quarta-feira, 11 de maio de 2011

Seminário: POLÍTICAS PÚBLICAS, MUDANÇAS CLIMÁTICAS E IMPACTOS SOBRE ÁREAS FRÁGEIS

Os Grupos de
Pesquisa “Políticas Públicas, Territorialidades e Sociedade” e “Ciências
Ambientais” do Instituto de Estudos Avançados da USP convidam para o
seminário

POLÍTICAS PÚBLICAS,
MUDANÇAS CLIMÁTICAS E IMPACTOS SOBRE ÁREAS FRÁGEIS


data: 17 de maio de
2011
horário: 15h00 às
18h00
local:  Anfiteatro da Geografia, FFLCH/USP – Av.
Prof. Lineu Prestes, 338, Cidade Universitária, Butantã, São
Paulo
Não haverá transmissão
pela internet
Não haverá inscrição
prévia

O seminário pretende discutir a inter-relação
entre três fatores:

·
alterações climáticas na escala
regional;
·
seus reflexos em ecossistemas
vulneráveis;
·
as políticas públicas para adaptação aos
impactos desses projetos

Os pesquisadores
que serão expositores do seminário integram um projeto em andamento que
envolve
a Universidade de São Paulo e a Université Rennes 2, França e pautarão suas
análises na comparação dos três fatores no Brasil e na França, destacando as
políticas públicas específicas.

O evento conta
com a coordenação dos professores Neli Aparecida de Mello-Théry, IEA e
EACH/USP
e Wagner Costa Ribeiro, IEA e FFLCH/USP.

Programação

15h00                        Abertura

15h15
Biodiversidade, espacialização e avaliação de impactos de políticas
públicas

Anne-Elisabeth Laques, Institut de Recherche pour le
Développement

15h45
Eventos climáticos extremos e desastres socioambientais no litoral norte
paulista

João Lima Sant’Anna Neto,
UNESP/Presidente Prudente

16h15
Mudanças climáticas no oeste da França: o caso das secas

 Vincent Dubreuil,
Université de Rennes2, França

16h45
Efeitos potenciais das alterações das concentrações e da composição de
queimadas e de desmatamento sobre o balanço energético da atmosfera
em escala regional

Andrea Cavicchioli,
EACH/USP

 17h15
Debates e encerramento



terça-feira, 10 de maio de 2011

Conforto ambiental: Bomba de calor pode durar 10.000 anos

Bomba de calor pode durar 10.000 anos

Redação do Site Inovação Tecnológica - 09/05/2011

SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Bomba de calor pode durar 10.000 anos. 09/05/2011. Online. Disponível em www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=bomba-calor-durar-10-000-anos. Capturado em 10/05/2011.

As minúsculas bombas de calor (em cima) podem ser montadas em dispositivos de virtualmente qualquer formato e tamanho, como o que o pesquisador segura nas mãos. [Imagem: Elisabeth Tønnessen]


Bombas de calor, ou bombas térmicas, são mecanismos que transferem temperatura por meio de um ciclo termodinâmico, sendo utilizadas principalmente para aquecimento.
Uma bomba de calor tradicional, como todos os equipamentos, tem uma vida útil - entre cinco e dez anos, eventualmente um pouco mais.
Agora, pesquisadores noruegueses desenvolveram uma bomba de calor que, segundo eles, pode durar virtualmente "para sempre" - eles calculam uma vida útil de 10.000 anos.
Microbomba eterna
O segredo dessa "imortalidade" está na miniaturização e na eliminação de partes móveis.
A nova bomba de calor consiste de inúmeras bombas de calor em miniatura, cada uma medindo não mais do que um milímetro cúbico.
Para aquecer uma casa será necessário usar vários milhares delas. Mas isto não é problema, porque sua estrutura permite que elas sejam fabricadas exatamente assim, aos milhares.
E, mais do que isso, a estrutura inteira pode ter qualquer formato, ajustando-se à aplicação.
"As principais vantagens da nova bomba de calor é que você pode regular o seu tamanho e sua forma, ela é mais durável do que as bombas de calor são hoje e também é mais ambientalmente amigável," afirmam Jan Bording e Vidar Hansen, da Universidade de Stavanger.
Ligas termoelétricas
Para eliminar as partes móveis, Bording e Hansen usaram ligas termoelétricas, eliminando compressores, tubulações e, sobretudo, gases de refrigeração, geralmente não muito amigáveis ambientalmente.
Em seu lugar, a eletricidade é convertida diretamente em diferencial de temperatura, podendo ser utilizado, por exemplo, para aquecer residências.
"Nós não queremos mais um grande aquecedor queimando madeira no meio da casa, como nos velhos tempos. Será muito melhor usar fontes de calor menores e limpas," diz Hansen.
Ele exemplifica afirmando que as microbombas de calor podem ser montadas em planos e colocadas sob o piso - assim o calor fluirá do piso ao teto, aquecendo a casa por inteiro e de forma mais homogênea.
"Quando a bomba de calor tem uma superfície maior, ela produz mais calor," afirma o engenheiro.
E, à parte algum acidente que destrua o material, a bomba de calor poderá ser encontrada pelos arqueólogos do futuro.

Lembrete: Mariposa inspira nanotecnologia para estudar Mal de Alzheimer

Mariposa inspira nanotecnologia para estudar Mal de Alzheimer


Redação do Site Inovação Tecnológica - 09/05/2011

SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Mariposa inspira nanotecnologia para estudar Mal de Alzheimer. 09/05/2011. Online. Disponível em www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=antena-mariposa-nanotecnologia-mal-alzheimer. Capturado em 10/05/2011.



O revestimento dos nanotúneis existentes na antena da mariposa da seda serviu de inspiração para a criação de nanoporos sintéticos que funcionam como minúsculos instrumentos de medição.[Imagem: Chris Burke]

Imitando a estrutura das antenas da mariposa da seda, pesquisadores desenvolveram um nanoporo que irá ajudar a lidar com uma classe de doenças neurodegenerativas que inclui o Mal de Alzheimer.

Nanoporos
A minúscula ferramenta em forma de túnel - tecnicamente chamada de nanoporo - foi desenvolvida por uma equipe coordenada por cientistas da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos.
Os nanoporos são essencialmente furos muito pequenos e muito precisos, feitos em uma pastilha de silício. Eles funcionam como minúsculos dispositivos de medição, que permitem o estudo de moléculas individuais e proteínas conforme estas passam através deles.
Mesmos os melhores nanoporos construídos hoje entopem facilmente, o que tem impedido que a tecnologia cumpra todo o seu potencial - os cientistas esperam que os nanoporos permitam a construção de uma nova geração de equipamentos de sequenciamento de DNA mais rápidos e mais baratos, apenas para citar um exemplo.

Biomimetismo
A equipe foi buscar na natureza a inspiração para resolver essas limitações.
A solução veio na forma de uma cobertura oleosa que reveste o nanoporo. O revestimento captura e conduz a molécula de interesse suavemente através do nanoporo, sem causar entupimento.
O revestimento também permite que os pesquisadores ajustem a espessura do nanoporo com uma precisão próxima ao nível atômico.
"Isso nos dá uma ferramenta muito melhor para a caracterização das biomoléculas," disse Michael Mayer, coautor do estudo.
"O nanoporo nos permite obter dados sobre o seu tamanho, carga, forma, concentração e a velocidade com que se montam. Isto poderá nos ajudar a entender, e possivelmente diagnosticar, o que sai errado em uma categoria de doenças neurodegenerativas que inclui Parkinson, Huntington e Alzheimer," explica o cientista.

O revestimento oleoso melhora a funcionalidade dos nanoporos, que se transformam em dispositivos de medição muito sensíveis, capazes de avaliar moléculas individuais. [Imagem: Chris Burke]



Antenas da mariposa da seda
A "bicamada lipídica fluida" foi inspirada em um revestimento que recobre as antenas da mariposa da seda do sexo masculino, que ajuda o animal a detectar o cheiro das mariposas fêmeas que se encontram nas proximidades.
O revestimento captura as moléculas de feromônio no ar e as transporta através de nanocanais no exoesqueleto até as células nervosas, que enviam uma mensagem ao cérebro do inseto.
"Estes feromônios são lipofílicos. Eles tendem a se ligar a lipídios, materiais semelhantes à gordura. Assim, eles ficam presos e se concentram na superfície desta camada lipídica da mariposa da seda. A camada lubrifica o movimento dos feromônios para que eles cheguem onde são necessários. Nosso novo revestimento tem a mesma finalidade," explica Mayer.
Peptídeos beta-amiloide
Uma das principais linhas de pesquisa do grupo é o estudo de proteínas chamadas peptídeos beta-amiloide, que os cientistas acreditam se coagule em fibras que afetam o cérebro no Mal de Alzheimer.
Eles estão interessados em estudar o tamanho e a forma destas fibras, e como exatamente elas se formam.
Para usar os nanoporos em experimentos, os pesquisadores colocam a pastilha perfurada entre duas câmaras de água salgada, uma das quais contém as moléculas a serem estudadas. A seguir, uma corrente elétrica é aplicada entre as câmaras, criando um movimento iônico que força as moléculas a passarem através dos nanoporos.
Conforme a molécula ou proteína atravessa o nanoporo, ela altera a resistência elétrica do poro. A mudança observada dá aos pesquisadores informações valiosas sobre o tamanho da molécula, sua carga elétrica e sua forma.

Bibliografia:

Controlling protein translocation through nanopores with bio-inspired fluid walls
Erik C. Yusko, Jay M. Johnson, Sheereen Majd, Panchika Prangkio, Ryan C. Rollings, Jiali Li, Jerry Yang, Michael Mayer
Nature Nanotechnology
Vol.: 6, Pages: 253-260 (2011)
DOI: 10.1038/nnano.2011.12

Professor Pardal: Curso básico de propriedade intelectual. Gratuito!

Curso básico de propriedade intelectual



Promovido pela Rede Mantiqueira, curso é direcionado a gestores e colaboradores de instituições de pesquisa ou empresas privadas. Inscrições até 13/5 (Wikimedia)
09/05/2011
autoria e fonte: http://agencia.fapesp.br/13844

Agência FAPESP – Até a próxima sexta-feira (13/5) estarão abertas as inscrições para o Curso Básico de Propriedade Intelectual promovido pela Rede Mantiqueira. Primeiro de uma série sobre o tema, o curso é gratuito e será realizado em Campinas de 23 a 31 de maio. As vagas são limitadas.
A Rede Mantiqueira é formada pelos núcleos de inovação tecnológica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, da Universidade do Vale do Paraíba, do Laboratório Nacional de Astrofísica, do Laboratório Nacional de Luz Síncroton, da Fundação Von Braun e do Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer, onde será realizado o primeiro curso.
Criada em agosto de 2010, a rede tem entre seus objetivos disseminar a cultura de proteção às criações intelectuais e de transferência de tecnologia para o setor empresarial.
Direcionado a gestores e colaboradores de instituições de pesquisa ou empresas privadas que tenham interesse em aprimorar seus conhecimentos na área de propriedade intelectual, a programação do curso básico inclui a apresentação dos mecanismos de proteção das criações intelectuais e as atribuições do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).
A série terá ainda cursos intermediários e avançados e oficina de redação de patentes e de transferência de tecnologia. Com carga horária de 40 horas, os cursos serão distribuídos ao longo de um ano, sendo um a cada dois meses.

Super-repelente de insetos

Super-repelente de insetos

10/05/2011
http://agencia.fapesp.br/13850


Cientistas descobrem composto que, em testes, se mostrou milhares de vezes mais eficaz do que os repelentes tradicionais, agindo contra tipos variados de insetos (CDC)


Agência FAPESP – Cientistas nos Estados Unidos anunciaram um novo tipo de repelente que se mostrou milhares de vezes mais eficaz do que os produtos tradicionais em testes realizados. Além disso, o super-repelente atua contra todos os tipos de insetos, incluindo moscas, mariposas e formigas.
O estudo feito pelo grupo do professor Laurence Zwiebel, na Universidade Vanderbilt, foi publicado no site e sáirá em breve na edição impressa da revista Proceedings of the National Academy of Sciences.
“Descobrir um novo repelente não era nosso objetivo. Foi o resultado de uma anomalia que verificamos em nosso estudo”, disse David Rinker, um dos autores da pesquisa.
A pesquisa, que tem apoio dos Institutos de Saúde dos Estados Unidos (NIH), visa ao desenvolvimento de novas formas de controlar epidemias de malária por meio da atuação sobre os sensores olfativos dos mosquitos.
“Ainda é muito cedo para saber se o composto identificado poderá ser usado como base para um produto comercial. Mas ele é o primeiro de uma nova classe e, por conta disso, poderá ser usado no desenvolvimento de outros compostos que poderão ter características apropriadas para a comercialização”, disse Zwiebel.
A descoberta da nova classe de repelentes teve como base o conhecimento adquirido nos últimos anos a respeito das características dos sensores olfativos dos insetos.
Esses sensores se localizam nas antenas e atuam, no nível molecular, de forma semelhante aos sensores dos mamíferos. Entretanto, os sistemas olfativos dos insetos são fundamentalmente diferentes dos encontrados nos mamíferos.
Nos insetos, os receptores de cheiro não atuam autonomamente, mas por meio de um complexo com um único correceptor, chamado orco, que detecta as moléculas odoríferas. Os receptores de cheiro estão espalhados pela antena e cada um responde a um odor específico. Para funcionar, entretanto, cada um precisa estar conectado com um orco.
Zwiebel e equipe inseriram receptores de cheiro de mosquitos em células embrionárias do rim de humanos. Essas células foram testadas com uma biblioteca de mais de 118 mil pequenas moléculas utilizadas no desenvolvimento de drogas.
Os cientistas encontraram um número de compostos que ativou resposta nos receptores comuns e um outro que consistentemente disparou o complexo receptor-orco. A molécula, a primeira a estimular diretamente o correceptor, foi denominada VUAA1.
“Se compostos como a VUAA1 puderem ativar cada receptor de cheiro de um mosquito, então eles poderão dominar o olfato do inseto, criando um forte efeito repelente”, disse Rinker.
Em testes preliminares com mosquitos, o grupo observou que a VUAA1 foi milhares de vezes mais eficiente para repelir esses insetos do que compostos que usam o DEET (N,N-dietil-3-metilbenzamida), comumente empregado em repelentes.
O composto também se mostrou eficaz contra moscas, mariposas e formigas. “A VUAA1 abre a porta para o desenvolvimento de novos agentes que poderão não apenas atuar contra vetores de doenças que atingem os humanos como também contra pragas agrícolas”, disse Jones. A Universidade Vanderbilt entrou com pedido de patente para a nova classe de compostos químicos de uso potencial contra insetos.

O artigo Functional agonism of insect odorant receptor ion channels (doi/10.1073/pnas.1102425108), de Laurence J. Zwiebel e outros, pode ser lido por assinantes da PNAS em www.pnas.org/cgi/doi/10.1073/pnas.1102425108. 

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Países ricos não cumprem acordo de apoio às nações em desenvolvimento

Países ricos não cumprem acordo de apoio às nações em desenvolvimento


Postado em 09/05/2011 ás 11h28

autoria e fonte: http://www.ciclovivo.com.br/noticia.php/2501


O compromisso dos países desenvolvidos com a criação de um fundo de ajuda ao combate às mudanças climáticas parece não fazer parte do objetivo principal dessas nações. Prova disso foi o não cumprimento do prazo para a apresentação do plano de assistência às nações em desenvolvimento, definido pela ONU.
Conforme acordos feitos durante as Conferências Climáticas realizadas em Copenhague (2009) e em Cancun (2010), os países ricos tinham até o mês de maio, ou conforme especificado no site das Nações Unidas, até o dia dez de maio, para enviarem seus planejamentos de contribuição financeira ao secretário de Mudanças Climáticas da ONU.
O acordo estipulava que cem bilhões de dólares deveriam ser arrecadados das nações desenvolvidas, para mitigar os efeitos das mudanças climáticas nos países em desenvolvimento. O compromisso foi feito pelo fato de que, durante a Revolução Industrial, os países ricos foram os principais poluidores mundiais.
Até o momento, os únicos países a enviarem suas cartas às Nações Unidas foram Rússia e Ucrânia. Mesmo assim, a notícia não foi positiva. Os documentos apenas declaravam que as duas nações não “se sentem obrigadas” a contribuir com a arrecadação de verbas para o combate às mudanças climáticas.
“Os países desenvolvidos continuam a hesitar em honrar mesmo suas promessas mais modestas”, disse Cliffor Polycarp, do Instituto de Recursos Mundiais, em Washington, em declaração à agência de notícias Reuters. Mesmo assim, os especialistas ainda esperam que os relatórios dos outros países sejam entregues em breve, sob a alegação de que os prazos estipulados pela ONU costumam ser flexíveis.
Redação CicloVivo

Belo Monte e a censurra!


Consórcio de Belo Monte pede afastamento de procurador



09/05/2011 - 19h44


autoria: FELIPE LUCHETE
DE BELÉM



O consórcio Norte Energia, responsável pela construção da usina Belo Monte, no Pará, pediu no Conselho Nacional do Ministério Público o afastamento do procurador Felício Pontes Jr. de questões referentes à hidrelétrica.
Conforme documento divulgado nesta segunda-feira pelo Ministério Público Federal, a Norte Energia diz que o procurador "age como incendiário" e apresenta "inegável parcialidade" por divulgar uma série de artigos contrários à obra em um blog (www.belomontedeviolencias.blogspot.com).
O consórcio pediu ainda que o link do blog fosse retirado do site da Procuradoria, criticando "a grosseria e a intolerância" contidas nos artigos e nos comentários dos leitores. "Seu discurso é direcionado a estimular a revolta dos índios e da sociedade", diz o documento.
A Folha deixou recado com a assessoria do consórcio, mas não obteve resposta.
Pontes disse que o Ministério Público pode demonstrar posição porque é parte, não juiz, e que o site da Presidência da República tem link com o blog oficial do consórcio. Para ele, a atitude demonstra que as justificativas para a construção da usina não se sustentam. "Em vez de combater os argumentos dos textos, eles optaram pela não divulgação."

sábado, 7 de maio de 2011

Jurisprudência educativa da Câmara Reservada do Meio Ambiente do Tribunal de Justiça de São Paulo


Fonte: http://www.observatorioeco.com.br/a-jurisprudencia-educativa-da-camara-do-meio-ambiente-em-sp/

Autoria: Roseli Ribeiro - 02/05/11 - 16:32
www.tjsp.gov.br

A Câmara Reservada ao Meio Ambiente do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) existe desde novembro de 2005 e tem como objetivo examinar e julgar as ações que envolvem os interesses difusos, coletivos e individuais ligados à defesa do meio ambiente.
As ações mais frequentes estão relacionadas à recomposição da reserva legal, loteamentos em áreas de mananciais, queima da palha de cana-de-açúcar, implantação de estação de tratamento de água e esgotos, ocupação ilegal de áreas de preservação permanente, maus tratos aos animais, além de execuções fiscais.  
Desde sua instalação até o inicio de abril de 2011 foram distribuídos 10.922 processos, deste total já foram julgados 9.343. Em média são distribuídos por mês, 160 processos e julgados 215. Em 2005 a Câmara recebeu 25 processos, já em 2010 foram 2.260.
Atualmente, a Câmara Reservada ao Meio Ambiente é composta por 5 desembargadores titulares, são eles, José Renato Nalini, Eduardo Braga, Antonio Celso Aguilar Cortez, Ricardo Cintra Torres de Carvalho e Zélia Maria Antunes Alves, atual presidente, fazem parte da Câmara também 3 suplentes, Ruy Alberto Leme Cavalheiro, Otávio Henrique de Sousa Lima e João Negrini.
Em entrevista exclusiva ao Observatório Eco, a atual presidente, Zélia Maria Antunes Alves faz uma avaliação da trajetória desta pioneira Câmara especializada no julgamento de causas relacionadas à defesa do meio ambiente. Para Zélia, o que mais se destaca é o caráter “educativo” da jurisprudência produzida pela Câmara, pois a população “ainda não tem uma cultura focada na preservação ambiental”.
Observatório Eco: Qual o impacto da jurisprudência da Câmara Reservada ao Meio Ambiente, do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo)?
Zélia Maria Antunes Alves: A jurisprudência da Câmara Reservada ao Meio Ambiente, a meu ver, muito mais do que doutrinária é uma jurisprudência educativa, porque a população ainda não tem uma cultura focada na preservação ambiental, pelo contrário, a cultura que prevalece é no sentido da degradação do meio ambiente.
Desde o descobrimento do Brasil, o que prevalece é o ato de se aproveitar o máximo dos recursos naturais, sem uma contrapartida. Nunca se pensou da seguinte forma, eu vou usar, retirar, tirar proveito desse recurso natural, mas vou dar alguma coisa em troca para a Natureza. Nossa cultura realmente não é no sentido preservacionista, mas apenas de aproveitamento da Natureza.
A Câmara de Meio Ambiente, na maioria das decisões, reflete o pensamento de um grupo de pessoas, que representam um grupo maior, pois hoje no Brasil muitas pessoas estão preocupadas com a questão ambiental. No fundo, a Câmara está retratando o pensamento destas pessoas, que se preocupam com a proteção do meio ambiente, e quando é possível a regeneração de alguns locais.
Observatório Eco: E quais são as decisões da Câmara que a senhora avalia que sejam as mais relevantes?
Zélia Maria Antunes Alves: Dentre as decisões da Câmara, várias se destacam, por exemplo, aquelas que tratam da queima da palha de cana-de-açúcar. Em nosso Estado prevalecem duas culturas, a da laranja e da cana, a da laranja não é tão degradadora do meio ambiente. Mas a cultura da cana é, não pela cultura em si, mas pela forma como depois da colheita a palha é dispensada, pois esse resíduo é destruído pelo uso do fogo,  o que gera a fumaça, a poluição  ambiental. Ou seja, para se colher o produto, se pratica um ato que gera um dano ao meio ambiente.
Assim, as decisões da Câmara são sempre no sentido de que não se admitir mais esse tipo de procedimento. As empresas precisam usar outras formas para tratarem a palha da cana-de-açúcar. Procedimentos que já existem, por exemplo, a colheita mecânica, que vem sendo utilizada em muitos locais e permite que a palha seja reutilizada para adubar o solo.
A colheita mecânica, hoje é incentivada pelos membros da Câmara, pois não se pode mais admitir um procedimento tão primitivo, como o da queima. Existe legislação estadual prevendo a colheita mecânica, porém o prazo foi prorrogado para dar mais tempo para as fazendas se adaptarem aos novos métodos. E Câmara tem insistido que os produtores devem se adaptar ao novo método.
Outro julgamento que também considero muito importante é a existência da área de reserva legal nas propriedades. Se a fazenda, por exemplo, estiver inserida em uma APP (área de preservação permanente), deve preservar as duas áreas, isto é,  a de APP e a da reserva legal.
Na verdade, muitas vezes somando as duas áreas sobre muito pouco espaço para o proprietário. Essa situação é muito discutida, pois os proprietários não se conformam com essa obrigação, eles querem que a área de reserva legal inclua a da APP, pois daí diminui a área que fica indisponível para outro uso. Porém, mesmo que a área de reserva legal não seja na área de APP, o dono terá que plantar, ou até recompor se possível o espaço com uma vegetação nativa. E esse local não poderá mais ser usado para cultivo. As pessoas não aceitam essa regra, há uma resistência muito grande neste aspecto.
Observatório Eco: Mas a jurisprudência da Câmara já pacificou esse entendimento.
Zélia Maria Antunes Alves: Sim, para a Câmara esse entendimento já está firmado. Porém, há muita resistência, os proprietários recorrem para os tribunais superiores.
Observatório Eco: Outro ponto muito discutido trata da situação dos aterros sanitários, de que forma a Câmara avalia essa questão?
Zélia Maria Antunes Alves: Nenhum município quer ser conhecido como um “município/aterro sanitário”, só que todos sabem, está nos jornais frequentemente, há municípios que não possuem mais locais para colocarem o lixo. O que ele faz? Ele aluga, arrenda espaço em outro município para fazer o aterro sanitário. Só que chega um momento em que este município que recebeu o lixo fica saturado.
Estamos chegando a um ponto em que tem lixo viajando pelas estradas, porque não se coloca no município “A”, o município “B” não tem mais local, e o lixo fica transitando, o que é muito perigoso. Já estamos chegando a esse ponto, no Estado de São Paulo. Ou seja, o lixo é um problema muito grave.
Observatório Eco: E essa questão  já chegou à Câmara?
Zélia Maria Antunes Alves: Sim. Muitas vezes, um município resolve fazer um aterro sanitário, e surge uma ação civil pública contra essa medida, seja do Ministério Público ou de alguma associação, pois os moradores não querem a criação do aterro, por diversas razões, como a questão do cheiro, o bairro fica desvalorizado, outros problemas vão surgindo na localidade. O chorume vai escorrendo podendo poluir um curso d’água, por exemplo.
Observatório Eco: Inclusive, a Câmara também tem várias decisões relacionadas à poluição de rios.
Zélia Maria Antunes Alves: Exatamente, há muitas empresas que não cumprem as normas de filtragem, e jogam tintas, produtos químicos e outros elementos poluentes nos rios. O esgoto doméstico também é lançado no rio. Muitas localidades não possuem também a filtragem e tratamento destes resíduos.
Observatório Eco: E de que forma as empresas se defendem quando são acionadas, por exemplo, por poluírem um rio?
Zélia Maria Antunes Alves: Todos sabem que o problema da poluição existe. É algo público e notório. Todos sabem da poluição ambiental, e mesmo assim, algumas empresas, ou municípios ainda querem achar uma justificativa para jogarem um esgoto “in natura” no rio, ou os resíduos de uma empresa sem qualquer tratamento.
Observatório Eco: Por outro lado, são mais de cinco anos de atuação da Câmara de Meio Ambiente, e durante esse período também não há a melhora no comportamento de muitas empresas?
Zélia Maria Antunes Alves: Penso que sim. Porque as decisões mais do que um caráter doutrinário, são educativas. Batemos tanto naquela tecla da necessidade de preservar o meio ambiente, de que precisamos nos preparar, do contrário não vamos deixar quase nada para as futuras gerações. Enfim, se bate tanto nisso, que as próprias empresas se conscientizam e comecem a tomar atitudes menos poluentes.
Há casos em que não é possível a atividade desenvolvida ser “zero poluente”, mas a empresa busca minimizar seu impacto, a emissão de fumaça, do detrito químico. Inclusive, para a publicidade das empresas isso é muito importante, hoje temos várias publicidades falando sobre a responsabilidade social e ambiental. Várias empresas fazem questão de mostrar esse lado, mas muitas vezes não passa de uma propaganda, na prática estão lá mesmo poluindo.
Observatório Eco: Qual a sua avaliação das decisões de primeiro grau nas lides ambientais?   
Zélia Maria Antunes Alves: As decisões são de excelente qualidade. Os juízes de primeiro grau quando pegam um processo que envolve questão ambiental demonstram que são detalhistas e criteriosos.
Observatório Eco: De que forma é desenvolvido o trabalho realizado pela Câmara de Meio Ambiente? O que a senhora destaca?
Zélia Maria Antunes Alves: Destaco o desempenho dos desembargadores, a dedicação. Eles são estudiosos no exame dos processos. Os componentes da Câmara conversam muito antes de darem uma decisão, para que ela seja efetiva. Esse entrosamento entre os componentes da Câmara é muito importante.
Aqui nós não podemos ser mais “realistas que o rei”, não adianta uma decisão que não possa ser exeqüível, que não produza um efeito prático.
Observatório Eco: A senhora se dedica à Câmara de Meio Ambiente desde 2005, qual a lição de vida que retira desta oportunidade?  
Zélia Maria Antunes Alves: O direito ambiental é uma matéria recente, que nem faz parte do currículo obrigatório de muitas faculdades, agora que elas começam a inserir o tema na graduação.
O direito ambiental está se destacando, passou a ser mais debatido e principalmente estudado. Precisamos valorizar ainda mais o tema, até por uma questão de responsabilidade ambiental. As pessoas que lidam com o direito devem estudar mais, dar importância à matéria, aplicar a lei e elaborar leis mais rigorosas.


Empresas e governo se unem em prol da sustentabilidade


Da Redação - 06/05/11 - 21:44
Autoria e fonte: http://www.observatorioeco.com.br/empresas-e-governo-se-unem-em-prol-da-sustentabilidade/


Um conselho formado por lideranças empresariais que, juntas, são responsáveis pela metade do PIB (Produto Interno Bruto)  do país (Em 2010, o PIB foi R$ 3,675 trilhões) vai auxiliar o governo a elaborar ações em favor de um desenvolvimento sustentável. Dessa forma pretende colaborar para que o Brasil vire referência na chamada economia verde.
O novo grupo surge nesta sexta-feira (06/05) durante reunião do CEBDS (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável)  – formado por 56 empresas – com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. Ele será constituído inicialmente pelos presidentes dessas empresas, que terão canal direto com o Ministério do Meio Ambiente e outros órgãos do governo federal.
“Não queremos limitar a questão da sustentabilidade à pasta do Meio Ambiente porque é um tema que precisa ser trabalhado de forma transversal, envolvendo também outros ministérios”, disse a presidenta do CEBDS, Marina Grossi, à Agência Brasil. A pedido da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, outros presidentes de empresas, além das ligadas ao CEBDS, poderão ser integrados ao Conselho de Lideranças em Sustentabilidade, a pretexto de “estreitar o diálogo entre setores”.
Em reunião  o novo conselho – que se reunirá a cada três meses – teve a adesão de 17 dos 56 presidentes das empresas associadas ao CEBDS. Entre as propostas já apresentadas está a de divulgar e valorizar a importância do consumidor para a sustentabilidade, quando opta por consumir produtos sustentáveis. Temas como o Plano Nacional de Resíduos Sólidos também deverão ser largamente debatidos pelo conselho.
Antes da reunião, a ministra Izabella Teixeira citou algumas vantagens que o Brasil tem para alcançar o posto de referência na economia verde. “Somos o país com mais vantagens competitivas. Temos várias iniciativas na área de economia verde e uma matriz energética limpa”, disse. “Temos, também, mecanismos de ativos em torno da biodiversidade das florestas, políticas de mudanças climáticas inovadoras e competitivas, possibilidades de avançar com padrões novos de produção e consumo sustentáveis e de avançar nos ativos de conservação da biodiversidade”, completou.
A presidenta do CEBDS, Marina Grossi, disse que “a interlocução e diálogo [dos empresários] com o governo visa a Rio+20 (Conferência das Nações Unidas em Desenvolvimento Sustentável, marcada para o ano que vem no Rio de Janeiro) e, também, colocar o Brasil em posição mais competitiva nos próximos 20 anos”. Ela também entende que o país pode ter uma posição de liderança na área de desenvolvimento sustentável no mundo. “Queremos meios para o Brasil se posicionar como liderança verde mundial, e a conversa com o governo serve para acelerar a agenda.”, afirmou. Com informações da Agência Brasil.

Inédito: Rio de Janeiro deve ter locações de carros elétricos

Rio de Janeiro deve ter locações de carros elétricos

Autoria e fonte: http://eco4planet.uol.com.br/blog/2011/05/rio-de-janeiro-deve-ter-locacoes-de-carros-eletricos/



Dia 4 último, a prefeitura do Rio de Janeiro publicou no Diário Oficial uma convocação pública para que empresas que tem interesse em implantar estações de carros elétricos pela cidade, se manifestem.
A ideia do prefeito Eduardo Paes é que, por enquanto, as empresas comecem a pensar numa solução para a implantação da rede.
O prazo para as empresas entrarem em contato é de um mês, mas os projetos podem ser entregues em até seis meses. O prefeito diz que “(a prefeitura) vai deixar os grupos privados modelando isso, verificando a viabilidade econômica, possibilidade física. (…) Não tenho condições de, dentro da prefeitura, destacar alguém só para isso”.
Não vejo a hora de ver a cidade maravilhosa ainda mais bela por conta dos carros elétricos.

USP sugere corredor verde para Pinheiros







Autoria e fonte: www.rodonews.com.br/edicoesdojornal/index.php?id=55

sexta-feira, 6 de maio de 2011

"Telhado branco": Telhado de vidro?

Teto de vidro




Lei do Telhado Branco pode provocar o efeito contrário devido à suscetibilidade das tintas imobiliárias à colonização por fungos, apontam estudos (divulgação)

06/05/2011
Fonte: http://agencia.fapesp.br/13835

autoria: Por Elton Alisson



Agência FAPESP – A pintura de todos os telhados da cidade de São Paulo de branco para, entre outros objetivos, minimizar a absorção de calor e, consequentemente, reduzir o consumo de energia com o uso de ventiladores e ar-condicionado e o efeito de ilha de calor urbana, como pretende promover um Projeto de Lei aprovado em primeira votação na Câmara Municipal de São Paulo no fim de 2010, pode provocar o efeito contrário.
Isso porque as tintas imobiliárias comuns, à base de água, são muito suscetíveis à colonização por fungos filamentosos, conhecidos como mofo ou bolor, assim como algas e ciabobactérias, que causam o escurecimento de telhados e, consequentemente, o aumento da temperatura interna e do consumo de energia dos imóveis.
E se essas tintas forem aplicadas diretamente nos telhados, sem a completa remoção dos fungos do local, esses microrganismos poderão crescer de forma muito mais acelerada entre as camadas de tinta, apontam estudos realizados no Departamento de Engenharia de Construção Civil da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP).
Nos últimos anos, um grupo da instituição iniciou as primeiras pesquisas no Brasil sobre biodeterioração – a deterioração de materiais de construção civil por fungos demáceos (que possuem melanina na parede celular) e microrganismos fototróficos, que utilizam luz como fonte de energia e produzem pigmentos que causam o escurecimento em ambientes internos e externos dos imóveis, como o telhado e a fachada, deixando-os com a aparência de “chapas de raio X” de edifícios.
A partir de 2007, por meio do projeto “Microbiologia aplicada à ciência dos materiais de construção civil”, financiado pela FAPESP no âmbito do programa Jovens Pesquisadores em Centros Emergentes, eles começaram a estudar a ação desses microrganismos em tintas expostas em diferentes regiões climáticas do Brasil em um laboratório de microbiologia aplicada à ciência dos materiais de construção, implantando na Poli com recursos do projeto.
Os testes em laboratório demonstraram que os biocidas (fungicidas) presentes na formulação das tintas para conferir proteção do produto à ação dos fungos são lixiviados (removidos) pela água.
Já estudos realizados em estações de pesquisa em São Paulo, no Pará e no Rio Grande do Sul revelaram que o clima e as condições ambientais influenciam a velocidade da colonização microbiana em tintas. Embora as tintas em Belém tenham ficado mais escuras pela colonização por organismos fototróficos, as utilizadas em São Paulo foram mais colonizadas pelos fungos.
“É preciso realizar mais pesquisas sobre a durabilidade das tintas desenvolvidas para aplicação em telhados antes de implementar qualquer lei. Porque, com o tempo, sabemos que haverá crescimento microbiano e o escurecimento dos telhados, e isso acarretará mais gastos de repintura e o aumento de lixiviação do biocida das tintas”, disse a pesquisadora coordenadora do projeto, Márcia Aiko Shirakawa, à Agência FAPESP.
A pesquisadora ressalva que não há necessidade de o telhado ser da cor branca. Produtos de outras cores podem ser reflexivos e superfícies metálicas também podem ajudar.
Para minimizar os efeitos dos microrganismos sobre as tintas, de acordo com Shirakawa, são necessárias formulações especiais. Uma alternativa é o uso de tintas inorgânicas autolimpantes, com nanopartículas de dióxido de titânio, que possuem capacidade de fotocatálise (aceleramento de uma reação por luz ultravioleta), impedindo a colonização microbiana. Porém, também é necessário estudar a eficiência desses novos materiais e suas suscetibilidades à colonização por microrganismos em condições de clima tropical, como o do Brasil.
“Há outro projeto, também apoiado pela FAPESP, que está sendo realizado no departamento para estudar a formulação dessas novas tintas que aumentam a refletância e diminuem o consumo de energia e que não precisam, necessariamente, ser branca”, disse Shirakawa.
Biocalcificação
Além de tintas, os microrganismos também atuam sobre outros tipos de materiais de construção civil porosos, como concreto, argamassa e fibrocimento contendo fibras orgânicas, utilizados para fabricação de telhas em substituição ao amianto.
Com o objetivo de inibir essa ação deletéria dos microrganismos e de poluentes atmosféricos, cientistas na Europa iniciaram pesquisas sobre a utilização de alguns grupos de microrganismos para proteger os materiais de construção por meio de um processo denominado biocalcificação.
O processo consiste na formação de uma camada de carbonato de cálcio, induzida por microrganismos, dentro da estrutura de poros da superfície de materiais cimentícios, para diminuir a permeabilidade do produto e a biodeterioração.
Na Europa, segundo Shirakawa, a nova técnica já foi utilizada em países como a França para a restauração de edifícios históricos. No Brasil, os pesquisadores da Poli estão estudando em parceria com cientistas do exterior a aplicação da tecnologia pela primeira vez em fibrocimento, para proteger as telhas à base do material da ação dos microrganismos e reduzir o escurecimento superficial por fungos, e em bioconsolidação de solos.
Em vez de cimento, os pesquisadores utilizaram bactérias ureolíticas, que induzem a precipitação de carbonato de cálcio, para cimentar grãos de areia e melhorar a estabilização de solos. Como isso, seria possível prevenir a erosão e aumentar a estabilidade de encostas.

“Estamos avaliando a durabilidade das camadas de carbonato de cálcio expostas às intempéries naturais, porque também não sabemos a eficiência dele ao longo do tempo”, ressaltou Shirakawa. 

Curso gratuito no SESC Itaquera: Quanta Energia!

Quanta Energia!
SESC Itaquera





O "Quanta Energia!" é uma capacitação para educadores que discutirá o tema Energia fomentando a curiosidade, a investigação e a exploração de uma série de possibilidades teóricas e práticas de abordagem transversal deste tema. Tem por objetivo envolver professores e alunos na construção de uma nova cultura de relacionamento com o meio e auxiliar a elaboração de projetos.




Dia(s) 14/05, 21/05, 28/05

Sábados, das 10h às 17h.




Capacitação para educadores do Ensino Fundamental II e Médio sobre o tema energia, incluindo visita à exposição. Tem por objetivo envolver professores e alunos na construção de uma nova cultura de relacionamento com o meio, fomentando a curiosidade, a investigação e a exploração teórica e prática de abordagem transversal desse tema. O curso pretende instrumentalizar o educador para elaboração de projetos escolares e, por meio da interdisciplinaridade, busca enriquecer as propostas e envolver de maneira significativa a comunidade escolar e seu entorno, provocando reflexão e mudança de hábitos.
 




Datas: 14, 21 e 28 de maio das 10h às 17h na Sala dos Benfeitores da Natureza - SESC Itaquera.



A participação é gratuita, e nós emitimos um certificado que é validado pela Prefeitura do Município de São Paulo.



Os interessados podem se inscrever através do e-mail caroline@itaquera.sescsp.org.br, enviando o nome completo, telefone, RG e endereço e e-mail.

Ou então podem fazer a pré-inscrição pelo site www.sescsp.org.br .




Caroline Almeida

Núcleo Integrado de Educação e Gestão Ambiental

Programação - SESC Itaquera
caroline@itaquera.sescsp.org.br

( (11) 2523-9324; Fax (11) 2523-9306

+ Av. Fernando do Espírito Santo Alves de Mattos, 1000 - Itaquera -SP Cep: 08265-045

CÓDIGO FLORESTAL: ?




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Frente Agropecuária: adiamento da votação do Código Florestal é avanço

05/05/2011 17:55

Fonte: http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/MEIO-AMBIENTE/196596-FRENTE-AGROPECUARIA:-ADIAMENTO-DA-VOTACAO-DO-CODIGO-FLORESTAL-E-AVANCO.html
Da Redação/ RCA
Com informações da Frente Agropecuária

Adiamento vai facilitar aprovação no Senado e evitar possíveis vetos, avalia presidente da frente.
O presidente da Frente Parlamentar Agropecuária, deputado Moreira Mendes (PPS-RO), afirmou hoje que, ao contrário do que muitos dizem, o adiamento da votação do Código Florestal na Câmara para a próxima terça-feira (10) não foi uma derrota dos produtores rurais, “mas uma grande vitória”.
Moreira Mendes participou de reunião hoje com o relator do texto, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), e outros dirigentes da frente. Segundo informou, o relator enfatizou que “não se pode tensionar demais a corda, deve-se esgotar a possibilidade do entendimento com o governo, para evitar o veto e facilitar a aprovação no Senado”.
De acordo com o presidente da frente, o deputado Aldo tem consciência de que hoje o entendimento está muito mais fácil do que estava ontem. “Isso já é um bom caminho para nós todos”.

Decisão sensata
Na opinião de Moreira Mendes, o adiamento foi uma decisão sensata dos líderes partidários, já que a medida deve resultar em duas importantes conquistas: facilitar a rápida aprovação da matéria no Senado – por se tratar de uma proposta consensuada – e também evitar possíveis vetos da presidente Dilma Rousseff.

“Não é uma derrota, pelo contrário, acho que nós demos uma demonstração inequívoca da força que temos hoje nessa matéria. Se o assunto tivesse sido levado à votação, certamente nós ganharíamos, folgadamente, mas com a possibilidade de veto, com o desconforto do governo”, observou Moreira Mendes.
O parlamentar acrescentou que o momento agora é de esgotar a via da negociação, para tentar um entendimento com o governo, e levar ao Plenário um texto de consenso. “As possibilidades regimentais (para se protelar uma votação) são muitas, e nós poderíamos ter jogado na lata do lixo tudo o que estamos fazendo há dez anos. Então, esse momento exige prudência, paciência, sensatez, equilíbrio, e é o que estamos fazendo”.

Mandado de Segurança 
Quanto ao mandado de segurança impetrado pelo Partido Verde no Supremo Tribunal Federal para impedir a votação, o deputado disse respeitar a decisão do PV, mas considera que “do ponto de vista jurídico, é ridículo, não tem nenhuma sustentação, nenhum argumento forte”.

Segundo ele, o STF tem inúmeras decisões afirmando que matéria desse tipo é um problema interno da Câmara, que tem de ser decidido pelos próprios deputados. “Mas eu respeito o Partido Verde, com a sua tentativa de usar todos os meios ao seu alcance para tentar impedir a votação. É legítimo do ponto de vista da democracia”, frisou.
Na opinião de Moreira Mendes o texto está muito bem construído, com apenas pequenas divergências. “O governo já entendeu que é preciso achar o caminho do consenso; e eu tenho a impressão de que nesses quatro dias esse assunto estará liquidado”.


04/05/2011 22:42

Ambientalistas comemoram e ruralistas lamentam adiamento

Da Reportagem
Edição – Maria Clarice Dias

O adiamento da votação do novo Código Florestal foi comemorado pelos ambientalistas e lamentado pelos ruralistas. O diretor do Greenpeace, Paulo Adário, acredita que o texto poderá ser aprimorado até a próxima semana. Ele avaliou como uma vitória da sociedade civil a não votação do substitutivo do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP). “Também é uma demonstração de que, mesmo sem votar, a sociedade civil tem condições de barrar a estratégia da motosserra. Ganhou-se tempo para produzir um acordo e um texto que seja mais palatável”.
Já a presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu (DEM-TO), reforçou a tese de que a aprovação do novo código é urgente para evitar a punição de agricultores que cairão na ilegalidade com o fim da vigência, em junho, do decreto presidencial que trata de crimes ambientais. "Claro que nós gostaríamos que votassem, mas o exercício da paciência é a prática da democracia”, afirmou. Para a senadora, aprovar o Código Florestal não é estimular o desmatamento, mas legalizar as áreas de produção e dar oportunidade aos proprietários rurais de corrigirem erros cometidos no passado.
Mandado de segurança
O acirramento de posições em torno do texto levou o PV, que não faz parte da base de apoio ao governo, a protocolar no Supremo Tribunal Federal (STF) mandado de segurança para impedir a votação do novo Código Florestal nesta quarta-feira, com a alegação de que o Regimento Interno da Casa está sendo desrespeitado. Na interpretação do partido, uma vez que se trata de um projeto de lei ordinária, ele não poderia ser votado em sessões extraordinárias.
Também hoje, o Psol decidiu que, caso o novo código seja aprovado no Congresso Nacional, o partido vai entrar com ação direta de inconstitucionalidade (ADI) contra a nova lei no STF. Segundo o deputado Ivan Valente (Psol-SP), o principal argumento do partido é que não pode haver retrocesso na legislação. “O relatório do Aldo Rebelo retrocede e atenta contra o desenvolvimento do meio ambiente, previsto na Constituição”, afirma.
Na avaliação do deputado, o texto em análise “fere o artigo 225 da Constituição Federal e todos os seus incisos”. O artigo trata do direito de todos ao “ambiente ecologicamente equilibrado”. Além disso, Valente sustenta que o projeto fere a Lei dos Crimes Ambientais (9.605/98), assim como todo o Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnama).
Pegadinhas
O presidente da Câmara, Marco Maia, reuniu-se ontem à tarde com o líder do PV, deputado Sarney Filho (MA), e com a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, que também pressionaram pelo adiamento da votação. Marina Silva afirmou que a cada instante o texto é alterado, trazendo surpresas.
À primeira vista, avaliou, essas mudanças podem parecer um avanço, mas analisadas atentamente representam uma ameaça para a preservação florestal no Brasil. “Como não há conhecimento dessas pegadinhas, as pessoas podem achar que isso não representará prejuízo”, afirmou Marina Silva.




04/05/2011 22:58

Falta de acordo sobre reserva legal e APP adia votação do Código Florestal

Da Reportagem
Edição – Regina Céli Assumpção

Marco Maia garantiu que a proposta começa a ser votada na terça-feira, havendo consenso ou não. Na manhã de terça, os líderes da base terão nova reunião em busca de um acordo.
Após um dia de intensas negociações, o presidente da Câmara, Marco Maia, anunciou o adiamento da votação do Código Florestal (PL 1876/99) para a próxima terça-feira (10). Marco Maia se reuniu nesta quarta-feira com o relator do código, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), líderes de partidos da base e ministros, durante várias horas. No início da noite, foi decidido o adiamento da votação. Marco Maia garantiu, no entanto, que a proposta começa a ser votada na terça, havendo consenso ou não.
O presidente afirmou que, nos últimos dias, o relatório sofreu várias alterações, e que o prazo de uma semana vai servir para que os parlamentares possam se inteirar do texto que será votado em Plenário. "Há um entendimento que nós temos de caminhar para um acordo que possibilite a votação sem que lá na frente se tenha vetos.” Na opinião de Maia, é importante também o avanço na proteção do meio ambiente junto com a garantia da produção dos agricultores.

Último esforço
Durante as negociações, os ministros do Meio Ambiente, Izabella Teixeira; da Agricultura, Wagner Rossi; e das Relações Institucionais, Luiz Sérgio, foram convocados para tentar fechar um acordo que não houve. “O adiamento é o último esforço para a conclusão de um grande pacto sobre o novo código”, afirmou Luiz Sérgio. O ministro assinalou que o código florestal é um tema que envolve parcela significativa da população brasileira e sua negociação não pode promover “vencedor nem vencido”.

Luiz Sérgio anunciou para a próxima terça-feira pela manhã uma reunião de todos os líderes da base com os ministros envolvidos no tema Código Florestal em busca de um texto de consenso.


O líder do governo, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), admitiu que a maioria dos partidos da base apoia o relatório de Aldo, enquanto que o governo cobra mudanças no trecho relativo às áreas consolidadas (já plantadas) e à recomposição da reserva legal.

“A maioria da base está com o relatório”, declarou Vaccarezza após a reunião que decidiu pelo adiamento. “Há 98% de acordo com o relator, não adianta polarizar em um texto que está quase consensual”, declarou.

Divergências
As divergências entre governo e relator não diminuíram ao longo do dia. Quanto à recomposição da reserva legal, o governo exige que a isenção seja somente para as propriedades de agricultura familiar, prevalecendo a situação de 2008. Para o governo, as demais propriedades, independentemente do seu tamanho, não devem ser dispensadas de cumprir essa exigência. Para Aldo Rebelo, as propriedades com até quatro módulos fiscais deveriam ser incluídas nessa isenção. 

Outro ponto em que não houve acordo diz respeito à definição da área de preservação permanente (APP) em propriedades já consolidadas, ou seja, desmatadas até julho de 2008. Aldo sugere que esses proprietários sejam obrigados a recuperar apenas 15 metros de vegetação nas margens dos rios de até 10 metros largura. Já para o governo, o benefício deveria estar restrito às propriedades de agricultura familiar.

Íntegra da proposta:

http://imagem.camara.gov.br/MostraIntegraImagem.asp?strSiglaProp=PL&intProp=1876&intAnoProp=1999&intParteProp=1&codOrgao=180


Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados vai discutir proibição do uso de sacola plástica

Comissão vai discutir proibição do uso de sacola plástica




05/05/2011 20:04

Fonte: http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/INDUSTRIA-E-COMERCIO/196611-COMISSAO-VAI-DISCUTIR-PROIBICAO-DO-USO-DE-SACOLA-PLASTICA.html

Reportagem - Renata Tôrres / Rádio Câmara 
Edição – Daniella Cronemberger

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara de Notícias'


A Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara vai realizar audiência pública para discutir a proposta (PL 612/07) que obriga supermercados e estabelecimentos comerciais a substituir as sacolas plásticas convencionais por sacolas plásticas biodegradáveis. A data ainda não foi definida.
As sacolas convencionais demoram até 400 anos para se decompor, enquanto as biodegradáveis desaparecem da natureza em apenas 18 meses, segundo o autor do projeto, ex-deputado Flávio Bezerra.
A audiência foi sugerida pelo deputado Ronaldo Zulke (PT-RS), que relata o projeto. "Seria oportuno e necessário ouvir não apenas os órgãos governamentais, mas especialmente a sociedade civil”, disse. Ele pondera que a produção das sacolas, ao mesmo tempo em que degrada o meio ambiente, geram emprego e renda.
Se o projeto for aprovado, lojas e mercados de todo o País deverão fornecer aos consumidores sacolas feitas com plástico biodegradável. Ele se desfaz, inicialmente, pela ação da luz e do calor e, depois, pela ação de microorganismos. Os resíduos finais desse tipo de plástico não são tóxicos ao meio ambiente.
O combate ao uso de sacolas plásticas convencionais já é realidade em alguns locais do País. No Rio de Janeiro, por exemplo, uma lei estadual obriga os estabelecimentos comerciais a oferecer alternativas aos consumidores, como embalagens retornáveis, descontos para quem não utilizar saco plástico ou troca de sacolas usadas por alimentos.
O Ministério do Meio Ambiente também coordena, desde junho de 2009, uma campanha de redução do uso de sacolas plásticas. Com o slogan "Saco é um saco", a iniciativa já ajudou a evitar a circulação de 800 milhões de sacos no Brasil, segundo o ministério.

Íntegra da proposta:

PROJETO DE LEI N.º ....... DE 2007.
(Do Sr. Flávio Bezerra)
Dispõe sobre o uso de sacolas plásticas
biodegradáveis para acondicionamento de
produtos e mercadorias a serem utilizadas
nos estabelecimentos comerciais em todo
território nacional.
O CONGRESSO NACIONAL DECRETA:
Art. 1º. Fica obrigatório aos estabelecimentos comerciais em todo território
nacional, a utilização de sacolas plásticas oxi-biodegradáveis - OBP's , as quais
terão a finalidade do acondicionamento de produtos e mercadorias em geral.
Art. 2º. Entende-se por sacola plástica oxi-biodegradável aquela que apresenta
degradação inicial por oxidação acelerada por luz e calor, e posterior capacidade de
ser biodegradada por microorganismos, cujos resíduos finais não sejam ecotóxicos.
Art. 3º. As sacolas plásticas devem atender aos seguintes requisitos:
I - Degradar ou desintegrar por oxidação em fragmentos em um período de tempo
especificado;
II - Biodegradar - tendo como resultado CO2, água e biomassa;
III - Os produtos resultantes da biodegradação não devem ser eco-tóxicos ou
danosos ao meio ambiente;
Art. 4º - Em caso de não cumprimento desta Lei, deverão ser aplicadas as
seguintes penalidades;
a) advertência;
b) multa;
c) suspensão do Alvará de Funcionamento do estabelecimento até a devida
regularização;
Art. 5º - Somente as sacolas plásticas fornecidas pelos estabelecimentos
comerciais aos consumidores finais estão incluso nesta lei.
Art. 6º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
JUSTIFICATIVA
Este projeto tem o objetivo de substituir as sacolas de plástico
convencional por sacolas de plástico oxi-biodegradáveis, uma vez que as sacolas
convencionais não são recicláveis, e, portanto são considerados os maiores
poluidores de nosso meio ambiente.
O plástico vem sendo fabricado desde a década de 30, sendo que
apenas 5% desta produção são incineradas, o restante permanece poluindo nosso
meio ambiente.
Ocorre que a produção de plástico foi aumentada em 20 (vinte) vezes
nos últimos 50 anos, e aproximadamente 90% desta produção foram inutilizados
como lixo.
Em 2004 foram produzidos 2.177.999 toneladas de resíduos plásticos
pós consumo no Brasil, dos quais apenas 359.133 toneladas foram recicladas.
As sacolas plásticas convencionais são compostas por materiais
orgânicos que não produzem oxigênio e sim bactérias anaeróbias que formam o
gás metano, que é 21 vezes mais prejudicial ao meio ambiente que o gás CO2,
desprendido pelas sacolas oxi-biodegradáveis.
Ressaltamos ainda que as sacolas convencionais demoram até 400
anos para se decomporem, enquanto as sacolas biodegradáveis desaparecem da
natureza em apenas 18 meses, portanto causando um prejuízo muito menor ao
meio ambiente.
Assim sendo, a substituição da sacola plástica convencional pela
biodegradável é de suma importância, uma vez que os plásticos convencionais
contaminam os rios, os mares, os animais, portanto provocando um desequilíbrio
ambiental, além de aumentar as enchentes e o efeito estufa.
Diante de todos os argumentos apresentados, requer a apreciação dos
pares do presente Projeto de Lei e com a certeza de que será aprovado, uma vez
que a solicitação se faz justa.
Sala das Sessões, março de 2007.
Deputado Flávio Bezerra