sábado, 18 de maio de 2013

Plantas e animais podem perder metade de suas zonas climáticas


13/05/2013 - 02h30

Plantas e animais podem perder metade de suas zonas climáticas

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2013/05/1277589-plantas-e-animais-podem-perder-metade-de-suas-zonas-climaticas.shtml

Um estudo publicado no domingo (12) no periódico "Nature Climate Change" prevê que cerca de 55% das espécies vegetais e 35% das espécies animais do planeta terão sua faixa climática adequada reduzida pela metade até 2080 se medidas para a diminuição de emissões de gases-estufa não forem tomadas.
As previsões indicam que, se mantido o ritmo atual de emissões, poderá haver um aumento de 4º C na temperatura do planeta até o fim do século.
Os pesquisadores da Universidade britânica East Anglia estudaram o impacto de tal aumento de temperatura nas "zonas climáticas" de 48.786 espécies. Cada zona climática permite o desenvolvimento de determinados tipos de espécies de animais e plantas, incluindo o seu processo de adaptação às condições biológicas e climáticas, como as de precipitação de chuvas e de temperatura.
O maior risco será para as plantas, os anfíbios e os répteis, já que o ritmo de sua capacidade de adaptação é mais lento que a mudança climática, enfatizaram os pesquisadores.
Segundo Rachel Warren, uma das autoras do trabalho, as estimativas da pesquisa podem ser até piores, já que somente levam em conta o impacto do aumento de temperatura, não considerando os eventos extremos provocados pela mudança no clima, como ciclones e inundações.
"As populações de animais em particular poderiam desaparecer em maior proporção do que estimamos devido à diminuição das plantas disponíveis para a alimentação" , explica Warren.
Segundo o estudo, o impacto previsto sobre as zonas climáticas das espécies poderia ser reduzido de maneira significativa se rápidas medidas para reduzir as emissões de gases-estufa forem tomadas.
As perdas podem ser reduzidas em 60% se o crescimento das emissões for interrompido em 2016 ou em 40%, se interrompido em 2030.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Dia Mundial do Meio Ambiente deste ano reforça campanha contra o desperdício de alimentos


Dia Mundial do Meio Ambiente deste ano reforça campanha contra o desperdício de alimentos

7 de maio de 2013 · Comunicados

Celebrado em 5 de junho, data é comemorada em todo o mundo para incentivar ações positivas para o meio ambiente. Segundo a FAO, 1,3 bilhão de toneladas de comida são jogadas fora por ano.
Mongólia, país-sede das celebrações em 2013
Mongólia, país-sede das celebrações em 2013
O Dia Mundial do Meio Ambiente começou a ser celebrado em 1972, no dia da abertura da Conferência de Estocolmo, e se tornou um dos principais veículos das Nações Unidas para estimular a consciência global sobre meio ambiente e encorajar iniciativas.
Por meio da comemoração, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) pode sensibilizar as pessoas sobre os problemas do meio ambiente e fazer com que todos percebam a sua responsabilidade e também seu potencial em se tornar agentes pelo desenvolvimento sustentável e igualitário.
As iniciativas de qualquer perfil são importantes para favorecer a sustentabilidade, e o PNUMA convida todos a se juntar a esta celebração. Organize a limpeza comunitária de um espaço público, reduza o uso de sacolas plásticas, combata o desperdício de alimentos, procure formas alternativas de transporte… Tudo isso conta!
E a sua ação pode fazer parte do esforço global do PNUMA para o Dia Mundial do Meio Ambiente. Saiba como registrá-la aqui: www.unep.org/wed/activities/register
Sem ideias? Acesse o guia rápido para celebrar o Dia Mundial do Meio Ambiente e busque inspiração:www.unep.org/wed/WEDpack

Pensar.Comer.Conservar

Este ano, o Dia Mundial do Meio Ambiente reforça o tema da campanha “Pensar.Comer.Conservar – Diga Não ao Desperdício”, que visa diminuir a enorme quantidade de alimentos próprios para o consumo que é desperdiçada por consumidores e comerciantes.
A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), parceira do PNUMA na campanha, informa que 1,3 bilhão de toneladas de comida são jogadas fora por ano. Isso é equivalente ao produzido na África Subsaariana no mesmo período. Uma em cada sete pessoas no mundo passa fome e mais de 20 mil crianças com menos de 5 anos morrem todos os dias por conta de desnutrição.
Dado esse enorme desequilíbrio e seus efeitos devastantes no meio ambiente, Pensar.Comer.Conservar incentiva as pessoas a pensar no impacto ambiental das suas escolhas relativas à alimentação. Enquanto o planeta luta para garantir recursos para sustentar uma população de 7 bilhões de pessoas – que deve chegar a 9 bilhões até 2050 – a FAO estima que um terço da produção de comida é perdida. O desperdício de alimentos é um enorme consumidor de recursos naturais e um contribuinte para impactos negativos no meio ambiente.
Se a comida não é consumida, isso significa que todos os recursos usados na sua produção também são perdidos. Por exemplo, são necessários mil litros de água para produzir um litro de leite, e cada hambúrguer consome 16 mil litros de água por meio de ração para o gado. E gases estufas são emitidos ao longo em toda a cadeia de produção.
A produção global de alimentos ocupa 25% das terras habitáveis e é responsável por 70% do consumo de água potável, 80% do desmatamento e 30% das emissões de gases estufas.
A campanha deste ano para o Dia Mundial do Meio Ambiente convida você a agir na sua comunidade e perceber o poder das decisões coletivas para reduzir o desperdício, economizar recursos, minimizar o impacto ambiental e forçar mudanças nos processos de produção de alimentos para torná-los mais eficientes.
Então Pense antes de Comer e ajude a Conservar o meio ambiente!

Mongólia, país-sede das celebrações em 2013

A Mongólia, que está priorizando a transição para uma Economia Verde nos principais setores da sua economia e promovendo a conscientização ambiental dos seus jovens, irá sediar as celebrações do Dia Mundial do Meio Ambiente em 2013.
O anúncio foi feito na última sessão do Conselho de Administração do PNUMA, em fevereiro. Tsakhia Elbegdorj, atual presidente do país, foi um dos seis eleitos como Campeões da Terra do PNUMA em 2012.
“A Mongólia está enfrentando um desafio imenso, incluindo uma pressão crescente sobre sua segurança alimentar, o estilo de vida nômade de alguns dos seus povos e as reservas hídricas por conta das mudanças climáticas”, afirmou o Subsecretário-Geral da ONU e Direto Executivo do PNUMA, Achim Steiner, no anúncio.
“A temperatura média no país subiu 2ºC nos últimos 70 anos e as chuvas diminuíram bruscamente em algumas regiões. Ainda assim o governo se mostra determinado em enfrentar essas adversidades e aproveitar as oportunidades para criar um futuro mais sustentável. Tenho certeza que, ao receber a celebração do Dia Mundial do Meio Ambiente, a Mongólia vai mostrar ao mundo que a transição para uma Economia Verde é possível, mesmo para os setores mais desafiadores da sua indústria, quando liderança, visão, políticas eficientes e vontade política são traduzidas para a ação”, completa Steiner.
As mudanças na Mongólia já estão se tornando realidade. O país aprovou uma lei contra a poluição atmosférica impulsionado pelo crescimento populacional e o uso de carvão na capital, Ulã Bator. Desde 2010, a Mongólia suspendeu todos os pedidos de criação de minas até que uma legislação atualizada seja estabelecida, com o argumento de proteger o ambiente mineral e o meio de subsistências de povos tradicionais.
Iniciativas de conscientização sobre conservação ambiental se tornaram mais comuns. Dias nacionais para plantar mudas e combater a desertificação e a escassez de água fizeram com que mais de 2 milhões de árvores fosse plantadas nas regiões desérticas desde 2011. O país também tem um grande potencial em captação de energia solar, em especial na região de Gobi.
“Nosso governo mostrou seu comprometimento com ações ambientais por meio de ações concretas. Espero que a nossa liderança e a organização deste importante evento possa mostrar ao mundo que a mudança é possível”, declarou o Vice-Ministro do Meio Ambiente e do Desenvolvimento Verde da Mongólia, Tulga Buya.
Saiba mais no site global do Dia Mundial do Meio Ambiente:www.unep.org/wed
Saiba mais no site da campanha Pensar.Comer.Conservar:www.thinkeatsave.org

ANS adota programa de sustentabilidade socioambiental


ANS adota programa de sustentabilidade socioambiental

Data de publicação: Sexta-feira, 10/05/2013

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) lança o seu primeiro programa interno de sustentabilidade socioambiental, baseado no princípio dos cinco “R”: Repensar, Reduzir, Reaproveitar, Reciclar e Recusar consumir produtos que não sejam ecologicamente responsáveis. O objetivo do programa é incorporar critérios de sustentabilidade nas atividades administrativas e operacionais da Agência, reduzindo o uso de materiais, água, esgoto, energia elétrica e melhorar a qualidade e vida dos servidores e colaboradores da Agência.


A sustentabilidade socioambiental vem sendo adotada pelos órgãos federais desde a década de 1990. A  ANS incluiu o tema em sua Agenda Regulatória para o biênio 2013/2014.



Inicialmente, o programa adotado pela ANS está dividido em cinco eixos: uso racional dos recursos naturais e bens públicos, gestão adequada dos resíduos gerados, sensibilização e capacitação dos servidores, compras sustentáveis e qualidade de vida no ambiente de trabalho. Com base nestes eixos, a Agência está adotando medidas como redução do consumo de copos descartáveis de plástico, papel, cartuchos para impressão, energia elétrica, água e esgoto coleta seletiva e aumento na qualidade de vida no trabalho, entre outros.



Para isso, estão sendo adotadas medidas como campanhas de conscientização, monitoramento do uso de papel, impressão em frente e verso, adoção do papel reciclado, adoção de canecas e copos individuais, coleta seletiva solidária, substituição das máquinas de ar condicionado, adoção de lâmpadas eficientes, torneiras com temporizador, ginástica laboral e controle da hipertensão arterial, entre outros.



O objetivo da Agência para os próximos 12 meses, com a adoção do projeto de sustentabilidade socioambiental, é:



· Redução no uso de papel, cartuchos de impressão e copos descartáveis – 50%
· Redução no uso da energia elétrica – 10%
· Redução no uso de água – 60%
· Coleta seletiva – 100%

A sustentabilidade socioambiental começou a permear os órgãos federais na década de 1990, inicialmente como um trabalho voluntário de servidores. A partir de 2004 passou a fazer parte do Plano Plurianual e transformou-se na Agenda Ambiental da Administração Pública – A3P. Em 2012, foram publicados dois normativos para integrar ações de melhoria da eficiência no uso racional dos recursos públicos: a Portaria Interministerial Nº 244, que institui o Projeto Esplanada Sustentável,  a IN Nº 10 do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, que institui as regras para elaboração dos Planos de Gestão de Logística Sustentável - PLS.



Projetos Socioambientais

1) Redução do consumo de papel: foram implantadas ilhas de impressão, impressão em frente e verso, monitoramento de papel usado para impressão e cópias e compra de papel de madeira reflorestada. Serão desenvolvidas ações de conscientização para evitar desperdícios. O objetivo é reduzir em 50% o consumo de papel e com substituição do para papel reciclado.
2) Redução do consumo de copos descartáveis de plástico: Para isso, serão realizadas campanhas para uso de copos individuais não-descartáveis, disponibilizando copos permanentes para todos os servidores. A meta é reduzir em 50% o uso de copos descartáveis.
3) Cartuchos para impressão: O objetivo é reduzir o uso de cartuchos para impressão. A implantação do Gerenciamento Eletrônico de Documentos e Processo Eletrônico diminuirá em 50% a necessidade de impressão. Outra ação é a utilização da Eco Fonte, com economia de 20% na impressão.
4) Energia elétrica: A ANS vem implantando as diretrizes propostas pelo Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica – Procel. Uma ação importante que está em andamento é a troca das máquinas responsáveis pelo sistema de refrigeração, que além de mais eficientes quanto ao consumo de energia, não utilizam água no processo de refrigeração. Também serão substituídas progressivamente as lâmpadas de 20 e 40 watts, por lâmpadas mais eficientes de 16 e 32 watts, economizando energia, sem perda de luminosidade. Também serão implantados  sensores de movimento em banheiros, desligamento de parte dos elevadores em horários de menor movimento.
5) Água e esgoto: A ANS já implantou medidas importantes para economia de água como: vasos sanitários com caixas acopladas e acionamentos temporizados nas torneiras. Com a substituição do sistema de refrigeração, a economia de água estimada será de 80.000 litros/dia. Serão implantados os sistemas de captação de água da chuva e de reuso das “águas cinzas” (proveniente de lavagem de roupas, chuveiro, ralos e pias dos banheiros e copas) para utilização em descarga de vasos sanitários e lavagem de áreas comuns.
6) Coleta seletiva solidária: Busca o descarte ecológico de resíduos e contribui para a inclusão social dos catadores de materiais recicláveis. É possível alcançarmos 100% dos resíduos sólido gerados na ANS em um prazo de seis meses. A parceria com a cooperativa de material reciclável já foi firmada e coleta dos resíduos separados pela empresa que faz a limpeza e conservação do condomínio. Iniciaremos, a partir de junho de 2013, a campanha de separação dos resíduos junto aos servidores e colaboradores.
7) Qualidade de vida no ambiente de trabalho: O objetivo é satisfazer as necessidades do trabalhador ao desenvolver suas atividades na organização através de ações para o desenvolvimento pessoal e profissional. Atualmente já estão em andamento a ginástica laboral e o controle da hipertensão arterial. Estão previstas ações como: monitoramento e prevenção de riscos ambientais, combate aos assédios moral e sexual, criação de áreas comuns para integração dos servidores, celebração de datas comemorativas relacionadas à sustentabilidade e sensibilização dos servidores por meio de campanhas.


8) Compras e contratações sustentáveis: A ANS já incorporou em suas compras e contratações, elementos de sustentabilidade como a utilização de material de limpeza biodegradável e aquisição de papel proveniente de madeira de reflorestamento.



9) Deslocamento de pessoal: A ANS realiza o deslocamento aéreo por meio do Sistema de Concessão de Diárias e Passagens (SCDP), que traz em si, critérios com foco na redução de gastos e sustentabilidade. Propõe-se o investimento em equipamentos que propiciem a realização de vídeo conferências, evitando-se assim, deslocamentos desnecessários para reuniões.



10)  TI Verde: A ANS já adota o descarte de lixo eletrônico e a contratação de equipamentos com baixo consumo de energia, entre outros. Será ativado o dispositivo de hibernação dos computadores, que propicia menor consumo de energia após um tempo de inatividade. A meta é a ativação do dispositivo em 100% das máquinas no prazo de 180 dias.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Pedalada pela vida!


CET abre inscrições para curso "Pedalar com Segurança" em SP


14 de Maio de 2013 • Atualizado às 11h32




Projeto tem como intuito orientar os interessados sobre os cuidados necessários para o uso da bicicleta como meio de transporte. | Foto:Reprodução/Facebook


A Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo abriu as inscrições para o curso “Pedalar com Segurança”. O projeto tem como intuito orientar os interessados sobre os cuidados necessários para o uso da bicicleta como meio de transporte.
O curso é oferecido de forma gratuita e os interessados devem se inscrever diretamente na CET. Podem participar os adultos com mais de 18 anos e é necessário saber andar de bicicleta.
As aulas têm início no próximo mês e as turmas serão divididas em grupos de 12 pessoas. Como o órgão disponibilizará aulas práticas e teóricas, a CET construiu no Centro de Treinamento e Educação de Trânsito, na Barra Funda, uma pista que segue os modelos cicloviários e possui 700 metros de extensão.
Entre os temas tratados no curso estão: equipamentos de segurança, manutenção da bicicleta, Código de Trânsito Brasileiro e artigos relacionados ao ciclista, técnicas e exercícios de frenagem, equilíbrio, mudanças de marchas e dicas de saúde.
Serviço:
Inscrições: CET – 3871-8625 / dco2@cetsp.com.br
Carga horária: 8 horas
Local: Avenida Marques de São Vicente, 2154
Redação CicloVivo

Brasil é o país que mais desmata no mundo; veja ranking


Brasil é o país que mais desmata no mundo; veja ranking

http://www.correiodoestado.com.br/noticias/brasil-e-o-pais-que-mais-desmata-no-mundo-veja-ranking_181986/

TERRA 12/05/2013 00h00


A atividade humana é uma das principais responsáveis pelo desmatamento. O mau uso de recursos naturais, a poluição e a expansão urbana são algumas das ações que contribuem para esta degradação da área coberta por florestas. Segundo a organização ambientalista WWF Brasil, a perda da biodiversidade e a modificação do clima mundial estão entre os principais impactos causados por ela.
Uma das maiores vítimas deste processo no Brasil é a Mata Atlântica. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, restam apenas 7% do território original deste bioma no país. O Global Forest Resources Assessments é um indicador da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO, na sigla em inglês), responsável por monitorar a cobertura de florestas por países. Os dados mais recentes são de 2010 (o relatório é feito a cada cinco anos), segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. Entre 1999 e 2010, o índice coloca o Brasil como campeão de perda de área verde no mundo.
1. Brasil
O país foi o que mais perdeu em hectares de área verde por ano, no período de 11 anos. Ao todo, foram 55,3 milhões de hectares perdidos. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inep) monitora o desmatamento no Brasil com a ajuda de organizações não-governamentais, como o Instituto do Homem e do Meio Ambiente na Amazônia (Imazon). Um acordo firmado em 2008 entre o Ministério do Meio Ambiente e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) busca promover a realização do Programa de Monitoramento do Desmatamento nos Biomas Brasileiros por Satélite. A iniciativa tem o apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). Antes disso, o único bioma que possuía dados oficiais de observação dos desmatamentos no país era a Amazônia, iniciado em 1988.

2. Indonésia
Com a perda de 24,1 milhões de hectares de área verde entre 1990 e 2010, a Indonésia aparece em segundo lugar no ranking. Segundo o Greenpeace, o país vai permitir a destruição de amplas áreas selvagens, em Kalimantan, na ilha de Bornéu, com a intenção de extrair mais carvão. Uma das causas para esta taxa fenomenal na Indonésia é a demanda global por celulose e óleo de palma, indica o Greenpeace. Outra causa para a alta taxa de desmatamento na Indonésia é a extração ilegal de madeira. Cerca de 80% da produção de madeira na Indonésia resulta de atividade ilegal.

3. Nigéria
Exploração madeireira ilegal, agricultura de subsistência e extração de lenha são apontadas como principais causas de desmatamento no país do oeste africano. Entre 1990 e 2010, a Nigéria perdeu 8,1 milhões de hectares de área verde por ano. Especialistas afirmam ainda que o problema está relacionado à exploração de petróleo, construção de estradas, corte de árvores para uso agrícola e à urbanização de modo geral. A migração de espécies animais de seu habitat natural, a erosão e a fome devido à baixa produção de alimentos em função da redução da quantidade de nutrientes no solo são vistos como efeitos negativos desse processo.

4. Tanzânia
A extração de madeira ilegal e insustentável também é considerada uma das principais causas para o desmatamento na Tanzânia. Nos últimos 11 anos, o país perdeu 8,06 milhões de hectares de área verde. O desenvolvimento sustentável no país é comprometido por problemas em terra e no mar. Áreas desmatadas não proporcionam um lar à vida selvagem e levam à perda de biodiversidade. O crime da extração de madeira custa à Tanzânia milhões de dólares por ano. As atividades econômicas e demandas por vários produtos florestais incluindo lenha também contribuem para isso.

5. Mianmar
Em quinto lugar no ranking mundial dos países que mais perderam recursos florestais, Mianmar aparece com um total de 7,4 milhões de hectares perdidos nos últimos 11 anos. Para restaurar a cobertura florestal do país, o estabelecimento de plantios florestais tem sido visto como principal remédio, segundo a FAO. Apesar do avanço no desmatamento, Mianmar é considerado um país rico em recursos naturais, renováveis ​​e não-renováveis​​. A preocupação ambiental tem aumentado no país desde que a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento levantou questões sobre a proteção e a conservação dos recursos florestais.















Marte pode ter tido vida...


13/03/2013 - 03h10

Especialistas da Nasa comentam a nova descoberta de Curiosity

RAFAEL GARCIA
EM WASHINGTON

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1245240-especialistas-da-nasa-comentam-a-nova-descoberta-de-curiosity.shtml

Uma rocha sedimentar encontrada pelo jipe-robô Curiosity em Marte contém seis elementos químicos necessários à existência de micróbios --enxofre, nitrogênio, hidrogênio, oxigênio, fósforo e carbono-- e sugere que o planeta já foi habitável.


A descoberta, anunciada ontem por cientistas do projeto no quartel-general da Nasa, em Washington, foi a conclusão da análise de um lamito --uma rocha que continha minerais de argila e sulfatos. Formados num local que tinha água, os elementos no mineral poderiam dar suporte a reações químicas do metabolismo de um ser vivo.
"Essa rocha é bem parecida com o tipo de coisa que achamos na Terra", disse John Grotzinger, chefe científico da missão do Curiosity.
"Encontramos um ambiente habitável tão benigno e amigável à vida que, se essa água ainda existisse e nós estivéssemos ali no planeta, poderíamos bebê-la."
O jipe-robô ainda não encontrou substâncias orgânicas, que seriam um sinal inquestionável da existência de vida em Marte. Os cientistas, porém, afirmam que isso já não é mais necessário para dizer com segurança que o planeta era habitável, pois a maioria das bactérias da Terra metaboliza substâncias inorgânicas.

APARELHAGEM
A análise química da amostra de rocha foi feita por dois instrumentos do jipe. O primeiro, batizado de SAM, tem um espectrômetro de massa que identifica elementos químicos. O segundo, Chemin, identifica e quantifica minerais da amostra.
O Curiosity encontrou a rocha sedimentar na baía de Yellowknife, na cratera Gale, perto do local onde pousou.
Ainda não se sabe que tipo de paisagem aquática a região exibia. Poderia ser um lago sazonal ou um rio, por exemplo.
"As rachaduras que a gente vê na superfície parecem mesmo uma lama seca", diz Nilton Rennó, pesquisador brasileiro que trabalha na missão do Curiosity.
"Aquela água pode ter saído de uma fenda hidrotermal, formada por atividade vulcânica que derrete gelo subterrâneo e expele a água para a superfície."
Editoria de arte/Folhapress
Segundo os cientistas da missão, outro aspecto importante é o fato de o lamito achado na cratera conter tanto compostos oxidados (que dão às rochas aspecto avermelhado) quanto não oxidados (de cor acinzentada).
Isso permitiria aos micróbios extrair energia do ambiente à sua volta da mesma forma como uma bateria elétrica extrai energia de um arranjo químico com diferentes componentes.
Apesar do entusiasmo com a descoberta, cientistas estão céticos quanto à possibilidade de achar matéria orgânica em Marte. "Encontrar substância orgânicas em rochas muito antigas já é difícil aqui na Terra", diz Paul Mahaffy, chefe de operações do SAM.
O Curiosity deve seguir viagem ainda neste ano para a base do monte Sharp, no meio da cratera Gale.
Muitas questões sobre o passado geológico do local poderão ser investigadas lá, onde camadas do terreno estão expostas e acessíveis.
"Mas o lugar onde estamos agora é tão interessante que não estamos com tanta pressa para andar", diz Rennó.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

A SUSTENTABILIDADE E O LAZER EM UNIDADES DE CONSERVAÇÃO: TRAJETÓRIA HISTÓRICA E REFLEXÕES CONTEMPORÂNEAS


A SUSTENTABILIDADE E O LAZER EM UNIDADES DE CONSERVAÇÃO: TRAJETÓRIA HISTÓRICA E REFLEXÕES CONTEMPORÂNEAS


Mirleide Chaar Bahia[1]
Tânia Mara Vieira Sampaio[2]

RESUMO:

Há um considerável aumento na procura de práticas de lazer em ambientes naturais gerando uma preocupação do Poder Público e de Organizações Não-Governamentais que dividem a administração desses espaços e ocupam-se em elaborar de forma urgente e prioritária, planos de manejo que estabeleçam regras claras de uso público – caracterizado como Turismo e Recreação – nas Unidades de Conservação. Essa experiência de lazer tem provocado impactos sócio-ambientais causados pela visitação e prática de esportes em áreas naturais e deve ser gerenciado de modo a não afetar a conservação e os modos de vida das populações tradicionais residentes em tais áreas. Para isso, tanto a educação pelo e para o lazer, a educação ambiental e o planejamento da visitação tornam-se atividades fundamentais a serem desenvolvidas por uma equipe multidisciplinar estabelecendo não apenas o uso, como: modos de minimizar impactos e proporcionar a qualidade de vida do ambiente e das pessoas.

DESCRITORES: LAZER E MEIO AMBIENTE – SUSTENTABILIDADE – UNIDADES DE CONSERVAÇÃO – AGENDA 21 – ECOTURISMO.

Introdução
            A necessidade de sobrevivência e de desenvolvimento das populações tem gerado a  busca de alternativas que se contraponham ao paradigma hegemônico de desenvolvimento e crescimento desenfreado, de modo que venham a suprir as necessidades atuais, sem o comprometimento das gerações futuras e a degradação do meio ambiente.
A sociedade tem se engajado cada vez mais em tais discussões e com isso ampliado suas experiências de atividades e momentos de lazer na natureza, numa busca pela reaproximação de áreas naturais – na medida em que a urbanização das cidades causou um afastamento das relações com tais áreas.
Por essa busca de reencontrar-se consigo e com o meio-ambiente tem sido importante pensar uma lógica de preservação e conservação dos recursos naturais e culturais das populações tradicionais – habitantes de áreas naturais remotas. Os estudos atuais tem trabalhado preceitos que possam permitir um planejamento consciente das várias atividades humanas, de modo a não esgotar tais recursos, nos processos de visitação, vivências de lazer, entre outras atividades.
Foi criada, em 1983, a Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento - CMMAD, presidida pela secretária do Meio Ambiente da Noruega, Gro Harden Brundtland, destinada a combater a degradação ambiental e promover a melhoria das condições de vida das populações carentes. Após três anos de estudos e visitas a vários países, a Comissão encerrou oficialmente as atividades em 1987, com a entrega do Relatório Brundtland (Nosso Futuro Comum) à Assembléia Geral das Nações Unidas. O texto ressaltou com grande ênfase as conseqüências negativas da pobreza sobre o meio ambiente. Ao final dos trabalhos, a Comissão Mundial sobre Meio Ambiente concluiu que era necessário um novo tipo de desenvolvimento capaz de manter o progresso humano não apenas em alguns lugares por alguns anos, mas em todo o planeta até um futuro longínquo. O Relatório Brundtland sugeriu à Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas – ONU a convocação de uma conferência internacional para avaliação dos progressos obtidos pelos países na área ambiental. Tendo sido o referido Relatório aprovado pela Assembléia Geral da ONU em 1989, confirmou-se a realização da Conferência sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento – CNUMAD, a ECO-92, no Rio de Janeiro. (SEABRA, 2001).
A partir de preocupações acerca dos rumos do desenvolvimento – e suas respectivas conseqüências em nível mundial –, e a necessidade de estabelecer-se os rumos a serem tomados pelo planeta, além da publicação do “Relatório Brundtland”, diversas reuniões com a presença de chefes de Estado do mundo todo passaram a ser agendadas, para firmar-se acordos em nível mundial sobre diversas questões relacionadas à problemática sócio-ambiental (Protocolo de Kyoto, Mercado de Carbono, Pobreza nos Países de Terceiro Mundo) sobressaindo-se dentre elas a Conferência sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento – Rio/92 (CNUMAD) – ECO 92[3], na qual algumas metas de desenvolvimento foram discutidas e sistematizadas – pautadas numa preocupação com gerações futuras e o esgotamento dos recursos naturais e culturais – e a construção de um documento intitulado AGENDA 21 GLOBAL. (COELHO, 1999).
Essas idéias começaram a surgir, como nos mostra Franz Bruseke (1993), Ignacy Sachs (1993) e Olivier Godard (1997), a partir das preocupações dos pesquisadores do chamado Clube de Roma, através do estudo “Limites do Crescimento”, conjuntamente com a Conferência de Estocolmo. Possuíam uma preocupação com o crescimento populacional mundial, estabilização da relação economia versus ecologia e a conscientização e participação da população mundial. Mas essas primeiras idéias surgem com a premissa de um congelamento do crescimento da população global e do capital industrial, baseada no crescimento zero, e, portanto, criticada principalmente pelos países em desenvolvimento. (FIGUEIREDO, 1999a, p.81).

Impulsiona-se, portanto, o desejo e a tentativa de um equilíbrio social, econômico e ecológico, num tripé que, baseado no Relatório Brundtland, significa “justiça social, eficiência econômica e prudência ecológica”[4], denominado Desenvolvimento Sustentável. (FIGUEIREDO, 1999a, p. 36).
A perspectiva teórica designada “Desenvolvimento Sustentável” surgiu, na década de 1970, da crítica ao planejamento econômico tal como foi concebido no mundo ocidental pós-50 e os seus resultados ambientais danosos e socialmente injustos, sobretudo nos países então denominados “Terceiro Mundo”. (COELHO, 1999) Nas propostas apresentadas pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente - PNUMA, emprega-se o termo “desenvolvimento sustentável” significando melhorar a qualidade da vida humana dentro dos limites da capacidade de suporte dos ecossistemas. (SÃO PAULO, 1992).
O desenvolvimento sustentável compreende um amplo processo de transformação no qual a exploração dos recursos, a direção dos investimentos, a orientação do desenvolvimento tecnológico e a mudança institucional se harmonizam e reforçam o potencial presente e futuro, a fim de atender às necessidades e aspirações humanas. (CMMAD, 1988).
Desenvolvimento sustentável vem sendo comumente definido como desenvolvimento que leva em consideração a finitude dos recursos naturais, a sustentabilidade ou durabilidade no uso dos recursos com vista às gerações futuras. Além da sustentabilidade social, econômica e ecológica, neste conceito de desenvolvimento é também ressaltada, com propriedade, a sustentabilidade cultural. (COELHO, 1999, p.57).

Para Ignacy Sachs (1993), as dimensões a serem observadas devem ter uma amplitude bem maior, capaz de abarcar aspectos defendidos inicialmente pelo “ecodesenvolvimento”, tendo cinco eixos norteadores: 1) sustentabilidade social: a meta é construir uma civilização com maior eqüidade na distribuição de renda e de bens, reduzindo o abismo social; 2) sustentabilidade econômica: privilegia a alocação e o gerenciamento mais eficiente de recursos financeiros; 3) sustentabilidade ecológica: propõe novas formas de relacionamento entre o consumo humano e os recursos naturais, desde a limitação do uso até a reutilização destes através de reciclagem; 4) sustentabilidade espacial: expressa principalmente nas relações das áreas rurais e urbanas, combatendo a centralização em áreas urbanas; e por fim; 5) sustentabilidade cultural: valorização de formas diversas de relação ser-humano natureza e diversidades culturais, através da etnociência, por exemplo.
A Agenda 21 Brasileira é um processo e instrumento de planejamento participativo para o desenvolvimento sustentável e que tem como eixo central a sustentabilidade, compatibilizando a conservação ambiental, a justiça social e o crescimento econômico. O documento é resultado de uma vasta consulta à população brasileira, sendo construída a partir das diretrizes da Agenda 21 global. (BRASIL, 2005a). Várias são as questões estabelecidas na Agenda 21, inclusive a visitação pública em áreas naturais, o que incluiria o lazer, tanto em seu conteúdo cultural de turismo, quanto na prática de atividades físico-esportivas. A preocupação a partir de então seria a do cumprimento de metas exeqüíveis, em nível local ou regional, com uma Agenda 21 Local[5] passando a ser pensada em cada região, seus problemas, suas diversidades, suas particularidades, sua cultura.
O entendimento de que cada região deve buscar soluções específicas para seus problemas particulares, considerando dados ecológicos e igualmente culturais, bem como as necessidades imediatas e de longo prazo, remete à observação primordial da diversidade cultural. Ignacy Sachs (1993), destaca que diversidade cultural significa diversidade de formas de relação do ser humano com a natureza e das adaptações de modelos tecnológicos a realidades regionais, criticando a prática da transferência de tecnologia sem adaptações a essas realidades.
Assim, é preciso visualizar a Terra como um todo, mas deve-se considerar as particularidades de cada região, de cada local, com suas particularidades, diversidades.
O cuidado com a Terra representa o global. O cuidado com o próprio nicho ecológico representa o local. O ser humano tem os pés no chão (local) e a cabeça aberta para o infinito (global). O coração une chão e infinito, abismo e estrelas, local e global. A lógica do coração é a capacidade de encontrar a justa medida e construir o equilíbrio dinâmico [...] Para isso cada pessoa precisa descobrir-se como parte do ecossistema local e da comunidade biótica, seja em seu aspecto de natureza, seja em sua dimensão de cultura. (BOFF, 1999, p. 135).

Tal abordagem suscita a compreensão de que todas as formas de ação do ser humano no meio ambiente, principalmente no que se refere ao estabelecimento de práticas as quais busquem recursos naturais ou a própria área natural como suporte, necessitam essencial e prioritariamente de planejamento, envolvimento com as comunidades da área, levantamento de capacidade de suporte, enfim, uma série de medidas capazes de minimizar a ação antrópica[6] em tais áreas e na busca do desenvolvimento com sustentabilidade e responsabilidade. (FIGUEIREDO, 1999b).
O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente - PNUMA, com o apoio da Organização das Nações Unidas - ONU e de diversas organizações não-governamentais, propôs, em 1991, princípios, ações e estratégias para a construção de uma sociedade sustentável. Propõe-se que as ações humanas ocorram dentro das técnicas e princípios conhecidos de conservação, estudando seus efeitos para que se aprenda rapidamente com os erros.
Com o crescente avanço do uso público em áreas naturais, seja para exploração de recursos, seja para subsistência (caça, pesca) ou mesmo para vivência de atividades de lazer (turismo, esportes), houve uma mobilização do Poder Público no sentido de demarcar e preservar algumas destas áreas, criando-se Áreas de Proteção Ambiental – APAs. 
Segundo Patrícia Costa (2002), a criação de Áreas de Proteção Ambiental (APAs)[7], surge em fins do século XIX, quando foi criada a primeira área natural protegida, o Parque Nacional de Yellowstone (EUA).
Essas áreas de proteção ambiental começaram a ser criadas em diversos países e passou-se a denominar Unidades de Conservação[8] (UCs), para as diversas categorias de manejo criadas com características específicas (Parques Nacionais, Estações Ecológicas, Reservas extrativistas, entre outras).
No Brasil, a primeira Unidade de Conservação foi o Parque Nacional de Itatiaia, criado em 1937. Essas Unidades tiveram o seu reconhecimento a partir da promulgação do Projeto de Lei n° 2.892, de 1992, que originou o Sistema Nacional de Unidades de Conservação – SNUC[9], no qual foram estabelecidas as categorias de manejo e suas respectivas características. O uso público é permitido em três vertentes: Pesquisa, Educação Ambiental e Recreação. (COSTA, 2002).
É possível verificar que houve um avanço nas concepções iniciais – fruto da herança do modelo americano de áreas naturais, de que as unidades de conservação deveriam ser “ilhas” fechadas ao uso público – e estabeleceu-se a abertura controlada de algumas categorias de manejo, a partir da compreensão de que com um plano de manejo[10] é possível o uso responsável das áreas naturais abertas a esse fim, propiciando o conhecimento e a possível conscientização da população da necessidade de conservação de tais áreas.
As unidades de conservação integrantes do SNUC dividem-se em dois grupos, com características específicas:
I - Unidades de Proteção Integral: criadas com a característica de preservação da natureza, sendo admitido apenas o uso indireto dos seus recursos naturais, com exceção dos casos previstos na Lei, composto pelas seguintes categorias de unidade de conservação: Estação Ecológica; Reserva Biológica (REBIO); Parque Nacional (PARNA); Monumento Natural e Refúgio de Vida Silvestre.
II - Unidades de Uso Sustentável: criadas com a característica de compatibilizar a conservação da natureza com o uso sustentável de parcela dos seus recursos naturais, composto pelas seguintes categorias de unidade de conservação: Área de Proteção Ambiental (APA); Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE); Floresta Nacional (FLONA); Reserva Extrativista (RESEX); Reserva de Fauna; Reserva de Desenvolvimento Sustentável e Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN). (BRASIL, 2000, Art. 7o; Art. 8o, Art. 14).
A partir do conhecimento das categorias de manejo, é possível analisar em quais dessas áreas é permitido o uso público para fins de vivência de lazer, na forma de turismo ou na forma de vivência de atividades físico-esportivas, que na lei é classificada como recreação.
A categoria que apresenta como regra geral características de uso público denominado “Sujeito a condições e restrições estabelecidas no Plano de Manejo” ou “Condicionado ao plano de manejo, às normas do órgão gestor e regulamento”, equivale dizer que é possível o uso para turismo e recreação, desde que essas características estejam planejadas e organizadas no plano de manejo construído pelo órgão público e/ou organização não governamental que esteja responsável pela área em questão.
O aumento na procura de práticas de lazer nesses ambientes naturais tornou-se uma preocupação do Poder Público e de Organizações Não-Governamentais que dividem a administração desses espaços, de elaborar de forma urgente e prioritária, Planos de Manejo que estabelecessem regras claras de uso público – caracterizado como Turismo e Recreação – nas Unidades de Conservação que possuíam essa característica, permitindo tais práticas, porém, dentro de um planejamento detalhado, elaborado por uma equipe multidisciplinar, estabelecendo não apenas o uso, como: modos de minimizar impactos, quantidade de visitantes nas trilhas, manejo para áreas degradadas a partir de um período de utilização, cuidados a serem tomados na prática de esportes nas áreas naturais, entre outros aspectos.

Manifestações do Lazer na Natureza: o “Ecoturismo” e os “Esportes de Aventura”.

O Turismo Ecológico ou Ecoturismo surge como uma alternativa de se contrapor à lógica do turismo de massa (estandardizado e predatório), e procura cada vez mais defender a proposição de roteiros personalizados, preocupados com o mínimo impacto e com grande interesse paisagístico-ecológico. (SERRANO, 1997)
No documento “Diretrizes para uma Política Nacional de Ecoturismo”, lançado em 1994 pelo Ministério da Indústria, Comércio e Turismo – MICT e pelo Ministério do Meio Ambiente, dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal – MMA, o Ecoturismo, que se traduz numa multiplicidade de vivências em áreas naturais[11] – dentre estas, algumas atividades físicas na natureza (nem sempre vinculadas à aventura e ao risco) e o Turismo de Aventura (atividades com características mais fortemente vinculadas à “aventura”, ao “risco” e ao “radicalismo”) –, traz em seu bojo a discussão de ter como seu elemento fundante, o desenvolvimento sustentável.  
[...] é um segmento da atividade turística que utiliza, de forma sustentável, o patrimônio natural e cultural, incentiva sua conservação e busca a formação de uma consciência ambientalista através da interpretação do ambiente, promovendo o bem-estar das populações envolvidas. (BRASIL-MICT/MMA, 1994)

No entanto, muitos são os autores e autoras (RUSCHMANN, 1994; SERRANO, 2000; FIGUEIREDO, 1999; SEABRA, 2001; UVINHA, 2003; entre outros), que têm procurado fazer análises críticas sobre as concepções teórico-práticas dos projetos e ações executados em todo o Brasil, os quais se autodenominam de ecoturismo e turismo de aventura, mas que no entanto, refletem práticas pouco preocupadas com os preceitos defendidos originalmente.
Apesar do discurso oficial, ainda existem limitações e práticas equivocadas no desenvolvimento do segmento Ecoturismo, gerando falta de credibilidade quanto à sustentabilidade divulgada. Percebe-se este fato nas palavras de Giovanni Seabra (2001):
O caráter sociodesenvolvimentista do ecoturismo permeia os projetos oficiais e os discursos políticos, sem contudo alcançar e envolver as comunidades tradicionais que habitam as unidades de conservação, sendo estas tragadas por uma política oficial massificante, travestida de auto-sustentável. (p. 09).

Além da falta de articulação e envolvimento de comunidades tradicionais residentes em áreas onde são implantados projetos de Ecoturismo, nota-se uma preocupação crescente quanto ao aspecto relacionados com o “uso” da natureza como “mercadoria” e a conseqüente devastação ambiental. Muitos dos erros cometidos no modelo econômico vivido na sociedade – lucro, ganância, degradação -, estão sendo cometidos no Turismo, diminuindo sua credibilidade.  (MENEZES; CORIOLANO, 2002) 
Na mesma linha de raciocínio, Célia Serrano (2000), demonstra preocupações quanto à prática equivocada deste segmento:
[...] o ecoturismo vem perdendo sua capacidade de crítica às formas tradicionais de organização das viagens para as massas, pois passou igualmente a empacotar com ‘embalagens recicláveis’, é certo, natureza e subjetividade, disponibilizando-as para um consumo rápido e fácil. (SERRANO, 2000, p.16)

Nas Unidades de Conservação, onde comumente acontecem o uso público voltado ao segmento ecoturismo e turismo de aventura, também são apontadas algumas limitações e problemas vivenciados, decorrentes de falta de investimento do Poder Público no sentido de elaborar planos de manejo que possibilitem o desenvolvimento sustentável de tais atividades.
Faltam, em diversas UCs, estudos limitantes de áreas e das possibilidades de exploração turística, principalmente porque a maioria dos Parques – em todos os níveis, federal, estadual e municipal – não possui plano de manejo [...] A não existência do plano de manejo dificulta a gestão da área e, conseqüentemente, o correto desenvolvimento do turismo. Esse documento é fruto de um intenso trabalho de pesquisa e abarca múltiplas áreas do conhecimento científico - geografia, botânica, história, direito, geologia, zoologia, engenharia, medicina, entre outras - aliadas ao saber das populações diretamente envolvidas com a UC estudada. Age como instrumento regulador que define e delimita o uso adequado em zonas específicas e cria normas para essa utilização [...] A ausência histórica de investimentos públicos nas Unidades de Conservação – em todos os níveis – é constatada pela pequena quantidade de UCs que possuem plano de manejo, sendo menor ainda o número destas que os conseguiram implementar [...] Como conseqüência, há um comprometimento da qualidade no atendimento ao visitante de tais áreas, e a conseqüente dificuldade de gestão do turismo. (COSTA, 2002, p. 40-41)

 O Turismo de Aventura, situado na polissemia do termo e da multiplicidade das atividades do ecoturismo (SERRANO, 2000), remete às mesmas preocupações em termos de planejamento, gestão e sustentabilidade. Tem sido incluído nas discussões gerais sobre Ecoturismo, no que se refere ao Poder Público, com sua inserção nos projetos maiores de desenvolvimento, como por exemplo, o do “Turismo Verde”, do Governo Federal, que visa desenvolver o ecoturismo na Amazônia brasileira e está inserido no programa “Avança Brasil”. (BRASIL, 2005b). Abarca o Programa de Desenvolvimento de Ecoturismo na Amazônia Legal - PROECOTUR e amplia a previsão de recursos na mesma direção. (BRASIL, 2005b)
No meio acadêmico, já existe um vasto campo de pesquisas, percorrido por autores e autoras, que têm se dedicado à temática específica do turismo de aventura, dos esportes de aventura, dos esportes radicais. (MARINHO, 2003; BRUHNS, 2003; COSTA, 2000; UVINHA, 2003; SCHWARTZ, 2003; entre outros)
Heloísa Bruhns (2000) denuncia a falsa idéia de que os esportes de aventura são inofensivos e “ecologicamente corretos”, revelando preocupações quanto à sua prática e planejamento.
Apesar de um discurso ecológico legitimar a presença dos esportes em cachoeiras, cavernas, trilhas e montanhas, sem muito questionamento, permeando sua prática com nuances românticas e utilizando termos como “harmonização com a natureza”, “integração com a natureza” e outros, presenciamos uma situação que revela que o caráter inofensivo dos mesmos não se mostra sustentável. (BRUHNS, 2000, p. 27)

Uma das preocupações a serem pontuadas nesse texto, diz respeito às práticas do Turismo de Aventura numa lógica consumista e não-sustentável, com atividades executadas de forma desordenada e sem planejamento, causando impactos sócio-ambientais.
Cabe ressaltar que, na “indústria” turística, o segmento identificado genericamente como ecoturismo é o que apresenta maiores taxas de crescimento. Se ainda levarmos em consideração o crescimento de outros sinais da busca da natureza também associados ao mesmo universo mental das práticas do ecoturismo, como as medicinas alternativas, a alimentação natural e os esportes praticados em ambientes naturais, sem tocar na disseminação do ambientalismo – sem duvida a maior influencia ao crescimento desse tipo de interesse, é impossível negar sua importância como fenômeno social. Da mesma forma, não é possível negligenciar os impactos sociais e naturais decorrentes de seu desenvolvimento, em que pese a retórica do “baixo impacto”, centrada na imagem do turismo como “indústria limpa”, característica de seu marketing. (SERRANO, 1997, p. 16-17)
                                                           
Ao sistematizar alguns dos principais processos de impactos do lazer na natureza, Maria Isabel Barros e Milton Dines (2000, p. 58), os agrupam em dois aspectos: “ecológicos, quando provocam alterações no ambiente, degradando o solo, a vegetação, os recursos hídricos e a fauna, e sociais, quando causam uma diminuição na qualidade da experiência dos visitantes”.
Em um passeio por áreas naturais é comum encontrar sinais evidentes de impacto no ambiente como erosão em trilhas, restos de fogueira por toda parte, lixo, locais devastados por “trilheiros”, etc [...] Há outros impactos graves que não são tão aparentes, como a contaminação das águas, a mudança de hábito da fauna, a alteração na dinâmica de ecossistemas, a ausência de certas plantas nativas, o decréscimo na natalidade de espécies ameaçadas, etc. (BARROS; DINES, 2000, p. 71, grifos dos autores)   

Em pesquisa realizada na Vila de Paranapiacaba – Santo André/SP, Ricardo Uvinha (2003), pôde verificar como o desenvolvimento do Turismo de aventura, e conseqüentemente dos esportes de aventura, têm sido realizados, e cita, como exemplo, alguns impactos ambientais na área.
- a poluição da água numa área de mananciais provocada pelo cascade e canyoning;
- a poluição sonora e do ar na prática de esportes motorizados como o motocross e o jipe offroad;
- a elevada incidência de incêndios ocasionados por acampamentos levantados por praticantes de trekking na mata;
- a erosão aguçada por adeptos de mountain bike, em especial quando a prática se dá na terra molhada. (UVINHA, 2003, p. 114)

Somando a estes, mais alguns outros problemas detectados na área, resultantes do grande fluxo de turistas na Vila, como: o crescimento da violência contra o praticante de esportes radicais nas trilhas; a venda de drogas e assaltos à mão armada; a presença de caçadores nas trilhas; os grupos que se perdem nas trilhas por falta de sinalização turística e a falta do devido policiamento nas trilhas; e o desrespeito dos praticantes pelos residentes que circulam pela Vila (motos em alta velocidade). (UVINHA, 2003)
Em outro estudo coordenado por Teresa Magro; Gytha van Bentveld; Silvia Kataoka e Carlos Koury (2002), realizado no município de Brotas – SP, denominado “Uso Turístico do Ambiente Natural em Brotas – Manejo do Público Visitante”, foi feito um levantamento das atividades de lazer realizadas neste município, no sentido de mapear impactos ecológicos e sociais e elaborar recomendações para a melhoria das condições de uso de tais áreas. Os resultados da prática de rafting, bóia cross e floating são apontados a seguir:
De acordo com a avaliação feita, pontos com erosão significativa se localizam em vários trechos do rio, nos trechos sem vegetação ciliar. Todas as bases de embarque e desembarque se encontram em área de pasto ou em mata ciliar degradada, sendo que a perda de vegetação nos locais com mata, fica restringida em uma área pequena. Estes locais deverão ser monitorados no futuro para avaliar se estão ocorrendo alterações significativas na vegetação e qualidade do solo [...] Além dos efeitos ambientais negativos, a falta da vegetação ciliar em grande parte das margens do rio Jacaré-Pepira diminui a qualidade da experiência do visitante cuja expectativa é encontrar um ambiente primitivo ou o mais perto possível desta condição. (MAGRO et al., 2002, p. 101)  

A preocupação em encontrar soluções capazes de equacionar os problemas apontados anteriormente, leva a uma reflexão sobre caminhos possíveis a se tomar, em direção a proposições e ações para uma tomada de consciência e uma perspectiva de vivência de novos valores na prática de lazer na natureza.

Novas Atitudes e Propostas de Intervenção.

Ao considerar a natureza como “espaço de celebração”, Heloísa Bruhns (1997) analisa a importância das experiências vivenciadas entre ser humano, através de seu corpo e meio ambiente.
As experiências íntimas do corpo com a natureza, numa perspectiva subjetiva, expressam em alguns casos uma busca de reconhecimento do espaço ocupado por esse corpo na sua relação com o mundo, uma revisão de valores bem como um encontro muito particular do homem com ele mesmo [...] Essas experiências conduzem a uma aproximação, a um reconhecimento da natureza pelo qual nos conhecemos. (BRUHNS, 1997, p. 136) 

Apesar de aspectos relacionados ao consumo, à prática alienada do lazer na natureza, da falta de cuidado com a sustentabilidade de algumas práticas de esportes na natureza apontada por diversos autores, é possível buscar novas atitudes e novas formas do relacionamento ser humano-natureza.
No fragmentado e heterogêneo mundo contemporâneo ele seria, além do canal das trocas econômicas, um lugar de trocas simbólicas, um elemento constituinte e constitutivo das identidades individuais e de grupos, que estariam rearticulando-se não mais em bases territoriais/nacionais, mas transnacionais, a partir de signos e códigos construídos e compartilhados através do consumo [...] Se aderirmos a esta proposição, e somarmos a ela esforços na direção da cooperação, da solidariedade, da criatividade e da apreensão sensível da natureza, de nós mesmos e do mundo, é possível, apesar da apropriação do ecoturismo e da educação ambiental pelo mercado, reconhecer e desenhar estratégias visando resgatar e tornar mais evidentes as potencialidades dessas práticas [...] uma saudável busca de caminhos que possam concretizar as potencialidades educativas e transformadoras do contato com a natureza, em especial através do ecoturismo. (SERRANO, 2000, p.18-19) 

O aumento dos impactos sócio-ambientais causados pela visitação e prática de esportes em áreas naturais deve ser gerenciado de modo a não afetar a conservação e os modos de vida das populações tradicionais residentes em tais áreas. Para isso, tanto a educação pelo e para o lazer, a educação ambiental e o planejamento da visitação tornam-se atividades fundamentais e devem utilizar-se de formação profissional daqueles que irão atuar como promotores das atividades, além de ferramental e métodos que conciliem uso e conservação.
O uso público em áreas ambientais preservadas e regulamentadas pela lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação traz impactos que podem ser minimizados se forem considerados dois aspectos complementares entre si:
1. a ampla divulgação em campanhas permanentes de informação sobre a ética e as práticas de mínimo impacto;
 2. a adoção de instrumentos e ações de manejo que contribuam para a minimização dos impactos. (BARROS; DINES, 2000, p. 50)  

A ética e as práticas de mínimo impacto podem ser aplicadas a quaisquer atividades realizadas em áreas naturais, sejam unidades de conservação ou não. As práticas de manejo da visitação poderão ser aplicadas principalmente a áreas consideradas como unidades de conservação, embora possam ser utilizadas em outras eras naturais onde se pretenda compatibilizar o uso público ligado ao lazer com a conservação do ambiente e dos ecossistemas naturais existentes em tais áreas. (BARROS; DINES, 2000)

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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[1] Mestre em Educação Física; Universidade Federal do Pará – UFPA; mirleide@ufpa.br
[2] Doutora em Ciências da Religião; Universidade Metodista de Piracicaba – UNIMEP/GPL; tsampaio@unimep.br

[3] Por ocasião da Conferência Internacional Rio / 92, cidadãos representando instituições de mais de 170 países assinaram tratados nos quais se reconhece o papel central da educação para a construção de um mundo socialmente justo e ecologicamente equilibrado, o que requer responsabilidade individual e coletiva em níveis local, nacional e planetário. (SÃO PAULO, 1992).
[4] Atualmente alguns autores (LEFF, 2003; GUATTARI, 1990) defendem a inserção da responsabilidade política como uma das bases da concepção do Desenvolvimento Sustentável.
[5] O capítulo 28 da Agenda 21 global estabelece que cada autoridade em cada país implemente uma Agenda 21 Local, tendo como base de ação a construção, operacionalização e manutenção da infra-estrutura econômica, social e ambiental local, estabelecendo políticas ambientais locais e prestando assistência na implementação de políticas ambientais nacionais. Ainda segundo a Agenda 21, como muitos dos problemas e soluções apresentados neste documento têm suas raízes nas atividades locais, a participação e cooperação das autoridades locais são fatores determinantes para o alcance de seus objetivos. (BRASIL, 2005a).
[6] Ação antrópica é toda ação provinda do homem. As conseqüências da ação antrópica, como geradora de impacto ambiental, incluem fatores como a dinâmica populacional (aglomerações, crescimento populacional, deslocamentos, fluxos migratórios), o uso e a ocupação do solo (expansão urbana, paisagismo, instalações de infra-estrutura, rede viária, etc.), a produção cultural e também as ações de proteção e recuperação de áreas específicas. (SÃO PAULO, 1992).
[7] No Brasil há várias leis estabelecendo Áreas de Proteção Ambiental (APAs), que são espaços do território brasileiro, assim definidos e delimitados pelo Poder Público (União, Estado ou Município), cuja proteção se faz necessária para garantir o bem estar das populações presentes e futuras e o meio ambiente ecologicamente equilibrado. (SÃO PAULO, 1992).
[8] Unidades de Conservação: “Espaço territorial e seus recursos ambientais, incluindo as águas jurisdicionais, com características naturais relevantes, legalmente instituído pelo Poder Público, com objetivos de conservação e limites definidos, sob regime especial de administração, ao qual se aplicam garantias adequadas de proteção”. (COSTA, 2002, p.27).
[9] O conjunto de Unidades de Conservação do Brasil constitui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza - SNUC. (COSTA, 2002, p.27).
[10] Plano de Manejo: documento técnico mediante o qual, com fundamento nos objetivos gerais de uma unidade de conservação, se estabelece o seu zoneamento e as normas que devem presidir o uso da área e o manejo dos recursos naturais, inclusive a implantação das estruturas físicas necessárias à gestão da unidade. (BRASIL, 2000).

[11] De acordo com Célia Serrano (2000, p. 9), “podemos considerar o Ecoturismo  como uma idéia “guarda-chuva”, pois envolve uma multiplicidade de atividades como trekking, hiking, escaladas, rapel, espeleologia, mountain biking, cavalgadas, mergulho, rafting, floating, cayaking, vela, vôo livre, paragliding, balonismo, estudos do meio, safári fotográfico, observação de fauna e de flora, pesca (catch-release),  turismo esotérico e turismo rural, para citar as mais usuais”.