas pelo setor produtivo.
"É preciso avaliar tudo de novo. Para ver se os genes modificados não vão alterar características desejáveis da planta ou diminuir a resistência a pragas, por exemplo. São projetos de médio e longo prazo, pois antes do BIOEN não existiam ferramentas biotecnológicas para melhoramento da cana", disse Souza.
Desafios. Para Paul Moore, pesquisador do Centro de Pesquisa em Agricultura do Havaí, nos Estados Unidos, e membro do Conselho Consultivo Internacional do BIOEN, alguns dos resultados apresentados no workshop estão de fato na fronteira do conhecimento.
"Estou muito orgulhoso pelo que os brasileiros alcançaram em tão pouco tempo. Todo o esforço feito para desvendar e alterar a estrutura da parede celular da cana, descobrir enzimas e microrganismos capazes de converter a biomassa em energia. Isso é muito excitante e não existe em outro lugar do mundo", destacou.
O grande desafio para os pesquisadores do programa, na avaliação de Moore, será conectar a ciência fundamental à ciência aplicada e criar uma ponte que permita transferir esse conhecimento para uso industrial. Essa também é a opinião de Patricia Osseweijer, professora da Universidade de Tecnologia de Delft, na Holanda, e integrante do Conselho Consultivo Internacional do BIOEN.
"Fiquei realmente impressionada com os trabalhos de pré-tratamento do bagaço para produção de etanol de segunda geração. Mas ainda não temos uma metodologia vencedora", disse Osseweijer.
Segundo a cientista, para que o Brasil assegure sua posição de liderança, tanto na área científica quanto na produção de etanol, será preciso investir em projetos para demonstrar que a tecnologia desenvolvida em laboratório também funciona em grande escala.
"Criar pilotos é a parte mais custosa do processo de transformação do conhecimento científico em tecnologia. Nem mesmo a indústria, muitas vezes, consegue arcar sozinha. É preciso pensar em uma maneira de unir diversas empresas e universidades para dividir os riscos e os investimentos", disse Osseweijer.
De acordo com os dados apresentados por Souza durante o workshop, há oito projetos sendo conduzidos no âmbito do BIOEN em parceria com empresas como Vale, Oxiteno, Braskem, Boeing e Microsoft. "Há diversos projetos começando por meio do Programa de Apoio à Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica (PITE) da FAPESP. Talvez seja uma questão de tempo para mostrar que essas tecnologias realmente funcionam", disse.
Souza também acredita que o BIOEN está no momento de transformar os conhecimentos em processos de alto desempenho. "Se não oferecer menor consumo de energia e de água e menor emissão de poluentes, não vai adiantar. Também não adianta ser altamente tecnológico e difícil de implantar em um país em desenvolvimento", ponderou.
Educação e comunicação. Osseweijer destacou o grande investimento do programa na formação de novos pesquisadores e o crescimento da colaboração internacional nos últimos anos. "Se o Brasil quiser manter sua liderança na área, precisa treinar pessoas", disse.
Para ela, no entanto, também é fundamental investir em projetos no campo da educação e da comunicação. "É preciso fazer os estudantes se interessarem desde cedo pela área, além de conhecer a atitude dos setores estratégicos da sociedade em relação à bioenergia e criar estratégia para engajar esses públicos", disse. Moore, por sua vez, sugere a expansão dos programas de fenotipagem de alto rendimento para identificar de maneira rápida as alterações no fenótipo da cana resultantes da modulação ou da eliminação de genes. "A biologia molecular avança rapidamente, mas o mundo real da biologia é lento.
Precisamos buscar meios para acelerá-lo", afirmou.
Segundo Souza, uma das metas do BIOEN é transferir todo o conhecimento obtido por meio do programa para a sociedade e oferecer subsídios para a formulação de políticas públicas que permitam a expansão do uso de biocombustíveis de maneira sustentável.
"Em parceria com pesquisadores dos programas BIOTA e Mudanças Climáticas Globais - ambos da Fapesp - e com o Comitê Científico sobre Problemas do Meio Ambiente (Scope) - órgão ligado à Unesco - estamos elaborando sugestões de políticas para o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente", contou Souza.


quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Açúcar tem de cair para Brasil produzir mais etanol


16/10/2012 - 12h02

Açúcar tem de cair para Brasil produzir mais etanol, diz comercializadora


DA REUTERS

Os preços do açúcar precisam cair ainda mais para que o Brasil, principal produtor de cana, opte por uma maior produção de etanol, o que poderia ajudar a criar um piso para a cotação da commodity, disse a comercializadora internacional e especializada em derivados da cana Czarnikow nesta terça-feira (16).
Os preços futuros do açúcar bruto na ICE caíram cerca de 15% desde o início do ano para cerca de US$ 0,20 centavos por libra-peso, como um segundo grande excedente mundial consecutivo esperado em 2012/13 pesando sobre os preços.
A Czarnikow disse que, com um equilíbrio do preço do etanol hidratado com o do açúcar em cerca de US$ 0,17 por libra-peso, os preços do açúcar poderiam cair mais ainda.
"Os preços do açúcar estão em torno de US$ 0,20, mas o mercado ainda tem que encontrar níveis que incentivem a maior demanda por etanol", disse Peter de Klerk, analista da Czarnikow.
Milhões de carros flex no Brasil, lançados cerca de uma década atrás, podem ser abastecidos com gasolina, etanol ou a mistura dos dois.
A comercializadora disse que o plano do governo brasileiro para aumentar a quantidade necessária de etanol misturado à gasolina para 25% no próximo ano, dos atuais 20%, poderia levar os produtores a favorecer a produção de etanol de cana.
A Czarnikow fez a previsão no mês passado de um excedente global de açúcar em 2012/13 de 7,1 milhões de toneladas.
Entretanto, o aumento da demanda por etanol não deve absorver o esperado excedente do açúcar, segundo a empresa.
A consultoria avalia que a proporção de cana usada para a produção de etanol caia para 50,6% em 2012/13, ante 51,2% no ano anterior.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Bioenergia não compensa na Alemanha, dizem cientistas



http://www.dw.de/dw/article/0,,16143787,00.html

Autor: Michael Gessat (lpf)
Revisão: Augusto Valente

Num país como o Brasil, o uso de biocombustíveis vale a pena. Mas na Alemanha, com pequenas áreas agriculturáveis, o saldo ambiental é negativo. Pesquisadores apontam limites no uso de energias renováveis no país.
"O rendimento sugerido pelos políticos para a bioenergia – supostamente capaz de cobrir 23%, às vezes até 30% da nossa necessidade energética – é completamente ilusório a partir da perspectiva atual." É o que afirma Berharnd Schink, professor da Universidade de Constança, e um dos coordenadores do estudo Bioenergia: possibilidades e limites, publicado em julho pela Academia Nacional de Ciências Leopoldina, na Alemanha.
Mais de 20 cientistas trabalharam durante quase dois anos na pesquisa. E os químicos, biólogos, ecologistas e climatologistas envolvidos vêem mais limites do que possibilidades para o uso de energias renováveis na Alemanha.
Enquanto isso, como parte da chamada "revolução energética", o governo alemão aposta no biogás, biodiesel e etanol. Carros alemães utilizam hoje uma gasolina à qual são adicionados de 5 a 10% de etanol, por exemplo.

Difícil equilíbrio
Há dois argumentos básicos a favor do uso de bioenergia. Em primeiro lugar, as reservas de combustíveis fosses, como petróleo e carvão, são limitadas. E a necessidade de importá-los cria dependência política e econômica. Além disso, técnicas de extração cada vez mais sofisticadas – como a utilizada para areia betuminosa – colocam o meio ambiente em risco.


Produtores desconhecem alternativas para biodiesel e bioetanol no setor de transportes
Produtores desconhecem alternativas para biodiesel e bioetanol no setor de transportes

Mas o principal problema dos combustíveis fósseis é que eles liberam gás carbônico, associado ao efeito estufa e ao aquecimento global. Em contraste, com o uso de bioenergia, seria liberada na atmosfera exatamente a mesma quantidade de gás carbônico que fora antes absorvida pelas plantas – aparentemente, um equilíbrio.
Mas todos os aspectos da produção de biomassa relevantes para o clima devem ser levados em conta. E é justamente essa a abordagem do estudo da Academia Leopoldina. O balanço geral deve abarcar o uso de fertilizantes, que provoca a liberação de gases do efeito estufa à base de nitrogênio. Deve incluir também as emissões de tratores durante o plantio, aragem e colheita e as emissões durante a produção e o transporte desses tratores até as plantações.
Outra questão complexa é quanta energia realmente se "ganha" a partir de um litro de bioetanol, por exemplo. É preciso considerar todo o consumo de energia durante a cadeia de produção.

Falta de terreno
O cenário na Alemanha é bem diferente do Brasil, por exemplo, país com uma área enorme e produtor de cana de açúcar. "Na Alemanha, nossa superfície é limitada e hoje importamos um terço da nossa produção total de biomassa, principalmente como ração animal", dizem os cientistas. Nesse contexto, é "difícil defender que cultivemos plantas energéticas em nosso próprio solo enquanto importamos alimentos de outros países".
Para o pesquisador Schink, a agricultura que a Alemanha movimenta fora do país precisaria ser incluída no balanço. Os autores do estudo consideram dignas de incentivos apenas as formas de bioenergia que "não levem à escassez de alimentos nem elevem seus preços por conta da disputa por terra e água".
Para os cientistas da Academia Leopoldina, existe apenas um cenário razoável para a utilização de bioenergia na Alemanha: a reciclagem de resíduos agrícolas e domiciliares – ou seja, produção de biogás a partir de matérias-primas que acabariam num aterro.
Ao invés de adicionar uma parcela de biocombustível à gasolina, a Alemanha deveria explorar outras fontes renováveis, sugerem os pesquisadores. Energia solar e eólica são muito mais eficientes e, no balanço geral, mais sustentáveis, afirmam.

Relatório equivocado?

Alemanha poderia produzir bioenergia a partir de resíduos agrícolas e domiciliares
Alemanha poderia produzir bioenergia a partir de resíduos agrícolas e domiciliares

Elmar Baumann, diretor da Associação da Indústria Alemã de Biocombustíveis (VDB, na sigla em alemão), classifica o estudo como equivocado. "São dados que já foram publicados de maneira semelhante em outros lugares e questões que já foram antes levantadas. Então, pergunta-se: para que serve o estudo?", indaga.
Baumann ressalta que produzir biocombustível a partir da canola alemã, por exemplo, faz sentido. E isso já é regulamentado e certificado no país. De acordo com a Portaria de Sustentabilidade, os produtores precisam provar uma redução da emissão de gases de efeito estufa de 35% com relação aos combustíveis fósseis.
Segundo Baumann, o relatório da Leopoldina desconsidera também o fato de que não há alternativas para o biodiesel e o bioetanol no setor de transportes. "Do ponto de vista objetivo, isso está totalmente correto: não oferecemos nenhuma alternativa nesse sentido", reconhece Schink.
Entretanto, o cientista considera possível poupar combustíveis fósseis em outros âmbitos, e, assim, reservar o petróleo e seus subprodutos gasolina e diesel para motores de combustão interna. Isso até que veículos elétricos tomarem conta das ruas.
O estudo da Academia Leopoldina cita, porém, um exemplo concreto de como se poderia produzir bioetanol de maneira econômica e ecológica na Alemanha. Utilizando um novo procedimento, desenvolvido por pesquisadores alemães da Universidade de Hohenheim, é possível produzir biocombustível e biogás simultaneamente – o que, segundo Schink, melhora o balanço energético.
Contudo, até agora tal modelo combinado funciona apenas em pequena escala. "Uma expansão para o uso industrial certamente exigiria melhoras no processo", afirma o cientista.


Autor: Michael Gessat (lpf)
Revisão: Augusto Valente

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Boeing 787 da Ana faz voo sustentável pelo Pacífico

http://www.nucleolog.net/site/default.asp?TroncoID=907492&SecaoID=508074&SubsecaoID=483908&Template=../artigosnoticias/user_exibir.asp&ID=221524&Titulo=Boeing%20787%20da%20Ana%20faz%20voo%20sustent%E1vel%20pelo%20Pac%EDfico



19/4/2012




O 787 da Ana recebe o biocombustível (foto divulgação Boeing)
O 787 da Ana recebe o biocombustível (foto divulgação Boeing)


Ontem (segunda-feira, dia 16), um Boeing 787 Dreamliner da All Nippon Airways (Ana) voou pela 
primeira vez utilizando biocombustíveis sustentáveis. O avião saiu do centro de entrega da Boeing, em
 Everett (Estados Unidos), e partiu para o aeroporto de Haneda, em Tóquio (Japão). Foi o primeiro 
voo transpacífico com elementos sustentáveis.

"O 787 é o avião ambientalmente mais avançado hoje em dia, combinando a eficiência de combustível 
 e o conforto para passageiros com emissões de carbono reduzidas", afirma o vice-presidente de 
Políticas Ambientais e Meio Ambiente de Aviões da Boeing, Billy Glover.

A aeronave voou com biocombustível a base de óleo de cozinha usado e emitiu cerca de 30% menos
 CO2, em comparação aos aviões atuais de tamanho similar.

"Nosso voo histórico mostra como a tecnologia inovadora pode ser usada para apoiar a nossa meta de 
crescimento da neutralização de carbono para 2020", disse o vice-presidente executivo sênior da Ana, 
Osamu Shinobe.
Por PANROTAS