quinta-feira, 11 de julho de 2013

Polícia apura morte por envenenamento de 200 animais em Minas Gerais

08/07/2013 - 17h02

Polícia apura morte por envenenamento de 200 animais em Minas Gerais


GISELE BARCELOS
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DE UBERABA

Um envenenamento em massa de cães e gatos é alvo de investigação policial em Rio Paranaíba (359 km de Belo Horizonte). A Polícia Civil estima cerca de 200 mortes até agora, incluindo animais domésticos e de rua.
Os casos começaram a surgir em maio, quando foram constatadas 50 mortes. Desde então, o número de envenenados não para de crescer.
Para matar os animais, são utilizados pedaços de carne ou outros alimentos contaminados por um veneno conhecido popularmente como chumbinho, de acordo com a polícia.
Segundo a investigação policial, há cinco suspeitos de cometer os crimes. O investigador Paulo Meireles Dias afirmou que ainda não há informação se os crimes foram praticados por uma pessoa ou se existe uma quadrilha envolvida.
A motivação do crime também continua misteriosa.
Para tentar esclarecer o crime, policiais já foram remanejados de outras operações.
Paralelamente à investigação policial, a Associação dos Defensores do Meio Ambiente espalhou cartazes na cidade para oferecer recompensa no valor de R$ 2.000 a quem apresentar provas da autoria dos crimes.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Curso de medicina passará de 6 para 8 anos de duração a partir de 2015

Curso de medicina passará de 6 para 8 anos de duração a partir de 2015

Medida anunciada por Dilma incluirá dois anos de atuação obrigatória em serviços públicos de saúde na formação dos médicos

08 de julho de 2013 | 15h 02


Lígia Formenti, de O Estado de S. Paulo
BRASÍLIA - O curso de medicina passará de 6 para 8 anos a partir de 2015. A mudança integra um pacote de medidas anunciado nesta segunda-feira, 8, pela presidente Dilma Rousseff para ampliar a oferta de médicos no País e melhorar a formação dos profissionais. Definida numa Medida Provisória, a ampliação deverá ser regulamentada pelo Conselho Nacional de Educação, num prazo de 180 dias.

O programa, batizado de Mais Médicos, inclui ainda o recrutamento de profissionais estrangeiros para trabalhar em áreas prioritárias, a abertura de 11.447 novas vagas para graduação e outros 12.376 postos de especialização em áreas consideradas prioritárias até 2017. O novo formato do curso de Medicina é inspirado no modelo existente em países como Inglaterra e Suécia, diz o Ministério da Saúde. 
Concluído o curso de seis anos, o estudante passa para um segundo ciclo, de dois anos, onde terá de atuar em serviços públicos de saúde. A exigência do segundo ciclo será universal: tanto para estudantes de instituições da rede pública quanto privada da ensino.
No período em que trabalharem nos serviços públicos de saúde, estudantes receberão uma bolsa, financiada pelo Ministério da Saúde. Os valores ainda não foram definidos. O governo calcula, no entanto, que ela ficará entre o que é concedido para as residências médicas (R$ 2,9 mil mensais) e o que é pago para profissionais inscritos no Provab (R$ 8 mil). 

No primeiro ano, estudantes vão atuar na rede de atenção básica. No segundo ano, o trabalho será feito nos serviços de urgência e emergência. Os alunos continuarão vinculados à instituição de ensino onde foi feita a graduação e, assim como ocorre com a residência, serão avaliados. A carga horária ainda não foi definida. 

Pela proposta, o segundo ciclo poderá ser aproveitado para abater um ano de curso de residência em especialidades básicas, como medicina de família, ginecologia, obstetrícia, pediatria e cirurgia geral. Há também a possibilidade de o período ser incluído na contagem para cursos de mestrado. A forma como isso será feito também está nas mãos do Conselho Nacional de Educação.

O formato de oito anos poderá ser revisto num curto prazo. Há a possibilidade de o primeiro ciclo, atualmente de seis anos, ser reduzido para cinco. O assunto, no entanto, ainda terá de ser debatido pelo Conselho Nacional de Educação. A intenção é se aproximar do modelo inglês, onde a duração do primeiro ciclo varia entre 4 a 6 anos, treinamento supervisionado dura outros dois anos e a especialidade médica, 3 a 8 anos.

Para atuar no segundo ciclo, os alunos receberão um registro provisório. A instituição de ensino deverá estar ligada a uma rede de serviços públicos de saúde, onde seus alunos vão desempenhar as atividades. Caberá à instituição definir o local de trabalho do estudante.

A ideia é que o aluno seja supervisionado por professores. A forma como isso será feito também será definida pelo Conselho Nacional de Educação. Também não está acertado como será feito o reembolso das instituições de ensino pelo trabalho de supervisão.

O aluno receberá o diploma somente depois de completar os oito anos de formação. Só aí receberá a inscrição permanente. De acordo com o Ministério da Saúde, o modelo proposto prevê que o profissional com registro provisório, mesmo sem diploma, responderá caso cometa uma infração ética ou erro no atendimento do paciente.

A criação do segundo ciclo não vai dispensar o internato, realizado atualmente no quinto e sexto ano. Nesta etapa, o estudante não tem autonomia. Durante o treinamento da segunda etapa, o estudante aos poucos ganha mais autonomia.

A expansão da duração do curso de medicina, de acordo com o governo, não tem como objetivo principal a ampliação da oferta de médicos. A meta, de acordo com ministérios da Saúde e da Educação, é ampliar a formação do profissional e driblar um problema que o governo julga enfrentar atualmente, que é a especialização precoce. Na avaliação do governo, a partir do 4º ano, estudantes concentram suas atenção nas áreas com que têm mais afinidade, deixando de lado pontos considerados essenciais para o atendimento do paciente. 

Embora detalhes ainda não estejam definidos, o governo já decidiu que durante o ciclo de dois anos, o estudante terá permissão para atuar apenas nos locais indicados pela instituição de ensino a que ele está ligado. Não será permitida a realização de plantões ou atuação em outros serviços.




Arena Mané Garrincha ganha prêmio de sustentabilidade. Parabéns Gui Castagna!

02/07/2013 às 11:16 (0 comentários)

Arena Mané Garrincha ganha prêmio de sustentabilidade
http://mercadoetico.terra.com.br/arquivo/projeto-de-infraestrutura-verde-do-estadio-mane-garrincha-em-brasilia-recebe-premio-von-martius-de-sustentabilidade-2013/

Em meio aos protestos pelo uso ético e racional dos impostos pagos por toda a população em transportes, saúde e educação, e às críticas aos investimentos do dinheiro público em estádios e infraestrutura destinados ao futebol (Copa 2014), chama a atenção a premiação do projeto de “Manejo integrado de águas pluviais do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha” (26/06). De autoria da Fluxus Design Ecológico, a proposta foi finalista do Prêmio von Martius de Sustentabilidade 2013 da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha de São Paulo.
Prêmio Von Martius

Criado no ano 2000 pela Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha de São Paulo, o prêmio visa incentivar iniciativas de empresas, organizações não governamentais, indivíduos, governos e instituições nacionais que promovam o desenvolvimento econômico, social e cultural alinhado ao conceito de desenvolvimento sustentável. O pesquisador alemão Carl Friedrich Phillip von Martius (1794 – 1868) fez pesquisas científicas em quase três anos viajando pelo Brasil, entre 1817 e 1820, e contribuiu para o conhecimento e a valorização do ambiente natural e cultural de nosso País.

O engenheiro civil Guilherme Castagna, sócio-fundador da Fluxus Design Ecológico, coordenou o plano de manejo de água do novo estádio, finalista do prêmio Von Martius na categoria Tecnologia. Guilherme acredita que a reforma do estádio nacional ficará mesmo como um “legado” da Copa, independentemente de qualquer crítica que se possa fazer – o “Mané Garrincha” recebeu a abertura da Copa das Confederações de 2013 e será palco de várias partidas da Copa do Mundo de Futebol de 2014. Para o profissional, mais do que um projeto de engenharia, a obra é também um projeto educativo, “e cumprirá esse papel muito além da Copa, ainda mais em se tratando de uma cidade que sofre enormemente com a aridez causada em grande parte pela forma de ocupação da região”. Guilherme explica que o projeto será executado em fases, “e só estará completo ao término da Copa (no que foi chamado de “Legado da Copa”).
A reforma completa do “Mané Garrincha” teve um cunho iminentemente ecológico. O objetivo último dos responsáveis pela arquitetura ecológica (a Castro Mello Arquitetos) é fazer dele o primeiro estádio no mundo a receber a certificação LEED Platinum – Leadership in Energy and Environmental Design (ou Liderança em Design de Energia e Meio-Ambiente) do Green Building Council – Conselho de Construções Sustentáveis (EUA). Para alcançarem o selo de excelência, os planejadores não cuidaram apenas da EcoArena, mas envolveram todos os serviços oferecidos a visitantes, durante e depois da Copa (os estádios têm vida útil entre 50 e 70 anos, e os custos da manutenção de um modelo não racional de desperdícios com energia e água podem ser o pior legado desse mega investimento). A gestão da reforma do “Mané Garrincha” foi do governo do DF.
Os custos para sediar a Copa 2014

Se a África do Sul gastou R$ 7,7 bilhões de reais para fazer sua Copa de futebol, o Japão despendeu R$ 10,1 bilhões, e a Alemanha R$ 10,7 bilhões, é justo perguntar porque o Brasil deverá despender R$ 28,1 bilhões em obras relacionadas a Copa até o início dos jogos em 2014, segundo a previsão atual do comitê organizador. Aí estão incluídos 327 projetos que vão desde obras de infraestrutura básica, como aeroportos e corredores exclusivos para ônibus, até gastos diretamente ligados ao torneio de futebol.

A justificativa oficial é de que muito desse dinheiro será gasto em obras de infraestrutura e mobilidade urbana necessárias no País, com ou sem o torneio. E as empresas e Estados envolvidos na adequação dos estádios alegam que o padrão Fifa ajuda a encarecê-los. O imbróglio piora se consideradas as alegações sobre o uso de recursos públicos em tais obras e as isenções fiscais que beneficiam empresas e governos dentro do programa Recopa. O que se estende à Fifa, que deixaria de pagar em torno de R$1 bilhão de impostos.
No artigo “De onde vem o dinheiro da Copa”, publicado pela BBC Brasil, Holger Preuss, professor de Economia do Esporte na Universidade Johannes Gutenberg-University (Alemanha), que estudou o impacto econômico das duas últimas Copas, afirma que o problema não está em gastar muito, mas em “garantir que, em cada caso, os recursos estejam sendo usados da maneira mais eficiente possível”.
Especializado em “Wetlands” (sistemas de tratamento de águas baseados na utilização de plantas aquáticas), Guilherme Castagna foi premiado por ter integrado o paisagismo e o sistema de drenagem do Mané Garrincha, em um sistema que retém, purifica e utiliza a drenagem de águas externas e de chuvas em lagos e cisternas, dentro e fora do estádio. Ao final, a água reaproveitada no Mané Garrincha deverá cobrir 100% do consumo em eventos ao longo do ano.
Sob uma persectiva mais ampla, o projeto do estádio foi sistematizado como parte do trabalho desenvolvido pelo programa Cidades e Soluções, da ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland), do qual fazem parte a Fluxus Design Ecológico e FCTH/USP (Fundação Centro Tecnológico de Hidráulica). Segundo Guilherme, os materiais produzidos pelo grupo serão destinados a construtoras e prefeituras de pequenos municípios.
Mas a reconstrução do Estádio Nacional de Brasília não considerou apenas a ecologia da água. Reerguido com concreto e aço reutilizados do antigo estádio, o local terá 2,5 milhões de m2 de espaços verdes, incluindo os tais “wetlands” (jardins purificadores de água), fauna nativa e estacionamento para bicicletas. O projeto é 100% eficiente e autossuficiente em energia – usa lâmpadas LED em seu consumo e milhares de placas fotovoltáicas na cobertura para a produção de 2 MWatts/ano (equivalente ao consumo de cerca de 1 mil casas/dia); o excedente poderá ser revertido para a rede pública do DF. A fachada aberta da EcoArena trará conforto térmico pela ventilação natural e a cobertura funcionará como um grande chapéu protegendo a torcida da chuva e do sol forte de Brasília.

Leia o bate-bola com Guilherme Castagna, coordenador do projeto premiado, “Manejo integrado de águas pluviais do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha”

Isabel Gnaccarini - O que significa o Prêmio em sua carreira e para a preservação e uso racional da água e dos recursos naturais?
Guilherme Castagna – A maior importância do prêmio é a visibilidade que ele irá proporcionar a esse novo olhar de cuidado com a água. Um olhar que oferece a oportunidade de enxergar a água como um recurso precioso, trazendo-o ativamente à infraestrutura da cidade de forma a nos integrar de forma positiva ao ciclo hidrológico local. No que se refere à água de chuva, após a conclusão do nosso projeto, o estádio passará a ser um pólo produtor de água limpa, além de gerador de sua própria água, o que reconfigura completamente a forma como são convencionalmente construídas edificações de qualquer porte, em que consumimos água limpa a um alto custo ambiental e energético, devolvendo água suja. Pela contaminação dos mananciais locais com o esgoto e a poluição difusa (advinda da drenagem) precisamos recorrer à água limpa de locais cada vez mais distantes, dependendo de grandes e custosas estações de captação, tratamento e bombeamento de água. Em resumo, enquanto o padrão que engolimos hoje em dia é o de consumir água limpa e devolver água imunda, o estádio produzirá sua própria água limpa para consumo não-potável, com a recarga dos lençóis freáticos, melhoria do microclima com o aumento da umidade, redução das ilhas de calor, devolução de água limpa à rede de drenagem, e redução de custos de operação, com o atendimento de 100% do consumo não-potável apenas com água de chuva.
IG - O que representou poder fazer isso num estádio de futebol (e para a Copa)?
GC – Nosso projeto será executado em fases, e só estará completo ao término da Copa, no que foi chamado de “Legado da Copa”, deixado como herança deste evento. Mais do que um projeto de engenharia, é também um projeto educativo, e que cumprirá esse papel muito além da Copa, o que para nós serviu de tremenda inspiração, ainda mais em se tratando de uma cidade que sofre enormemente com a aridez causada em grande parte pela forma de ocupação da região.
IG – O que você diria sobre as críticas a respeito dos custos de estádios e obras da Copa levantados nas recentes manifestações populares que vimos nas ruas de todo o Brasil?
GC – Creio que chegamos num momento da história do país em que os cidadãos finalmente começaram a despertar sobre a necessidade de levantarmos nossas vozes, e mostrar a indignação com relação à forma como os investimentos públicos são conduzidos no nosso país. Penso que há uma série de questões a refletir a respeito da realização da Copa, e dos altos custos envolvidos com a criação da infraestrutura necessária à realização dos jogos. Acredito que o primeiro passo seja exigir transparência na forma como foram investidos, não só os recursos deste evento em especial, como de fato são todos os investimentos públicos, para que possamos nos apropriar melhor desses números e avaliar o impacto e a efetividade desses investimentos, exigindo ajustes junto aos nossos representantes. Como projetista, afirmo com tranquilidade, que a busca que fazemos por projetos funcionais, de baixo custo de execução, operação e manutenção pautou o plano de manejo integrado de águas pluviais do estádio de Brasília.
IG – Quais seus planos profissionais para o futuro e como você acredita que esse trabalho poderá contribuir para o bem-estar no planeta?
GC – Seguindo a experiência do projeto do estádio estamos ampliando a escala dos nossos trabalhos, desenvolvendo modelos sistêmicos de manejo integrado de água em projetos de loteamentos, agroindústrias, estabelecimentos de hotelaria e meios de hospedagem, com disposição especial em trabalhar com pequenos municípios, onde compreendemos que há uma abertura e uma maior facilidade na reorganização da infraestrutura dos serviços de água com baixos investimentos.
Estamos ainda nos preparando para um tour educativo em faculdades de engenharia e arquitetura de São Paulo, compartilhando essa visão inspiradora de trabalho com a água no ambiente construído. Estamos também fortalecendo nossa afinidade com o EPEA Brasil, escritório que representa a metodologia de Design Ecológico Cradle to Cradle (Berço ao Berço) no país, que, tenho certeza, sinaliza um roteiro técnico muito claro para o estabelecimento de produtos e sistemas projetados de forma alinhada à um futuro de plenitude e abundância, assim como cartilhas práticas dedicadas à pessoas sem formação acadêmica, com base na permacultura, oferecendo dicas de soluções simples e de baixo impacto para as questões relacionadas ao manejo de água em suas casas.
Se onde há água há vida, então acreditamos que nosso trabalho possa melhorar de forma positiva a qualidade de vida de todos, por meio da reestruturação da forma como a sociedade convive com a água.
(Isabel Gnaccarini/ Mercado Ético)

Depois da pressão da FIFA, vem a FIA...obra sustentável?

08.julho.2013 12:50:50

Após pressão da FIA, Haddad faz reforma de R$ 160 milhões em Interlagos

COM TIAGO DANTAS

A Prefeitura de São Paulo abriu duas concorrências que somam R$ 160,8 milhões para a construção de novos boxes e reforma do Autódromo de Interlagos, na zona sul. A reforma dos boxes atende a uma recomendação da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e vai custar R$ 148.924.311,22 – a verba é suficiente, por exemplo, para quase cobrir os R$ 175 milhões de ‘rombo’ causado nos cofres municipais com a redução de R$ 0,20 na tarifa de ônibus.
Os dirigentes da Fórmula 1 chamam de a “reforma do século” as mudanças que serão realizadas em Interlagos. O edital das duas concorrências está no site do governo municipal. Em abril, o prefeito Fernando Haddad (PT), pressionado por Bernie Ecclestone, CEO da Fórmula 1, já havia assegurado a reforma. O governo diz que o GP Brasil é um dos principais eventos da capital e movimenta cerca de R$ 100 milhões por ano.
Em entrevista exclusiva ao Estado, publicada em 15 de abril, Ecclestone, deu um ultimato à Prefeitura: se não mexesse no autódromo, São Paulo iria perder o Grande Prêmio a partir de 2015.
O dirigente inglês, que trouxe a Fórmula 1 para o Brasil em 1972, deixou claro que não toleraria mais adiamentos. “As promessas de reforma de Interlagos não foram cumpridas. Agora, chega. Não fosse a relação antiga e os sentimentos que me ligam ao Brasil, a Fórmula 1 já não estava mais lá”, disse o dirigente ao Estado, durante o GP da China, em Xangai, quarta etapa da temporada.
Segundo Ecclestone, os representantes das equipes reclamam que, em Interlagos, não há espaço para guardar as panelas e os alimentos, e que as reuniões têm de ser feitas dentro dos boxes por causa da ausência de salas. “Não podemos mais cobrar nada dos outros autódromos com Interlagos ano após ano mantendo-se como está.  Os demais administradores sabem o que é Interlagos, isso nos desmoraliza. ” Santa Catarina e outras cinco cidades ao redor do mundo já teriam demonstrado interesse em receber uma etapa do Grande Prêmio caso o circuito paulistano fosse descartado.

Autódromo de Interlagos: reforma dos boxes vai custar quase o mesmo que a redução da tarifa de ônibus

A reforma de Interlagos é uma velha disputa entre a Prefeitura e a Fórmula 1.  No primeiro semestre de 2012, um projeto foi elaborado e entregue a Eccleston, que o aprovou e assegurou que a cidade permaneceria no calendário até 2022 se as obras fossem realizadas. O então prefeito Gilberto Kassab (PSD) indicou aos organizadores da F-1 que garantiria que as obras seriam feitas. Mas alertou que a decisão teria de ser ratificada pelo seu sucessor.
Em 27 de abril, quando vistoriou as obras no Anhembi para a realização da etapa brasileira da Fórmula Indy, Haddad disse que só realizaria a reforma se ela estivesse diretamente ligada à permanência de Interlagos na F-1 por mais seis anos, até 2020. “Será uma obra grande e cara. Nós exigimos um contrato a longo prazo, pois vamos investir mais de R$ 100 milhões. É razoável que o acordo vá até 2020.”, afirmou à época.
Procurada, a assessoria de imprensa da Prefeitura informou que só nos próximos dias vai divulgar os detalhes da reforma.
 A REFORMA
Atendendo a uma solicitação da F-1, o Autódromo de Interlagos terá uma nova área de boxes, localizada na Reta Oposta. Um novo edifício de três andares deverá ser construído ao longo da reta. No térreo, ficarão 40 boxes (36 destinados às equipes). O mezanino terá uma área destinada às estruturas técnicas das equipes. No andar superior ficarão as áreas VIPs e estruturas de apoio, como cozinhas e banheiros. Por fim, o autódromo ganhará uma nova torre de controle, área para pódio e um edifício de apoio, com áreas de convivência das equipes e as instalações do Centro de Imprensa.
Como o autódromo terá uma nova área de boxes, será preciso adaptar o traçado. Haverá mudanças na Curva do Lago e na própria Reta Oposta, que terá que ser adequada para receber a linha de chegada.
O edital prevê o uso de “estruturas em elementos de concreto pré-moldado (pilares, vigas e lajes), pisos em concreto com acabamento polido, paredes em alvenaria de blocos de concreto estrutural, caixilhos em alumínio anodizado e fachada em pele de vidro duplo, para isolamento acústico e/ou atenuação acústica.”

terça-feira, 9 de julho de 2013

Radiação de água em Fukushima sobe 90 vezes em apenas 3 dias

Usina | 09/07/2013 07:41

Radiação de água em Fukushima sobe 90 vezes em apenas 3 dias


O aumento dos níveis de césio pode ser resultado da mistura do barro contaminado após o acidente nuclear de 2011 com a água subterrânea proveniente das montanhas

REUTERS/Noboru Hashimoto
Funcionário mede radiação na usina de Fukushima, administrada pela Tepco
Funcionário mede radiação na usina de Fukushima, no Japão, administrada pela Tepco
Tóquio - Amostras de água subterrânea recolhidas na usina nuclear de Fukushima, no Japão, têm um nível de césio radioativo até 90 vezes maior do que as analisadas há apenas três dias, informou nesta segunda-feira a operadora da central.
A Tokyo Electric Power (Tepco) disse que coletou amostras de água em um ponto de controle situado entre os reatores e o Oceano Pacífico com 9.000 becquereles por litro de césio-134 e 18.000 becquereles por litro de césio-137, dois materiais altamente radioativos.
O dado representa quase 90 vezes mais que os 99 becquereles por litro de césio-134 e os 210 becquereles por litro de césio-137 detectados nas amostras extraídas pelos operários da central em 5 de julho.
"Continuamos combatendo este problema com os meios que dispomos, enquanto intensificamos a aplicação de medidas de prevenção, como uma maior proteção da margem do mar e acompanhamento das análises das perfurações em zonas adicionais", explicou s operadora.
No momento, a principal preocupação no trabalho para desmantelar a central é a acúmulo, no subsolo das instalações que abrigam os reatores nucleares, de água contaminada, líquido que aumenta diariamente pelo vazamento de água subterrânea proveniente das zonas contíguas.
Por enquanto se desconhece as causas do aumento substancial dos níveis de contaminação, mas um porta-voz da companhia indicou hoje a possibilidade de que seja o resultado da mistura do barro contaminado com césio após o acidente nuclear de 2011 com a água subterrânea proveniente das montanhas.
A Tepco não confirmou se essas substâncias radioativas estão vazando para o mar e anunciou que extrairá novas amostras de água marinha.
Após o acidente nuclear de Fukushima, em 2011, o pior desde Chernobyl, em 1986, cerca de 3.500 trabalhadores lutam diariamente na central japonesa para concluir a crise atômica, um trabalho que poderá se prolongar durante os próximos 30 ou 40 anos.

Médicos estrangeiros chegarão ao País em agosto...globalização?

Médicos estrangeiros chegarão ao País em agosto

Profissionais virão da Espanha e de Portugal; na 2ª fase, em outubro, será a vez dos cubanos

06 de julho de 2013 | 8h 29


LÍGIA FORMENTI - Agência Estado
Médicos estrangeiros recrutados no programa que o Ministério da Saúde lançado na segunda-feira (1º) começam a trabalhar em setembro nos municípios brasileiros. Documento preliminar ao qual a reportagem teve acesso mostra que os profissionais selecionados no edital de chamamento deverão desembarcar no País em agosto e, dias depois, serão encaminhados para o processo de capacitação, com duração prevista de três semanas.   O projeto prevê que, na primeira etapa de agosto, serão convocados profissionais procedentes da Espanha e de Portugal. Na segunda fase, programada para outubro, começam a chegar profissionais procedentes de Cuba. Na terceira fase, inicialmente prevista para novembro, viriam médicos de outros países.   A estimativa é de que, neste ano, cheguem 4 mil profissionais estrangeiros para trabalhar nos serviços públicos de saúde municipais. Em três anos, o governo prevê que 10 mil médicos formados no exterior cheguem ao País. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. 

Maços de cigarro "falantes" podem ajudar a combater vício

01/07/2013 - 18h23

Maços de cigarro "falantes" podem ajudar a combater vício

DA BBC BRASIL

http://www1.folha.uol.com.br/bbc/2013/07/1304496-macos-de-cigarro-falantes-podem-ajudar-a-combater-vicio.shtml

Cientistas escoceses desenvolveram um maço de cigarro que "fala" e passa informações sobre os riscos do fumo à saúde.
Assim que a embalagem é aberta, o maço solta mensagens em áudio alertando para o risco de infertilidade para quem fuma e também divulgando um número de telefone para quem quiser ajuda para deixar o vício.
Os pesquisadores, da Universidade de Stirling, dizem que os maços falantes mostraram eficiência durante testes com grupos de mulheres entre 16 e 64 anos de idade.
Um estudo ainda maior está para ser conduzido, com testes em maior escala envolvendo homens e mulheres a partir dos 16 anos.
Para Sheila Duffy, da fundação anti-fumo Ash Scotland, a ideia dos pesquisadores de Stirling seria benéfica para os fumantes.
"Eu avalio como bem-vinda a sugestão para que utilizemos formas criativas para levar mensagens que ajudem as pessoas a se libertar do vício", destaca Duffy.
No entanto, "nós precisamos de pesquisas mais acuradas para avaliar o potencial impacto de qualquer novo tipo de embalagem em pessoas de todas as idades".
Já Alison Cox, da fundação Cancer Research UK, disse que sua entidade financiou a pesquisa da Universidade de Stirling numa tentativa de "ver se ferramentas de marketing (típicas) da indústria do tabaco podem ser utilizadas para ajudar fumantes a deixarem o vício (em vez de serem usadas para vender cigarros)".

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Pescadores de Ilhabela protestam contra transformação de praias em áreas urbanas

Pescadores de Ilhabela protestam contra transformação de praias em áreas urbanas

Prefeitura da cidade quer transformar as praias do Bonete e Castelhanos em zonas urbanas

07 de julho de 2013 | 17h 28

Reginaldo Pupo - Especial para O Estado de S. Paulo
Protesto ocorreu em meio à competição de vela - Reginaldo Pupo/Especial para o Estadão
Reginaldo Pupo/Especial para o Estadão
Protesto ocorreu em meio à competição de vela
Pescadores tradicionais das praias de Castelhanos e Bonete, localizadas em Ilhabela, litoral norte de São Paulo, realizaram uma manifestação na manhã deste domingo (7) durante a largada da 40ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela.
Divididos em 10 canoas e portando faixas, os pescadores e moradores das comunidades tradicionais aproveitaram a abertura da competição para protestarem contra a proposta da prefeitura de transformar as duas praias em zonas urbanas, o que permitiria a construção de casas de luxo e hotéis.
“Já estão acabando com a parte urbana e agora querem transferir os problemas para o lado mais preservado de Ilhabela?”, questionou o industrial Cláudio Teixeira, que apoiava a manifestação de ontem na abertura da Semana Internacional de Vela, a bordo de uma canoa.
Na competição, que reuniu mais de 160 veleiros, estavam presentes medalhistas olímpicos como Robert Scheidt e Bruno Prada, além dos irmãos Torben e Lars Grael. Os pescadores também circularam próximo ao centro de Ilhabela e receberam apoio de turistas que assistiam à regata. Uma lancha da Marinha afastou as canoas que chegavam muito próximas aos veleiros.
Sábado
Na noite deste sábado (6), cerca de 200 pessoas também haviam protestado contra a medida da prefeitura. Os manifestantes, a maioria jovens, ocuparam os lugares reservados ao público durante a abertura da competição de vela. Durante a execução do Hino Nacional, viraram as costas para o palco. O prefeito Antonio Colucci, que estava no local para abrir oficialmente o evento, observou os protestos. Em seguida os manifestantes bloquearam a SP-131, única via que liga a ilha de norte a sul, impedindo que turistas chegassem até o centro. Após 30 minutos sentados na pista, deixaram o local.
Arquipélago
As praias de Castelhanos e Bonete estão localizadas a leste do arquipélago de Ilhabela na parte voltada para mar aberto. O acesso a Castelhanos é feito por uma estrada de terra de 24 km de extensão, por onde somente é possível trafegar carros tracionados, enquanto no Bonete, o acesso é feito por barco ou por meio de uma trilha por onde é possível apenas a passagem de pedestres, num percurso de quatro a seis horas.
 
A dificuldade de acesso torna os lugares ainda pacatos, bucólicos, onde vivem apenas comunidades tradicionais de pescadores. As únicas construções existentes nos dois locais são casas simples de moradores. A reclassificação faz parte do novo mapa de zoneamento ecológico-econômico (ZEE) proposto pela prefeitura e aprovado na última semana pelo Grupo Setorial de Coordenação do Gerenciamento Costeiro do Litoral Norte (Gerco).

Busca por energia limpa requer desvios

02/07/2013 - 03h00

Busca por energia limpa requer desvios


The New York Times
Jonathan Wolfson e Harrison Dillon começaram daquele jeito mítico do Vale do Silício. Há uma década, os dois amigos de faculdade se puseram a trabalhar na garagem de Dillon, cultivando algas em tubos de ensaio, na esperança de usarem a biotecnologia para criar energia renovável. Aí encontraram um pequeno grupo de investidores.

Agora, eles lançaram seu primeiro óleo derivado de algas em escala comercial: pálido, inodoro e fornecido em um frasquinho dourado, ele não é voltado para tanques de combustível, mas para o rosto de mulheres preocupadas com o envelhecimento cutâneo.
Cada frasco de 30 ml custa US$ 79, e, talvez graças a ele, a empresa da dupla, a Solazyme, consiga ir além do ponto onde tantas outras companhias de tecnologia limpa perderam o gás: a passagem para a produção em escala comercial.
Jim Wilson/The New York Times
Vista em microscópio das células de alga contendo óleo, as com verde mais brilhante são as que mais têm óleo
Vista em microscópio das células de alga contendo óleo, as com verde mais brilhante são as que mais têm óleo
A esperança da Solazyme é se manter à tona fabricando óleos que sirvam a diversas funções -como hidratar a pele ou substituir a manteiga e os ovos em receitas de forno. O passo seguinte é fabricar enormes quantidades de produtos de energia renovável a um preço capaz de concorrer com os combustíveis fósseis.
Há anos, gestores públicos, ambientalistas e empreendedores alardeiam a promessa de domar a energia do sol, do vento, das ondas, dos resíduos sólidos urbanos ou, agora, das algas. Desde 2007, o consumo de energia oriunda de fontes renováveis nos EUA cresceu quase 35%. Hoje, ele representa cerca de 9% do total, segundo a Administração de Informação Energética.
Mas houve fracassos proeminentes. Empreendimentos de energia limpa outrora promissores, que haviam atraído milhões de dólares em apoio do governo americano -como a fábrica de painéis solares Solyndra, a usina de etanol celulósico Range Fuels e o fornecedor de baterias A123 Systems-, faliram. A próxima geração de biocombustíveis, baseada em plantas não alimentícias, ainda luta para conseguir decolar.
O capital de risco se desacelerou, e novas empresas dessa área precisam queimar grandes volumes de capital em muitos anos de pesquisa e em equipamentos antes de comprovarem suas promessas. Em nível global, o capital de risco investido em tecnologias limpas diminuiu de US$ 9,61 bilhões em 2011 para US$ 7,4 bilhões em 2012, uma queda de quase um quarto, segundo o banco de dados i3 Platform, do Cleantech Group.
Por isso, as empresas de energia limpa não podem se apoiar na clássica abordagem em que os investidores recebem dividendos rápidos e polpudos. Elas precisam de uma combinação de verbas governamentais, parcerias setoriais e uma disposição para buscar linhas de produtos com maior valor agregado, como parte da rota que leva a mercados maiores, mas com margens mais reduzidas.
A história da Solazyme mostra como pode ser sinuoso o caminho que leva até tecnologias energéticas lucrativas. Quando começaram, Dillon e Wolfson cogitaram priorizar o uso de algas para produzir hidrogênio, mas os veículos movidos a hidrogênio nunca decolaram.
Os sócios da Solazyme perceberam que precisavam criar um produto que pudesse usar equipamentos e infraestrutura existentes, e o óleo combustível parecia a melhor aposta.
O problema em produzi-lo é que o volume é quem manda. Fazer um produto incrível não era o importante -se a Solazyme não conseguisse fazê-lo em quantidade suficiente, o negócio nunca teria sucesso.
O combustível celulósico pode em breve alcançar uma escala real: o Departamento de Energia dos EUA prevê que haverá 303 milhões de litros em produção comercial até 2015. Mas o uso de algas pelas empresas irá demorar até 2022, preveem as autoridades.
Na Solazyme, os sócios aceleraram os testes preliminares, tentando fazer algo que imitasse o óleo combustível existente. Eles também reprogramaram os micro-organismos para ver o que mais poderia resultar.
"A intenção era uma linha reta até os combustíveis, mas começou a ficar claro o quanto isso iria demorar", disse Wolfson, comentando a evolução da empresa até desenvolver múltiplas linhas de produtos.
A grande descoberta foi que as algas podem produzir óleos que, do ponto de vista bioquímico, se parecem muito com outros encontrados na natureza ou já em uso no mercado. Mas os sócios haviam vendido aos investidores uma empresa de energia, não uma fábrica de cosméticos, suplementos nutricionais e sabão.
Eles também haviam dito ao seu conselho que conseguiriam produzir combustível por meio da fotossíntese, mas o cultivo de algas onde houvesse luz solar suficiente exigiria enormes lagos e ameaçaria causar uma perda de vegetação.
Após procurar às pressas uma alternativa, Wolfson e Dillon informaram ao seu conselho que cultivariam as algas em tanques para produzir óleos especiais para mercados secundários, usando o faturamento dessas vendas para amparar o negócio de combustíveis durante o seu desenvolvimento. Seus principais patrocinadores, que já haviam investido juntos cerca de US$ 1,3 milhão, concordaram em financiar novos testes para essa ideia.
Vários conselheiros acabaram saindo, e vários investidores de risco que haviam demonstrado interesse nas rodadas preliminares de financiamento se retiraram pelo fato de os criadores insistirem em perseguir múltiplos mercados, segundo Wolfson.
"É bem verdade que, se você tenta fazer coisas demais e não tem um enfoque enquanto companhia, você vai fracassar -o enfoque realmente importa", disse ele. "O que eles realmente não entenderam é que a nossa plataforma é uma plataforma que está focada na produção óleos."
A empresa tem um acordo de vários anos com o conglomerado japonês Mitsui para desenvolver óleos específicos para os mercados químico e industrial. Em parceria com a Solazyme, a Bunge, multinacional gigante do setor agroalimentar, está construindo uma fábrica ao lado da sua usina de etanol de cana no centro-sul do Brasil. Ela vai usar o açúcar para alimentar as algas e espera produzir até 114 milhões de litros de óleo por ano para produzir sabão e outros produtos.
"Quanto maiores os dividendos que pudermos demonstrar de cada fábrica no começo, mais rápido conseguiremos financiar e construir fábricas", disse Wolfson. A empresa espera vender os óleos cosméticos a um preço 60% superior ao valor de custo, frente a 30% de lucro para os combustíveis e produtos químicos e 40% para os produtos nutricionais.
Uma tentativa de diversificação caiu por terra em 24 de junho, quando a Solazyme dissolveu uma parceria com a beneficiadora de amidos Roquette Frères.
As empresas estavam usando algas para produzir gorduras com baixo teor de saturação e óleos sem gorduras trans, além de um suplemento em pó, o Almagine, que deveria substituir ovos e gorduras saturadas. Mas as empresas disseram não ter chegado a um acordo sobre a estratégia de marketing.
Analistas dizem que as cifras operacionais da empresa sugerem que, por enquanto, ela é mais promessa do que realidade.
No ano passado, a Solazyme teve um prejuízo líquido de US$ 83 milhões sobre um faturamento de US$ 44 milhões. Ela também assumiu uma dívida de cerca de US$ 185 milhões no começo deste ano.
Mesmo assim, os analistas estão otimistas com as perspectivas da empresa, embora alguns manifestem ceticismo quanto à possibilidade de a Solazyme algum dia desenvolver combustíveis.
"Os combustíveis ainda são uma oportunidade para eles", disse Rob Stone, analista de pesquisas que monitora tecnologias limpas. Mas ele acrescentou que a nova capacidade produtiva em escala comercial poderia ser usada inteiramente para satisfazer à demanda nos mercados de maior valor agregado, então talvez não faça mais sentido para a Solazyme esgotar seu espaço produtivo fabricando combustíveis com margem de lucro menor.
"Acho que eles podem fazer uma companhia enorme sem jamais fazer praticamente nada no negócio dos combustíveis."

domingo, 7 de julho de 2013

Brasil supera marca de 100 empreendimentos com certificação Leed

27/Junho/2013

Brasil supera marca de 100 empreendimentos com certificação Leed



http://www.piniweb.com.br/construcao/sustentabilidade/brasil-supera-marca-de-100-empreendimentos-com-certificacao-leed-291869-1.asp

Segundo balanço do GBC Brasil, três projetos já obtiveram o nível máximo. Somente a cidade de São Paulo possui 80 empreendimentos com o selo


Rodrigo Louzas



Eldorado Business Tower foi o primeiro projeto a receber o Leed Platinum
O Brasil ultrapassou a marca dos 100 empreendimentos certificados pelo Leed (Leadership Environmental and Energy Design), de acordo com dados divulgados nesta semana pelo Green Building Council Brasil (GBC Brasil). Hoje o País está em quarto lugar no ranking mundial de projetos com o selo, atrás apenas dos Estados Unidos, da China e dos Emirados Árabes.
"Em 2012 havia uma média de 16 registros por mês em busca da certificação, ao passo que nos primeiros cinco meses de 2013 o número cresceu mais de 40%, chegando a 22 solicitações por mês", disse Marcos Casado, diretor técnico e educacional da organização, em comunicado oficial.
Segundo balanço, os registros para certificação cresceram em todas as regiões, mas a região sudeste permanece na liderança. Somente São Paulo possui 80 empreendimentos Leed. Completam o a lista o Rio de Janeiro (12 certificados), Paraná (3), Rio Grande do Sul (3), Minas Gerais (2) e Distrito Federal (1). Outras cidades ainda possuem quatro empreendimentos contemplados.
Dos 105 que receberam o selo, três já obtiveram o nível Platinum (máximo). Ainda segundo a pesquisa, um total de 65% das 100 edificações é de caráter comercial ou escritórios. "Além dos números expressivos, o setor deve comemorar a busca pela certificação por empreendimentos dos ramos industrial, fabril, esportivo, hoteleiro, varejista e hospitalar, por exemplo. Prova disso é que o centésimo empreendimento LEED no Brasil é um centro de manutenção de uma garagem de ônibus rodoviários, fato inédito", destaca Casado.
Para conseguir o selo, os empreendimentos precisam atender a critérios como eficiência energética; uso racional de água; qualidade ambiental interna; uso de materiais, tecnologias e recursos ambientalmente corretos, entre outras ações que minimizem os impactos ao meio ambiente.

sábado, 6 de julho de 2013

SindusCon-SP lança guia gratuito para medir emissões de gases de efeito estufa

28/Junho/2013

SindusCon-SP lança guia gratuito para medir emissões de gases de efeito estufa


http://www.piniweb.com.br/construcao/sustentabilidade/sinduscon-sp-lanca-guia-gratuito-para-medir-emissoes-de-gases-de-291899-1.asp

Sindicato reúne experiências de construtoras e cria metodologia única, que servirá de exemplo para todo o setor da construção


Romário Ferreira, da Construção Mercado



Marcelo Scandaroli
O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) lançou ontem (27) o Guia Metodológico para Inventários de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) na Construção Civil - Setor Edificações. O documento propõe um padrão metodológico para as construtoras e incorporadoras elaborarem inventários e foi elaborado com auxílio das empresas CCDI, Cyrela, Even, OR, Racional, Rossi, Stan e Tecnisa, que já realizavam seus inventários com metodologias próprias e se uniram para criar um único padrão, que permitirá ações de redução.
"Essas empresas já vinham desenvolvendo inventários próprios. Achamos que seria interessante adotar uma metodologia para juntar as experiências e chegar a um documento que fosse um espelho para todo o setor", disse Francisco Vasconcellos, vice-presidente de Meio Ambiente do SindusCon-SP.
O guia recomenda que as empresas interessadas em elaborar um inventário de emissões de GEE sigam três etapas. Na primeira, o objetivo é a identificação dos usos do inventário; na segunda, são duas fases: 1) definição dos limites organizacionais e 2) definição de limites operacionais; na terceira etapa; há três fases: 1) monitoramento dos dados de atividade, 2) cálculo das emissões e 3) relatório final. Ao longo do guia, todas as etapas são detalhadas.
"É importante fazer o inventário por vários motivos, principalmente pela questão legal. Pois temos uma política nacional e leis estaduais e municipais que determinam o nível de redução das emissões. Mas só se consegue gerenciar se for feita a medição", afirmou Vanessa Gomes, coordenadora do Centro de Pesquisa em Construção Civil e Meio Ambiente da Unicamp.
Para ela, os aspectos regulatórios serão os impulsos para as empresas fazerem os inventários. "Não podemos esperar o marco regulatório. A proteção pela economia de baixo carbono não deve ser encarada como castigo, mas sim uma necessidade. E quem sair na frente vai chegar primeiro", analisa. "As construtoras têm a tarefa de 'descarbonizar' o próprio negócio, produzir empreendimentos que estimulem estilos de vida mais eficientes e reconhecer seus próprios impactos", completou a coordenadora.
O consultor Ricardo Gustav Neuding, da ATA Empreendimentos e Participações em Ativos Ambientais, destaca que o guia é um documento complementar, com 74 páginas, com orientações, recomendações, ferramentas, exemplos e informações adicionais. "O guia é suplementar, ele não toma o lugar da norma. Além disso, é restrito à execução das obras, não trata da ocupação ou retrofit, por exemplo", afirma.
Neuding também lembrou que, atualmente, mais de 90% das emissões de GEE do setor estão na produção de materiais. "Essa constatação é importante e o guia recomenda a inclusão da fabricação dos materiais no inventário das obras", finalizou. O guia está disponível para download no site  do SindusCon-SP.

'Meio ambiente deve ser visto como oportunidade'

ONLINE | Economia | 17.JUN.13 - 16:30 | Atualizado em 17.06 - 16:30

'Meio ambiente deve ser visto como oportunidade'

A ministra Izabella Teixeira diz que muitas vezes a concessão de licenças ambientais demora porque os projetos são mal feitos.

Por Cristiano Zaia
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, diz que muitas vezes a concessão de licenças ambientais no Brasil demora porque os projetos são mal feitos. Para que isso não aconteça, ela aconselha: “dê a mesma importância ao seu diretor ambiental que você já dá ao seu diretor financeiro”.
Muitos empresários alegam que o licenciamento ambiental é um dos principais fatores de insegurança dos investimentos. De acordo com a ministra, os regulamentos vão se aprimorando em função das demandas. Um exemplo é o setor de petróleo. "A legislação ambiental demorou a se adequar ao mercado. Durante muito tempo ficamos licenciando poço a poço, mas desde 2011 passamos a licenciar por polígono (uma área maior, que inclui vários poços). Isso foi fruto de cinco anos de debate com o setor",diz à DINHEIRO. Confira:


DINHEIRO - O que o governo está fazendo para agilizar o licenciamento ambiental?
IZABELLA TEIXEIRA - Meu compromisso agora é regulamentar a Lei Complementar 140, que foi sancionada em 2012 e define a quem cabe a competência de licenciar: União, Estados ou municípios. Tem que acabar com essas compensações que não têm nada a ver com impacto ambiental. Tudo bem um empreendedor chegar num município e desejar, junto com o prefeito, construir um hospital ou uma escola. Mas isso não tem nada a ver com o licenciamento da fábrica. Eu não posso atrasar um licenciamento ambiental porque o prefeito, o governador ou o deputado quis usar a licença para fazer política local. O licenciamento não pode ser politizado. Não pode ter jeitinho.



E como era esse jeitinho?
Quando eu cheguei ao Ministério havia muita politização do licenciamento. Vários funcionários do Ibama se queixavam de que encontravam frequentemente consultores (de empresas) transitando dentro da área técnica. Isso acabou. Agora o empresário vai lá só se agendar audiência. Eu tive o cuidado de conversar também com as próprias empresas e saber como podíamos melhorar. E muita gente dizia: é preciso ter rito. Então procuramos padronizar procedimentos, deixamos o processo impessoal.

O que nos leva a acreditar que agora está diferente?
Quando cheguei aqui, havia uma diretoria de licenciamento no Ibama e outra no Ministério. O Ministério continua discutindo propostas, mas agora quem propõe é o Ibama, que tem mais autonomia para isso. Melhoramos também as normas, não pode mais pedir informação que não será usada. Estamos informatizando, e esperamos que seja concluído até 2014. Acabou aquela verticalização no Ibama, em que o presidente assina e decide sozinho. Hoje há hierarquias e processos.



E quais os resultados já podem ser tirados dessa reestruturação?
Por exemplo, o caso do Porto Sul, na Bahia. Havia uma discussão de que ele não poderia ficar no sul do Estado, porque destruiria uma barreira de corais. Então o governo local mudou o projeto, e conseguiu uma economia de R$ 850 milhões. Se um empreendimento traz grande impacto ambiental, o empreendedor pode fazer um projeto novo, com menor impacto. Há essa discussão de que o licenciamento é lento no Brasil, mas muitas vezes os projetos não estão de acordo com a qualidade técnica que se espera. 



Há casos de má fé por parte das empresas nos estudos de impacto ambiental?
Existe muita gente que não é capacitada para fazer bons estudos ambientais no Brasil. Quer não ter problema com a área ambiental? Dê a mesma importância ao seu diretor ambiental que você já dá ao seu diretor financeiro. Porque o tema meio ambiente não tem que estar na matriz de risco da empresa, e sim na matriz de oportunidade de investimento. O problema é que um empresário sério, que contrata uma boa consultoria ambiental e está na fila de espera para licença, pode ser prejudicado por consultores picaretas que fazem estudos ambientais ruins.



Diminuíram os questionamentos judiciais por conta de licenças?
Hoje acontece muito processo judicial para questionar de quem é a competência de licenciar uma obra. Com a Lei 140, esperamos que esses questionamentos diminuam. Por exemplo, foi sancionada a nova Lei de Portos. Mudou o modelo de portos no Brasil. É preciso saber quem vai licenciar. Mas já temos resultados da qualidade do nosso trabalho. Alguns anos atrás, em média havia 2,5 demandas judiciais questionando licenças ambientais por dia no Brasil, entretanto nos últimos três anos nem licença suspensa temos mais.