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segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Moringa

Conheça a árvore que pode acabar com a fome no mundo (e ainda despoluir a água)


Conheça a árvore que pode acabar com a fome no mundo (e ainda despoluir a água)
04 set 2015
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Se tem uma árvore que você deveria plantar no seu quintal é a moringa. Pelo menos, é o que garantem pesquisadores de todo o mundo. Alvo de estudos em várias partes do planeta, a espécie, originária da Ásia e da África, é apontada como promessa para o combate à fome.
Por quê? Simples! A planta possui alto valor nutritivo. Mesmo! Pesquisas comprovam que a moringa possui:
– sete vezes mais vitamina C do que a laranja;
– quatro vezes mais vitamina A do que a cenoura;
– quatro vezes mais cálcio do que o leite de vaca;
– três vezes mais ferro do que o espinafre;
– e três vezes mais potássio do que a banana.

Ficou impressionado? Pois tem mais: a planta ainda tem, em sua composição, aminoácidos essenciais (aqueles que precisamos ingerir, porque o corpo humano não produz) e possuipropriedades medicinais – que podem curar de dor de estômago a malária.
A moringa é tão poderosa que está conseguindo afastar o fantasma da subnutrição do sul da Etiópia. E não é só isso! A planta ainda é capaz de despoluir a água. Segundo testes de laboratório feitos por pesquisadores do Instituto de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Minas Gerais, a espécie pode remover até 99% dos resíduos presentes na água.
O segredo está na semente, que contém óleo e proteínas especiais e, quando triturada, gera um pó com propriedades capazes de atrair argila, sedimentos e bactérias. Demais, não? O poder da natureza é, mesmo, impressionante.
E aí? Está esperando o que para plantar uma moringa no quintal de casa?
Foto: Books for Life/Creative Commons

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Brasil tem 193.946.886 habitantes e a economia também cresce...


31/08/2012 07h37- Atualizado em 31/08/2012 08h36

Brasil tem 193.946.886 habitantes, aponta estimativa do IBGE

Números, divulgados no Diário Oficial, são referentes a 1º de julho de 2012.
Estado mais populoso é São Paulo, com 41.901.219 pessoas.


Do G1, em São Paulo


Estimativa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publicada nesta sexta-feira (31) no Diário Oficial da União aponta que o Brasil tem uma população de 193.946.886 de habitantes. Os dados foram calculados para o dia 1º de julho de 2012.
O estado mais populoso, segundo o IBGE, é São Paulo, com 41.901.219 habitantes. Em seguida está Minas Gerais, com 19.855.332. Rio de Janeiro aparece em terceiro lugar, com 16.231.365 habitantes, e a Bahia vem em quarto, com 14.175.341 moradores.
Já o estado menos populoso é Roraima, com 469.524 habitantes.

A estimativa foi feita com base na que foi elaborada em 2011 e também no Censo Demográfico de 2010. Como os dados do Censo 2010 ainda não foram totalmente trabalhados, não foi possível atualizar o Sistema de Projeções da População do Brasil, que atualmente tem dados de 2008. Ele será atualizado no próximo ano, com dados de referência para 2013.

Em 2010, segundo o Censo, o país tinha 190.732.694 de habitantes. Em 2011, a atualização elevou a marca para 190.755.799 habitantes.

Para 2013, o sistema de projeções do IBGE deverá incorporar novas informações referentes à dinâmica demográfica de cada município e incluir outras variáveis, como fatores econômicos e sociais locais. A projeção é feita anualmente a pedido do Tribunal de Contas da União (TCU) e é usada como base para o repasse de recursos do orçamento.

Confira abaixo a estimativa da população para todos os estados em 2012:

ESTADO POPULAÇÃO
Região Sudeste
São Paulo 41.901.219
Minas Gerais19.855.332
Rio de Janeiro16.231.365
Espírito Santo3.578.067
Região Nordeste
Bahia14.175.341
Pernambuco8.931.028
Ceará8.606.005
Maranhão6.714.314
Paraíba3.815.171
Rio Grande do Norte3.228.198
Alagoas3.165.472
Piauí3.160.748
Sergipe2.110.867
Região Sul
Rio Grande do Sul10.770.603
Paraná10.577.755
Santa Catarina6.383.286
Região Norte
Pará7.792.561
Amazonas3.590.985
Rondônia1.590.011
Tocantins1.417.694
Acre758.786
Amapá698.602
Roraima469.524
Região Centro-Oeste
Goiás6.154.996
Mato Grosso3.115.336
Distrito Federal2.648.532
Mato Grosso do Sul2.505.088




31/08/2012 09h01- Atualizado em 31/08/2012 09h07

Economia brasileira cresce 0,4% no 2º trimestre de 2012, mostra IBGE

Em valores correntes, o PIB atingiu R$ 1,1 trilhão.
Entre os setores analisados, a agropecuária apresentou o maior aumento.



PIB do Brasil sobe 0,4% no 2º trimestre (Editoria de Arte/G1)


A economia brasileira cresceu 0,4% no segundo trimestre (de abril a junho) de 2012 em relação aos três primeiros meses de 2012, segundo informou, nesta sexta-feira (31) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em valores correntes, a soma de todas as riquezas produzidas pela economia no período alcançou R$ 1,10 trilhão.
A previsão do Banco Central era de que o crescimento da economia no primeiro trimestre, em relação ao imediatamente anterior, fosse de 0,38%, de acordo com o Índice de Atividade Econômica do BC, o IBC-Br – um indicador criado pela autoridade monetária para tentar antecipar o resultado do PIB.
Entre os setores analisados pelo IBGE, a maior alta foi da agropecuária, que teve crescimento de 4,9%. O setor de serviços também registrou alta, porém, mais leve, de 0,7%. Já a indústria recuou 2,5%.

sábado, 12 de novembro de 2011

Fome: Mito ou realidade?





Falta comida? ONU esclarece 11 mitos sobre a fome no mundo

Um cardápio de microproblemas

ALIMENTAÇÃO-BRASIL
http://ips.org/ipsbrasil.net/nota.php?idnews=7699

Fabiana Frayssinet


Salvador, Brasil, 10/11/2011, (IPS) - Combater a desnutrição não implica apenas colocar comida em todas as mesas, todos os dias, comprova a IV Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do Brasil, que termina hoje em Salvador, no Estado da Bahia. 


Crédito: Claudius/IPS
Esta Conferência é a primeira convocada desde que a alimentação adquiriu, no ano passado, status constitucional como um direito humano fundamental. Organizada pelo Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), um âmbito no qual confluem os governos federal, estadual e municipal, mais a sociedade civil organizada, seu lema é “alimentação adequada e saudável: um direito de todos”.

“É hora de analisar os avanços obtidos e enfrentar os novos desafios”, disse o presidente do Consea, Renato Maluf, ao convocar os dois mil participantes nacionais a assinarem “um grande pacto pela soberania e segurança alimentar e pela promoção do direito humano a uma alimentação adequada. Nos oito anos de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2011) foram aplicados programas de transferência de renda familiar e de combate à fome que ajudaram a tirar da pobreza mais de 20 milhões de pessoas e a reduzir em 61% a desnutrição infantil neste país de 192 milhões de habitantes.

Outras iniciativas, como a merenda escolar, que atinge 47 milhões de crianças e adolescentes com até 30% de alimentos produzidos pela agricultura familiar, estimularam as economias locais e melhoraram outros índices de saúde e educação.

“Já não são políticas compensatórias. Ninguém duvida do compromisso brasileiro com o combate à fome e com o desenvolvimento do país”, destacou o diretor eleito da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), José Graziano da Silva, um dos artífices dessas políticas no começo do governo Lula. Com experiências como essas, agora o Brasil está preparado para dar ao mundo “contribuição em tecnologia social”, acrescentou.

Porém, Maluf reconheceu à IPS que, apesar de existir “uma importante redução de famintos absolutos”, ainda há manifestações de carência absoluta, sobretudo em grupos mais vulneráveis como indígenas e quilombolas (comunidades de descendentes de africanos que fugiram da escravidão). O delegado indígena guarani Delisso Santos Martins, do Mato Grosso do Sul, explicou à IPS que em sua comunidade os problemas de alimentação e nutrição se agravam pela perda de terras originais. “Não temos terras para produzir, e comprar alimentos fora é caro”, afirmou.

Maluf também se referiu à qualidade nutricional do que se come. “Nossos diagnósticos estão avançando na direção de já não falar da fome genericamente, mas de deficiências nutricionais mais específicas, que os especialistas chamam de nutrideficiências”, isto é, falta de alguns componentes nutritivos, ou micronutrientes, afirmou.

O advogado Leonardo Ribas, conselheiro de segurança alimentar do Estado do Rio de Janeiro, se referiu a uma pesquisa qualitativa encomendada pelo Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, que revela essas deficiências entre os beneficiários do programa Bolsa Família, que entrega subsídios às famílias que enviam os filhos à escola e os vacinam corretamente.

“Constatou-se que, com o aumento da renda, os beneficiários aumentaram seu acesso à alimentação, mas algumas famílias permaneciam em estado de insegurança alimentar”, disse Ribas à IPS. Uma explicação, entre outras, é que “os alimentos que conseguiam comprar eram inseguros do ponto de vista alimentar e nutricional porque, obviamente, a alimentação consumida pela população urbana é mais industrializada e processada”, afirmou o advogado. Ribas considera necessário estimular, por exemplo, as produções adaptadas a práticas e riquezas locais, como as frutas autóctones, o que promoveria o acesso a alimentos mais saudáveis, nutritivos e baratos.

Esta Conferência é a primeira do governo de Dilma Rousseff. A iniciativa de Dilma, Brasil sem Miséria, busca chegar a 16 milhões de habitantes que ainda vivem na extrema pobreza. Mas os esforços começaram antes da gestão do PT. Desde a primeira Conferência, em 1994, foram alcançados três importantes objetivos graças à unidade de ação de governos e sociedade civil no Consea, segundo a ministra de Desenvolvimento Social, Tereza Campello.

O primeiro foi colocar o combate à fome no centro da agenda oficial, e o segundo foi impulsionar a agricultura familiar, que leva alimentos à população mais vulnerável e melhora a economia rural, e, terceiro, foi construir “uma alternativa efetiva para um novo modelo de desenvolvimento econômico que garanta a inclusão social de milhões de brasileiros”, disse Campello.

O encontro do Consea tenta articular um Sistema Nacional de Segurança Alimentar de todos os Estados, e também aborda a questão do elevado consumo de agrotóxicos. O Brasil, potência agropecuária, ocupa o primeiro lugar em consumo de herbicidas, fungicidas e inseticidas agrícolas. “Não pode haver agricultura familiar com agronegócio. Não há qualidade de alimentos com alimentos que chegam intoxicados”, destacou uma delegada das comunidades tradicionais, a camponesa Alayde de Souza, que trabalha como quebradora de coco de palmeira babaçu, no Estado do Maranhão.

A Conferência também discute a produção de grãos transgênicos e a obesidade, “um problema de segurança alimentar grave no Brasil”, que já se tornou de saúde pública, “especialmente na população mais pobre”, afirmou Maluf. Segundo o Ministério da Saúde, 49% da população têm sobrepeso e 16% sofrem obesidade. Outros grupos abordaram assuntos mundiais, como a carestia alimentar que também afeta o Brasil. “Não se pode erradicar a miséria com alimentos a preços crescentes”, disse Maluf. Envolverde/IPS (FIN/2011)