quinta-feira, 17 de março de 2011

TRAGÉDIA AMBIENTAL NO JAPÃO PODE COMPROMETER COMPLETAMENTE O EQUILÍBRIO DO "TRIPLE BOTTOM LINE"...

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Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/









Será a energia nuclear sustentável?




17 Março2011
12:07

Autor: Humberto D. Rosa

Fonte: http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=474019


Um terramoto e um tsunami de grandes proporções bastaram para relançar em força a questão da segurança das centrais nucleares.

No debate sobre o nuclear havia desde há muito quem quisesse descartar de vez o acidente de Chernobyl, como se fosse algo de ímpar e irrepetível, fruto de uma qualquer tecnologia ultrapassada ou de um improbabilíssimo erro humano. Mas quando vemos o Japão a braços com riscos tão sérios de desastre nuclear numa a quatro das suas centrais afectadas, fica bem patente como nenhuma central nuclear do mundo está isenta de riscos de segurança, sejam de origem natural ou humana.



É certo que nenhuma outra tecnologia ou empreendimento é isento de riscos de acidente, ou de falhas graves em circunstâncias excepcionais. E é justo reconhecer que a energia nuclear está longe de ser das tecnologias mais atreitas ao risco de acidente. O problema não é esse. O problema é que, quando o acidente nuclear grave ocorre, não se vai embora tão cedo: a contaminação radioactiva pode perdurar de décadas a muitos séculos, inutilizando território para uso humano. Certamente que um terramoto devastador poderia por exemplo fazer colapsar uma barragem, o que geraria uma catástrofe enorme, um verdadeiro "tsunami" de água doce.



Mas passada a catástrofe e recuperados os danos, a incidência no território poderia ser plenamente recuperada. Numa catástrofe nuclear, a poluição radioactiva perdura e mata por muito tempo. O risco pode ser baixo, mas o preço a pagar, esse, é intoleravelmente alto.



O debate sempre em curso sobre energia nuclear tem muitas vezes passado ao lado de uma questão fundamental: será a energia nuclear sustentável? Isto é, será ela um ingrediente do desenvolvimento humano duradouro e equilibrado, que não comprometa as opções e bem-estar das gerações presentes e das vindouras?



Há pelo menos três fortes razões para responder não a esta pergunta. Uma delas é precisamente a questão da segurança, e das consequências a longo prazo. Algo cujas consequências nefastas podem perdurar por séculos não pode merecer o classificativo de "sustentável". A segunda é a questão não resolvida, e dificilmente resolúvel, da deposição segura dos resíduos radioactivos da normal actividade das centrais. Como a sua permanência e perigosidade são de muito longo prazo, torna-se difícil imaginar que algum dia se descortine local ou solução segura e plenamente aceitável para tais resíduos. E a terceira, e não menos fundamental, é que a matéria-prima para os reactores nucleares é esgotável, não é um recurso renovável. Por muito que durem as reservas de urânio, estão longe de durar a uma escala de tempo suficientemente ampla para poderem ser uma componente do desenvolvimento humano sustentável no longo prazo.



O rumo de sustentabilidade global que neste século se joga passa seguramente pela energia limpa, renovável e de baixo carbono. A energia nuclear é de baixo carbono, mas está longe de ser limpa, e renovável não é de todo. Com certeza que uma boa parte do mundo de hoje depende dela e vai continuar a usá-la, até como tecnologia incontornável no curto e médio prazo para os que já a possuem. Mas seria desejável que os países envolvidos fossem planeando o abandono a prazo de uma fonte de energia que é, como vimos, intrinsecamente insustentável.



O caminho da sustentabilidade passa antes de mais pela generalização das energias renováveis, pela eficiência energética, e pela busca da independência dos combustíveis fósseis ou dos minérios radioactivos. É tranquilizador saber que é precisamente essa a opção energética que Portugal tem em curso, e que nunca chegou a embarcar na opção nuclear.





Secretário de Estado do Ambiente

Atitude sustgentável: Jovens do IFC visitam exposição Energia, no Sesc Itaquera .

Jovens do IFC visitam exposição Energia, no Sesc Itaquera



Qua, 16 de Março de 2011 17:31

Autoria: Lucas Tavares NOTÍCIAS - Demais

Fonte: http://www.segs.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=32442:jovens-do-ifc-visitam-exposicao-energia-no-sesc-itaquera&catid=50:cat-demais&Itemid=331


Instalação mostra o papel da energia na vida do planeta. Visita integra plano político-pedagógico do Internato Fazenda do Carmo




Num percurso de 400m e 12 espaços expositivos, dez adolescentes que cumprem medida socioeducativa de internação no Internato Fazenda do Carmo (IFC) serão imersos numa viagem lúdica e interativa pela exposição Energia, em cartaz no Sesc Itaquera, em São Paulo. A unidade da Fundação CASA localiza-se no bairro de Itaquera, na Zona Leste da Capital.



Os jovens, acompanhados de funcionários, farão gratuitamente a visita monitorada nesta quinta-feira (17 de março), a partir das 10h. Eles serão apresentados ao universo da energia, desde seu início com o Sol – origem das formas de vida existentes no planeta –, passando pela história das civilizações na manipulação dos meios de transformação desse elemento físico, até o seu uso no cotidiano.



Ao final, os visitantes são convidados a pensar seus hábitos de consumo de energia e como isso influencia o meio ambiente. A própria instalação cenográfica, projetada em um galpão de 1.400m2, utilizou conceito arquitetônico, materiais e tecnologias que gerassem baixo impacto ambiental.



“A exposição traz uma problemática atualmente importante, que é o uso racional da energia e como podemos ter um mundo mais sustentável”, afirma o diretor do IFC, Almir de Andrade. Foi o diretor quem teve a ideia de levar os adolescentes, depois de visitar a mostra há algumas semanas.



“É parte do plano político-pedagógico da unidade seguir os temas de grande discussão da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), que este ano trata sobre as florestas”, explica Andrade. A sustentabilidade energética, nesse contexto, acaba sendo primordial para a continuidade da vida.



A exposição está aberta ao público até 11 de setembro, das 9h às 16h30, de quarta a domingo. Os ingressos para acessar a unidade do Sesc custas de R$ 1,50 a R$ 7,00. A visita monitorada está disponível para grupos de escolas e instituições mediante agendamento prévio.



Visita do Internato Fazenda do Carmo à exposição Energia

Data: 17 de março, às 10h

Local: Sesc Itaquera

Endereço: Avenida Fernando do E. S. Alvez de Mattos, 1000 – Parque do Carmo – São Paulo

quarta-feira, 16 de março de 2011

Casa usa energia gerada por fotossíntese

Casa usa energia gerada por fotossíntese

Autoria e fonte: http://eco4planet.uol.com.br/blog/2011/03/casa-usa-energia-gerada-por-fotossintese/



Energia solar e eólica já existem e precisam ser mais utilizadas. Mas aí, quando isso acontecer, qual será a matriz energética “do futuro”? A energia por fotossíntese é uma grande candidata a esse posto.

 
O projeto, criado pela Universidade de Cambridge (Reino Unido), mostra uma casa com a energia proveniente de algas geneticamente modificadas.



Com o nome “Casa Das Algas” a construção leva uma série de tubos que abrigam as algas, destituídas de enxofre, que produzem o hidrogênio que vai se transformar na energia consumida pela casa. Para o processo ocorrer sem anormalidades, os pesquisadores perceberam que a intensidade da luz dentro dos tubos deveria mudar de acordo com o clima da região: Mais intenso durante o inverno e mais ameno durante o verão.



Os pesquisadores garantem que a casa gera energia para duas pessoas com todos os produtos modernos (computador, microondas, TV, etc) ligados.



Avanço da lei antifumo causa polêmica entre fumantes . A questão é de saúde ambiental e não jurídica.

Avanço da lei antifumo causa polêmica entre fumantes


 
Repórter Diário

Autor e fonte:

O Estado de São Paulo poderá banir o tabaco de parques, praças, praias e demais locais ao ar livre destinados a práticas esportivas e de lazer ainda neste ano.

A proposta, de autoria do deputado estadual Vinicius Camarinha (PSB), é um complemento da lei antifumo (nº 13.541), em vigor desde 2009, que proíbe fumar em ambientes fechados de uso coletivo como bares, restaurantes, casas noturnas e outros estabelecimentos comerciais. Caso o projeto seja aprovado e sancionado, a multa para quem desobedecer vai de R$ 792,50 a R$ 1.585.







Para o autor do complemento, o combate ao tabaco é uma tendência mundial. “Respeito aqueles que fumam, mas estamos zelando pelo direito coletivo, já que a maioria das pessoas deseja um ambiente saudável”, considera. O parlamentar acredita que a lei antifumo iniciou um processo de quebra de cultura do fumo, mantido pela nova geração de cidadãos. “Os conceitos de proteção ao meio ambiente e práticas sustentáveis estão em alta”, destaca Camarinha.



Constitucional



Na visão do jurista Luiz Flavio Gomes, esta é uma limitação correta e ajustada, já que acompanha medidas aprovadas em países desenvolvidos. “A ação não é inconstitucional porque o poder público pode limitar os lugares onde se pode fumar. O que não seria coerente é proibir o tabaco em ruas públicas, que já têm poluição”, destaca. Segundo Gomes, neste caso há conflito de interesses em que deve prevalecer o interesse público, a defesa da vida e da saúde.

A ideia de fumar apenas em casa e nas ruas já é realidade em Nova York, onde o tabaco será proibido em qualquer um dos 1,7 mil parques públicos da cidade e nos seus 23 km de praias ainda neste semestre, de acordo com proposta aprovada pelo conselho municipal da cidade. Em Los Angeles, é proibido fumar em parques municipais, e em Chicago não se pode fumar em parques com áreas destinadas para as crianças.



Fumantes discordam da limitação



O avanço da lei antifumo não agrada aos fumantes, que há bem pouco tempo tinham liberdade de acender um cigarro em quase todos os locais. Com o passar do tempo esse grupo de cidadãos passou a ter de se adequar às novas regras para continuarem incluídos na sociedade. O estudante Odilon Shimabukuro encara a limitação dos locais onde se pode fumar como um tipo de opressão. “De certa forma eu não estaria prejudicando ninguém com o meu cigarro”, comenta. A tradutora Margot Goulart considera o complemento da lei uma espécie de invasão. “Isso não faz ninguém parar de fumar. Existe uma cultura do fumo no Brasil”, observa. O técnico de telecomunicação, Walmir Bernardo do Nascimento, acredita que as praias, parques e praças deixariam de ser frequentadas pela maioria dos fumantes. “Até concordo que não se deve fumar em locais fechados, mas ao ar livre é complicado”, diz.



Projeto prevê fim da exposição de maços



Além do debate sobre a proibição do consumo de cigarros em locais públicos, também está em pauta na Assembléia Legislativa de São Paulo projeto de lei que impede a exposição de embalagens de cigarros e itens semelhantes em pontos de venda, como padarias, bares, bancas de jornais e lanchonetes. Para a Fapesp (Federação das Associações Comerciais de São Paulo), a proposta não causará prejuízo para o comércio, porque as embalagens do cigarro já alertam sobre os males que o tabagismo provocam à saúde do usuário.

O autor da matéria, o deputado Donisete Braga (PT), defende a teoria de que a exposição dos maços incentiva o consumidor a comprar e, consequentemente, fumar cigarros. “É uma questão de saúde pública. Pesquisas apontam que os jovens são estimulados a fumar quando veem um cigarro. Não estamos proibindo a venda do cigarro, mas criando elementos para vencer a guerra contra o vício”, explica o parlamentar.



Constituição



O petista adianta que o comerciante não será prejudicado com a medida. “A única diferença é que eles não estarão expostos. Quem está acostumado a comprar vai pedir ao atendente e pronto”, completa. Por estes motivos Braga acredita que as comissões, principalmente a de Constituição e Justiça, não deverão barrar o projeto. “Não há problema de ilegalidade. Ele não cria nenhum tipo de perda para o Estado”, lembra.

Segundo o deputando, a Constituição estabelece que é competência da União, Estados e Municípios legislarem sobre produção e consumo, responsabilidade por dano ao consumidor e proteção e defesa da saúde. De acordo com o projeto – ainda sem data para entrar em discussão no Plenário – apenas as tabacarias poderão expor os produtos, pois são estabelecimentos exclusivos para este fim.



Comerciantes



Para Marcel Solimeo, economista da Facesp (Federação das Associações Comerciais de São Paulo), caso aprovada, tal lei será inócua. “As imagens impressas nas caixas dos cigarros demonstrando o que o vício pode causar já torna o ato de comprar ou consumir o cigarro algo não atrativo. Não acredito que a exposição contribua para o aumento do vício”, defende. Solimeo não vê queda das vendas ou prejuízo para o comércio.



TRAGÉDIA AMBIENTAL 4 NO JAPÃO: RADIAÇÃO DE HIROSHIMA, NAGASAKI E ...AGORA FUKUSHIMA. LIÇÕES QUE AINDA NÃO APRENDEMOS. NÃO QUEREMOS USINAS NUCLEARES!

Para França, acidente nuclear japonês já atingiu nível seis em escala até sete

Autoria: Daniela Fernandes

De Paris para a BBC Brasil

A exposição à radiação teria sido significativa no Japão

A Autoridade de Segurança Nuclear da França (ASN) informou nesta terça-feira que as explosões ocorridas na central japonesa de Fukushima Daiichi atingiram o nível seis de gravidade em uma escala internacional que vai até sete.



O Japão, até o momento, classificou os acidentes em nível quatro.



O nível sete da chamada escala INES, de classificação de eventos nucleares, utilizada pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), só ocorreu uma vez no mundo, na catástrofe de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986.



"Estamos em uma situação diferente da observada ontem. É evidente que estamos em um nível seis, que é um nível intermediário entre o (acidente) que ocorreu na central americana de Three Mile Island (em 1979) e em Chernobyl", afirmou nesta terça o presidente da Autoridade de Segurança Nuclear francesa, André-Claude Lacoste.



O nível seis da escala INES significa "acidente grave, com liberação importante de material radioativo que exige a aplicação integral das medidas previstas (como cuidados sanitários e afastamento da população da área atingida)".



'Catástrofe'



Na segunda-feira, a ASN francesa havia informado que o acidente na central de Fukushima Daiichi, situada a cerca de 250 km de Tóquio, se situaria entre o nível cinco e seis.



"Estamos em uma catástrofe evidente", disse Lacoste nesta terça-feira. A França possui o segundo maior parque nuclear do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, com 19 usinas e 58 reatores que produzem 80% da energia elétrica do país.



As autoridades japonesas haviam classificado no último sábado, após a explosão do reator número 1 da central de Fukushima, o incidente em nível quatro, que representa "acidente, com exposição da população à radioatividade dentro dos limites autorizados".



"A liberação de material radioativo é significativa, mesmo que ainda seja difícil medir isso. A situação não tem nada a ver com Chernobyl, mas sabemos que a radiação é importante", disse à BBC Brasil Jerôme Joly, especialista em segurança nuclear do Instituto de Radioproteção e Segurança Nuclear (IRSN) da França, organismo técnico que trabalha em conjunto com a agência nuclear francesa.


A ASN francesa disse à BBC Brasil que não poderia se pronunciar sobre o fato de a agência de segurança nuclear japonesa ainda não ter aumentado o nível de gravidade das explosões em Fukushima, afirmando que as autoridades nipônicas "deverão rever a classificação" e que isso será discutido no âmbito da AIEA.

Os especialistas franceses em energia nuclear afirmam que suas conclusões sobre a gravidade da situação em Fukushima são baseadas em informações transmitidas pela agência nuclear japonesa, pela AIEA e por representantes da embaixada da França em Tóquio.

Segundo Lacoste, a cápsula de confinamento (que protege o núcleo para evitar contaminações radioativas) do reator número dois de Fukushima, que explodiu nesta terça-feira, no horário local, "não está mais vedada".


NÃO PRECISAMOS DE USINAS NUCLEARES! TEMOS SOL, VENTO E ATÉ HIDRELÉTRICA DE BELO MONTE...


ACIDENTE É ACIDENTE, INDEPENDE DE TSUNAMIS E TERREMOTOS

Brasil cria grupo interministerial para acompanhar crise nuclear no Japão


15/03/2011 19h24 - Atualizado em 15/03/2011 20h13



Terremoto e tsunami provocaram incêndios e vazamento em usina japonesa.

Segundo ministro, protocolos de segurança do Brasil serão reavaliados.

Autoria: Iara Lemos

Do G1, em Brasília



O governo criou nesta terça-feira (15) um grupo interministerial para acompanhar a crise nuclear no Japão (veja vídeo ao lado), causada por incêndios na usina de Fukushima Daiichi devido ao terremoto e ao tsnunami que atingiram o país, afirmou o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante.



Segundo o ministro, o objetivo é que o grupo faça acompanhamento constante das medidas internacionais de segurança que devem ser tomadas pós o acidente no Japão. “Não temos problema nenhum de rever práticas, protocolos, nem políticas para manter a segurança das nossa usinas”, afirmou o ministro.



Mercadante afirmou que não há nenhum tipo de registro de problema nas duas usinas nucleares instaladas no Brasil – Angra 1 e Angra 2 –, mas disse que as medidas de segurança serão reforçadas.

“Vamos reavaliar, no âmbito da CNEN [Comissão Nacional de Energia Nuclear], todos os protocolos que são seguidos e vamos tomar todas as medidas necessárias para garantir de forma ainda mais rigorosa o bom uso da energia nuclear”, afirmou o ministro Aloizio Mercadante.



A CNEN, que é ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, não descarta ampliar a área de isolamento em torno das usinas nucleares situadas em Angra dos Reis, disse o presidente do CNEN, Odair Dias Gonçalves.



Segundo ele, a área de isolamento poderia ser elevada dos atuais 5 quilômetros, distância atualmente exigida pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), para 30 quilômetros, dependendo de novas recomendações que possam ser feitas pelos órgãos internacionais.



Mercadante afirmou que o sistema brasileiro de segurança é superior ao japonês. "O sistema brasileiro e o japonês têm diferenças importantes, entre elas o sistema de refrigeração. No Brasil, o sistema é independente. No Japão, não tem a mesma qualidade da defesa que Angra 1 e Angra 2", afirmou.


Brasil não tem plano, mas usinas são novas



São Paulo, 15 de março de 2011

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/ft1503201107.htm

CLAUDIO ANGELO

DE BRASÍLIA



O Brasil não tem um plano de contingência para esvaziar a cidade de Angra dos Reis caso problema semelhante ao da usina japonesa de Fukushima 1 ocorra.

Em compensação, os reatores nucleares do país são de um tipo mais moderno do que os da usina avariada -e têm menor chance de falha.

O plano de emergência de Angra estabelece retirada da população -12 mil pessoas no total- num raio de 5 km das usinas, o mínimo exigido pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

Segundo Odair Dias Gonçalves, presidente da Cnen (Comissão Nacional de Energia Nuclear), uma remoção em 20 km, como a feita no Japão, "começa a pegar a cidade de Angra e é mais complicada". Ele disse que o governo "vai pensar" em revisar o plano de emergência "de acordo com os dados que recebermos [sobre o Japão]".

Apesar da deficiência na remoção, as usinas no Brasil têm elementos de segurança que Fukushima 1 não tem.

O primeiro é geológico. "O Brasil está no meio de uma placa tectônica que se afasta de outra, o Japão está na borda de duas placas em colisão", afirmou Leonam Guimarães, da Eletronuclear.

O segundo é técnico. Tanto Angra 1 quanto Angra 2 e 3 são reatores de água pressurizada (chamados PWR, em inglês). Já os de Fukushima 1 são de água fervente (BWR).

"Reatores PWR têm mais barreiras contra liberação de radioatividade", diz Aquilino Senra, professor de engenharia nuclear da Coppe-UFRJ.

O físico nuclear José Goldemberg, da USP, diz que o problema dos reatores nucleares de ambos os tipos é depender de um fator fundamental: se a água para de circular, as barras de combustível derretem. "Basta um defeito numa válvula. Dizer que Angra é seguro porque não tem tsunami é bobagem."




Saiba mais: Os riscos para a saúde de um desastre nuclear como o de Fukushima




Autoria e fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/03/110315_japao_qa_pu.shtml

Técnicos checam nível de radioatividade em moradores perto de usina



Após uma terceira explosão em um de seus reatores nucleares, a usina da Fukushima Daiichi, no Japão, começou a deixar escapar radiação em níveis que se aproximam do preocupante, alertaram nesta terça-feira as autoridades japonesas.



Leia a seguir sobre a seriedade do incidente nuclear e o risco destes vazamentos para a saúde no Japão e nos países vizinhos.



Qual é a escala do vazamento de material radioativo?



O governo japonês afirmou que os níveis de radiação após as explosões na usina de Fukushima podem afetar a saúde humana. Foram detectados níveis de radiação mais altos ao sul da instalação. Moradores que vivem em um raio de 30 km da usina foram aconselhados a deixar suas residências ou permanecer em casa a portas fechadas para evitar exposição. Em Tóquio, os níveis estariam acima do normal, mas sem apresentar riscos à saúde. Na segunda-feira, as autoridades em Fukushima haviam informado que 190 pessoas foram expostas a radiação e um navio militar americano, o porta-aviões USS Ronald Reagan, havia detectado baixos níveis de radiação a uma distância de 160 km da usina de Fukushima.



O vazamento pode se espalhar para os países vizinhos?



A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) descreveu o vazamento como um evento de nível quatro em uma escala internacional, o que significa um incidente "com consequências locais". Na Rússia, por exemplo, não foram detectados níveis anormais de radiação e por ora o problema não representa um problema para outras partes do mundo.



Que tipo de material radioativo escapou?



As informações são de que houve vazamento de isótopos de césio e iodo nas redondezas da usina. Especialistas dizem que seria natural haver também um escape de isótopos de nitrogênio e argônio. Mas não há evidências de que tenham escapado plutônio ou urânio.





Técnicos se protegem contra radiação em área perto da usina


Qual é o risco destas substâncias radioativas para a saúde?






Em um primeiro momento, a exposição a níveis moderados de radiação pode resultar em náusea, vômito, diarreia, dor de cabeça e febre. Em altos níveis, essa exposição pode incluir também danos possivelmente fatais aos órgãos internos do corpo. No longo prazo, o maior risco do iodo radioativo é o câncer, e as crianças são potencialmente mais vulneráveis. A explicação para isso é que, nas crianças, as células estão se multiplicando e reproduzindo mais rapidamente os efeitos da radiação. O desastre de Chernobyl, em 1986, resultou em um aumento de casos de câncer de tireóide (região em que o iodo radioativo absorvido pelo corpo tende a se concentrar) na população infantil da vizinhança da usina.



Há prevenção e tratamento?



Sim, é possível prevenir o problema com pastilhas de iodo não-radioativo, porque o corpo não absorve iodo da atmosfera se já estiver "satisfeito" com todo o iodo de que necessita. Especialistas dizem que a dieta dos japoneses já é rica em iodo, o que ajuda na prevenção. Césio, urânio e plutônio radioativos são prejudiciais, mas não atacam nenhum órgão do corpo em particular. O nitrogênio radioativo se dissipa em segundos após a sua liberação, e o argônio não apresenta riscos para a saúde.



Como se deu o vazamento do material radioativo?



A usina de Fukushima teve problemas com o sistema de resfriamento de seus reatores, que superaqueceram. A produção de vapor gerou um acúmulo de pressão dentro do reator e a consequente liberação de pequenas quantidades de vapor. Para especialistas, a presença de vapores de césio e iodo – que resultam do processo de fissão nuclear – sugere que o invólucro de metal que guarda alguns dos bastões de combustível pode ter se quebrado ou fundido. Mas o combustível de urânio em si tem um altíssimo ponto de fusão e é improvável que tenha se liquefeito, e ainda mais improvável que tenha se convertido em vapor.





Apesar de alarme, especialistas dizem que 'novo Chernobyl' é improvável

De que outras formas pode haver vazamento?



Como plano de contingência, os técnicos estão usando água do mar para resfriar os reatores. Na passagem pelo reator, esta água é contaminada. Ainda não está claro se o líquido ou parte dele foi liberado na natureza.



Quanto tempo vai durar a contaminação?



O iodo radioativo se dissipa rapidamente e a estimativa é de que a maior parte terá se dissipado em um mês. O césio radioativo não permanece no corpo por muito tempo – a maior parte terá saído em um ano. Entretanto, a substância fica no ambiente e pode continuar a representar um risco por muitos anos.



Pode haver um desastre nos moldes de Chernobyl?



Especialistas dizem que essa possibilidade é improvável. As explosões ocorreram do lado de fora do compartimento de aço e concreto que envolve os reatores, que aparentemente permanecem sólidos. Foram danificados apenas o teto e os muros erigidos ao redor dos compartimentos de proteção. No caso de Chernobyl, a explosão expôs o núcleo do reator ao ar. Por vários dias, seguiu-se um incêndio que lançou na atmosfera nuvens de fumaça carregadas de conteúdo radioativo.



Pode haver uma explosão nuclear?






Não. Uma bomba nuclear e um reator nuclear são coisas diferentes.





Folha explica acidentes nucleares e seus riscos à saúde humana


16/03/2011 - 04h12



Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/multimidia/videocasts/889271-folha-explica-acidentes-nucleares-e-seus-riscos-a-saude-humana.shtml


LUCAS OGASAWARA

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

 

 
 
A repórter de Ciência da Folha Sabine Righetti e a coordenadora de medicina nuclear do laboratório Fleury, Paula Smanio, explicam no vídeo acima como ocorrem os acidentes nucleares e os efeitos da exposição à radiação.



Crise no Japão tende a inviabilizar energia nuclear



20 de março de 2011
8h 18

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,crise-no-japao-tende-a-inviabilizar-energia-nuclear,694570,0.htm

Autoria: RICARDO GOZZI - Agência Estado





A energia nuclear tende a se tornar economicamente inviável por conta da reavaliação da segurança dos reatores atômicos forçada pela crise desencadeada pelo terremoto seguido de tsunami de 11 de março no Japão, opinou o professor e físico nuclear José Goldemberg, do Instituto de Eletrotécnica e Energia (IEE) da Universidade de São Paulo (USP).








"Vai haver uma reavaliação dos programas nucleares em praticamente todos os países onde se faz uso desse tipo de energia. Vai ser feita uma análise profunda, uma auditoria completa da segurança dos reatores. E o resultado disso será uma coisa perversa. Vão ser introduzidas novas medidas de segurança que tornarão os reatores mais caros ainda e, consequentemente, menos competitivos", avaliou o físico.





Para chegar a essa conclusão, Goldemberg traçou um paralelo entre a crise nuclear japonesa e o desastre na usina de Chernobyl, Ucrânia, em 1986. "Isso já aconteceu com a indústria nuclear a partir de Chernobyl. A partir do acidente em Chernobyl praticamente não se construiu mais usinas nucleares porque as medidas de segurança introduzidas encareceram demais o custo da energia nuclear. O quadro atual tende a inviabilizá-la por razões econômicas".





Segundo ele, há propostas para o desenvolvimento de novas gerações de reatores nucleares, mas os modelos mais modernos são todos experimentais até agora. "Não há experiência industrial, então depende um pouco de fé. O fato é que eles certamente serão mais caros e só vão ser realmente testados diante do mundo real", salientou o físico.





Tecnologia





Goldemberg declara-se cético, no entanto, com relação ao surgimento de uma tecnologia revolucionária no campo da energia nuclear. "Por conta da natureza do reator nuclear, pelo fato de se precisar retirar o calor de algum lugar, eu duvido que isso realmente venha a acontecer no futuro próximo".





E explica: "Reatores nucleares dependem criticamente de circulação de água para resfriar o núcleo do reator. Portanto, um acidente com o sistema de circulação de água pode derreter o núcleo do reator. É intrínseco do reator ter o sistema de resfriamento. Agora se discute muito a possibilidade de se fazer reatores mais avançados e mais bem protegidos, mas não existe proteção completa porque sempre terá de haver algum esquema de resfriamento".





A energia nuclear é considerada por especialistas uma fonte limpa em comparação com os combustíveis fósseis, altamente poluentes e sujeitos a oscilações repentinas de preço. Os críticos, no entanto, salientam que as usinas atômicas representam um risco elevado quando ocorrem acidentes e consideram que os governos ainda não encontraram uma solução satisfatória com relação ao armazenamento do lixo nuclear.





Goldemberg lembra ainda que o acidente de 1979 em Three Mile Island, nos Estados Unidos, aconteceu sem terremoto nem tsunami. "Foi um problema mecânico nas bombas de circulação da água", recorda. O tsunami de 11 de março provocou o desligamento das bombas de resfriamento dos reatores do complexo nuclear de Fukushima. Desde a tragédia, quatro dos seis reatores do complexo experimentaram incêndios, explosões ou derretimento parcial.





Na sexta-feira, autoridades japonesas elevaram de 4 para 5 o nível de crise nuclear, em uma escala que vai até a 7. O nível atual da crise é o mesmo do acidente em Three Mile Island. A reclassificação ocorre em um momento no qual o Japão pede a ajuda dos EUA e admite que sua resposta à crise foi lenta por conta da necessidade de resposta à tragédia humana do terremoto seguido de tsunami, que deixou milhares de mortos e desaparecidos.







terça-feira, 15 de março de 2011

Curso prático de Planejamento Ambiental - gratuito

Curso prático de Planejamento Ambiental





A Universidade Aberta do Meio Ambiente e Cultura de Paz (UMAPAZ) promove a partir do dia 02 de abril a 18 de junho, sempre aos sábados, das 14h30 às 17h30, o “Curso prático de Planejamento Ambiental” com o objetivo de oferecer elementos para a elaboração de um Zoneamento Ecológico Econômico (ZEE) em âmbito regional, estadual ou para uma bacia hidrográfica.







O Decreto Federal 4.297/02 que regulamenta o Zoneamento Ecológico Econômico (ZEE) é uma ferramenta de extrema importância para o planejamento urbano e territorial e ainda pouco utilizado enquanto ferramenta de planejamento. Através dele, pode-se planejar os usos territoriais em bacias, regiões e estados da Federação, precedendo a utilização do Plano Diretor, uma vez que possui caráter interdisciplinar e integrado.







As aulas terão caráter eminentemente prático, através do manuseio de mapas temáticos (físicos e bióticos) em confronto com dados socioeconômicos. Os alunos deverão trazer papel manteiga, lápis, lápis de cor e calculadora.







O curso terá uma carga horária total de 33 horas, com público focalizado voltado para profissionais da área de planejamento ambiental, educadores, terceiro setor e estudantes da área ambiental. Serão disponibilizadas 30 vagas. Será conferida certificação para os que participarem de 75% das aulas, ou seja, serão permitidas até três faltas.







Facilitadores: Cristina Pereira de Araújo arquiteta, diretora da Escola Municipal de Jardinagem - UMAPAZ 1, coordenadora do Curso Superior de Tecnologia em Gestão Ambiental da FMU e professora universitária na área de planejamento ambiental desde 2004. Marco Aurélio Gattamorta é biólogo, professor universitário na área de gestão de recursos naturais e biomas desde 2008. Sérgio Bernardes da Silva é geógrafo, professor universitário em ecogeografia desde 2004, assistente de direção de Bacias Hidrográficas no DAE-E.







Conteúdo programático:







Aula 1 (02 de abril) - Unidades de Conservação e caracterização biótica;



Aula 2 (09 de abril) - Unidades de Conservação e caracterização biótica;



Aula 3 (16 de abril) - Unidades de Conservação e caracterização biótica;



Aula 4 (30 de abril) - Construção da carta de fragilidade ambiental;



Aula 5 (07 de maio) - Construção da carta de fragilidade ambiental;



Aula 6 (14 de maio) - Construção da carta de fragilidade ambiental;



Aula 7 (21 de maio) - Diagnóstico socioeconômico;



Aula 8 (28 de maio) - Diagnóstico socioeconômico;



Aula 9 (04 de junho) - Construção do ZEE;



Aula 10 (11 de junho) - Construção do ZEE;



Aula 11 (18 de junho) - Construção do ZEE.







Serviço:



“Curso prático de Planejamento Ambiental”



Datas: 02 de abril a 18 de junho



Horário: das 14h30 às 17h30



Coordenação: Cristina Pereira de Araújo



Público focalizado: profissionais da área de planejamento ambiental, educadores, terceiro setor e estudantes da área ambiental.



Local: UMAPAZ - Av. IV Centenário, 1268, portão 7A - Parque Ibirapuera.



Vagas: 30 (serão contemplados a participar da seleção os 100 primeiros inscritos) – HAVERÁ SELEÇÃO.



Inscrições: de 15 a 20 de março - inscricoesumapaz@prefeitura.sp.gov.br.



Resultado da seleção: 25 de março.







FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO







“Curso Prático de Planejamento Ambiental”



Envie preenchido para inscricoesumapaz@prefeitura.sp.gov.br





1. NOME COMPLETO:





2. Idade:

3. Sexo: ( ) M ( ) F





4. RG: Órgão: UF:

5. CPF:





6. Escolaridade: ( ) Ensino Médio ( ) Ensino Superior





7. Área de formação:





8. Setor em que trabalha:



Empresa privada ( )



Organização não governamental ( )



Órgão Público ( )





9. Se Conselheiro, em que CADES Regional exerce a função:









10. Se profissional da área ambiental, qual atividade que exerce atualmente:









11. Se servidor público, informe Nº RF e local onde exerce atividades:









12. Se educador, instituição em que exerce a função:









13. Endereço residencial:









14. Bairro: 15. CEP:





16. Região: ( ) Norte ( ) Sul ( ) Leste ( ) Oeste ( ) Centro



( ) Outro Município





17. E-mail:





18. Telefone fixo:

19. Telefone celular:





20. Por que deseja participar deste curso?











21. Você já desenvolve algum trabalho relacionado ao tema do curso?



Qual?

Prédios Sustentáveis: Parceria quer difundir selo de construções verdes no Brasil

Prédios Sustentáveis: Parceria quer difundir selo de construções verdes no Brasil


Fonte: http://www.primeiraedicao.com.br/?pag=meio_ambiente&cod=1976


por Blog do Planeta



(14/03/2011 09:28)



Uma parceria de duas instituições de construção verde no Brasil vai tentar popularizar no País a certificação LEED (Leadership in Energy and Evironmental Design), o selo de garantia de sustentabilidade em edificações mais reconhecido no mundo.



A Associação Telhado Verde (ATV Brasil) e o Green Building Council (GBC Brasil) firmaram acordo que prevê uma adaptação dos critérios do LEED à realidade sócio-ambiental brasileira. Também é esperada uma participação ativa da ATV nas construções sustentáveis no Brasil.



Marcos Casado, presidente da GBC Brasil, que cadastra e audita os empreendimentos que desejam o selo LEED, explica que “para obter a certificação, o projeto recebe pontos de acordo com as características da construção”. A que mais vale é o telhado verde: “Nenhuma ação sozinha pontua tanto na certificação”, complementa o presidente da ATV, João Manuel Feijó.





Divulgação



Complexo comercial Rochaverá, em São Paulo, que possui certificação LEED Gold.

Telhados verdes consistem na instalação de uma cobertura vegetal no topo das edificações, que ajudam a melhorar a qualidade do ar da cidade, capturar CO2 da atmosfera, aprimorar a climatização do prédio, a drenagem de águas de chuvas e a biodiversidade urbana, entre outros benefícios.



A LEED foi criada em 1998 pelo GBC norte-americano, e desde então já certificou em torno de 14 mil empreendimentos no mundo. A certificação tem cinco cirtérios principais: áreas sustentáveis, eficiência no uso de água, energia e atmosfera, materiais e recursos e qualidade ambiental interior. De acordo com a pontuação em cada categoria, a certificação pode variar em quatro níveis de excelência: certificação padrão, Silver, Gold e Platinum.



Já existem cerca de 200 edificações com LEED no Brasil – prédios comerciais, em sua maioria -, entre elas o complexo Rochaverá e o Eldorado Business Tower, em São Paulo. O Eldorado é o único brasileiro com certificação Platinum, a mais elevada. A parceria entre a ATV e a GBC Brasil quer tornar o LEED acessível para outros empreendimentos, como casas, escolas, etc.







10 tendências em sustentabilidade nas empresas

10 tendências em sustentabilidade nas empresas




Relatório do GreenBiz aponta que companhias aumentaram investimentos no tema


Por Com:Atitude, do Mundo do Marketing
14/03/2011

Fonte: http://www.mundodomarketing.com.br/11,17917,10-tendencias-em-sustentabilidade-nas-empresas.htm
pauta@mundodomarketing.com.br



Algumas das maiores marcas globais levantaram suas bandeiras em nome da sustentabilidade em 2010. Apesar da economia instável, algumas empresas iniciaram seus esforços sobre o tema e outras até dobraram seus investimentos nesta área. Esse movimento confirma a já ultrapassada percepção de que a sustentabilidade não é um conceito válido apenas em períodos de bonança e, sim, uma causa fundamental para a perenidade das organizações.



Um modelo mental voltado à sustentabilidade é um fator crucial para a construção de marca e manutenção da competitividade. O investimento em ações de sustentabilidade corresponde à expectativa do público, que espera por resultados concretos das empresas. A pesquisa goodpurpose, realizada pela Edelman Significa, revelou que, em 2010, 81% dos brasileiros mostraram-se mais propensos a comprar produtos de marcas que apoiam causas. Ou seja, não se trata apenas de mais uma preocupação, mas sim de uma exigência do público.



Além de incorporarem os preceitos da sustentabilidade, empresas também devem desenvolver suas ações de forma alinhada aos valores corporativos e comunicá-las com transparência e autenticidade. Segundo outra pesquisa, a Trust Barometer, é necessário agir com consistência sobre a sustentabilidade, já que 57% dos brasileiros acreditam que as empresas apoiam causas não por desejo genuíno e sim por interesse na autopromoção.



Buscar o grupo de ações que deve ser guiado por estes princípios foi a tarefa do GreenBiz, portal especializado em sustentabilidade empresarial, em seu relatório State of Green Business 2011, lançado em fevereiro deste ano. As 10 principais tendências em sustentabilidade que devem fazer diferença neste ano para as empresas foram traçadas por meio das cerca de 2.200 reportagens, posts, artigos e podcasts publicados em 2010 nos quatro canais do GreenBiz – ClimateBiz, GreenerBuildings, GreenerComputing e GreenerDesign.



Conheça, abaixo, as dez tendências, segundo o relatório do GreenBiz:



1- Gigantes do consumo acordam para o “verde”

Empresas que produzem artigos de alto consumo, como a das categorias de limpeza, alimentos industrializados e higiene pessoal, possuíam um histórico de relutância para atuar com a sustentabilidade, por acreditar que o tema fosse arriscado para seus negócios. Entretanto, este cenário alterou-se radicalmente há alguns anos e as maiores marcas do setor mostraram-se atuantes em suas propostas, como é o caso da Kraft, Procter & Gamble, Unilever e Walmart. O estabelecimento de metas ambiciosas para redução de suas emissões de gases estufa, aumento da reciclagem, redução do uso da água, eficiência energética, uso de energia alternativa, entre outras, são suas principais ações. Um dos exemplos é o Sustainable Living Plan, anunciado em novembro do ano passado pela Unilever, que coloca como prioridade da empresa reduzir metade de seu impacto ambiental até 2020.



2- Empresas almejam o “zero”

Diversas empresas colocaram a meta “zero lixo” em suas perspectivas de negócio. A General Motors, por exemplo, anunciou em dezembro de 2010 que mais da metade de suas 146 indústrias já atingiram o estágio de conseguir reciclar todo o descarte gerado por sua produção. Outras empresas já acertaram suas metas, como a Procter & Gamble, o que revela uma tendência que será encaminhada para este e os próximos anos.



3- Países em desenvolvimento ganham importância na cadeia de suprimentos

A extração de commodities em países em desenvolvimento passou a ser melhor analisada. Ou seja, a produção de minerais, como, por exemplo, o óleo de palma – matéria prima para a produção de diversos alimentos processados – passou a receber atenção maior por parte das empresas. A preocupação com a construção de uma cadeia de produção socialmente responsável inclui a capacitação dos produtores, com programas de geração de renda e incentivo ao empreendedorismo.



4- Transporte “verde” para maior eficiência energética

O ano de 2010 será lembrado pelo nascimento dos veículos elétricos, como os modelos Chevy Volt e Nissan Leaf. Mas as tecnologias e práticas verdes estão emergindo não só para a terra, mas também para o mar e o ar. A Maersk passou a verificar suas emissões de carbono a cada navio em operação; a Alaska Airlines iniciou alguns testes de redução de emissões em seus voos e a FedEx desenvolveu um programa que pretende aumentar em 20% a eficiência do combustível usado em suas operações até 2020. E estes são apenas alguns dos projetos.



5- Alimentação sustentável transforma-se no prato principal

Não faz muito tempo que a agricultura sustentável estava reservada à indústria da alimentação natural, voltada para um mercado de consumidores de nicho preocupados com alimentação saudável. Entretanto, a agricultura sustentável expandiu-se e grandes empresas estão arcando com compromissos neste campo de atuação. O Walmart investiu no ano passado US$ 1 milhão em pequenos e médios fazendeiros para capacitá-los a cultivar de forma sustentável. A Cool Farm Tool da Unilever é outro exemplo de ação que, por sua vez, ajuda a mensurar a emissão de gases estufa das práticas de cultivo.



6- Certificações para todas as indústrias

Existem diversas certificações relacionadas ao negócio sustentável, mas para algumas categorias específicas de produto, restam lacunas. Para isso, organizações e empresas estão fazendo sua parte. O Underwriters Laboratories, por exemplo, criou uma certificação para a indústria dos telefones celulares. A UPS lançou uma certificação para as embalagens responsáveis e um grupo de empresas de vestuário e calçados, que inclui a Levi’s e a Timberland, lançou o Eco Index. A Nike, por sua vez, desenvolveu seu Environmental Apparel Design Tool, para a criação de roupas feitas a partir de material orgânico.



7- Preocupações tóxicas incentivarão alternativas verdes

A revelação de ingredientes tóxicos nos bens de consumo atingiu um pico em 2010, com a crescente importância do tema nas agendas das empresas, ativistas e órgãos regulatórios. Esse movimento jogou luz ao campo da química verde, uma área em crescimento que busca transformar a maneira pela qual os produtos são fabricados, reduzindo ou eliminando determinadas substâncias que podem ser prejudiciais à saúde, além, também, da redução do impacto ambiental na produção. A BASF e a Dow, por exemplo, desenvolveram uma nova maneira de fabricar o óxido de propileno, que tem uma demanda global de 14 bilhões de toneladas, com redução em 80% do uso da água e 35% de energia.



8- A preocupação com o uso da água só cresce

A preocupação com a redução do uso da água nos processos produtivos estava reservada a empresas que possuíam este subsídio como fundamental em suas atividades. Diversas empresas têm percebido que analisar seu uso da água pode ajudá-las a encontrar oportunidades para eficiência e otimização na produção, além de inovação. Um exemplo é o caso Water

9- Empresas aprendem a fechar o ciclo

A promessa de uma sociedade com ciclo fechado – onde tudo seria reciclado e transformado em novos produtos e embalagens – parece estar cada vez mais próxima de ser cumprida. As empresas têm encontrado maneiras de transformar produtos, principalmente embalagens, em novos. Exemplos não faltam, como a Starbucks que pretende reciclar 100% de seus copos até 2015 e parcerias de empresas com a TerraCyle, empresa de upcylcing, como é o caso da Nestlé aqui no Brasil.



10- Bioplásticos transformam-se em embalagens

Durante anos, a pesquisa por alternativas ao plástico derivado de petróleo liderou o trabalho de especialistas por diversos caminhos. Mas, em 2010, o bioplástico atingiu mais importância na agenda das empresas. Uma subsidiária da Coca-Cola, a Odwalla, afirmou que já substitui suas embalagens de bebidas por plástico derivado de melaço e cana de açúcar e a Pepsico, com a embalagem de seu salgadinho Frito-Lay, feito a partir de um polímero de milho, são alguns dos exemplos.

Além das tendências, o relatório mede a sustentabilidade da economia norte-americana a partir de 20 indicadores, desde o nível das emissões de gases até o investimento em relatórios de sustentabilidade. Confira o estudo completo aqui: http://www.greenbiz.com/state-green-business-2011/download





Joel Makower, fundador do GreenBiz, destaca a atuação de grandes marcas na sustentabilidade





VIODEOCHAT DIA 15 ÀS 12H: EMPRESAS E CONSUMIDORES JUNTOS PARA UM MERCADO MAIS SUSTENTÁVEL

Brasília e Canberra tornam-se cidades irmãs

Brasília e Canberra tornam-se cidades irmãs





Igualmente planejadas para serem capitais, Brasília e Canberra (Austrália) têm diversos pontos em comum. Ambas foram erguidas seguindo o conceito de "cidade-parque", surgido no século 19. Os planos privilegiam a convivência harmoniosa das atividades urbanas com parques e áreas verdes.







A visita ao país pela 2º vez resultou ao secretário Cassio Taniguchi uma troca de experiências com o governo do local. Segundo ele, Canberra tem características muito semelhantes com Brasília, não somente no planejamento. “A cidade teve um crescimento espalhado, tal como a capital de nosso país e hoje tem dificuldades no deslocamento das pessoas. O transporte público não atende a todos”, disse. “Há diversos locais valorizados no centro da cidade destinados a estacionamentos. Isso demonstra a não-preocupação com o sistema de transporte de massa”, acrescentou.



Taniguchi ministrou algumas palestras em Canberra e também em Melbourne, que têm características bem diferentes. O secretário debateu o planejamento sustentável, uso do solo, além do conceito de “cidade parque”, que é uma idéia defendida pelo poder público no país.



Outro ponto que entrou na pauta das palestras foi o transporte público. Taniguchi mostrou o exemplo de Curitiba (PR) e enumerou algumas sugestões de planejamento, como adensamento ao longo dos eixos de transporte — essenciais para viabilizar os projetos nesta área. “O planejamento para otimizar o transporte do Distrito Federal está passando pelos mesmos moldes”, observou o secretário.



Meio ambiente: foco mundial



As construções verdes em Melbourne também impressionaram. A sede do governo, inaugurada em 2006, traz alta tecnologia no assunto como reuso da água de esgoto que é aplicada no resfriamento do prédio, entre outras técnicas auto-sustentáveis.



A exemplo da cidade australiana, o novo Centro Administrativo do Distrito Federal seguirá o modelo de sustentabilidade, seguindo propostas do secretário Taniguchi. Também é do parlamentar a idéia da construção do primeiro bairro verde do país. O Noroeste será construído em Brasília e será feito com conceito ambiental.



Taniguchi esteve na Austrália entre 25 de julho e 03 de agosto. A convite da Universidade de Melbourne, o secretário discursou para uma platéia com mais de 400 palestrantes, entre representantes do governo, alunos e especialistas em planejamento urbano. O debate foi sobre o planejamento urbano com visões estratégicas para o período entre 2020 e 2030.



segunda-feira, 14 de março de 2011

Richard Rogers: 'A arquitetura é política'

'A arquitetura é política'








Autoria: O Globo, Suzana Velasco, 13/mar




 
O britânico Richard Rogers, que projetou o Centro Pompidou, em Paris, diz que as olimpíadas devem mudar a vida nas favelas



Richard Rogers já pensava em sustentabilidade quando poucos tinham noção do que essa palavra significava. Mas para o prestigiado arquiteto britânico, de 77 anos, arquitetura sustentável não diz respeito apenas a economia de energia, mas a um modelo de cidade onde haja interação social e qualidade de vida. Vencedor do Prêmio Pritzker em 2007, Sir Rogers se tornou célebre 30 anos antes, quando o Centro Georges Pompidou foi inaugurado, em Paris. Feito em parceira com o italiano Renzo Piano, o projeto ousava revelar as estruturas internas do edifício, como as escadas e os condutores de água e ventilação, no que ficou conhecido como arquitetura high-tech. No Rio, onde na sexta-feira deu uma conferência no Centro Cultural Correios - parte da programação da exposição "A cidade somos nós", organizada pelo Institute for Transportation & Development Policy, com apoio do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) -, ele conversou com O GLOBO sobre os desafios das grandes cidades, a tecnologia na arquitetura e alguns dos projetos atuais de seu escritório, Rogers Stirk Harbour + Partners.



O Globo: A sustentabilidade é uma das questões centrais em sua arquitetura. Como adequar grandes cidades, como no Rio, a essa preocupação?



RICHARD ROGERS: Existe um modelo para uma cidade sustentável, que é uma cidade compacta, que não ultrapasse certas fronteiras, e onde as pessoas possam andar a pé, de bicicleta, de transporte público. Não de carro. Nova York, que costumava ser "a" cidade do carro, está mudando. Se ela pode mudar, o Rio também pode. Los Angeles tem provavelmente mais avenidas do que qualquer outra cidade e, consequentemente, mais congestionamentos do que qualquer outra cidade. Claro que o carro é útil, mas não é a resposta. Na cidade, trabalho e prazer têm que viver juntos, e também pobres e ricos. Aqui faltam as duas coisas. Deveria haver uma lei proibindo condomínios fechados, onde o espaço publico é usado privadamente. As sociedades precisam ser misturadas. O bom design também é muito importante, porque existe uma ligação direta entre a qualidade de vida social e a qualidade física.



Ao receber o Prêmio Pritzker, o senhor disse que as "cidades não acontecem, elas são feitas". Como equilibrar o planejamento de uma cidade com a espontaneidade dos encontros que ela deve ter?



Os espaços públicos devem ser planejados, mas não no sentido de criar algo completamente novo. Estou mais interessado na regeneração, em reequipar os subúrbios, por exemplo, com uma praça central, estações de ônibus, hospitais, mas de forma a inseri-los no que já existe. As favelas têm que ter escolas, centros de saúde. Se eles estarão num prédio novo ou não, não importa.



É isso que o senhor pensou para Paris?



O presidente Sarkozy pediu que dez grupos dessem sugestões para Paris, mas não numa competição, e sim como uma consulta política. E a arquitetura é política. Londres é formada por vilas que de certo modo buscam um centro. Paris, como a maior parte das cidades, começa do centro e vai se expandindo em volta, ficando mais e mais pobre. O que chamamos de Paris tem apenas dois milhões de pessoas. Os pobres, que vivem ao redor, são sete, oito milhões. Uma questão crítica para os subúrbios é como criar áreas com estações de ônibus, hospitais, escolas, construídos em lugares onde as pessoas possam se encontrar e tomar um café. O mesmo deveria ser feito aqui, readequar o que já existe, em vez de expandir o que já existe. O Brasil tem muita terra, as cidades começam a se espalhar em todo lugar, mas elas deveriam ser contidas.



E o que poderia ser feito para as Olimpíadas no Rio?



Uma das razões pelas quais Londres ganhou a disputa para ser sede das próximas Olimpíadas é que tínhamos um plano estratégico muito bom. A estrutura olímpica foi levada às áreas mais pobres de Londres, algumas delas entre as mais pobres da Inglaterra e da Europa Ocidental. Foi um catalisador para enriquecer e mudar essas áreas. A parte mais importante das Olimpíadas não são as Olimpíadas. Claro que elas têm que funcionar, mas são bilhões para 17 dias. O desafio é fazer uso dos Jogos para mudar a qualidade de vida na cidade. Barcelona foi a primeira que fez isso. Los Angeles foi um caos. Houve protestos nas ruas, porque nenhum dinheiro foi para as áreas pobres. É crucial que isso seja feito aqui. Não precisa ser apenas um plano estratégico, mas a criação de uma série de espaços públicos. As Olimpíadas têm que ser uma oportunidade para mudar a vida das pessoas nas favelas. É um dever. O problema mais sério na sociedade hoje é a desigualdade entre pobres e ricos.



Seu escritório está desenvolvendo um grande projeto para Sydney, na Austrália. O senhor poderia explicar como será essa nova ocupação urbana?



É um bairro de uso misto junto ao centro da cidade, de um milhão de metros quadrados, com residências, escritórios, espaços para cultura. De frente para a linda baía. Como no Rio, ali era a área portuária, com contêineres. Mas você não precisa colocá-los no meio da cidade, pode mover o porto. Barcelona tem a mesma história. A cidade não chegava ao mar porque eram quilômetros de área vazia. Os prefeitos viram que era preciso conectar a cidade com o mar e construíram uma faixa, deslocando o porto um pouco para cima. O mesmo aconteceu em Londres, em que o melhor desenvolvimento é em volta do Rio Tâmisa, onde o porto costumava ficar.



O senhor quase não participou do concurso para projetar o Centro Georges Pompidou, que hoje é um edifício emblemático de Paris e um de seus projetos mais conhecidos. Por quê?



Porque venho da esquerda (risos). Não sabia se concordava com a construção de um centro cultural na primeira grande concorrência de arquitetura em Paris. Mas, por sorte, frequentemente estamos errados. A melhor coisa que fizemos no Pompidou foi construir uma piazza fantástica. É importante como se usa o espaço público. A gente desejava um lugar para todas as pessoas, de todas as idades e crenças, pobres e ricos. E você precisa ter flexibilidade, porque não sabe o que vai acontecer. A ideia era que o Pompidou fosse um arcabouço, como um robô, e que o fato de as coisas mudarem não fosse um problema. O lugar poderia abrigar outras instituições, como uma universidade.



Palestra gratuita aborda sustentabilidade na construção civil


Palestra gratuita aborda sustentabilidade na construção civil


11/03/2011 18:40



Autoria e fonte: http://www.cinform.com.br/noticias/113201118454558373/palestra+gratuita+aborda+sustentabilidade+na+construcao+civil.html



Com o aumento das discussões sobre a redução dos impactos ambientais, em prol de uma política de sustentabilidade e que promova ações equilibradas no meio ambiente, integrado ao ramo da construção civil, será realizada na próxima terça-feira, 22, uma palestra gratuita sobre construção sustentável e certificação LEED.



O evento acontecerá auditório do Hotel Del Canto, às 19h, ministrado pelo engenheiro e professor Marcos Casado, gerente técnico da Green Building Council Brasil- GBC-Brasil, ONG responsável por fomentar o mercado de construção sustentável no país.



Tendo em vista que as construções verdes tornaram-se parte da agenda mundial e da realidade de muitas empresas, o evento será destinado aos engenheiros, arquitetos e estudantes interessados em aprofundar conhecimentos sobre construção de menor impacto ambiental, voltado para o mercado de trabalho.



A palestra é resultado de uma parceria entre a organização, o Instituto Brasileiro de Extensão e Cursos –INBEC- e a Universidade Cidade de São Paulo –UNICID- e as inscrições podem ser realizadas pelo site da INBEC ou no endereço: Rua Alexandre Gusmão, 65 – A – Inácio Barbosa. Outras informações pelo telefone: (79) 3231-8211.



A CERTIFICAÇÃO LEED



A certificação LEED (“Leadership in Energy and Environmental Design”), ou também conhecida como ‘Edifícios Verdes’ é realizada por entidades não governamentais que certifica a construção de prédios que respeitem os requisitos básicos da sustentabilidade.



No Brasil essa ação é liderada pela GBC Brasil, cuja missão é desenvolver uma indústria da construção sustentável, com práticas voltadas no processo integrado de concepção, construção e operação de edificações e espaços construídos.



Atualmente, já existem no Brasil vinte e quatro projetos registrados para obtenção da certificação LEED dos quais os requisitos para tal caracterização são divididos em sustentabilidade da localização, eficiência no uso da água e da energia.