sábado, 25 de agosto de 2012

Unidade de Polícia Ambiental completa uma semana no Parque da Pedra Branca


Unidade de Polícia Ambiental completa uma semana no Parque da Pedra Branca

Com uma semana de operação, a Unidade de Polícia Ambiental (Upam) do Parque Estadual da Pedra Branca já recolheu 19 cavalos, apreendeu 14 armas e farto material de caça, além de munição de diversos calibres. Nesta quinta-feira (23), um foco de incêndio na vertente Catonho do parque foi controlado, graças à ação de parte dos 38 homens da Upam e de guardas-parque. Na operação, um homem foi preso.
- A Upam está funcionando muito bem. Ela promove segurança e valoriza o ecoturismo. Com a unidade, poderemos aumentar expressivamente o número de visitantes do parque, que ocupa 10% do território do município - disse o coronel José Maurício Padrone, chefe da Coordenadoria Integrada de Combate aos Crimes Ambientais, da Secretaria do Ambiente.
De acordo com o administrador do parque, Alexandre Pedroso, os maiores problemas enfrentados na unidade são construções irregulares, caça predatória, tráfico de drogas, atuação de motociclistas, cultivo de plantas indevidas e criação irregular de animais.- Com a Upam, a fiscalização é muito mais intensa, permitindo não apenas coibir, mas prevenir todo tipo de crime, seja ambiental ou não - afirmou Pedroso.
Com 12,5 mil hectares (o equivalente a três Parques Nacionais da Tijuca), o Parque da Pedra Branca já teve seu plano de manejo entregue ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e a previsão é de que seja aprovado até o fim do ano. O documento ajudará o Estado a ter maior controle sobre o território e balizará ações e investimentos.
Além disso, a partir de janeiro de 2013, o Inea vai destinar mais 25 guarda-parques à unidade, que já conta com 20 bombeiros-militares. Outra iniciativa é a confecção de um novo guia para as cerca de 30 trilhas do parque, que deve ficar pronto até janeiro de 2013 e ficará disponível também para download gratuito no site do Inea.
Todas as melhorias que estão sendo feitas na unidade pelo Governo do Estado visam também a atender ao aumento de público que ocorrerá devido aos grandes eventos esportivos internacionais que vão ser realizados no Rio, nos próximos anos.
- Nosso objetivo é chegar aos Jogos Olímpicos de 2016 com todas as áreas do parque devidamente recuperadas - disse o administrador. 

Serra Pelada busca 'garimpo sustentável'


Serra Pelada busca 'garimpo sustentável'

Convênio entre garimpeiros e a Universidade de São Paulo quer acabar com uso do mercúrio na reabertura da famosa jazida no Pará

22 de agosto de 2012 | 3h 07


Bruno Deiro - O Estado de S.Paulo

Um convênio entre a USP e a Cooperativa dos Garimpeiros dos Minérios de Serra Pelada (Coomispe) quer promover o fim do uso do mercúrio na reabertura de uma das mais famosas jazidas minerais do mundo. À espera de propostas de grandes empresas mineradoras, a associação paraense buscou apoio técnico para criar um modelo de negócio que evite a contaminação ocorrida há três décadas, no auge da corrida do ouro na região.

Secretaria do Meio Ambiente do Amazonas também estuda proposta para banir mercúrio - José Luís da Conceição/AE
José Luís da Conceição/AE

Secretaria do Meio Ambiente do Amazonas também estuda proposta para banir mercúrio

A Coomispe, uma das oito cooperativas que obtiveram Permissão de Lavra Garimpeira (PLG) outorgada pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNMP), será assessorada pelo recém-criado Núcleo de Apoio à Pequena Mineração Responsável. "Vamos definir um plano de negócio com base na mineração sustentável para ser apresentados aos investidores", afirma o professor Giorgio de Tomi, responsável pelo núcleo da USP.
Com pouco mais de 4 mil associados, a Coomispe dispõe de uma área de 628 hectares próxima a Curionópolis para a exploração de ouro, prata, platina, paládio e silício. Segundo Tomi, a ideia é evitar os problemas enfrentados pela Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp), única até agora a ter fechado um contrato para extração. "Essa primeira cooperativa estava muito despreparada ao fechar acordo com a empresa canadense (Colossus). Dificilmente conseguirá colocar em prática uma solução sem mercúrio", diz o professor.
Ainda em fase inicial de negociação, o acordo entre a USP e a Coomispe será votado em assembleia pelos garimpeiros. Caso seja aprovado, o projeto dependerá de estudos de campo para determinar a quantidade de recursos necessários. "A única certeza que temos é de que usaremos o 'estado da arte' da mineração, que é a técnica com o uso de cianeto. Caso contrário, a USP não entraria no projeto, pois não faria sentido promovermos tecnologias com mercúrio", afirma Giorgio de Tomi.
Para Luiz Carlos Martins, diretor comercial da Coomispe, um projeto mais moderno será decisivo para atrair investidores. "Estamos na maior região de minério do País e a USP tem a melhor tecnologia. Queremos um modelo que sirva de exemplo para as outras cooperativas, pois assim nos tornaremos mais competitivos." Segundo ele, o reinício da mineração em Serra Pelada deverá levar de dois a três anos.

Região amazônica
Um grupo técnico da Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Amazonas se reuniu ontem para definir mudanças na Resolução 011/2012, que regulamenta o uso de mercúrio nos garimpos do Estado. No dia 30, a minuta com as alterações será apresentada ao conselho da secretaria - a proposta deve incluir prazos para o banimento do mercúrio e eventuais punições.
A resolução causou polêmica entre ambientalistas locais, que acusam o governo de legitimar o uso do mercúrio na extração de ouro em rios amazônicos, que por suas caraterísticas naturais já possuem uma alta concentração da substância.

Além disso, alguns pesquisadores da área ambiental alegaram não terem sido consultados durante a elaboração do documento. Por isso, foram realizadas na última semana dois encontros técnicos para debater a questão. Entre as mudanças cogitadas está o zoneamento da regulamentação: em locais como a região do Alto Rio Negro, que possuem níveis mais altos de mercúrio, poderia haver uma meta mais urgente para a proibição do elemento químico.

Gelo marinho do Ártico está perto de mínima histórica


22/08/2012-05h03

Gelo marinho do Ártico está perto de mínima histórica


DA REUTERS

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1141061-gelo-marinho-do-artico-esta-perto-de-minima-historica.shtml





O gelo marinho que recobre o oceano Ártico provavelmente chegará à sua menor extensão na história registrada até o fim deste mês, afirmou Ted Scambos, cientista-chefe do Centro Nacional de Dados de Neve e Gelo dos Estados Unidos.
A tendência de diminuição continuará por algumas semanas depois desse ponto mínimo, afirmou Scambos.
O recorde de degelo anterior ocorreu em 2007.

Nasa/Reuters
Imagem de satélite mostra o oceano Ártico no verão de 2007, outra mínima recorde
Imagem de satélite mostra o oceano Ártico no verão de 2007, outra mínima recorde

Projeto brasileiro de casa sustentável

23/Agosto/2012

Projeto brasileiro de casa sustentável é desmontado para participar de competição na Espanha



http://www.piniweb.com.br//construcao/sustentabilidade/projeto-brasileiro-de-casa-sustentavel-e-desmontado-para-participar-de-265384-1.asp

Ekó House, desenvolvida por alunos da USP e da UFSC, participará do Solar Decathlon Europe 2012 em setembro


Aline Rocha


A Ekó House, projeto elaborado por meio de parceria entre a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a Universidade de São Paulo (USP), já foi desmontada para participar do concurso Solar Decathlon Europe 2012, que acontecerá em Madri no mês de setembro. O projeto é o único representante do hemisfério sul na competição.

Divulgação

O projeto da casa sustentável também contou o apoio da Fundação para a Pesquisa em Arquitetura e Ambiente (Fupam) e com a colaboração da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Foram necessários dois anos para concluir a montagem da residência, desde o seu projeto até a execução.
A Ekó House, inspirada na tradição dos índios Tupi-Guarani, consiste em uma casa de 50 m² com cozinha, banheiro, espaço para refeições, sala de estar, dormitório e área de serviço externa. Composta de madeira maciça e chapas de partículas orientadas (OSB), a estrutura pode receber outros módulos para expandir seu tamanho.
A residência também possui geração de energia a descarte de resíduos, além de varanda dimensionada para controlar trocas de calor e separação de águas para serem tratadas e reutilizadas posteriormente.
O protótipo foi construído no campus do Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP, com um investimento de R$ 1,5 milhão e outros recursos arrecadados com empresas parceiras. Em julho, a casa começou a ser desmontada para que pudesse ser enviada à Madri, na Espanha, para o concurso.
O Solar Decathlon Europe é uma competição bianual de universidades que projetam e constroem casas autossuficientes, operando somente com energia solar. Além de apresentar projetos das habitações, as equipes também precisam construí-las e colocá-las em funcionamento. Este ano, o concurso acontecerá do dia 13 ao 27 de setembro. A Ekó House começará a ser montada no dia 31 de agosto.

Divulgação


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Divulgação


Divulgação

Leia mais:Projeto brasileiro participa de competição internacional de casas autossuficientes

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Brasil tem seis entre as 500 melhores universidades do mundo; veja lista








http://www.infomoney.com.br/carreira/educacao/noticia/2528749/Brasil-tem-seis-entre-500-melhores-universidades-mundo-veja-lista

A USP é a brasileira melhor colocada no ranking. Em seguida, aparece a UNICAMP, UFMG, UFRJ, UNESP e UFRGS

Por Luiza Belloni Veronesi 
A A A

SÃO PAULO - Seis universidades brasileiras estão entre as melhores universidades do mundo, segundo o ranking ARWU (The Academic Ranking of World Universities), realizado anualmente pelo CWCU (Center for World-Class Universities of Shanghai Jiao Tong University), na China.
A USP (Universidade de São Paulo), Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), UNESP (Universidade Estadual de São Paulo) e UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) foram as únicas brasileiras entre as 500 universidades citadas no ranking.
educação - finanças - universidade

Posições
Segundo critérios do ranking, ao passar da 100ª colocação, as universidades são colocadas entre as pontuações, não revelando a posição exata das instituições. A brasileira melhor colocada foi a USP, entre as posição 101º a 150º. Em seguida aparece a UNICAMP, na posição de 20ª1 a 300ª.

A UFMG é a terceira instituição brasileira presente no ranking, seguida pela UFRJ e UNESP, todas colocadas também entre as posições 301ª e 400ª. A última instituição do País citada na lista foi a UFRGS, na colocação entre 401ª e 500ª.
Sem surpresas, a Universidade de Harvard foi considerada a melhor universidade do mundo, com notas máximas em quase todos os critérios analisados. Em segundo lugar aparece a Universidade de Standford, acompanhada pela MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) e Universidade da Califórnia.
Metodologia
O ARWU utiliza seis critérios para classificar as universidades de todo o mundo, como o número de alunos e profissionais vencedores de prêmios Nobel e medalhas acadêmicas, número de pesquisadores citados pela Thomson Scientific, artigos públicados em revistas do meio acadêmico, tamanho da instituição, entre outros.

As classificações têm pesos diferentes e com a soma deles se chega a colocação de cada universidade. Ao todo, são mais de mil universidades classificadas, mas apenas as 500 melhores delas são publicadas no ranking pelo site: http://www.shanghairanking.com/ARWU2012.html.
Veja as 10 melhores universidades colocadas no ranking mundial:
Melhores Universidades de 2012:
PosiçãoUniversidadePaís
*The Academic Ranking of World Universities
Havard UniversityEstados Unidos
Stanford UniversityEstados Unidos
Massachusetts Institute of TechnologyEstados Unidos
University of CaliforniaEstados Unidos
University of CambridgeReino Unido
California Institute of TechnologyEstados Unidos
Princeton UniversityEstados Unidos
Columbia UniversityEstados Unidos
University of ChicagoEstados Unidos
10ªUniversity of OxfordReino Unido

Contra a crise, Grécia se prepara para vender ilhas inabitadas


http://www.infomoney.com.br/mercados/noticia/2537484/Contra-crise-Grecia-prepara-para-vender-ilhas-inabitadas

Em entrevista ao jornal francês Le Monde, primeiro-ministro admite que poderá se desfazer de regiões do país para arrecadar recursos

Por Fernando Ladeira 
A A A
SÃO PAULO - Com dois pacotes de resgate no currículo e a exigência dos credores para cortar cada vez mais os custos, a Grécia tem à sua opção um caminho pouco comum para engordar os cofres públicos: o país está pronto para por suas ilhas que inabitadas à venda, declarou o primeiro-ministro Antonis Samaras, em entrevista nesta quinta-feira (22) ao jornal francês Le Monde.
Essa medida parece radical, mas não é nova. No início do ano o país já havia surpreendido ao revelar que iria alugar alguns de seus monumentos e sítios arqueológicos, como meio de angariar recursos contra a crise.
Santorini - Grécia - crise
Curiosamente, essa ideia também já havia sido sugerida dois anos atrás, pela Alemanha. Na época, dois membros do parlamento alemão afirmaram em entrevista ao Bild que o país deveria vender ativos como empresas e ilhas inabitadas.
Segundo a organização de turismo da Grécia, existem cerca de 6 mil ilhas no arquipélago grego. Dessas, apenas 227 possuem habitantes, o que significa que a grande maioria deverá ir à venda - mas muitas delas são pequenas demais.
Ainda na entrevista ao jornal francês, Samaras pediu o fim das especulações de uma saída grega da Zona do Euro. "Como podemos privatizar, se todos os dias oficiais europeus especulam publicamente sobre 'uma potencial saída grega da moeda comum'? Isso deve parar. Se nós fizermos o nosso trabalho, a Grécia poderá ser salva", apelou.
Assim, enquanto o governo grego tenta conduzir as privatizações e colocar suas ilhas à venda, o país passa por negociações difíceis no campo político. Nesta semana o primeiro-ministro recebeu o presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, e pediu a ele mais dois anos para implantar as reformas fiscais que os credores exigem.
Ultimato grego
No entanto, Junker lembrou que essa decisão dependerá do relatório da Troika - grupo formado por Comissão Europeia, FMI (Fundo Monetário Internacional) e BCE (Banco Central Europeu) -, que retornará a Atenas em setembro e deverá concluir a avaliação sobre o progresso grego até o fim daquele mês. Se a avaliação for negativa, a próxima parcela do resgate poderá ser suspensa.

Em coletiva de imprensa na quarta-feira, Juncker elevou o tom em seu alerta. "A bola está do lado grego, na verdade, essa é a última chance e os cidadãos gregos precisam saber isso", disse.

Conheça os males causados pelo cigarro

http://www.youtube.com/watch?v=vPZeOcWsgqg




Publicado em 21/08/2012 por

O Brasil ganhou um laboratório especializado para analisar a composição do tabaco. As pesquisas vão ajudar a identificar os males causados pelo fumo. Só a fumaça do cigarro, tem mais de quatro mil substancias tóxicas e muitas são cancerígenas

Fumaça e fogo


22/08/2012-03h00

Editorial: Fumaça e fogo



A grande massa de ar seco que paira sobre São Paulo e parte do Brasil faz bem mais que agravar a poluição atmosférica nas grandes cidades. A estiagem resseca a vegetação e cria condições ideais para a proliferação de queimadas.
Só nos últimos dois dias, cerca de 2.400 focos de incêndio foram detectados no país por satélites. Até o início deste mês, registraram-se cerca de 44 mil ocorrências. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) prevê que 2012 terá mais queimadas que 2011 e 2010.
Raramente os incêndios são naturais. Mais comum é a queima intencional --para livrar pastos de pragas-- sair do controle e alcançar matas. Isso quando o fogo não é usado para limpar áreas desmatadas, como sempre fizeram os índios (daí a prática ser chamada também de "coivara", do tupi).
Entre os Estados campeões estão Maranhão, Mato Grosso e Pará. O bioma mais afetado é o cerrado (55% dos focos), onde muitas árvores são resistentes ao fogo.
Preocupa, contudo, a situação do Pantanal. Há quase dois meses sem chuvas, a região vive uma explosão de casos: só nas duas primeiras semanas de agosto, foram mais de 1.100 registros.
Outro dado alarmante é a invasão de unidades de conservação pelas chamas. De um total de 1.570 áreas, como parques nacionais, 210 já foram afetadas.
Dois outros fatores contribuirão para aumentar o risco futuro de incêndios: os sinais de que 2012 poderá ser um ano de El Niño, fenômeno climático que provoca secas no Nordeste e na Amazônia, e a disparada de preços internacionais da soja, que incentiva fazendeiros a abrir novas áreas.
Isso para não falar do continuado impasse sobre o novo Código Florestal no Congresso.
Após sete anos de contenção das taxas de desmate, as queimadas sugerem que a temporada 2012/13 ameaça reverter essa conquista.

Emissão de gases de efeito de estufa ainda cresce no País


Brasil responde por 23% do total, ficando atrás apenas do México, com 30%; frota de carros na região dobrou em 10 anos

22 de agosto de 2012 | 3h 02


RIO - O Estado de S.Paulo

As emissões de gases de efeito estufa em áreas urbanas do Brasil representam 23% do total na América Latina. Só o México apresenta porcentual maior, de 30%. As principais emissões em áreas urbanas estão relacionadas com o consumo de combustíveis fósseis, fundamentalmente no setor de transportes.

Na América Latina, a frota de carros dobrou em dez anos. O relatório da ONU-Habitat mostra que, em menos de duas décadas, houve aumento de 18% das emissões per capita de CO2 nas cidades da região.
Para a ONU, serviços de reciclagem, reutilização e aproveitamento de resíduos sólidos são incipientes nesses países. "Um grande número de cidades ainda continua contaminando rios e mares e deixando lixo a céu aberto", disse o representante do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), Erik Vittrup. O estudo aponta falhas no acompanhamento desses serviços e a falta de indicadores precisos.
Vittrup, que é dinamarquês, elogiou iniciativas de cidades brasileiras, como o sistema de transporte público de Curitiba, o projeto UPP Social em favelas do Rio, o orçamento participativo em Porto Alegre e a política de atenção às mudanças climáticas em São Paulo. "Os modelos de crescimento das cidades nos anos 1990 e anteriores não se adaptam aos desafios atuais", disse ele. O relatório elogia iniciativas como o resgate de zonas centrais e a criação de ciclovias, mas lamenta que não sejam uma tendência.
Fora do campo. Quase 80% da população da América Latina e do Caribe vive em cidades, proporção superior à do grupo de países mais desenvolvidos. O crescimento demográfico e a urbanização foram muito acelerados no passado recente, mas perderam força. O relatório projeta que a taxa de população urbana chegará a 89% em 2050. O êxodo rural também perdeu peso na maioria dos países da região, e as migrações ocorrem principalmente entre centros urbanos. Metade da população desses países mora em cidades com menos de 500 mil habitantes e 14% nas chamadas megacidades.
O relatório aponta que a consciência na região em relação aos problemas do meio urbano é maior do que no passado, mas avalia que a adoção de "medidas ambiciosas em escala local ainda é incipiente". O estudo teve apoio da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe, entre outras entidades. /F.W. 

Ocupação irregular...


Polícia Ambiental mantém vigilância em área que é alvo de invasores


22 de agosto de 2012 às 10:13


POR JULLY CAMILO



Uma força-tafefa composta pela Delegacia Especializada em Meio Ambiente, além do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA), da Tropa de Choque da Polícia Militar e do Grupo Tático Aéreo (GTA), retirou, na segunda-feira (20), invasores que ocuparam e desmataram uma área de preservação permanente (APP), situada na Avenida Luís Eduardo Magalhães, nos Altos do Calhau. Quase 30 pessoas foram conduzidas para a Delegacia de Meio Ambiente, onde foram autuadas em flagrante por crime ambiental, desacato e resistência. Pelo menos três viaturas do BPA continuam monitorando a área a fim de evitar novas invasões ao local. Na edição de sábado (18), o Jornal Pequeno denunciou a invasão da área, que fica vizinha ao local em que vai ser construído o Hospital de Urgência e Emergência de São Luís.
Segundo o subcomandante do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA), major Brito Junior, os invasores queimaram e derrubaram árvores, como buritizeiros, bananeiras e juçarais, prejudicando a fauna nativa, que conta com aves de vários tipos, macacos-pregos e até jacarés.

Foto: G. Ferreira
Policiais do Batalhão Ambiental impediram nova invasão no Rangedor

O major explicou que 12 hectares de área foram devastados para a demarcação dos lotes e construção dos barracos irregulares. “Esta área é de vários particulares e mesmo os donos só podem construir alguma coisa mediante autorização das secretarias de Meio Ambiente do Estado e do Município, e desde que obedeçam, aos critérios impostos pela legislação do meio ambiente”, disse Brito Júnior.
No momento da abordagem havia quase 200 pessoas no terreno. Cerca de 30 foram autuadas por desacatarem os policiais e se recusarem a deixaram a área, além do crime ambiental.
O delegado Mauro Bordalo, titular da Delegacia do Meio Ambiente, arbitrou fiança, que variou de meio a um salário mínimo para a liberação dos conduzidos.
De acordo com o major Brito Júnior, ainda na noite de segunda-feira (20), uma nova tentativa de invasão aconteceu, mas os policiais ambientais, que continuaram fazendo a segurança do local, impediram. Os invasores teriam efetuado um disparo de arma de fogo contra os militares e jogaram querosene numa das viaturas na tentativa de atear fogo.
“Apreendemos foices, facões, enxadas, arames, cavadores, entre outras ferramentas. Estamos com três viaturas e 10 homens fazendo a ronda no local e garantindo a preservação da área. O problema é que parte do terreno é protegida por uma cerca de arame, que foi cortada, e nos fundos tem um muro, onde eles também fizeram um buraco. Já solicitei as autoridades competentes que consertem o muro ou que o completem, a fim de evitar novas ocupações. Mas, vamos nos manter vigilantes enquanto for necessário e se preciso for acionaremos o Choque da PM. Estamos com o intuito de elaborar um projeto para reflorestar o que foi devastado, mas sabemos que para recuperar o dano isso pode levar até 20 anos”, disse o major Brito.

Crime ambiental – A supressão da vegetação nativa conforme a Lei Estadual 10.431, só é permitida mediante autorização de órgão competente. Suprimir, destruir ou danificar área considerada de preservação permanente, mesmo que em formação, ou utilizá-la com infringência às normas de proteção, devem ser punidas, conforme prevê o Artigo 38, na Lei de Crimes Ambientais.
Quem for flagrado praticando crime ambiental pode responder a processo, pagar multa e até ser condenado à pena de reclusão. As denúncias podem ser feitas ao Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops), pelo telefone 190, ou, ainda, pelo serviço Disque-Denúncia, por meio dos telefones (98) 3223-5800 (na capital) e 0300-313-5800 (em municípios do interior do estado).

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Verba para o combate às enchentes na capital.


Kassab diz que SP precisa de R$ 8 bi para prevenir desastres

Prefeito se reuniu com ministra do Planejamento e solicitou verba para obras em Água Branca, Anhangabaú e Aricanduva

22 de agosto de 2012 | 3h 05


O Estado de S.Paulo

O prefeito Gilberto Kassab (PSD) foi ontem a Brasília pedir verba para o combate às enchentes na capital. Para ele, São Paulo tem uma demanda de R$ 8 bilhões em investimentos de prevenção a desastres naturais.

Ele se reuniu com a ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, para conversar sobre o assunto. O prefeito afirmou que as necessidades imediatas da cidade são de R$ 2 bilhões, em planos que seriam incluídos no chamado PAC dos Desastres, do governo federal. Entre as prioridades da administração municipal estão Vale do Anhangabaú, Córrego Aricanduva e a área da Água Branca.
O programa prevê R$ 18,8 bilhões para o financiamento de ações de prevenção e redução do tempo de resposta a catástrofes. O projeto é voltado principalmente a 821 cidades do País que concentram os maiores números de ocorrência de desastres naturais.
O pacote veio um ano e meio após a tragédia que atingiu a Região Serrana do Rio. Na ocasião, 900 pessoas morreram em consequência de uma tempestade. Em São Paulo, importantes obras de combate a enchentes acabaram ficando no papel. Na Pompeia, zona oeste da cidade, por exemplo, a principal promessa da administração municipal era a construção de um piscinão para acabar com as enchentes. O piscinão foi substituído por galerias. Até agora, nem mesmo as galerias foram iniciadas./ARTUR RODRIGUES 

A última hora

1/3 das ciclofaixas de SP funciona só 9h por semana



Vias atendem ciclistas apenas nos domingos e feriados. Do total, 115 km de vias não são interligados e só metade é de uso exclusivo

20 de agosto de 2012 | 22h 30


Camilla Haddad e Tiago Dantas - Jornal da Tarde

SÃO PAULO - Um terço dos 182,7 km de vias para bicicletas em funcionamento na capital só pode ser usado nos domingos e feriados - e durante nove horas. As chamadas ciclofaixas de lazer, como a que deve ser aberta na Avenida Paulista no fim de semana, não ajudam a resolver os problemas de mobilidade da metrópole, segundo especialistas.

Veja também:

Obra de ciclovia na zona norte: ativista diz que nenhuma delas está completa - Werther Santana/AE
Werther Santana/AE

Obra de ciclovia na zona norte: ativista diz que nenhuma delas está completa
Além disso, mesmo os caminhos que podem ser utilizados para ir ao trabalho ou à escola de bicicleta durante a semana apresentam problemas. Os 115 km de faixas não são interligados e apenas metade das pistas é exclusiva para as bikes, o que torna difícil que mais paulistanos deixem o carro em casa. "Muita gente não usa porque não sente segurança de andar do lado dos carros", diz o cicloativista Willian Cruz, criador do site Vá de Bike, que oferece dicas e sugestões de caminhos para os ciclistas. "E as ciclofaixas de lazer são para o lazer mesmo. Não podem ser consideradas parte da malha cicloviária da cidade."
Para Thiago Benicchio, diretor da Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo, os projetos precisam ser integrados. "A gente não tem nenhuma ciclovia completa em São Paulo, que ligue pontos de interesse, esteja bem feita e sirva para conectar alguma coisa", reclama.

Pouquinhos. "Falta um planejamento mais amplo para a cidade, que ele seja feito de forma contínua e não um pouquinho aqui e um pouquinho ali, A gente vê esses muitos pouquinhos que, somados, dão uma quantidade de quilômetros, mas isso não significada nada para o ciclista porque ele vai andar dois quilômetros e de repente cai em uma via normal", diz Benicchio.
A Prefeitura argumenta que o incentivo ao uso da bicicleta na cidade é discutido em reuniões periódicas por um grupo que envolve seis secretarias e organizações de cicloativistas. O governo também diz que apertou a fiscalização nas vias compartilhadas e que as ciclofaixas de lazer são fundamentais para o processo educativo dos motoristas.
Em nota, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informou que o plano cicloviário prevê "além da expansão da infraestrutura cicloviária, a adoção de medidas de educação para o compartilhamento seguro do espaço viário entre veículos motorizados e bicicletas, e de ações de fiscalização para garantir o respeito à circulação de ciclistas".

Problemas. Nem sempre onde é planejado o trânsito compartilhado acontece. Comerciantes e moradores da Lapa, zona oeste, dizem que a ciclorrota do bairro é subutilizada. "Isso aqui é só para inglês ver. É raro ver alguém passando. Muita gente no bairro nem sabe que aqui tem uma rota de bicicleta", afirma o taxista Roberto Pereira de Jesus, de 41 anos, que trabalha no ponto da Rua Dona Germaine Burchard.
Na Avenida Brás Leme, Santana, zona norte, a esperança é que os problemas do compartilhamento da via diminuam com as obras de uma ciclovia, prevista para abrir nos próximos meses.


Passivo ambiental...


21/08/2012-05h30

Justiça manda indenizar comprador de imóvel em terreno contaminado



EDUARDO GERAQUE
DE SÃO PAULO

A Justiça de São Paulo condenou uma construtora a pagar R$ 120 mil de indenização ao comprador de um de seus apartamentos por não tê-lo informado de que o prédio foi feito em área contaminada.
Para o juiz Tom Alexandre Brandão, da 12ª Vara Cível da capital, houve "dolosa [intencional] omissão" por parte da Helbor ao vender o Condominium Parque Clube, em Guarulhos (Grande São Paulo).
A Helbor diz que não houve má-fé, que informou que estava fazendo a descontaminação e que vai recorrer da decisão.
Advogados ouvidos pela Folha dizem que, provavelmente, esse é o primeiro caso em que a Justiça atrela de forma direta uma ação por danos morais ao problema de contaminação de um terreno.
Com a expansão imobiliária dos últimos anos e a falta de terrenos disponíveis, se tornou comum o aproveitamento de áreas com algum passivo de contaminação.
Carlos Cecconello/Folhapress
Condomínio em Guarulhos construído em terreno contaminado; morador deverá ser indenizado em R$ 120 mil
Condomínio em Guarulhos construído em terreno contaminado; morador deverá ser indenizado em R$ 120 mil
Só na cidade de São Paulo, há 40 terrenos desse tipo nas mãos de construtoras, sendo que 15 já têm prédios prontos ou lançados -a maioria em antigas áreas industriais, como Mooca e Vila Leopoldina.
Segundo a advogada Cristiane Varela, do escritório Salgado Associados, seu cliente, Gilberto Romera, comprou o apartamento em 2009, mas ficou sabendo do problema da contaminação só em abril de 2011, dias antes da formação oficial do condomínio.
O problema da contaminação, entendeu o juiz, foi decisivo para o atraso na entrega das chaves, prevista para fevereiro de 2011, mas que só ocorreu cinco meses depois.
"Havia a determinação da Cetesb [agência ambiental paulista] de que os donos do terreno não poderiam construir, nem comercializar, nem habitar a área, antes de a descontaminação ser feita", diz Cristiane, que além de ser moradora do condomínio, representa outros 14 clientes.
"Se dúvida existia, jamais deveriam levar o processo adiante (...). Mas a ganância levou a lançar o empreendimento, omitindo todo o problema dos compradores", diz o juiz, que aponta "flagrante violação ao dever de informação que permeia o Código de Defesa do Consumidor".
O Parque Clube está sobre uma antiga área industrial. Entre 2006 e 2007, a Helbor sabia da provável contaminação do solo e da água subterrânea, segundo a Justiça. Na lista mais recente da Cetesb, de dezembro de 2011, o empreendimento ainda aparecia como construído sobre uma área contaminada.
Investigações detectaram, no solo e na água subterrânea, solventes halogenados- compostos químicos tóxicos que podem, a longo prazo, afetar a saúde.
Editoria de arte/Folhapress

OUTRO LADO
A construtora Helbor, por meio de nota, afirma que vai recorrer para demonstrar que não houve má-fé na relação com os clientes na venda do Condominium Parque Clube.
Ela diz ter informado compradores de que providenciava a remediação do solo contaminado e que ofereceu a opção de devolução dos valores pagos, corrigidos por índice previsto em contrato.
Tanto a informação sobre a contaminação quanto a proposta de devolução foram dadas em abril de 2011, segundo moradores, já com os imóveis prontos e vendidos.
Segundo a Cetesb, o fato de os prédios terem Habite-se (documento da prefeitura que autoriza a ocupação do imóvel) significa que a questão da descontaminação do solo está praticamente equacionada e não há risco nenhum à saúde das pessoas.
O que está em curso em parte do terreno atualmente é o chamado "monitoramento para encerramento", a última etapa do processo. Ou seja, se as análises periódicas mostrarem que realmente as técnicas empregadas para descontaminação cumpriram o seu papel, o empreendimento vai sair da lista de áreas contaminadas.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

O monotrilho é uma boa ou má opção para SP?


O monotrilho é uma boa ou má opção para SP?

http://www.estadao.com.br/especiais/o-monotrilho-e-uma-boa-ou-ma-opcao-para-sp,164322.htm


Da facilidade de construção até o impacto na paisagem urbana dos bairros, entenda os pontos positivos e negativos do modelo

O Estado de São Paulo


segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Ambientes mais naturais e treinamentos deixam bichos menos estressados


18/08/2012-00h01

http://www1.folha.uol.com.br/folhinha/1139050-ambientes-mais-naturais-e-treinamentos-deixam-bichos-menos-estressados.shtml

DE SÃO PAULO





Entre os animais que foram tratados pela veterinária Cristiane PIzzutto estão o gorila Virgulino, que viveu até 2005 no Zoológico de São Paulo e os cavalos-marinhos e os morcegos do aquário da cidade.
As mudanças nos ambientes e alguns treinamentos deixaram os bichos menos estressados e até mais animadinhos! No caso dos morcegos, resultou até em namoro. Acompanhe essas histórias abaixo.
Pablo Mayer

VIRGULINO, O GORILA
O gorila Virgulino, do zoo de São Paulo, arrancava os próprios pelos, vivia parado, dava as costas ao público e atirava fezes nos visitantes.

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Pablo Mayer
O cativeiro ganhou arbustos, pedras e plataforma para deixar o gorila mais alto do que o público. A comida passou a ser escondida.
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Pablo Mayer
Na busca por alimento, Virgulino ficou mais ativo. Seguro na plataforma, aparecia mais e não jogava cocô. Deixou de arrancar os pelos.
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Pablo Mayer
Cavalo Marinho; ilustração

CAVALOS-MARINHOS COLORIDOS
Os cavalos-marinhos costumam nadar e se enroscar em algas e pedras, mas os do Aquário de São Paulo ficavam muito tempo parados no fundo do tanque.

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Pablo Mayer
Cavalo marinho; ilustração
Correntes de miçangas coloridas foram fixadas no aquário para imitar as algas. A comida passou a ser colocada dentro de bolas com furo.
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Pablo Mayer
Cavalo marinho; ilustração
Hoje os bichos estão mais agitados. Ocupam o tempo tentando fazer a refeição sair da bola e, além disso, interagem com as miçangas. Perto delas, chegam a mudar de cor, o que mostra que eles gostam da "brincadeira".
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Pablo Mayer
arte Pablo Mayer

MORCEGOS NAMORADORES
Os morcegos do Aquário de São Paulo voavam pouco, e machos e fêmeas não se misturavam. Corriam o risco de ficar obesos e de prejudicar as asas.

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Pablo Mayer
arte Pablo Mayer
Funcionários passaram a treiná-los para abrir as asas. O tratador dizia a palavra 'asa', e, se o morcego movimentasse as asas, recebia comida como recompensa.
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Pablo Mayer
arte Pablo Mayer
A cada treino, os bichos conseguiam abrir mais as asas. Hoje, elas já ficam totalmente esticadas e têm quase dois metros de comprimento! Os morcegos começaram a voar mais. Foi assim que Vladi encontrou Clarinha e Carequinha conheceu Flor. De lá para cá, já fizeram cinco filhotes.

domingo, 19 de agosto de 2012

Pesquisa cria índice global de saúde dos mares


16/08/2012 - 05h03

Pesquisa cria índice global de saúde dos mares

DO "NEW YORK TIMES"

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1138065-pesquisa-cria-indice-global-de-saude-dos-mares.shtml


Um grupo de cientistas acaba de produzir o primeiro índice global de saúde dos oceanos, uma ferramenta que deve ajudar a avaliar o estado dos mares da Terra.
O índice leva em conta os principais fatores que influenciam a qualidade dos ecossistemas marinhos e das atividades econômicas que dependem deles: a viabilidade da pesca, a presença de biodiversidade, a capacidade dos mares de estocar gases do efeito estufa e o turismo, entre outros quesitos.
Cada um dos dez fatores recebe uma "nota" de 0 a 100, que depois é ponderada para chegar a uma nota da saúde geral do mar em cada região do planeta.
A pesquisa, publicada na revista científica britânica "Nature", deu uma pontuação de 60 à média da saúde dos mares do planeta. Entre as regiões, a nota mais baixa, 36, foi para Serra Leoa, no oeste da África. A mais alta foi 86, para a ilha Jarvis (desabitada), perto do Havaí. O Brasil, com uma nota geral de 62, se saiu ligeiramente melhor que a média dos países.
Editoria de Arte/folhapress
"Não dá para fazer o manejo sustentável da saúde do oceano sem ter uma ferramenta para medi-lo", explica Ben Halpern, diretor do Centro de Avaliação e Planejamento Marinho da Universidade da Califórnia em Santa Barbara e um dos líderes do projeto. Para ele, o índice dá às populações que exploram os oceanos uma ideia de como suas práticas afetam os recursos marinhos dos quais dependem para viver.
Segundo Halpern, a "nota" geral de 60 indica que, embora muita coisa precise ser melhorada, "há coisas boas acontecendo" em termos de conservação marinha.
A maioria das regiões marinhas estudadas pelo projeto ficam em águas a uma distância máxima de 350 km da costa de cada país, as chamadas zonas econômicas exclusivas nacionais, sobre as quais cada país tem direitos de exclusividade de exploração.
No geral, países em desenvolvimento tiraram notas mais baixas, enquanto as nações mais ricas tinham pontuação mais elevada. Há, porém, exceções: países pobres como Seychelles e Suriname tinham pontuação alta, contra notas baixas da Polônia e de Cingapura.

sábado, 18 de agosto de 2012

34º Festival das Cerejeiras no Parque do Carmo: Recorde mundial com 4.029 árvores!


Crédito das fotos: Parques sustentáveis em 04/08/2012












Quase 30.000 visitantes




































































Este ano com "gari" particular!





Poucos resíduos!