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domingo, 14 de setembro de 2014

Telhados verdes cobrem Copenhagen

Telhados verdes cobrem Copenhagen


POR ARIEL KOGAN - 1 DIA ATRÁS

Primeiro foi a priorização dos pedestres e ciclistas nas vias públicas, agora a cidade promove os telhados verdes.


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Telhados verdes cobrem Copenhagen

Copenhagen quer ser uma cidade neutra em Carbono até 2025.
Copenhagen, a Capital Verde Europeia de 2014, é a primeira cidade escandinava a aprovar uma lei que transformará a totalidade dos telhados das casas e tetos dos prédios que tenham um ângulo inferior a 30 ° em áreas verdes.


Os telhados verdes ajudam a proteger e aumentar a biodiversidade urbana e contribuem com uma melhor gestão das água pluviais. Também geram isolamento acústico e térmico, contribuindo com a redução do consumo de energia na edificações.



Chicago e Nova Iorque (EUA), Toronto (Canadá), Basileia (Suíça) e Melbourne (Austrália) são algumas das cidades que vêm aprimorando esta tecnologia.



A iniciativa faz parte das estratégias que Copenhagen vem desenvolvendo para ser uma cidade neutra em Carbono até 2025.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

A diferença de temperatura entre um prédio com telhado verde pode ser até 5°C menor do que um com cobertura de concreto.

Telhados verdes são uma boa alternativa para sustentabilidade do meio ambiente


Publicada em 21/05/2014 14:56:59
Foto: Ilustração
Colorir os centros urbanos de verde parece impossível, mas um projeto de arquitetura que utiliza plantas nas coberturas dos imóveis pode mudar essa realidade.
Os chamados telhados verdes são uma forma de trazer a sustentabilidade e o cuidado com o meio ambiente para acasa ou apartamento.
Além de alegrarem o cenário predominantemente cinza das cidades, eles auxiliam na drenagem da água da chuva e proporcionam isolamento acústico e térmico.
Veja também:

Os telhados vivos, como também são chamados, podem ser jardins em edifícios com telhado plano ou podem ser uma cobertura de gramíneas em telhados com inclinação.
A grande vantagem é o isolamento acústico e térmico. Uma pesquisa realizada na Universidade de São Paulo (USP) mostrou que a diferença de temperatura entre um prédio com telhado verde pode ser até 5°C menor do que um com cobertura de concreto.
Além disso, nos edifícios com esse cuidado sustentável, a umidade relativa do ar é cerca de 15% maior.
A drenagem da água das chuvas também é feita por esse jardim no alto das residências, assim como a absorção de poeira e poluição. Com isso, reduz-se a necessidade de escoamento de água e de sistemas de esgoto.
Nesse jardim, pode-se plantar pequenas hortas, com alface, brócolis e olerícolas em geral além de se colocar vasos e flores.
“É uma maneira de trabalhar uma questão ambiental, com uma visão não tão urbana, além de retomar o contato com a natureza”, explica o engenheiro agrônomo da empresa curitibana Esalgarden, Gustavo Milak.
Instalação
Para quem quer optar por esse projeto, é necessário muito estudo. Para casas e edifícios já construídos, a ajuda de um engenheiro é essencial, já que deve ser observada a capacidade da laje de suportar a estrutura.
“Hoje o que muitos fazem é trocar o telhado por uma laje para produzir hortas e ter um jardim, mas é importante verificar quanto a estrutura comporta de peso, para evitar rachaduras na casa”, destaca o engenheiro agrônomo.
Com o ok em mãos de um engenheiro em mãos, o proprietário precisa seguir algumas dicas. Para locais com laje, ela deve ser impermeabilizada, para impedir vazamentos e infiltrações.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

"Green roofs"

Telhado de planta 

Saiba por que os são a nova mania da arquitetura e prepare-se para vê-los pela cidade.


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PUBLICADO EM 09/02/14 - 04h00
Sustentabilidade é a palavra de ordem nos melhores projetos arquitetônicos atualmente. E é desse conceito que vem uma das grandes manias da arquitetura: o telhado verde, ou green roof.

A substituição dos clássicos revestimentos artificiais por plantas nos terraços e telhados se mostra uma alternativa bonita e gentil com a natureza, cada vez mais utilizada em novos projetos. “Os telhados verdes economizam energia, fazem o ambiente ficar mais fresco, deixam a cidade mais bonita, contribuindo com a gentileza urbana, e são uma ótima alternativa de ambiente”, acredita a arquiteta Ângela Roldão, que está executando um projeto de telhado verde neste momento. “Estamos construindo um green roof no condomínio Canto das Águas (Rio Acima, MG). A demanda do cliente foi não só pela sustentabilidade e frescor, mas também uma gentileza com o vizinho. Como os terrenos do lugar são encostas, quisemos fazer uma vista agradável para quem está ao lado. Assim o telhado verde se mostrou uma ótima opção”, diz Ângela.
Conceito recente de sustentabilidade, os green roofs começaram a ser utilizados há poucos anos em países da Europa e nos EUA, com ótimos resultados em termos práticos e estéticos. “Há muitos edifícios públicos que já têm essa tecnologia e parques que têm muito a oferecer ao público. O Highline Park (uma antiga linha de trem transformada em um imenso parque), em Nova York, é o maior exemplo de telhado verde do mundo e é um sucesso aumentando a área verde da cidade e oferecendo lazer à população”, lembra Ângela, que cita uma forte corrente arquitetônica em Portugal que tem utilizado o conceito. Ângela menciona o nome do arquiteto Eduardo Souto de Moura como representante do movimento.
Mais fácil do que se pensa
Para quem ainda acredita que o conceito é um bicho de sete cabeças de modernidade, é bom saber que ter um telhado verde não é nada de outro mundo. “Usando plantas de manutenção simples, que não exijam muitas podas e que não deem muito trabalho no dia a dia, a obra passa a ser algo de simples manutenção”, diz Ângela. Lembrando que há de se tomar um cuidado minucioso com a impermeabilização, antes de se plantar os vegetais. Cuidado tomado, basta escolher as plantas e curtir o jardim sustentável, tendência que veio para trazer mais verde e frescor às nossas cidades.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Uso de telhado verde pode reduzir impactos de ilhas de calor

Uso de telhado verde pode reduzir impactos de ilhas de calor


Temperatura em topo de edifício ficou até 5,3°C mais baixa, de acordo com estudo da USP

25 de dezembro de 2013 | 16h 05

Agência Brasil
São Paulo - O uso do telhado verde pode ser um instrumento importante para reduzir os impactos de ilhas das calor formadas especialmente em grandes centros urbanos, indica estudo da Universidade de São Paulo (USP). Ao comparar dois prédios da capital paulista, um com área verde e outro com laje de concreto, o geógrafo Humberto Catuzzo verificou que a temperatura no topo do edifício com jardim ficou até 5,3 graus Celsius (°C) mais baixa. Também houve ganho de 15,7% em relação à umidade relativa do ar.
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Sede da prefeitura de SP foi um dos prédios analisados - Divulgação
Divulgação
Sede da prefeitura de SP foi um dos prédios analisados
"Se imaginarmos que está fazendo 25°C no prédio com telhado verde e, no de concreto, 30°C, isso faz uma grande diferença dentro daquele microclima", disse o pesquisador e autor da tese de doutorado com esse tema. Catuzzo destacou que não é possível definir exatamente o impacto que a iniciativa teria, se fosse expandida, mas observou que as diferenças de temperatura e umidade constatadas na experiência foram muito significativas. "Poderia melhorar a questão climática ou ambiental daquela região central", ressaltou.
Os edifícios analisados foram o Conde Matarazzo, sede da prefeitura de São Paulo, no Viaduto do Chá, e o Mercantil/Finasa, na Rua Líbero Badaró, cuja laje é de concreto. Os dois prédios, localizados na margem direita do Vale do Anhangabaú, foram escolhidos por estarem sujeitos a condições atmosféricas e de insolação semelhantes. No topo dos edifícios foram instalados sensores a 1,5 metro do chão (padrão internacional), que, durante um ano e 11 dias, mediram a temperatura e a umidade relativa do ar na área dos dois telhados.
De acordo com Catuzzo, a ilha de calor existente no centro de São Paulo eleva em até 10°C a temperatura na região durante o verão. "O concreto, o pavimento, a grande circulação de veículos fazem com que essa área tenha um aquecimento maior em relação a outras", disse. O uso de telhados ecológicos solucionaria também o problema da falta de espaços no centro que pudessem abrigar áreas verdes.
No estudo, Catuzzo comparou os dados do prédio da prefeitura com as informações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Nesse caso, o telhado verde, mesmo estando em área central, apresentou menor aquecimento e maior umidade relativa do ar. A variação mais significativa foi 3,2°C mais frio e 21,7% mais úmido.
Segundo o pesquisador, essas áreas absorvem cerca de 30% da luz irradiada pelo sol. "Parte [da energia] é retida pelas plantas, até pela questão da fotossíntese, e uma menor quantidade de calor é emitida de novo para a atmosfera", disse Catuzzo à Agência Brasil. Sem a vegetação, o concreto recebe a energia solar, fica aquecido e emite novamente calor, ou seja, está aquecendo ainda mais.
Além do ganho em termos climáticos, o telhado verde pode contribuir para a redução do uso de energia. "Aumenta-se o conforto térmico no interior dos edifícios e, consequentemente, reduz-se o uso do ar-condicionado", exemplificou Catuzzo. Também melhora o escoamento pluvial, que é fundamental especialmente para uma cidade que sofre com enchentes. "A água da chuva escoa mais lentamente para as galerias."
Para o geógrafo, a expansão do uso desse tipo de telhado pode ajudar na formação de corredores ecológicos nas grandes cidades, interligando várias coberturas às áreas preservadas, como praças e parques. "No 14° andar de um prédio, existe vida. São pássaros, como sabiás e bem-te-vis. Há todo um ecossistema, mesmo que reduzido, funcionando perfeitamente. Ver a cidade mais verde significaria ganho de qualidade ambiental para a comunidade como um todo."
A instalação de um telhado verde, no entanto, não pode ser feita sem cálculos para verificação de qual o modelo mais adequado de acordo com as condições estruturais do prédio. "O da prefeitura, por exemplo, é um telhado verde intensivo, que tem um peso maior, com árvores de porte médio a alto", explicou Catuzzo. Existem outros tipos de cobertura vegetal, como a extensiva, com o uso de grama; e a semi-intensiva, com plantas de porte arbustivo, além da grama. 

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Telhado verde reduz temperatura e aumenta umidade

Telhado verde reduz temperatura e aumenta umidade

Com informações da Agência USP - 03/12/2013
SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Telhado verde reduz temperatura e aumenta umidade. 03/12/2013. Online. Disponível em www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=telhado-verde-reduz-temperatura-aumenta-umidade. Capturado em 11/12/2013. 
Telhado verde reduz temperatura e aumenta umidade
Telhado verde do Edifício Matarazzo (esq.) e a laje de concreto do Mercantil/Finasa (dir.): uso de telhados verdes traz ganhos para moradores e para a natureza.[Imagem: Humberto Catuzzo]

O uso de telhados verdes comprovou-se eficiente para reduzir os impactos no microclima dos edifícios.
O conceito de telhado verde compreende o uso de vegetação como gramíneas, arbustos e árvores no topo de telhados comuns ou em laje de concreto.
Os benefícios foram aferidos por Humberto Catuzzo e Magda Adelaide Lombardo, da USP (Universidade de São Paulo).
Eles compararam dois edifícios vizinhos no centro de São Paulo, um com telhado verde e outro sem - o Edifício Conde Matarazzo, que possui um amplo telhado verde, e o Edifício Mercantil/Finasa, cuja laje é de concreto.
Os resultados indicaram que o edifício com telhado verde chegou a ficar 5,3 graus Celsius (ºC) mais frio do que o edifício de concreto; já a umidade relativa do ar foi 15,7% maior.
"O telhado verde absorveu grande parte da radiação solar emitindo uma menor quantidade de calor para a atmosfera, o que aumenta a qualidade ambiental das cidades, podendo fazer parte das políticas públicas do município como forma de ampliar as áreas verdes", disse Humberto Catuzzo.
Para monitorar as condições microambientais dos dois edifícios, Catuzzo instalou sensores a 1,5 metro do piso (padrão internacional para medição da temperatura e umidade relativa do ar) e capturou medições de 10 em 10 minutos durante um ano e onze dias.
A diferença entre as temperaturas máxima e mínima (amplitude térmica) do dia chegou a ser 6,7º C menor no telhado verde em um dia de verão. "Isso significa que ele demora mais a aquecer e a resfriar, o que mantém a temperatura do ar muito mais constante", explica o pesquisador.
Já a amplitude higrométrica chegou a ser 7,1% menor no telhado verde, o que significa que ele perde menos umidade do que o telhado de concreto ao longo do dia.
"Há ainda outros fatores que podem trazer benefícios se criarmos uma política de implantação de telhados verdes. A criação de corredores ecológicos onde pássaros e insetos possam 'migrar' entre parques e o conforto interno dos prédios que poderiam diminuir custos com ar-condicionado são exemplos de efeitos possíveis que merecem investigação", destaca Catuzzo.