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domingo, 9 de novembro de 2014

Carne bovina sustentável depende de união da cadeia produtiva

http://revistagloborural.globo.com/Noticias/Sustentabilidade/noticia/2014/11/carne-bovina-sustentavel-depende-de-uniao-da-cadeia-produtiva.html

07 de Novembro de 2014 | atualizado em 07/11/2014

Representante de pecuaristas dos EUA diz que é preciso criar

 valor porque o consumidor não quer pagar mais por produtos 

sustentáveis


POR RAPHAEL SALOMÃO, DE SÃO PAULO (SP)


criacao_eua_kim_bovino (Foto: Raphael Salomão/Ed. Globo)
Nas buscas na internet, em boa parte dos resultados, o nome de Kim Stachkhouse-Lawson vem precedido de “Dr”. No cartão de visitas, vem acompanhado de “Ph.D”. A sustentabilidade na carne bovina é a razão do trabalho dela, que dirige uma divisão de pesquisas nesta área na National Cattlemen’s Beef Association (NCBA), associação que reúne criadores de gado de corte dos Estados Unidos.
Especialista no assunto, Kim esteve no Brasil nesta semana para participar de um congresso sobre carne sustentável, em São Paulo. A representante da pecuária de corte dos Estados Unidos recebeu a reportagem da Globo Rural para uma entrevista, junto com representantes da Fundação Espaço Eco, ligada à Basf, com quem desenvolveu um estudo conjunto sobre eficiência na produção local.
“Nossa entidade tem duas linhas de atuação”, explica Kim. A primeira, na área de pesquisa, é custeada por meio de um percentual sobre vendas de animais. Os recursos financiam trabalhos em área como marketing, nutrição, segurança alimentar e sustentabilidade, disse ela. A segunda é política e jurídica, custeada com recursos dos associados.
“Representamos os criadores de gado, mas quando fazemos pesquisa, unimos toda a cadeia, do criador ao varejo. É uma forma importante de dizer a cada segmento onde pode melhorar”, defende Kim. A necessidade de união da cadeia produtiva em torno da produção sustentável é ponto central de sua argumentação.
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Pergunto se o consumidor está disposto a pagar a mais por um bife mais sustentável e que demanda mais custos de produção. “Não nos Estados Unidos”, diz ela. “Uma das razões mais importantes de se unificar a cadeia de valor é que o consumidor americano não quer. Nós fizemos extensas pesquisas e não acredito que ele pagaria mais por uma carne sustentável”, complementa. 
A saída é “gerar valor de outras maneiras” e, nesse processo, pesquisa e ciência são fundamentais. Na avaliação da pesquisadora, um trabalho importante tem sido feito pela cadeia produtiva da carne. A missão é conseguir transferir esse valor para a sociedade. Segundo ela, o consumidor americano, de um modo geral, ainda não assimilou o conceito de sustentabilidade, embora esteja preocupado com um processo produtivo mais responsável.
“A terminologia ainda é difícil. E há o risco do conceito ser ‘sequestrado’ (a palavra que ela usa é hijack) por pessoas que não entendem a produção de alimentos. E, nós temos que trabalhar duro para que isso não ocorra porque há uma história positiva na agricultura e creio que teremos uma na produção de carne.”
"Uma das razões mais importantes de se unificar a cadeia de valor é que o consumidor americano não quer pagar mais por uma carne sustentável" (Kim Stackhouse-Lawson, diretora da NCBA)
O desafio de construir esse diálogo fica ainda mais difícil, lembra ela, quando pessoas famosas, conferem credibilidade a opiniões negativas sobre a produção de carne bovina. “Nossa equipe de gestão de imagem fica atenta e fazemos eventos com pessoas de diversas áreas”, diz Kim. “Se essa pessoa conhecer melhor e falar bem de nós, falará com mais credibilidade porque, afinal, não é paga pela indústria como eu sou.”
E como o criador de gado está trabalhando com a questão? “É algo novo também para ele. Quando perguntamos, a primeira resposta é ‘sou sustentável. Minha família está nessa terra há várias gerações. Somos capazes de prover comida para um mundo com fome e isso é sustentável para mim’. Eles são sustentáveis. O que estamos pedindo é que façam o possível para inovar e ganhar eficiência mais rápido e que vamos dar o conhecimento e as ferramentas para isso. Só precisam estar abertos a essa mensagem.”
Ainda que reconheça dificuldades, Kim observa que a discussão sobre o papel da produção de carne na sustentabilidade está evoluindo de forma positiva, inclusive em escala global. Na opinião dela, o setor está sendo reconhecido “pela primeira vez”. “As pessoas estão percebendo que ela tem seu lugar nos sistemas ecológicos. Estão reconhecendo também a riqueza nutricional da carne bovina. Todos têm feito um grande trabalho”, diz Kim, citando, incluisve, o Brasil. Um aspecto que, segundo ela, confere mais realismo ao debate , que deve ser, nas palavras dela, holístico: considerar também fatores como produção e segurança alimentar e não limitar-se à mudança climática.

No entanto, é inevitável questioná-la sobre a influência da pecuária na emissão de gases de efeito estufa, bastante destacada por especialistas. Ela reconhece que a atividade tem um alto índice de emissões, o que credita, em boa parte, à própria biologia do bovino. Mas entende que a ciência ainda falha no modo como mede essas emissões. “Temos que ver o quanto ele é parte de um sistema. Para mim, ainda temos uma alta emissão, mas é preciso encontrar quem quantifique plenamente o que estamos falando.”

domingo, 16 de junho de 2013

Dona das marcas Sadia e Perdigão assina acordo pela pecuária sustentável

Dona das marcas Sadia e Perdigão assina acordo pela pecuária sustentável

Trabalho do MPF busca, principalmente, reduzir o desmatamento ilegal na Amazônia
A empresa BRF, criada a partir da associação entre Perdigão e Sadia, assinou nesta quinta-feira, 13 de junho, termo de ajustamento de conduta (TAC) proposto pelo Ministério Público Federal (MPF) para a regularização socioambiental da cadeia produtiva da carne nos Estados que integram o bioma amazônico. O acordo segue o modelo do documento assinado em 2013 por outros grandes frigoríficos do país.
Com a assinatura, a BRF assume o compromisso de comprar matéria-prima apenas de produtores rurais que não cometam desmatamento ilegal, façam a identificação das suas propriedades – por meio de inscrição nos cadastros estaduais existentes –, iniciem o processo de licenciamento ambiental e não tenham ocorrência de trabalho escravo, invasão de unidades de conservação, terras indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais. “É um amadurecimento da política de sustentabilidade da empresa. Além de assinar o TAC, nos comprometemos a apoiar todas as iniciativas do MPF no sentido de melhorar não só a cadeia produtiva da carne, como todo o ramo do agronegócio brasileiro”, disse Wilson Mello Neto, vice-presidente de Assuntos Corporativos da BRF, que também é responsável por marcas como Batavo, Elegê e Qualy.
Para o procurador da República Daniel César Azeredo Avelino, o acordo fortalece “demasiadamente o trabalho do MPF no combate ao desmatamento e ao trabalho escravo na região amazônica. Agora, temos papel de auxiliar as empresas a obterem com órgãos públicos os dados necessários ao cumprimento do TAC”. Avelino é coordenador do grupo de trabalho Amazônia Legal, vinculado à 4ª Câmara de Coordenação do MPF (meio ambiente e patrimônio cultural), que nos últimos vem atuando em prol da sustentabilidade da pecuária brasileira.
Segundo o procurador da República Felipe Bogado, com o acordo de hoje, “fecha-se o último elo com as grandes empresas do setor frigorífico. O foco passa a ser no acompanhamento e na fiscalização para que se garanta o efetivo cumprimento”. O também procurador da República Anselmo Henrique Cordeiro Lopes ressalta que o trabalho está constante evolução e que a experiência dessas empresas permitirá que os mecanismos de controle sejam aperfeiçoados: “Está claro que o Brasil vem elevando seu nível socioambiental. Com isso, ganha não apenas o cidadão, mas todo o mercado de carne brasileiro, inclusive com melhoria de sua imagem no cenário internacional”.
Fonte: MPF – Ministério Público Federal

sábado, 15 de junho de 2013

Um terço da carne que chega à mesa do brasileiro não passa por inspeção


Amigos da Terra lança relatório: um terço da carne que chega à mesa do brasileiro não passa por inspeção





Clique na imagem para ler o relatório na íntegra
Pesquisa inédita sobre o abate bovino no País mostra que um terço da carne que chega à mesa do brasileiro não passa sequer por inspeção. O trabalho, realizado ao longo de oito meses pela OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) Amigos da Terra – Amazônia Brasileira, é lançado hoje no Congresso Nacional, em audiências públicas marcadas no Senado (8:30hs) e na Câmara dos Deputados (14hs).
Nova etapa de uma pesquisa sobre as cadeias da pecuária iniciada desde 2007, o relatório Radiografia da Carne no Brasil foca os empreendimentos industriais com inspeção municipal e estadual (esta etapa não analisa o chamado abate clandestino). Uma ampla amostra, em estados responsáveis por mais de 60% do rebanho nacional, aponta para uma falha sistêmica: em aproximadamente 80% dos empreendimentos não é sequer realizada a inspeção sanitária. A falta de sanidade vai junto com o desrespeito ao meio ambiente, aos direitos trabalhistas, ao bem-estar animal e, mais em geral, à falta de rastreabilidade e origem do produto.
“Se acabarmos com a inspeção de ficção, não vai faltar carne na mesa do brasileiro: a capacidade de abate em plantas com inspeção federal atinge mais do que o dobro da produção atual” – assegura o diretor da Amigos da Terra, Roberto Smeraldi. Em discurso aos parlamentares, hoje, ele apelará ao Congresso para ter apenas um sistema único de inspeção.
A pesquisa mostra uma situação paradoxal: a existência, de fato, de quatro padrões sanitários diferentes dentro do Brasil, que não levam em conta que o risco para os consumidores é o mesmo, independentemente de onde a carne é consumida. Mas a realidade é que o padrão mais exigente é o das carnes exportadas, depois vem o das carnes submetidas a inspeção federal (SIF), que podem circular no território nacional, em seguida daquelas submetidas a inspeção estadual (SIE), que podem circular dentro do estado, e finalmente daquelas objeto de inspeção municipal (SIM), cujo trânsito é permitido só dentro do município.
O relatório evidencia a difusa omissão de veterinários que assinam certificados sem sequer estar presentes ao abate, o que permite que a carne circule sem ser considerada clandestina. “O Conselho dos veterinários tem a oportunidade de preservar a dignidade dos bons profissionais, afastando todos os que emprestam seu nome para a inspeção de ficção”, diz Smeraldi. O relatório Radiografia da Carne no Brasil - composto por um documento em pdf e um vídeo de 14 minutos, está disponível na íntegra para download nos sites www.amazonia.org.br e www.eco-financas.org.br
Sobre Amigos da Terra – Amazônia Brasileira
Amigos da Terra – Amazônia Brasileira é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) fundada em 1989, que visa a promoção de interesses difusos, tais como direitos humanos, cidadania e desenvolvimento, a partir da valorização do capital natural. Atua nas políticas públicas, nos mercados, nas comunidades locais e no mundo da informação, por meio de atividades inovadoras. Iniciou suas atividades com foco prioritário, mas não exclusivo, na região amazônica, e hoje desempenha suas atividades na esfera nacional.
Fonte: Amigos da Terra – Amazônia Brasileira





Platelmintos - Teníase e cisticercose





Publicado em 24/04/2012
Teníase e cisticercose são causadas pelo mesmo parasita, porém com uma fase de vida diferente. A teníase ocorre devido a presença de Taenia solium adulta ou Taenia saginata dentro do intestino delgado dos humanos, que são os hospedeiros definitivos; a cisticercose ocorre devido presença da larva (chamada popularmente de canjiquinha) que pode estar presente em hospedeiros intermediários, onde os mais comuns são os suínos e os bovinos, onde os humanos acidentalmente podem abrigar esta forma. São, portanto, duas fases distintas de um mesmo verme, causando duas parasitoses no homem, o que não significa que uma mesma pessoa tenha que ter as duas formas ao mesmo tempo. A teniase provocada por Taenia solium é considerada não letal, todavia, sua etapa larvária pode provocar cisticercose mortal.
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Teníase e Cisticercose - Resumo - Parasitologia



Publicado em 15/10/2012

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Bibliografia:

REY, L. Bases da Parasitologia Médica - 3ª Ed. - Guanabara Koogan
NEVES, D.P. Parasitologia Humana. - 12a Edição - Editora Atheneu