quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Diabético, ex-fumante com enfisema pulmonar = Cardíaco

Meus amigos,

Deixei de postar por alguns dias devido às "férias forçadas".
Estou me recuperando de uma forte dor no peito, uma angina constatada após exame de cateterismo.
Agradeço à toda equipe médica e de enfermagem da UTI do Hospital e Maternidade Metropolitano (na Lapa) pela minha recuperação.



DOR NO PEITO, ANGINA E INFARTO


O tórax, o peito, é formado por um bom número de órgãos e tecidos que podem se manifestar por sensações dolorosas. Entre as dores mais temidas, estão as chamadas dores do coração e, dentre as quais, a angina do peito e o infarto são as que motivam maiores temores por serem as mais conhecidas e consideradas como as de maior probabilidade de serem fatais.
A angina pectoris é um tipo de dor que o paciente sente no peito, braço ou nuca e que aparece com a realização de esforços ou emoções ou mesmo sem fator provocador aparente. A angina é uma dor que provoca medo, daí o nome angina, que significa medo, angor em latim. É uma dor que costuma deixar o paciente imóvel, assustado e que dura poucos segundos.
A sensação de dor na angina é provocada pela diminuição do sangue que passa pelas artérias que irrigam o músculo cardíaco. Este é um sinal de que pouco sangue está irrigando o coração durante aquele momento, geralmente, durante algum esforço. Se o esforço diminuir ou cessar, a dor pode ceder. Se a pessoa continuar no esforço e a dor persistir pode significar que a angina progrediu para um estágio mais grave da doença, qual seja o infarto do miocárdio.
A falta de sangue relativa para um órgão denomina-se isquemia. Ao chegar pouco sangue para manter uma parte do músculo cardíaco suprido de oxigênio e nutrientes, esta parte pode funcionar menos bem, com menos força e provocar a dor denominada angina. A falta total de sangue para um tecido ou órgão em poucos minutos pode significar a morte deste tecido com a perda total da sua função. Caso uma porção maior do músculo cardíaco deixa de receber sangue, o coração pode tornar-se incapaz de manter o sangue circulando e o paciente pode morrer. Se o paciente sentir dor é porque ainda existe músculo vivo, pois um músculo morto não doe. Em torno de uma parte morta do músculo cardíaco, pode haver uma parte lesada e isquêmica viável, que merece todos os esforços para ser conservada viva.
O infarto do miocárdio acontece quando uma parte do músculo cardíaco deixa de receber sangue pelas artérias coronárias que a nutrem. Esta falta de sangue leva o músculo à morte. Nessa situação clínica, a dor pode ser de maior ou menor intensidade e costuma ser acompanhada de outras manifestações:
piora e maior duração da dor,
a pressão do paciente cai,
ele sua muito, fica pálido, inquieto, tem a sensação de morte iminente;
por fim, o paciente apresenta confusão mental até a perda total da consciência e morte, caso não houver um pronto atendimento.

A maioria dos pacientes que morre do infarto não chega a ter atendimento médico. Existem infartos mais ou menos graves, a gravidade depende da extensão, da localização, da idade do paciente, além de outras doenças concomitantes que podem agravar a doença.
Infartos pequenos, que lesam menos músculo cardíaco têm melhor prognóstico: quanto maior a lesão do coração maior chance do paciente morrer.
Infartos que atingem regiões importantes do coração, como o local onde se geram os estímulos cardíacos e infartos que provocam arritmias, costumam ser mais graves.
Pacientes idosos de maneira geral toleram melhor um infarto do que as pessoas jovens que não desenvolveram uma circulação colateral, como os idosos onde a doença isquêmica já existe há mais tempo.
Outras doenças concomitantes, como diabete, enfisema, hipertensão arterial, podem piorar um prognóstico.

A grande maioria dos casos de morte súbita é provocada pelo infarto do miocárdio.



Angina

http://www.infoescola.com/saude/angina/

Por Débora Carvalho Meldau

A angina de peito, também conhecida como angina pectoris, não é classificada como uma doença, e sim um conjunto de sintomas causados pelo baixo abastecimento de oxigênio (isquemia) à musculatura cardíaca que resulta em uma dor no peito.
O sangue chega ao coração por meio de duas artérias, as artérias coronárias. Quando estes vasos se estreitam de modo a impedirem o fluxo sanguíneo normal, o coração “reclama” por meio de dor, sendo esta chamada de angina do peito.
Esta é uma afecção comum que acomete 1 em cada 50 pessoas. Comumente afeta indivíduos com mais de 50 anos de idade, mas também pode ocorrer em pessoas mais jovens.
As manifestações clínicas apresentadas pelos pacientes são dor intermitente ou grande desconforto e pressão no peito. Normalmente, esta dor torna-se mais intensa durante a realização de atividades físicas, passando a ser mais branda durante o repouso. Todavia, existem alguns tipos de angina que podem causar dor quando a pessoa encontra-se em repouso ou dormindo. Esta dor pode irradiar-se para a mandíbula, pelos ombros e pelos braços (geralmente pelo lado esquerdo do corpo).
A angina é classificada em:
  • Angina estável:
    • Dor em queimação ou constrição;
    • Dor induzida por esforço ou estresse emocional;
    • Dor de duração inferior a 20 minutos;
    • Dor que cede com o repouso ou uso de nitratos;
    • Equivalentes anginosos: cansaço, dispinéia.
  • Angina instável e IAM (Infarto Agudo do Miocárdio):
    • Dor de duração superior a 20 minutos;
    • Dor que não cede com o uso de nitratos;
    • Dor de surgimento recente (menos de 4 semanas);
    • Dor crescente;
    • Mudança das características da angina em pacientes com angina estável.
Dentre os fatores de risco estão o histórico familiar de doenças cardíacas prematuras, tabagismo, diabetes, hipertensão, colesterol alto, obesidade e sedentarismo.
Nos casos de angina ocasional, que o paciente não apresenta dores no peito, um eletrocardiograma é tipicamente normal, a menos que existam prévios problemas cardíacos. No momento da dor, observam-se alterações no eletrocardiograma, sendo que para verificar essas alterações, pode ser feito o teste ergométrico, no qual o paciente corre numa esteira durante a realização do exame.
Existem casos específicos onde se faz necessária a realização de angiografia, que é um cateterismo cardíaco que confirma a origem da lesão cardíaca, além de indicar se o paciente é candidato a uma angioplastia, um bypass de artérias coronárias ou outro tratamento.
O tratamento para angina inclui mudanças no estilo de vida do paciente, uso de fármacos, procedimentos especiais e reabilitação cardíaca. Os principais objetivos são:
  • Redução da freqüência e severidade dos sintomas;
  • Prevenção ou diminuição do risco de ataque cardíaco e óbito.
Nos casos de sintomas brandos e que não estejam piorando, os únicos tratamentos necessários são uso de fármacos e mudanças no estilo de vida do paciente. A angina instável é uma condição de emergência que necessita de tratamento hospitalar.

As recomendações para a prevenção e controle da angina são:
  • Não fumar, pois o fumo sobrecarrega o coração, obrigando-o a trabalhar mais intensamente;
  • Se estiver acima do peso, procurar reduzi-lo;
  • Exercitar-se regularmente;
  • Aprender a administrar a carga de estresse;
  • Controlar a pressão arterial, adotando uma dieta pobre em sal e aumentando a ingestão de alimentos ricos em potássio e cálcio;
  • Ingerir álcool moderadamente;
  • Descansar por trinta a quarenta minutos após as refeições;
  • Evite temperaturas extremas (muito altas ou muito baixas).
Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Angina
http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?586
http://www.drauziovarella.com.br/Sintomas/269/angina
http://www.copacabanarunners.net/angina.html
http://www.nhs.uk/translationportuguese/Documents/Angina_Portuguese_FINAL.pdf

domingo, 26 de agosto de 2012

Cidades agem para ampliar ações da Rio+20



Rede C40, que reúne 58 metrópoles do planeta, troca bons exemplos de gestão ambiental

24 de agosto de 2012 | 3h 04


Bruno Deiro - O Estado de S.Paulo
Em balanço da Rio +20 realizado ontem em São Paulo, a frustração pela falta de ações práticas e a fragilidade do documento final assinado pelos países contrastaram com o otimismo do grupo de cidades que forma a Rede C40. Pouco mais de dois meses após o evento, especialistas do País e do exterior reforçaram as mesmas preocupações no encontro organizado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).
Veja também:

Evento mundial no Rio teve pouco efeito prático - Wilton Júnior/AE
Wilton Júnior/AE
Evento mundial no Rio teve pouco efeito prático
"Perguntavam para mim sobre o fracasso da Rio+20 antes mesmo de o evento acontecer. Mas é ingênuo achar que soluções complexas se resolvem em alguns eventos ou mesmo em uma década. O equacionamento das questões deve levar, pelo menos, mais dez anos", diz Paulo Artaxo, físico da USP e membro do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC).
Na opinião do pesquisador, o fato mais evidente foi a falta de governança por parte da ONU para implementar políticas globais. O evento no Rio, avalia Artaxo, não foi muito diferente de encontros anteriores realizados em cidades como Durban, na África do Sul, e Copenhague, na Dinamarca. "Em termos de visibilidade, as atuais ondas de calor nos EUA e na Europa têm muito mais impacto que qualquer evento como a Rio+20", afirma.
Intitulado O Futuro Que Nós Queremos, o documento final assinado por 193 países é considerado o produto dessa falta de acordo. "O documento não possui metas de eficiência energética ou de uso de energias renováveis. Além disso, contém termos como 'tecnologias de combustível fóssil mais limpas', algo discutível", diz Marcelo Moreira, pesquisador do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone).
Otimismo
O discurso do pesquisador Adalberto Maluf, diretor da C40 no País, foi um dos poucos que fugiram do tom pessimista. Elogiada durante a Rio+20, a iniciativa de prefeitos de 58 metrópoles ganhou visibilidade desde então e trabalha na ampliação do projeto. "Diversas entidades entraram em contato, mas damos prioridade à ideia de ser uma ação das cidades voltada para as próprias cidades. Por isso, queremos atingir cem cidades até 2025", afirma Maluf.
Ele explica que o foco da entidade está no lançamento de redes temáticas. Cidades que possuem bons exemplos em determinadas áreas ambientais terão um contato mais próximo com capitais que enfrentam dificuldades. São Paulo, segundo ele, é apresentada como modelo de legislação ambiciosa no setor, ainda que pouca coisa tenha sido colocada em prática. O principal desafio, por outro lado, é aprimorar a questão da mobilidade.
Além de São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba são as cidades brasileiras que participam do projeto. "Trabalhando de forma mais localizada, os prefeitos têm mostrado maior engajamento que os líderes mundiais. Nossa atenção agora está voltada para a Ásia, especialmente nas grandes metrópoles da China."
Fundada em 2005, a Rede C40 reúne atualmente 58 cidades que se comprometem a reduzir emissões de gases do efeito estufa e mitigar os riscos climáticos nas próximas décadas.

Curitiba é projeto-piloto para ajudar o Brasil a cumprir compromissos assumidos na Convenção sobre Diversidade Biológica


Quarta, 22 Agosto 2012 11:44 Última modificação em Sábado, 25 Agosto 2012 06:31|


Tema em debate: conter ação predatória das cidades

Paulo de Araújo/MMA
Tema em debate: conter ação predatória das cidades


Curitiba é projeto-piloto para ajudar o Brasil a cumprir compromissos assumidos na Convenção sobre Diversidade Biológica

Luciene de Assis

Fazer com que as cidades usem, de forma sustentável, a diversidade biológica local é a primeira das 20 Metas de Aichi, e um dos temas que integram a listas dos compromissos assumidos pelos 193 países componentes da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB). Nesse sentido, o Brasil já está desenvolvendo um projeto-piloto em Curitiba, experiência apresentada pela professora Tatiana Gadda, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, em reunião ocorrida na Secretaria de Biodiversidade e Florestas (SBF) do Ministério do Meio Ambiente na tarde desta segunda-feira (20/08), para debater o tema Cidades e biodiversidade.

"Trata-se de iniciativa do Instituto de Estudos Avançados da Universidade das Nações Unidas (UNU), em desenvolvimento em outros países com o objetivo de alcançarmos as Metas de Aichi", explica Tatiana Gadda. As metas foram extraídas da 10ª Convenção sobre Diversidade Biológica (COP-10), realizada em Nagóia, Japão, em 2010.


ORIENTAÇÃO


Para a professora, a experiência de Curitiba, iniciada em março deste ano, permitirá a formulação de um guia para nortear estados e municípios brasileiros a desenvolverem ações que privilegiem a conservação da biodiversidade local. "O principal aprendizado é que a biodiversidade ultrapassa as fronteiras dos municípios e as políticas locais precisam ser coerentes com esse fato", sugere.

Como representante da UNU na reunião sobre Cidades e biodiversidade, o pesquisador sênior adjunto da instituição, Tony Gross, disse que, apesar de quase todos os 193 países da CDB se preocuparem com sustentabilidade e biodiversidade, os investimentos realizados nos últimos dez anos não conseguiram reverter as taxas de perdas da diversidade biológica, embora haja consenso de que essas perdas resultam em sérias consequências para todos os países. "Biodiversidade é a base da provisão de vários recursos ecossistêmicos, como água, clima, polinização, segurança alimentar, entre outros pontos", enfatizou.

Em se tratando de desenvolvimento sustentável, as cidades representam papel essencial. "As cidades consomem, de forma predatória e negativa, a biodiversidade em geral, como o consumo descuidado da água, as emissões de gases poluentes e qualidade de vida ligada à mobilidade, já que o mundo não é mais rural, inclusive o Brasil", esclareceu a analista ambiental da SBF Lúcia Lopes. O ponto positivo, segundo ela, é que as cidades podem melhorar esse panorama, não só do ponto de vida da biodiversidade em geral, como no que se refere ao consumo de água e na criação de parques, facilitando a manutenção da diversidade biológica da região.


EXPERIÊNCIA


O assunto debatido na reunião envolveu, também, representantes da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano (SRHU); da Assessoria Internacional do MMA; do Programa de Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa); do banco alemão para desenvolvimento sustentável (GIZ); do Departamento de Geografia e Ecologia da Universidade de Brasília (UnB); e Da ONG Iclei, sigla em inglês para Governos Locais pela Sustentabilidade.

O evento já rendeu os primeiros frutos, segundo Lúcia Lopes, que recebeu correspondência enviada, na manhã desta terça-feira, pelo coordenador do Programa de Biodiversidade e Cidades da Convenção sobre Biodiversidade (CDB) da Organização das Nações Unidas (ONU), Oliver Hillel, considerando a iniciativa da extremamente positiva. Hillel acredita que a experiência brasileira poderá estimular outros países a se organizarem para, igualmente, tornar suas cidades sustentáveis. 

Uso de amianto na indústria divide opiniões em audiência no STF


Uso de amianto na indústria divide opiniões em audiência no STF


Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), um terço dos cânceres ocupacionais é causado pela inalação de fibras de amianto.


Brasília – A divergência de opiniões sobre o uso de amianto em escala industrial foi reproduzida hoje (24), no Supremo Tribunal Federal (STF), em audiência pública convocada pelo ministro Marco Aurélio Mello. Ele é relator de uma ação sobre o tema que tramita na Corte desde 2007, e busca mais elementos científicos antes de preparar voto sobre o uso da substância no país.
O amianto é uma fibra mineral natural, mais fina que um fio de cabelo, usada na construção civil. Geralmente é associada ao cimento e aplicada como revestimento e isolante em coberturas, telhados e galpões. Cerca de 2 milhões de toneladas de amianto do tipo crisotila são consumidas no mundo anualmente. No Brasil, a legislação permite o uso controlado apenas desse tipo de amianto, proibindo os demais.
Apesar dos efeitos positivos do amianto para a economia nacional – o Brasil é o terceiro maior exportador mundial do tipo crisotila -, os efeitos da exposição ao material são contestados por órgãos de saúde e por entidades ambientais. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), um terço dos cânceres ocupacionais é causado pela inalação de fibras de amianto.
No STF, nem mesmo o Executivo marcou posição unânime sobre o assunto. Os representantes dos ministérios da Saúde, do Meio Ambiente e da Previdência Social defenderam o banimento do uso do mineral, enquanto as pastas do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e a de Minas e Energia argumentaram que é possível negociar o seu controle.
“Está provado cientificamente que o produto é cancerígeno e que o Brasil tem tecnologia e matérias-primas para substituí-lo totalmente em seu território”, disse Guilherme Franco Netto, do Ministério da Saúde. Para o representante do Ministério de Minas e Energia, Cláudio Scliar, estudos sérios sobre o impacto do amianto no corpo humano provam que o “uso controlado do amianto do tipo crisotila é viável”.
As divergências se repetiram entre os outros 12 expositores do dia, divididos entre representantes da indústria, do Estado e de entidades ligadas aos trabalhadores expostos ao amianto. A segunda parte da audiência continua na próxima sexta-feira (31), com a apresentação de mais 18 expositores.

A Grande Farsa do Aquecimento Global / The Great Global Warming Swindle

http://www.youtube.com/watch?v=tpvpiBiuki4




Enviado por em 17/08/2011

Exibido em 8/3/2007 pelo Channel 4 britânico, "A Grande Farsa do Aquecimento Global" (de Martin Durkin) vai na contramão de "Uma Verdade Inconveniente" (de Al Gore), reunindo os depoimentos de cientistas reconhecidos para denunciar que a teoria do aquecimento global causado pelo homem não tem base científica e que a elevação da temperatura decorre de um ciclo natural. Depoimentos de Carl Wunsch, Eigil Friis-Christensen, Frederick Singer, Ian Clark, James Shikwati, John Christy, Lord Lawson de Blaby, Nigel Calder, Nir Shaviv, Patrick Michaels, Patrick Moore, Paul Reiter, Philip Stott, Piers Corbvn, Richard Lindzen, Roy Spencer, Syun-Ichi Akasofu e Tim Ball.

sábado, 25 de agosto de 2012

Unidade de Polícia Ambiental completa uma semana no Parque da Pedra Branca


Unidade de Polícia Ambiental completa uma semana no Parque da Pedra Branca

Com uma semana de operação, a Unidade de Polícia Ambiental (Upam) do Parque Estadual da Pedra Branca já recolheu 19 cavalos, apreendeu 14 armas e farto material de caça, além de munição de diversos calibres. Nesta quinta-feira (23), um foco de incêndio na vertente Catonho do parque foi controlado, graças à ação de parte dos 38 homens da Upam e de guardas-parque. Na operação, um homem foi preso.
- A Upam está funcionando muito bem. Ela promove segurança e valoriza o ecoturismo. Com a unidade, poderemos aumentar expressivamente o número de visitantes do parque, que ocupa 10% do território do município - disse o coronel José Maurício Padrone, chefe da Coordenadoria Integrada de Combate aos Crimes Ambientais, da Secretaria do Ambiente.
De acordo com o administrador do parque, Alexandre Pedroso, os maiores problemas enfrentados na unidade são construções irregulares, caça predatória, tráfico de drogas, atuação de motociclistas, cultivo de plantas indevidas e criação irregular de animais.- Com a Upam, a fiscalização é muito mais intensa, permitindo não apenas coibir, mas prevenir todo tipo de crime, seja ambiental ou não - afirmou Pedroso.
Com 12,5 mil hectares (o equivalente a três Parques Nacionais da Tijuca), o Parque da Pedra Branca já teve seu plano de manejo entregue ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e a previsão é de que seja aprovado até o fim do ano. O documento ajudará o Estado a ter maior controle sobre o território e balizará ações e investimentos.
Além disso, a partir de janeiro de 2013, o Inea vai destinar mais 25 guarda-parques à unidade, que já conta com 20 bombeiros-militares. Outra iniciativa é a confecção de um novo guia para as cerca de 30 trilhas do parque, que deve ficar pronto até janeiro de 2013 e ficará disponível também para download gratuito no site do Inea.
Todas as melhorias que estão sendo feitas na unidade pelo Governo do Estado visam também a atender ao aumento de público que ocorrerá devido aos grandes eventos esportivos internacionais que vão ser realizados no Rio, nos próximos anos.
- Nosso objetivo é chegar aos Jogos Olímpicos de 2016 com todas as áreas do parque devidamente recuperadas - disse o administrador. 

Serra Pelada busca 'garimpo sustentável'


Serra Pelada busca 'garimpo sustentável'

Convênio entre garimpeiros e a Universidade de São Paulo quer acabar com uso do mercúrio na reabertura da famosa jazida no Pará

22 de agosto de 2012 | 3h 07


Bruno Deiro - O Estado de S.Paulo

Um convênio entre a USP e a Cooperativa dos Garimpeiros dos Minérios de Serra Pelada (Coomispe) quer promover o fim do uso do mercúrio na reabertura de uma das mais famosas jazidas minerais do mundo. À espera de propostas de grandes empresas mineradoras, a associação paraense buscou apoio técnico para criar um modelo de negócio que evite a contaminação ocorrida há três décadas, no auge da corrida do ouro na região.

Secretaria do Meio Ambiente do Amazonas também estuda proposta para banir mercúrio - José Luís da Conceição/AE
José Luís da Conceição/AE

Secretaria do Meio Ambiente do Amazonas também estuda proposta para banir mercúrio

A Coomispe, uma das oito cooperativas que obtiveram Permissão de Lavra Garimpeira (PLG) outorgada pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNMP), será assessorada pelo recém-criado Núcleo de Apoio à Pequena Mineração Responsável. "Vamos definir um plano de negócio com base na mineração sustentável para ser apresentados aos investidores", afirma o professor Giorgio de Tomi, responsável pelo núcleo da USP.
Com pouco mais de 4 mil associados, a Coomispe dispõe de uma área de 628 hectares próxima a Curionópolis para a exploração de ouro, prata, platina, paládio e silício. Segundo Tomi, a ideia é evitar os problemas enfrentados pela Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp), única até agora a ter fechado um contrato para extração. "Essa primeira cooperativa estava muito despreparada ao fechar acordo com a empresa canadense (Colossus). Dificilmente conseguirá colocar em prática uma solução sem mercúrio", diz o professor.
Ainda em fase inicial de negociação, o acordo entre a USP e a Coomispe será votado em assembleia pelos garimpeiros. Caso seja aprovado, o projeto dependerá de estudos de campo para determinar a quantidade de recursos necessários. "A única certeza que temos é de que usaremos o 'estado da arte' da mineração, que é a técnica com o uso de cianeto. Caso contrário, a USP não entraria no projeto, pois não faria sentido promovermos tecnologias com mercúrio", afirma Giorgio de Tomi.
Para Luiz Carlos Martins, diretor comercial da Coomispe, um projeto mais moderno será decisivo para atrair investidores. "Estamos na maior região de minério do País e a USP tem a melhor tecnologia. Queremos um modelo que sirva de exemplo para as outras cooperativas, pois assim nos tornaremos mais competitivos." Segundo ele, o reinício da mineração em Serra Pelada deverá levar de dois a três anos.

Região amazônica
Um grupo técnico da Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Amazonas se reuniu ontem para definir mudanças na Resolução 011/2012, que regulamenta o uso de mercúrio nos garimpos do Estado. No dia 30, a minuta com as alterações será apresentada ao conselho da secretaria - a proposta deve incluir prazos para o banimento do mercúrio e eventuais punições.
A resolução causou polêmica entre ambientalistas locais, que acusam o governo de legitimar o uso do mercúrio na extração de ouro em rios amazônicos, que por suas caraterísticas naturais já possuem uma alta concentração da substância.

Além disso, alguns pesquisadores da área ambiental alegaram não terem sido consultados durante a elaboração do documento. Por isso, foram realizadas na última semana dois encontros técnicos para debater a questão. Entre as mudanças cogitadas está o zoneamento da regulamentação: em locais como a região do Alto Rio Negro, que possuem níveis mais altos de mercúrio, poderia haver uma meta mais urgente para a proibição do elemento químico.

Gelo marinho do Ártico está perto de mínima histórica


22/08/2012-05h03

Gelo marinho do Ártico está perto de mínima histórica


DA REUTERS

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1141061-gelo-marinho-do-artico-esta-perto-de-minima-historica.shtml





O gelo marinho que recobre o oceano Ártico provavelmente chegará à sua menor extensão na história registrada até o fim deste mês, afirmou Ted Scambos, cientista-chefe do Centro Nacional de Dados de Neve e Gelo dos Estados Unidos.
A tendência de diminuição continuará por algumas semanas depois desse ponto mínimo, afirmou Scambos.
O recorde de degelo anterior ocorreu em 2007.

Nasa/Reuters
Imagem de satélite mostra o oceano Ártico no verão de 2007, outra mínima recorde
Imagem de satélite mostra o oceano Ártico no verão de 2007, outra mínima recorde

Projeto brasileiro de casa sustentável

23/Agosto/2012

Projeto brasileiro de casa sustentável é desmontado para participar de competição na Espanha



http://www.piniweb.com.br//construcao/sustentabilidade/projeto-brasileiro-de-casa-sustentavel-e-desmontado-para-participar-de-265384-1.asp

Ekó House, desenvolvida por alunos da USP e da UFSC, participará do Solar Decathlon Europe 2012 em setembro


Aline Rocha


A Ekó House, projeto elaborado por meio de parceria entre a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a Universidade de São Paulo (USP), já foi desmontada para participar do concurso Solar Decathlon Europe 2012, que acontecerá em Madri no mês de setembro. O projeto é o único representante do hemisfério sul na competição.

Divulgação

O projeto da casa sustentável também contou o apoio da Fundação para a Pesquisa em Arquitetura e Ambiente (Fupam) e com a colaboração da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Foram necessários dois anos para concluir a montagem da residência, desde o seu projeto até a execução.
A Ekó House, inspirada na tradição dos índios Tupi-Guarani, consiste em uma casa de 50 m² com cozinha, banheiro, espaço para refeições, sala de estar, dormitório e área de serviço externa. Composta de madeira maciça e chapas de partículas orientadas (OSB), a estrutura pode receber outros módulos para expandir seu tamanho.
A residência também possui geração de energia a descarte de resíduos, além de varanda dimensionada para controlar trocas de calor e separação de águas para serem tratadas e reutilizadas posteriormente.
O protótipo foi construído no campus do Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP, com um investimento de R$ 1,5 milhão e outros recursos arrecadados com empresas parceiras. Em julho, a casa começou a ser desmontada para que pudesse ser enviada à Madri, na Espanha, para o concurso.
O Solar Decathlon Europe é uma competição bianual de universidades que projetam e constroem casas autossuficientes, operando somente com energia solar. Além de apresentar projetos das habitações, as equipes também precisam construí-las e colocá-las em funcionamento. Este ano, o concurso acontecerá do dia 13 ao 27 de setembro. A Ekó House começará a ser montada no dia 31 de agosto.

Divulgação


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Divulgação

Leia mais:Projeto brasileiro participa de competição internacional de casas autossuficientes

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Brasil tem seis entre as 500 melhores universidades do mundo; veja lista








http://www.infomoney.com.br/carreira/educacao/noticia/2528749/Brasil-tem-seis-entre-500-melhores-universidades-mundo-veja-lista

A USP é a brasileira melhor colocada no ranking. Em seguida, aparece a UNICAMP, UFMG, UFRJ, UNESP e UFRGS

Por Luiza Belloni Veronesi 
A A A

SÃO PAULO - Seis universidades brasileiras estão entre as melhores universidades do mundo, segundo o ranking ARWU (The Academic Ranking of World Universities), realizado anualmente pelo CWCU (Center for World-Class Universities of Shanghai Jiao Tong University), na China.
A USP (Universidade de São Paulo), Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), UNESP (Universidade Estadual de São Paulo) e UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) foram as únicas brasileiras entre as 500 universidades citadas no ranking.
educação - finanças - universidade

Posições
Segundo critérios do ranking, ao passar da 100ª colocação, as universidades são colocadas entre as pontuações, não revelando a posição exata das instituições. A brasileira melhor colocada foi a USP, entre as posição 101º a 150º. Em seguida aparece a UNICAMP, na posição de 20ª1 a 300ª.

A UFMG é a terceira instituição brasileira presente no ranking, seguida pela UFRJ e UNESP, todas colocadas também entre as posições 301ª e 400ª. A última instituição do País citada na lista foi a UFRGS, na colocação entre 401ª e 500ª.
Sem surpresas, a Universidade de Harvard foi considerada a melhor universidade do mundo, com notas máximas em quase todos os critérios analisados. Em segundo lugar aparece a Universidade de Standford, acompanhada pela MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) e Universidade da Califórnia.
Metodologia
O ARWU utiliza seis critérios para classificar as universidades de todo o mundo, como o número de alunos e profissionais vencedores de prêmios Nobel e medalhas acadêmicas, número de pesquisadores citados pela Thomson Scientific, artigos públicados em revistas do meio acadêmico, tamanho da instituição, entre outros.

As classificações têm pesos diferentes e com a soma deles se chega a colocação de cada universidade. Ao todo, são mais de mil universidades classificadas, mas apenas as 500 melhores delas são publicadas no ranking pelo site: http://www.shanghairanking.com/ARWU2012.html.
Veja as 10 melhores universidades colocadas no ranking mundial:
Melhores Universidades de 2012:
PosiçãoUniversidadePaís
*The Academic Ranking of World Universities
1ªHavard UniversityEstados Unidos
2ªStanford UniversityEstados Unidos
3ªMassachusetts Institute of TechnologyEstados Unidos
4ªUniversity of CaliforniaEstados Unidos
5ªUniversity of CambridgeReino Unido
6ªCalifornia Institute of TechnologyEstados Unidos
7ªPrinceton UniversityEstados Unidos
8ªColumbia UniversityEstados Unidos
9ªUniversity of ChicagoEstados Unidos
10ªUniversity of OxfordReino Unido

Contra a crise, Grécia se prepara para vender ilhas inabitadas


http://www.infomoney.com.br/mercados/noticia/2537484/Contra-crise-Grecia-prepara-para-vender-ilhas-inabitadas

Em entrevista ao jornal francês Le Monde, primeiro-ministro admite que poderá se desfazer de regiões do país para arrecadar recursos

Por Fernando Ladeira 
A A A
SÃO PAULO - Com dois pacotes de resgate no currículo e a exigência dos credores para cortar cada vez mais os custos, a Grécia tem à sua opção um caminho pouco comum para engordar os cofres públicos: o país está pronto para por suas ilhas que inabitadas à venda, declarou o primeiro-ministro Antonis Samaras, em entrevista nesta quinta-feira (22) ao jornal francês Le Monde.
Essa medida parece radical, mas não é nova. No início do ano o país já havia surpreendido ao revelar que iria alugar alguns de seus monumentos e sítios arqueológicos, como meio de angariar recursos contra a crise.
Santorini - Grécia - crise
Curiosamente, essa ideia também já havia sido sugerida dois anos atrás, pela Alemanha. Na época, dois membros do parlamento alemão afirmaram em entrevista ao Bild que o país deveria vender ativos como empresas e ilhas inabitadas.
Segundo a organização de turismo da Grécia, existem cerca de 6 mil ilhas no arquipélago grego. Dessas, apenas 227 possuem habitantes, o que significa que a grande maioria deverá ir à venda - mas muitas delas são pequenas demais.
Ainda na entrevista ao jornal francês, Samaras pediu o fim das especulações de uma saída grega da Zona do Euro. "Como podemos privatizar, se todos os dias oficiais europeus especulam publicamente sobre 'uma potencial saída grega da moeda comum'? Isso deve parar. Se nós fizermos o nosso trabalho, a Grécia poderá ser salva", apelou.
Assim, enquanto o governo grego tenta conduzir as privatizações e colocar suas ilhas à venda, o país passa por negociações difíceis no campo político. Nesta semana o primeiro-ministro recebeu o presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, e pediu a ele mais dois anos para implantar as reformas fiscais que os credores exigem.
Ultimato grego
No entanto, Junker lembrou que essa decisão dependerá do relatório da Troika - grupo formado por Comissão Europeia, FMI (Fundo Monetário Internacional) e BCE (Banco Central Europeu) -, que retornará a Atenas em setembro e deverá concluir a avaliação sobre o progresso grego até o fim daquele mês. Se a avaliação for negativa, a próxima parcela do resgate poderá ser suspensa.

Em coletiva de imprensa na quarta-feira, Juncker elevou o tom em seu alerta. "A bola está do lado grego, na verdade, essa é a última chance e os cidadãos gregos precisam saber isso", disse.

Conheça os males causados pelo cigarro

http://www.youtube.com/watch?v=vPZeOcWsgqg




Publicado em 21/08/2012 por

O Brasil ganhou um laboratório especializado para analisar a composição do tabaco. As pesquisas vão ajudar a identificar os males causados pelo fumo. Só a fumaça do cigarro, tem mais de quatro mil substancias tóxicas e muitas são cancerígenas

Fumaça e fogo


22/08/2012-03h00

Editorial: Fumaça e fogo



A grande massa de ar seco que paira sobre São Paulo e parte do Brasil faz bem mais que agravar a poluição atmosférica nas grandes cidades. A estiagem resseca a vegetação e cria condições ideais para a proliferação de queimadas.
Só nos últimos dois dias, cerca de 2.400 focos de incêndio foram detectados no país por satélites. Até o início deste mês, registraram-se cerca de 44 mil ocorrências. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) prevê que 2012 terá mais queimadas que 2011 e 2010.
Raramente os incêndios são naturais. Mais comum é a queima intencional --para livrar pastos de pragas-- sair do controle e alcançar matas. Isso quando o fogo não é usado para limpar áreas desmatadas, como sempre fizeram os índios (daí a prática ser chamada também de "coivara", do tupi).
Entre os Estados campeões estão Maranhão, Mato Grosso e Pará. O bioma mais afetado é o cerrado (55% dos focos), onde muitas árvores são resistentes ao fogo.
Preocupa, contudo, a situação do Pantanal. Há quase dois meses sem chuvas, a região vive uma explosão de casos: só nas duas primeiras semanas de agosto, foram mais de 1.100 registros.
Outro dado alarmante é a invasão de unidades de conservação pelas chamas. De um total de 1.570 áreas, como parques nacionais, 210 já foram afetadas.
Dois outros fatores contribuirão para aumentar o risco futuro de incêndios: os sinais de que 2012 poderá ser um ano de El Niño, fenômeno climático que provoca secas no Nordeste e na Amazônia, e a disparada de preços internacionais da soja, que incentiva fazendeiros a abrir novas áreas.
Isso para não falar do continuado impasse sobre o novo Código Florestal no Congresso.
Após sete anos de contenção das taxas de desmate, as queimadas sugerem que a temporada 2012/13 ameaça reverter essa conquista.

Emissão de gases de efeito de estufa ainda cresce no País


Brasil responde por 23% do total, ficando atrás apenas do México, com 30%; frota de carros na região dobrou em 10 anos

22 de agosto de 2012 | 3h 02


RIO - O Estado de S.Paulo

As emissões de gases de efeito estufa em áreas urbanas do Brasil representam 23% do total na América Latina. Só o México apresenta porcentual maior, de 30%. As principais emissões em áreas urbanas estão relacionadas com o consumo de combustíveis fósseis, fundamentalmente no setor de transportes.

Na América Latina, a frota de carros dobrou em dez anos. O relatório da ONU-Habitat mostra que, em menos de duas décadas, houve aumento de 18% das emissões per capita de CO2 nas cidades da região.
Para a ONU, serviços de reciclagem, reutilização e aproveitamento de resíduos sólidos são incipientes nesses países. "Um grande número de cidades ainda continua contaminando rios e mares e deixando lixo a céu aberto", disse o representante do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), Erik Vittrup. O estudo aponta falhas no acompanhamento desses serviços e a falta de indicadores precisos.
Vittrup, que é dinamarquês, elogiou iniciativas de cidades brasileiras, como o sistema de transporte público de Curitiba, o projeto UPP Social em favelas do Rio, o orçamento participativo em Porto Alegre e a política de atenção às mudanças climáticas em São Paulo. "Os modelos de crescimento das cidades nos anos 1990 e anteriores não se adaptam aos desafios atuais", disse ele. O relatório elogia iniciativas como o resgate de zonas centrais e a criação de ciclovias, mas lamenta que não sejam uma tendência.
Fora do campo. Quase 80% da população da América Latina e do Caribe vive em cidades, proporção superior à do grupo de países mais desenvolvidos. O crescimento demográfico e a urbanização foram muito acelerados no passado recente, mas perderam força. O relatório projeta que a taxa de população urbana chegará a 89% em 2050. O êxodo rural também perdeu peso na maioria dos países da região, e as migrações ocorrem principalmente entre centros urbanos. Metade da população desses países mora em cidades com menos de 500 mil habitantes e 14% nas chamadas megacidades.
O relatório aponta que a consciência na região em relação aos problemas do meio urbano é maior do que no passado, mas avalia que a adoção de "medidas ambiciosas em escala local ainda é incipiente". O estudo teve apoio da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe, entre outras entidades. /F.W. 

Ocupação irregular...


Polícia Ambiental mantém vigilância em área que é alvo de invasores


22 de agosto de 2012 às 10:13


POR JULLY CAMILO



Uma força-tafefa composta pela Delegacia Especializada em Meio Ambiente, além do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA), da Tropa de Choque da Polícia Militar e do Grupo Tático Aéreo (GTA), retirou, na segunda-feira (20), invasores que ocuparam e desmataram uma área de preservação permanente (APP), situada na Avenida Luís Eduardo Magalhães, nos Altos do Calhau. Quase 30 pessoas foram conduzidas para a Delegacia de Meio Ambiente, onde foram autuadas em flagrante por crime ambiental, desacato e resistência. Pelo menos três viaturas do BPA continuam monitorando a área a fim de evitar novas invasões ao local. Na edição de sábado (18), o Jornal Pequeno denunciou a invasão da área, que fica vizinha ao local em que vai ser construído o Hospital de Urgência e Emergência de São Luís.
Segundo o subcomandante do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA), major Brito Junior, os invasores queimaram e derrubaram árvores, como buritizeiros, bananeiras e juçarais, prejudicando a fauna nativa, que conta com aves de vários tipos, macacos-pregos e até jacarés.

Foto: G. Ferreira
Policiais do Batalhão Ambiental impediram nova invasão no Rangedor

O major explicou que 12 hectares de área foram devastados para a demarcação dos lotes e construção dos barracos irregulares. “Esta área é de vários particulares e mesmo os donos só podem construir alguma coisa mediante autorização das secretarias de Meio Ambiente do Estado e do Município, e desde que obedeçam, aos critérios impostos pela legislação do meio ambiente”, disse Brito Júnior.
No momento da abordagem havia quase 200 pessoas no terreno. Cerca de 30 foram autuadas por desacatarem os policiais e se recusarem a deixaram a área, além do crime ambiental.
O delegado Mauro Bordalo, titular da Delegacia do Meio Ambiente, arbitrou fiança, que variou de meio a um salário mínimo para a liberação dos conduzidos.
De acordo com o major Brito Júnior, ainda na noite de segunda-feira (20), uma nova tentativa de invasão aconteceu, mas os policiais ambientais, que continuaram fazendo a segurança do local, impediram. Os invasores teriam efetuado um disparo de arma de fogo contra os militares e jogaram querosene numa das viaturas na tentativa de atear fogo.
“Apreendemos foices, facões, enxadas, arames, cavadores, entre outras ferramentas. Estamos com três viaturas e 10 homens fazendo a ronda no local e garantindo a preservação da área. O problema é que parte do terreno é protegida por uma cerca de arame, que foi cortada, e nos fundos tem um muro, onde eles também fizeram um buraco. Já solicitei as autoridades competentes que consertem o muro ou que o completem, a fim de evitar novas ocupações. Mas, vamos nos manter vigilantes enquanto for necessário e se preciso for acionaremos o Choque da PM. Estamos com o intuito de elaborar um projeto para reflorestar o que foi devastado, mas sabemos que para recuperar o dano isso pode levar até 20 anos”, disse o major Brito.

Crime ambiental – A supressão da vegetação nativa conforme a Lei Estadual 10.431, só é permitida mediante autorização de órgão competente. Suprimir, destruir ou danificar área considerada de preservação permanente, mesmo que em formação, ou utilizá-la com infringência às normas de proteção, devem ser punidas, conforme prevê o Artigo 38, na Lei de Crimes Ambientais.
Quem for flagrado praticando crime ambiental pode responder a processo, pagar multa e até ser condenado à pena de reclusão. As denúncias podem ser feitas ao Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops), pelo telefone 190, ou, ainda, pelo serviço Disque-Denúncia, por meio dos telefones (98) 3223-5800 (na capital) e 0300-313-5800 (em municípios do interior do estado).

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Verba para o combate às enchentes na capital.


Kassab diz que SP precisa de R$ 8 bi para prevenir desastres

Prefeito se reuniu com ministra do Planejamento e solicitou verba para obras em Água Branca, Anhangabaú e Aricanduva

22 de agosto de 2012 | 3h 05


O Estado de S.Paulo

O prefeito Gilberto Kassab (PSD) foi ontem a Brasília pedir verba para o combate às enchentes na capital. Para ele, São Paulo tem uma demanda de R$ 8 bilhões em investimentos de prevenção a desastres naturais.

Ele se reuniu com a ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, para conversar sobre o assunto. O prefeito afirmou que as necessidades imediatas da cidade são de R$ 2 bilhões, em planos que seriam incluídos no chamado PAC dos Desastres, do governo federal. Entre as prioridades da administração municipal estão Vale do Anhangabaú, Córrego Aricanduva e a área da Água Branca.
O programa prevê R$ 18,8 bilhões para o financiamento de ações de prevenção e redução do tempo de resposta a catástrofes. O projeto é voltado principalmente a 821 cidades do País que concentram os maiores números de ocorrência de desastres naturais.
O pacote veio um ano e meio após a tragédia que atingiu a Região Serrana do Rio. Na ocasião, 900 pessoas morreram em consequência de uma tempestade. Em São Paulo, importantes obras de combate a enchentes acabaram ficando no papel. Na Pompeia, zona oeste da cidade, por exemplo, a principal promessa da administração municipal era a construção de um piscinão para acabar com as enchentes. O piscinão foi substituído por galerias. Até agora, nem mesmo as galerias foram iniciadas./ARTUR RODRIGUES 

A última hora

1/3 das ciclofaixas de SP funciona só 9h por semana



Vias atendem ciclistas apenas nos domingos e feriados. Do total, 115 km de vias não são interligados e só metade é de uso exclusivo

20 de agosto de 2012 | 22h 30


Camilla Haddad e Tiago Dantas - Jornal da Tarde

SÃO PAULO - Um terço dos 182,7 km de vias para bicicletas em funcionamento na capital só pode ser usado nos domingos e feriados - e durante nove horas. As chamadas ciclofaixas de lazer, como a que deve ser aberta na Avenida Paulista no fim de semana, não ajudam a resolver os problemas de mobilidade da metrópole, segundo especialistas.

Veja também:

Obra de ciclovia na zona norte: ativista diz que nenhuma delas está completa - Werther Santana/AE
Werther Santana/AE

Obra de ciclovia na zona norte: ativista diz que nenhuma delas está completa
Além disso, mesmo os caminhos que podem ser utilizados para ir ao trabalho ou à escola de bicicleta durante a semana apresentam problemas. Os 115 km de faixas não são interligados e apenas metade das pistas é exclusiva para as bikes, o que torna difícil que mais paulistanos deixem o carro em casa. "Muita gente não usa porque não sente segurança de andar do lado dos carros", diz o cicloativista Willian Cruz, criador do site Vá de Bike, que oferece dicas e sugestões de caminhos para os ciclistas. "E as ciclofaixas de lazer são para o lazer mesmo. Não podem ser consideradas parte da malha cicloviária da cidade."
Para Thiago Benicchio, diretor da Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo, os projetos precisam ser integrados. "A gente não tem nenhuma ciclovia completa em São Paulo, que ligue pontos de interesse, esteja bem feita e sirva para conectar alguma coisa", reclama.

Pouquinhos. "Falta um planejamento mais amplo para a cidade, que ele seja feito de forma contínua e não um pouquinho aqui e um pouquinho ali, A gente vê esses muitos pouquinhos que, somados, dão uma quantidade de quilômetros, mas isso não significada nada para o ciclista porque ele vai andar dois quilômetros e de repente cai em uma via normal", diz Benicchio.
A Prefeitura argumenta que o incentivo ao uso da bicicleta na cidade é discutido em reuniões periódicas por um grupo que envolve seis secretarias e organizações de cicloativistas. O governo também diz que apertou a fiscalização nas vias compartilhadas e que as ciclofaixas de lazer são fundamentais para o processo educativo dos motoristas.
Em nota, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informou que o plano cicloviário prevê "além da expansão da infraestrutura cicloviária, a adoção de medidas de educação para o compartilhamento seguro do espaço viário entre veículos motorizados e bicicletas, e de ações de fiscalização para garantir o respeito à circulação de ciclistas".

Problemas. Nem sempre onde é planejado o trânsito compartilhado acontece. Comerciantes e moradores da Lapa, zona oeste, dizem que a ciclorrota do bairro é subutilizada. "Isso aqui é só para inglês ver. É raro ver alguém passando. Muita gente no bairro nem sabe que aqui tem uma rota de bicicleta", afirma o taxista Roberto Pereira de Jesus, de 41 anos, que trabalha no ponto da Rua Dona Germaine Burchard.
Na Avenida Brás Leme, Santana, zona norte, a esperança é que os problemas do compartilhamento da via diminuam com as obras de uma ciclovia, prevista para abrir nos próximos meses.


Passivo ambiental...


21/08/2012-05h30

Justiça manda indenizar comprador de imóvel em terreno contaminado



EDUARDO GERAQUE
DE SÃO PAULO

A Justiça de São Paulo condenou uma construtora a pagar R$ 120 mil de indenização ao comprador de um de seus apartamentos por não tê-lo informado de que o prédio foi feito em área contaminada.
Para o juiz Tom Alexandre Brandão, da 12ª Vara Cível da capital, houve "dolosa [intencional] omissão" por parte da Helbor ao vender o Condominium Parque Clube, em Guarulhos (Grande São Paulo).
A Helbor diz que não houve má-fé, que informou que estava fazendo a descontaminação e que vai recorrer da decisão.
Advogados ouvidos pela Folha dizem que, provavelmente, esse é o primeiro caso em que a Justiça atrela de forma direta uma ação por danos morais ao problema de contaminação de um terreno.
Com a expansão imobiliária dos últimos anos e a falta de terrenos disponíveis, se tornou comum o aproveitamento de áreas com algum passivo de contaminação.
Carlos Cecconello/Folhapress
Condomínio em Guarulhos construído em terreno contaminado; morador deverá ser indenizado em R$ 120 mil
Condomínio em Guarulhos construído em terreno contaminado; morador deverá ser indenizado em R$ 120 mil
Só na cidade de São Paulo, há 40 terrenos desse tipo nas mãos de construtoras, sendo que 15 já têm prédios prontos ou lançados -a maioria em antigas áreas industriais, como Mooca e Vila Leopoldina.
Segundo a advogada Cristiane Varela, do escritório Salgado Associados, seu cliente, Gilberto Romera, comprou o apartamento em 2009, mas ficou sabendo do problema da contaminação só em abril de 2011, dias antes da formação oficial do condomínio.
O problema da contaminação, entendeu o juiz, foi decisivo para o atraso na entrega das chaves, prevista para fevereiro de 2011, mas que só ocorreu cinco meses depois.
"Havia a determinação da Cetesb [agência ambiental paulista] de que os donos do terreno não poderiam construir, nem comercializar, nem habitar a área, antes de a descontaminação ser feita", diz Cristiane, que além de ser moradora do condomínio, representa outros 14 clientes.
"Se dúvida existia, jamais deveriam levar o processo adiante (...). Mas a ganância levou a lançar o empreendimento, omitindo todo o problema dos compradores", diz o juiz, que aponta "flagrante violação ao dever de informação que permeia o Código de Defesa do Consumidor".
O Parque Clube está sobre uma antiga área industrial. Entre 2006 e 2007, a Helbor sabia da provável contaminação do solo e da água subterrânea, segundo a Justiça. Na lista mais recente da Cetesb, de dezembro de 2011, o empreendimento ainda aparecia como construído sobre uma área contaminada.
Investigações detectaram, no solo e na água subterrânea, solventes halogenados- compostos químicos tóxicos que podem, a longo prazo, afetar a saúde.
Editoria de arte/Folhapress

OUTRO LADO
A construtora Helbor, por meio de nota, afirma que vai recorrer para demonstrar que não houve má-fé na relação com os clientes na venda do Condominium Parque Clube.
Ela diz ter informado compradores de que providenciava a remediação do solo contaminado e que ofereceu a opção de devolução dos valores pagos, corrigidos por índice previsto em contrato.
Tanto a informação sobre a contaminação quanto a proposta de devolução foram dadas em abril de 2011, segundo moradores, já com os imóveis prontos e vendidos.
Segundo a Cetesb, o fato de os prédios terem Habite-se (documento da prefeitura que autoriza a ocupação do imóvel) significa que a questão da descontaminação do solo está praticamente equacionada e não há risco nenhum à saúde das pessoas.
O que está em curso em parte do terreno atualmente é o chamado "monitoramento para encerramento", a última etapa do processo. Ou seja, se as análises periódicas mostrarem que realmente as técnicas empregadas para descontaminação cumpriram o seu papel, o empreendimento vai sair da lista de áreas contaminadas.