sábado, 9 de abril de 2011

Rio de Janeiro pode ter aumento de quase 5ºC ainda neste século e São Paulo 3ºC

Rio de Janeiro pode ter aumento de quase 5ºC ainda neste século


Postado em 07/04/2011 ás 15h32

Autoria e fonte: http://www.ciclovivo.com.br/noticia.php/2331



Uma das consequências mais evidentes é o aumento do nível do mar, que pode resultar em alguns problemas em uma cidade tão urbanizada como é a capital fluminense. l Imagem: Divulgação / Turismo Rio de Janeiro



O relatório Vulnerabilidade das Megacidades Brasileiras às Mudanças Climáticas, divulgado hoje no Rio de Janeiro, aponta os impactos que a capital fluminense deverá sofrer nos próximos anos. Uma das preocupações é o aumento da temperatura, que deve subir 4,8ºC somente neste século.



A pesquisa, lançada pelo segundo ano consecutivo, é feita por um grupo de universidades e institutos, que conta com a Universidade Federal do Rio de Janeiro, Unicamp, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), entre outros. Na primeira edição, o que se constatou é que a cidade de São Paulo deverá esquentar 3ºC, nos próximos noventa anos.



No Rio a situação é ainda mais grave e a subida nos termômetros acarretará uma série de outros problemas. Uma das consequências mais evidentes é o aumento do nível do mar, que pode resultar em alguns problemas em uma cidade tão urbanizada como é a capital fluminense.



Segundo os especialistas, é justamente essa urbanização, aliada à localização costeira da cidade, que a tornam mais propícia à formação de ilhas de calor e consequentemente potencializa os efeitos relacionados ao aquecimento global.



Conforme explicado pelo professor Paulo Gusmão, do departamento de Geografia da UFRJ e um dos coordenadores do estudo, os dados devem servir como alerta para que o poder público tome as providências necessárias com o intuito de evitar desastres na região.



O aumento de 4,8ºC na temperatura da cidade carioca poderá significar que mais de 10% da área do município poderá ser atingida pelo avanço das águas, até o fim deste século. Com informações do Estadão.



Redação CicloVivo



sexta-feira, 8 de abril de 2011

Curso gratuito: A essencialidade das redes sociais em processos de mediação de conflitos

Curso: A essencialidade das redes sociais em processos de mediação de conflitos






A Universidade do Meio Ambiente e Cultura de Paz (UMAPAZ) promove no dia 9 de maio, das 8h30 às 18h, o curso “A essencialidade das redes sociais em processos de mediação de conflitos” ministrado por Sandra Inês Baraglio Granja.







Refletir a importância e a necessidade das redes sociais no suporte às ações e às unidades de mediação de conflitos na cidade de São Paulo. Compreender a essencialidade das redes sociais e da articulação de políticas públicas com ações de mediação de conflitos. Estratégias de melhoria para a articulação entre as redes sociais e as ações de mediação: Joined-Up Government (JUG), articulações matriciais, metodologias de integração.







A metodologia consiste em discutir, refletir e como aplicar os conceitos do curso em situações de cotidiano. Apoiada por meio de slides, casos concretos e a experiência dos participantes, o curso pretende contribuir para a melhoria dos processos de mediação e suas redes de suporte.







Sandra Inês Baraglio Granja, doutora pela Universidade de São Paulo (USP). Leciona em cursos de pós-graduação e MBA’s nos temas de negociação, jogos, planejamento estratégico, elaboração e gestão de projetos. Escreveu cursos de educação à distância na área de negociação, mediação e elaboração de projetos para a Universidade Aberta do Brasil – MEC, Ministério da Educação. É docente da Umapaz. Vários artigos publicados.







Bibliografia







BAKER, Wayne. The network organization in theory and practice. In: NOHRIA, Nitin & ECCLES, Robert G.(ed.) Networks and organizations: structure, form, and action. Boston, Massachusetts: Harvard Business School Press, 1992, p. 397-429.







BRANDÃO, Carlos Eduardo Alcântara – Resolução de Conflitos: Manual de Mediadores e Agentes da Paz – Edição do Programa Gente que faz a Paz, 2008.







BUCKLES, Daniel (org) CULTIVAR LA PAZ Conflicto y colaboración en el manejo de los recursos naturales, 2000, disponível em inglês, francês e espanhol para download em www.idrc.ca/es/ev-9398-201-1-DO_TOPIC.html



CASTELLS, M. A sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra, 1999.



DISKIN, Lia - Paz, como se faz?: Semeando cultura de paz nas escolas / Lia Diskin e Laura Gorreio Roizman – 3ª Ed. – Brasília: UNESCO, Associação Palas Athena, 2007.



GALTUNG, Johan:



____________. O Caminho é a Meta: Gandhi Hoje, São Paulo: Editora Palas Athena, 2003



___________. Transcender e Transformar: uma introdução ao trabalho de conflitos, Tradução de Antonio Carlos da Silva Rosa, São Paulo: Editora Palas Athena, 2006.







INOJOSA, R. M. Construindo futuro: transetorialidade e redes de compromisso social. In CAVALCANTI, Marly (org). Gestão Social, estratégias e parcerias. São Paulo: Saraiva, 2006. p. 239-251.



________. Intersetorialidade e rede de compromisso social na metrópole paulista In Sousa, M. F. e MENDES, A. (Org) Tempos radicais da saúde em São Paulo. São Paulo: Hucitec, 2003: p. 183-219.







MEYER-STAMER, Jörg. Estratégias de desenvolvimento local e regional: clusters,



políticas de localização e competitividade sistêmica. Fundação Friedrich Ebert Stiftung. Policy Paper n. 28 setembro de 2.001, São Paulo, 2001.







MILES, Raymond E. & SNOW, Charles C. Network organizations: new concepts for new forms. California management review. California, Vol. XXVIII, N°. 3, p. 62-73, spring 1986.



POLLITT, C.; Joined-up government: a survey. Political Studies Review, v.1, p. 31-46, 2003.



TEIXEIRA, Francisco (Org). Gestão de Redes de Cooperação Interempresariais. São Paulo: Casa da Qualidade, 2004.







Serviço:



Curso: “A essencialidade das redes sociais em processos de mediação de conflitos”



Data e horário: 09 de maio das 8h30 às 18h



Coordenação: Glacilda Pinheiro Corrêa



Público focalizado: conselheiros de CADES e parques, educadores, servidores públicos, profissionais do terceiro setor, estudantes e outros interessados.



Local: UMAPAZ – Av. IV Centenário, 1268 - Portão 7-A - Parque Ibirapuera.



Vagas: 50 – Haverá Seleção entre os 100 primeiros inscritos.



Inscrições pelo e-mail: inscricoesumapaz@prefeitura.sp.gov.br – de 08 a 15 de maio.















FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO



Curso: “A essencialidade das redes sociais em processos de mediação de conflitos”







Envie preenchido para inscricoesumapaz@prefeitura.sp.gov.br





1. NOME COMPLETO:





2. Idade:

3. Sexo: ( ) M ( ) F





4. RG: Órgão: UF:

5. CPF:





6. Escolaridade: ( ) Ensino Médio ( ) Ensino Superior





7. Área de formação:





8. Organização em que trabalha:





9. Função:





10. Endereço da Organização:





11. Bairro: 12. CEP:





13. Região: ( ) Norte ( ) Sul ( ) Leste ( ) Oeste ( ) Centro



( ) Outro Município





14. E-mail:





15. Telefone fixo:

16. Telefone celular:





17. Por que deseja participar deste curso?





18. Você já desenvolve algum trabalho relacionado ao tema do curso?



Qual?























1º ENCONTRO LOCAL DOS CA​DES REGIONAIS E FÓRUNS DA AGENDA 21 DA ZONA NORTE 2

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Torre Circular Simbiótica?

Coreanos criam fazendas verticais para criação de gado



Autoria e fonte: http://www.ciclovivo.com.br/noticia.php/2290/coreanos_criam_fazendas_verticais_para_criacao_de_gado/




Circular Symbiosis Tower é o primeiro arranha-céu, que propõe uma fazenda vertical para animais. O principal conceito é a criação de um novo habitat para criar gado dentro da cidade. (Imagem:Divulgação)


Postado em 01/04/2011 ás 15h07


 
Os arquitetos coreanos Lee Dongjin, Park Jinkyu e Lee Jeongwoo criaram um arranha-céu denominado de Circular Symbiosis Tower ou Torre Circular Simbiótica. Trata-se de um pasto circular, que proporciona um ambiente saudável para o gado e produz carne suficiente para as pessoas.



O consumo de carne hoje em dia é grande, e o sistema de produção destes alimentos é desenvolvido de acordo com seu consumo. Ao contrário do passado, quando gados ou porcos eram colocados no pasto, hoje em dia, eles são criados em “gaiolas”.



Estas condições de vida geram graves problemas aos animais. Eles ficam seriamente estressados por estarem limitados em áreas densas. O hormônio do estresse, causado pelo mau confinamento, é absorvido pelo ser humano quando se alimenta desta carne. Os locais de confinamento também são poluídos, e por fim, as plantas modificadas do qual os animais se alimentam causam dificuldades na digestão fazendo com que antibióticos sejam administrados para prevenção de doenças. Deste modo, as más circunstâncias afetam também o homem.



A melhor maneira de alimentar o gado é no pasto. Mas, o espaço não suficiente para criação de gado poderá gerar pouca oferta de carne, que pode ser compensada pela diminuição do consumo deste alimento. Por isso, os coreanos tiveram a ideia de criar a Torre Circular Simbiótica.



O sistema de pasto circular trabalha em um princípio onde três pastagens de seres vivos crescem em um determinado ciclo. Primeiro, as vacas pastam na grama e assim que a fonte de alimento é esgotada, elas são transferidas para outro lugar para comer grama nova. Quando elas deixam o primeiro local, entram as galinhas.



As galinhas cavam os excrementos das vacas a fim de encontrar minhocas para seu próprio alimento. Enquanto cavam e se alimentam, elas adubam a grama com um bom fertilizante. Depois de um tempo, quando o local não oferece mais o alimentos necessário, elas são movidas para o próximo local onde as vacas estavam se alimentando e assim sucessivamente. Ter vacas e galinhas vivendo em simbiose é um sistema efetivamente saudável para a grama e para os animais envolvidos.



Pessoas que moram na cidade precisam de comidas saudáveis, mas elas geralmente não sabem a origem da maior parte dos alimentos, nem como são produzidos. A torre poderia conectar a saúde das pessoas e servir um bom ambiente para a cidade.



A Torre Circular Simbiótica ainda é somente um conceito, mas quando construída deverá estar localizada em uma das metrópoles americanas, Chicago. Os Estados Unidos consomem muita carne, portanto é necessária uma alta produção, mas ao mesmo tempo existem preocupações sobre os problemas da pecuária industrializada. Os arquitetos estão convencidos de que esta torre poderá ser uma maneira de resolver esses tipos de problemas.



Nos últimos anos surgiram muitos projetos para agricultura vertical, mas a Torre Circular Symbiosis é o primeiro arranha-céu que propõe uma fazenda vertical para animais. O principal conceito é a criação de um novo habitat para criar gado dentro da própria cidade.



Redação CicloVivo



"CIDADES SUSTENTÁVEIS" no Ceará

Cidades globais desafiam sustentabilidade


 
Publicado em 6 de abril de 2011


 

As novas cidades precisam equilibrar crescimento com qualidade de vida, verde, mobilidade e bem-estar



Do mito da cidade ideal e sociedade perfeita - ideais perseguidos desde Platão, passando pelas utopias urbanas da era moderna até chegar às cidades globais. Assim pode ser contada a história da cidade, que surge com a civilização, como espaço marcado pelo encontro e trocas materiais e simbólicas.



Entre utopia e realidade, as cidades sempre constituíram espaços das diferenças. Surgidas, inicialmente, para proteger e demarcar espaços, hoje, se espalham em aglomerados urbanos cada vez mais densos, violentos e sem qualidade de vida.



Depois de ver proposto até mesmo o seu fim, a cidade teima em continuar sobrevivendo e desafiando planos urbanísticos e tentativas de ordenação, principalmente quando se vê concretizada a profecia da tendência à urbanização da população do Planeta. Os anos 1990 trouxeram um ingrediente a mais na já conturbada história da cidade: a sustentabilidade.



Como dar um freio a essas metrópoles e megalópoles que se esparramam mundo afora de forma desordenada? Com a palavra o professor da Universidade de São Paulo (USP), Ladislau Dowbor, que prefere trazer o assunto para o contexto brasileiro. "De forma geral as cidades no Brasil não são planejadas. O que não quer dizer que não sejam orientadas de certa forma, mas que a orientação obedece a interesses de incorporadoras, imobiliárias, empreiteiras, montadoras de automóveis - empresas que financiam pesadamente as campanhas eleitorais, e fazem aprovar as obras que lhes interessa, com sobrefaturamento que assegura a eleição seguinte", critica.



O resultado são núcleos nobres, com muito asfalto e infraestruturas, enquanto o grosso da população está em condições escandalosas. "A cidade desigual gera outras deformações, como os preços exorbitantes do solo em regiões nobres, o que força os pobres a morarem em regiões distantes e consolida a divisão espacial entre pobres e ricos, centro e periferia".



Debate



Ladislau Dowbor ministra palestra sobre "Cidades Sustentáveis", nesta sexta-feira, às 18 horas, no auditório da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Ceará (Adufc). Ele fala sobre aspectos sociais e econômicos que estão incluídos no conceito de cidades sustentáveis, e admite: "Uma cidade é um adensamento muito grande de pessoas, vivendo em espaços reduzidos. Não organizar o convívio é ruim para todos".



"Para as empreiteiras, interessam grandes obras, viadutos, canalizações, mas não um parque, um espaço de lazer", argumenta. "Inaugurar obras grandiosas rende votos, mas o sistema de saneamento básico, e em particular o sistema de esgotos, não se inaugura com tanta pompa", completa.



Luxo e atraso



O resultado é o convívio de luxo e atraso. Cita o exemplo de São Paulo, que ostenta uma ponte vistosa sobre o Rio Pinheiros, que não permite passagem de pedestres ou ciclistas, por se tratar de região nobre. Mas, nos apartamentos frente ao rio, vendidos a R$14 milhões, é preciso ter janelas fechadas e o ar-condicionado sempre ligado, pois o rio é um esgoto malcheiroso.



Outro elemento importante é a garantia da coleta seletiva dos resíduos sólidos: "Eu reciclo na minha casa, faço compostagem, separo tudo o que pode ser reutilizado em embalagem separada, os catadores agradecem, não precisam abrir sacos de lixo para procurar latinhas". Mas enquanto a cidade não organizar um sistema efetivo de reciclagem, reutilização, diferenciação de destino final e assim por diante, eu me sinto um pouco como metido a verde".



Muitas cidades são cobertas de painéis solares de aquecimento de água. "Eco economiza-se radicalmente na conta da eletricidade". A água captada dos telhados por sua vez alimenta a horta, lava o carro.



Autoria:IRACEMA SALES

REPÓRTER


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gestaoambiental@diariodonordeste.com.br



Parques Sustentáveis apóia o curso gratuito no Parque Urbano do Carmo: "EDUCAÇÃO AMBIENTAL PARA MONITORIA E PROJETOS"

CURSO GRATUITO: "EDUCAÇÃO AMBIENTAL PARA MONITORIA E PROJETOS"



 
Organização:

Secretaria do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo  (11) 2749-2272/ 2748-7100
Departamento de Gestão Descentralizada da zona leste 3 - DGD L 3






De 28/04 a 21/06/2011



 


Todas as segundas e quintas-feiras





Das 8:30 às 12hs







Parque do Carmo









No Espaço Redondo e Museu do Casarão









Av. Afonso Sampaio e Souza, 951-Itaquera






 

INSCRIÇÕES E INFORMAÇÕES: email: eadgdleste3@yahoo.com.brFone: 2741-5959 na Educação Ambiental ou 2749-2272 com Alessandro e Léo






vagas limitadas



inscriçoes ate 25/04/11 as 16h



PROGRAMA DO CURSO: ( Duração 60 hs + visitas técnicas)

 


-Educação Ambiental: conceitos, definições, princípios legais, contexto histórico, atuação e responsabilidade do educador ambiental.

-Meio Ambiente: Histórico do Ambientalismo no mundo e no Brasil; noções de sustentabilidade; aspectos legais; recursos naturais: uso, conservação e impactos antrópicos; biomas brasileiros.

-Análise e coleta de dados locais para propostas de ações em Educação Ambiental, baseados em indicadores socioeconômicos, culturais, políticos e ambientais.

-Planejamento de ações em Educação Ambiental com base nas características e necessidades locais e priorização de ações .* Agenda 21 e Carta da Terra.

Noções de composição da escrita de um projeto em EA..

-Desenvolvimento de recursos didáticos para EA, baseados na pedagogia, ecologia, sustentabilidade, disponibilidade de materiais e espaços.

-Execução de ações em Educação Ambiental através de metodologias adequadas , enfocando a condução de grupos e a boa comunicação, respeitando os saberes e práticas tradicionais.

-Avaliação de Ações em Educação Ambiental através de procedimentos e técnicas adequados, visando aprimoramento e/ou mudanças necessárias ao bom desenvolvimento das ações planejadas.





Medidas tiram Cidade do México do topo da lista das mais poluídas

Medidas tiram Cidade do México do topo da lista das mais poluídas


Edição do dia 05/04/2011
05/04/2011 21h10 - Atualizado em 05/04/2011 21h10



Autoria e fonte: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2011/04/medidas-tiram-cidade-do-mexico-do-topo-da-lista-das-mais-poluidas.html

O rodízio, os ônibus movidos a diesel mais limpo e a substituição da frota de táxis e ônibus velhos são algumas das ideias usadas para diminuir a poluição na cidade.

Durante muito tempo, a Cidade do México foi a mais poluída do planeta, mas uma série de medidas ajudou a melhorar a qualidade de vida por lá. Foi o que registraram os repórteres Flávia Freire e Eduardo Mendes.



Duas vezes por ano, Ivete tem que trazer o carro para a inspeção veicular na Cidade do México e ela só pode voltar a circular com um adesivo colado no vidro. É a prova de que o veículo está dentro das normas de emissão de poluição.



O programa de inspeção veicular na capital mexicana começou há quase 20 anos, bem antes do de São Paulo, que tem dois anos. No México, tudo começou em 1992, ano em que a qualidade do ar só não ultrapassou o aceitável para a saúde da população em apenas onze dias. Isso obrigou o governo do Distrito Federal Mexicano a travar uma dura batalha contra a poluição.



“Chegamos a ter até 15, 20 contingências de poluição por ano. Níveis que ultrapassavam três, quatro vezes as normas de proteção à saúde. Então, as pessoas pediam medidas radicais”, explica Rodolfo Lacy, do Centro de Estudos Ambientais Mario Molina.



As medidas vieram. O rodízio também chegou bem antes do que na capital paulista e mais rigoroso. Os carros não podem circular durante o dia inteiro, das 05h até as 22h em dois dias da semana e em um sábado por mês. E quase ninguém reclama.



“Beneficia a cidade, por causa do ar, da poluição, tudo”, conta um homem.



Outra arma contra a poluição são os ônibus vermelhos, que são movidos a um diesel mais limpo. No Brasil, o diesel menos poluente ainda não chegou em larga escala ao transporte público. E para os trajetos mais curtos, reina a bicicleta.



O programa de substituição de frota de táxis e ônibus velhos também ajuda. Já foram destruídos mais de oito mil veículos. O processo de destruição dos ônibus que fazem parte do programa de substituição do governo é muito rápido, dura de 3 a 5 minutos. É impressionante o tamanho da máquina: o ônibus é todo destruído, dá até um pouco de medo de ficar perto.



Nas escolas particulares, o desafio é outro: convencer os pais a não levarem seus filhos de carro, e sim de transporte escolar. O programa do governo é obrigatório e já vale em escolas que têm mais de 900 alunos. Em uma delas, todos são meninos, que até preferem os micro-ônibus porque podem brincar com os amigos durante a viagem.





Parque do Ibirapuera também sofre com a poluição de SP...Usar máscara com filtro para as caminhadas?

Parque do Ibirapuera também sofre com a poluição de SP


 
Teste aponta que índice no parque está acima do considerado aceitável.

Poluição traz diversos riscos à saúde
 
05/04/2011 12h40 - Atualizado em 05/04/2011 12h41



 
 
 
O Parque do Ibirapuera é um dos locais mais adorados pelos paulistanos. Bem arborizado, remete a uma natureza perdida em meio aos prédios comerciais, carros e trânsito. Contudo, o teste feito com o equipamento do laboratório de poluição da Universidade de São Paulo (USP) contradiz essa realidade: "45 mg/m³ não é um nível aceitável de exposição. Apesar de bem arborizado, esse valor não é o ideal”, diz a pesquisadora do laboratório de poluição atmosférica experimental, Ana Júlia Lichtenfels.



Ainda dentro do parque, mais perto da rua e do trânsito, o índice aumenta. Às 18h, horário de “rush”, o nível chega a 84 mg/m³, muito acima do estabelecido como aceitável pela Organização Mundial da Saúde (OMS).



Nas estações da Cetesb espalhadas por toda a cidade, fica fácil ver o que são as partículas que entram no organismo. “As partículas ficam em suspensão na atmosfera. Essas partículas vêm de queima de combustível. Como a frota da cidade é muito grande, elas passam a ser predominantes: quando o veículo passa pelo solo, ele também vai levantar a poeira”, afirma a gerente do setor de telemetria, Lucia Guardani.



O mal é quase invisível. As partículas mais comuns podem ser seis vezes mais finas do que um fio de cabelo. O nariz tem pelos para barrar a entrada de sujeira no corpo, mas esse pó tóxico é tão forte que fica difícil de filtrar. Resultado: ele vai direto par ao pulmão. “Aquele tamanho de partícula que adentra mais profundamente nossos pulmões e atinge a corrente sanguínea, se disseminando sistematicamente pelo corpo”, diz a pesquisadora.



Os danos à saúde são maiores do que se imagina. “Isso vai promover envelhecimento precoce do pulmão, bronquite, enfisema, câncer de pulmão e mortalidade cardiovascular. Os bebês vão ter peso menor quando são gestados em ambientes de maior poluição. O risco de aborto é maior. A partícula reproduz em pequena escala o que o cigarro faz em grande escala, ou seja, é um cigarro que eu fumo, ambiental, sem ter escolha”, conclui o pesquisador Paulo Saldiva, do Laboratório de Poluição da USP.



Piores poluentes

Segundo o pneumologista do Hospital São Paulo, José Alberto Neder, houve redução de alguns tipos específicos de poluentes na capital. Contudo, os principais ainda mantêm níveis elevados. “Os dados científicos apontam para redução para alguns específicos tipos de poluentes. Entretanto, os dois principais, o ozônio e o material particulado mp10, continuam com valores muito elevados.”



Por causa desses dois poluentes, muita gente vai parar nos hospitais da cidade. Na Grande São Paulo, a concentração é alta por causa das indústrias e, principalmente, por causa dos veículos.



quarta-feira, 6 de abril de 2011

Quando se trata da produção mundial de alimentos, o discurso do "triple bottom line" é esquecido...

Protestos esquentam debate florestal




Ruralistas levam 10 mil pessoas a Brasília para pressionar por aprovação de novo código sobre uso de florestas



Projeto do deputado Aldo Rebelo favorece proprietários rurais, mas diminui reservas para matas nativas



Evaristo Sá/France Presse



Agricultores participam de manifestação organizada por políticos ruralistas em Brasília



MARIA CLARA CABRAL

ANA CAROLINA OLIVEIRA

DE BRASÍLIA



Representantes do agronegócio fizeram vários atos durante todo o dia de ontem em Brasília, para pressionar pela aprovação do projeto que revisa o Código Florestal.

Segundo a Polícia Militar, 10 mil pessoas participaram da passeata e de uma missa campal. A CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), que representa os agricultores, fala em 20 mil.

Líderes do movimento ficaram frustrados com a posição do presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), que quer aguardar o fim do debate em uma nova comissão especial para levar o novo código ao plenário.

A falta de posição clara do governo sobre o tema também é um empecilho para a votação. Os ministérios do Meio Ambiente e da Agricultura têm divergências.

Sentindo que os ambientalistas podem perder a queda de braço com os ruralistas, a ministra Izabella Teixeira (Meio Ambiente) esteve na Câmara e falou da possibilidade de estender o prazo do decreto presidencial, que vence em 11 de junho, para que os produtores façam a averbação (ou seja, a delimitação) de sua reserva legal.

Izabella é contra o relatório de Aldo Rebelo (PCdoB-SP). Reclama, principalmente, da anistia que será concedida a pequenos agricultores que desmataram suas terras.

Já o ministério da Agricultura é a favor do texto de Rebelo. Segundo o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), o Planalto deve encerrar o impasse até o fim da semana.

Ontem, Rebelo confirmou que vai retirar do seu substitutivo a "moratória do desmatamento". O artigo prevê período de cinco anos no qual não seria permitido o corte raso de floresta nativa para uso agropecuário.

Outra mudança será a possibilidade de a reserva legal ser compensada no mesmo tipo de ambiente, mas em Estados diferentes.

De acordo com Kátia Abreu, presidente da CNA, o projeto põe fim à "agonia de brasileiros". "Os mais de 24 mil agricultores vieram aqui para demonstrar o desespero de cada um. Deles, 99% estão com sua produção de alimento na ilegalidade."



ALDO E MARINA

A ex-ministra do Meio Ambiente e candidata derrotada à presidência Marina Silva entrou na briga entre ruralistas e ambientalistas.

Disse, em sua conta do Twitter, que as mudanças no Código Florestal deveriam "proteger florestas, recuperar áreas destruídas e apoiar agricultores para que produzam de forma sustentável".

Em resposta, Rebelo disse que a intransigência de Marina "mostra que ela tem responsabilidade na legislação que levou para a ilegalidade muitos agricultores do país".




 
Esperar queda da inflação de alimentos é aposta arriscada para os BCs mundiais

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/ft0604201110.htm

Autor: SÉRGIO VALE

ESPECIAL PARA A FOLHA



Os últimos anos têm sido trabalhosos para os bancos centrais ao redor do mundo.

Nas décadas de 1990 e 2000, houve uma evolução dos mecanismos de controle de preços, principalmente com o desenvolvimento do sistema de metas de inflação.

Mas os riscos que devem ser controlados por essas instituições aumentaram. Há uma maior instabilidade tanto da inflação quanto do nível de crescimento, o que traz incertezas sobre as políticas a serem seguidas.

Um grande responsável por essa incerteza são os preços dos alimentos. Se fosse apenas uma demanda mais elevada de países como a China, talvez sua evolução fosse um pouco mais previsível. Mas, como há muito dinheiro disponível no mundo e poucos investimentos rentáveis, os fundos de investimentos que negociam commodities se tornaram mais atrativos. Isso ajuda no aumento dos preços.

Combater esses aumentos não é trivial. Como o Banco Central brasileiro reconhece, não há muito a fazer em termos de política monetária contra os choques da inflação de alimentos. Mas cabe aos bancos centrais evitar que essa inflação contamine as diversas cadeias de preços e façam um choque temporário virar permanente.

O BCE (Banco Central Europeu) vai enfrentar uma escolha de Sofia nesta quinta-feira: combater a inflação ou manter os estímulos ao crescimento, ainda fraco em boa parte da zona do euro.

Para o BCE, o risco de inflação sempre foi mais relevante, decisão que deverá prevalecer agora. Para o Fed (Federal Reserve), o risco da economia em baixa ainda é mais importante, mas até 2012 a inflação tenderá a se tornar um problema maior.

O caso brasileiro não é essencialmente diferente. Também sofremos efeitos dos preços de commodities.

Entretanto, o Banco Central deveria ser mais comedido em sua aposta sobre os efeitos temporários desses choques. O Brasil tem duas diferenças essenciais em relação aos outros países: a demanda cresce em ritmo forte e os riscos de reindexação são muito maiores.

Esperar que choques quaisquer se acomodem nessa situação nos parece uma aposta por demais arriscada para o Banco Central fazer neste momento.



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SÉRGIO VALE é economista-chefe da MB Associados.




Após inflação de alimentos, China aumenta juros


Autoria e fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/ft0604201108.htm

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS



A preocupação com a alta da inflação levou o Banco Central chinês a elevar ontem as taxas de juros do país. Foi o quarto aumento desde outubro do ano passado.

A escalada dos preços de alimentos criou uma tendência de aperto na política monetária (juros mais altos) não só nos países emergentes.

As economias desenvolvidas, que ainda sofrem com a crise financeira, enfrentam o dilema de segurar a inflação ou estimular o crescimento. O mercado financeiro aposta que vai prevalecer o controle de preços.

O BCE (Banco Central Europeu) deu indicações ao mercado de que amanhã pode elevar os juros, atualmente em 1%, a mínima histórica.

Nos Estados Unidos, o Fed (Federal Reserve) informou ontem que os diretores ainda estão divididos sobre o ajuste monetário. O presidente do banco, Ben Bernanke, disse que a inflação de alimentos deve ser passageira.

Na China, as taxas subirão em 0,25 ponto a partir de hoje. Os juros de empréstimos, que são comparáveis à Selic, ou seja, taxa básica do país, irão para 6,31%. Já a taxa de depósito sobe para 3,25%.

Essa segunda taxa foi um instrumento criado pelo país para controlar a poupança da população. Quando esse juro sobe, a população deixa o dinheiro rendendo nos bancos. E, com a queda da taxa, a população é estimulada a aumentar o consumo.

Os preços ao consumidor na China subiram 4,9% em fevereiro. Somente a inflação de alimentos registrou um aumento de 11%.

A alta dos juros terá como consequência possível uma pequena redução do crescimento econômico na China -a previsão atual do FMI para 2011 é de 9,5%.






Japão identifica radioatividade em peixes...A cadeia alimentar no Oceano Pacífico será afetada? Mutações?

Japão identifica radioatividade em peixes




São Paulo, quarta-feira, 06 de abril de 2011



Autoria e fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/ft0604201101.htm
 

 
Governo estabelece limites para radiação em frutos do mar; amostras pescadas têm índices acima do máximo



Operários anunciam conserto do vazamento num dos reatores; água radioativa ainda é bombeada para o mar



Toru Yamanaka/France Presse

Japonesa separa peixes no mercado de Hirakatana, na cidade de Ibaraki; governo confirma contaminação por radiação



DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS



O Ministério da Saúde do Japão anunciou ontem que peixes encontrados na costa de Ibaraki (cidade a 80 km da usina de Fukushima 1) apresentaram índices de iodo radioativo acima do limite aceitável para consumo.

A notícia ameaça comprometer ao menos em parte a indústria pesqueira do país, que movimenta US$ 16 bilhões por ano e emprega 212 mil pessoas. O Japão produz 15% do peixe mundial.

O anúncio aconteceu ao mesmo tempo em que o governo japonês estabeleceu um limite de segurança para índices de radioatividade encontrados em frutos do mar.

Vazamentos de radiação e o bombeamento de água usada no resfriamento dos reatores da usina, afetados por um tsunami em 11 de março, contaminaram o oceano.

A água do mar ao lado do complexo registrou ontem índices de iodo radioativo 4.800 vezes mais alto que o limite legal.

A espécie de peixe encontrada com índices elevados de radiação é o kounago pequeno, espécie de sardinha.

Além do iodo-131, ele apresentava índices de césio radioativo pouco abaixo do limite máximo tolerado. Segundo o governo, o peixe foi retirado do mar na última sexta-feira.

Amostras de espinafre e leite produzidos em Fukushima já revelaram radiação acima do limite legal.

Especialistas japoneses afirmaram, porém, que os limites são conservadores e seria necessário consumir quantidades enormes desses alimentos para sofrer problemas de saúde.

Apesar disso, a indústria pesqueira já sente o efeito da crise. "Mesmo se o governo disser que o peixe é seguro, as pessoas não vão comprar", disse Ichiro Yamagata, um pescador de Fukushima.

A Índia já se tornou o primeiro país a proibir totalmente a importação de comida do Japão por causa da radiação. Índices de radioatividade não nocivos ao homem já foram encontrados nos EUA e Cingapura.



VAZAMENTO

Ontem, a Tepco, empresa dona da usina, anunciou ter contido o vazamento de água radioativa do reator 2, que estava contaminando o mar.

Contudo, desde anteontem, operários bombeiam para o oceano 11,5 mil toneladas de água radioativa -correspondente a três piscinas olímpicas- usada para resfriar os reatores nucleares.

Segundo a Tepco, a quantidade total de água radioativa acumulada no interior da usina é de 60 mil toneladas, mas apenas a parte com os menores índices de radiação será jogada no mar

A empresa começou a distribuir dinheiro para cidades afetadas pela catástrofe, mas em quantidades consideradas pequenas. Ao menos seis prefeitos foram à capital Tóquio pedir mais verbas.




Japão estabelece novo limite de radiação para frutos do mar


05/04/2011 - 09h53

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DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS


Autoria e fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mundo/898382-japao-estabelece-novo-limite-de-radiacao-para-frutos-do-mar.shtml

Diante do aumento em milhões de vezes o limite da radiação na água do mar, o governo do Japão decidiu criar seu primeiro padrão legal de radiação para frutos do mar e peixes.




A Tokyo Electric Power (Tepco), companhia operadora da usina nuclear de Fukushima Daiichi, informou nesta terça-feira que foi detectado na água do mar nas proximidades da central um nível de iodo radioativo cinco milhões de vezes superior ao limite legal, enquanto o césio-137 apresenta índice 1,1 milhão de vezes maior.



A Tepco insiste que a radiação vai se dispersar rapidamente no mar e que não impõe risco imediato. Mas especialistas indicam que a contaminação por iodo radioativo e césio-137 pode sim criar uma contaminação residual.

Diante de relatos de que a radiação está aumentando nos peixes, principal fonte de proteína da alimentação japonesa, o governo criou um padrão de radiação aceitável para este tipo de alimento.




Níveis elevados der iodo radioativo foram detectados em peixes launce, pescados em Kitaibaraki, na província de Ibaraki. Outro tipo de peixe pescado perto de Kitaibaraki também estava contaminado com 526 bequerels por kg de césio, excedendo o limite legal de 500 bequerels.



"Mesmo que o governo diga que o peixe é seguro, as pessoas não vão querer comprar frutos do mar de Fukushima", disse Ichiro Yamagata, pescador que vivia próximo ao complexo e hoje está em um abrigo em Tóquio. "Nós provavelmente não poderemos pescar lá por vários anos".



Uma amostra recolhida no início de segunda-feira em uma área marinha próxima ao reator 2 de Fukushima revelou uma concentração de iodo-131 de 200 mil becquerels por centímetro cúbico.



As análises também mostraram que a presença de césio-137 superava o limite legal em 1,1 milhão de vezes, segundo fontes da Tepco citadas pela emissora pública de televisão NHK.



Enquanto o iodo-131 tem vida média relativamente breve, de oito dias, o período de semidesintegração do césio-137 é de 30 anos.




Especialistas concordam que a radiação se dissipa rapidamente pelo oceano Pacífico, mas a exposição direta com a água contaminada pode levar a danos imediatos, segundo Yoichi Enokida, professor de ciência dos materiais na Universidade Nagoya.

Ele afirma ainda que a longa meia-vida do césio-137 é o maior risco, já que pode se acumular nos peixes ao longo do tempo.




Fukushima não é uma grande área pesqueira e a pesca é proibida nos arredores da usina nuclear. Já as áreas costeiras afetadas pelo tsunami do dia 11 de março representam cerca de um quinto da enorme indústria pesqueira do Japão.



Os pescadores afirmam, contudo, que os temores de radiação podem afetar a confiança dos consumidores em toda a produção do país. Embora o Japão importe mais do que exporta, o país enviou significativos US$ 2,3 bilhões em frutos do mar no ano passado.



COMPENSAÇÃO



A TEPCO disse nesta terça-feira que iniciou o pagamento de "dinheiro de condolência" para que governos locais possam ajudar as pessoas que tiveram de deixar suas casas ou que foram afetadas pela radiação da usina.



A companhia deve ter de pagar uma conta gigantesca pelos danos causados pela usina, mas disse que primeiro precisa avaliar a extensão dos danos na unidade antes de começar o pagamento de compensações.



"Ainda estamos discutindo o quanto será pago por nós mesmos e quanto precisaremos de ajuda do governo", disse o vice-presidente-executivo da Tepco, Takashi Fujomotohe, em entrevista coletiva.







PURA NOS PARQUES SUSTENTÁVEIS


Prefeitura amplia ações de combate ao desperdício de água








Depois de mostrar eficiência na redução de consumo de água em mais de mil prédios da Secretaria Municipal da Educação, o Programa de Uso Racional da Água (PURA) da SABESP será ampliado para 600 unidades da saúde, entre postos de saúde, hospitais e ambulatórios e parques municipais do município.





Depois de mostrar eficiência na redução de consumo de água em mais de mil prédios da Secretaria Municipal da Educação, o Programa de Uso Racional da Água (PURA) será ampliado para os postos de saúde, hospitais e ambulatórios do município. Trata-se de uma parceria entre a Prefeitura e a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) que já atingiu uma redução de quase 33 milhões de litros no consumo de água por mês em equipamentos educacionais. A partir desta terça-feira (5) o PURA será implantado também em 600 unidades de saúde.



Durante o evento de anúncio, o prefeito de São Paulo ressaltou como mais importante o caráter de educação ambiental propiciado pelo programa. “O PURA, antes de mais nada, é um programa de cidadania que tem no fator educativo seu objetivo principal. Todas as escolas da nossa rede participam desta iniciativa, que fez com que as crianças entendessem a importância da economia de água. A partir de agora estamos expandindo para os equipamentos de saúde. A economia por si só não é o mais importante. Tão importante quanto a redução de consumo é o caráter educativo da ação”, afirmou o prefeito.



Segundo a secretária-adjunta de Educação a experiência iniciada em 2007 resultou na participação de 1.362 prédios da Secretaria. Todos passaram por um diagnóstico da Sabesp que apontou reparos urgentes na hidráulica das unidades, além da troca de torneiras e vasos sanitários. O resultado foi a redução de quase 33 milhões de litros no consumo de água por mês, volume suficiente para abastecer aproximadamente 7.400 pessoas, considerando a média de 150 litros/pessoa/dia. “As crianças e os jovens entenderam a importância de economizar água e passaram a praticar a nova postura. Muitos pais comentam na escola que os filhos fiscalizam o uso da água em casa alertando os demais membros da família”, disse a secretária adjunta.



Treinamento



As unidades de Saúde também passarão por diagnóstico de correção de vazamentos, troca e adequação de aparelhos hidráulicos por aparelhos de baixo consumo de água. O treinamento dos gestores e funcionários começou hoje à tarde (5/4) com a entrega de cartilhas que contêm amplo conteúdo sobre educação ambiental, medidas para redução do consumo e informações sobre o PURA. A partir dessa cartilha, o gestor será instruído sobre como detectar vazamentos, como medir o consumo do imóvel e os benefícios de trocar equipamentos comuns por outros que economizam.



“Este programa é mais do que um aprendizado sobre economia de recurso financeiro. É um processo de resgate da cidadania. Muitos dos nossos programas de saúde só dão certo porque as crianças e jovens atuam de forma importante como é o caso do combate à Dengue na cidade de São Paulo. Nossos novos hospitais já serão todos construídos com visão de sustentabilidade”, assegurou o secretário da Saúde.



Além de garantir o sucesso na redução do consumo de água, o PURA tem outra vantagem: abatimento de 25% na tarifa cobrada pela Sabesp. Toda vez que se consegue manter uma redução mínima de 10% no consumo, esse benefício é concedido. “No Município de São Paulo nós já estamos economizando 100 milhões de metros cúbicos de água por mês, o que equivale a abastecer uma cidade com 26 mil habitantes. Iniciamos hoje o trabalho junto à Secretaria da Saúde com a adoção de tecnologias poupadoras de água: válvulas, torneiras, vasos sanitários econômicos, entre outras”, esclareceu Dilma Pena, presidente da Sabesp.



Ações da Prefeitura



A administração municipal também implantou outros projetos para evitar o desperdício. Como por exemplo, utilizando água de reuso na limpeza pública da cidade de São Paulo. O contrato firmado pela Secretaria de Serviços com as empresas que realizam a varrição na capital exige que as mesmas utilizem a água reaproveitada para a limpeza de vias públicas e lavagem de feiras livres, calçadões e logradouros públicos. Essa medida já vem garantindo economia de 80% nos gastos com a utilização de água. Diariamente são utilizados cerca de 550 mil litros de água de reuso.



As cinco empresas de varrição pública, contratadas pela Prefeitura, compram a água que é produzida nas Estações de Tratamento de Esgoto. Nas ruas de São Paulo são usados dois tipos de caminhões com capacidade para armazenar até 12 mil litros. A água de reuso sofre tratamento para tornar-se inerte do ponto de vista bacteriológico permitindo que ela seja usada para geração de energia, refrigeração de equipamentos, limpeza de vias, irrigação de áreas verdes, além da lavagem de veículos.



Outra ação nessa área foi a criação, em 2007, da Operação Defesa das Águas, em parceria com o Governo do Estado. É um conjunto de medidas destinadas a proteger as áreas de mananciais no município. Atuando em três frentes (região das represas, na Zona Sul; Serra da Cantareira, na Zona Norte e Várzea do Rio Tietê, Zona Leste), a Operação define perímetros nessas regiões e protege as áreas de invasões, loteadores clandestinos e desmatadores.



Por iniciativa da diretoria da Frota da Secretaria de Serviços, durante três meses realizou-se um mapeamento de toda a instalação hidráulica do prédio e dos demais departamentos. Detectados e consertados os vazamentos, o consumo de água foi reduzido em 100 mil litros por mês, uma economia de 60% na conta.



Outra novidade no esforço conjunto de combate ao desperdício foi atualizar a ata de preços de Edif – a empresa responsável pelas obras da Prefeitura – para que todos os prédios novos já sejam construídos com equipamentos adequados para a economia de água. Deste modo, foram incorporadas várias especificações técnicas nas obras novas.



O PURA envolve basicamente:



1- O diagnostico preliminar da situação dos imóveis quanto aos vazamentos e utilização de equipamentos economizadores de água  como torneiras com temporizadores, bacias econômicas, etc.

2- Substituição dos equipamentos por economizadores de água e eliminação de vazamentos

3- Cursos de Capacitação para os administradores dos parques

4- Cursos de Controladores para as equipes de manutenção e de engenharia

5- Cursos de Limpeza para orientação das equipes de limpezas dos imóveis e de lavanderias

6- Palestras junto a Comunidades frequentadores dos parques (para mobilização social e divulgação geral a visitantes e etc).









Benefícios deste programa são:



  • Economia de mínima de 10% no volume consumido de água em cada imóvel;

  • Desconto no custo da tarifa de água diferenciada em aproximadamente 25%

Copa do Mundo 2014: Mapa de oportunidades para MPEs

Copa 2014 gera 448 oportunidades de negócios para pequenas empresas





Sebrae apresenta Mapa de Oportunidades em quatro setores da economia e lança programa de capacitação e desenvolvimento


Autoria e fonte: http://www.incorporativa.com.br/mostranews.php?id=5861


05/04/2011




Construção civil, tecnologia da informação, turismo e produção associada ao turismo (gastronomia, artesanato etc). Esses quatro setores da economia oferecem 448 oportunidades de negócios para pequenas empresas nas 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014.



Desenvolvimento de softwares, projetos e assistência técnica, manutenção e suporte. Essas são algumas das 105 oportunidades que podem ser aproveitadas pelas pequenas empresas do setor da tecnologia da informação (TI) nos períodos pré e durante Copa do Mundo de 2014. As empresas que em decorrência da competição se tornarem mais competitivas também terão oportunidades a longo prazo.



Os dados fazem parte do "Mapa de Oportunidades para as Micro e Pequenas Empresas nas Cidades-Sede", divulgado pelo Sebrae nesta terça-feira (29), no Rio de Janeiro.



Veja na íntegra, em formato PDF: Mapa de Oportunidades para as Micro e Pequenas Empresas nas Cidades-Sede


O mapeamento é uma das ações previstas no Programa Sebrae na Copa de 2014, que receberá, até 2013, investimentos de R$ 79,3 milhões. Os recursos serão aplicados em programas de consultoria, inovação e acesso a mercados, como o Sebrae Mais, Sebraetec, Agentes Locais de Inovação (ALI) e Centrais de Negócios. Para atender à demanda, novas soluções também poderão ser criadas.



De acordo com o mapeamento do Sebrae, encomendado à Fundação Getúlio Vargas (FGV), haverá possibilidades de negócios para pequenos empreendimentos antes, durante e após o evento esportivo. Alguns exemplos são as agências de viagens emissivas e de receptivo, fornecedores de uniformes, empresas de terraplenagem, restaurantes e outros estabelecimentos de alimentação e bebidas, comércio de reparação e manutenção de equipamentos de comunicação, empresas de Internet e infraestrutura de TI, produção de artesanato, design de produtos e embalagens, fornecedores de material e mobiliário de escritório, entre outras.



As 448 oportunidades de negócios foram extraídas de uma lista de atividades nas quais essas empresas podem empreender com grande chance de sucesso. Esses segmentos incluem as compras governamentais (com as garantias previstas na Lei Geral da Micro e Pequenas Empresas) e os negócios diretamente com o mercado – que representam a maior parte das oportunidades. Ainda no primeiro semestre de 2011, serão mapeados mais cinco setores: agronegócio, madeira e móveis, têxtil e confecção, comércio varejista e serviços.



Legado



Além da realização de negócios, o Programa Sebrae na Copa 2014 aproveita o impulso do evento esportivo para trabalhar no desenvolvimento das micro e pequenas empresas. “A idéia é permitir que elas ocupem um espaço maior na economia, não apenas no período até 2014, mas no futuro. Atualmente, 99% das empresas brasileiras são micro ou pequenas e elas respondem por 20% do Produto Interno Bruto. Em países como a Alemanha, a participação no PIB chega a 40%”, afirma o presidente nacional do Sebrae, Luiz Barretto.



Entre as ações para a Copa, está prevista, inicialmente, a capacitação de 7,7 mil empreendimentos avançados (com mais de dois anos de funcionamento) nas 12 cidades-sede, que serão multiplicadoras dos avanços de gestão e inovação para centenas de milhares de outros empreendimentos. “Tão importante quanto fazer essa capacitação de gestores é articular, junto às grandes corporações, a inserção das pequenas empresas nas principais cadeias produtivas. Já iniciamos o diálogo com as principais associações empresariais nesse sentido”, revela Luiz Barretto.



Neste primeiro momento, o levantamento está sendo feito em âmbito nacional. A segunda etapa será a identificação das atividades mais promissoras em cada estado que sedia a Copa, levando em consideração as aptidões locais. Estão em andamento 14 mapeamentos locais, sendo nove no setor da construção civil – no Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Amazonas, Mato Grosso, Distrito Federal, Ceará e Paraná. Em tecnologia da informação, os mapeamentos ocorrem no Rio de Janeiro, Pernambuco, Paraná, Distrito Federal e Ceará. Até maio deverão estar concluídos os dados regionais dos quatro setores.



As atividades priorizadas pelos Estados serão trabalhadas em encontros de negócios organizados pelo Sebrae e irão contar com a participação de empresários (fornecedores e compradores de produtos e serviços), associações de classe, bancos de financiamento e outras entidades. Ao todo, serão 12 encontros, um por cidade-sede, que devem começar no primeiro semestre.



Regras do jogo



O Mapa de Oportunidades aponta quais são os requisitos obrigatórios e classificatórios que devem ser cumpridos para que os empresários possam garantir seu espaço no mercado. Eliminatórios são aqueles sem os quais uma empresa é ou não contratada, normalmente por questões legais, como alvará de funcionamento, nota fiscal, Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) e Inscrição Estadual.



Já os requisitos classificatórios são os que agregam valor à empresa, sendo uma condição diferencial que poderá aumentar as chances de desenvolvimento e exploração dos negócios. São de três tipos: documentação específica (como CREA, certificações ISO), gestão e sustentabilidade. No setor de turismo, por exemplo, contam pontos a favor da empresa o apoio no combate à exploração sexual de crianças e adolescentes e a contratação prioritária de mão de obra de fornecedores locais.



Outro dado relevante do mapeamento é o índice de densidade das empresas nas atividades dos setores. Esse índice oscila entre 0 e 1. Um índice 0,80 significa que, do total de empresas da respectiva atividade econômica, 80% delas são micro e pequenas. No setor de tecnologia da informação, as atividades de rádio têm nível de densidade de 0,82. No turismo, os serviços de guia registram índice de 0,99.






Copa do Mundo 2014: Mapa de oportunidades para MPEs


Mapa de oportunidades para micro e pequenas empresas nas cidades-sede

Empresários de micro e pequenas empresas de vários setores podem se beneficiar

Estudo aponta mapa de oportunidades de negócios e desenvolvimento empresarial para micro e pequenas empresas nos setores: Construção civil, Tecnologia da informação, Turismo e Produção associada ao turismo.



Com a seleção das doze cidades-sede para a Copa do Mundo de Futebol da FIFA em 2014, o Brasil inicia uma etapa de planejamento dos projetos necessários para a maximização dos resultados do evento para o País.



Os investimentos programados para a organização e realização da Copa do Mundo FIFA 2014 no Brasil, bem como o maior volume de movimentação econômica durante (e após) o evento, representam uma oportunidade de apropriação desses montantes pelas micro e pequenas empresas (MPEs) brasileiras situadas nos estados onde ocorrerão os jogos.



Conforme estimativas da Ernest & Young, em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), o valor investido em obras de infraestrutura e organização do País será de R$ 22,46 bilhões.



Adicionalmente, a competição deverá injetar R$ 112,79 bilhões na economia brasileira, com a produção em cadeia de efeitos diretos, indiretos e induzidos. Estima-se que, no período de 2010 a 2014, sejam movimentados R$ 142,39 bilhões adicionais no País.



Apenas para o setor de tecnologia da informação (TI), serão necessários investimentos de R$ 309 milhões para acomodar o grande fluxo de dados associado ao megaevento.



Esse números indicam fortemente que muitas oportunidade se abrirão para empresários de vários setores. Foi pensando nisso que o Sebrae apresenta nesse primeiro estudo, exclusivamente, o mapeamento de oportunidades da Copa do Mundo 2014 para as micro e pequenas empresas nos setores de construção civil, tecnologia da informação, turismo e produção associada ao turismo em nível nacional.



Leia o estudo completo (em pdf) e acompanhe as novidades sobre o assunto no portal do Sebrae.