domingo, 6 de janeiro de 2013

Adote uma praça!


06/01/2013 - 03h00

Grupos se organizam para fazer e cuidar de hortas em praças de SP

REGIANE TEIXEIRA
DE SÃO PAULO

http://www1.folha.uol.com.br/saopaulo/1209993-grupos-se-organizam-para-fazer-e-cuidar-de-hortas-em-pracas-de-sp.shtml


Todos os dias, a caminho do trabalho, o advogado Luciano Santos, 54, diminui o passo quando se aproxima da praça do Ciclista, no final da avenida Paulista, região central. De terno, examina o verde ao centro da praça para ver se há algo que possa danificar os pés de alecrim, couve, manjericão, milho e tomate plantados ali.
Desde outubro, um grupo formado por ciclistas e entusiastas da agricultura urbana organiza o plantio de hortaliças no local. Depois de fazer com que a praça se tornasse ponto de encontro das "bikes", eles tiveram a ideia de ocupar o terreno com verduras. "O lugar estava malcuidado e isso [a horta] representa a apropriação do espaço pelos cidadãos", diz Luciano.

Plantio Urbano

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Peu Robles/Folhapress
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Claudia Visoni faz parte de grupos que cuidas da horta na avenida Paulista, região central, e na praça das Corujas, na Vila Madalena, região oeste
Além da Paulista, há outras hortas em praças da cidade. Apesar da organização de gente que se reveza para cuidar dos espaços, qualquer um pode colher os alimentos e ajudar a regar. A iniciativa surgiu na internet com a comunidade Hortelões Urbanos (http://on.fb.me/horteloesurbano ) no Facebook, de 2011, para promover a troca de dados sobre jardinagem. Hoje, são cerca de 2.000 membros.
Além da ocupação do espaço público, a chamada agricultura urbana pode ter objetivos variados, como fornecer alimentos sem agrotóxico, fortalecer os laços entre vizinhos e incentivar a educação ambiental.
Foi a partir do encontro virtual que a ideia começou a ser plantada em julho na Vila Madalena, zona oeste. Um grupo de moradores colocou as mãos na terra para viabilizar a horta na praça Dolores Ibarruri, também conhecida como praça das Corujas.

PARTICIPAÇÃO DA PREFEITURA
Diferentemente do grupo da Paulista, antes de começar a trabalhar eles procuraram a Subprefeitura de Pinheiros para saber como utilizar o espaço. "Já éramos um grupo que cuidava da manutenção da praça e, quando procuramos o subprefeito, ele sabia disso", conta a administradora de empresas Madalena Buzzo, 51.
A subprefeitura mandou uma agrônoma avaliar o terreno e cedeu terra e funcionários para fazer uma cerca. "Eles não nos ensinaram a plantar, mas forneceram uma infraestrutura que não poderíamos bancar", diz.
Segundo a prefeitura, os interessados em cultivar em espaço público devem procurar a subprefeitura local para obter orientações sobre onde, o quê e como plantar. As instruções vão desde a altura das cercas até a proibição de invadir outros espaços, como áreas para brinquedos.
"Se um abacate cai na cabeça de alguém, por exemplo, é responsabilidade da prefeitura", afirma Madalena. A educadora Flávia Aidar já tinha visto a movimentação no local, mas nunca se envolveu com a horta. Num final de semana, porém, recorreu a ela -preparava uma receita com tomilho, mas estava sem o tempero. "Parece coisa de cidade do interior. Não estamos acostumados com o coletivo."
Perto dali, outro plantio colore a praça Maria Noeli Carly Lacerda. "Aqui a horta é algo que ajuda o público da terceira idade a manter uma atividade e uma vida mais saudável", conta a arquiteta Susana Prizendt, 38.
Mesmo expostas, as hortas têm sido preservadas. "Até hoje não houve depredação", diz a jornalista Claudia Visoni, 46, que cuida das plantações da Paulista e da praça das Corujas.

Na zona leste, 21 hortas vão além do uso do espaço público. Elas geram renda para famílias da periferia por meio da ONG Cidades Sem Fome (http://cidadessemfome.org ). A ideia começou em 2004 pelas mãos do gaúcho Hans Dieter Temp, 48.
Para ele, é possível plantar em qualquer local retirando o entulho e recuperando o solo. "As hortas são oásis verdes dentro de regiões que estão degradadas", afirma.

A revolução dos bichos


06/01/2013 - 03h00

Sérgio Dávila: A revolução dos bichos


DE SÃO PAULO - Ganha força no Senado dos EUA um projeto de lei que proíbe o governo de ser dono de chimpanzés para testes. Até agora, 113 dos 500 primatas federais já foram removidos para um santuário na Flórida. O próximo alvo serão os laboratórios, depois os zoológicos.
Parece começo de filme, a que já assistimos algumas vezes.
Uma das marcas do século 20 foi a consolidação dos direitos da criança, que tem como marco internacional a declaração da ONU de 1959 e, no Brasil, a instituição, em 1990, do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A segunda década do século 21 aponta que chegou a vez dos direitos dos animais -os irracionais.
O princípio foram as baleias, em uma das campanhas publicitárias mais bem-sucedidas da história. Quem, ainda no século das crianças, não grudou adesivo com o slogan em inglês que urgia que elas fossem salvas ("Save the whales") é porque não tinha carro ou não conseguiu o adesivo.
Depois, foi a vez dos gorilas, das ararinhas-azuis, dos vira-latas urbanos, dos bichos de fazenda criados confinados e, agora, dos chimpanzés. O problema não é a causa, justificável, mas alguns de seus protagonistas, ora infectados pelo politicamente correto, ora pelo simples ridículo.
No primeiro caso está o filósofo Peter Singer, da Universidade de Princeton (EUA), que defende que é mais ético ser vegetariano que onívoro. No segundo, aparecem os autoproclamados "abolicionistas", que pregam o fim do direito de propriedade dos humanos sobre os animais.
Um deles é Gary Francione, professor da Universidade Rutgers (EUA), para quem "nunca aboliremos a escravidão animal enquanto promovermos exploração regulamentada".
Ovos de galinha caipira seriam um exemplo de exploração regulamentada -diferentemente de suas colegas de granjas industriais, a ave não está numa gaiola. Mas também não é "livre".

O que quererá uma galinha livre? Visitar a Flórida?

O que é sustentabilidade? Uma coisa para comer?


05/01/2013 - 06h00

Pelo terceiro ano, desempenho de aluno em matemática recua em SP

http://www1.folha.uol.com.br/educacao/1210485-pelo-terceiro-ano-desempenho-de-aluno-em-matematica-recua-em-sp.shtml

FÁBIO TAKAHASHI
DE SÃO PAULO


 O desempenho em matemática dos alunos que se formam nas escolas municipais de São Paulo sofreu ano passado a terceira piora seguida na avaliação da própria rede.
Assim, o estudante da nona série do ensino fundamental (alunos com 14 anos) possui conhecimento equivalente ao que se espera para um da quinta série (de 10 anos).
Já em português, a tendência nos dois últimos anos na rede é de melhoria.
A Folha teve acesso aos resultados preliminares da Prova São Paulo 2012, avaliação aplicada pela prefeitura. O ano passado foi o último da gestão Gilberto Kassab (PSD).
A média dos alunos em matemática do nono ano recuou nove pontos desde 2009, chegando a 228 (escala até 500).
Para essa série, o ideal é que a nota seja 72 pontos maior (30% superior), segundo analistas consultados pela ONG Todos pela Educação.
O sistema municipal de São Paulo possui mais de 450 mil alunos no ensino fundamental, o equivalente a 30% das matrículas na cidade.
Editoria de arte/Folhapress
AVANÇOS
De positivo, a Prova São Paulo mostra que houve forte melhora dos alunos da terceira série (faixa de oito anos), tanto em português quanto em matemática.
Na matéria de exatas, a média subiu 18 pontos em apenas um ano, chegando a 155.
Considerando os demais estudantes, houve avanço em português entre 2010 e 2012.
Um dos problemas que afetam o ensino da matemática é a carência de professores na área, o que pode levar ao aproveitamento de docentes com formação deficitária.
Educadores da rede dizem ainda que as gestões José Serra (PSDB) e Kassab priorizaram a alfabetização dos alunos e que não houve programas incisivos para a matemática.
Em 2006, a prefeitura criou o Ler e Escrever, programa que prevê formação de professores e materiais didáticos para melhoria da alfabetização.
"Só recentemente começaram programas para matemática", disse João de Souza, presidente do sindicato de diretores e coordenadores. "Faz sentido melhorar a alfabetização, porque ela dá base para tudo. Mas, na situação que estamos, não podemos deixar nenhuma área de lado."
Na avaliação da antiga gestão Kassab, foram feitas melhorias na rede que permitirão um avanço rápido nas médias nos próximos anos.
Entre elas, diz, a construção de escolas, que permitiu praticamente eliminar o "turno da fome" --turmas intermediárias entre o período matutino e vespertino, que deixavam todos com jornada menor.
Segundo dados da prefeitura, 71% das unidades possuíam esse turno em 2005, número que foi reduzido para 4% no ano passado.
Também são apontadas a introdução do currículo escolar, novos materiais didáticos e política de reajuste salarial.

REVISÃO
Oficialmente, nem os dados de 2011 da prova foram divulgados. A gestão Kassab apontou inconsistências nos resultados anteriores, pois havia saltos de um ano para outro.
As médias obtidas pela Folha passaram por revisão técnica de um especialista externo contratado pela prefeitura, mas a reportagem não teve acesso às explicações do que foi feito para a correção. 

Gana também é um tradicional destino do chamado "e-waste", ou lixo eletrônico...


Gana proíbe importação de geladeiras usadas

Objetivo da medida é reduzir o consumo de energia e o impacto ambiental dos aparelhos antigos.

01 de janeiro de 2013 | 18h 27



Com o intuito de reduzir o consumo de energia e os danos ao meio ambiente, o governo de Gana, no oeste da África, tomou uma medida inusitada: proibiu a importação de geladeiras usadas.


Muitos refrigeradores antigos contêm uma substância química chamada Clorofluorcarbonos (conhecidos popularmente pela sigla CFCs), que destroem a camada de Ozônio.

Embora a fabricação da maior parte das geladeiras que possuem tal tipo de composto já foi descontinuada, ainda existem muitas delas espalhadas pela África.

O responsável pela comissão de energia de Gana disse à BBC que a proibição tomada pelo governo é "pioneira no oeste do continente".

O banimento foi introduzido inicialmente em 2008, mas acabou adiado para dar aos comerciantes tempo para se adaptarem à nova lei.

Entretanto, para uma parcela dos comerciantes de Gana, a medida provocará perda de empregos.

Mas segundo Alfred Ofosu-Ahenkora, chefe da comissão de energia do país, os refrigeradores de segunda mão são prejudiciais, já que eles não foram feitos para serem usados na África ou consumem muita eletricidade.

Dados da entidade revelam que 2 milhões de geladeiras de segunda mão do país são importadas, especialmente de locais como a União Europeia.

Dano ambiental

O uso de CFCs é proibido segundo o protocolo de Montreal sobre substâncias que empobrecem a camada de Ozônio.

Para desencorajar seu uso, Gana introduziu um programa que incentiva a população a trocar seu refrigerador usado por um novo.

Segundo Sammy Darko, repórter da BBC em Acra, capital de Gana, o problema de medida é que apenas uma pequena parcela da população tem dinheiro suficiente para comprar uma geladeira nova.

Ele explica que, por essa razão, a demanda por refrigeradores usados ainda permanece em alta em lojas de segunda mão que se multiplicam nos subúrbios da maior cidade ganense.


Emprego

Em entrevista à BBC, o vendedor Albert Kwasi Breku disse que teme perder seu emprego com a nova medida.

"Nós perderemos nossos empregos e eu preciso dele para sustentar minha família", afirmou.

Mas Ofosu-Ahenkora diz que a solução é estimular a fabricação de geladeiras nacionalmente.

"Não se trata de interromper o comércio, mas encorajar a fabricação interna. Eu acho que a produção nacional criaria mais empregos do que a importação de refrigeradores usados".

Desde que os CFCs foram banidos, muitos fabricantes de geladeiras substituíram tais substâncias químicas pelos chamados Hidrofluorcarbonos (HFCs).

Porém, no ano passado, um relatório da ONU alertou que o HFC contribui para o efeito estufa, sendo 20% mais potente do que o CO2.

Segundo as Nações Unidas, seu uso pode inibir os esforços para frear o aquecimento global.


Gana também é um tradicional destino do chamado "e-waste", ou lixo eletrônico, proveniente de computadores e televisões importados do Ocidente, que frequentemente contêm material tóxico. 

"Mula": Apreenderam um gato que tentava entrar no local carregando, preso ao corpo, serras, brocas, fone de ouvido, cartão de memória, aparelho celular, baterias e um carregador...


Gato é apreendido tentando entrar com celular em presídio

Além do telefone, gato também tinha serras, brocas e cartão de memória presos ao corpo

04 de janeiro de 2013 | 19h 59


Carlos Nealdo

MACEIÓ - Agentes penitenciários do Presídio Desembargador Luiz de Oliveira Souza (PDOS), localizado no município de Arapiraca, a 127 km de Maceió, apreenderam um gato que tentava entrar no local carregando, preso ao corpo, serras, brocas, fone de ouvido, cartão de memória, aparelho celular, baterias e um carregador. O fato inusitado aconteceu na madrugada do dia primeiro, momentos depois da virada de ano. O flagrante aconteceu na entrada principal do presídio, guardada por agentes que estavam de plantão.
Gato foi encaminhado para o Centro de Zoonoses de Arapiraca - Divulgação
Divulgação

Gato foi encaminhado para o Centro de Zoonoses de Arapiraca

A quantidade de material surpreendeu até mesmo o superintendente do PDOS, tenente-coronel Carlos Luna, que abriu procedimento para investigar a origem do animal e dos objetos.
Considerado presídio de segurança média, o lugar - que está localizado ao lado da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) em Arapiraca - abriga atualmente 263 detentos, todos considerados suspeitos pela ação do gatuno. "Fica difícil de saber quem é o responsável pela ação, uma vez que o gato não fala", informou a gerência do presídio, através de assessoria de imprensa.
Segundo ela, esta é a primeira vez, desde que o presídio foi inaugurado, em setembro de 2002, que um animal tenta entrar no local carregando material considerado de contravenção. "Geralmente, isso acontece com seres humanos que tentam levar objetos para os presidiários", ressaltou.
O gato, considerado pela gerência do presídio como o mais inocente da história, foi encaminhado para o Centro de Zoonoses do município, onde ficará detido, não como presidiário, mas para receber cuidados dos veterinários. 

Novo governo do Japão vai reiniciar o "pesadelo" ambiental...


27/12/2012 - 22h10

Novo governo do Japão vai reiniciar reatores nucleares, diz jornal


DA REUTERS, EM TÓQUIO

Os reatores nucleares ociosos do Japão vão ser religados gradualmente sob o governo do recém-eleito primeiro-ministro, Shinzo Abe, conforme as unidades forem recebendo o sinal verde da Autoridade de Regulação Nuclear do país, afirmou o jornal "Nikkei".
Abe, em instruções para membros do gabinete, traçou sua política de permitir que reatores nucleares retomassem as operações dando prioridade à avaliação do órgão regulador, disse o jornal japonês.
Todos os 50 reatores do Japão, com exceção de dois, continuam desligados depois que a usina de Fukushima sofreu explosões e um derretimento com o tsunami provocado por um terremoto em 2011.
O novo governo também irá rever a política de seu predecessor de desativar a energia nuclear até 2040, disse o ministro do Comércio e Indústria, Toshimitsu Motegi, em entrevista coletiva nesta quinta-feira, disse o Nikkei.
Shinzo Abe, que assumiu o posto de primeiro-ministro do Japão na quarta-feira, criticou o objetivo de "zero nuclear" do derrubado Partido Democrático do Japão como irreal.

Albergues brasileiros recebem cartilha sobre sustentabilidade


     
Serão distribuídas cerca de oito mil cartilhas do Passaporte Verde em todos os albergues do País
 04/01/2013 - 14:27
http://www.copa2014.gov.br/pt-br/noticia/albergues-brasileiros-recebem-cartilha-sobre-sustentabilidade

As notícias com a assinatura Portal da Copa podem ser reproduzidas desde que citada a fonte.
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 A partir deste mês, os mais de 90 albergues espalhados pelo país receberão exemplares do Passaporte Verde, uma cartilha que traz dicas de viagens e estimula a reflexão sobre a sustentabilidade. A ação é uma parceria do Ministério do Turismo com a Federação Brasileira de Albergues da Juventude (FBAJ). Ao todo serão distribuídos oito mil exemplares.
A ideia é aproveitar o período de alta temporada, no qual a ocupação dos albergues chega a 80%, para promover a educação ambiental. “Aproveitamos a viagem dos alberguistas para conscientizá-los das questões ambientais, que vão desde o respeito ao patrimônio à economia de energia e água”, afirmou a presidente da FBAJ, Maria José Giaretta.
Lançada em junho, durante a Rio + 20, a cartilha faz parte da campanha coordenada pelo Ministério do Turismo e o Ministério do Meio Ambiente, em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). O Passaporte Verde busca estimular a reflexão sobre a sustentabilidade, mostrando que atitudes simples, como o consumo responsável e o uso racional dos recursos naturais, favorecem a proteção  dos destinos turísticos.



Água "torneiral"


Cidade dos EUA proíbe venda de água em garrafinhas plásticas

Medida atinge recipientes com menos de 1 litro e busca reduzir desperdício.

03 de janeiro de 2013 | 15h 51

http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,cidade-dos-eua-proibe-venda-de-agua-em-garrafinhas-plasticas,980214,0.htm

O governo da cidade de Concord, no Estado americano de Massachusetts, proibiu a venda de água em garrafas plásticas com menos de 1 litro.
A lei passou a vigorar em 1º de janeiro, depois de uma campanha de três anos para reduzir o desperdício e encorajar o uso da água de torneira.
Quem infringir a regra receberá um aviso. Se for reincidente, o transgressor receberá multa de US$ 25 (R$ 55), que aumentará para US$ 50 (R$ 110) a cada novo desvio.
A medida não é inédita no mundo. Em 2009, a cidade australiana de Bundanoon introduziu uma proibição completa de água engarrafada.
Mais de 90 universidade nos EUA e em outras partes do mundo já restringiram a venda de garrafas plásticas, assim como alguns órgãos públicos.
Concord, por outro lado, não introduziu nenhuma restrição à venda de outras bebidas em garrafas de pequena litragem, e a nova lei prevê algumas exceções em casos de emergência.
Consumo
Ativistas dizem que os EUA consomem 50 bilhões de pequenas garrafas plásticas todos os anos.
A indústria do setor diz que as garrafas de menor litragem são "essenciais" para a vida moderna e encorajam as pessoas a ter um estilo de vida saudável.
Mas Jean Hill, que liderou a campanha para a proibição em Concord, disse ao jornal americano The New York Times: "O que eu estou tentando fazer com essa lei é aumentar as barreiras para a venda de garrafas de menor litragem".
"Para incentivar uma mudança de comportamento da população, você precisa colocar em prática medidas que desencorajem a venda de garrafas de água e, por outro lado, deem outras alternativas às pessoas."
Alguns dos moradores da cidade dizem que a proibição é "sem sentido", uma vez que eles podem comprar as mesmas garrafinhas em cidades próximas.
Hill diz ter se inspirado em seu neto para fazer a campanha, depois de o menino lhe ter informado sobre uma vasta "ilha" de lixo plástico que boia no Oceano Pacífico. 

sábado, 5 de janeiro de 2013

OIE: E a carne para o consumo dos brasileiros?


02/01/2013 - 18h08

Governo estuda questionar barreiras impostas à carne bovina na OMC


JULIA BORBA
DE BRASÍLIA

A secretária de comércio exterior do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior, Tatiana Lacerda Prazeres, disse nesta quarta-feira (2), que o governo não descarta abrir contencioso na OMC (Organização Mundial do Comércio) para questionar as barreiras impostas à venda de carne bovina brasileira.
"O Brasil não descarta essa possibilidade [de abrir contencioso na OMC] diante de barreiras incompatíveis com as regras internacionais", disse.
Segundo a secretária, as medidas são protecionistas. "Se não há respaldo nas regras internacionais, que definem parâmetros sanitários para essa comercialização de carne bovina, essas barreiras são injustificáveis incompatíveis com normas da OMC e o governo avalia que medidas irá tomar."
Tatiana Prazeres explicou que quem define padrões sanitários a serem adotados internacionalmente é a OIE (Organização Mundial de Saúde Animal). Por meio da classificação de risco para cada produto, feita por essa organização, a OMC norteia suas avaliações em caso de impasses comerciais.
"A OIE mantém o risco para as exportações de carne brasileira como insignificante ou negligenciado, que é o menor nível existente. Esse nível não foi alterado desde maio do ano passado, ou seja, não houve alteração depois do caso Paraná", disse a secretária.
Por esse motivo, na visão do governo, "não há parâmetro sanitário razoável para imposição de barreiras".
"O Brasil está atento a isso, consultando membros da organização com vistas a avaliar qual é a melhor medida", reforçou Tatiana.
Até o momento, adotam restrição contra a carne bovina brasileira o Japão, China, África do Sul, Arábia Saudita, Japão, Chile (apenas alguns produtos), Jordânia (apenas carne do Paraná). Além destes países, já confirmados oficialmente pelo governo brasileiro, o Líbano também impôs restrições à carne vinda do Paraná.
A decisão foi confirmada pela embaixada do país no Brasil e se aplica à produtos congelados ou ao animal vivo.
A suspensão, segundo a embaixada, é temporária e poderá ser revertida por meio de novo comunicado.
Estimativas usadas pelo governo indicam que, antes da adesão do Líbano, as exportações brasileiras de carne bovina deveriam ser impactadas com uma queda de 4,4% por causa das restrições.
O governo ainda não possui dados oficiais sobre o impacto do governo libanês a essa importação.

BNDES aprova R$ 1,35 bilhão para projeto da Sabesp de despoluição do Tietê


03/01/2013 - 17h15

BNDES aprova R$ 1,35 bilhão para projeto da Sabesp de despoluição do Tietê


O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) aprovou a concessão de um empréstimo de R$ 1,35 bilhão para a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo).
Os recursos serão aplicados no programa de despoluição do rio Tietê, iniciado em 1992 e atualmente na terceira etapa de investimentos --que deve estar concluída em 2016.
Segundo o banco, o financiamento vai cobrir a contrapartida da Sabesp no contrato assinado com o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) para a execução da terceira fase, que prevê a ampliação da cobertura dos serviços de coleta e tratamento de esgoto na região metropolitana de São Paulo.
O BID já emprestou US$ 1,050 bilhão ao projeto.
Nas duas primeiras etapas do Projeto Tietê, a Sabesp investiu US$ 1,6 bilhão e, neste momento, negocia recursos para a quarta e última fase, que deve demandar cerca de US$ 2 bilhões.
De acordo com o BNDES, durante a execução do projeto, há previsão de que sejam gerados 20 19,8 mil empregos, dos quais 13,1 mil indiretos e 6,7 mil, diretos.

O PROJETO
Serão construídos aproximadamente 420 quilômetros de coletores e interceptores e 1.251 quilômetros de redes coletoras. Também serão realizadas 200 mil ligações domiciliares de esgotos.
Está prevista também a instalação de seis estações elevatórias de esgoto e a ampliação de três estações de tratamento de esgoto (ETEs) do sistema principal.
A de Barueri terá a vazão atual de 9,5 metros cúbicos por segundo ampliada para 16 metros cúbicos por segundo. A vazão da estação Parque Novo Mundo passará de 2,5 metros cúbicos para 4,5 metros cúbicos por segundo. A estação ABC terá a vazão de tratamento aumentada de 3 metros cúbicos para 4 metros cúbicos por segundo.
As intervenções serão executadas em uma área que inclui 27 municípios da região metropolitana.

Triple bottom line: Copa e eleição vão manter aquecida a criação de emprego


Ed. de Arte/Folhapress

04/01/2013 - 05h06

Copa e eleição vão manter aquecida a criação de emprego


CLAUDIA ROLLI
DE SÃO PAULO

A proximidade da Copa e das eleições, em 2014, deve manter em alta a criação de emprego com carteira assinada em 2013. Além de obras de infraestrutura, o consumo também impulsionará o mercado formal de trabalho.
A expectativa é de criação de 1,3 milhão de vagas em 2013, segundo a média das previsões dos analistas mais otimistas -os que apostam em um crescimento maior da economia, de 4%.
Já na previsão dos mais pessimistas (os que acreditam que o PIB será menor que 3%), serão 970 mil novos postos.
O número para 2013 está distante do 1,771 milhão de postos de trabalho abertos de janeiro a novembro de 2012. E ainda mais longe de 2010, considerado o melhor ano para a geração de vagas formais no país, quando foram abertos 2,5 milhões de empregos com carteira assinada.
Economistas e representantes do setor produtivo (indústria, comércio e serviços) prevêem alta da ocupação (pessoas ocupadas com ou sem carteira assinada) de 1,2% a 2,5% em 2013.

É quase consenso que o rendimento médio real deva chegar a 3%. A massa salarial (soma de todos os salários) deve variar de 3% a 6%, segundo as previsões.
Além do mercado interno, o que deve estimular o emprego e a renda são os investimentos que devem ser feitos em ano "pré-eleitoral", avalia Clemente Ganz Lúcio, diretor-técnico do Dieese.
"De olho nas eleições em 2014 [quando ocorre eleição para governador e presidente da República], os Estados devem iniciar grandes obras de infraestrutura em 2013."
Investimentos também estão previstos em portos, aeroportos e programas de habitação. Com a maior incidência de apagões e "apaguinhos", o governo federal pode antecipar algumas obras para o setor de energia.

EM RECUPERAÇÃO
Com um 2012 ruim (o número de ocupados recuou 1,4% nos dez primeiros meses), a indústria deve se recuperar em 2013, o que também tem impacto no emprego e na renda, uma vez que os salários no setor são mais altos.
"A indústria tende a contratar mais, mas ainda com morosidade. Alguns indicadores já dão sinais de retomada", diz Fábio Romão, economista da LCA.
Em 2011, a indústria gerou 200,2 mil postos, segundo o Caged (Cadastro Geral de Emprego e Desemprego), do Ministério do Trabalho. A projeção da LCA é que em 2012 serão abertas 106,2 mil vagas.
Para 2013, devem ser criados 276 mil empregos na indústria -ainda abaixo da média no período de 2004 a 2008: 319 mil vagas por ano.
A Fiesp (federação das indústrias paulistas) projeta crescimento do nível de emprego de 1,6% em 2013 ante o resultado negativo (-2,3%) para 2012.
No ano de 2013, a expansão da indústria deve chegar a 3%.

Preciso engordar...


Estudo vê risco menor para quem tem sobrepeso

Revisão de cem pesquisas conclui que quem está um pouco acima do peso tem menos risco de morrer que pessoas com o peso ideal

02 de janeiro de 2013 | 23h 23



Gustavo Chacra, de O Estado de S. Paulo

NOVA YORK - Pessoas com sobrepeso e grau 1 de obesidade têm risco de mortalidade inferior aos que apresentam peso normal, tendo como parâmetro o Índice de Massa Corporal (IMC) – que faz uma relação entre o peso e a altura. A conclusão é de um estudo, baseado na revisão de 100 pesquisas com a participação de 3 milhões de pessoas, publicado pelo respeitado Journal of the American Medical Association (Jama).
Veja também:

Alguns médicos, porém, fazem ressalvas a algumas das conclusões, enquanto outros classificavam como “lixo” o levantamento. Isso porque o resultado do estudo contradiz pesquisas anteriores, que indicam ser melhor para a saúde ter o peso normal, de acordo com o IMC.
Os autores, por sua vez, frisam que os dados deste levantamento indicam apenas haver menos risco de morte, mas não melhora na qualidade de vida. Não há, segundo eles, conclusões refutando outros levantamentos que associam obesidade a problemas cardíacos e diabete, responsáveis por grande parte das mortes no mundo desenvolvido.
Ao todo, há 2,88 milhões de indivíduos e 270 mil mortes nas pesquisas citadas – que são majoritariamente nos EUA, Canadá e Europa, mas também incluem China, Japão, Brasil, Israel, Índia e México. A responsável é Katherine Flegal, do Centro Nacional de Estatísticas da Saúde e do Centro para o Controle e Prevenção de Doenças (CDC, em inglês), que atuou com dezenas de colegas para coletar e analisar todos os dados.
Risco de morte. Os pesquisadores, de acordo com o Jama, verificaram um risco de morte 6% inferior para as pessoas com sobrepeso quando comparadas às de peso normal. As com grau de obesidade 1 correriam risco 5% menor. Para os graus 2 e 3 de obesidade o risco de morte dispara, sendo 29% superior ao dos indivíduos com peso normal.
O uso do Índice de Massa Corporal (IMC) como base do estudo alimentou ainda mais a polêmica (mais informações nesta página). O IMC considerado normal varia entre 18,5 e 24,9. O sobrepeso vai de 25 a 29,9. A obesidade de grau 1 é observada entre os valores 30 e 34,9. Acima disso, passa a ser obesidade de grau 2 (35 a 39,9) e 3 (40 ou mais).
Explicações. Segundo o estudo, portanto, o sobrepeso e a obesidade de grau 1 teriam vantagens. Mas o IMC muito alto, refletindo obesidade de grau 2 ou 3, aumentaria o risco de morte quando comparado ao de pessoas de peso normal.
“Possíveis explicações para o resultado incluem o comparecimento de pacientes pesados a médicos com antecedência, recebendo tratamento, efeitos metabólicos e benefícios de reservas energéticas”, dizem os autores do estudo. Eles acrescentam que “nem todos os pacientes classificados com sobrepeso ou tendo grau 1 de obesidade requerem tratamento para perda de peso. Estabelecer o IMC é apenas um passo em uma avaliação médica”.
Médicos consultados pelo Estado alertaram, porém, que doenças como a diabete e problemas no coração estão associados à obesidade e as pessoas devem buscar ter um peso normal.
Também advertiram que o IMC não é a única forma de medir a obesidade de uma pessoa. Atletas fortes podem ter peso maior por causa dos músculos e serem classificados como com sobrepeso. A localização da gordura também é importante. Próxima ao abdome, oferece mais riscos cardiovasculares. Além disso, o histórico familiar também influencia.
Alguns médicos criticaram duramente o estudo. Walter Willet, da Escola de Saúde Pública de Harvard, disse que a pesquisa “é um monte de lixo”.

Rio cobra taxa para visita a área preservada


Rio cobra taxa para visita a área preservada

Prevista em lei, cobrança será feita em regiões turísticas, como Parque da Pedra Selada e Estrada Parque Visconde de Mauá

03 de janeiro de 2013 | 2h 06


HELOISA ARUTH STURM / RIO - O Estado de S.Paulo

A Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) do Rio de Janeiro se prepara para restringir e cobrar pelo acesso a algumas localidades turísticas do Estado. Uma lei publicada na semana passada no Diário Oficial traz as regras criadas para limitar a circulação de pessoas em áreas de conservação ambiental. As primeiras a adotarem o sistema serão o recém-criado Parque Estadual da Pedra Selada e a Estrada Parque Visconde de Mauá, na região do Vale do Paraíba.
"O limite e o pagamento não são somente para o parque, mas sim para uma região. Mesmo quem não entrar no Parque da Pedra Selada vai ter uma restrição para usar a estrada-parque", afirmou o secretário estadual, Carlos Minc. A ideia de cobrar pela entrada em áreas de preservação ambiental não é nova. O que difere na lei é estabelecer o pagamento para uso das vias que dão acesso a esses locais. O conceito de estrada-parque foi importado do Canadá e implementado pelo Rio de Janeiro há cerca de cinco anos. São vias de tráfego com velocidade reduzida, mirantes e zoopassagens - aqueles trechos subterrâneos e aéreos que ligam as copas das árvores e ajudam a diminuir o risco de atropelamento de animais silvestres.
Além da taxa de acesso à área, de R$ 5 por pessoa, será cobrada também uma tarifa por veículo, com valores que variam de R$ 3 a R$ 30 para motocicletas, de R$ 5 a 50 para veículos de passeio, e de R$ 10 a R$ 100 no caso de ônibus e caminhões. A justificativa do governo estadual é prevenir impactos ambientais negativos decorrentes da visitação desordenada.
Também há planos para restrição de acesso à Ilha Grande, à estrada Paraty-Cunha, que leva ao Parque Nacional da Serra da Bocaina, e ao Parque do Desengano, no norte fluminense. A SEA fará um levantamento das áreas prioritárias para adoção das medidas, e um grupo interdisciplinar vai estimar o número ideal da chamada "capacidade de suporte", que é o quantitativo de visitantes que uma região natural pode absorver sem se degradar. No caso do Parque da Pedra Selada, a área de 8 mil hectares, que forma um corredor da biodiversidade com o Parque Nacional do Itatiaia e outras quatro Reservas Particulares do Patrimônio Natural, poderá ser visitada por até 6 mil pessoas por dia.
Moradores nas unidades de conservação e no entorno, bem como funcionários que trabalhem na região, ficam isentos do pagamento da tarifa de acesso rodoviário e não serão contabilizados para limitação do quantitativo total de visitantes.
Toda a arrecadação será convertida para o Fundo Estadual de Conservação Ambiental e se destinará às obras de saneamento e manutenção nos locais afetados. Parte dos recursos será aplicada também na regularização fundiária, implementação e gestão de outras unidades de conservação estaduais. "Seria uma irresponsabilidade apostar num turismo de qualidade sustentável que não preveja o recurso para manter esses equipamentos que instalamos na região", disse Minc.

Relatório Economia Verde - Síntese para Tomadores de Decisão




Título: Relatório Economia Verde - Síntese para Tomadores de Decisão
Autor: PNUMA
Data: 09/09/2011


Resumo:
Rumo a uma Economia Verde está entre as contribuições-chave do PNUMA ao processo Rio+20 e ao objetivo geral de luta contra a pobreza e promoção de um século XXI sustentável. O relatório apresenta argumentos econômicos e sociais convincentes sobre o investimento de 2% do PIB mundial para tornar verde os 10 setores estratégicos da economia, de forma a redirecionar o desenvolvimento e desencadear um fluxo público e privado rumo à baixa emissão de carbono e a um caminho de uso eficiente de recursos. Tal transição pode catalisar uma atividade econômica de tamanho comparável pelo menos às práticas atuais, mas com um risco reduzido de crises e choques cada vez mais inerentes ao 

Várias Inteligências...


20/12/2012 - 04h30

Estudo questiona uso de medida única para a inteligência

FERNANDO MORAES
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1204090-estudo-questiona-uso-de-medida-unica-para-a-inteligencia.shtml


Um estudo publicado ontem na revista científica "Neuron" traz evidências de que não existe uma propriedade única e geral do cérebro chamada inteligência, passível de ser medida por meio de testes como os de QI.
"Outros estudos já haviam sugerido que há vários tipos de inteligência. Contudo, o nosso trabalho é o primeiro a mostrar que cada um deles está associado a um tipo diferente de área cerebral", explicou à Folha Adam Hampshire, líder da pesquisa, que trabalha na Universidade de Ontário Ocidental (Canadá).
Editoria de Arte/Folhapress
A pesquisa utilizou ressonância magnética funcional, modelagem computacional e o maior teste de inteligência online jamais feito para chegar aos resultados.
Dezesseis pessoas responderam a uma bateria de 12 testes cognitivos envolvendo memória, raciocínio, atenção e habilidades de planejamento enquanto passavam pela ressonância magnética.
O exame mapeava uma região chamada córtex MD, que estudos anteriores haviam relacionado a uma série de tarefas cognitivas.
Os resultados mostraram que atividades em que era utilizada a memória de curta prazo (usada para lembrar um novo número de telefone por alguns segundos, por exemplo) ativavam uma rede específica do córtex MD.
Em tarefas nas quais a informação era processada a partir de regras, como o raciocínio dedutivo, a rede ativada se mostrou diferente.
"Ao examinarmos a atividade cerebral e as diferenças individuais de desempenho, mostramos que há pouca evidência de que exista uma única inteligência geral dominante", diz Hampshire.
A mesma bateria de 12 testes foi aberta a qualquer pessoa na internet. Também havia um questionário sobre a formação dos que responderam e seus hábitos.

Mais de 100 mil pessoas participaram da pesquisa, das quais 44,6 mil preencheram o questionário de forma completa e correta.
Isso trouxe uma quantidade imensa de informações sobre como certos fatores (idade, gênero, tendência a jogar videogame etc.) influenciam as funções cerebrais.
Os dados mostraram que a idade é o fator mais importante na performance intelectual geral. O desempenho é significantemente afetado nas pessoas com 60 anos ou mais quando comparadas àquelas de 20.
A habilidade verbal é a menos afetada com a idade. Já o hábito de jogar videogame está ligado a um melhor desempenho em atividades que envolvem raciocínio e memória de curto prazo, mas pouco influi na habilidade verbal.
E a ansiedade atrapalha de forma moderada a memória de curto prazo, mas tem um impacto quase desprezível nos outros fatores.
Os dados dão suporte à ideia de que esses componentes da inteligência têm base em sistemas cerebrais relativamente independentes.
"Cada tipo de inteligência está relacionado a um diferente conjunto de variáveis demográficas e sociais", diz Hampshire. "Portanto, comparar a inteligência de diferentes populações por meio de um número de QI é uma grande simplificação."

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Confira profissões que tiveram ganho e perda de salários em 10 anos: Ciências ambientais e da terra


Confira profissões que tiveram ganho e perda de salários em 10 anos

04 de janeiro de 2013 • 11h08 •  atualizado 12h02
Um estudo divulgado pela Brasil Investimentos & Negócios (BRAiN) nesta sexta-feira apontou que, entre os anos de 2000 e 2010, o salário médio para pessoas com o curso superior completo caiu em média 6%, passando de R$ 4.317 para R$ 4.060. Dentre as áreas atingidas estão enfermagem, administração de empresas, turismo, farmácia e marketing - resultado obtido graças ao aumento no número de formados. Porém, apesar da queda na média, alguns cursos registraram um aumento nos salários - dentr eles medicina, arquitetura, engenharias, economia e ciências sociais, já que tiveram uma queda na oferta de mão de obra.

O estudo mostrou que os profissionais que completaram apenas o ensino médio também tiveram queda nos salários, que passou de R$ 1.318 em 2000 para R$1.317 em 2010, ou seja, uma baixa de 4,4%. Já a diferença entre o salário de quem completou o ensino médio e quem completou o ensino superior caiu de 213% para 208% em dez anos, informou a pesquisa.


Além disso, as áreas de medicina, humanidades e engenharias apresentaram uma alta na porcentagem de formandos que trabalham na área de formação. Já enfermagem, química e farmácia apresentaram declínio neste tipo de dado. De acordo com a pesquisa, estes resultados são reflexo do aumento ou diminuição nas oportunidades de trabalho em cada área.

Confira as profissões que tiveram aumento no salário:
Medicina
Ciências sociais
Engenharia civil
Ciências ambientais
Ciências da terra

Economia
Estatística
Odontologia
Biblioteconomia
Psicologia
Direito
Veterinaria
Militar
Confira as profissões que tiveram redução no salário:
Atuariais
Turismo
Publicidade
Produção e processamento
Engenharia eletrônica
Enfermagem
Administração de empresas
Farmácia
Pedagogia
Filosofia
Comunicação

Inédito! O mais completo estudo sobre banheiro ecológico seco no Brasil!

Avaliação da qualidade do composto e dos aspectos construtivos e operacionais de banheiros compostáveis

fonte: http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=000788673&fd=y


Dissertação apresentada ao Programa de Mestrado da

Faculdade de Tecnologia da Universidade Estadual

de Campinas, como requisito para a obtenção do

título de Mestre em Tecnologia


Autoria: Maira Cristina de Sá

Área de concentração: Tecnologia e Inovação
Titulação: Mestre em Tecnologia
Banca:

Carmenlucia Santos [Orientador]
Bruno Coraucci Filho
Valdir Schalch



Resumo: O banheiro seco compostável é um sistema que não emprega água para eliminar os dejetos, que sofrem um processo de compostagem em uma câmara, sendo biodegradados. Este sistema vem sendo difundido em diversos países, como uma forma de saneamento sustentável; no Brasil o seu uso ainda é pouco difundido. Esta técnica representa uma boa alternativa para a solução dos problemas de saneamento básico, principalmente em comunidades que não têm acesso à rede coletora e ao tratamento de esgotos. No entanto, existe a necessidade de um melhor entendimento, aperfeiçoamento, avaliação e divulgação do uso correto dos sistemas de banheiros secos, para que estes possam ser efetivamente utilizados, sem ocasionar danos à saúde pública e ao meio ambiente. Nesta pesquisa foram avaliadas as características e a qualidade do composto final produzido em três banheiros instalados no Estado de São Paulo. Foram realizadas coletas de material, medições de temperatura e ensaios físico-químicos e biológicos, utilizando metodologias de análises e padrões de qualidade indicados para compostos orgânicos; além de comparar, entre os banheiros estudados, os aspectos construtivos e operacionais. Os resultados mostraram que a qualidade do composto está diretamente relacionada aos cuidados operacionais durante o uso do banheiro e o processo de compostagem; seguindo os limites estabelecido pelas Instruções Normativas do MAPA, o parâmetro pH, que deve ter o valor mínimo de 6, foi o que esteve mais discrepante com relação aos limites estabelecidos; para os ensaios de patogenicidade, com determinação de coliformes totais e termotolerantes, ovos viáveis de helmintos e salmonella, os resultados foram satisfatórios, porém observou-se a necessidade de acompanhar o estado de saúde dos usuários e testar outras metodologias para obter a confirmação da segurança sanitária do composto produzido neste tipo de banheiro

Abstract: The dry composting toilet is a sanitary system that not uses water to eliminate the excreta, which are degraded in a chamber by a composting process. Dry toilets have been widespread in many countries, as a sustainable sanitation alternative; in Brazil their use is not spread yet. This technique represents a good alternative to solve the basic sanitation issues, mainly in communities where sewage collection and treatment systems are not available. However, there is a need to better understand the dry toilet technique, as well as to improve, to evaluate and to spread the correct use of dry toilets since they can be effectively used without cause any harm to environment and public health. In this research the quality and characteristics of the compost produced in three toilets installed in the State of São Paulo were evaluated. Compost sampling, temperature measurements, biological, physical and chemical analysis were carried out using analysis methodologies and quality standards for organic compost; besides the operational and constructive aspects of the three toilets were evaluated. The results have shown that the compost quality is directly related to the operational issues during toilet use and to the composting process; following the limits established by Normative Instructions MAPA, the parameter pH, which must have a minimum value of 6, what was most discrepant with respect to established limits, for tests of pathogenicity with determination of total and fecal coliforms, viable eggs helminth and Salmonella, the results were satisfactory, however it was found that is necessary to monitor the health state of the users, and also, to test other methodologies in order to obtain a confirmation of the sanitary security of the compost produced by the dry toilets
Data de Defesa: 24-02-2011

Idioma: Português
Data de Publicação: 2011 
Local de Publicação: Limeira, SP 
Orientador: Carmenlucia Santos 
Instituição: Universidade Estadual de Campinas . Faculdade de Tecnologia
Nível: Dissertação (mestrado) 
UNICAMP: Programa de Pós-Graduação em Tecnologia



INTRODUÇÃO E JUSTIFICATIVA

A eliminação dos dejetos humanos sempre causou problemas de saúde pública e
contaminação do meio ambiente. Antes da invenção do vaso sanitário eram utilizados recipientes
para coletar estes dejetos que, em seguida, eram descartados nas ruas ou em rios e lagos. Em
1775, o inglês Alexander Cummings, inventou o primeiro vaso sanitário com sifão em forma de
“S”, provido de água que afastava os odores. No final do século XVIII, esta invenção foi
aperfeiçoada e instalada em diversas casas na Inglaterra. Mesmo assim os problemas de saúde
pública e contaminação de cursos d’água continuaram, pois não havia nenhum tipo de tratamento
para os resíduos gerados, e a população mantinha contato com a água contaminada. Nesta época
surgiram várias epidemias de doenças de veiculação hídrica como, o tifo e a cólera (BRANCO,
1983; WENDT, 2001). Para solucionar estes problemas, ao longo do tempo foram desenvolvidos
sistemas de tratamento de água e esgoto, mas em regiões mais pobres e afastadas dos grandes
centros urbanos a população ainda sofre com a falta de saneamento.
No Brasil, segundo os dados levantados em 2008 pela Pesquisa Nacional de Saneamento
Básico (IBGE, 2010), a situação do esgotamento sanitário dos municípios, desde a última
pesquisa realizada em 2000, ainda é pouco satisfatória. Em 2000, 47,8% dos municípios
brasileiros não possuíam coleta de esgoto, e em 2008, o quadro não é muito diferente, 44,8% dos
municípios não apresentavam rede de esgoto. A região norte do país concentra a maior proporção
de municípios sem coleta (86,6%), seguida das regiões Centro-Oeste (71,7%), Sul (60,3%),
Nordeste (54,3%) e Sudeste (4,9%).
Ainda segundo a pesquisa, em municípios mais populosos a presença de rede coletora de
esgoto foi maior, atingindo cobertura total entre os municípios com população superior a 500.000
habitantes. Já nos municípios com população entre 100.000 a 500.000 habitantes, o serviço de
coleta de esgoto esteve presente em mais de 90%; e nos municípios com menos de 50.000
habitantes a cobertura ficou abaixo da média nacional (55,2%), concentrando-se nessa faixa um
grande número de municípios rurais e com população mais dispersa, o que dificulta o
fornecimento dos serviços de coleta de esgoto. Mas, além da falta de coleta de esgoto em muitos
municípios, há também a falta de tratamento do esgoto coletado. Apenas 28,5% dos municípios
brasileiros fizeram tratamento de esgoto, o que impacta negativamente na qualidade dos recursos
hídricos e na saúde publica. Na Região Sudeste, onde 95,1% dos municípios possuíam coleta de
esgoto, menos da metade (48,4%) trataram esse esgoto.
Rezende, Carvalho e Heller (2006), explicam que as ações de saneamento podem ser
individuais, relativas a cada domicílio, ou coletivas, referentes a um conjunto de domicílios. A
presença de serviços de saneamento nos domicílios é condicionada por uma série de variáveis,
que definem os papeis da demanda e da oferta na realização desses serviços. No plano individual,
o saneamento é fortemente influenciado pelas variáveis ambientais, relacionadas à oferta dos
recursos hídricos e de áreas visando à disposição dos efluentes de esgoto. Entretanto, as variáveis
demográficas e socioeconômicas, definem o perfil da demanda de serviços de saneamento,
mostrando a importância das características dos moradores na escolha das formas de
abastecimento de água e escoadouro de esgotos do domicílio. Segundo estes autores a oferta é
fundamental para explicar a presença de redes de água e esgotos nos domicílios.
Segundo a Fundação Nacional de Saúde - FUNASA (2006), as fezes humanas são
compostas de restos alimentares ou dos próprios alimentos não transformados pela digestão,
estando presentes as albuminas, as gorduras, os hidratos de carbono, as proteínas, os sais e uma
infinidade de microorganismos. Na urina são eliminadas algumas substâncias, como a uréia,
resultantes das transformações químicas de compostos nitrogenados. As fezes e principalmente a
urina contêm grande percentagem de água, além de matéria orgânica e inorgânica. Nas fezes está
cerca de 20% de matéria orgânica, enquanto na urina 2,5%. Os microorganismos eliminados nas
fezes humanas são de diversos tipos, sendo que os coliformes estão presentes em grande
quantidade, podendo atingir um bilhão por grama de fezes.
A utilização do saneamento como instrumento de promoção da saúde pressupõe a
superação das barreiras tecnológicas políticas e gerenciais que têm dificultado o alcance dos
benefícios aos residentes em áreas rurais, municípios e localidades de pequeno porte. A maioria
dos problemas sanitários que afetam a população mundial estão relacionados com o meio
ambiente. Um exemplo é a diarréia que com mais de quatro bilhões de casos por ano, é a doença
que aflige a humanidade. Entre as causas dessa doença destacam-se as condições inadequadas de
saneamento (FUNASA, 2006).
A implantação de banheiros secos compostáveis em áreas onde não existe coleta de esgoto,
principalmente zonas rurais, se apresenta como uma alternativa simples, de baixo custo e que não
agride o meio ambiente. O sanitário compostável não utiliza água, os dejetos ficam armazenados
em uma câmara e passam por um processo de compostagem. O composto obtido pode ser usado
em jardins, ou como recurso agrícola. Esta alternativa respeita o ciclo natural dos elementos,
contribui para a redução do consumo de água, e evita a contaminação desta por dejetos humanos.
A compostagem é um processo biológico aeróbio e controlado de decomposição da matéria
orgânica, resultando em um composto estabilizado, que pode ser utilizado como fertilizante
orgânico ou condicionador de solo, promovendo assim a reciclagem dos nutrientes. No banheiro
seco compostável esse processo é a base fundamental para o sucesso de seu funcionamento.
Essa técnica de saneamento é utilizada em diversos países, apresentando uma variedade de
modelos e alguns estudos sobre as características do composto produzido. No Brasil, ainda
existem poucos banheiros compostáveis implantados e uma escassez de pesquisas sobre o
assunto, que possam colaborar para a melhoria e difusão dessa técnica.
A motivação para o desenvolvimento desta dissertação de mestrado surgiu de um primeiro
estudo, realizado em 2008, onde foram avaliados dois banheiros compostáveis, um instalado em
Piracicaba e outro em Botucatu, sendo que ambos eram modelos de duas câmaras (SÁ, 2008). Os
resultados obtidos neste trabalho demonstraram a necessidade de um melhor entendimento do
processo de compostagem que ocorre nos banheiros secos, mediante a coleta de amostras e
acompanhamento do processo, bem como a avaliação dos aspectos construtivos e operacionais.
Neste sentido, nesta dissertação, foram avaliados os aspectos construtivos e operacionais,
bem como a qualidade do composto obtido em três banheiros secos instalados no Estado de São
Paulo. Os banheiros, localizados em Piracicaba, Botucatu e Indaiatuba, foram visitados para
conhecimento das técnicas construtivas e operacionais, medição de temperatura nas câmaras e
coleta das amostras.




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