terça-feira, 5 de julho de 2011

Os livros de papel serão substituídos por livros digitais em tablets

Livros de papel vão deixar a Coréia do Sul até 2015


http://eco4planet.uol.com.br/blog/2011/07/livros-de-papel-vao-deixar-a-coreia-do-sul-ate-2015/

Posted: 05 Jul 2011 10:30 AM PDT





A Coréia do Sul é um dos países que tem a melhor conexão de internet do mundo e irá usar isso a favor do meio ambiente já que, até 2015, só vai usar livros digitais com todos alunos do país.

O governo sul-coreano vai investir mais de R$ 3,2 bilhões para fazer isso funcionar. Os livros de papel serão substituídos por livros digitais em tablets. O ministério da Educação, Ciência e Tecnologia (veja, um só para tudo isso e funciona) informou que os livros terão conteúdo tradicional e também multimídia (vídeos, músicas etc) e todas escolas vão possuir redes Wi-Fi para que os alunos tenham acesso aos livros e conteúdos disponíveis na web.

Para as famílias de baixa renda, o governo irá fornecer tablets de graça. A distribuição, aliás, deve começar logo já que nessa primeira fase os livros em papel vão conviver com os digitais até que, em 2015, seja feita a transição total.

Vale lembrar que, dependendo do tablet ele vai poder ser usado até como carderno e aí menos papel será feito.

Promo Bríndice no Expo Center Norte: Brindes ecológicos são aposta de feira

Brindes ecológicos são aposta de feira

05/07/2011 - 07h17



autoria: LEOPOLDO ROSALINO

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A Promo Bríndice, feira que reúne 80 expositores entre pequenas e microempresas do segmento de brindes e produtos promocionais, começa hoje (5/7) em São Paulo com uma aposta: os brindes ecológicos.
A ideia das empresas do setor é abocanhar mais mercado com produtos criativos e ligados à preservação ambiental. Segundo Luiz Roberto Salvador, organizador da feira, a venda desses itens subiu 20% ao ano, nos últimos três anos.
Ligada nesses números, a paulista Urban criou um suporte para celulares feito em plástico reciclado. "Apostamos no apelo ambiental com um produto tecnológico, mas amigo do ambiente", destaca a gerente de desenvolvimento, Fernanda Borges.
Outras empresas também investem na sustentabilidade e levarão à feira itens como camisetas em tecido ecológico, bolsas em lona reciclada, sacolas retornáveis e até cadernos à prova d'água, produto da Open Press, de São Paulo.
Esses investimentos colaboram para o crescimento de 10% que o setor apresentou no ano passado, superando uma crise que começou em 2008 e extinguiu milhares de postos de trabalho.
"Os problemas começaram com a proibição dos brindes políticos [em 2006], em seguida veio a crise econômica de 2008 e, mais recentemente, a Anvisa proibiu os brindes da indústria farmacêutica", afirma Salvador.
CRIATIVIDADE
Os empresários do setor se mostram otimistas. "Nos próximos cinco anos, por causa de eventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, esse ramo vai crescer absurdamente", afirma Douglas Filho, diretor da paulista Still.
O grande desafio para entrar no setor, formado em mais de 90% por micro e pequenas empresas, é a criatividade. "A cultura dos brindes mudou muito, antes eram só agendas de final de ano, mas hoje você pode viver disso o ano todo", conclui Douglas Filho.
SERVIÇOPromo BríndiceExpo Center Norte (rua José Bernardo Pinto, 333, Vila Guilherme, São Paulo, SP)De 5 a 8 de julho
Entrada gratuita

Carros elétricos, produtos eólicos, telas planas, discos rígidos de computadores e aparelhos de MP3: Dependemos de 17 Metais para o desenvolvimento "sustentável"?


Extração de terras-raras no Pacífico pode reduzir danos ambientais na China


04/07/2011 - 09h23

DA FRANCE PRESSE, EM PARIS

Algumas zonas do oceano Pacífico são muito ricas em terras-raras e poderiam constituir uma jazida inesperada destes metais necessários para a fabricação de produtos de alta tecnologia, revela um novo estudo.
Carros elétricos, produtos eólicos, telas planas, discos rígidos de computadores e aparelhos de MP3: todos esses objetos indispensáveis precisam de terras-raras (17 metais, em particular o ítrio).
Atualmente, 97% da produção de terras-raras procede de China, um país que possui um terço dos recursos mundiais e onde a extração desses minerais provoca grandes danos ao ambiente e aos moradores.
Paradoxalmente, o solo não é a única fonte de terras-raras. Os sedimentos do fundo do mar também possuem minerais desse tipo, mas, sem o conhecimento preciso de sua localização, não são no momento considerados uma fonte potencial.
Uma equipe de geólogos japoneses extraiu e analisou mais de 2.000 mostras de sedimentos marinhos, em grande parte do oceano Pacífico.
Os resultados das pesquisas, divulgados neste domingo na revista britânica "Nature Geoscience", mostram que o fundo do mar constitui uma considerável jazida de terras-raras --incluindo ítrio--, presentes de forma concentrada em alguns lugares (leste do Pacífico norte e centro do Pacífico sul).
"Consideramos que uma zona de um quilômetro quadrado que cerca um dos lugares onde foram feitas as extrações poderia suprir sozinha 20% do consumo anual mundial destes elementos", afirmam no estudo.
Além disso, as experiências realizadas pelos cientistas japoneses mostram que as terras-raras do lodo submarino podem ser facilmente retiradas com o uso de ácido.
"O lodo é simplesmente enxaguado com ácidos diluídos (ácido sulfúrico ou ácido clorídrico) durante uma a três horas a temperatura ambiente", explica Yasuhiro Kato, da Universidade de Tóquio.
Segundo ele, a técnica não apresentaria risco para o ambiente, "já que os ácidos diluídos utilizados não são vertidos para o oceano".
Ainda falta saber se a exploração de jazidas situadas a grande profundidade, entre 4.000 e 5.000 metros, será possível tecnologicamente e rentável economicamente.
"É uma pergunta difícil para mim, já que não sou engenheiro, apenas geólogo. Mas há 30 anos uma mineradora alemã conseguiu recuperar sedimentos marinhos do fundo do Mar Vermelho. Então, acredito que o lodo em grandes profundidades pode ser utilizado como fonte de minerais raros", disse Kato.


04/07/2011 - 10h59

Japão descobre depósito de minerais raros no Pacífico


DA BBC BRASIL

Pesquisadores japoneses dizem ter encontrado vastos depósitos de minerais de terras raras, utilizados em equipamentos de alta tecnologia, no solo do Oceano Pacífico.
Geólogos estimam que existam atualmente 110 bilhões de toneladas de elementos raros no fundo do Pacífico.
Os pesquisadores japoneses estimam ter encontrado entre 80 e 100 toneladas de minerais raros no leito oceânico a profundidades de entre 3,5 mil e 6 mil metros abaixo da superfície.
Atualmente, a China responde por 97% da produção de 17 metais provenientes de terras raras, muitas vezes chamados de ''ouro do século 21'', por serem raros e valiosos.
O quase monopólio de produção exercido pela China levou o país a restringir o fornecimento dos metais raros no ano passado, durante uma disputa territorial com o Japão.
Analistas acreditam que se a prospecção do local descoberto pelos japoneses se mostrar viável, o domínio da China no setor poderá ser ameaçado.
Os minerais são usados em iPods, TVs de tela plana, carros elétricos, mísseis, óculos de visão noturna, turbinas e imãs supercondutores, por exemplo.
Além da China, as reservas são encontradas também na Rússia, em outras ex-repúblicas soviéticas, nos Estados Unidos, na Austrália e na Índia.
DESCOBERTA
A descoberta foi divulgada pela publicação científica britânica Nature Geoscience, que relatou que a equipe de cientistas comanda por Yasuhiro Kato, professor de ciências da terra da Universidade de Tóquio, encontrou os minerais em 78 locais diferentes na lama oceânica do Pacífico.
''Os depósitos contêm uma uma forte concentração de terras raras. Apenas um quilômetro quadrado dos depósitos será capaz de atender a um quinto do consumo mundial atual'', afirmou o professor Yasuhiro Kato.
A descoberta foi feita em águas internacionais, em uma área próxima ao estado americano do Havaí e em outra perto da Polinésia Francesa, segundo o relatório formulado pelos exploradores japoneses.
Ainda não se sabe, no entanto, se será viável tecnologicamente realizar a prospecção em uma área tão profunda e, caso seja, se será possível explorar comercialmente os metais trazidos à tona.
Os depósitos foram se acumulando no solo oceânico ao longo de centenas de milhões de anos.

DIFICULDADES

O número de companhias que vêm solicitando licenças para realizar prospecções no solo do Pacífico vem crescendo rapidamente.
Entre as dificuldades de realizar a exploração dos metais raros está no fato de que eles são minúsculos e estão espalhados em uma vasta área, o que faz com que muitos dos locais que contam com terras raras não sejam viáveis para a exploração comercial ou estejam sujeitos a restrições ambientais.
No entanto, a perspectiva de prospecção nas águas oceânicas profundas - e os estragos que isso poderá representar para os ecossistemas marinhos - preocupam ambientalistas.

Dinheiro radioativo?


Tepco pagará mais US$ 591 mi em compensações por crise nuclear


05/07/2011 - 05h49



DA EFE

A Tokyo Electric Power Company (Tepco), proprietária da central de energia atômica de Fukushima, anunciou nesta terça-feira que prevê pagar novas compensações no valor de 48 bilhões de ienes (US$ 591 milhões) aos afetados pelo acidente nuclear.
O novo pagamento foi anunciado após uma primeira compensação provisória de até 1 milhão de ienes (US$ 12.300) oferecida a 50 mil famílias em um raio de 30 quilômetros da usina, foco do desastre nuclear gerado pelo tsunami de 11 de março.
Cada um dos indivíduos que teve de abandonar sua casa por causa da radioatividade receberá agora outros 100 mil ienes (US$ 1.230) por cada mês de evacuação até junho.
As indenizações também cobrirão os residentes das zonas nas quais o governo recomendou não sair das casas para evitar exposição à radioatividade.
Em maio, a Tepco anunciou prejuízo recorde de 1,25 trilhão de ienes (US$ 15,4 bilhões) no ano fiscal de 2010, que terminou em março de 2011, na maior perda de uma empresa japonesa não pertencente ao setor bancário.
Nesta terça-feira, grupos civis denunciaram que foi encontrado césio radioativo acima do limite legal de 10 mil becquerels por quilograma em amostras de terra de quatro pontos da cidade, informou a agência local Kyodo, sem detalhar a entidade que fez as análises.
Segundo a Kyodo, em um dos locais era superado o limite de 555 mil becquerels por metro quadrado estabelecido em Tchernobil como máximo para a evacuação obrigatória.
Os técnicos da Tepco trabalham dia e noite na central para levar seus reatores a uma "parada fria" até janeiro de 2012.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Câmara municipal se tornará um prédio sustentável

Câmara municipal se tornará um prédio sustentável

Postado em 04/07/2011 às 09h00

http://www.ciclovivo.com.br/noticia.php/2854















Os projetos de tornar o Palácio Anchieta um prédio sustentável e que proporcione mais qualidade de vida aos funcionários, conforme vem solicitando o vereador Gilberto Natalini desde 2007 à Mesa Diretora da Casa foram apresentados no último mês durante reunião da Comissão Extraordinária Permanente de Meio Ambiente.
A equipe de infraestrutura da Câmara Municipal apresentou aos vereadores o plano de "Retrofit" (modernização) da sede do Legislativo Paulistano, uma intervenção sistêmica, ao contrário das reformas pontuais que vêm sendo realizadas nos últimos anos. Para Natalini, presidente da comissão, a Câmara estará "fazendo história" ao colocar o projeto em prática.
"Nos últimos seis anos temos feito intervenções para diminuir consumo de energia, mas se mostrou necessária uma intervenção maior no prédio, incluindo a recuperação de áreas degradadas e da fachada, utilizando conceitos de desperdício zero e sustentabilidade", explicou Rodrigo Ravena, secretário de Infraestrutura.
Ravena afirmou que o projeto envolve o processo de licitação, buscando empresas que apliquem conceitos de sustentabilidade e responsabilidade social. A reforma no Palácio Anchieta buscará atender aos padrões internacionais de construções sustentáveis, utilizando certificações europeias e norte-americanas.
Segundo Vanessa Rocha, consultora da Secretaria de Infraestrutura da Câmara, as vantagens do Retrofit do Palácio Anchieta vão desde a economia de água e de energia a um ambiente de trabalho mais saudável e confortável, com melhor qualidade do ar e iluminação. Além destas iniciativas, o projeto também conta com implantação de uma cobertura vegetal (telhado verde).
Vanessa afirmou que entre os projetos mais avançados estão: a implantação de um sistema de aproveitamento da água da chuva e a utilização de energia solar para o funcionamento das copas.
No âmbito da economia energética, os estudos do Retrofit do Palácio Anchieta, segundo o vereador, preveem a instalação de um sistema de ventilação central com uso de gás ecológico, diminuindo os gastos com ar condicionado e possibilitando a reforma da fachada do edifício, atualmente ocupada pelos aparelhos. Além disso, com mudanças na iluminação, o uso de luminárias pode cair em até 50%, completa.
As reformas deverão ser sustentáveis também na sua execução, com o aproveitamento de materiais de demolição e contratação de empresas regionais, diminuindo custos e impactos de transporte.

ANTROPOCENO?


fonte e autoria: http://eco4planet.uol.com.br/blog/2011/07/mapa-mostra-impacto-humano-no-planeta/


O ser humano altera muito a Terra, nós já sabemos disso. Caso alguém tenha dúvidas, o mapa feito pelo antropólogo Félix Pharand mostra como a área urbana, estradas e redes aéreas estão acabando com o espaço verde em nosso planeta.
Por conta dessas alterações, alguns cientistas estão querendo começar uma nova era geológica chamada de Antropoceno (algo como “humano novo”).
Para que essa mudança? Para, no futuro, quando estiverem estudando esse período geológico, seja quem for, poderá saber que grandes mudanças aconteceram por conta de atitudes humanas.
“O Antropoceno tem grandes chances de se tornar o nome oficial de nossa era. Em junho de 2009, uma nova equipe foi incumbida de examinar a possibilidade de reconhecer uma divisão do Antropoceno dentro do Holoceno ou realmente separado”, disse Félix Pharand.
Para o novo nome ser oficializado, basta a Comissão Internacional de Estratigrafia aceitar ao pedido

Brasileiro cria canudo purificador de água: H2Life


Brasileiro cria canudo purificador de água 

http://eco4planet.uol.com.br/blog/2011/07/brasileiro-cria-canudo-purificador-de-agua/



Imagine a mágica de tomar um copo de água suja, mas que fica limpa no caminho para sua boca. Impossível? Não mais. Graças ao H2Life, criação de um empresário brasileiro.
Ricardo Fittipaldi, empresário brasileiro de 44 anos, desenvolveu um canudão que é um purificador portátil de água que pode limpar até 200 litros de água deixando tudo sem cheiro e sem nenhuma sujeira.
Como é possível? Assim: você puxa a água pelo canudo, ela está suja e vai passar ali dentro por vários filtros até que quando ela chega na sua boca já está limpa de todos os produtos tóxicos e coliformes fecais.
O produto já vem sendo testado pelos soldados do Exército que ficam na Amazônia e, segundo o fabricante, ele é o único que acaba com todas as bactérias da água sem alterar os sais minerais. Ele chega ao mercado até o final do mês custando R$ 350,00.


















Ah sim, caso você tenha percebido a cor da água na primeira foto é bom ter certeza: Aquilo não é água. O jornalista da Alfa quis testar o produto com algo mais forte que a água do Rio Pinheiros e usou sua própria urina. Pontos de coragem pra ele.

Sem brigas: Contra barulho, SP terá mediador de conflitos

Contra barulho, SP terá mediador de conflitos

03 de julho de 2011 | 9h 00

http://www.estadao.com.br/noticias/geral,contra-barulho-sp-tera-mediador-de-conflitos,740108,0.htm
AE - Agência Estado

A Prefeitura de São Paulo vai formar, até o fim do ano, 2 mil mediadores de conflitos para atuar em ocorrências de perturbação de sossego como brigas de vizinhos e queixas de barulho. Também serão abertas na capital 34 Casas de Mediação em locais onde funcionam inspetorias da Guarda Civil Metropolitana (GCM).


Quatro já devem estar em funcionamento neste ano, segundo o secretário municipal de Segurança Urbana, Edson Ortega. A ideia é que funcionem 24 horas. A primeira deverá ser inaugurada neste mês em uma sala dentro do Parque da Luz, na região central, onde há uma base da GCM. Nesse caso específico, as mediações ocorrerão dentro do horário de funcionamento do parque. As Casas de Mediação serão distribuídas de acordo com as regiões onde mais ocorrem queixas de perturbação de sossego na cidade. Como ainda estão em fase de projeto, posteriormente será aberta licitação para início das obras.

Os mediadores serão acionados no momento em que a Prefeitura receber a denúncia pelo número 153 da GCM. Queixas também podem ser feitas pelo número 156 do Psiu e 190 da Polícia Militar. O objetivo é que os queixosos cheguem a um consenso pelo diálogo. O mediador de conflito vai registrar um acordo entre as partes que servirá como um documento. Se aquele caso tiver um desdobramento, isso ainda poderá ser válido como um boletim de ocorrência. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Fracionar para escapar da obrigatoriedade de recomposição de reserva legal e de multas

Proprietários dividem imóveis rurais para driblar a obrigação de preservar

Possibilidade de imóveis de até 4 módulos fiscais não precisarem manter áreas de reserva legal, como prevê reforma do Código Florestal, gera corrida aos cartórios para fracionar propriedades e transferir parte delas a parentes 'de confiança'

03 de julho de 2011 | 0h 00



autoria: Andrea Vialli - O Estado de S.Paulo

A possibilidade prevista na reforma do Código Florestal de desobrigar as propriedades de até 4 módulos fiscais (20 a 400 hectares, dependendo da região do Brasil) de manter áreas de reserva legal está causando uma corrida aos cartórios para fracionar as propriedades em glebas menores.
Jonne Roriz/AE–26/10/2005
Jonne Roriz/AE–26/10/2005
Terra arrasada. Área desmatada na Amazônia: a fim de não manter vegetação nativa, proprietários de terra buscam cartórios para fragmentar propriedades em glebas menores
Segundo oficiais de cartórios ouvidos pelo Estado, houve aumento de até 10%, em algumas regiões, nos pedidos de fracionamento. O texto do novo Código aprovado em maio pela Câmara dos Deputados prevê que as propriedades menores não precisam manter a reserva legal - a área com vegetação nativa que varia de 20% a 80% das terras.
Em Araçatuba (SP), ao menos oito donos de áreas rurais com mais de 4 módulos fiscais requisitaram o desmembramento de suas propriedades nos últimos dois meses. Em Mato Grosso, donos de terras correm aos cartórios em busca de informações sobre como ficar desobrigados de terem a reserva legal. Tabeliães e auxiliares de cartórios confirmam que houve um crescimento "grande", em torno de 8% a 10%, nesses pedidos.
Com a divisão de suas terras, esses proprietários podem escapar da obrigatoriedade de recomposição de reserva legal e de multas, caso o texto da reforma do Código Florestal, aprovado em maio pela Câmara, passe a valer.
"Os pedidos de fracionamento de imóveis estão ocorrendo desde que as discussões sobre a reforma do Código Florestal começaram", diz Marcelo Melo, diretor de Meio Ambiente da Associação dos Registradores Imobiliários do Estado de São Paulo (Arisp) e oficial do cartório de registros de imóveis de Araçatuba.
Dos oito pedidos de fracionamento que recentemente chegaram ao cartório, Melo negou todos, porque não apresentaram as escrituras públicas de compra e venda desses imóveis.
O fato de não apresentar escrituras levanta a suspeita de que esses fazendeiros estejam mesmo tentando driblar a legislação. Pelo menos um deles, segundo Melo, revelou, no balcão do cartório, que o motivo era esse mesmo. "Neguei os pedidos porque o Estatuto da Terra proíbe o desmembramento para a formação de minifúndios sem a apresentação da escritura", disse.
Melo lembra que, no ano passado, o deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP), relator do texto aprovado na Câmara, prometeu incluir um dispositivo legal no novo Código proibindo o fracionamento de fazendas para burlar a legislação. "Ele prometeu, mas não cumpriu. Como deixou em aberto, há essa possibilidade de se burlar a legislação."
Amazônia. Nos municípios que compõem a Amazônia Legal, onde a reserva legal é de 80% da propriedade, a tendência se confirma. O escrivão Vilson Henrique Mendes dos Santos, do Cartório do 1.º Ofício de Cotriguaçu (MT), disse que os proprietários chegam sempre com a dúvida do que será previsto na nova lei. "Querem saber se vai haver desobrigação da reserva legal", diz. Segundo o escrivão, os proprietários são orientados a aguardar. "Ninguém ainda sabe", disse.
Donos de cartórios de Nova Ubiratã e Sorriso, regiões produtoras de soja, confirmam ainda que caíram os pedidos de registro de reserva legal, o que indica que produtores estão na expectativa quanto ao novo Código. "É preocupante que proprietários transfiram parte da matrícula dos imóveis para parentes de "confiança". Sem reserva legal, quem perde é o ambiente", diz Bruno Becker, oficial do cartório de Nova Ubiratã, município que esteve no epicentro do recente pico de desmate que ocorreu em Mato Grosso.
Oportunismo. Segundo Rodrigo Lima, pesquisador do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone), o texto aprovado na Câmara não esclarece se os proprietários que estão desmembrando seus imóveis ficarão livres de recompor a reserva legal. "É um ponto que terá de ser discutido no Senado", diz Lima. "Isso (fracionamento dos imóveis) é oportunismo, como quem está desmatando por antecipação pensando que será anistiado pelo novo Código", diz Lima.
Na avaliação de Cláudio Maretti, líder da iniciativa Amazônia Viva da ONG WWF Brasil, a corrida aos cartórios demonstra má-fé. "O grande problema não é a reforma do Código Florestal em si e sim a criação da imagem de que o Brasil precisa desmatar para continuar sendo uma potência agrícola." / COLABORARAM FÁTIMA LESSA e CHICO SIQUEIRA, ESPECIAL PARA O ESTADO 


Salão do Turismo em julho vai destacar parques nacionais


Salão do Turismo em julho vai destacar parques nacionais

03/07/2011 - 08h30


Bastante procurado pelo público desde 2005, quando ocorreu pela primeira vez, o Salão do Turismo - Roteiros do Brasil vai destacar agora os parques nacionais.


A sexta edição do evento terá lugar no Anhembi, em São Paulo, entre os dias 13 e 17 de julho.
O tema central para as chamadas Praças do Salão é o Fomento do Turismo em Unidades de Conservação e Entorno.
Ou seja a proposta é a de aumentar a integração dos parques nacionais brasileiros às cidades vizinhas.
Com isso, o Ministério do Turismo pretende tornar as comunidades das regiões mais competitivas turisticamente.
Além de aproximar visitantes da natureza, a ideia é gerar neles consciência ambiental, e fazer as regiões de entorno crescer econômica e socialmente.

sábado, 2 de julho de 2011

Cemitério de árvores:Pirituba quer parque e não cemitério na região


Pirituba quer parque e não cemitério na região

Ambientalistas afirmam que empresa desmatou sem licença área de proteção para construir cemitério na Avenida Raimundo Pereira de Magalhães. Obra está embargada pela Justiça




fontehttp://www.diariosp.com.br/_conteudo/2011/07/100744-pirituba+quer+parque+e+nao+cemiterio+na+regiao.html


autor  - FABIO PAGOTTODIÁRIO SP


"Acordei com o grito dos pássaros. Era a natureza avisando que estava sendo destruída. Abri a janela e vi máquinas arrancando as árvores da área verde em frente ao meu prédio", disse a fisioterapeuta e ambientalista Regina Jasa. A cena  ocorreu em 2005. Desde esta época, Regina e um grupo de ambientalistas vêm tentando impedir a abertura de um cemitério em um terreno dentro de uma área de preservação ambiental, na Avenida Raimundo Pereira de Magalhães, no cruzamento da Marginal Tietê com a Rodovia dos Bandeirantes, em Pirituba, na Zona Norte.

A dona do terreno, que é uma APP (Área de Proteção Permanente) de 99 mil metros quadrados, tirou dali um bosque com 3.300 árvores para fazer um cemitério. O Ministério Público diz que o desmatamento foi autorizado irregularmente pela Secretaria do Verde e do Meio Ambiente em 2004, quando a prefeita era Marta Suplicy (PT) e o secretário era Adriano Diogo (PT), hoje senadora e deputado estadual.O promotor Luiz Roberto Proença investiga o caso desde 2005, quando as primeiras árvores foram cortadas. "Descobrimos que diversas leis ambientais não foram respeitadas", disse. Em fevereiro, o promotor obteve liminar embargando a obra e entrou com ação contra o estado, a Cetesb, a Secretaria do Verde e Meio Ambiente e o ex-secretário Adriano Diogo, além do proprietário do terreno, Garzal Zarzur. 


foto: Vinicius Pereira/Diário SP
Obra parada: terreno em Pirituba foi desmatado de maneira irregular, segundo o Ministério Público. Ação embargou a obra de cemitério, que teria 30 mil jazigos. Local tem nascentes e lei proíbe túmulos no local




























Segundo Proença, houve dano ambiental grave. Além do corte do bosque, o local, por onde passa um lençol freático, foi terraplanado. Um riacho que havia ali foi canalizado. "Muita coisa está errada. A licença para cortar as árvores foi concedida pela Secretaria do Verde na última semana antes do secretário Diogo deixar o cargo e sem autorização do Ibama e da Cetesb. A decisão contrariou até mesmo pareceres da própria secretaria", diz o promotor. "Cerca de 85% do terreno foi impermeabilizado pela obra. Isso pode provocar enchentes", falou. "Além disso, a lei é clara: cemitérios não podem ser construídos próximos a rios, riachos e sobre lençóis freáticos até um metro e meio de profundidade. No terreno do lençol aflora até um metro em alguns pontos", explicou.Além de pagamento de multa e a recuperação do terreno, o promotor pediu a cassação dos direitos políticos de Adriano Diogo. Se condenado, Diogo será punido com a perda do cargo e fica inelegível por oito anos. "Queremos as árvores de volta e não um cemitério. Tenho uma sugestão de projeto para fazer  o Centro de Estudos Ambientais de Pirituba", disse o consultor ambiental Edmilson Macedo, de 48 anos. "Nadei e pesquei no riacho que havia aqui, quando eu era criança. Dói meu coração ver o que fizeram", falou o historiador Wilson Alves de Castro, de 78 anos. Regina, Edimilson e Wilson já organizaram abaixo-assinado contra a construção do cemitério com adesão de mais de cinco mil pessoas, além de realizar protestos.

O dono /O terreno é de Garzal Zarzur, que comprou a área em 1959. De acordo com a filha dele, a advogada Carla Zarzur, Garzal tem todas as licenças ambientais e autorizações para a construção do cemitério. "Mas vamos acatar qualquer que seja a decisão da Justiça", afirmou a advogada.O deputado Diogo disse que não agiu errado e vai se defender na Justiça. "Não há crime nenhum em aprovar autorizações de corte de árvores nos últimos dias de mandato", afirmou.

Guerreira 
Defensora de causas ambientais desde criança, Regina Jasa acionou o Ministério Público para verificar a regularidade da obra do cemitério. "Só temos um planeta. Um cemitério aqui afeta não só o entorno, e por  várias gerações. O que está em jogo aqui é a herança que vamos deixar para nossos filhos e netos."

Tristeza 
O historiador Wilson Alves de Castro, de 78 anos, nadou e pescou com seu pai no riacho que foi canalizado durante a construção do cemitério. "Esse lugar me traz muitas lembranças. Foi a fazenda de Anastásio Capuava, e depois foi do Frigorífico Armour. Triste ver como ficou sem árvores", lamenta Wilson.

Comunicar la sostenibilidad. Guía para periodistas.


http://www.unescoetxea.org/dokumentuak/comunicar.pdf


Baixe guia de sustentabilidade para jornalistas


autoria e fonte: http://monitorando.wordpress.com/2011/06/30/baixe-guia-de-sustentabilidade-para-jornalistas/

Um dos temas mais emergentes do momento – sustentabilidade – requer conhecimento aprofundado, preparo técnico e sensibilidade para ser abordado por jornalistas. Um bom guia para coberturas deste tipo já está disponível em espanhol. Lançado pela Unesco, está em formato PDF, tem 4,7 Megabites e 106 páginas. Baixe aqui. http://www.unescoetxea.org/dokumentuak/comunicar.pdf

(dica de António Granado)

Filtros: Super areia deixa água cinco vezes mais pura

Super areia deixa água cinco vezes mais pura

SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Super areia deixa água cinco vezes mais pura. 24/06/2011. Online. Disponível em www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=super-areia-purificacao-agua. Capturado em 02/07/2011. 

Redação do Site Inovação Tecnológica - 24/06/2011
Super areia para purificação de água
A super areia tem uma capacidade de filtragem cinco vezes superior à da areia regular. [Imagem: Gao et al./ACS]

Cientistas desenvolveram uma técnica para transformar a areia comum - o material filtrante mais usado em todo o mundo para purificar a água potável - em uma "super areia".
A super areia tem uma capacidade de filtragem cinco vezes superior à da areia regular.
Nanomaterial
Mainak Majumder e seus colegas da Universidade Rice, nos Estados Unidos, lembram que a areia tem sido usada para purificar a água há mais de 6.000 anos - a areia ou cascalho de filtração de água é endossada pela Organização Mundial de Saúde.
A transformação da areia em super areia começou com um nanomaterial chamado óxido de grafite.
Os pesquisadores usaram um método simples para recobrir os grãos de areia com as nanopartículas de óxido de grafite.
O novo material filtrante conseguiu remover inclusive o metal pesado mercúrio, além das moléculas de corantes diluídas na água.

Filtro de metais pesados
No teste com o mercúrio, a areia comum ficou saturada em 10 minutos de filtração, enquanto a super areia absorveu o metal pesado por mais de 50 minutos.
Segundo os cientistas, "o desempenho da filtragem é comparável a alguns filtros de carbono ativado disponíveis comercialmente." - com a vantagem de que a super areia deverá ser um material muito mais barato.
"Estamos agora pesquisando estratégias que nos permitirão montar as partículas funcionalizadas de óxido de grafite sobre os grãos de areia de forma a aumentar ainda mais a eficiência de remoção de contaminantes," escrevem eles.
A mesma equipe já havia desenvolvido um nanofiltro usando nanotubos de carbono, capaz de remover vírus e bactérias da água. A dificuldade de processamentos dos nanotubos de carbono, contudo, tornam aquele nanofiltro menos custo-efetivo.
Bibliografia:

Engineered Graphite Oxide Materials for Application in Water PurificationWei Gao, Mainak Majumder, Lawrence B. Alemany, Tharangattu N. Narayanan, Miguel A. Ibarra, Bhabendra K. Pradhan, Pulickel M. AjayanApplied Materials & InterfacesVol.: 3 (6), pp 1821-1826DOI: 10.1021/am200300u




  • Aviões em desmatamento na Amazônia...piloto é o novo criminoso ambiental!


    Ibama flagra uso de aviões em desmatamento na Amazônia


    01/07/2011 - 08h21


    autoria: KÁTIA BRASIL
    DE MANAUS

    O Ibama identificou uma área de floresta amazônica, do tamanho de 180 campos de futebol, destruída pela ação de herbicidas.
    A terra, que pertence à União, fica ao sul do município amazonense de Canutama, na divisa com Rondônia. O responsável pelo crime ambiental ainda não foi identificado pelo órgão.
    Em sobrevoo de duas horas de helicóptero, na segunda semana de junho, analistas do Ibama observaram milhares de árvores em pé, mas desfolhadas e esbranquiçadas pela ação do veneno.
    Encontraram também vestígios de extração de madeira por motosserras e queimadas, práticas usadas para limpar o terreno. Especialistas dizem que os agrotóxicos, pulverizados de avião sobre as florestas nativas, matam as árvores de imediato, contaminam solo, lençóis freáticos, animais e pessoas.
    Anteontem, a Folha informou que o Ibama apreendera quatro toneladas de agrotóxicos que seriam usados para esse fim. Até agora, o único registro de uso dessas substâncias em desmatamentos no Estado era de 1999.
    O Ibama de Rondônia, por sua vez, afirma que, em 2008, flagrou uma área de cinco hectares destruída por herbicidas na região de São Francisco do Guaporé.



    FLORESTAS PÚBLICAS

    Jerfferson Lobato, chefe da Divisão de Controle e Fiscalização do Ibama no Amazonas, afirma que o uso de agrotóxicos acelera o desmatamento de florestas públicas (pertencentes à União ou aos Estados), que são um dos alvos da ação de grileiros, fazendeiros e madeireiros.
    O fenômeno é recente, no entanto. O mais comum é devastar com motosserras, tratores e queimadas.
    "Eles [os infratores] mudaram de estratégia porque em pouco tempo conseguem destruir mais áreas com os agrotóxicos. Assim, deixam de mobilizar muitos extratores para driblar a fiscalização do Ibama", afirmou Lobato.
    O Ibama chegou à área destruída, de 178 hectares, depois que o sistema por satélite Deter (Detecção do Desmatamento em Tempo Real), do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), apontou indícios do crime ambiental. "Fomos verificar e confirmamos a destruição."
    Para encontrar o local no sul de Canutama (555 km em linha reta de Manaus), os analistas ambientais do Ibama partiram de helicóptero de Humaitá (AM) em direção a Porto Velho (RO).
    A terra atingida fica entre o Parque Nacional de Mapinguari e a terra indígena Jacareúba/Katawixi, que ainda não foi demarcada. De acordo com o chefe da delegacia especializada em repressão contra crimes ambientais e patrimônio histórico da Polícia Federal, delegado Carlos André Gastão, pulverizar agrotóxicos em florestas é crime.
    Um inquérito deve ser aberto para investigar a denúncia, após a notificação do Ibama. "A pessoa será responsabilizada pelo uso indevido de agrotóxicos e pelo desmatamento", disse. A multa pode chegar a R$ 2 milhões, afirma o órgão.

    ALTA E BAIXA
    O Inpe divulgou ontem os dados do Deter correspondentes ao mês de maio deste ano. Foram derrubados 268 km² de mata na Amazônia, um aumento em torno de 2,5 vezesem relação ao mesmo mês do ano passado.
    É, no entanto, uma desaceleração no desmate em relação aos meses de março e abril, quando a média da área derrubada chegou a quase 300 km². O governo atribui a diferença ao fortalecimento da fiscalização em abril.

    CSI (Crime Scene Investigation) São Paulo...dos lixos?


    Queixa fará empresa de lixo de São Paulo receber menos


    01/07/2011 - 22h22


    EVANDRO SPINELLI
    DE SÃO PAULO


    As empresas que serão contratadas para fazer a limpeza das ruas da cidade de São Paulo terão de cumprir metas de aprovação.
    Almeida Rocha/Folhapress
    Funcionário da Loga recolhe lixo em São Paulo
    Funcionário da Loga recolhe lixo em São Paulo
    Se houver muita reclamação dos moradores pela sujeira, terão desconto no valor recebido. Se o número de queixas aumentar, o contrato poderá ser rescindido.
    Essa regra, que hoje não existe em nenhum contrato da Prefeitura de São Paulo, será incluída no edital da licitação do novo modelo de limpeza urbana, anunciado nesta sexta-feira pelo prefeito Gilberto Kassab (PSD).
    Os principais detalhes da licitação foram antecipados pela Folha no domingo.
    Entre as exigências estará a instalação de 150 mil novas lixeiras na cidade --hoje são 35 mil -- equipadas com chips para leitura ótica.
    O contrato ainda vai prever que as mesmas empresas que varrem a rua cuidarão também das bocas de lobo.
    A limpeza é de responsabilidade das subprefeituras. Nas próximas semanas, Kassab vai transferir a atividade para a Secretaria de Serviços, responsável pelos contratos de limpeza.
    Como o novo contrato será bilionário (R$ 2,1 bilhões para três anos), com muitos serviços concentrados, só empresas de grande porte poderão participar da licitação.
    A medida é contestada por Gilson Lameira, ex-diretor do Limpurb (Departamento de Limpeza Urbana) da Prefeitura de São Paulo.
    "Eu fico muito preocupado quando se fala em centralizar. Os contratos ficam muito grandes, difíceis de fiscalizar", afirmou.
    Os atuais contratos dos serviços de varrição de ruas terminam no dia 3 de novembro. Dificilmente uma licitação desse porte é concluída em tão pouco tempo, por conta das impugnações de editais e acordos entre as empresas. Mas o secretário de Serviços, Dráusio Barreto, disse acreditar que o processo de contratação será concluído até setembro.

    COMO É HOJE
    A limpeza urbana de São Paulo é dividida em vários contratos atualmente. A coleta de lixo domiciliar é o único que não sofrerá alteração. Duas empresas, Loga e Ecourbis, prestam o serviço com contratos até 2024.
    A varrição é feita por cinco empresas, uma em cada região da cidade (norte, sul, leste, oeste e centro).
    Limpeza de bocas de lobo, galerias de águas pluviais e pontos viciados de lixo, administração dos ecopontos, operação cata-bagulho, instalação de lixeiras e retirada de faixas e cartazes são serviços prestados pelas subprefeituras diretamente ou por empresas terceirizadas.
    Agora, todas essas tarefas serão concentradas em apenas duas empresas, divididas em áreas idênticas às da coleta de lixo domiciliar.
    "Antes, ninguém sabia quem era o dono do lixo. Agora, vai ter nome, sobrenome e RG. Se tiver um papel de bala no chão, a empresa vai ter de tirar", afirmou o secretário de Serviços.


    Planejamento familiar e a sustentabilidade

    Nascimento cai em favelas do Rio e bairros pobres de SP 


    Estudo aponta menos crianças de zero a quatro anos em grandes áreas carentesTendência foi verificada em regiões de baixa renda das duas capitais, mas não significa que a população estagnou

    São Paulo, sábado, 02 de julho de 2011 


    http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0207201101.htm


    ANTÔNIO GOIS
    FABIO GRELLET


    DO RIO 


    A dona de casa Maria José Sousa, 29, que desde os dez anos mora no Complexo do Alemão, área de favelas na zona norte do Rio, tem 11 irmãos, mas apenas um filho. Ela diz que poderia ter mais, só que teve apenas um para dar mais qualidade de vida a Marcello, 2."Minha mãe não tinha informação, não sabia como evitar filhos. Hoje, todo mundo sabe o que fazer. Para ter um monte de filhos, só sendo rico. Eu e meus irmãos passamos dificuldades, e não quero que o Marcello viva a mesma situação", diz Maria.O relato ajuda a entender um fenômeno no Censo 2010 do IBGE: a população de zero a quatro anos já cai nas maiores favelas do Rio e em distritos pobres paulistanos.No Rio, pela primeira vez o número de crianças com até quatro anos caiu no Complexo do Alemão (-22%), na Maré (-17%) e na Rocinha (-6%).Em todas essas favelas, o movimento na década de 90 era de crescimento. Tanto no Rio quanto em São Paulo, considerando todos os bairros, a queda foi de 19%.Em São Paulo, devido à organização administrativa da cidade, não é possível analisar bairros ou favelas.Mas a comparação por distrito mostra que mesmo aqueles com baixo Índice de Desenvolvimento Humano já registram queda.É o caso do Grajaú (-25%), na zona sul, e do Jardim Helena (-33%) ou do Lajeado (-29%), ambos na zona leste.

    FECUNDIDADE EM QUEDA

    A queda no número de crianças nessas áreas não significa que a população parou de crescer como um todo. Famílias podem se mudar, aumentando ou diminuindo a população nessas áreas.Na Rocinha, por exemplo, o número de habitantes cresceu 23%, apesar de a população com menos de quatro anos ter caído 6%.Mas o fenômeno é um forte indício de queda da fecundidade, antes restrita apenas às áreas mais ricas.O aumento da escolaridade e da renda e um maior acesso a serviços de saúde entre as mulheres mais pobres são causas prováveis dessa diminuição.O pesquisador do IBGE Gabriel Borges afirma que a queda da fecundidade no país é constante desde a década de 60, mas aconteceu primeiro entre as mulheres mais escolarizadas nos grandes centros urbanos."A tendência é de convergência nas taxas, pois, entre os mais ricos, já não há mais espaço para queda porque a média de filhos por mulher já era muito baixa", afirma.

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    Lei 11.935/09 e a nova cobertura de planejamento familiar


    O Planejamento familiar é um conjunto de ações que visam a conscientização e a prevenção da gravidez. As medidas são tomadas pelo Governo a fim de orientar e informar o povo sobre os métodos contraceptivos.

    Diferentemente do controle de natalidade, o planejamento familiar é a propagação cultural de ações com o objetivo de prevenir gestações. Mas a opção pela gravidez permanece a disposição das famílias.

    Campanhas de conscientização, distribuição de preservativos, injeções e pílulas contraceptivas fazem parte do programa estatal.

    Para complementar, no dia 12 de maio de 2009 foi sancionada a lei 11.935 que alterou a lei dos planos de saúde e acrescentou uma obrigação para as operadoras de planos de Saúde.

    De acordo com o novo artigo 35-C, inciso III da Lei 11.935/09, é obrigatória a cobertura do atendimento nos casos de planejamento familiar.

    O impacto da nova lei que incluiu o planejamento familiar no rol de cobertura obrigatória dos planos é justamente a maior seriedade e segurança em procedimentos deste gênero.

    A Agência Nacional de Saúde comentou a nova lei e a inclusão dos procedimentos da seguinte forma:

    "Apesar de muitos procedimentos contraceptivos como vasectomia, laqueadura tubária e colocação do dispositivo intrauterino (DIU) já constarem do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS desde o dia 2 de abril de 2008, a ANS não considerava a simples existência desses procedimentos como ações de Planejamento Familiar. Afinal, de acordo com a Lei nº 9.263, o conceito de planejamento familiar engloba ações integradas, inclusive referentes a educação em saúde e aconselhamento. Agora, uma ação muito mais integral fará parte desta cobertura obrigatória." (www.ans.gov.br).
    Portanto, vasectomia, laqueadura ou colocação de DIU são obrigatórios pois se tratam de medidas de planejamento familiar, previsto na nova legislação.


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    Enviado por  em 06/08/2009


    Repórter: Juliana Kunc Dantas
    A realidade fala por si. No Brasil, o planejamento familiar ainda é privilégio de poucos. Os mais necessitados não têm acesso a métodos contraceptivos ou a cirurgias de esterilização, como a laqueadura e a vasectomia. Muitas vezes, a única saída é o aborto clandestino, que mata cerca de 200 mil mulheres por ano no país.
    M,as na comunidade da favela de Paraisópolis, em São Paulo, uma iniciativa pioneira tem procurado levar orientação e acompanhamento médico gratuito às famílias. É o que mostra mais uma reportagem da série "Vida em Família".