sábado, 7 de fevereiro de 2015

Rodízio de água será a próxima opção para São Paulo?


6 de fevereiro de 2015 às 16:40 por Redação Climatempo

Água de reúso

http://equipedeobra.pini.com.br/construcao-reforma/61/agua-de-reuso-coordenador-da-norma-da-abnt-fala-291278-1.aspx

Coordenador da norma da ABNT fala sobre aproveitamento da água da chuva, dimensionamento e funcionamento de sistemas de captação

Reportagem: Karina Dacol
Edição 61 - Julho/2013
PERFIL
acervo pessoal
Nome: Plínio Tomaz
Profissão: engenheiro civil
Cargo: coordenador da norma sobre aproveitamento da água de chuva da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT)
Com que finalidades a água da chuva pode ser aproveitada? 
Somente para fins não potáveis, como descarga em bacias sanitárias, limpeza de pisos, garagens, rega de jardins e uso em equipamentos para resfriamento de máquinas. Essa água não é para beber, para cozinhar e nem para tomar banho.

Em comparação com outros países, o Brasil consome muita água? 
Desde 1995, as empresas fabricam no Brasil todos os dispositivos para economizar água. Atualmente, consumimos menos de 170 l por pessoa por dia, enquanto os americanos ainda gastam 300 l. O europeu já economiza bastante. Lá, eles consomem cerca de 100 l de água por pessoa por dia.

Quais os principais vilões do consumo de água em edifícios? 
O maior vilão nesse tipo de edificação é, sem dúvida nenhuma, a bacia sanitária. Antigamente, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) achou valores de 18 l utilizados a cada descarga. Hoje, temos até caixas de descarga com dois botões: um para 3 l e outro para 6,8 l. Nos prédios antigos, devem-se trocar todas as bacias sanitárias por caixas acopladas para descarga de 6,8 l por acionamento.

Os prédios vão começar a usar mais dispositivos para reúso de água?
Em edificações, pode ser feito o aproveitamento da água da chuva e o reúso de águas cinzas (proveniente de utilização de lavatórios, chuveiros e pias de cozinha). A meu ver, devido à pequena área de telhado e ao grande consumo, os prédios vão ter que usar água de reúso. O problema é que não existem normas ou leis federais nem para garantir o consumidor e nem para determinar a partir de qual tamanho de área construída o reúso é necessário.

Até que tamanho de prédio é eficaz o reúso? 
Só compensa a partir de certa área e certo volume de consumo. Quando o prédio tem mais de 30 mil m², pode ser contratada firma especializada para acompanhar o tratamento das águas cinzas. Se o prédio for muito pequeno, fica inviável financeiramente. Fazer reúso em uma casa pequena sai caro e a parte financeira não compensa, pois demanda acompanhamento técnico, com engenheiros químicos e especialistas.

Quais os cuidados necessários para implantar sistemas de aproveitamento de água da chuva em condomínios residenciais? 
Para que o sistema funcione corretamente, o projeto tem de ser feito por engenheiro civil ou arquiteto e deve seguir a NBR 15.527 - Água da Chuva - Aproveitamento de Coberturas em Áreas Urbanas para Fins Não Potáveis - Requisitos, que regulamenta o uso da água da chuva para fins como rega de jardins, lavagem de pisos e de carros e descargas em bacias sanitárias. A norma diz que, em áreas urbanas, apenas as águas dos telhados são aproveitadas, mas não as que entraram em contato com o chão. O grande problema é achar o volume da cisterna, pois, se for muito grande, o custo ficará elevado e, se ficar pequena, faltará água constantemente.

Ilustração: Daniel Beneventi.
Existem outras normas referentes ao reúso de água? 
A NBR 15.527 trata somente de aproveitamento de água da chuva. As águas servidas ou águas cinzas (greywater), que são as residuais de processos como banho, lavagem de roupa e louça, ainda não possuem norma.

Como é a manutenção? 
Não existe treinamento especial, pois os reservatórios usados são como os reservatórios para água potável, e devem ser limpos e desinfetados pelo menos uma vez ao ano. Em geral, são enterrados ou semienterrados e a limpeza e desinfecção das paredes é feita com ácido hipocloroso (hipoclorito de sódio), que é o cloro na forma líquida. A limpeza pode ser feita por funcionário do edifício ou por empresa que preste esse serviço, que costuma ser a mesma que limpa caixas-d'água.

O que deve ser verificado? 
Os conjuntos elevatórios devem ser verificados, no mínimo, uma vez por mês pela prefeitura e pelos órgãos ambientais, como a Secretaria da Saúde. Os prédios costumam fazer a limpeza uma vez ao ano e, geralmente, a firma responsável emite atestado, afixado na parede do edifício. Já o reservatório de first flush deverá ser verificado após chuvas intensas para retirada de materiais desviados da cisterna. Em caso de a água servir bacias sanitárias, deve ser clorada, conforme previsto na norma.

Quais os principais erros de projeto? 
Os principais erros estão no dimensionamento do reservatório e no first flush, dispositivo que fica na entrada da cisterna e que, quando chega a chuva, retém e expulsa a água que contém folhas, sujeira e pedras. Ele precisa ser calculado para esvaziar em dez minutos, escoando a sujeira.

O que são as chamadas piscininhas? 
São reservatórios que armazenam água de telhados e pisos durante o pico de chuvas. O objetivo é controlar enchentes, pois a água é liberada aos poucos. Elas ajudam, mas não resolvem o problema, até porque a água da piscininha não deve ser usada, já que os pisos têm até 12 vezes mais poluição do que os telhados.

O que é golpe de aríete? Ele ainda é um problema?
O golpe de aríete acontecia antigamente, com as válvulas de descargas. Após apertar a descarga, ouvia-se um barulho muito alto, resultado da transmissão das ondas que, com o tempo, acabavam destruindo toda a tubulação. Isso é coisa do passado, pois as válvulas atuais não produzem golpe de aríete.

Qual sua opinião sobre a abordagem dos sistemas de certificação quanto à questão da redução do consumo de água nas edificações?
Se você obtém uma certificação, vai ter certeza de que haverá economia de 30% de água e 30% de energia e haverá mais conforto térmico para os usuários. Por isso, o seu imóvel terá mais valor. Chegará um tempo que, quando o usuário for comprar um apartamento ou um escritório, ele automaticamente vai querer saber sobre o tipo de certificação do prédio. Se não existir, ele vai comprar em outro lugar.


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Luz natural em qualquer lugar, a qualquer hora

http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=luz-natural-qualquer-lugar-qualquer-hora&id=010125140714#.VMzIvWjF9qU

Redação do Site Inovação Tecnológica - 14/07/2014
Luz natural em qualquer lugar, a qualquer hora
A luz gerada pela nova tecnologia parece estar vindo de um "teto solar". [Imagem: Coelux/Divulgação]
Luz do Sol artificial
Embora haja uma tendência de substituição das lâmpadas incandescentes e fluorescentes pelas "lâmpadas de estado sólido", ainda há restrições quanto à qualidade da luz emitida por essas alternativas economicamente mais eficientes.
Agora, pesquisadores europeus afirmam ter encontrado a solução definitiva para que os LEDs produzam uma iluminação mais natural - uma "luz quente", como eles chamam.
Usando materiais nanoestruturados - materiais fabricados com saliências, rugosidades ou outras características com dimensões na faixa dos nanômetros - eles criaram um sofisticado sistema óptico que recria os efeitos da luz natural.
Para isso, a luz originalmente produzida pelos LEDs passa pelo sistema óptico, que mede alguns milímetros de espessura, onde são simuladas a difusão e as interferências que a atmosfera gera na passagem da luz solar - um processo conhecido como dispersão de Rayleigh, responsável, entre outras coisas, pela cor azul do céu.
Luz natural em qualquer lugar, a qualquer hora
Imagem real do experimento - isto não é uma renderização. [Imagem: Coelux/Divulgação]
Janela de luz
O sistema todo tem uma forma plana, parecido com uma janela ou um teto solar, facilitando sua colocação em diversos tipos de ambiente.
Segundo a equipe do projeto Coelux, financiado pela União Europeia, o resultado é um "maior conforto e bem-estar nos ambientes internos e subterrâneos".
"Com o Coelux, você pode desfrutar céus ensolarados a qualquer hora, em qualquer lugar," garante o professor Paolo Di Trapani, da Universidade de Insubria, na Itália e líder do projeto.
"Do mesmo jeito que tentar descrever o cheiro de um perfume ou a cor de um sol tropical, é difícil descrever os efeitos do Coelux devido à percepção do espaço infinito que a tecnologia produz," garante ele.
Alguns desses efeitos podem ser vistos nestas imagens, que, embora pareçam renderizações feitas por computador, são fotos reais dos experimentos.
Anticlaustrofobia
Luz natural em qualquer lugar, a qualquer hora
[Imagem: Coelux/Divulgação]
Para tirar a prova definitiva da tecnologia, os pesquisadores fizeram um teste com voluntários que sofrem de claustrofobia.
"Mesmo os indivíduos claustrofóbicos se sentiram bem e relaxados quando expostos à luz, apesar de permanecerem em uma sala sem janelas de poucos metros quadrados por um período razoável de tempo," disse Trapani.
A equipe já criou uma empresa para começar a comercializar a tecnologia, que terá como foco inicial as aplicações na área de saúde.
A Organização das Nações Unidas (ONU) proclamou 2015 como o Ano Internacional da Luz, para criar uma consciência global de como a iluminação pode ter uma influência positiva sobre a saúde e o bem-estar das pessoas.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

450 ANOS: Veja 10 grandes parques para lazer no Rio





http://glo.bo/16gdvCF

450 ANOS: Veja 10 grandes parques para lazer no Rio


Áreas verdes da cidade oferecem paisagens, fauna, flora e espaços culturais e esportivos.
  • JARDIM BOTÂNICO - Foi aberto em 1808, como parte de um projeto de pesquisa, seguindo orientações de Portugal. A primeira tarefa foi aclimatar especiarias do Oriente: baunilha, canela, pimenta e outras. As palmeiras imperiais são vistas de longe
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JARDIM BOTÂNICO - Foi aberto em 1808, como parte de um projeto de pesquisa, seguindo orientações de Portugal. A primeira tarefa foi aclimatar especiarias do Oriente: baunilha, canela, pimenta e outras. As palmeiras imperiais são vistas de longe

Em artigo, geólogo fala das causas da queda de árvores e enchentes em São Paulo

Em artigo, geólogo fala das causas da queda de árvores e enchentes em São Paulo

Veja, na íntegra, texto de Álvaro Rodrigues dos Santos

9/Janeiro/2015
Divulgação: Prefeitura de São Paulo
São Paulo, suas árvores e suas enchentes
Todo santo final/início de ano repete-se a lúgubre novela: enchentes e quedas de árvores trazendo incômodos e tragédias para a população da metrópole paulistana. Dois fenômenos pelos quais o homem, por seus erros, é o principal responsável. Com especial destaque para o direto envolvimento das administrações municipais da metrópole.
No caso das árvores, por proceder ou permitir o plantio de espécies arbóreas inteiramente inadequadas, por suas características, para os locais em que são plantadas. Em cidades como as nossas, de fiação aérea, tubulações enterradas sob a calçada e sarjetas e intenso trânsito de veículos e pedestres, nunca se poderia adotar árvores de grande porte e fraca resistência a ventos e ao ataque de fungos e insetos. Nossas conhecidas leguminosas, como a Tipuana (Tipuana tipu) e a Sibipiruna (Caesalpinia pluviosa), dominantes na cena arbórea paulistana, cuja descontinuidade de uso e progressiva substituição já eliminariam algo talvez como 80% dos problemas, são o exemplo clássico e crítico dessa incompatibilidade. Essas espécies foram generosamente espalhadas por nossas calçadas e parques, talvez por suas características de fácil reprodução, rápido crescimento e segura pega. Não se prestam às ruas das cidades, madeira fraca, baixíssima resistência a pragas e doenças, a Tipuana em especial, enraizamento pouco profundo e destrutivo, elevado porte, extremamente vulneráveis a ventos mais intensos, comuns promotoras de vítimas, muitas fatais, na quebra de seus galhos ou em seu tombamento total.
De sua parte, e aí as questões se cruzam, as enchentes urbanas têm sua principal causa na progressiva incapacidade das cidades reterem parte razoável de suas águas de chuva, lançando-as, por sua impermeabilização, em brutais e crescentes volumes, e em tempos a cada dia mais reduzidos, sobre um sistema de drenagem que não mais consegue lhes dar vazão. Pois bem, ao contrário da cidade impermeabilizada que descarta mais de 85% das águas de chuva, as áreas vegetadas, e entre elas, especialmente as áreas florestadas, têm um resultado hidrológico virtuosamente inverso, retêm mais de 80% de chuvas intensas, descartando sobre a cidade apenas perto de 20% das chuvas que recebem. Ou seja, para um eficaz combate às enchentes uma das medidas de maior efeito é a máxima arborização possível da cidade, em especial na modalidade bosques florestados.
Incrível, pois, que por consequência de erros sobre erros, cheguemos hoje a um paradoxo em que a população é levada a temer e a se antipatizar com as árvores urbanas. Como exclamaria um nosso afamado locutor esportivo, "pelo amor de meus filhinhos", plantemos muitas árvores, milhões e milhões de árvores em nossa metrópole, elas nos são absolutamente necessárias, apenas tomemos o inteligente cuidado de plantar as espécies arbóreas certas nos lugares que lhes são decididamente adequados.
Álvaro Rodrigues dos Santos é ex-diretor de Planejamento e Gestão do IPT, autor dos livros "Geologia de Engenharia: Conceitos, Método e Prática", "A Grande Barreira da Serra do Mar", "Cubatão", "Diálogos Geológicos", "Enchentes e Deslizamentos: Causas e Soluções" e "Manual Básico para Elaboração e Uso da Carta Geotécnica", além de consultor de Geologia de Engenharia e Geotecnia.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Toda água deve ser reutilizada! Um balde é uma opção barata!

Sistema simples reaproveita até 95% da água do chuveiro
02 de Fevereiro de 2015 • Atualizado às 11h54


O designer Alberto Vasquez desenvolveu um sistema simples e eficiente para o reaproveitamento da água residual dos chuveiros. O equipamento, apelidado de Gris, possui baixa tecnologia e deve ser comercializado a custos bem acessíveis.

Foto: Divulgação
A invenção foi inspirada na relação entre comunidades colombianas e a água. Por ser filho de pai húngaro e mãe colombiana, o inventor passou anos de sua infância em aldeias sul-americanas. Essa experiência permitiu que ele enxergasse a importância de cuidar da água e valorizar cada gota deste recurso.
O Gris é um equipamento muito prático. Composto com quatro compartimentos interligados, ela é capaz de armazenar a água residual dos banhos. Ele deve ser usado como um pequeno tablado, disposto sob os pés das pessoas enquanto tomam banho. Assim, a parte central é inclinada para baixo e os compartimentos vão enchendo sucessivamente.

Imagem: Divulgação

Imagem: Divulgação
Após o banho, o usuário pode carregar os reservatórios separadamente e dar à água cinza o uso que melhor lhe servir. Este tipo de recurso residual é ideal para usar na limpeza e até para a rega de jardins.

Imagem: Divulgação

Imagem: Divulgação
De acordo com Vasquez, enquanto o uso de bacias e baldes reaproveita apenas 30% da água, o Gris é capaz de coletar até 95% dela. O projeto já saiu do papel. O protótipo do equipamento já foi criado e agora o designer espera produzi-lo em larga escala.

Imagem: Divulgação
Em entrevista ao site Fast Co. Exist, ele explicou que o valor do equipamento no mercado deve variar de US$ 20 a US$ 40. A intenção é baratear os custos ao máximo para que o Gris esteja acessível a qualquer pessoa, principalmente em países que sofrem com a escassez de água.
Redação CicloVivo

Conta gotas nas represas "artificiais"...


Belo Horizonte e São Paulo, 3 de Fevereiro, 2015 - 10:25

Nível da Cantareira sobre pela 1ª vez em 2015.
http://www.diarioweb.com.br/novoportal/Noticias/Meio+Ambiente/232273,,Nivel+do+Cantareira+sobe+pela+1+vez+em+2015.aspx

   Felipe Resk – AE


  
Tiago Queiroz/AE
Reservatório subiu 0,1% com as recentes chuvas

O nível do Sistema Cantareira, principal manancial de São Paulo, subiu pela primeira vez em 2015, segundo relatório da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), divulgado nesta terça-feira, 3. O reservatório opera com 5,1% da capacidade: 0,1 ponto porcentual a mais do que no dia anterior, quando estava com 5%. O Alto Tietê e o Rio Claro também tiveram aumento no volume armazenado de água.

Em termos de chuva, os primeiros dias de fevereiro têm sido mais generosos com o Cantareira. Nas últimas 24h, a pluviometria registrada foi de 12,2 milímetros. Já o acumulado do mês está em 35,4 milímetros, o que representa cerca de 66% a mais do que se a média histórica, de 7,11 mm por dia, estivesse se repetindo.

A última vez que o Cantareira havia registrado aumento no volume armazenado de água foi no dia 26 de dezembro, quando o nível dos seus reservatórios subiu 0,2 ponto porcentual, passando de 7,2% para 7,4%. O atual cálculo da Sabesp já considera duas cotas do volume morto - uma de 182,5 bilhões, adicionada em maio, e outra de 105 bilhões de litros de água, em outubro.

Em 2015, o manancial se manteve estável 11 vezes: nos dias 3, 4, 8, 11 e de 26 a 31 de janeiro e 2 de fevereiro. Comparado ao primeiro dia do ano, quando estava com 7,2% da capacidade, no entanto, o atual nível do Cantareira é 2,1 pontos porcentuais menor.

Outros mananciais. Dos demais reservatórios que abastecem a capital e a Grande São Paulo, o Alto Tietê e Rio Claro também tiveram aumento. O primeiro subiu 0,1 ponto porcentual e opera nesta terça com 11,1% da sua capacidade, ante 11% no dia anterior. Esse valor leva em conta 39,4 bilhões de litros do volume morto. A pluviometria do dia no Alto Tietê foi de 3,5 mm.

Já o Rio Claro chegou à sua quarta subida consecutiva e está com 29,5% da capacidade - antes o manancial estava com 29,2%. Sobre a região, o volume de chuva foi de 3,2 mm nas últimas 24 horas.

Apesar de ter chovido 13,8 mm, o Sistema Alto Cotia, o menor dos mananciais, se manteve estável pelo segundo dia, com 28% da capacidade. Além dele, o Guarapiranga também permaneceu com o mesmo índice dos dois dias anteriores: 47,9%.

Com apenas 0,6 mm de chuvas, o Sistema Rio Grande foi o único a registrar queda. O volume armazenado de água do reservatório caiu 0,2 ponto porcentual, passando de 75% para 74,8%.



Fonte: Estadao Conteudo

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Casas "miojo"

Casas instantâneas

Sistemas construtivos rápidos para residências térreas utilizam materiais como concreto celular, madeira, plástico e dry-wall


Texto original de Bianca Antunes
Edição 79 - Outubro/2003


Construir rápido. Esse passou a ser o objetivo de muitas empresas e construtoras que importam sistemas alternativos para a tradicional alvenaria ou, até, desenvolvem produtos nacionais. O investimento na área aumentou a partir de meados da década de 1990. Hoje, dependendo da solução escolhida, o prazo para a construção de uma casa de médio porte varia de quatro dias a três meses e meio.


Alguns investimentos têm, ainda, um objetivo atraente: rapidez com baixo custo. É o caso das construções populares, representadas por empresas como a Cosipa/Usiminas, com kits construtivos de estrutura metálica, a MVC, com paredes de plástico, e a casa de concreto celular, da Gethal. 
Ainda que projetados para obras populares, residências de alto padrão podem perfeitamente utilizar esses sistemas. Ou, então, partir para outras soluções, como a da Seqüência, que trouxe ao Brasil um modelo norte-americano de construção, ou a da ITA, com estrutura e fechamento de madeira. 



Entre as soluções empregadas destacam-se as estruturas metálicas, como o steel frame. Estruturas de madeira e de concreto celular são outros exemplos do que se pode encontrar. O fechamento também muda: madeira, plástico, dry-wall e placas cimentícias - a maioria segue um padrão de construção modular em série. A tradicional alvenaria também encontra seu espaço na área de construção rápida. A DP Engenharia, por exemplo, aliou alvenaria a outros sistemas alternativos, que lhe rendeu maior produtividade e construção de casas em três meses e meio. 




Estrutura metálica



Seqüência
Depois de um ano e meio de pesquisas nos Estados Unidos e investimentos de 
R$ 2 milhões, incluindo importação de casas e contratação de empreiteiros estrangeiros, a Seqüência trouxe ao Brasil um sistema industrializado de construção de casas, espelhado no modelo norte-americano. 



Com estrutura de steel frame, o kit construtivo das primeiras casas implantadas no Brasil era todo importado. Hoje, muitos materiais passaram a ser fabricados no Brasil - o que proporcionou redução de custo e menor prazo de entrega, que não ultrapassa três meses.



A norma para a utilização do steel frame é estrangeira. A Seqüência utiliza a norma norte-americana do AISI (American Iron and Steel Institute). Já as normas para as instalações hidráulicas e elétricas são brasileiras. 




A Seqüência segue o padrão norte-americano, com estrutura de steel frame e fechamento externo de OSB



Fundação: radier de concreto. De acordo com o tipo do solo, pode variar a espessura entre 8 e 10 cm
Sistema estrutural: steel frame. Sobre o radier são feitas marcações para a colocação dos perfis estruturais. A fixação dos painéis ao radier é feita com pinos de 2", cravados com uso de pólvora. Os perfis metálicos podem ser montados isolados, previamente, ou já compostos, com as chapas de gesso acartonado (que servem de vedação interna), formando, assim, painéis. O aço da estrutura possui tensão de escoamento mínima de 228 MPa 
e é revestido com zinco
Laje de 2º piso: OSB 25 mm ou steel deck
Estrutura de cobertura: steel frame
Paredes divisórias internas: dry-wall, de 12 mm. Recebe miolo de lã de vidro ou rocha para proteção térmica e acústica - o isolamento de sons aéreos pode chegar a 60 dB. Com os perfis, as paredes internas têm cerca de 12 cm de espessura
Proteção termoacústica: lã de vidro (também nas paredes da fachada)
Instalações hidráulicas e elétricas: convencional
Revestimento de pisos e paredes internas: não há restrições
Fechamento externo: OSB com membrana de vapor, uma manta de polietileno de alta densidade usada para cobrir toda a área externa, de modo a garantir a estanqueidade das paredes. 
Ao todo, a espessura da parede externa varia de 18 a 20 cm, dependendo 
do acabamento escolhido
Acabamento externo: tijolo à vista, argamassa armada ou siding de PVC, instalados após a manta
Revestimento de cobertura: qualquer tipo de telha. O mais rápido é usar o shingle pregado no OSB
Impermeabilização externa: membrana de vapor
Preço/m2: R$ 1 mil. Inclui cozinha completa (com lava-louça, geladeira, fogão e microondas), lava-roupa, aquecedor, pressurizador, instalação para aspiração central e para condicionador de ar multi split, gabinete nos banheiros, luminárias e espelhos





Neohaus 



No Brasil desde 1998, a Neohaus utiliza o steel frame como estrutura das residências. A tecnologia é importada e as primeiras casas vieram dos Estados Unidos. Em 1999, a produção passou a ser totalmente brasileira. 
Uma casa de até 200 m2 fica pronta em três meses. A Neohaus utiliza ainda outros sistemas estruturais - quando sua aplicação for a mais indicada - como, por exemplo, pilares e vigas metálicas de perfis pesados ou alvenaria para subsolos.

Com estrutura de steel frame, uma casa de 200 m2 fica pronta em três meses



Fundação: radier de concreto (15 cm)
Sistema estrutural: light steel frame (para projetos que permitam distribuição de peso na estrutura). De aço galvanizado, os perfis têm proteção anticorrosiva, com revestimento de zinco por imersão a quente. 



Os perfis estruturais têm espessura de 0,95 mm, com tensão de escoamento de 228 MPa. Em projetos com grandes vãos utilizam-se perfis pré-fabricados com aço patinável (alto teor de cobre na liga). 



A fixação no radier, no caso do steel frame, é feita com pinos de 2". No caso de perfis mais pesados, a fixação é feita com chumbadores 



Laje do 2º piso: steel deck e concreto armado
Estrutura de cobertura: light steel frame ou estrutura de aço tradicional
Paredes divisórias internas: dry-wall, com manta mineral (lã de vidro ou de rocha) no centro para garantir conforto térmico e acústico
Proteção termoacústica: lã de vidro ou lã de rocha
Instalação elétrica e hidráulica: convencional
Revestimento de piso e parede: não há restrições
Fechamento externo: sanduíche de chapa cimentícia (10 mm), manta mineral (lã de vidro ou de rocha) e gesso acartonado. Como os perfis metálicos têm 14 cm, a espessura final das paredes externas é de 16,5 cm
Acabamento externo: desde revestimento texturizado direto sobre a placa cimentícia até tijolinho à vista
Revestimento de cobertura: não há restrições
Preço/m2: R$ 800 a R$ 1,3 mil





Cosipa/Usiminas 



As casas da Cosipa foram desenvolvidas inicialmente para atender ao padrão da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo). São casas-padrão, com dois dormitórios, sala, cozinha e banheiro e 36 m2 de área útil. Há também kits de 18 m2 para uma futura ampliação. O prazo para a montagem da estrutura é de cinco horas - a casa fica pronta entre seis e dez dias. 



A Cosipa fornece apenas o kit para estrutura, composto por todas as peças 
do esqueleto, o que inclui a estrutura para o telhado, parafusos e chumbadores, além de um gabarito para locação dos chumbadores no radier e manual de montagem. As peças são entregues soltas e o kit deve ser montado na obra.

A Cosipa fornece o kit estrutural de aço patinável, para casas padronizadas de 36 m2. A vedação pode ser de blocos de concreto



Fundação: radier (10 cm)
Sistema estrutural e estrutura de cobertura: elementos estruturais de aço patinável, de maior resistência à corrosão atmosférica e tensão de escoamento mínima de 300 MPa. 
São quatro tipos diferentes de perfis, todos com 2 mm de espessura. O maior deles pesa 23 kg e a estrutura toda pesa cerca de 600 kg. Todas as ligações são parafusadas. 
A fixação da estrutura no radier é feita com chumbadores de expansão e parafusos 
Paredes divisórias internas: alvenaria de vedação com blocos de concreto, mas materiais alternativos, como o dry-wall, também são viáveis
Instalações hidráulicas e elétricas: convencionais
Revestimento de pisos e paredes internas: não há restrições
Fechamento externo: alvenaria de vedação com blocos de concreto
Acabamento externo: não há restrições
Revestimento de cobertura: telhas cerâmicas
Preço/m2: R$ 360 (com padrões de acabamento da CDHU)




Madeira



ITA 
Desde 1980, a Ita Construtora fabrica e monta estruturas industrializadas 
de madeira. Somente a estrutura, para qualquer tipo de fechamento, tem velocidade aproximada de montagem de 100 m2/semana. Em 2003, eles apostaram em um novo sistema, que integra, além da estrutura de madeira, lajes, fechamentos e coberturas leves, com tempo aproximado de montagem de 100 m2/mês.
Fundação: sapata isolada de concreto armado (pode variar de acordo com o tipo de solo)
Sistema estrutural: sistema pilar-viga biapoiada, pilares - 12 x 12 cm de seção - de jatobá ou cumaru, e vigas - largura de 12 cm e altura variável em função do vão - de jatobá ou cumaru e/ou de madeira maciça e OSB de 50 mm de espessura 
Laje de 2o piso: vigas com largura de 12 cm e barrotes com largura de 6 cm de jatobá ou cumaru, e revestimento de OSB de 25 mm de espessura
Estrutura de cobertura: vigas de jatobá ou cumaru com largura de 12 cm e altura variável em função do vão e/ou de madeira maciça e OSB de 50 mm 
de espessura, barrotes de jatobá ou cumaru com largura de 6 cm e forro 
de OSB de 25 mm de espessura
Paredes divisórias internas: OSB de 50 mm de espessura
Proteção termoacústica: placas de lã de rocha entre a estrutura e o revestimento do piso, placas de lã de rocha ensacada entre o forro e o telhado. Espessuras e densidades variáveis de acordo com o projeto
Instalações hidráulicas: tubos e conexões de PVC ou sistema com polietileno reticulado e caminhamentos vertical e horizontal por meio de shafts isolados
Instalações elétricas: alimentação por meio de shafts isolados e distribuição embutida ou aparente
Revestimento de pisos e paredes internos: assoalho de madeira sobre caibros de madeira parafusados sobre a estrutura. Nas paredes, placas de gesso acartonado parafusadas sobre as paredes (áreas secas) e revestimento cerâmico aplicado sobre impermeabilização em argamassa de base polimérica reforçada com tela de poliéster (áreas molháveis)
Fechamento externo: paredes de OSB de 50 mm de espessura e caixilhos de madeira maciça
Acabamento externo: argamassa multiuso reforçada com tela de galinheiro e barreira de vapor
Revestimento de cobertura: telha singela em aço ou alumínio
Preço/m2: a partir de R$ 300 (apenas a estrutura). Casa completa: R$ 1 mil





Plástico



Casa Prática 
A MVC Componentes Plásticos investiu R$ 2 milhões no projeto da Casa Prática. O sistema começou em 2002 e promete uma casa completa de 36 m2 em quatro dias. Os painéis de fechamento são de plástico, tecnologia chamada Wall System, que é composta por um sanduíche de lâminas de plástico reforçadas com fibra de vidro e com núcleo especial. As casas-padrão podem ser construídas com 36, 42 ou 63 m2, mas há possibilidades de projetos e dimensões especiais.
Fundação: radier de concreto
Sistema estrutural: estrutura metálica com SAC 300. Tem tensão de escoamento mínima de 300 MPa e as espessuras variam de 2 a 2,6 mm. A fixação da estrutura no radier é por meio de chumbadores. A MVC está desenvolvendo um sistema alternativo para a fundação de baldrame e estacas
Laje de 2º piso: não há restrições


Estrutura de cobertura: metálica

Paredes divisórias internas: Wall System, constituído por um sanduíche de duas placas de plástico reforçado com fibras de vidro extrudadas. O recheio é um núcleo estrutural composto por materiais especiais. A espessura do conjunto é de 95 mm, sendo que cada placa contribui com 2,5 mm. O material empregado no recheio estrutural é o que proporciona ao produto resistência mecânica, acústica, térmica e ao fogo. 
Todos esses componentes são unidos por um adesivo estrutural, com fechamento a vácuo e prensamento
Instalações elétricas e hidráulicas: convencionais
Revestimento de pisos: não há restrições
Revestimento de paredes: os painéis Wall System são entregues com 
o acabamento final, variando em cores conforme o projeto. As placas podem 
ser coloridas ou, ainda, receber pintura especial
Fechamento externo: Wall System
Acabamento externo: liso com cores predeterminadas pelo projeto
Revestimento de cobertura: não há restrições. Varia apenas o número de terças de sustentação
Preço/m2: R$ 420 




Plástico e concreto



Casaforte
O sistema da Medabil foi importado do Canadá há dois anos e nacionalizado. 
É feito com paredes portantes compostas, formadas por perfis de PVC preenchidos com concreto. Uma casa de 70 m2, com acabamento, é construída em 20 dias. Todas as peças são cortadas, etiquetadas e embaladas conforme projeto específico de montagem.

As paredes portantes são compostas de PVC e preenchidas de concreto. Podem permanecer in natura, ou receber revestimento, como cerâmica, pintura ou papel de parede



Fundação: radier de concreto
Estrutura: paredes portantes compostas formadas por perfis de PVC preenchidos com concreto
Laje de 2º piso: as lajes de entrepiso ou de cobertura de concreto armado são apoiadas diretamente sobre as paredes portantes 
Armaduras: é necessário colocar armadura para amarração das paredes 
e para reforço nos vãos de portas e janelas. Coloca-se, também, uma armadura nos últimos 30 cm de parede, o que aumenta o travamento entre panos e cria uma superfície resistente para ancoragem da estrutura do telhado. 
As armaduras são colocadas durante a montagem dos painéis
Fechamento: painel de PVC preenchido com concreto. As paredes têm espessuras de 75 mm para casas térreas e 100 mm para casas de dois pavimentos. Os perfis de PVC são encaixados na vertical e escorados no alinhamento das paredes, o que cria uma fôrma para a concretagem. O PVC tem camada protetora contra raios ultravioleta, o que aumenta a vida útil
Concreto: o lançamento do concreto pode ser feito manualmente ou com bomba estacionária. O concreto é leve e de baixa densidade (1 mil kg/m³). Atinge resistências de 2,5 MPa (casas térreas) e 4,0 MPa (casas com dois pavimentos). Por conta dos aditivos incorporados ao concreto, o slump é bastante elevado (entre 20 e 28 cm), o concreto é auto-adensável, o que facilita o preenchimento das paredes e dispensa o uso de vibradores para homogeneizar a massa. Nos últimos 30 cm das paredes é colocado um concreto estrutural com fck >= 20 MPa. Dessa forma, cria-se uma peça resistente para ancoragem da estrutura do telhado e, ao mesmo tempo, aumenta o travamento entre as paredes
Estrutura de cobertura: metálica em chapa galvanizada. Quando especificado, é utilizado forro de PVC
Instalações elétricas e telefônicas: convencionais. São realizadas em duas etapas. Primeiro, durante a montagem das paredes, é colocada toda a rede de eletrodutos, conforme projeto. Após a conclusão do telhado é feita a fiação da casa, por meio de chicotes elétricos 
Instalações hidráulicas: convencionais. O projeto de instalação hidráulica é racionalizado para evitar passagens horizontais nas paredes. Os ramos verticais das instalações são embutidos nas paredes, antes da concretagem, ou em shafts especiais 
Esquadrias: janelas e marcos de PVC. Portas de PVC ou madeira
Revestimento interno e externo: as paredes de PVC são entregues in natura. Podem permanecer com esse acabamento ou receber revestimentos cerâmicos, papel de parede e pintura
Revestimento da cobertura: não há restrições
Preço/m2: R$ 400





Alvenaria + sistemas alternativos



SmartHome 
A DP Engenharia monta o projeto de acordo com as características do local, sempre levando em conta o sistema construtivo mais rápido para cada situação. No residencial Newport Morumbi, em São Paulo, o sistema escolhido foi a tradicional alvenaria. 



Mas com a combinação de outros sistemas, como dry-wall, polietileno reticulado e radier de concreto, a produtividade foi maior. Uma casa que siga essa configuração pode ser construída em três meses e meio. 

Radier de concreto e polietileno reticulado foram alguns dos componentes que, aliados à alvenaria estrutural, permitiram a construção de uma casa em três meses e meio



Fundação: sistema misto, de estaca mecanicamente escavada e laje de concreto tipo radier. Para aumentar a produtividade foi usada tela soldada para armação e fôrmas prontas com chapas de compensado plastificado, executadas somente na periferia da casa. 
O acabamento da laje do radier possibilita receber o revestimento definitivo do piso
Estrutura: alvenaria estrutural com blocos e laje maciça de concreto. A fixação da estrutura no radier é feita por meio de pontos de grauteamento previamente definidos pelo projeto de estrutura. 
Os ferros são chumbados no radier durante a execução, sem que tenha sido iniciado o processo de cura do concreto. Equipamentos especiais garantem a produtividade: nível a laser, escantilhão tipo tripé com graduação para marcação de fiadas, gabaritos metálicos em portas e janelas, cavaletes e andaimes metálicos e funil metálico para grauteamento
Laje de 2º piso: sistema Topec, com chapas compensadas estruturadas com perfis de alumínio e escoras metálicas. 
O acabamento das lajes, em concreto usinado bombeável, faz com que o piso 
já esteja preparado para receber o revestimento definitivo 
Estrutura da cobertura: treliças de madeira de pínus tratado em autoclave, emendas com conectores metálicos galvanizados (sistema Gang Nail) 
e chapeamento com placas de OSB tratado contra cupim. A estrutura de madeira 
do telhado dá sustentação ao forro
Paredes divisórias internas: placas de gesso acartonado ou cimentícias estruturadas com perfis metálicos galvanizados
Proteção térmica: ventilação natural do telhado superior. O ar externo (frio) entra pelo forro perfurado do beiral e expele o ar quente que está dentro do telhado pela parte superior, por meio de uma peça de ventilação permanente instalada na cumeeira do telhado (ventsure).
A altura do colchão de ar (distância entre o forro do pavimento superior e a cumeeira do telhado) tem, no ponto mais alto, 2 m, o que ajuda no conforto térmico 
Proteção acústica: paredes com miolo de lã de rocha com espessura de 2". No teto do pavimento térreo são projetadas fibras minerais em volta das tubulações (1")
Instalações hidráulicas: tubulações de PEAD (Polietileno de Alta Densidade) desde o cavalete até a caixa d'água superior. Para distribuição nos ambientes, tubulações de polietileno reticulado
Instalações elétricas: shaft horizontal no entreforro do pavimento térreo. 
As tubulações saem dos quadros internos e percorrem o entreforro até as caixas de derivação, em que são distribuídos para os ambientes 
Revestimentos de pisos e paredes: não há restrições 
Acabamento externo: no pavimento térreo, revestimento acrílico texturizado sobre emboço. No pavimento superior, lambris de PVC coloridos, parafusados direto na alvenaria estrutural. Nas bordas de janelas e portas são aplicadas molduras de poliuretano com cola especial 
Revestimento da cobertura: sobre as placas de OSB é colocada subcobertura especial (membrana de vapor), que possibilita a saída de vapor d'água e impermeabiliza o telhado. Para o acabamento, telhas asfálticas 
tipo shingle, coloridas 
Sistema de impermeabilização interna: resina acrílica misturada com cimento. No encontro de materiais diferentes (principalmente entre piso de concreto e dry-wall) usa-se vedação à base de silicone. Em locais com potencial risco de vazamento aplica-se tela de poliéster 
Preço/m2: R$ 900 a R$ 1,2 mil





Concreto celular



Gethal
O concreto celular foi desenvolvido no final do século XIX, e é um composto formado por agregados inertes, cimento, água, fibras de polipropileno e microcélulas de ar dispersas na massa. No Brasil, desde a década de 1980, tem sido usado para a construção de casas populares. No sistema usam-se paredes de concreto celular moldadas in loco, por meio de um conjunto de fôrmas modulares. Uma residência de 40 m2 pode ser construída entre dez e 12 dias. 



Antes da concretagem, as instalações elétricas e hidráulicas são posicionadas nas fôrmas, para que fiquem embutidas nas paredes. A desenforma é feita após 12 horas do lançamento do concreto



Fundação: radier de concreto convencional de fck 15 MPa, com tela eletrossoldada, com espessura em torno de 10 cm apoiado sobre uma base de brita compactada, em que serão embutidos os elementos da rede de esgoto e a entrada da rede hidráulica. Em sobrados usam-se vigas baldrame de concreto convencional com blocos e brocas ou sapatas corridas 
Sistema estrutural: tanto em casas térreas como em sobrados usam-se paredes monolíticas de 10 cm de espessura armadas com tela eletrossoldada. As paredes são apoiadas sobre o radier. Também se podem engastar as paredes no radier com armaduras de aço
Fôrmas: compostas por madeira compensada plastificada de 12 mm de espessura, parafusada a um quadro metálico. Podem ser reutilizadas centenas de vezes. Os painéis são todos modulados e encaixados uns aos outros com grampos metálicos especiais. Durante a montagem das fôrmas, que são colocadas ao longo das linhas de paredes, também é feita a montagem das instalações elétricas e hidráulicas
Produção do concreto celular: as máquinas que produzem a espuma devem ser ajustadas para produzir com uma densidade de 80 g/l. O agente utilizado pela Gethal é de origem orgânica (protéica) com uma densidade em torno de 1,01 kg/l. A matéria-prima básica do agente é o casco e chifre de boi ou casco de cavalo
Características do concreto celular: para a massa de concreto, a Gethal utiliza o CPII E, Z ou F. A densidade aparente no estado fresco deve ser de 1.300 kg/m3 a 1.900 kg/m3. Há, ainda, algumas adições que podem ser feitas para melhorar a qualidade final do produto. As fibras de polipropileno, por exemplo, reduzem os efeitos de retração das paredes nas primeiras idades e, ao mesmo tempo, diminuem a fissuração, pois desenvolvem tensões internas de tração. A resistência à compressão aos 28 dias é de 4,75 MPa. 
Desenforma: feita após 12 horas de lançamento do concreto celular. Nos cinco primeiros dias deve ser feita a cura das paredes, com mangueiras d'água ou pela distribuição de sacos de aniagem úmidos ao longo das paredes. A feltragem nas superfícies interna e externa tampa os buracos dos elementos de ancoragens dos painéis e ainda regulariza a parede para que possa receber o acabamento final
Estrutura de cobertura: madeira ou metálica apoiada sobre as paredes 
Laje de 2o piso: laje convencional de concreto armado ou pré-moldado
Paredes divisórias internas e fechamento externo: concreto celular moldado in loco. A espessura da parede de concreto é de 10 cm
Instalações hidráulicas e elétricas: PVC ou outros materiais. As redes elétricas e hidráulicas ficam embutidas nas paredes após operação de concretagem e os elementos (dutos e conexões) são posicionados durante a montagem das fôrmas
Revestimento de pisos e paredes internas: não há restrições
Acabamento externo: não há restrições
Revestimento de coberturas: não há restrições
Preço do m2: R$ 250 a R$ 280 (para mínimo de 100 unidades)