quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Merenda verde!


Escolas municipais testam merenda sem carne

  • 24 de agosto de 2011 | 
  • 23h31 | 
autoria: MARICI CAPITELLI

Um dia por semana a merenda dos alunos da rede municipal poderá ser vegetariana. A Secretaria Municipal de Educação está realizando estudos para descobrir como a proteína animal pode ser substituída de uma maneira que agrade ao paladar das crianças. Os pratos serão testados em escolas com alunos de todas as idades e perfis socioeconômicos diferentes na cidade.
Os trabalhos para que a merenda escolar ficasse sem proteína animal pelo menos um dia começaram em 2009. Foram feitas seis reuniões entre nutricionistas do Departamento de Merenda Escolar da secretaria e assessores do vereador Roberto Tripoli (PV), que é autor da proposta.
O pedido do parlamentar para que a secretaria adotasse alimentos vegetarianos surgiu a partir de pesquisas feitas pela Comissão de Estudos Sobre Animais da Câmara Municipal, que atuou durante cinco meses. Os trabalhos abordaram, entre outros assuntos, o impacto ambiental provocado pela indústria frigorífica. Os benefícios de uma alimentação saudável também foi discutida por profissionais de várias áreas.
No ano passado, a secretaria recebeu no orçamento uma emenda de R$ 500 mil para dar andamento ao projeto. Entretanto, nenhuma medida prática foi tomada pela pasta, de acordo com o gabinete do vereador.
O parlamentar afirmou que, ontem, o secretário de Educação, Alexandre Schneider, deu-lhe a garantia de que o projeto será implantado. Na semana que vem será feita uma reunião para acertar os detalhes. “Na verdade, gostaria que as crianças pudessem ter na rede uma opção de merenda vegetariana se elas assim preferirem. É um direito delas”, avalia Tripoli.
A Secretaria Municipal de Educação informou em nota que, “neste momento, o Departamento de Merenda Escolar está preparando os testes, definindo as datas de sua aplicação e escolhendo as escolas-piloto. O próximo passo é o de implantar o programa em toda a rede municipal, desde que os testes se mostrem satisfatórios”. A maior preocupação de alguns técnicos é fazer com que as crianças gostem do sabor dos alimentos substitutos.
Marly Winckerler, presidente da Sociedade Vegetariana Brasileira, disse que a entidade tem acompanhado o projeto. “É uma medida espetacular, mesmo que seja um único dia, porque isso fará com que a sociedade possa refletir sobre os benefícios que a dieta sem carne traz para a saúde.”
A ideia de ficar um dia sem carne na merenda não preocupa os alunos. “Eu acho muito bom ter um dia sem carne porque protege os animais da morte e cuida da natureza. Mesmo em casa eu não gosto de comer muita carne, acho enjoativo”, afirma um aluno da 6.ª série da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) José Mario Pinto Duarte, em Perdizes, zona oeste.

Chuvas e os investimentos em drenagem em São Paulo


Prefeitura de São Paulo dispõe de R$ 3 bilhões para obras de urbanização; metade irá para drenagem

25/08/2011 - 03h30


http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mercado/me2508201101.htm

autoria: MARIA CRISTINA FRIAS - cristina.frias@uol.com.br


A Prefeitura de São Paulo tem cerca de R$ 3 bilhões em carteira para obras de urbanização, boa parte delas em processo de licitação.
Desse volume, cerca de R$ 1,5 bilhão representa investimento em drenagem, de acordo com Elton Santa Fé Zacarias, secretário de Infraestrutura Urbana.
"São obras para resolver problemas de enchentes em diversos pontos da cidade e envolvem canalização de córregos, a construção de piscinões e, em alguns casos, moradias para famílias que estavam nas áreas atingidas."
Dada a limitação decorrente do volume de endividamento, a Prefeitura depende dos governos estadual e, principalmente, federal para obras maiores.
"Obras de porte não têm mais condições de serem feitas só com os recursos da Prefeitura." O principal interlocutor no governo Dilma Rousseff tem sido o Ministério das Cidades.
A Prefeitura paulistana finaliza a licitação para construir 150 escolas em todas as regiões da periferia.
Com o investimento de mais de R$ 600 milhões apenas para erguer as escolas, o governo municipal pretende acabar com o terceiro turno, o chamado "turno da fome", das 11hs às 15hs.
De início, eram 40 construtoras, algumas em consórcios, a participar do processo. As obras estão divididas em 15 lotes. No dia 5 de se­tembro, abrem-se os envelo­pes da concorrência e, até o final de setembro, as obras devem estar contratadas.

Roupa suja 2: Você sabe o que é um nonilfenóis-etoxilados? E a fiscalização por aqui como fica?


23/08/2011 - 15h29

Greenpeace encontra resíduo tóxico em roupas de grife feitas na China

DA FRANCE PRESSE


http://www1.folha.uol.com.br/mercado/964025-greenpeace-encontra-residuo-toxico-em-roupas-de-grife-feitas-na-china.shtml


Resíduos de produtos químicos perigosos tanto para o ambiente quanto para a saúde foram encontrados em produtos de 14 grandes marcas de roupa, denunciou nesta terça-feira a organização ambientalista Greenpeace em seu relatório "Roupa suja 2".


35 marcas de roupa são investigadas por trabalho irregularEditora de Moda comenta trabalho irregular em confecções da Zara
Análises em amostras de roupa de marcas como Adidas, Uniqlo, Calvin Klein, H&M, Abercrombie & Fitch, Lacoste, Converse e Ralph Lauren evidenciaram a utilização de produtos químicos conhecidos como nonilfenóis-etoxilados em sua fabricação, alertou a organização.
O ativista do Greenpeace Li Yifang disse que o nonilfenol etoxilado, comumente usado em detergentes industriais e na produção de têxteis naturais e sintéticos, foi detectado em dois terços das amostras analisadas.
"O nonilfenol etoxilado tem propriedades tóxicas, persistentes, e causa transtornos hormonais", disse Li à imprensa, em Pequim.
"Ele mimetiza os hormônios femininos, altera o desenvolvimento sexual e afeta os sistemas reprodutivos", assegurou.
Aos componentes deste produto químico se deve a estendida "feminização" de peixes machos em partes da Europa, bem como transtornos hormonais em alguns mamíferos, segundo a WWF, outra organização protetora da biodiversidade.
O Greenpeace informou ter comprado 78 peças de roupa dessas marcas, a maioria fabricada em China, Vietnã, Malásia e Filipinas e em outros 18 países, e as submeteu a testes científicos.
"Até mesmo em baixos níveis representam uma ameaça para o meio ambiente e para a saúde humana", disse Li.
"Não é só um problema para o desenvolvimento dos países onde é fabricada" a roupa. É que, na lavagem, essas peças desprendem níveis residuais de nonilfenol etoxilado, o que afeta os países onde de fato seu uso é proibido, alertou.
O uso desses produtos químicos é restrito na Europa.

ADIDAS
Por ocasião da divulgação do informe, ativistas do Greenpeace entraram em uma loja da Adidas em Hong Kong para pedir à marca que elimine o uso de produtos químicos perigosos em seus produtos e para que seus clientes potenciais pensem antes de comprar seus produtos.
A Adidas também esteve na mira do relatório anterior do Greenpeace, intitulado "Roupa suja", divulgado no mês passado, no qual acusou o fabricante de contaminar grandes rios da China com dejetos químicos.
Doze ativistas do Greenpeace vestidos com uniforme de árbitros de futebol entraram, em meio a apitaços, em uma das lojas mais movimentadas da Adidas, na cidade do sul da China.
Ali, distribuíram panfletos da campanha aos clientes e exibiram cartões amarelos para os funcionários da loja, pedindo à marca que "jogue limpo".
Oito amostras de água, coletadas nas duas fábricas situadas nos deltas dos rios Yangtzé e Pérola, contêm um "coquetel de substâncias químicas perigosas", alertou a ONG no relatório do mês passado.
Nike e Puma, outras grandes marcas de roupa esportiva, asseguraram desde então que eliminarão o uso de agentes químicos tóxicos de seus produtos até 2020, mas a Adidas não o fez, segundo a porta-voz do Greenpeace, Vivien Yau.
A Adidas Hong Kong não respondeu aos telefonemas para fazer comentários.
Mas a empresa havia dito anteriormente que utiliza o grupo Youngor, um dos fabricantes acusados, apenas para cortar e costurar as peças, e não para fabricá-las, embora tenha pedido a Youngor que investigue as denúncias do Greenpeace.
A companhia acrescentou, ainda, que tem uma política de evitar substâncias perigosas.
No entanto, Yau disse que como segunda maior marca de roupas esportivas, a "Adidas tem a obrigação de desintoxicar sua cadeia de fornecimento mundial".
"Até agora, a marca não fez nada, apesar das nossas demandas repetidas, o que realmente é inaceitável", destacou.

O incêndio, ocorrido em Ribeirão Preto, acabou com 60% do banco genético, que tem um total de 3.375 árvores

O incêndio, ocorrido em Ribeirão Preto, acabou com 60% do banco genético, que tem um total de 3.375 árvoresO incêndio, ocorrido em Ribeirão Preto, acabou com 60% 
do banco genético, que tem um total de 3.375 árvores

Silva Junior/Folhapress

24/08/2011 - 11h25

Incêndio em mata experimental prejudica 15 pesquisas da USP


ELIDA OLIVEIRADE RIBEIRÃO PRETO



Uma área de 27 hectares do maior banco genético de floresta mesófila semidecidual do país, a mata atlântica do interior, foi destruída por um incêndio na semana passada. Ao menos 15 pesquisas da USP foram prejudicadas.
O incêndio, ocorrido em Ribeirão Preto, acabou com 60% do banco genético, que tem um total de 3.375 árvores.
Suspeita-se que algumas das atingidas eram os últimos exemplares de sua espécie, já que elas são raras na região.
"Era uma coleção de espécies nativas coletadas em mais de 400 remanescentes de mata", diz Elenice Mouro Varanda, coordenadora do Ceeflor (Centro de Estudos e Extensão Florestal) da USP em Ribeirão Preto.
"A perda é inestimável", avalia Paulo Kageyama, do Departamento de Ciências Florestais da Esalq/USP. Segundo ele, as espécies foram recolhidas em áreas que hoje não têm mais mata, devido ao avanço da agricultura.
Ao longo de 13 anos, foram coletadas 45 espécies de árvores, entre elas ipês, jequitibás, jacarandás, jenipapos e jatobás, cada uma delas com 75 exemplares.


Ao contrário de outros bancos de floresta, as espécies plantadas na USP seguiam um modelo matemático para que as árvores de uma mesma espécie ficassem a 30 metros de distância uma da outra, para evitar a polinização cruzada e manter a variabilidade genética.
As sementes e mudas produzidas ali eram enviadas a áreas de reflorestamento.
"Quando a gente entende a evolução do ecossistema recém-plantado podemos agir para acelerar outros processos de restauração florestal", diz José Ricardo Barosela, doutorando da USP.
A pesquisa de Barosela e outras 14 que estavam em andamento terão de ser refeitas ou concluídas sem os dados vindos do banco genético.
Segundo Varanda, será preciso esperar as chuvas e a recuperação natural das árvores para saber quais foram totalmente queimadas pelo fogo e quais vão rebrotar. "Só depois vamos contabilizar os danos causados."
As espécies replantadas levarão ao menos dez anos para atingir a maturidade.
Além da perda no banco genético, mais 6 hectares reflorestados foram atingidos.



quarta-feira, 24 de agosto de 2011

A ideia é reduzir o número de fumantes de 15,1% para 9% até 2022


Saúde - 23/08/2011 - 10h53

Governo pretende reduzir o número de mortes com doenças crônicas

http://www.pantanalnews.com.br/contents.php?CID=74879





Por Redação Pantanal News/Portal Educação
Governo quer reduzir 2% ao ano o número de mortes causado com as Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), entre elas o câncer, diabetes e doenças cardiovasculares como infarto e AVC. O anúncio veio do ministro da saúde, Alexandre Padilha, após o lançamento do plano de ações à DCNT. A meta deve durar 10 anos.

As doenças crônicas são as que mais matam no Brasil e no mundo. Em 2009, 72% dos óbitos foram causados por elas, num total de 742 mil pessoas e, em nível mundial, segundo o governo. A estimativa é que as doenças crônicas sejam responsáveis por 63% das mortes, sendo que 1/3 tem menos de 60 anos.

Para chegar a essa redução, o governo prevê uma série de ações, sobretudo, nos fatores de risco. O ministro quer reduzir a obesidade no Brasil incentivando a atividade física, além da ampliação de diagnósticos e tratamento para câncer, assim como reestruturar a rede de urgência e emergência para dar conta das situações de doenças cardiovasculares.

“Com esse novo plano de ações de combate às Doenças Crônicas Não Transmissíveis haverá uma redução no número de casos destas doenças, porém a população brasileira também deve realizar a sua parte, melhorando os hábitos de vida”, enfatiza o enfermeiro, tutor do
Portal Educação, Alisson Daniel.

Um dos fatores que imperam sobre essa estimativa de redução é a obesidade que atinge não só adulto, mas também as crianças. Dados indicam que 16% das crianças de 5 a 9 anos são obesas. A meta é reduzir este índice pela metade. Outra problemática é com o tabaco e o álcool, as campanhas publicitárias do governo continuarão a reforçar o desligamento do vício. E, no caso do cigarro, a pasta pretende trabalhar para elevar a carga tributária do produto, dos atuais 60% para 81%. A ideia é reduzir o número de fumantes de 15,1% para 9% até 2022.

De contra partida, o Plano Nacional vai fazer a sua parte. A proposta é distribuir gratuitamente remédios para diabetes e hipertensão arterial, aumentar os impostos sobre o cigarro, incentivar a prática de atividade físicas dentro do Programa Academia da Saúde, realizar exames preventivos e acordos com a indústria alimentícia para redução do sal e gordura trans nos alimentos.

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Cientistas calculam quantas espécies existem na Terra: Só 8,7 milhões!





Terra tem 8,7 milhões de espécies, indica estudo na estimativa mais precisa já feita sobre a vida no planeta (Bathocyroe fosteri, exemplo do filo Ctenophora / foto:Marsh Youngbluth)

Cientistas calculam quantas espécies existem

24/08/2011

http://agencia.fapesp.br/14383

Agência FAPESP – Cientistas acabam de estimar quantas espécies existem na Terra. O total chegaria a 8,7 milhões, com 1,3 milhão a mais ou a menos.

Apesar do tamanho da margem de erro, é o cálculo mais preciso já feito sobre a presença de vida no planeta. Até então, as estimativas giravam entre 3 milhões e 100 milhões.

Dos 8,7 milhões, 6,5 milhões são espécies terrestres e 2,5 milhões, marinhas. Para a ciência, os números representam um desafio gigantesco, uma vez que a grande maioria ainda não foi classificada ou mesmo descoberta.

Os números foram divulgados pelo Censo da Vida Marinha, uma rede de pesquisadores de mais de 80 países em uma iniciativa de dez anos focada na diversidade, distribuição e abundância de vida nos oceanos. Estão em artigo publicado na revista PLoS Biology.

“A questão de quantas espécies existem tem intrigado cientistas há séculos e a resposta, somada a pesquisas em distribuição e abundância de espécies, é particularmente importante nesse momento, uma vez que diversas atividades e influências humanas estão acelerando as taxas de extinção”, disse Camilo Mora, da Universidade do Havaí, um dos autores do estudo.

“Muita espécies podem desaparecer antes mesmo que saibamos de sua existência, de seu nicho particular ou de sua função em ecossistemas”, alertou.

Os autores do estudo destacam que a mais recente Lista Vermelha, feita pela União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais, estima que 19.625 espécies estão classificadas como ameaçadas. Isso de uma amostragem total de 59.508, ou menos de 1% do total agora estimado de espécies.

“Sabemos que o número exato de livros na Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos em 1º de fevereiro de 2011 era de 22.194.656, mas não somos capazes de dizer, mesmo em uma ordem de magnitude, quantas espécies distintas de plantas e animais dividem o mundo conosco”, disse Lord Robert May of Oxford, ex-presidente da Royal Society.

Desde que o sueco Carl Linnaeus (1707-1778) publicou, em 1758, um sistema usado até hoje para classificação biológica, cerca de 1,25 milhão de espécies – aproximadamente 1 milhão em terra e 250 mil nos oceanos – foram descritas e seus dados estão disponíveis em bancos de dados. Outras cerca de 700 mil foram descritas mas ainda não publicadas.

Segundo o estudo, do total estimado de 7,77 milhões de espécies de animais, apenas 953.434 foram descritas e catalogadas. Das espécies marinhas, 11% foram descritas e catalogadas. Entre as plantas o conhecimento é muito maior: das estimadas 298 mil espécies, 215.644 foram descritas e catalogadas.

Mais informações e inscrições: www.coml.org.

O artigo How Many Species Are There on Earth and in the Ocean? (doi:10.1371/journal.pbio.100112), de Camilo Mora e outros, pode ser lido em www.plosbiology.org.


Paraná deve perder cerca de 40% de sua produção de inverno por problemas climáticos

24/08/2011 - 03h30

Clima derruba a safra de inverno no Paraná



Segundo maior produtor de milho safrinha do país, atrás de Mato Grosso, o Paraná deve perder cerca de 40% de sua produção de inverno por problemas climáticos.








autoria: MAURO ZAFALON - mauro.zafalon@uol.com.br

Clima derruba a safra de inverno no Paraná

Segundo maior produtor de milho safrinha do país, atrás de Mato Grosso, o Paraná deve perder cerca de 40% de sua produção de inverno por problemas climáticos.
A ocorrência de duas geadas no Estado -uma em julho e outra neste mês- prejudicou a segunda safra de milho em quantidade e em qualidade. Agora, a chuva, constante há pelo menos cinco dias, atrasa a colheita.
Segundo a Seab (Secretaria de Agricultura do Paraná), até a semana passada 55% das áreas cultivadas com milho haviam sido colhidas. Na média das últimas três safras para esta época do ano, esse percentual foi de 74%.
A estimativa do órgão para a produção no Estado é de 5,19 milhões de toneladas, 37% abaixo do potencial de 8,19 milhões de toneladas. Parte dessas perdas já foi computada pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) no início deste mês. Mas, caso a chuva persista, o dano pode ser maior ainda.
A situação também é preocupante no caso do trigo, que ainda está em estágio de maturação. A Seab prevê uma quebra de, no mínimo, 12% na produção de trigo, estimada em 2,53 milhões de toneladas, mas já admite revisão.
"Se a chuva continuar por mais três ou quatro dias, vamos ter mais prejuízos", diz Otmar Hubner, da Seab.
O feijão, cuja colheita já terminou, também sofreu com as geadas. Os produtores paranaenses que plantaram tardiamente perderam de 35% a 40% da produção, o que prejudica o abastecimento no Estado e contribui para a alta de preço em todo o país. Neste mês, o preço do feijão sobe 26%, em média, segundo pesquisa da Folha.

PRATA
-2,40%
Ontem, em Nova York
OURO
-1,61%
Ontem, em Nova York

Efeito seca Enquanto a chuva atrapalha a colheita no Sul do Brasil, a seca nos EUA prejudica a produtividade da safra de grãos. E a expectativa sobre a produção americana sustenta os preços em Chicago. Nesta semana, a soja sobe 3,7% e o milho, 2,3%.

Altos estoques 1 A oferta de carnes nos EUA está em um nível muito superior ao do ano passado. Em julho, os estoques de carne bovina do país estavam 8% acima dos do mesmo mês de 2010.

Altos estoques 2 No caso da carne suína, os estoques estão 16% maiores neste ano. No caso da de frango, o aumento é de 14%, informou ontem o Usda (Departamento de Agricultura dos EUA).

Recuperação O petróleo voltou a subir ontem em Nova York e atingiu US$ 85,44 por barril (mais 1,2%). A expectativa do anúncio de novos estímulos à economia americana estimulou a valorização, pois permanece a incerteza sobre o retorno da Líbia no fornecimento da commodity.

Quem paga mais Apesar da alta de 5% do álcool nas usinas na semana passada, o açúcar remunerou o produtor 47% mais que o anidro. Em relação ao hidratado, a vantagem do açúcar é de 60%, segundo o Cepea.

Em alta Ontem, o açúcar fechou estável em Nova York, mas nesta semana sobe 10%.

DE OLHO NO PREÇO
COTAÇÕES

Mercado Interno

Trigo
(R$ por saca) 27,53
Algodão
(R$ por arroba) 18,60

Nova York

Algodão
(cent. de US$)* 105,14
Café
(cent. de US$)* 268,85

*por libra-peso

TATIANA FREITAS (interina) com KARLA DOMINGUES

Mulheres entrarão em extinção, diz estudo da ONU!



Mulheres entrarão em extinção, diz estudo da ONU


David W Cerny/Reuters

Garotos observam mulher tomando sol; sexo feminino será artigo de
 luxo se taxas de natalidade não mudarem





23/08/2011 - 
18h54
DE SÃO PAULO



Você, pobre leitora que não consegue namorado, pode comemorar, porque tempos melhores vêm por aí.

De acordo com um estudo elaborado pela ONU, as mulheres serão artigo de luxo e ficarão cada vez mais disputadas porque --pasmem-- entrarão em extinção.
O estudo, reproduzido na "Economist", diz que as mulheres não terão filhas suficientes para substitui-las, a não ser que as taxas de fertilidade mudem radicalmente nos 83 países e territórios pesquisados.
Em Hong Kong, por exemplo, um grupo de mil mulheres daria à luz 547 meninas com as taxas de fertilidade atuais. Essas 547 meninas dariam origem a apenas 299 crianças do sexo feminino e assim por diante.
Nos cálculos da "Economist", que levou em conta também a idade média em que as mulheres têm filhos em cada país, em 25 gerações a população feminina do país passará de 3,75 milhões para apenas uma, que nascerá no ano 2.798.
Pelos mesmos cálculos, países como Japão, Alemanha, Rússia, Itália e Espanha não verão o próximo milênio.
Mas, calma, dos países pesquisados, o Brasil é o que está na melhor situação.
Por aqui, a última mulher só vai nascer por volta do ano 5.000.


terça-feira, 23 de agosto de 2011

“A única maneira de evitar os riscos associados ao cigarro é não começar a fumar”...




Shutterstock

22/08/2011

"Se a Souza Cruz não existisse, o cigarro continuaria a existir"

fonte: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI258932-16356,00-SE+A+SOUZA+CRUZ+NAO+EXISTISSE+O+CIGARRO+CONTINUARIA+A+EXISTIR.html

Dante Letti, presidente da Souza Cruz, admite que o cigarro faz mal à saúde, mas acredita que acabar com a indústria tabagista não resolveria o problema

autoria: Por Amanda Camasmie

 Se um vendedor de uma loja te disser que o produto não é bom, você irá comprá-lo? Provavelmente não. Mas quando se fala em cigarro, 1,2 bilhão de pessoas no mundo dizem sim. No site oficial da Souza Cruz, líder no mercado nacional de cigarros, os visitantes se deparam com a frase “A única maneira de evitar os riscos associados ao cigarro é não começar a fumar”.
O próprio presidente da Souza Cruz, Dante Letti, orienta sua filha fumante sobre os malefícios do produto, mas deixa a decisão com ela. Ele conseguiu largar o vício há mais de 20 anos. “Só precisei de auto-determinação para conseguir parar”, disse. Ele não faz parte do grupo de quase metade dos fumantes que não está interessado em parar de fumar, mesmo ciente dos riscos à saúde, segundo um estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS).
Apesar de uma queda no lucro do 2º trimestre deste ano, os resultados semestrais da Souza Cruz indicam que a indústria tabagista continua sendo lucrativa. São produzidos cerca de 5,4 trilhões de unidades por ano e o Brasil é o maior mercado latino-americano do produto, com consumo de 42% do total vendido na América Latina. A Souza Cruz possui seis das dez marcas mais vendidas no mercado nacional, produzindo 71,9 bilhões de cigarros por ano, o que lhe garante a participação de 62,3% do mercado total brasileiro. “O que preciso deixar bem claro é que quem criou a demanda por cigarro não foi a Souza Cruz, a própria sociedade indígena já fumava”, afirmou Letti. A poucos meses de se aposentar, o presidente da Souza Cruz concedeu uma entrevista a Época NEGÓCIOS.
Como reter talentos em uma empresa que fabrica cigarros? Como fazer o funcionário acreditar no que a companhia produz?
O que preciso deixar bem claro é que quem criou a demanda por cigarro não foi a Souza Cruz. O hábito de fumar faz parte da sociedade desde os primórdios. A própria sociedade indígena fumava. A Souza Cruz nada mais é do que um agente econômico que faz com que a demanda e a oferta se encontrem. Se a Souza Cruz não existisse, o cigarro continuaria a existir. Nós operamos dentro da ética e dentro da licença de cigarros e procuramos fazer o trabalho da melhor forma possível. E isso o nosso funcionário entende muito bem. Nos sustentamos na teoria do Triple Bottom Line [leva em conta os aspectos econômico, humano e ambiental]. Nos preocupamos com três coisas fundamentais, a primeira delas é o acionista, sabemos que precisamos garantir os lucros. A segunda preocupação é com a sociedade. Trabalhamos com cigarro e temos que fazer com que esse negócio gere emprego e beneficie a sociedade e os agentes econômicos. A terceira preocupação é em relação ao meio ambiente, com a tentativa de diminuir a nossa “pegada ecológica” no planeta, seja no plantio de árvores ou uso de pesticidas, minorando o CO2. O índice de rotatividade na Souza Cruz está bem abaixo da média brasileira, em torno de 10%.
Qual é o perfil do profissional da empresa?Selecionamos cerca de 20 trainees anualmente. Os principais cursos são engenharia, direito e administração. Eles passam um ano e meio a dois anos de treinamento e a partir daí passam a ter o primeiro cargo de liderança. Quando assumem essa gestão, eles são transferidos para outras cidades ou áreas para terem um bom desenvolvimento e um bom entendimento do negócio como um todo. Somente vamos ao mercado buscar pontualmente algum cargo técnico quando não encontramos um perfil interno. Para entrar na Souza Cruz o jovem precisa ter um histórico escolar muito bom, falar idiomas e ter interesse em trabalhar no exterior, pois oferecemos carreira internacional. E que goste de trabalhar com o modelo de meritocracia.

Por que o senhor quis presidir uma empresa como a Souza Cruz?
Entrei na empresa quando era estagiário no setor financeiro, há 32 anos, em Florianópolis. Encontrei um local bom para trabalhar, com possibilidade de carreira e crescimento profissional. Morei em oito países diferentes e tive a oportunidade de conhecer diversas culturas. Fiz diversos cursos no exterior em várias áreas. A empresa me possibilitou uma boa formação como executivo. Sou formado em Ciência Contábeis e fiz MBA em Finanças.

O senhor fuma?
Não. Parei quanto tinha cerca de 30 anos, hoje tenho 53 anos. Isso comprova a tese de que quem quiser, pode parar de fumar tranquilamente. É a minha história. Só precisei de auto-determinação para conseguir parar. Fui fumante durante 10 anos, consumia um maço por dia. E às vezes dou algumas pitadas de charuto. Também pratico esportes.

O senhor tem filhos? Eles fumam?
Tenho um garoto de 19 anos e uma menina de 23 anos. A menina é fumante. Obviamente como pai, eu oriento sobre os riscos de fumar, mas deixo a decisão com ela. Se eu for determinar para os meus filhos tudo o que eu acho que eles não deveriam fazer, eu não iria começar pelo cigarro.

O governo está restringindo ainda mais a propaganda de cigarros. Há projetos, inclusive, para inibir as marcas nas embalagens. Quais são as alternativas para a propaganda? O Brasil tem uma legislação bastante evoluída nesta questão de comunicação. Em 1999 proibiu a propaganda do cigarro, enquanto em muitos países ainda se permite a divulgação em revistas e jornais. A minha visão é que não acho que essa comunicação e esse marketing irão criar uma demanda maior. O que ela ajuda a fazer é permitir que as empresas concorram e ganhem mercado. No ponto de venda existe uma comunicação bastante limitada sobre alguma novidade ou inovação do produto. Quem não é fumante nem olha para aquela comunicação. Já a questão de maiores proibições, como essa que você menciona que está em discussão na Austrália, há um limite. Você pode, por exemplo até tornar o cigarro ilegal, mas não necessariamente isso vai ser uma solução. Na história, temos inúmeros exemplos de produtos que se tornaram ilegais sem que isso tenha beneficiado a sociedade. É o caso do álcool, por exemplo. Então, proibir acaba sendo pior para a sociedade, que deixa ter o benefício econômico e geração de empregos. Alguma coisa de bom para a sociedade esse dinheiro deve repercutir. O percentual de crescimento da ilegalidade está aumentado. À medida que você coloca muitos impostos, você combate a indústria legal. Mas à margem disso, você deixa um espaço gigantesco para a criminalidade. Um terço dos cigarros produzidos no Brasil são ilegais. Não é que o consumo irá desaparecer, ele ficou estável. Essas marcas vindas do Paraguai são vendidas a R$ 1,00 ; R$ 1,50.
A composição de um cigarro vindo do Paraguai é a mesma de um produto da Souza Cruz?
Não. A nossa composição segue absolutamente todas as regulações e restrições impostas pela Anvisa. O que vem do Paraguai não tem advertência da Anvisa, não tem a mesma qualificação e qualidade exigente.

O que poderia ter de qualidade nesse produto?
A qualidade se refere à lista dos ingredientes autorizados a serem utilizados. Os percentuais de cada componente e também os tipos de fumo. E dependendo do tipo de fumo é uma qualidade determinada, como poderíamos comparar com o café. No Brasil, isso é muito bem regulado. Divulgamos todos os ingredientes do nosso produto. Os produtos do Paraguai não passam por controle de qualidade e processos que somos obrigados a fazer. Então conclui-se que as condições não são as mesmas.


Presidente da Souza Cruz diz que empresa está investindo em um produto que não ofereça riscos à saúde, mas conclusão da pesquisa pode levar dez anos

A Souza Cruz planeja alguma mudança na composição do produto para diminuir os danos causados pelo cigarro ou isso está muito longe de acontecer?
Estamos investindo em pesquisas para criar um produto que não ofereça riscos à saúde. No momento, ainda não temos um produto. Temos algumas direções que mostraram ser bastante interessantes nessas pesquisas e nos levam a crer que em um futuro será possível oferecer produtos alternativos, que representem um risco menor. Esse tipo de produto para ser testado e aprovado leva um tempo. Será algo de longo prazo. Não podemos falar nenhuma data. Se quisermos falar de timing, será o da indústria farmacêutica, que consegue colocar produtos no mercado em 10 anos.
Vocês possuem programas de conscientização dos cidadãos sobre os malefícios do cigarro? Como eles funcionam e qual é o valor do investimento?
Nós temos um telefone no nosso site para os consumidores que tiverem interesse e são passadas as informações. Na nossa empresa também existem esses dados, além da exigência de check-ups médicos. Assim como o sal, que algumas pessoas não podem chegar perto, o cigarro também tem algumas características mais potencialmente nocivas para algumas pessoas, de acordo com o DNA genético. Se uma pessoa com rinite alérgica ou problemas respiratório ficar exposta a fumaça de carro, obviamente irá desenvolver mais doenças do que outras. É bom que o fumante saiba dos riscos que está correndo e conheça o histórico familiar. E que a partir daí, saiba de uma maneira coerente e responsável, decidir se vai continuar fumando, que quantidade vai fumar, se vai beber e que quantidade vai beber.
Todos que quiserem parar conseguem sem precisar de algum apoio? Cada pessoa precisa descobrir o que funciona. Eu, por exemplo, acredito muito em auto-ajuda. A melhor delas é me conscientizar daquilo que eu quero e tentar correr atrás para conseguir. Cada pessoa vai procurar uma solução. Se a solução é ir até a farmácia e comprar um produto alternativo que ajude na terapia, ela deve fazer. As ofertas estão aí, as condições também. A informação também está disponível.
Qual é a estratégia de comunicação utilizada para o público jovem, acima de 18 anos? Temos uma única estratégica de comunicação, que é a estratégia dos nossos produtos. São produtos mais destinados a segmentos de classe social premium. Colocamos atributos de valor diferenciados, mas não tem nada a ver com idade, tem a ver com dinheiro. O importante é ter margens melhores com essas marcas premium.

O senhor vai se aposentar até o final desse ano. Poderia fazer um balanço desses últimos quatro anos como presidente da Souza Cruz?
O meu período frente à Souza Cruz tem sido maravilhoso. Trabalhei em um Brasil com uma situação privilegiada, desemprego diminuindo a cada dia e renda crescente. Com a equipe que tenho, conseguimos tomar importantes decisões e focar em questões mais relevantes. Melhoramos a distribuição no Brasil, tanto do ponto de vista de qualidade como capilaridade, melhorando a chegada nos pontos de venda. Um dos acionistas me ofereceu a oportunidade de trabalhar no exterior no ano que vem e preferi declinar dessa oferta e ficar no Brasil. Já morei fora do Brasil por alguns anos e isso tem um custo na vida pessoal que não é pequeno.Terei um período sabático para me reaproximar dos meus filhos. E depois disso vou decidir o que farei da vida.
E quais são os desafios que o senhor deixa para o próximo gestor, o Andrea Martini?
Ele é um italiano que morou em São Paulo por dez anos. Trabalhou em empresas brasileiras, dentre elas a Bauducco. É uma pessoa que conhece o Brasil. Os desafios seguem sendo os mesmos, ou seja, buscar sempre um equilíbrio entre o aspecto regulatório, muitas vezes pressionado por ONGs [Organizações Não Governamentais] que acham que a solução é proibir o cigarro. Isso pode induzir o governo a tomar medidas que acabem transferindo para a ilegalidade um setor que hoje oferece contribuições importantes.
Existe algo que as pessoas não saibam e seja importante saber sobre a Souza Cruz?
Muitas vezes são colocadas estatísticas na mídia que são infundadas. Alguns dados sobre fumaça passiva e o risco à saúde também podem ser infundados. Há cientistas que refutam esses números.
O senhor é a favor de fumar em estabelecimentos fechados? Sou contra. Se o estabelecimento for fechado, não se deve permitir fumar. Mas existe uma maneira de equilibrar o interesse do fumante, do estabelecimento e do não fumante, que é separar em áreas abertas e colocar equipamentos especiais que ajudem na ventilação. Para tudo tem que ter regulação, mas as pessoas esquecem que mais regulação consome mais impostos.
O lucro da Souza Cruz caiu 0,97% no 2º trimestre. Com uma lei antifumo e comprovações de que o cigarro faz mal à saúde, o que está sendo feito para reverter essa queda?Quando comparamos por semestre, o lucro ainda cresce. A explicação da queda no trimestre é o câmbio, que se apreciou muito. Em primeiro lugar, sobre a questão de exportações, procuramos estabelecer um contrato, ter uma garantia mínima de volume, que nós estipulamos 65 mil toneladas por ano. É para diminuir a volatilidade e dar mais previsibilidade de embargues. Esperamos que o governo tome medidas. Sobre cigarros, o que temos feito é investir fortemente em marcas de maior valor agregado, as marcas premium. Porque como em qualquer setor, as marcas de menor preço são muito mais voláteis em termos de turbulência de mercado e crise. O consumidor abandona mais facilmente as marcas e vai para a ilegalidade.
A China, maior produtor e consumidor mundial do produto, fabrica 42% do tabaco do mundo e seus 350 milhões de fumantes (mais de um quarto da população) consomem um terço dos cigarros fumados no planeta. Uma alternativa para o crescimento da empresa seria atacar o mercado chinês ou o foco continua sendo o Brasil? Nós somos membros do grupo BAT [(British American Tobacco), que detém 75,3% das ações da Souza Cruz], com sede em Londres, então quem tem interesse direto em participar do mercado chinês é o nosso acionista controlador. O que fazemos é alavancar as nossas exportações de tabaco, não de cigarros, para a China. Isso estamos fazendo e temos interesse em exportar mais com parcerias sustentáveis com a China da matéria-prima tabaco.


Musculação ajuda o fumante a largar o vício!



Estudo mostra que a musculação ajuda o fumante a largar o vício



Colunista da Estadão ESPN, Mauro Giusti Bento, fala sobre a pesquisa e dá dicas para manter o corpo hidratado durante o exercício físico.



arquivo/AE


Fiscalização ambiental: Garimpo ilegal vinha causando impactos ao Parque Nacional do Juruena


22/08/2011 - 21h50

Ibama e PF desmontam garimpo ilegal em MT


RODRIGO VARGAS
DE CUIABÁ




Uma operação conjunta da Polícia Federal e do Ibama em Mato Grosso flagrou uma extensa área de garimpo ilegal no município de Nova Bandeirantes (a 1.000 km de Cuiabá, no norte do Estado).
Batizada como Bateia, em referência ao principal utensílio empregado no garimpo manual, a operação envolveu 200 policiais federais, 45 carros e quatro helicópteros.
Mais de 25 pontos de escavação ativos foram identificados e ocupados pela operação. Ao todo, foram apreendidos 23 motores de sucção, quatro tratores (dois de esteira e uma retroescavadeira) e equipamentos diversos avaliados em mais de R$ 1 milhão.
"As vias de acesso ao garimpo foram bloqueadas, impedindo-se a entrada ou a saída de pessoas e veículos sem que fossem checados", disse o Ibama, em nota.
A operação foi deflagrada no dia 17 e contou com o apoio do Exército, da Força Nacional e do ICMBio (Instituto Chico Mendes da Biodiversidade). Mais de 70 depoimentos foram colhidos entre as pessoas flagradas nas áreas de escavação.
Segundo o coordenador da Operação Bateia, Luciano Cotta, chefe de fiscalização do Ibama, a exploração irregular vinha causando impactos ao Parque Nacional do Juruena, que fica nas imediações.
Cotta não descartou a possibilidade de regularização da atividade. "Em relação ao que ficou para trás, os responsáveis terão de responder. Mas isso não impede que, daqui para frente, busquem a regularização da atividade que exercem."

Mutirão para faxina em escola: Dever, cidadania ou atitude sustentável?


23/08/2011 - 07h54

Cansados de sujeira, pais e alunos limpam escola em SP; assista

DE SÃO PAULO

fonte: http://www1.folha.uol.com.br/multimidia/videocasts/963815-cansados-de-sujeira-pais-e-alunos-limpam-escola-em-sp-assista.shtml







Pais, alunos e professores da Escola Estadual professor Carlos Henrique Liberalli, na zona leste de São Paulo, estão varrendo salas de aula e corredores desde o fim do contrato com a empresa que prestava serviço de limpeza no local como mostra o vídeo da TV UOL.
A Coordenadoria de Ensino da Região Metropolitana da Grande São Paulo informou em nota que o processo de licitação para a contratação de uma empresa para atuar no colégio está em fase de finalização. A expectativa é que o serviço seja normalizado na próxima semana.

Culinária ecologicamente correta


22/08/2011 - 15h07

Celebridades prejudicam causa da comida orgânica, diz ativista



DA EFE


Famosos como a atriz Gwyneth Paltrow e o cantor Sting estão prejudicando a causa da culinária ecologicamente correta, segundo a presidente de uma organização britânica de defesa da alimentação orgânica.



Helen Browing, a cargo da histórica associação Soil, fundada em 1946, relatou em entrevista ao jornal "The Daily Telegraph" que as celebridades que fazem apologia da comida ecológica "estão atrapalhando mais que beneficiando este hábito, já que lhe dão uma reputação de "elitista"".
Outros adeptos ilustres como o príncipe Charles da Inglaterra e a cantora Madonna são acusados pela associação de "passar a impressão de que as frutas e as verduras cultivadas sem agrotóxicos são só para aqueles que têm condições de contratar um jardineiro e um cozinheiro macrobiótico".
Helen, que é criadora de porcos e gado há 25 anos, acredita que a comida ecológica não é apenas para pessoas que "usam sapatos caros e bebem champanhe".
Neste sentido, a associação Soil lançará em setembro uma campanha que visa incentivar as pessoas a produzir e comer produtos frescos.
O programa chamado "a boa comida para todos" enviará equipes de especialistas a colégios, hospitais, prisões e empresas para demonstrar que "os alimentos locais, sazonais e orgânicos" além de serem acessíveis, são benéficos para saúde.
Embora a iniciativa já tenha dado os primeiros passos, a venda de alimentos orgânicos caiu em 6% no último ano, o que se atribui à crise econômica que fez com que os supermercados e os clientes apostem por produtos mais baratos.
Ao mesmo tempo, o número de fazendas britânicas que cultivam produtos não processados caiu 4%.
"Adoramos as estrelas de rock, mas talvez estejam fazendo com que a comida ecológica fique vinculada a ricos e famosos. E não é assim!", disse Browing, que até o ano passado era a responsável pelo organismo estatal dos alimentos orgânicos.
O objetivo da associação Soil é o oposto, "lutar contra a pobreza e criar comunidades mais saudáveis", insistiu a ativista.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Madeira ilegal...


21/08/2011 - 18h45

Bandidos "depenam" casas para roubar madeira no PR



ESTELITA HASS CARAZZAI
ENVIADA ESPECIAL A CAMBIRA E SABÁUDIA (PR)




A porta de entrada é mera formalidade na capela de São Jorge, na zona rural de Cambira (região norte do Paraná). É mais fácil entrar pelas laterais depois que as paredes da igreja, feitas de tábuas de peroba, foram roubadas por ladrões.
"Aquilo foi uma coisa incrível", conta o padre Francisco Adami, 72. Além da porta de entrada, só sobraram o telhado, as janelas e algumas paredes secundárias, com tábuas pequenas.

Danilo Verpa/Folhapress
O padre Francisco Adami, 72, visita a Capela São Jorge, na regiao rural de Cambira
O padre Francisco Adami, 72, visita a Capela São Jorge, na regiao rural de Cambira

Até então, Adami não sabia que o material das paredes da capela é precioso e que seu valor pode chegar a R$ 25 cada tábua.
Árvore de madeira nobre e ameaçada de extinção, a peroba é muito cobiçada por indústrias moveleiras de Minas Gerais e São Paulo que fazem móveis rústicos.
A indústria vem alimentando uma "caça ilegal" no norte do Paraná: bandidos têm demolido casas inteiras em propriedades rurais atrás das tábuas de peroba, que era abundante na região há cerca de 50 anos, quando a capela foi construída.
Além da igreja de Cambira, pelo menos outras sete construções foram depenadas por ladrões nos últimos 12 meses. Os ladrões esperam o imóvel estar vazio para atacar.
Na pequena Sabáudia, cidade vizinha, há casas em que as paredes foram todas levadas e só restou o piso.
A polícia diz que os crimes se intensificaram nos últimos dois anos. "Esse negócio de móveis rústicos é o que está acelerando os furtos", diz o escrivão Clodoaldo de Souza, de Sabáudia.
BRECHA LEGAL
O furto de madeira nobre, mesmo que de espécies ameaçadas de extinção, não é considerado crime ambiental. E, como tem pequeno potencial ofensivo, a maioria dos bandidos, presos em flagrante, são liberados.

Danilo Verpa/Folhapress
Casa na região rural de Cambira, que teve tábuas de peroba furtadas
Casa na região rural de Cambira, que teve tábuas de peroba furtadas

Foi o que ocorreu com sete deles em Sabáudia. Os criminosos foram indiciados e respondem a processos por furto, mas estão soltos.
"Isso incentiva os criminosos. Se forem pegos, eles apostam que a polícia não vai conseguir provar o crime. E aí, se eventualmente forem condenados, a pena é mínima", explica o delegado Valdir Abraão da Silva, da regional de Apucarana, que também investiga o caso.
Para a polícia, vários grupos atuam na região. Em Sabáudia, a delegacia local pretende encaminhar nesta semana um inquérito ao Ministério Público, para que o órgão entre na investigação.
Aos frequentadores da capela de São Jorge, em Cambira, só resta a opção de frequentar as missas em um sítio próximo, para onde elas foram transferidas.
Já o padre Adami quer reconstruir a igreja, mas teme que o crime se repita. "Quem é que vai cuidar para que não venham mais ladrões?"