quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Sr. Spock: O que queremos de Marte?



O que queremos desse planeta vermelho?


São Paulo, domingo, 26 de agosto de 2012Ilustrada

REINALDO JOSÉ LOPES
EDITOR DE “CIÊNCIA+SAÚDE”


Quem diria? A velha e dilapidada Nasa, que nem possui mais meios próprios de mandar pessoas para o espaço, acaba de mostrar que ainda tem espírito épico.
A prova é o pouso perfeito do jipe-robô Curiosity numa cratera de Marte no começo deste mês. Muito podia dar errado: grandalhão -do tamanho de um bugue de praia-, ele não tinha como descer pelo método usual da Nasa, que envolve recobrir as pobres sondas com airbags e deixá-las quicar pelos pedregulhos extraterrestres.
Em vez disso, numa operação complicadíssima, o Cu-riosity foi depositado no solo de Marte com uma espécie de guindaste voador, sem nenhum arranhão no processo.
A saga de verdade começa agora, contudo. O Curiosity é, disparado, o artefato mais complexo que terráqueos já conseguiram botar no chão de outro planeta. Com 17 câmeras, é a primeira sonda interplanetária capaz de fazer imagens em HD. Pode percorrer dois quilômetros por dia.
Trata-se de um laboratório sobre rodas, equipado, entre outras coisas, com canhão laser para pulverizar pedaços de rocha e sistemas que medem parâmetros do clima marciano, como velocidade do vento, temperatura e umidade... A lista é grande. Tudo para tentar determinar se, afinal de contas, Marte já foi hospitaleiro para formas de vida -ou quem sabe até ainda o seja.

TEM ALGUÉM POR AÍ?

Esta, claro, é a pergunta de US$ 2,5 bilhões (R$ 5 bilhões, valor do investimento na missão MSL, ou Laboratório de Ciência de Marte, como a jornada foi batizada).
Outros jipes-robôs mais modestos, como o Sojourner e os gêmeos Spirit e Opportunity, deram passos gigantes no sentido de demonstrar que Marte já foi mais "molhado", com água corrente pela superfície bilhões de anos atrás.
Hoje também se sabe que o subsolo marciano, em especial nas calotas polares, abriga enorme quantidade de água congelada. E há pistas de que água salgada pode escorrer pela superfície do planeta durante o verão marciano, quando, em certos lugares, a temperatura fica entre -25o C e 25o C.
Mesmo na melhor das hipóteses, são condições não muito amigáveis para a vida como a conhecemos. Mas os cientistas têm motivos para não serem tão pessimistas, ambos baseados no que se conhece a respeito dos seres vivos na própria Terra.
O primeiro é que a vida parece ser um fenômeno tão teimoso, ao menos na sua forma microscópica, que aguenta todo tipo de ambiente inóspito, das pressões esmagadoras do leito marinho ao calor e às substâncias tóxicas dos gêiseres.
Além disso, se o nosso planeta for um exemplo representativo da evolução da vida Cosmos afora, isso significa que a vida aparece relativamente rápido quando um planeta se forma -mais ou menos meio bilhão de anos depois que a Terra surgiu (hoje ela tem cerca de 4,5 bilhões de anos).
Ou seja, teria havido tempo, na fase "molhada" do passado de Marte, para que ao menos alguns micróbios aparecessem antes de serem destruídos pela deterioração do ambiente marciano. Será que algum deles não deu um jeito de se esconder no subsolo e ainda está lá, segurando as pontas?
E, se a coisa aconteceu duas vezes neste quintal cósmico, quantas vezes não terá ocorrido Via Láctea afora?

Inspiração de clássicos de ficção, Marte pode ser visto em fotos de alta definição


26/08/2012 - 03h00

IVAN FINOTTI
DE SÃO PAULO



2012: O jipe-robô Curiosity pousa em Marte.
1877: Um minuto antes, Marte era só um planeta vermelho. Em seguida, o astrônomo italiano Giovanni Schiaparelli (1835-1910) avistou recortes na superfície marciana que se assemelhavam a cursos de água. A histeria dos canais. Sabia-se que Marte possuía calotas polares com gelo. De repente, em 1895, o cientista inglês Percival Lowell (1855-1916) deu um salto mental: são canais de irrigação construídos por marcianos para trazer a água dos polos para os desertos vermelhos. A histeria dos canais ("canal craze", em inglês).

Missão: Marte

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Maior inspiração dos clássicos de ficção científica, Marte, o planeta vermelho, agora pode ser visto em fotos de alta definição que lembram mais um grande deserto do que uma grande ameaça
E os extraterrestres eram, além de tudo, avançadíssimos. Afinal, os humanos haviam demorado dez anos para concluir, em 1865, o canal de Suez, no Egito, ligando os mares Mediterrâneo e Vermelho. E as trincheiras marcianas pipocavam a cada nova observação. Canais estavam sendo mapeados e nomeados às dezenas; logo seriam 200.

DELÍRIO
Terreno fértil para a ficção. Já em 1880, um astronauta visitava anõezinhos em Marte no livro "Across the Zodiac" (Através do Zodíaco), do inglês Percy Greg (1836-1889).
Em 1898, o inglês H.G. Wells (1866-1946) publicou "A Guerra dos Mundos", com uma invasão marciana à Inglaterra. Os extraterrestres de Wells eram parecidos com polvos, e seus tentáculos não demonstravam qualquer respeito à vida vitoriana.
A primeira metade do século 20 foi pródiga em marcianos, inclusive no cinema. Para testar seu cinetógrafo (câmera de cinema rudimentar), o cientista norte-americano Thomas Edison (1847-1931, o inventor da lâmpada) produziu um filme de ficção científica cheio de efeitos especiais, em 1910. Nele, um cientista descobre como anular a gravidade e voa até Marte, onde se depara com criaturas gigantes que parecem árvores. O curta, mudo, está no YouTube (www.goo.gl/e85Nb ).

1910 A Trip To Mars - Thomas Edison

Enviado por  em 21/03/2011
This film was produced by Thomas Edison for his Home Kinetoscope in 1910, Many have confused this film with Melies "A Trip To The Moon" and claimed that it is a pirated version of Melies work. But nothing could be more wrong - it is totally original and represents The First American Science fiction movie. We scanned 10,000 frames from the original print in our collection and reconstructed it. We also added a period sound track. As far as we can determine we hold the only existing copy,

Já a nascente União Soviética (1922-1991) fez política no longa "Aelita: Rainha de Marte" (1924), baseado em livro de Alexei Tolstói (1883-1945). Nele, um cosmonauta viaja de foguete e lidera as massas marcianas na derrubada do governo das elites. É ajudado pela rainha Aelita, que se apaixona pelo comunista ao vê-lo através de um telescópio.

HOMENZINHOS VERDES
A possibilidade de existência dos ETs ganhou ares de delírio em 1938, quando um rapaz de 23 anos chamado Orson Welles (1915-1985) aterrorizou os Estados Unidos ao ler no rádio uma adaptação da história de H.G. Wells. Descrevendo uma invasão em Nova York como se fizesse transmissões jornalísticas, o futuro cineasta Welles dizia que as forças terrestres estavam aniquiladas e que os nova-iorquinos estavam em rota de fuga pelas estradas. Como consequência, moradores da vizinha Nova Jersey fizeram o mesmo -mas de verdade.
"Estou falando do teto do prédio da rádio, em Nova York. Os sinos que você ouve estão avisando que os marcianos se aproximam. Estima-se que 3 milhões de pessoas pegaram a estrada para o Norte. Evite as pontes para Long Island. Todas as comunicações com Nova Jersey pararam há 10 minutos. Não há mais defesas. Nosso exército foi aniquilado. Esta deve ser minha última transmissão."


Orson Welles, em sua adaptação radiofônica de "A Guerra dos Mundos", 1938

O imaginário norte-americano passou por diversas outras provações, além da arquitetada por Orson Welles. Nos anos 1950, notícias de discos voadores sobrevoando fazendas e abduzindo moradores começaram a aparecer em jornais locais.
É dessa época a popularização do termo "little green men", homenzinhos verdes, para designar os marcianos. A expressão, que já era usada ironicamente no século 19 para descrever alucinações, foi incorporada pelos autores de ficção científica. Tornou-se o estereótipo de pequenos alienígenas, muitas vezes com antenas na cabeça.
Os sonhos de civilizações em Marte foram desmoronando aos poucos, com o avanço da tecnologia de observação. Os canais, afinal, não passavam de uma ilusão de ótica, resultado de telescópios pouco acurados e da tendência inconsciente de conectar pontos indistintos, como crateras e cadeias de montanhas, para criar algo compreensível, como uma linha.

CRÔNICAS
Grandes autores como os norte-americanos Edgar Rice Burroughs (1875-1950), Isaac Asimov (1920-1992) e Philip K. Dick (1928-1982) escreveram aventuras passadas no planeta, muitas delas no futuro, quando os humanos assumem o papel de colonizadores. Uma dessas histórias, "O Vingador do Futuro", baseado em obra de K. Dick, estreou em agosto no Brasil.
"Marte tem apenas um pingo de água porque é muito pequeno. (...) Então a Terra tem que suprir não só para os colonos beberem e tomarem banho, para as indústrias e fábricas hidropônicas, como também para jogar fora às toneladas. Qual é a força propulsiva das espaçonaves? O que elas jogam para trás para que possam acelerar para a frente? (...) Qual o mais barato e mais abundante líquido disponível? Água, é claro."


Isaac Asimov, em "O Jeito Marciano", 1955

Mas, com o fim da ideia de civilizações nativas, a expressão "marciano" foi sendo abandonada. Coube ao cinema apontar novos caminhos. "Alien, o Oitavo Passageiro" (1979), de Ridley Scott, popularizou bastante o termo "alienígena", enquanto Steven Spielberg escreveu a palavra "extraterrestre" na cultura mundial com seu filme "E.T.", de 1982.
Na primeira de suas 26 "Crônicas Marcianas" (1950), o escritor americano Ray Bradbury (1920-2012) narra os efeitos da saída da primeira nave terráquea para a conquista da civilização de forma delicadíssima: "Um minuto antes, era inverno em Ohio (...). Em seguida, uma onda de calor cruzou a cidadezinha. O verão do foguete. O ar quente redesenhou os cristais de gelo nas janelas. De repente, os esquis e trenós tornaram-se inúteis. A neve que caía do céu gelado sobre a cidade transformou-se em chuva quente antes de tocar o solo. O verão do foguete (...)".
A respeito das crônicas de Bradbury, o grande escritor argentino Jorge Luis Borges (1899-1986) anotou: "Como podem tocar-me essas fantasias, e de modo tão íntimo? Toda literatura (atrevo-me a responder) é simbólica; há poucas experiências fundamentais, e é indiferente que um escritor, para transmiti-las, recorra ao 'fantástico' ou ao 'real', à invasão da Bélgica em agosto de 1914 ou a uma invasão a Marte. (...) Bradbury colocou seus longos domingos vazios, seu tédio americano, sua solidão". Como discordar do mestre argentino?

"Marte era uma praia distante. E os homens chegavam a ela em ondas. Cada onda diferente, e uma mais forte que a outra. A primeira trouxe homens acostumados a espaços amplos, ao frio e à solidão, os homens do deserto e do campo (...). Marte não poderia atingi-los porque haviam sido criados para planícies e pradarias tão amplas quanto os campos marcianos. Foram os primeiros homens. Todo mundo sabia quem seriam as primeiras mulheres."
Ray Bradbury, em "Crônicas Marcianas", 1950




07/08/2012 - 19h05

Curiosity fará viagem no tempo para ajudar a entender nossas raízes

JOHN GROTZINGER
ESPECIAL PARA O "NEW YORK TIMES"

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1133313-curiosity-fara-viagem-no-tempo-para-ajudar-a-entender-nossas-raizes.shtml


O jipe Curiosity finalmente pousou em Marte, depois de uma longa jornada e de uma descida complicada. Com isso, abre uma nova janela de alta tecnologia para a exploração à distância do planeta vermelho.
As missões que precederam o nosso MSL (Laboratório de Ciências de Marte) fizeram um trabalho incrível abrindo caminho para nós. Esses pioneiros foram "aonde nenhum jipe jamais tinha ido antes" e descobriram muitas coisas novas sem o benefício de saber de antemão o que elas seriam.

Jipe-robô Curiosity pousa em Marte

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Nasa/Reuters
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Foto da sonda Mars Reconnaissance Orbiter mostra momento em que o jipe-robô Curiosity se aproxima do solo de Marte preso a um paraquedas
Mas nunca antes de agora havíamos chegado a Marte com uma sonda projetada para alcançar uma meta tão desafiadora quanto a avaliação das possibilidades de futuras missões que vão procurar vida. A missão MSL se baseia na suposição de que Marte, em algum ponto de sua história, foi habitável. Contudo, não estamos procurando a vida propriamente: queremos encontrar ambientes habitáveis.
Como cientista-chefe da missão MSL, normalmente fico tão envolvido com o planejamento da viagem que tendo a ficar imerso nos detalhes específicos do aprendizado da operação do jipe na superfície de Marte. Imagine comprar um carro de US$ 2,5 bilhões com um manual do proprietário de 10 mil páginas, o qual você não apenas tem der ler, mas também precisa escrever, porque é o primeiro e único carro do tipo que será construído.
Editoria de Arte/Folhapress
O passo que vamos dar agora é fantástico. Vamos viajar numa espécie de máquina do tempo, criada para reconstruir como era a superfície de Marte há bilhões de anos. Podemos ter vislumbres de um tempo tão remoto que é equivalente à época em que a vida microbiana estava evoluindo na Terra. A história primitiva de Marte está mais bem preservada lá do que seu equivalente na Terra, e por isso temos a chance de entender o desenvolvimento do nosso próprio planeta estudando outro.
Os ingredientes essenciais para um ambiente habitável são água, energia e carbono. Missões anteriores determinaram que Marte tinha água líquida em seu passado -- e ocasionalmente também tem no presente. Essas missões também indicaram locais onde processos químicos naturais poderiam ter gerado energia para o metabolismo de seres vivos. Mas onde está o carbono orgânico que torna esse metabolismo possível?
É aí que nós entramos. Voltar bilhões de anos no tempo geológico não é brincadeira, mas o Curiosity está bem equipado para fazer isso por causa de duas de suas mais importantes qualidades.
Primeiro, ele é um laboratório completo, com funis, tubos de ensaio, lupas, espectrômetros de massa [usados para "pesar" moléculas], analisadores de gases, fornos, e um sistema de obtenção de amostras com uma bronca forte o suficiente para raspar concreto. Isso para não falar de suas 17 câmeras, várias delas coloridas, com captação de vídeo e resolução em HD [alta definição]. Em segundo lugar, é um jipe movido a plutônio, o que permite levar seu laboratório para a estrada durante anos a fio.
Essa mobilidade é muito importante porque a busca por carbono orgânico pode ser um jogo de esconde-esconde. O Curiosity é capaz de vasculhar o terreno em busca do local mais promissor e ir até ele, onde seu laboratório portátil pode ser colocado à prova.
E isso me leva ao lugar onde o Curiosity vai praticar sua vocação de geológo. A cratera Gale foi escolhida depois de estudos de cinco anos de duração. Dentro dessa antiga bacia de impacto [criada pela queda de um meteorito] encontra-se um leito de rio igualmente antigo, que possui registros de água corrente superficial e terrenos fraturados ricos em minerais.No meio dessa cratera de 150 quilômetros de diâmetro ergue-se uma montanha na qual o Curiosity vai passar a maior parte de sua vida ativa.
Batizado de monte Sharp pela equipe científica, esse pico de 5.000 m de altitude é feito de camadas sedimentares que representam centenas de milhões, se não bilhões, de anos dos princípios da história ambiental de Marte. São essas camadas que a nossa equipe científica quer conhecer na intimidade, e é nesse tipo de tarefa que o Curiosity pode se dar muito bem. Em breve, poderemos obter as imagens com a mais bela resolução e a maior quantidade de detalhes já obtidas na superfície de outro planeta.
Se tivermos sucesso, teremos em nossas mãos um tesouro nacional de valor incalculável. Estes dias, semanas e meses após o pouso verão nossa equipe científica e de engenheiros trabalhando juntos para extrair cada grama de desempenho do Curiosity e cada grama de ciência do nosso local de pouso. Todos os que estão trabalhando nessa missão estão prontos para fazer essa viagem no tempo geológico, para tentar entender que segredos estão preservados no monte Sharp, que panoramas do tempo em que Marte era tão diferente do que hoje vamos conseguir reconstruir, e se alguma vez houve ambientes nos quais micróbios poderiam ter prosperado.
O escritor Marcel Proust (1871-1922) nos lembra que a verdadeira viagem de descoberta consiste não apenas em buscar paisagens novas, mas novos olhos. A perspectiva extraordinária que o Curiosity vai trazer poderá, algum dia, nos permitir entender por que um planeta que no começo pode não ter sido tão diferente do nosso começou seu declínio inexorável, enquanto a Terra floresceu. E, ao fazer isso, pode nos dizer algo sobre nós e sobre onde estão nossas raízes mais profundas.
John Grotzinger é o cientista-chefe da missão MSL

21/11/2011 - 10h00

Nasa lança neste sábado jipe para procurar vida em Marte


Neste sábado-feira (26), a Nasa tenta iniciar uma nova investida até o planeta vermelho. O objetivo: achar os ingredientes da vida em Marte.
O encarregado de realizar a tarefa é o jipe Curiosity, um grandalhão que tem quase o tamanho de um automóvel (três metros de comprimento e quatro toneladas).
O projeto custou US$ 2,5 bilhões, e a missão deve durar pelo menos um ano marciano (687 dias).
Movido a energia nuclear, o jipe terá mais eletricidade que qualquer outro dispositivo em Marte, sem depender de painéis solares. Poderá trabalhar dia e noite.
Divulgação/Nasa
Ilustração do jipe Curiosity em solo marciano; missão no planeta vermelho começa com lançamento nesta semana
Ilustração do jipe Curiosity em solo marciano; missão no planeta vermelho começa com lançamento nesta semana

VIVENDO E APRENDENDO
Em 1976, duas espaçonaves, Viking-1 e 2, levaram ao solo marciano experimentos dedicados à detecção de vida. A ideia era misturar nutrientes ao solo. Se desse reação positiva, pronto: bactérias extraterrestres.
Quando o experimento foi conduzido na prática, ocorreu o inesperado.
A superfície marciana parecia estar cheia de uma substância capaz de degradar a solução nutritiva enviada nas naves. Resultado: muitos bilhões de dólares para um teste inconclusivo.
Desde então, a Nasa tem sido cautelosa. A estratégia foi quebrada em três etapas, e o novo jipe que está prestes a decolar representa uma transição para a segunda.
Primeiro, os cientistas decidiram se pautar pelo mote: "siga a água". Foi com base nele que as sondas Mars Global Surveyor e Mars Reconnaissance Orbiter buscaram sinais de fluxos de água (passados, recentes e presentes).
A sonda Mars Odyssey mapeou a presença de gelo no subsolo, e a sonda Phoenix confirmou o achado.
Finalmente, os jipes Spirit e Opportunity buscaram sinais minerais de interação da água com as rochas, indicando que no passado Marte já foi mais quente e teve atmosfera mais densa.
Além da água, há outras duas coisas de que a vida precisa para prosperar. Uma delas é energia, que o Sol pode fornecer em Marte, a despeito da maior distância que o planeta guarda da estrela, em comparação com a Terra.
A outra é a presença de compostos orgânicos, os tijolos da vida. Por isso, o foco agora não é mais a água (que já existiu na cratera Gale, onde o novo jipe deve pousar), e sim o carbono.
"Entre 2010 e 2020 mudamos o foco, queremos procurar os chamados ambientes habitáveis", disse à Folha o engenheiro brasileiro Ramon de Paula, executivo de programa no quartel-general da Nasa envolvido com missões marcianas.
"Entre 2020 e 2030, a última etapa: o retorno de amostras de Marte, em busca de sinais de vida", afirma.
O Curiosity está equipado com dez instrumentos científicos. Ele vai perfurar o solo para análise, buscar compostos orgânicos e medir o nível de radiação solar e cósmica.
Para descer o "jipão" até o solo, a Nasa usará uma técnica inédita: um sistema de propulsores que executará a parte final do pouso e descerá o jipe por um cabo, para depois soltá-lo e voltar a voar, caindo mais adiante. Nada de airbags, como os jipes anteriores enviados a Marte.
"Isso foi testado na Terra, mas podemos ter imprevistos lá", diz Ramon de Paula.
O teste final será na madrugada do dia 6 de agosto de 2012, quando o Curiosity deve tocar o solo marciano.

04/11/2011 - 10h09

Tripulantes deixam simulação de missão à Marte depois de 520 dias

DA BBC BRASIL



Seis homens que ficaram isolados do mundo por mais de 500 dias para simular uma missão para Marte voltaram à vida normal nesta sexta-feira.




http://www.bbc.co.uk/worldservice/emp/pop.shtml?l=pt&t=video&p=/portuguese/meta/dps/2011/11/emp/111104_marte_500_fim_fn.emp.xml


BBC
Seis homens ficaram isolados do mundo por mais de 500 dias para simular missão a Marte
Seis homens ficaram isolados do mundo por mais de 500 dias para simular missão a Marte
Desde junho de 2010 a rotina dos seis participantes do projeto Marte 500 simulou a dos tripulantes de uma espaçonave real.
Na verdade, eles ficaram trancados em um galpão nos arredores de Moscou, vivendo em isolamento total durante 520 dias.
Eles fingiam percorrer milhões de quilômetros pelo espaço e o objetivo era verificar se o corpo e a mente destes homens aguentaria uma jornada tão longa.
"Felizmente não ocorreram brigas entre os tripulantes e, mesmo depois de um ano, ainda queremos participar da missão", disse Romain Charles, um dos participantes do projeto Marte 500.
Em alguns momentos eles só conseguiam se comunicar com o mundo exterior com um atraso de 20 minutos, como em uma missão real para Marte e houve até simulações de caminhadas pelo planeta vermelho.
A conclusão da missão mostrou que os astronautas até poderiam aguentar um período tão longo em um espaço fechado.
Mas, os idealizadores da experiência admitem que, sem os perigos de uma missão espacial real, a Marte Quinhentos foi uma experiência menos estressante.



15/11/2010 - 09h48

Para baratear custo, cientistas propõem colonização e viagem a Marte sem volta

DA ASSOCIATED PRESS

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/830752-para-baratear-custo-cientistas-propoem-colonizacao-e-viagem-a-marte-sem-volta.shtml


Uma viagem a Marte com um único bilhete de viagem: o de ida. Essa é a basicamente a ideia defendida por dois cientistas no artigo "To Boldly Go" (algo como "viagem audaciosa"). A dupla diz que as viagens com tripulação humana para Marte seriam mais rápidas e econômicas se as missões não incluíssem o retorno dos astronautas.
"O principal ponto é fazer com que a exploração de Marte continue", disse Dirk Schulze-Makuch, da Universidade Estadual de Washington (EUA), autor do texto publicado no "Journal da Cosmologia" em parceria com Paul Davies, da Universidade Estadual do Arizona (EUA).
Segundo eles, os seres humanos deveriam começar a colonização de outros planetas como meio de se precaverem contra uma catástrofe na Terra.
Marte possui gravidade na superfície, atmosfera, água abundante, dióxido de carbono e minerais essenciais, o que facilitaria a colonização.
Eles propõem que as missões comecem com o envio de duas equipes, formadas por duas pessoas cada, em voos separados, a Marte.
Depois, navios de abastecimento regular e mais colonizadores poderiam participar da segunda fase da missão. A tecnologia já existe, ou é de fácil acesso, afirmam.
ESQUECERAM DE MIM
Um funcionário da Nasa (agência espacial americana) comentou que missões tripuladas para Marte devem ocorrer nas próximas décadas, mas o planejamento envolve decididamente a ida e a volta da tripulação.
O porta-voz da Nasa, Michael Braukus, disse que o presidente dos EUA, Barack Obama, acredita que essa missão poderia ser realizada por volta de 2030, mas não houve qualquer menção a que os astronautas poderiam ser deixados para trás. "Queremos nosso povo de volta", disse Braukus.
O astronauta aposentado da Apollo 14 Ed Mitchell, que caminhou na Lua, também criticou a proposta. "É prematuro", escreveu em um e-mail. "Nós não estamos prontos para isso ainda."
Davies e Schulze-Makuch salientam que não estão propondo uma "missão suicida". "Os astronautas iriam para Marte, com a intenção de ficar para o resto de suas vidas, como pioneiros de uma colônia humana permanente em Marte", escreveram eles, embora reconheçam que a proposta encontraria reações de oposição dentro da Nasa.
Os dois acreditam que o setor privado aceitaria melhor a ideia.

Diabético, ex-fumante com enfisema pulmonar = Cardíaco

Meus amigos,

Deixei de postar por alguns dias devido às "férias forçadas".
Estou me recuperando de uma forte dor no peito, uma angina constatada após exame de cateterismo.
Agradeço à toda equipe médica e de enfermagem da UTI do Hospital e Maternidade Metropolitano (na Lapa) pela minha recuperação.



DOR NO PEITO, ANGINA E INFARTO


O tórax, o peito, é formado por um bom número de órgãos e tecidos que podem se manifestar por sensações dolorosas. Entre as dores mais temidas, estão as chamadas dores do coração e, dentre as quais, a angina do peito e o infarto são as que motivam maiores temores por serem as mais conhecidas e consideradas como as de maior probabilidade de serem fatais.
A angina pectoris é um tipo de dor que o paciente sente no peito, braço ou nuca e que aparece com a realização de esforços ou emoções ou mesmo sem fator provocador aparente. A angina é uma dor que provoca medo, daí o nome angina, que significa medo, angor em latim. É uma dor que costuma deixar o paciente imóvel, assustado e que dura poucos segundos.
A sensação de dor na angina é provocada pela diminuição do sangue que passa pelas artérias que irrigam o músculo cardíaco. Este é um sinal de que pouco sangue está irrigando o coração durante aquele momento, geralmente, durante algum esforço. Se o esforço diminuir ou cessar, a dor pode ceder. Se a pessoa continuar no esforço e a dor persistir pode significar que a angina progrediu para um estágio mais grave da doença, qual seja o infarto do miocárdio.
A falta de sangue relativa para um órgão denomina-se isquemia. Ao chegar pouco sangue para manter uma parte do músculo cardíaco suprido de oxigênio e nutrientes, esta parte pode funcionar menos bem, com menos força e provocar a dor denominada angina. A falta total de sangue para um tecido ou órgão em poucos minutos pode significar a morte deste tecido com a perda total da sua função. Caso uma porção maior do músculo cardíaco deixa de receber sangue, o coração pode tornar-se incapaz de manter o sangue circulando e o paciente pode morrer. Se o paciente sentir dor é porque ainda existe músculo vivo, pois um músculo morto não doe. Em torno de uma parte morta do músculo cardíaco, pode haver uma parte lesada e isquêmica viável, que merece todos os esforços para ser conservada viva.
O infarto do miocárdio acontece quando uma parte do músculo cardíaco deixa de receber sangue pelas artérias coronárias que a nutrem. Esta falta de sangue leva o músculo à morte. Nessa situação clínica, a dor pode ser de maior ou menor intensidade e costuma ser acompanhada de outras manifestações:
piora e maior duração da dor,
a pressão do paciente cai,
ele sua muito, fica pálido, inquieto, tem a sensação de morte iminente;
por fim, o paciente apresenta confusão mental até a perda total da consciência e morte, caso não houver um pronto atendimento.

A maioria dos pacientes que morre do infarto não chega a ter atendimento médico. Existem infartos mais ou menos graves, a gravidade depende da extensão, da localização, da idade do paciente, além de outras doenças concomitantes que podem agravar a doença.
Infartos pequenos, que lesam menos músculo cardíaco têm melhor prognóstico: quanto maior a lesão do coração maior chance do paciente morrer.
Infartos que atingem regiões importantes do coração, como o local onde se geram os estímulos cardíacos e infartos que provocam arritmias, costumam ser mais graves.
Pacientes idosos de maneira geral toleram melhor um infarto do que as pessoas jovens que não desenvolveram uma circulação colateral, como os idosos onde a doença isquêmica já existe há mais tempo.
Outras doenças concomitantes, como diabete, enfisema, hipertensão arterial, podem piorar um prognóstico.

A grande maioria dos casos de morte súbita é provocada pelo infarto do miocárdio.



Angina

http://www.infoescola.com/saude/angina/

Por Débora Carvalho Meldau

A angina de peito, também conhecida como angina pectoris, não é classificada como uma doença, e sim um conjunto de sintomas causados pelo baixo abastecimento de oxigênio (isquemia) à musculatura cardíaca que resulta em uma dor no peito.
O sangue chega ao coração por meio de duas artérias, as artérias coronárias. Quando estes vasos se estreitam de modo a impedirem o fluxo sanguíneo normal, o coração “reclama” por meio de dor, sendo esta chamada de angina do peito.
Esta é uma afecção comum que acomete 1 em cada 50 pessoas. Comumente afeta indivíduos com mais de 50 anos de idade, mas também pode ocorrer em pessoas mais jovens.
As manifestações clínicas apresentadas pelos pacientes são dor intermitente ou grande desconforto e pressão no peito. Normalmente, esta dor torna-se mais intensa durante a realização de atividades físicas, passando a ser mais branda durante o repouso. Todavia, existem alguns tipos de angina que podem causar dor quando a pessoa encontra-se em repouso ou dormindo. Esta dor pode irradiar-se para a mandíbula, pelos ombros e pelos braços (geralmente pelo lado esquerdo do corpo).
A angina é classificada em:
  • Angina estável:
    • Dor em queimação ou constrição;
    • Dor induzida por esforço ou estresse emocional;
    • Dor de duração inferior a 20 minutos;
    • Dor que cede com o repouso ou uso de nitratos;
    • Equivalentes anginosos: cansaço, dispinéia.
  • Angina instável e IAM (Infarto Agudo do Miocárdio):
    • Dor de duração superior a 20 minutos;
    • Dor que não cede com o uso de nitratos;
    • Dor de surgimento recente (menos de 4 semanas);
    • Dor crescente;
    • Mudança das características da angina em pacientes com angina estável.
Dentre os fatores de risco estão o histórico familiar de doenças cardíacas prematuras, tabagismo, diabetes, hipertensão, colesterol alto, obesidade e sedentarismo.
Nos casos de angina ocasional, que o paciente não apresenta dores no peito, um eletrocardiograma é tipicamente normal, a menos que existam prévios problemas cardíacos. No momento da dor, observam-se alterações no eletrocardiograma, sendo que para verificar essas alterações, pode ser feito o teste ergométrico, no qual o paciente corre numa esteira durante a realização do exame.
Existem casos específicos onde se faz necessária a realização de angiografia, que é um cateterismo cardíaco que confirma a origem da lesão cardíaca, além de indicar se o paciente é candidato a uma angioplastia, um bypass de artérias coronárias ou outro tratamento.
O tratamento para angina inclui mudanças no estilo de vida do paciente, uso de fármacos, procedimentos especiais e reabilitação cardíaca. Os principais objetivos são:
  • Redução da freqüência e severidade dos sintomas;
  • Prevenção ou diminuição do risco de ataque cardíaco e óbito.
Nos casos de sintomas brandos e que não estejam piorando, os únicos tratamentos necessários são uso de fármacos e mudanças no estilo de vida do paciente. A angina instável é uma condição de emergência que necessita de tratamento hospitalar.

As recomendações para a prevenção e controle da angina são:
  • Não fumar, pois o fumo sobrecarrega o coração, obrigando-o a trabalhar mais intensamente;
  • Se estiver acima do peso, procurar reduzi-lo;
  • Exercitar-se regularmente;
  • Aprender a administrar a carga de estresse;
  • Controlar a pressão arterial, adotando uma dieta pobre em sal e aumentando a ingestão de alimentos ricos em potássio e cálcio;
  • Ingerir álcool moderadamente;
  • Descansar por trinta a quarenta minutos após as refeições;
  • Evite temperaturas extremas (muito altas ou muito baixas).
Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Angina
http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?586
http://www.drauziovarella.com.br/Sintomas/269/angina
http://www.copacabanarunners.net/angina.html
http://www.nhs.uk/translationportuguese/Documents/Angina_Portuguese_FINAL.pdf

domingo, 26 de agosto de 2012

Cidades agem para ampliar ações da Rio+20



Rede C40, que reúne 58 metrópoles do planeta, troca bons exemplos de gestão ambiental

24 de agosto de 2012 | 3h 04


Bruno Deiro - O Estado de S.Paulo
Em balanço da Rio +20 realizado ontem em São Paulo, a frustração pela falta de ações práticas e a fragilidade do documento final assinado pelos países contrastaram com o otimismo do grupo de cidades que forma a Rede C40. Pouco mais de dois meses após o evento, especialistas do País e do exterior reforçaram as mesmas preocupações no encontro organizado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).
Veja também:

Evento mundial no Rio teve pouco efeito prático - Wilton Júnior/AE
Wilton Júnior/AE
Evento mundial no Rio teve pouco efeito prático
"Perguntavam para mim sobre o fracasso da Rio+20 antes mesmo de o evento acontecer. Mas é ingênuo achar que soluções complexas se resolvem em alguns eventos ou mesmo em uma década. O equacionamento das questões deve levar, pelo menos, mais dez anos", diz Paulo Artaxo, físico da USP e membro do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC).
Na opinião do pesquisador, o fato mais evidente foi a falta de governança por parte da ONU para implementar políticas globais. O evento no Rio, avalia Artaxo, não foi muito diferente de encontros anteriores realizados em cidades como Durban, na África do Sul, e Copenhague, na Dinamarca. "Em termos de visibilidade, as atuais ondas de calor nos EUA e na Europa têm muito mais impacto que qualquer evento como a Rio+20", afirma.
Intitulado O Futuro Que Nós Queremos, o documento final assinado por 193 países é considerado o produto dessa falta de acordo. "O documento não possui metas de eficiência energética ou de uso de energias renováveis. Além disso, contém termos como 'tecnologias de combustível fóssil mais limpas', algo discutível", diz Marcelo Moreira, pesquisador do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone).
Otimismo
O discurso do pesquisador Adalberto Maluf, diretor da C40 no País, foi um dos poucos que fugiram do tom pessimista. Elogiada durante a Rio+20, a iniciativa de prefeitos de 58 metrópoles ganhou visibilidade desde então e trabalha na ampliação do projeto. "Diversas entidades entraram em contato, mas damos prioridade à ideia de ser uma ação das cidades voltada para as próprias cidades. Por isso, queremos atingir cem cidades até 2025", afirma Maluf.
Ele explica que o foco da entidade está no lançamento de redes temáticas. Cidades que possuem bons exemplos em determinadas áreas ambientais terão um contato mais próximo com capitais que enfrentam dificuldades. São Paulo, segundo ele, é apresentada como modelo de legislação ambiciosa no setor, ainda que pouca coisa tenha sido colocada em prática. O principal desafio, por outro lado, é aprimorar a questão da mobilidade.
Além de São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba são as cidades brasileiras que participam do projeto. "Trabalhando de forma mais localizada, os prefeitos têm mostrado maior engajamento que os líderes mundiais. Nossa atenção agora está voltada para a Ásia, especialmente nas grandes metrópoles da China."
Fundada em 2005, a Rede C40 reúne atualmente 58 cidades que se comprometem a reduzir emissões de gases do efeito estufa e mitigar os riscos climáticos nas próximas décadas.

Curitiba é projeto-piloto para ajudar o Brasil a cumprir compromissos assumidos na Convenção sobre Diversidade Biológica


Quarta, 22 Agosto 2012 11:44 Última modificação em Sábado, 25 Agosto 2012 06:31|


Tema em debate: conter ação predatória das cidades

Paulo de Araújo/MMA
Tema em debate: conter ação predatória das cidades


Curitiba é projeto-piloto para ajudar o Brasil a cumprir compromissos assumidos na Convenção sobre Diversidade Biológica

Luciene de Assis

Fazer com que as cidades usem, de forma sustentável, a diversidade biológica local é a primeira das 20 Metas de Aichi, e um dos temas que integram a listas dos compromissos assumidos pelos 193 países componentes da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB). Nesse sentido, o Brasil já está desenvolvendo um projeto-piloto em Curitiba, experiência apresentada pela professora Tatiana Gadda, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, em reunião ocorrida na Secretaria de Biodiversidade e Florestas (SBF) do Ministério do Meio Ambiente na tarde desta segunda-feira (20/08), para debater o tema Cidades e biodiversidade.

"Trata-se de iniciativa do Instituto de Estudos Avançados da Universidade das Nações Unidas (UNU), em desenvolvimento em outros países com o objetivo de alcançarmos as Metas de Aichi", explica Tatiana Gadda. As metas foram extraídas da 10ª Convenção sobre Diversidade Biológica (COP-10), realizada em Nagóia, Japão, em 2010.


ORIENTAÇÃO


Para a professora, a experiência de Curitiba, iniciada em março deste ano, permitirá a formulação de um guia para nortear estados e municípios brasileiros a desenvolverem ações que privilegiem a conservação da biodiversidade local. "O principal aprendizado é que a biodiversidade ultrapassa as fronteiras dos municípios e as políticas locais precisam ser coerentes com esse fato", sugere.

Como representante da UNU na reunião sobre Cidades e biodiversidade, o pesquisador sênior adjunto da instituição, Tony Gross, disse que, apesar de quase todos os 193 países da CDB se preocuparem com sustentabilidade e biodiversidade, os investimentos realizados nos últimos dez anos não conseguiram reverter as taxas de perdas da diversidade biológica, embora haja consenso de que essas perdas resultam em sérias consequências para todos os países. "Biodiversidade é a base da provisão de vários recursos ecossistêmicos, como água, clima, polinização, segurança alimentar, entre outros pontos", enfatizou.

Em se tratando de desenvolvimento sustentável, as cidades representam papel essencial. "As cidades consomem, de forma predatória e negativa, a biodiversidade em geral, como o consumo descuidado da água, as emissões de gases poluentes e qualidade de vida ligada à mobilidade, já que o mundo não é mais rural, inclusive o Brasil", esclareceu a analista ambiental da SBF Lúcia Lopes. O ponto positivo, segundo ela, é que as cidades podem melhorar esse panorama, não só do ponto de vida da biodiversidade em geral, como no que se refere ao consumo de água e na criação de parques, facilitando a manutenção da diversidade biológica da região.


EXPERIÊNCIA


O assunto debatido na reunião envolveu, também, representantes da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano (SRHU); da Assessoria Internacional do MMA; do Programa de Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa); do banco alemão para desenvolvimento sustentável (GIZ); do Departamento de Geografia e Ecologia da Universidade de Brasília (UnB); e Da ONG Iclei, sigla em inglês para Governos Locais pela Sustentabilidade.

O evento já rendeu os primeiros frutos, segundo Lúcia Lopes, que recebeu correspondência enviada, na manhã desta terça-feira, pelo coordenador do Programa de Biodiversidade e Cidades da Convenção sobre Biodiversidade (CDB) da Organização das Nações Unidas (ONU), Oliver Hillel, considerando a iniciativa da extremamente positiva. Hillel acredita que a experiência brasileira poderá estimular outros países a se organizarem para, igualmente, tornar suas cidades sustentáveis. 

Uso de amianto na indústria divide opiniões em audiência no STF


Uso de amianto na indústria divide opiniões em audiência no STF


Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), um terço dos cânceres ocupacionais é causado pela inalação de fibras de amianto.


Brasília – A divergência de opiniões sobre o uso de amianto em escala industrial foi reproduzida hoje (24), no Supremo Tribunal Federal (STF), em audiência pública convocada pelo ministro Marco Aurélio Mello. Ele é relator de uma ação sobre o tema que tramita na Corte desde 2007, e busca mais elementos científicos antes de preparar voto sobre o uso da substância no país.
O amianto é uma fibra mineral natural, mais fina que um fio de cabelo, usada na construção civil. Geralmente é associada ao cimento e aplicada como revestimento e isolante em coberturas, telhados e galpões. Cerca de 2 milhões de toneladas de amianto do tipo crisotila são consumidas no mundo anualmente. No Brasil, a legislação permite o uso controlado apenas desse tipo de amianto, proibindo os demais.
Apesar dos efeitos positivos do amianto para a economia nacional – o Brasil é o terceiro maior exportador mundial do tipo crisotila -, os efeitos da exposição ao material são contestados por órgãos de saúde e por entidades ambientais. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), um terço dos cânceres ocupacionais é causado pela inalação de fibras de amianto.
No STF, nem mesmo o Executivo marcou posição unânime sobre o assunto. Os representantes dos ministérios da Saúde, do Meio Ambiente e da Previdência Social defenderam o banimento do uso do mineral, enquanto as pastas do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e a de Minas e Energia argumentaram que é possível negociar o seu controle.
“Está provado cientificamente que o produto é cancerígeno e que o Brasil tem tecnologia e matérias-primas para substituí-lo totalmente em seu território”, disse Guilherme Franco Netto, do Ministério da Saúde. Para o representante do Ministério de Minas e Energia, Cláudio Scliar, estudos sérios sobre o impacto do amianto no corpo humano provam que o “uso controlado do amianto do tipo crisotila é viável”.
As divergências se repetiram entre os outros 12 expositores do dia, divididos entre representantes da indústria, do Estado e de entidades ligadas aos trabalhadores expostos ao amianto. A segunda parte da audiência continua na próxima sexta-feira (31), com a apresentação de mais 18 expositores.

A Grande Farsa do Aquecimento Global / The Great Global Warming Swindle

http://www.youtube.com/watch?v=tpvpiBiuki4




Enviado por em 17/08/2011

Exibido em 8/3/2007 pelo Channel 4 britânico, "A Grande Farsa do Aquecimento Global" (de Martin Durkin) vai na contramão de "Uma Verdade Inconveniente" (de Al Gore), reunindo os depoimentos de cientistas reconhecidos para denunciar que a teoria do aquecimento global causado pelo homem não tem base científica e que a elevação da temperatura decorre de um ciclo natural. Depoimentos de Carl Wunsch, Eigil Friis-Christensen, Frederick Singer, Ian Clark, James Shikwati, John Christy, Lord Lawson de Blaby, Nigel Calder, Nir Shaviv, Patrick Michaels, Patrick Moore, Paul Reiter, Philip Stott, Piers Corbvn, Richard Lindzen, Roy Spencer, Syun-Ichi Akasofu e Tim Ball.

sábado, 25 de agosto de 2012

Unidade de Polícia Ambiental completa uma semana no Parque da Pedra Branca


Unidade de Polícia Ambiental completa uma semana no Parque da Pedra Branca

Com uma semana de operação, a Unidade de Polícia Ambiental (Upam) do Parque Estadual da Pedra Branca já recolheu 19 cavalos, apreendeu 14 armas e farto material de caça, além de munição de diversos calibres. Nesta quinta-feira (23), um foco de incêndio na vertente Catonho do parque foi controlado, graças à ação de parte dos 38 homens da Upam e de guardas-parque. Na operação, um homem foi preso.
- A Upam está funcionando muito bem. Ela promove segurança e valoriza o ecoturismo. Com a unidade, poderemos aumentar expressivamente o número de visitantes do parque, que ocupa 10% do território do município - disse o coronel José Maurício Padrone, chefe da Coordenadoria Integrada de Combate aos Crimes Ambientais, da Secretaria do Ambiente.
De acordo com o administrador do parque, Alexandre Pedroso, os maiores problemas enfrentados na unidade são construções irregulares, caça predatória, tráfico de drogas, atuação de motociclistas, cultivo de plantas indevidas e criação irregular de animais.- Com a Upam, a fiscalização é muito mais intensa, permitindo não apenas coibir, mas prevenir todo tipo de crime, seja ambiental ou não - afirmou Pedroso.
Com 12,5 mil hectares (o equivalente a três Parques Nacionais da Tijuca), o Parque da Pedra Branca já teve seu plano de manejo entregue ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e a previsão é de que seja aprovado até o fim do ano. O documento ajudará o Estado a ter maior controle sobre o território e balizará ações e investimentos.
Além disso, a partir de janeiro de 2013, o Inea vai destinar mais 25 guarda-parques à unidade, que já conta com 20 bombeiros-militares. Outra iniciativa é a confecção de um novo guia para as cerca de 30 trilhas do parque, que deve ficar pronto até janeiro de 2013 e ficará disponível também para download gratuito no site do Inea.
Todas as melhorias que estão sendo feitas na unidade pelo Governo do Estado visam também a atender ao aumento de público que ocorrerá devido aos grandes eventos esportivos internacionais que vão ser realizados no Rio, nos próximos anos.
- Nosso objetivo é chegar aos Jogos Olímpicos de 2016 com todas as áreas do parque devidamente recuperadas - disse o administrador. 

Serra Pelada busca 'garimpo sustentável'


Serra Pelada busca 'garimpo sustentável'

Convênio entre garimpeiros e a Universidade de São Paulo quer acabar com uso do mercúrio na reabertura da famosa jazida no Pará

22 de agosto de 2012 | 3h 07


Bruno Deiro - O Estado de S.Paulo

Um convênio entre a USP e a Cooperativa dos Garimpeiros dos Minérios de Serra Pelada (Coomispe) quer promover o fim do uso do mercúrio na reabertura de uma das mais famosas jazidas minerais do mundo. À espera de propostas de grandes empresas mineradoras, a associação paraense buscou apoio técnico para criar um modelo de negócio que evite a contaminação ocorrida há três décadas, no auge da corrida do ouro na região.

Secretaria do Meio Ambiente do Amazonas também estuda proposta para banir mercúrio - José Luís da Conceição/AE
José Luís da Conceição/AE

Secretaria do Meio Ambiente do Amazonas também estuda proposta para banir mercúrio

A Coomispe, uma das oito cooperativas que obtiveram Permissão de Lavra Garimpeira (PLG) outorgada pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNMP), será assessorada pelo recém-criado Núcleo de Apoio à Pequena Mineração Responsável. "Vamos definir um plano de negócio com base na mineração sustentável para ser apresentados aos investidores", afirma o professor Giorgio de Tomi, responsável pelo núcleo da USP.
Com pouco mais de 4 mil associados, a Coomispe dispõe de uma área de 628 hectares próxima a Curionópolis para a exploração de ouro, prata, platina, paládio e silício. Segundo Tomi, a ideia é evitar os problemas enfrentados pela Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp), única até agora a ter fechado um contrato para extração. "Essa primeira cooperativa estava muito despreparada ao fechar acordo com a empresa canadense (Colossus). Dificilmente conseguirá colocar em prática uma solução sem mercúrio", diz o professor.
Ainda em fase inicial de negociação, o acordo entre a USP e a Coomispe será votado em assembleia pelos garimpeiros. Caso seja aprovado, o projeto dependerá de estudos de campo para determinar a quantidade de recursos necessários. "A única certeza que temos é de que usaremos o 'estado da arte' da mineração, que é a técnica com o uso de cianeto. Caso contrário, a USP não entraria no projeto, pois não faria sentido promovermos tecnologias com mercúrio", afirma Giorgio de Tomi.
Para Luiz Carlos Martins, diretor comercial da Coomispe, um projeto mais moderno será decisivo para atrair investidores. "Estamos na maior região de minério do País e a USP tem a melhor tecnologia. Queremos um modelo que sirva de exemplo para as outras cooperativas, pois assim nos tornaremos mais competitivos." Segundo ele, o reinício da mineração em Serra Pelada deverá levar de dois a três anos.

Região amazônica
Um grupo técnico da Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Amazonas se reuniu ontem para definir mudanças na Resolução 011/2012, que regulamenta o uso de mercúrio nos garimpos do Estado. No dia 30, a minuta com as alterações será apresentada ao conselho da secretaria - a proposta deve incluir prazos para o banimento do mercúrio e eventuais punições.
A resolução causou polêmica entre ambientalistas locais, que acusam o governo de legitimar o uso do mercúrio na extração de ouro em rios amazônicos, que por suas caraterísticas naturais já possuem uma alta concentração da substância.

Além disso, alguns pesquisadores da área ambiental alegaram não terem sido consultados durante a elaboração do documento. Por isso, foram realizadas na última semana dois encontros técnicos para debater a questão. Entre as mudanças cogitadas está o zoneamento da regulamentação: em locais como a região do Alto Rio Negro, que possuem níveis mais altos de mercúrio, poderia haver uma meta mais urgente para a proibição do elemento químico.

Gelo marinho do Ártico está perto de mínima histórica


22/08/2012-05h03

Gelo marinho do Ártico está perto de mínima histórica


DA REUTERS

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1141061-gelo-marinho-do-artico-esta-perto-de-minima-historica.shtml





O gelo marinho que recobre o oceano Ártico provavelmente chegará à sua menor extensão na história registrada até o fim deste mês, afirmou Ted Scambos, cientista-chefe do Centro Nacional de Dados de Neve e Gelo dos Estados Unidos.
A tendência de diminuição continuará por algumas semanas depois desse ponto mínimo, afirmou Scambos.
O recorde de degelo anterior ocorreu em 2007.

Nasa/Reuters
Imagem de satélite mostra o oceano Ártico no verão de 2007, outra mínima recorde
Imagem de satélite mostra o oceano Ártico no verão de 2007, outra mínima recorde

Projeto brasileiro de casa sustentável

23/Agosto/2012

Projeto brasileiro de casa sustentável é desmontado para participar de competição na Espanha



http://www.piniweb.com.br//construcao/sustentabilidade/projeto-brasileiro-de-casa-sustentavel-e-desmontado-para-participar-de-265384-1.asp

Ekó House, desenvolvida por alunos da USP e da UFSC, participará do Solar Decathlon Europe 2012 em setembro


Aline Rocha


A Ekó House, projeto elaborado por meio de parceria entre a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a Universidade de São Paulo (USP), já foi desmontada para participar do concurso Solar Decathlon Europe 2012, que acontecerá em Madri no mês de setembro. O projeto é o único representante do hemisfério sul na competição.

Divulgação

O projeto da casa sustentável também contou o apoio da Fundação para a Pesquisa em Arquitetura e Ambiente (Fupam) e com a colaboração da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Foram necessários dois anos para concluir a montagem da residência, desde o seu projeto até a execução.
A Ekó House, inspirada na tradição dos índios Tupi-Guarani, consiste em uma casa de 50 m² com cozinha, banheiro, espaço para refeições, sala de estar, dormitório e área de serviço externa. Composta de madeira maciça e chapas de partículas orientadas (OSB), a estrutura pode receber outros módulos para expandir seu tamanho.
A residência também possui geração de energia a descarte de resíduos, além de varanda dimensionada para controlar trocas de calor e separação de águas para serem tratadas e reutilizadas posteriormente.
O protótipo foi construído no campus do Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP, com um investimento de R$ 1,5 milhão e outros recursos arrecadados com empresas parceiras. Em julho, a casa começou a ser desmontada para que pudesse ser enviada à Madri, na Espanha, para o concurso.
O Solar Decathlon Europe é uma competição bianual de universidades que projetam e constroem casas autossuficientes, operando somente com energia solar. Além de apresentar projetos das habitações, as equipes também precisam construí-las e colocá-las em funcionamento. Este ano, o concurso acontecerá do dia 13 ao 27 de setembro. A Ekó House começará a ser montada no dia 31 de agosto.

Divulgação


Divulgação


Divulgação


Divulgação

Leia mais:Projeto brasileiro participa de competição internacional de casas autossuficientes

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Brasil tem seis entre as 500 melhores universidades do mundo; veja lista








http://www.infomoney.com.br/carreira/educacao/noticia/2528749/Brasil-tem-seis-entre-500-melhores-universidades-mundo-veja-lista

A USP é a brasileira melhor colocada no ranking. Em seguida, aparece a UNICAMP, UFMG, UFRJ, UNESP e UFRGS

Por Luiza Belloni Veronesi 
A A A

SÃO PAULO - Seis universidades brasileiras estão entre as melhores universidades do mundo, segundo o ranking ARWU (The Academic Ranking of World Universities), realizado anualmente pelo CWCU (Center for World-Class Universities of Shanghai Jiao Tong University), na China.
A USP (Universidade de São Paulo), Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), UNESP (Universidade Estadual de São Paulo) e UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) foram as únicas brasileiras entre as 500 universidades citadas no ranking.
educação - finanças - universidade

Posições
Segundo critérios do ranking, ao passar da 100ª colocação, as universidades são colocadas entre as pontuações, não revelando a posição exata das instituições. A brasileira melhor colocada foi a USP, entre as posição 101º a 150º. Em seguida aparece a UNICAMP, na posição de 20ª1 a 300ª.

A UFMG é a terceira instituição brasileira presente no ranking, seguida pela UFRJ e UNESP, todas colocadas também entre as posições 301ª e 400ª. A última instituição do País citada na lista foi a UFRGS, na colocação entre 401ª e 500ª.
Sem surpresas, a Universidade de Harvard foi considerada a melhor universidade do mundo, com notas máximas em quase todos os critérios analisados. Em segundo lugar aparece a Universidade de Standford, acompanhada pela MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) e Universidade da Califórnia.
Metodologia
O ARWU utiliza seis critérios para classificar as universidades de todo o mundo, como o número de alunos e profissionais vencedores de prêmios Nobel e medalhas acadêmicas, número de pesquisadores citados pela Thomson Scientific, artigos públicados em revistas do meio acadêmico, tamanho da instituição, entre outros.

As classificações têm pesos diferentes e com a soma deles se chega a colocação de cada universidade. Ao todo, são mais de mil universidades classificadas, mas apenas as 500 melhores delas são publicadas no ranking pelo site: http://www.shanghairanking.com/ARWU2012.html.
Veja as 10 melhores universidades colocadas no ranking mundial:
Melhores Universidades de 2012:
PosiçãoUniversidadePaís
*The Academic Ranking of World Universities
1ªHavard UniversityEstados Unidos
2ªStanford UniversityEstados Unidos
3ªMassachusetts Institute of TechnologyEstados Unidos
4ªUniversity of CaliforniaEstados Unidos
5ªUniversity of CambridgeReino Unido
6ªCalifornia Institute of TechnologyEstados Unidos
7ªPrinceton UniversityEstados Unidos
8ªColumbia UniversityEstados Unidos
9ªUniversity of ChicagoEstados Unidos
10ªUniversity of OxfordReino Unido

Contra a crise, Grécia se prepara para vender ilhas inabitadas


http://www.infomoney.com.br/mercados/noticia/2537484/Contra-crise-Grecia-prepara-para-vender-ilhas-inabitadas

Em entrevista ao jornal francês Le Monde, primeiro-ministro admite que poderá se desfazer de regiões do país para arrecadar recursos

Por Fernando Ladeira 
A A A
SÃO PAULO - Com dois pacotes de resgate no currículo e a exigência dos credores para cortar cada vez mais os custos, a Grécia tem à sua opção um caminho pouco comum para engordar os cofres públicos: o país está pronto para por suas ilhas que inabitadas à venda, declarou o primeiro-ministro Antonis Samaras, em entrevista nesta quinta-feira (22) ao jornal francês Le Monde.
Essa medida parece radical, mas não é nova. No início do ano o país já havia surpreendido ao revelar que iria alugar alguns de seus monumentos e sítios arqueológicos, como meio de angariar recursos contra a crise.
Santorini - Grécia - crise
Curiosamente, essa ideia também já havia sido sugerida dois anos atrás, pela Alemanha. Na época, dois membros do parlamento alemão afirmaram em entrevista ao Bild que o país deveria vender ativos como empresas e ilhas inabitadas.
Segundo a organização de turismo da Grécia, existem cerca de 6 mil ilhas no arquipélago grego. Dessas, apenas 227 possuem habitantes, o que significa que a grande maioria deverá ir à venda - mas muitas delas são pequenas demais.
Ainda na entrevista ao jornal francês, Samaras pediu o fim das especulações de uma saída grega da Zona do Euro. "Como podemos privatizar, se todos os dias oficiais europeus especulam publicamente sobre 'uma potencial saída grega da moeda comum'? Isso deve parar. Se nós fizermos o nosso trabalho, a Grécia poderá ser salva", apelou.
Assim, enquanto o governo grego tenta conduzir as privatizações e colocar suas ilhas à venda, o país passa por negociações difíceis no campo político. Nesta semana o primeiro-ministro recebeu o presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, e pediu a ele mais dois anos para implantar as reformas fiscais que os credores exigem.
Ultimato grego
No entanto, Junker lembrou que essa decisão dependerá do relatório da Troika - grupo formado por Comissão Europeia, FMI (Fundo Monetário Internacional) e BCE (Banco Central Europeu) -, que retornará a Atenas em setembro e deverá concluir a avaliação sobre o progresso grego até o fim daquele mês. Se a avaliação for negativa, a próxima parcela do resgate poderá ser suspensa.

Em coletiva de imprensa na quarta-feira, Juncker elevou o tom em seu alerta. "A bola está do lado grego, na verdade, essa é a última chance e os cidadãos gregos precisam saber isso", disse.

Conheça os males causados pelo cigarro

http://www.youtube.com/watch?v=vPZeOcWsgqg




Publicado em 21/08/2012 por

O Brasil ganhou um laboratório especializado para analisar a composição do tabaco. As pesquisas vão ajudar a identificar os males causados pelo fumo. Só a fumaça do cigarro, tem mais de quatro mil substancias tóxicas e muitas são cancerígenas

Fumaça e fogo


22/08/2012-03h00

Editorial: Fumaça e fogo



A grande massa de ar seco que paira sobre São Paulo e parte do Brasil faz bem mais que agravar a poluição atmosférica nas grandes cidades. A estiagem resseca a vegetação e cria condições ideais para a proliferação de queimadas.
Só nos últimos dois dias, cerca de 2.400 focos de incêndio foram detectados no país por satélites. Até o início deste mês, registraram-se cerca de 44 mil ocorrências. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) prevê que 2012 terá mais queimadas que 2011 e 2010.
Raramente os incêndios são naturais. Mais comum é a queima intencional --para livrar pastos de pragas-- sair do controle e alcançar matas. Isso quando o fogo não é usado para limpar áreas desmatadas, como sempre fizeram os índios (daí a prática ser chamada também de "coivara", do tupi).
Entre os Estados campeões estão Maranhão, Mato Grosso e Pará. O bioma mais afetado é o cerrado (55% dos focos), onde muitas árvores são resistentes ao fogo.
Preocupa, contudo, a situação do Pantanal. Há quase dois meses sem chuvas, a região vive uma explosão de casos: só nas duas primeiras semanas de agosto, foram mais de 1.100 registros.
Outro dado alarmante é a invasão de unidades de conservação pelas chamas. De um total de 1.570 áreas, como parques nacionais, 210 já foram afetadas.
Dois outros fatores contribuirão para aumentar o risco futuro de incêndios: os sinais de que 2012 poderá ser um ano de El Niño, fenômeno climático que provoca secas no Nordeste e na Amazônia, e a disparada de preços internacionais da soja, que incentiva fazendeiros a abrir novas áreas.
Isso para não falar do continuado impasse sobre o novo Código Florestal no Congresso.
Após sete anos de contenção das taxas de desmate, as queimadas sugerem que a temporada 2012/13 ameaça reverter essa conquista.

Emissão de gases de efeito de estufa ainda cresce no País


Brasil responde por 23% do total, ficando atrás apenas do México, com 30%; frota de carros na região dobrou em 10 anos

22 de agosto de 2012 | 3h 02


RIO - O Estado de S.Paulo

As emissões de gases de efeito estufa em áreas urbanas do Brasil representam 23% do total na América Latina. Só o México apresenta porcentual maior, de 30%. As principais emissões em áreas urbanas estão relacionadas com o consumo de combustíveis fósseis, fundamentalmente no setor de transportes.

Na América Latina, a frota de carros dobrou em dez anos. O relatório da ONU-Habitat mostra que, em menos de duas décadas, houve aumento de 18% das emissões per capita de CO2 nas cidades da região.
Para a ONU, serviços de reciclagem, reutilização e aproveitamento de resíduos sólidos são incipientes nesses países. "Um grande número de cidades ainda continua contaminando rios e mares e deixando lixo a céu aberto", disse o representante do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), Erik Vittrup. O estudo aponta falhas no acompanhamento desses serviços e a falta de indicadores precisos.
Vittrup, que é dinamarquês, elogiou iniciativas de cidades brasileiras, como o sistema de transporte público de Curitiba, o projeto UPP Social em favelas do Rio, o orçamento participativo em Porto Alegre e a política de atenção às mudanças climáticas em São Paulo. "Os modelos de crescimento das cidades nos anos 1990 e anteriores não se adaptam aos desafios atuais", disse ele. O relatório elogia iniciativas como o resgate de zonas centrais e a criação de ciclovias, mas lamenta que não sejam uma tendência.
Fora do campo. Quase 80% da população da América Latina e do Caribe vive em cidades, proporção superior à do grupo de países mais desenvolvidos. O crescimento demográfico e a urbanização foram muito acelerados no passado recente, mas perderam força. O relatório projeta que a taxa de população urbana chegará a 89% em 2050. O êxodo rural também perdeu peso na maioria dos países da região, e as migrações ocorrem principalmente entre centros urbanos. Metade da população desses países mora em cidades com menos de 500 mil habitantes e 14% nas chamadas megacidades.
O relatório aponta que a consciência na região em relação aos problemas do meio urbano é maior do que no passado, mas avalia que a adoção de "medidas ambiciosas em escala local ainda é incipiente". O estudo teve apoio da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe, entre outras entidades. /F.W. 

Ocupação irregular...


Polícia Ambiental mantém vigilância em área que é alvo de invasores


22 de agosto de 2012 às 10:13


POR JULLY CAMILO



Uma força-tafefa composta pela Delegacia Especializada em Meio Ambiente, além do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA), da Tropa de Choque da Polícia Militar e do Grupo Tático Aéreo (GTA), retirou, na segunda-feira (20), invasores que ocuparam e desmataram uma área de preservação permanente (APP), situada na Avenida Luís Eduardo Magalhães, nos Altos do Calhau. Quase 30 pessoas foram conduzidas para a Delegacia de Meio Ambiente, onde foram autuadas em flagrante por crime ambiental, desacato e resistência. Pelo menos três viaturas do BPA continuam monitorando a área a fim de evitar novas invasões ao local. Na edição de sábado (18), o Jornal Pequeno denunciou a invasão da área, que fica vizinha ao local em que vai ser construído o Hospital de Urgência e Emergência de São Luís.
Segundo o subcomandante do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA), major Brito Junior, os invasores queimaram e derrubaram árvores, como buritizeiros, bananeiras e juçarais, prejudicando a fauna nativa, que conta com aves de vários tipos, macacos-pregos e até jacarés.

Foto: G. Ferreira
Policiais do Batalhão Ambiental impediram nova invasão no Rangedor

O major explicou que 12 hectares de área foram devastados para a demarcação dos lotes e construção dos barracos irregulares. “Esta área é de vários particulares e mesmo os donos só podem construir alguma coisa mediante autorização das secretarias de Meio Ambiente do Estado e do Município, e desde que obedeçam, aos critérios impostos pela legislação do meio ambiente”, disse Brito Júnior.
No momento da abordagem havia quase 200 pessoas no terreno. Cerca de 30 foram autuadas por desacatarem os policiais e se recusarem a deixaram a área, além do crime ambiental.
O delegado Mauro Bordalo, titular da Delegacia do Meio Ambiente, arbitrou fiança, que variou de meio a um salário mínimo para a liberação dos conduzidos.
De acordo com o major Brito Júnior, ainda na noite de segunda-feira (20), uma nova tentativa de invasão aconteceu, mas os policiais ambientais, que continuaram fazendo a segurança do local, impediram. Os invasores teriam efetuado um disparo de arma de fogo contra os militares e jogaram querosene numa das viaturas na tentativa de atear fogo.
“Apreendemos foices, facões, enxadas, arames, cavadores, entre outras ferramentas. Estamos com três viaturas e 10 homens fazendo a ronda no local e garantindo a preservação da área. O problema é que parte do terreno é protegida por uma cerca de arame, que foi cortada, e nos fundos tem um muro, onde eles também fizeram um buraco. Já solicitei as autoridades competentes que consertem o muro ou que o completem, a fim de evitar novas ocupações. Mas, vamos nos manter vigilantes enquanto for necessário e se preciso for acionaremos o Choque da PM. Estamos com o intuito de elaborar um projeto para reflorestar o que foi devastado, mas sabemos que para recuperar o dano isso pode levar até 20 anos”, disse o major Brito.

Crime ambiental – A supressão da vegetação nativa conforme a Lei Estadual 10.431, só é permitida mediante autorização de órgão competente. Suprimir, destruir ou danificar área considerada de preservação permanente, mesmo que em formação, ou utilizá-la com infringência às normas de proteção, devem ser punidas, conforme prevê o Artigo 38, na Lei de Crimes Ambientais.
Quem for flagrado praticando crime ambiental pode responder a processo, pagar multa e até ser condenado à pena de reclusão. As denúncias podem ser feitas ao Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops), pelo telefone 190, ou, ainda, pelo serviço Disque-Denúncia, por meio dos telefones (98) 3223-5800 (na capital) e 0300-313-5800 (em municípios do interior do estado).