Parques sustentáveis com enfoque na sustentabilidade; socioambiental; saúde; longividade; qualidade de vida; Feng Shui; terapia holística e afins.
terça-feira, 25 de dezembro de 2012
Aquecimento global pode reduzir recursos hídricos no sudoeste dos EUA
http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/meioambiente/2012-12-24/aquecimento-global-pode-reduzir-recursos-hidricos-no-sudoeste-dos-eua.html
Precipitações aumentarão no norte da Califórnia no inverno e na bacia que alimenta o rio Colorado, mas maior evaporação superará aumento pluviométrico
AFP |
Assista: Estados Unidos enfrentam a pior seca das últimas décadas
Píer adentra terreno seco no Morse Reservoir, em Noblesville, EUA (julho/2012)
Segundo o estudo, as precipitações aumentarão no norte da Califórnia no inverno e na bacia que alimenta o rio Colorado. Mas o aumento da evaporação causada pelo aquecimento global superará este aumento pluviométrico.
O Texas sairá perdendo ainda mais, já que, segundo simulações dos cientistas americanos, as precipitações serão menores e a evaporação, maior.
Globalmente, no sudoeste dos Estados Unidos, os recursos superficiais poderiam diminuir 10% no período 2021-2040 com relação à segunda metade do século 20, informou à AFP um dos autores do estudo, Richard Seager, pesquisador da Universidade de Columbia, em Nova York.
Saiba mais: Entenda como ocorre o aquecimento global
"É um declive muito significativo, em vista da pressão sobre o rio Colorado" para tarefas agrícolas e domésticas, acrescentou. No verão passado, os Estados Unidos sofreram sua maior seca em 56 anos, segundo informou em julho a agência meteorológica americana. A seca provocou uma forte alta nos preços mundiais dos alimentos.
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
Entenda como funciona o plantão dos tribunais...
Extraído de: Conselho Nacional de Justiça - 10 horas atrás
Extraído de: Conselho Nacional de Justiça - 10 horas atrás
Luiz Silveira/Agência CNJ
Até o próximo dia 6, grande parte dos tribunais brasileiros estará funcionando em regime de plantão, por conta do recesso forense de final de ano. Nesse período, segundo a Resolução no 71 do CNJ, que disciplina o regime de plantão na Justiça de primeiro e segundo graus, o atendimento deve ser realizado em horário acessível ao público por pelo menos três horas contínuas ou por dois períodos de três horas.
No site do CNJ é possível ter acesso às informações sobre o plantão de todos os tribunais. O endereçowww.cnj.jus.br/plantao-do-judiciario contém links para as páginas dos órgãos da Justiça estadual, federal, militar e trabalhista, onde as informações sobre o plantão devem estar disponíveis. Ao clicar no ramo da Justiça desejado, o usuário tem acesso aos dias e horários em que haverá plantão na unidade selecionada, bem como ao nome do juiz responsável, telefone para contato e endereço.
Entre os dias 20 de dezembro e 2 de janeiro, a Corregedoria Nacional de Justiça disponibiliza um e-mail para receber demandas ou denúncias sobre o funcionamento dos plantões nos órgãos do Poder Judiciário. As solicitações devem ser enviadas para o e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. . As principais denúncias que chegam ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) durante o período do recesso forense referem-se ao funcionamento do plantão nos tribunais. Veja como será o plantão no CNJ.
Resolução 71 - O plantão deve ser feito nas dependências do Tribunal ou fórum, em todas as sedes de comarca, circunscrição, seção ou subseção judiciária, e mantido em todos os dias em que não houver expediente forense, conforme regulamentação de cada Tribunal. O atendimento deve ser prestado por meio de escala de desembargadores ou juízes, definida com antecedência pelo tribunal e divulgada publicamente.
Durante o plantão, podem ser examinadas questões urgentes, como pedidos de habeas-corpus e mandados de segurança em que figurar como coautor autoridade submetida à competência jurisdicional do magistrado plantonista; medida liminar em dissídio coletivo de greve; comunicações de prisão em flagrante e apreciação de pedidos de concessão de liberdade provisória.
Também podem ser analisados casos de decretação de prisão preventiva ou temporária pedida por autoridade policial ou pelo Ministério Público; pedidos urgentes de busca e apreensão de pessoas, bens ou valores e medidas cautelares de natureza cível ou criminal em que a demora possa resultar em risco de grave prejuízo ou difícil reparação. Medidas urgentes, cíveis ou criminais, de competência dos juizados especiais, também são apreciadas nos plantões, desde que limitadas às situações anteriores.
A Resolução define ainda algumas matérias que não devem ser apreciadas durante o período do plantão: reiteração de pedido já apreciado no órgão judicial ou em plantão anterior, bem como pedido de reconsideração ou reexame, solicitação de prorrogação de autorização judicial para escuta telefônica, pedidos de levantamento de importância em dinheiro ou valores e liberação de bens apreendidos.
A divulgação dos endereços e telefones do plantão deve ser feita com antecedência razoável por meio do site do órgão e pela imprensa oficial, mas os nomes dos desembargadores e juízes plantonistas só devem ser divulgados cinco dias antes do plantão.
Tatiane Freire
Agência CNJ de Notícias
Certificação digital e sustentabilidade
13 de Dezembro de 2012 • 12h02
Temos necessidade urgente de negócios mais sustentáveis,
temos uma tecnologia que nos permite grandes avanços, mas está faltando
ação e, talvez, informação.
Entendemos como sustentável um
negócio que seja plenamente viável considerando e atendendo igualmente
os aspectos econômicos, sociais e ambientais. Aparentemente,
certificação digital parece não ter uma relação estreita e direta com
isso. Mas esta aparência é enganosa e o quanto antes a tecnologia for
mais bem entendida e aplicada, mais rapidamente avançaremos em relação à
sustentabilidade.
O Acordo para o Desenvolvimento Sustentável
que resultou da Rio+20, em seu capítulo Estratégias para o
Desenvolvimento Sustentável: um Roteiro para Transição, no tópico Papel
da educação, ciência, tecnologia e inovação, aborda explicitamente a
valor desta tecnologia para a sustentabilidade.
Uma das
diretrizes desse tópico diz: "Ampliar e reorientar os investimentos em
pesquisa, desenvolvimento e inovação priorizando pesquisas voltadas para
desmaterialização da produção de processos, tecnologias de baixo
carbono, os ciclos fechados de produção e consumo, soluções geradoras
de emprego e renda, sistemas de uso social de recursos, bens e
serviços." (O grifo é nosso).
Associada a esta diretriz, o
documento do acordo traz uma nota explicativa sobre o que conceitua como
desmaterialização: "Desmaterialização da produção e dos processos é a
obtenção de mais serviços e bens utilizando uma quantidade menor de
matéria, levando em conta também o gasto de energia gerado por essas
alterações. Esse aumento na produtividade dos recursos pode ser feito
através ... do uso intensivo da internet, da troca do documento com
suporte material em papel pelo documento eletrônico, entre outros."
Já
dispomos da tecnologia que permite a desmaterialização dos processos no
que tange ao "uso intensivo da internet" para redução do uso não só de
papel como também de toner, com consequente redução de tráfego e
armazenamento físico de documentos, de forma eficiente, segura,
econômica e ágil, e com validade jurídica. A certificação digital
viabiliza o uso do ambiente eletrônico com todos esses atributos, além
de outros, como não-repúdio, autenticidade, integridade, para a
realização de negócios e efetivação de processos de negócios.
Alguns
setores estão mais avançados no uso desta tecnologia. A petição
judicial eletrônica é realidade há alguns anos, poupando papel e vai e
vem de advogados (e locomoção é um problema, tanto nas grandes quanto
nas pequenas cidades, pelo ônus de custo, tempo, emissão de carbono e
estresse), mas, acima de tudo melhorando o acesso das pessoas ao
serviço, gerando sustentabilidade social.
O setor da saúde,
com o Prontuário Eletrônico do Paciente (o PEP), é outro exemplo em que a
tecnologia da certificação digital já desmaterializa um processo
extremamente relevante para a prestação do serviço, com ganhos em
qualidade, agilidade, segurança, tanto para as instituições quanto para
os pacientes. Promove significativamente a sustentabilidade econômica,
social e ambiental em um serviço essencial, seja operando em âmbito
público ou privado.
São dois exemplos distintos de
desmaterialização que bem ilustram como a tecnologia da certificação
digital pode promover avanços em prol da sustentabilidade.
Igor Ramos Rocha é presidente de Negócios de Identidade Digital da Serasa Experian.
Mais seis estados aderem ao Cadastro Ambiental Rural
Brasília – Seis estados aderiram hoje (20) ao acordo com o governo
federal para implantação do Cadastro Ambiental Rural (CAR). Com a
assinatura pelos governos do Amapá, de Alagoas, da Paraíba, de Roraima,
do Maranhão e do Tocantins, são 18 estados integrados à medida, que se
tornou obrigatória desde a aprovação do novo Código Florestal.
A expectativa do governo é que, até janeiro do ano que vem, os estados
de Goiás, da Bahia e o Distrito Federal consigam ajustar detalhes
jurídicos para aderir ao programa. Mudanças recentes no documento
elaborado pelo governo passaram a exigir, por exemplo, a informação
sobre todas as autorizações de supressão de vegetação estadual. Nem
todas as unidades da federação conseguiram adequar suas legislações
locais com as novas regras.
No caso de outros seis estados, como o Mato Grosso do Sul e o Pará, que
têm seus próprios cadastros, os governos terão apenas que fazer ajustes
para integrar os dados com o banco de informações nacional.
“O que fizemos foi mais um passo em torno da implementação do CAR.
Temos o desafio de cadastrar quase 5,4 milhões de propriedades rurais no
Brasil em dois anos, no máximo”, disse a ministra Izabella Teixeira,
depois da assinatura dos convênios, ao lembrar as exigências e prazos
estipulados pela legislação florestal. “A estratégia é a mesma que levou
à construção do Código Florestal, chamando todos os parceiros que estão
envolvidos diretamente”.
Com a adesão, os estados passarão a receber os cursos de capacitação de
técnicos para montar o cadastro, além dos dados e das imagens que foram
contratadas pelo Ministério do Meio Ambiente. No caso dos
proprietários, a ministra disse que, além de ser uma obrigação legal, o
CAR é o primeiro passo para a regularização ambiental e condição para
acessar créditos de políticas públicas.
“Ao fazer o cadastro, o produtor vai contar com o órgão ambiental para a
regularização. Se ele tem que recuperar área de proteção permanente ou
reserva legal, ele vai assinar um acordo de cooperação que vai ser
monitorado até ele recuperar, por exemplo”, disse Izabella Teixeira.
Na assinatura de hoje, o governo estendeu as parcerias às várias
instituições representativas do setor. A intenção é aproveitar o
cadastro que as entidades mantêm para acrescentar ao CAR. No caso da
Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), existem
2,3 mil sindicados rurais associados e 1,7 milhões de produtores.
O cadastro ambiental rural também terá informações dos mais de 10
milhões de associados da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e
dos 4 mil sindicatos de trabalhadores e trabalhadoras rurais filiados à
Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag).
A expectativa, segundo Izabella Teixeira, é que até 2014 todo o
cadastramento esteja concluído. “A lei estabelece a obrigação de ter
área de proteção permanente e de reserva legal. Precisamos ter isso
mais do que mapeado, implantado, porque é possível produzir com
sustentabilidade, sem agredir o meio ambiente, com os rios protegidos,
os topos de morros protegidos”, disse.
Edição: Fábio Massalli
- Direitos autorais: Creative Commons - CC BY 3.0
Mascote da Copa, tatu-bola poderá ser extinto em 50 anos
http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/meioambiente/2012-12-22/mascote-da-copa-tatu-bola-podera-ser-extinto-em-50-anos.html?utm_campaign=social&utm_source=twitter&utm_medium=posts
Classificado como espécie 'vulnerável' em tabela internacional, o Tolypeutes tricinctus será rebaixado para a categoria 'em perigo de extinção'
Agência Brasil
|
Reprodução
Fuleco, o tatu-bola, é o mascote oficial da Copa de 2014
Mascote da Copa do Mundo de 2014
classificado como espécie “vulnerável” em uma tabela internacional de animais em risco de extinção, o tatu-bola ( Tolypeutes tricinctus
) será rebaixado para a categoria “em perigo de extinção”.
A mudança de status do tatu-bola deverá ser anunciada no
início do ano que vem, quando o governo brasileiro fará uma atualização
da situação de espécies brasileiras na lista vermelha da União
Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).
Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da
Biodiversidade (ICMBio), o tatu-bola foi uma das 1.818 espécies
brasileiras analisadas em levantamento concluído em outubro deste ano. A
mudança de status do animal aguarda a aprovação do Ministério do Meio
Ambiente.
De acordo com a escala usada pela IUCN, o risco de
extinção do mamífero, que já era considerado “alto”, passa a ser
considerado “muito alto”. A vice-presidente do grupo de pesquisa sobre
Xenartros (tatus, tamanduás e preguiças) da IUCN, a brasileira Flávia
Miranda, que participou do levantamento do ICMBio, disse à Agência
Brasil que a espécie perdeu mais de 50% de seu habitat nos últimos dez
anos.
“Na última avaliação do Brasil, esse status caiu. A
situação ficou bem mais crítica. Conseguimos sentar com alguns
pesquisadores do Nordeste e vimos que está havendo declínio
populacional”, disse Flávia.
Organização não-governamental responsável pela campanha
em prol da escolha do tatu-bola como mascote da Copa do Mundo de 2014, a
Associação Caatinga diz que a espécie é muito sensível à destruição de
seu habitat - a caatinga e o cerrado brasileiros - e só consegue
sobreviver em ambientes bem conservados.
“É uma espécie que sente as alterações no ambiente. Se há
desmatamento, queimada, expansão urbana ou de novas áreas de
agricultura, ele desaparece, porque não suporta alterações ambientais",
explica o secretário-executivo da Associação Caatinga, Rodrigo Castro.
Segundo ele, o tatu-bola está em perigo e, se nada for
feito de imediato em termos de preservação, a espécie poderá ser extinta
em até 50 anos. Castro lembra que o mamífero também sofre ameaça de
caçadores, embora a caça venha diminuindo com o passar do tempo, já tem
sido mais difícil encontrar a espécie na natureza.
Leia também:
Com a escolha do animal como mascote da Copa de 2014,
Castro acredita que os olhos do mundo se voltarão para a espécie e sua
situação de ameaça poderá ser revertida. “A Associação Caatinga se aliou
à IUCN, em junho deste ano, e construiu um projeto de conservação do
tatu-bola, que pretende, em dez anos, reduzir ostatus de ameça dentro da
lista vermelha”, disse.
Além de ações voltadas para a pesquisa, a conservação das
áreas onde há tatus-bola e a educação ambiental, pretende-se usar
eventos e jogos da Copa do Mundo para divulgar a espécie. “Estamos
buscando parceria com a Fifa (Federação Internacional de Futebol, que
realiza o mundial), com patrocinadores do evento e outras entidades
preocupadas com questões ambientais”, disse.
Apesar disso, de acordo com o coordenador-geral de Manejo
para a Conservação ICMBio, Ugo Vercillo, o tatu-bola não receberá
nenhum tratamento especial do governo brasileiro por ter sido escolhido
mascote da Copa de 2014. “Não existe nenhuma mudança do nosso
planejamento em virtude da espécie ser mascote da Copa do Mundo. Está
previsto, no próximo ano, elaborarmos o Plano de Ação dos Xenartros, que
incluirá o tatu-bola”, informou por e-mail.
Aquecimento global | 11/12/2012 11:30 Comentários (0) Views (2047) Salvar notícia Tá sentindo calor? Prepare os bisnetos para o fim do século Segundo estudo do Global Carbon Project, as emissões de CO2, vilão do aquecimento global, cresceram 3% em 2011. Nesse ritmo, a Terra pode ficar 6ºC mais quente até 2100 Size_80_vanessa-barbosa Vanessa Barbosa, de Siga-me inShare18 [Pin It] Apuração: Vanessa Barbosa Design: Juliana Pimenta Fonte: Global Carbon Project e PWC - Low Carbon Economy Index
Aquecimento global | 11/12/2012 11:30
Segundo estudo do Global Carbon Project, as emissões de CO2, vilão do aquecimento global, cresceram 3% em 2011. Nesse ritmo, a Terra pode ficar 6ºC mais quente até 2100
Apuração: Vanessa Barbosa
Design: Juliana Pimenta
Fonte: Global Carbon Project e
PWC - Low Carbon Economy Index
Design: Juliana Pimenta
Fonte: Global Carbon Project e
PWC - Low Carbon Economy Index
Greenpeace coloca casa de Papai Noel à venda
http://exame.abril.com.br/meio-ambiente-e-energia/noticias/greenpeace-coloca-casa-de-papai-noel-a-venda?utm_source=newsletter&utm_medium=e-mail&utm_campaign=news-meio-ambiente.html
Ação da campanha Salve o Ártico mostra que o bom velhinho está sendo obrigado a se mudar em função do derretimento do Ártico
Reprodução
Casa do Papai Noel: “Compre a seu próprio risco. A não ser que a gente
consiga reduzir o aquecimento global, você não será capaz de
aproveitá-la por muito tempo”, diz o anúncio de venda
São Paulo - Parecia impossível, até que se tornou inevitável: Papai
Noel terá de se mudar e já está anunciando a venda de sua casa.
Aproveitando o Natal é o tema da vez, o Greenpeace
uniu forças com a agência BBH LA para criar o Santa Relocation Project,
uma ação dentro da campanha Salve o Ártico. Para quem acessa a página
da iniciativa no Facebook, encontra um álbum com as fotos utilizadas
para vender a casa do bom velhinho, que está sendo obrigado a se mudar
em função do derretimento do Ártico.
Leia Mais
- 24/12/2012 | Estado do Rio terá Natal com muito calor
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- 24/12/2012 | Governo anuncia mudanças no indulto de Natal
“Compre a seu próprio risco. A não ser que a gente consiga reduzir o
aquecimento global, você não será capaz de aproveitá-la por muito
tempo”, diz o anúncio de venda. Nas fotos, descrições da oficina, a
cozinha que já foi danificada pela água, os pequenos beliches e a bela
vista para o oceano.
O anúncio foi colocado no site Craigslist em Miami, Nova York e Los
Angeles, mas já foi removido destes dois últimos. Redes sociais como o
Twitter e Instagram também foram envolvidas. Na primeira, os usuários
podem colaborar com ideias e dicas de novos lugares que Papai Noel
poderia escolher para morar utilizando a hashtag #SantaRelocation,
enquanto a segunda divulga imagens de listas de Natal escritas por
criança para lembrar que este talvez seja o último ano que elas enviarão
seus pedidos ao Polo Norte.
Projeto de Lei que vai alterar a Lei de Licitações será analisado em comissão da Câmara dos Deputados
| 19/Dezembro/2012 http://www.piniweb.com.br//construcao/legislacao/projeto-de-lei-que-vai-alterar-a-lei-de-licitacoes-275682-1.asp PL 1.292/95 altera Lei Nº 8.666, vigente desde 1993. Se aprovado, o texto vai incorporar o Regime Diferenciado de Contratações e estabelecer novos valores para licitações de obras e serviços de engenhariaGustavo Jazra | |||||
Foram entregues à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados, na última segunda-feira (17), as revisões no Projeto de Lei Nº 1.292/95. Elaborado pelo deputado Fábio Trad (PMDB-MS), o Ponto Substitutivo altera significativamente a Lei de Licitações e Contratos, de Nº 8.666, vigente desde 1993.
O texto promove a incorporação de novos dispositivos, como o Regime Diferenciado de Contratações (RDC), com exceção da contratação integrada, na qual a mesma empresa responde pela elaboração dos projetos básico, executivo e pela construção da obra. O objetivo de incluir o RDC é reduzir o tempo de duração dos processos licitatórios.
Além disso, o PL cria exigências em áreas como a trabalhista e estabelece novos valores para obras e serviços de engenharia. São eles: a) convite: até R$ 225 mil; b) tomada de preços: até R$ 2,250 milhões; c) concorrência: acima de R$ 2,250 milhões.
O PL já passou por discussão e outras duas comissões. Somente um dos apensados foi aprovado pela Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público. Já na Comissão de Finanças e Tributação, todas as outras foram rejeitadas.
Se aprovado pela CCJC, o Projeto de Lei passará por votação no Plenário, para efetividade da alteração da Lei. A proposta, juntamente com seus apensados, tem prioridade para tramitação na Câmara.
Procurado pela reportagem, o Sindicato da Indústria da Construção do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) não quis falar sobre o PL, pois para a entidade "é prematuro fazer comentários, enquanto o projeto ainda está em tramitação". A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) também não quis se pronunciar. Confira na próxima página as principais alterações do substitutivo, de acordo com a Agência Câmara.
|
Cigarro danifica o DNA em meia hora
Substâncias têm alto poder cancerígeno e podem causar mutações que formam tumores malignos
Publicado em 21/12/2012 às 08h09: atualizado em: 21/12/2012 às 09h15
Os danos causados pelo cigarro são mais rápidos do que se supunha. De acordo com um estudo encomendado pelo Instituto do Câncer dos Estados Unidos, o fumo leva 30 minutos para danificar o DNA, responsável pelo código genético.
O estudo analisou a ação de substâncias tóxicas do cigarro em 12 voluntários.
Esses participantes apresentaram níveis máximos de PAHs (hidrocarbonetos aromáticos policíclicos), presentes na fumaça em apenas meia hora.
Essas substâncias têm um alto poder cancerígeno e podem causar mutações que formam vários tipos de tumores malignos.
O total de mortes devido ao tabaco já supera 4,9 milhões ao ano. No Brasil, morrem 200 mil pessoas por causa do cigarro.
De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), o tabagismo é a principal causa de morte evitável em todo o mundo.
O total de óbitos devido ao uso do tabaco é de 4,9 milhões de pessoas, o que corresponde a mais de 10 mil mortes por dia.
domingo, 23 de dezembro de 2012
Setor de óleos faz acordo com Ministério do Meio Ambiente
http://invertia.terra.com.br/sustentabilidade/noticias/0,,OI6394055-EI10411,00-Setor+de+oleos+faz+acordo+com+Ministerio+do+Meio+Ambiente.html
20 de dezembro de 2012 • 00h22 • atualizado às 10h01
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e entidades
representativas do setor de óleos lubrificantes assinaram nesta
quarta-feira acordo setorial em que os empresários se responsabilizam
pela reciclagem das embalagens plásticas de óleos lubrificantes.
O acordo está previsto na Política Nacional de Resíduos Sólidos, de
2010. A lei que institui a política (12.305/2010) prevê que fabricantes,
importadores, distribuidores e comerciantes de um determinado produto
que possa causar danos ao meio ambiente ou à saúde humana devem criar um
sistema de recolhimento e destinação final independente dos sistemas
públicos de limpeza urbana.
Os demais setores que devem aderir ao acordo são o de embalagens (de
forma geral), de lâmpadas, de medicamentos, de vidros e de resíduos
eletroeletrônicos. O setor de óleos lubrificantes foi o primeiro a
aderir.
A ministra acredita que em 2013 os outros acordos setoriais devem ser
assinados. "Os setores estão organizando as suas demandas e estão
arcando com os custos da logística reversa, que tira do meio ambiente
aquilo que se colocou."
Izabella Teixeira diz que as empresas serão monitoradas pelo
Ministério do Meio Ambiente por meio de um sistema online. "Todo
varejista tem que ter o registro do que ele recebeu para vender e do que
ele entregou para a reciclagem. Essa informação vai ser colocada no
sistema de controle de óleo lubrificante." Ela alerta que quem não
respeitar o acordo pode se enquadrar na Lei de Crime Ambiental.
Alísio Vaz, presidente do Sindicato Nacional das Empresas
Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom), disse que
todos os membros da entidade, que respondem por 80% do óleo lubrificante
fabricado no Brasil, atuam na reciclagem de embalagens. O Programa de
Reciclagem de Embalagens Jogue Limpo, do Sindicom, existe desde 2005.
"Os pontos de venda devem guardar as embalagens, acondicionadas de
maneira correta. Os caminhões de empresas contratadas vão aos pontos de
venda, pesam os sacos com os recipientes, dão um recibo para o dono do
posto de que ele entregou um volume determinado. As informações são
colocadas no sistema e as embalagens são enviadas para empresas
recicladoras de plástico," explica Vaz.
O presidente do sindicato diz que o custo do sistema é alto. "A
reciclagem é custeada pelas empresas. É um custo logístico muito elevado
você ir a centenas de milhares de pontos de venda e recolher as
embalagens. É um custo que acaba sendo embutido no próprio produto".
sábado, 22 de dezembro de 2012
Lâmpada "FIPEL", é mais econômica e mais duradoura que o LED...
Norte-americano cria lâmpada de plástico flexível mais sustentável que o LED
07 de December de 2012 • Atualizado às 11h00
Feita de plástico maleável, a lâmpada não quebra e pode ser moldada em diversos formatos. | Foto: Divulgação
David Carroll, professor de física na Universidade de Wake Forrest, nos
EUA, criou uma nova lâmpada de plástico flexível. A tecnologia,
batizada de FIPEL, é mais econômica e mais duradoura que o LED, e não
utiliza mercúrio e nem resíduos cáusticos.
A nova fonte de iluminação promete ser mais eficiente que o LED. Além
de emitir uma luminosidade mais intensa do que os produtos atualmente
disponíveis no mercado, a FIPEL é uma lâmpada produzida apenas com
plástico, que não quebra, como as convencionais, e nem derrete, como os
LEDs. Além disso, por ser flexível, o material é capaz de ser moldado em
diversas formas, permitindo diferentes usos na decoração de ambientes.
Embora a FIPEL seja mais brilhante do que o LED, a luminosidade é menos
artificial e não agride os olhos, ao contrário das outras lâmpadas.
Isso acontece porque o material tenta reproduzir a luz solar natural, a
qual os olhos já estão acostumados. No entanto, é possível alterar as
cores do plástico, conferindo mais um recurso decorativo.
A eficiência da FIPEL fica por conta das três camadas plásticas que
formam a lâmpada. Compostas por nanopartículas, as partes ficam
aquecidas quando a corrente elétrica passa por elas. Outra vantagem
desta fonte de luz é a sua composição, que não contém mercúrio e nem
substâncias cáusticas, que contaminam o meio ambiente e podem causar
danos à saúde das pessoas.
Carroll e sua equipe ainda afirmam que cada exemplar pode durar mais de
dez anos com a mesma intensidade de quando foi comprada. A intenção
dos criadores é fazer com que a mesma luz tenha aplicações diferentes,
seja nas residências, na iluminação pública, em cenários teatrais, em
bares ou casas noturnas.
A universidade ainda não firmou todos os acordos comerciais,
entretanto, é possível que os primeiros exemplares cheguem ao mercado no
ano que vem. Carroll ainda afirma que a FIPEL tem baixos custos de
produção. Com informações do TreeHugger.
Redação CicloVivo
Arquitetos espanhóis projetam casa com contêineres e pallets no Chile
13 de December de 2012 • Atualizado às 11h18
A fusão de uma empresa chilena e dois arquitetos espanhóis resultou em
um interessante imóvel ecológico construído com 85% do material
reaproveitado. Entre os itens utilizados estão contêineres e pallets de
madeira.
Chamada de Casa Manifesto, a residência possui 70% de autonomia em
geração de energia devido ao uso de placas solares e de um sistema de
isolamento térmico de celulose reciclada, feita a partir de jornal.
Também pensando na economia de energia, as paredes foram revestidas com
pallets de madeira, permitindo que sejam abertas. Desta forma, há mais
aproveitamento da luz do sol durante o dia e ainda facilita circulação
de ar no ambiente.
A casa foi construída com uma estrutura modular de três contêineres
marítimos de metal. Também foram utilizadas vigas de demolição, madeira
sustentável e pintura de baixo impacto.
A Casa Manifesto possui 160 m2 e está localizada no topo de uma colina,
em Curacaví, região metropolitana de Santiago, no Chile. Os
responsáveis pela obra são os arquitetos Jaime Gaztelu e Mauricio Galeano e a empresa chilena, especialista em construção sustentável, Infiniski.
A companhia afirma em seu site que as construções ecológicas custam 20%
a menos do que uma casa tradicional. Além disso, são edificadas
rapidamente, sem perder a qualidade. A Casa Manifesto possui uma sala de
jantar, um quarto e uma suíte, cozinha, varanda na parte baixa e uma
sacada envidraçada com uma bela paisagem para o vale. Com informações da Revista Vida Simples.
Redação CicloVivo
Em busca de Doggerland
Edição 153/ Dezembro de 2012
14/12/2012
Há décadas, navegadores do mar do Norte arrastam vestígios de um mundo desaparecido em suas redes. Hoje, os arqueólogos fazem uma pergunta bem adequada ao momento: o que acontece com as pessoas quando seu lar desaparece sob a maré?
8000 a.C.: Depois de recuar para o interior com uma tempestade, um
grupo de caçadores-coletores de Doggerland retorna para encontrar seu
acampamento alagado. No final, não haveria mais terra firme para que
voltar
Quando sinais de um mundo perdido no fundo do mar do Norte começaram a
aparecer, ninguém quis acreditar neles. As evidências começaram a chegar
à superfície há um século e meio, quando pescadores ao longo do litoral
holandês adotaram amplamente uma técnica arrastão. Eles passaram a
arrastar redes com lastro pelo fundo do mar e as erguiam cheias de
peixes. Mas, às vezes, uma presa de animal enorme aparecia e caía no
deque com muito barulho, ou os restos de um auroque, de um rinoceronte
lanoso ou de outro animal extinto. Os pescadores ficaram perturbados com
esses indícios de que as coisas nem sempre foram como são. Aquilo que
não eram capazes de explicar, voltavam a jogar no mar.
Gerações depois, um peleontólogo amador criativo chamado Dick Mol
convenceu os pescadores a entregarem os ossos para ele e anotar as
coordenadas de onde tinham sido encontrados. Em 1985, um capitão
apresentou a Mol um osso de maxilar humano lindamente conservado,
completo com molares desgastados. Junto com seu amigo, o colega amador
Jan Glimmerveen, Mol mandou datar o osso com carbono radioativo.
Descobriu que ele tinha 9,5 mil anos de idade, e isso significava que o
indivíduo tinha vivido no período Mesolítico, que no norte da Europa
começou no final da última era Glacial, há cerca de 12 mil anos, e durou
até o advento da agricultura, 6 mil anos depois. “Achamos que veio de
um enterro”, diz Glimmerveen. “Um túmulo que permaneceu intocado até que
aquele mundo desapareceu embaixo das ondas, há cerca de 8 mil anos.”
A história dessa terra desaparecida começa com o derretimento do gelo.
Há 18 mil anos, os mares ao redor da Europa do norte eram cerca de 122
metros mais baixos do que são hoje. A Grã-Bretenha não era uma ilha, mas
sim o canto noroeste desabitado da Europa, e entre isso e o resto do
continente, a tundra congelada se estendia. Na medida em que o mundo se
aquecia e o gelo recuava, cervos, auroques e javalis selvagens
circulavam para o norte e para o oeste. Os caçadores vieram atrás deles.
Ao descer das terras altas que hoje é a Europa continental, viram-se em
uma ampla planície baixa.
Os arqueólogos chamam essa planície desaparecida de Doggerland, devido
ao banco de areia do mar do Norte que às vezes prejudica navios chamado
banco Dogger. O lugar que no passado era considerado uma ponte de terra
amplamente desabitada entre a Europa continental de hoje e a
Grã-Bretanha — uma passagem para outro lugar —, hoje se acredita que
Doggerland tenha sido ocupada por povos do Mesolítico, provavelmente em
grandes números, até serem forçados a sair dali, milhares de anos mais
tarde, pelo mar que subia de maneira implacável. Um período de confusão
climática e social se seguiu, até que, no final do Mesolítico, a Europa
tinha perdido uma porção substancial de sua massa de terra e ficou com
uma aparência bem parecida à que tem hoje.
Muitos passaram a considerar Doggerland como a chave para entender o
Mesolítico no norte da Europa, e o Mesolítico, por sua vez, como um
período que tem lições a nos dar — já que estamos passando por mais um
período de mudanças climáticas. Graças a uma equipe de arqueólogos de
paisagem na Universidade de Birmingham, liderada por Vince Gaffney,
agora temos uma boa ideia de qual era a aparência dessa terra perdida.
Com base em dados de levantamento sismográfico feitos principalmente por
empresas petrolíferas fazendo prospecções sob o mar do Norte, Gaffney e
seus colegas reconstruíram digitalmente quase 46.620 quilômetros
quadrados da paisagem submersa — uma área maior do que a Holanda.
A publicação, em 2007, da seção inicial do mapa dele, permitiu aos arqueólogos, pela primeira vez, “enxergar” o mundo mesolítico e até identificar locais propícios para assentamentos, com vistas de realizar escavações potenciais neles. O custo da arqueologia submarina e a baixa visibilidade no mar do norte tem feito com que esses assentamentos atraentes continuem fora de alcance, pelo menos por enquanto. Mas os arqueólogos têm outras maneiras de revelar quem eram os habitantes de Doggerland e a maneira como reagiram ao avanço lento porém inexorável do mar para cima de suas terras.
Primeiro, há os tesouros revelados pelas redes dos pescadores. Além do maxilar humano, Glimmerveen acumulou mais de cem outros artefatos — ossos de animais mostrando sinais de cortes e ferramentas feitas de ossos e de chifres, entre eles um machado decorado com um padrão em ziguezague. Como ele tem as coordenadas desses achados, e como os objetos no fundo do mar não se movem para muito longe do local em que a erosão os libera, ele pode ter certeza de que muitos deles vêm de uma área específica na área sul do mar do Norte que os holandeses chamam de De Stekels (as Espinhas), caracterizada por cristas íngremes no fundo do mar. “O local ou locais deviam ficar perto de um sistema hídrico”, ele diz. “Talvez eles vivessem em dunas de rio.”
Outra maneira de compreender os habitantes de Doggerland é escavar águas rasas ou locais de intermaré de idade semelhante nos arredores. Nas décadas de 1970 e 1980, um local chamado Tybrind Vig, a algumas centenas de metros do litoral de uma ilha dinamarquesa no mar Báltico, revelou evidências de uma cultura de pescadores do fim do Mesolítico surpreendentemente avançada, incluindo remos de canoa enefitados com refinamento e várias canoas longas e estreitas, sendo que uma delas tinha mais de nove metros de comprimento. Mais recentemente, Harald Lübke, do Centro de Arqueologia Báltica e Escandinava em Schleswig, na Alemanha, e seus colegas escavaram uma série de assentamentos submarinos na baía de Wismar, no litoral alemão do Báltico, com datação entre 8,8 mil e 5,5 mil anos atrás. Os locais documentam de maneira vívida a mudança da dieta das pessoas de peixes de água doce para espécies marinhas na medida em que a água do mar foi subindo e transformando, ao longo dos séculos, suas terras de lagos interiores rodeados por florestas em pântanos cheios de juncos, depois em fiordes, até chegar à baía aberta que existe hoje.
Uma metamorfose semelhante se deu em Goldcliff, no estuário de Severn, no País de Gales, onde o arqueólogo Martin Bell, da Universidade de Reading, e sua equipe fazem escavações há 21 anos. No Mesolítico, uma vales estreito e recortado inicialmente continha o rio Severn. Na medida em que o mar subiu, o rio de espalhou pelas laterais do vale e se estendeu — talvez em um período tão curto quanto um século — criando os contornos do estuário moderno. A certa altura, o estuário deve ter sido pontilhado por ilhas.
Em um dia de agosto, durante uma maré excepcionalmente baixa em Goldcliff, eu segui Bell e seus colegas pela planície de lama molhada, passando por enormes troncos de carvalhos pré-históricos preservados pela lama. Nós tivemos menos de duas horas de trabalho antes de a maré voltar a encher tudo. Chegamos a uma crista sem nada de mais que, 8 mil anos antes, formava a beirada de uma ilha. Um integrante da equipe a atacou com água de uma mangueira de alta pressão e, de repente, uma sequência de pegadas apareceu em relevo — 39 no total, deixadas por três ou quatro indivíduos e voltadas para ambas as direções ao longo da crista. “Eles podiam estar saindo de seu acampamento para conferir suas armadilhas de peixes em um canal próximo”, diz Bell.
Houve numerosos acampamentos no estuário em certa época, Bell acredita, cada um deles habitado por grupos de família estendida, chegando até a dez indivíduos. Os acampamentos não eram de ocupação permanente. O mais antigo teria ficado submerso em marés muito altas, de modo que fica claro que os visitantes eram sazonais, e que a cada vez que voltavam, construíam seu acampamento um pouco mais para cima da encosta. O mais notável é que eles sempre voltavam, ao longo de séculos e possivelmente milênios, encontrando uma maneira de permanecer em uma paisagem que mudava de modo a ficar irreconhecível. Eles teriam presenciado quando a água engoliu e destruiu a floresta de carvalhos. “Deve ter havido um tempo em que carvalhos colossais despontavam para fora da água, mortas, no meio dos pântanos salgados”, diz Bell. “Deve ter sido um tipo de paisagem bem estranho.”
O verão e o outono teriam sido épocas de fartura no litoral, com as pastagens do pântano que atraíam animais selvagens que podiam ser caçados. A pesca devia ser boa e as avelãs e as frutinhas silvestres, abundantes. Em outras épocas, o grupo se transferia para terrenos mais altos, provavelmente acompanhando os vales dos afluentes do Severn. Com apenas uma cultura oral, indivíduos mais velhos seriam arquivos fundamentais de conhecimento ambiental, capazes de decifrar os padrões de migração das aves, por exemplo, e assim dizer a seu grupo quando estava na hora de partir para o litoral ou se dirigir para as terras altas — decisões das quais sua sobrevivência dependia.
Descobertas de concentrações de artefatos bem maiores sugerem que o povo do Mesolítico, assim como os caçadores-coletores da América do Norte, reunia-se para eventos sociais anuais — possivelmente no início do outono, quando as focas chegavam e os salmões pululavam. No oeste da Grã-Bretanha, essas reuniões se davam no alto de montanhas, com vista para as áreas de focas. Elas permitiram que rapazes e moças de grupos localizados encontrassem parceiros e que informações a respeito de sistemas hídricos além do território de cada grupo fossem trocadas — esse conhecimento era fundamental na medida em que o mar continuava a influenciar a paisagem.
As elevações do nível do mar mais rápidas eram da ordem de um ou dois metros por século, mas por causa da topografia variável do terreno, as inundações não eram uniformes. Em áreas planas como a região atual de East Anglia, uma elevação de dois metros poderia ter feito o litoral avançar quilômetros ao interior; em locais mais montanhosos, menos. Em Doggerland, com suas terras baixas, o mar transformava lagos interiores em estuários. A reconstrução digital de Gaffney mostra que um especificamente, Outer Silver Pit, contém enormes bancos de areia que só podem ter sido criados por correntes de maré fortíssimas. A certa altura, as correntes teriam feito com que fosse perigoso cruzar as águas em canoas de tronco e, no final, acabaram criando uma barreira permanente para chegar a campos de caça que antes lhes eram familiares.
Como foi que os caçadores do Mesolítico, tão sintonizados ao ritmo das estações, adaptaram-se na medida em que seu mundo começou a se dissolver a seu redor? Jim Leary, um arqueólogo da English Heritage, examinou a literatura etnográfica em busca de paralelos com os inuits e outros povos de caçadores-coletores que confrontam as mudanças climáticas. Para aqueles que aprenderam a explorar o mar que se elevava, transformando-se em construtores de barcos e pescadores habilidosos, o novo recurso teria sido uma benesse — durante um período. Mas, no final, um ponto de mutação chegaria e a perda de território iria se sobrepor à fartura. As pessoas mais velhas do Mesolítico, aqueles “armazéns de conhecimento”, como Leary os chama, já não seriam mais capazes de decifrar as variações sazonais sutis na paisagem e ajudar o grupo a fazer planos de acordo com isso. Isolados da caça, da pesca e dos locais de enterro ancestrais, as pessoas devem ter sentido uma noção profunda de falta de lugar, diz Leary—“como um inuit que vê seu caminho de volta barrado por rios de gelo derretido”.
“Deve ter havido enormes deslocamentos de população”, diz Clive Waddington da empresa Archaeological Research Services Ltd., sediada em Derbyshire. “As pessoas que vivem no que hoje é o mar do Norte devem ter sido desalojadas com muita rapidez.” Algumas se dirigiram para a Grã-Bretanha. Em Howick, em Northumberland, nos penhascos que se estendem ao longo do litoral noroeste e que, portanto, seriam as primeiras colinas que eles viram, a equipe dele encontrou os vestígios de uma moradia que tinha sido reconstruída três vezes no período de 150 anos. Entre as evidências mais antigas de vida assentada na Grã-Bretanha, a cabana data de aproximadamente 7900 a.C. Waddington interpreta sua habitação repetida como sinal de aumento de territorialidade: as pessoas residentes defendendo seu pedaço de chão contra ondas de moradores de Doggerland desalojados.
“Nós sabemos como os territórios de pescaria eram importantes para a subsistência dessas pessoas”, diz Anders Fischer, arqueólogo da Agência de Cultura Dinamarquesa em Copenhague. “Se cada geração visse seus territórios de pesca desaparecer, teriam que encontrar outros, e isso com frequência iria significar competição com grupos vizinhos. Em sociedades de complexidade social baixa, onde não há autoridade para lidar com conflitos, a coisa provavelmente devia terminar em violência.”
Migração, territorialidade, conflito: maneiras estressantes de se adaptar a novas circunstâncias; mas adaptações ainda assim. No entanto, chegou um momento em que o mar exauriu a capacidade de sobrevivência dos habitantes de Doggerland. Há cerca de 8,2 mil anos, depois de milênios de mares que iam subindo aos poucos, uma enorme liberação de água de derretimento de um lago glacial gigantesco na América do norte, chamado lago Agassiz, fez com que o nível do mar saltasse mais de 0,6 metro. Ao retardar a circulação de água quente no Atlântico Norte, este influxo de água gélida causou uma baixa de temperatura repentina, fazendo com que o litoral de Doggerland — se é que ainda tinha sobrado algum — fosse castigado por ventos gelados. Se isso não bastasse, mais ou menos na mesma época, um deslizamento no fundo do mar, nas proximidades da costa da Noruega, chamado deslizamento de Storegga, causou um tsunami que inundou as linhas costeiras do norte da Europa.
Será que o tsunami de Storegga foi a gota d’água ou será que Doggerland já tinha desaparecido sob o mar antes disso? Os cientistas ainda não sabem dizer com certeza. Mas eles sabem, sim, que a elevação do nível do mar desacelerou depois disso. Então, por volta de 6 mil anos atrás, novos povos do sul chegaram ao litoral coberto por florestas densas das ilhas Britânicas. Eles foram até lá de barco, com ovelhas, gado e cereais. Hoje, os descendentes vivos desses primeiros agricultores neolíticos, equipados com tecnologia amplamente mais sofisticada do que seus pares do Mesolítico, mais uma vez olham para um futuro em que terão de lutar contra o mar cujo nível se eleva.
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