quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Pesquisa liga autismo à poluição atmosférica



Atualizado em  27 de novembro, 2012 - 09:08 (Brasília) 11:08 GMT

Carros (Arquivo/Getty)
Cientistas pesquisaram ligação entre poluição do ar e ocorrência de autismo
Uma pesquisa realizada na Califórnia, Estados Unidos, sugere que o autismo está ligado à poluição gerada por veículos.
O estudo envolveu mais de 500 crianças e as descobertas foram apresentadas na revista especializada Archives of General Psychiatry.
Os pesquisadores da Universidade do Sul da Califórnia usaram dados da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos para calcular os níveis de poluição registrados nos endereços escolhidos para participar da pesquisa.
Os dados foram usados para comparar a exposição à poluição no útero e durante o primeiro ano de vida. Foram analisadas 279 crianças com autismo e 245 crianças sem o problema.
De acordo com os cientistas, as crianças que viviam nas casas expostas à uma quantidade maior de poluição "tinham três vezes mais chances de ter autismo, comparadas às crianças que moravam em casas com níveis mais baixos de exposição" à poluição.
Os pesquisadores da Califórnia alertam que esta constatação pode ter implicações mais amplas, pois a poluição do ar é "comum e pode ter efeitos neurológicos duradouros".

Outras variantes

Outros pesquisadores questionaram como a poluição pode alterar o desenvolvimento do cérebro de uma criança e levar ao autismo.
"Me parece muito improvável que a associação (entre poluição do ar e autismo) seja causal", afirmou Uta Frith, professora de desenvolvimento cognitivo do University College de Londres.
Para a professora, o estudo californiano não "nos fez avançar em nada, pois não apresenta um mecanismo convincente pelo qual os poluentes podem afetar o desenvolvimento do cérebro para resultar em autismo".
Um dos problemas com estudos deste tipo é que é difícil analisar todos os aspectos da vida de uma pessoa que podem afetar a probabilidade de desenvolver autismo, como o histórico familiar, por exemplo.
Isto significa que o estudo não pode afirmar que o autismo é causado por poluição gerada por veículos, apenas que pode haver uma ligação entre as duas coisas.
Mas, para Sophia Xiang Sun, do centro de pesquisas em autismo da Universidade de Cambridge, diminuir a poluição seria uma boa ideia.
"Sabemos que a poluição do ar relacionada ao trânsito de veículos pode contribuir com muitas outras doenças e é biologicamente plausível que também tenha um papel no desenvolvimento do autismo", afirmou.
"No entanto, existindo ou não uma associação potencial entre autismo e poluição do ar, a redução desta poluição relacionada ao trânsito seria boa para a saúde pública", acrescentou.

Marginais dos rios Pinheiros e Tietê recebem projeto de revitalização


17 de December de 2012 • Atualizado às 11h17




O valor total da proposta de requalificação urbana das Marginais é de R$ 30 bilhões. Foto| Fernando Stankuns

O governo de São Paulo anunciou uma proposta de revitalização das áreas no entorno das marginais Pinheiros e Tietê. O projeto conta com a instalação de Veículos Leves sobre Trilhos (VLT), uma ciclopassarela e um parque no Cebolão.
O conceito por trás do projeto é transformar as áreas, que hoje são ocupadas apenas por carros e apresentam constantes congestionamentos, em locais de convivência. Para isso, serão inauguradas lojas nas marginais e novas áreas verdes.
A expectativa é de que todas as estruturas estejam funcionando dentro de 15 anos. O primeiro passo será a construção da ciclopassarela, que será exclusiva para o uso dos ciclistas e pedestres que queiram atravessar da Cidade Universitária ao Parque Villa-Lobos. A via deve ser concluída em 2014, após serem investidos, em média, R$ 80 milhões.
O Complexo Viário dos Heróis, popularmente conhecido como Cebolão, terá parte de sua estrutura transformada em área verde. De acordo com o projeto, a revitalização se dará na ligação entre o rio Pinheiros e o Tietê. A última parte da transformação das marginais ficará por conta da instalação do sistema de Veículos Leves sobre Trilhos (VLT), que atuam de forma semelhante aos antigos bondes e devem percorrer toda a via às margens dos rios.
As novidades anunciadas na última semana pelo secretário estadual de Desenvolvimento Metropolitano, Edson Aparecido, devem ser complementadas com outros detalhes, como a construção de deques em pontos estratégicos do rio.
Para que todo o projeto tenha sucesso e a população possa desfrutar das novidades da maneira como as autoridades locais esperam, o governador Geraldo Alckmin reforçou o empenho dedicado aos trabalhos de despoluição dos dois rios que cortam a cidade de São Paulo. Segundo ele, a resolução para o problema está a caminho e o primeiro passo já foi dado: tratamento de esgoto.
O valor total da proposta de requalificação urbana das Marginais é de R$ 30 bilhões e o projeto deve ser entregue ao governo estadual no início de 2014, conforme informado pelo Estadão.
A proposta ainda tem a aprovação completa de especialistas. O consultor de trânsito Horário Augusto Figueira, por exemplo, foi entrevistado pelo jornal paulistano e informou que o sistema de VLT não é o mais eficiente para o local em que ele deve ser inserido. Muitos ciclistas, que se manifestaram através de grupos em redes sociais, também demonstram insatisfação com a construção da ciclopassarela, alegando que o investimento seria melhor empregado se fosse destinado a melhorias na área de segurança do transporte e à construção de estruturas mais simples e eficientes, que alcançassem uma área maior da cidade. Com informações do Estadão.
Redação CicloVivo

Veículo elétrico recebe energia pelos pneus

Publicado em 17 de dezembro de 2012

Engenheiros japoneses idealizaram uma nova forma de manter carregadas as baterias dos veículos elétricos.

Já existem várias propostas de mecanismos para recarregar os carros elétricos em movimento, usando eletricidade sem fios.

Por exemplo, estradas magnéticas poderiam fornecer energia para o veículo, ou para recarregar suas baterias, usando bobinas instaladas na parte inferior do carro.

Takashi Ohira e seus colegas da Universidade Toyohashi tiveram uma ideia ainda melhor e mais barata, que praticamente não exigirá nenhuma modificação no carro.

Energia pelos pneus

Ohira demonstrou que é possível transferir a energia elétrica para os carros remotamente, sem fios, aproveitando o aço usado no interior dos pneus.

Devido ao seu formato, o aço presente no interior dos pneus já é naturalmente uma bobina, pronta para capturar a eletricidade disponibilizada por eletrodos instalados sob o asfalto.

Como os fios de aço estão eletricamente isolados pela borracha do pneu, os pesquisadores usaram uma corrente de alta frequência, capaz de cobrir com segurança e confiabilidade a distância entre os eletrodos e a bobina.

Autonomia dos carros elétricos

Os pesquisadores testaram seu conceito usando um modelo de carro elétrico, em escala 1/32.

O carro circulou perfeitamente, com uma eficiência de penetração da eletricidade sem fios de 75% a 52 MHz.

"Se o esquema for aplicado na prática, nós acreditamos que ele permitirá um tremendo aumento na autonomia dos carros elétricos," disse Ohira.

No futuro, quando avenidas e rodovias estiverem preparadas para fornecer eletricidade para os veículos elétricos em movimento, esses veículos poderão usar um número muito menor de baterias, já que elas serão necessárias apenas nas vias locais, onde não houver suprimento de eletricidade sem fios.

O Brasil também emitiu mais CO2 em 2011: 424 milhões de toneladas, um aumento de 1,4% em relação a 2010

China, Índia e Brasil emitiram mais CO2 em 2011, diz pesquisa


http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/12/121202_relatorio_clima_dg.shtml
Atualizado em  2 de dezembro, 2012 - 16:03 (Brasília) 18:03 GMT

Emissões de CO2
Gás carbônico é um dos principais agentes do aquecimento global
Dados divulgados neste domingo por pesquisadores na Grã-Bretanha indicam que China e Índia contribuíram bastante para que o mundo aumentasse em 3,5% as suas emissões de gás carbônico (CO2) no ano passado.
Em 2011, as emissões de China e Índia aumentaram 9,9% e 7,5%, respectivamente, em comparação com 2010. O Brasil também emitiu mais CO2 em 2011: 424 milhões de toneladas, um aumento de 1,4% em relação a 2010.

Tópicos relacionados

Já outras duas regiões apresentaram queda na quantidade de CO2 emitida no mesmo período, segundo os cientistas da universidade britânica: Estados Unidos (queda de 1,8%) e União Europeia (2,8%).
Os dados da Universidade de East Anglia indicam que as emissões aumentarão em 2012, atingindo um volume recorde.
Um relatório produzido pela universidade afirma que as emissões de gás carbônico crescerão 2,6% este ano, na comparação com 2011, atingindo o volume de 35,6 bilhões de toneladas emitidas.

Metas do Protocolo

Este valor é 58% superior ao de 1990, ano base usado pelo Protocolo de Kyoto. O tratado, que não foi assinado pelos Estados Unidos, previa que os países signatários reduzissem as suas emissões de CO2 em 5,2% ao longo da década, tendo 1990 como referência.
O CO2 é o principal gás que provoca o aquecimento global e é produzido através da queima de combustíveis fósseis ou desmatamento.
Os dados foram publicados neste domingo nas revistas científicas Nature Climate Change e Earth System Science Data Discussions.
Dados referentes a 2011 mostram que os países que mais emitem dióxido de carbono são a China (28% do total mundial), Estados Unidos (16%), União Europeia (11%) e Índia (7%). O Brasil é responsável por 1,4% das emissões de CO2.
Ainda assim, se considerados os tamanhos das populações, a emissão por pessoa (per capita) da China ainda é inferior a dos países ricos.
A emissão per capita da China está em 6,6 toneladas de CO2, se aproximando da média europeia de 7,3%. Ambos ainda estão longe da média americana, de 17,2 toneladas de CO2 por pessoa.
Já no Brasil, a emissão per capita de CO2 variou pouco ao longo da última década: de 1,9 toneladas por pessoa em 2001 para 2,2 toneladas em 2011.
"Os dados mais recentes estão sendo divulgados quando o mundo debate mudanças climáticas em Doha", disse a pesquisadora Corinne Le Quéré, da universidade britânica.
"Mas com as emissões ainda crescendo, é como se ninguém estivesse ouvindo toda a comunidade científica."
O painel da ONU sobre Mudanças Climáticas começou no Catar na semana passada e termina na próxima sexta-feira. Mais de 17 mil pessoas estão discutindo medidas para evitar que a temperatura do planeta aumente ao longo deste século.
Um dos pontos em discussão é a criação de novas metas de emissão por país.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Workshop discute prioridades de pesquisa em segurança alimentar e mudanças no uso do solo

Workshop discute prioridades de pesquisa em segurança alimentar e mudanças no uso do solo


http://agencia.fapesp.br/16628
17/12/2012

Por Rodrigo de Oliveira Andrade

Revista Pesquisa FAPESP – Pesquisadores de vários países e áreas do conhecimento se reúnem em São Paulo, entre os dias 17 e 19 de dezembro, para participar do “Belmont Forum International: Call Scoping Workshop on Food security and land use change”.

Organizado pela FAPESP, em parceria com o Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da Universidade de São Paulo e o Belmont Forum, o workshop abordará temas relacionados à segurança alimentar e às mudanças no uso da terra – dos impactos dos sistemas de produção de alimentos no meio ambiente à produção sustentável de alimento e combustível.

O evento é aberto apenas aos pesquisadores convidados e tem como objetivo definir as prioridades de pesquisa para a segunda chamada Belmont Forum de propostas de pesquisa.

O Belmont Forum é uma entidade criada pelas principais agências financiadoras de pesquisa sobre mudanças ambientais do mundo. O grupo se formou em 2009 durante uma conferência realizada pela National Science Foundation, dos Estados Unidos, e o Natural Environment Research Council (Nerc), do Reino Unido, na cidade norte-americana de Belmont.

O objetivo do fórum, coordenado pelo International Group of Funding Agencies for Global Change Research (IGFA), é tentar influenciar nos rumos da colaboração internacional em estudos sobre mudanças globais por meio de chamadas conjuntas de pesquisas. Como membro do Belmont Forum, a FAPESP vem participando da iniciativa auxiliando na escolha dos temas das pesquisas, na elaboração das chamadas e na análise, seleção e cofinanciamento dos projetos.

Cientistas dos países signatários do Belmont Forum participarão do workshop em São Paulo, como Thomas Rosswall, do Research Program on Climate Change, Agriculture and Food Security, da Dinamarca; John Ingrand, do Global Environmental Change and Food Systems, do Reino Unido; e Margaret Gill e Isabelle Albouy, do The European Joint Programming Initiative on Agriculture, Food Security and Climate Change, que abordarão os impactos das mudanças climáticas na produção de alimentos e a interação entre sistemas de alimentos e meio ambiente.

No rol de participantes brasileiros liderados pelo professor Reynaldo Luiz Victoria, coordenador do Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG), o workshop terá apresentações de André Nassar, do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone), sobre biocombustíveis sustentáveis, e de Carlos Joly, professor da Unicamp e coordenador do programa BIOTA-FAPESP.

Dividido em sessões plenárias e em grupos de trabalho, o evento será realizado em conjunto por três programas de pesquisas da FAPESP: BIOTA, BIOEN (de pesquisas em bioenergia) e PFPMCG.

“Desenvolvimento sustentável é um desafio para o mundo e um tema com muitas oportunidades para o Brasil. Com três programas sobre biodiversidade, bioenergia e mudanças climáticas globais, a FAPESP está institucionalmente posicionada para participar ativamente, abrindo oportunidades para os pesquisadores no Estado de São Paulo”, disse Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP e vice-presidente do Fórum.

“A expectativa é gerar um documento sólido que sirva de base para a ação colaborativa de pesquisa internacional em segurança alimentar e mudança no uso da terra”, explicou Maria Victoria Ramos Ballester, da Divisão de Funcionamento de Ecossistemas Tropicais do Cena-USP, uma das organizadoras do evento.

“Esse documento, além de sintetizar as discussões estabelecidas durante os três dias de evento, também se propõe a identificar as lacunas de pesquisa nessas áreas. A ideia é submetê-lo à reunião do Belmont Forum em fevereiro de 2013”, disse.

Ballester destaca o caráter interdisciplinar do evento. “Esperamos que o workshop promova a interação entre os cientistas das áreas socioeconômicas e naturais e que favoreça a criação de um espaço de compartilhamento de conhecimento local, regional e global sobre segurança alimentar e mudança no uso da terra”, disse.

“Hoje, duas grandes questões norteiam as discussões em relação a esses temas: uma é como os atuais padrões de demanda de alimentos afetam o uso do solo, a biodiversidade e a segurança alimentar. A outra é como as mudanças no uso do solo afetam os serviços alimentares. Acredito que elas também estarão presentes nesse workshop, o que reforça a necessidade de diferentes pontos de vista”, disse Ballester.

Chamada em 2013

A primeira chamada de propostas do Belmont Forum foi lançada em abril de 2012 e contou com recursos de cerca de 20 milhões de euros, dos quais 2,5 milhões foram investidos pela FAPESP, sendo 1,5 milhão de euros para projetos de pesquisa sobre segurança hídrica e 1 milhão de euros para pesquisas sobre vulnerabilidade costeira.

Os projetos serão executados por pesquisadores do Estado de São Paulo nessas áreas em parceria com pesquisadores de, pelos menos, outros dois países participantes do fórum.

Os valores para a segunda chamada serão definidos em 2013, durante reunião do Belmont Forum em fevereiro. Cada proposta deverá combinar contribuições de cientistas de pelo menos três países participantes do Belmont Forum. Pesquisadores ligados a instituições de ensino superior e de pesquisa, públicas e privadas, no Estado de São Paulo poderão participar da chamada.

Parque do Carmo mudou de nome: Parque do Carmo - Olavo Egydio Setubal


fonte: http://diariooficial.imprensaoficial.com.br/nav_cidade/index.asp?c=1&e=20121218&p=1&clipID=22CA6L9NVML2GeCODO64ECJMQ07




DECRETO Nº 53.318, DE 27 DE JULHO DE 2012 

Denomina Parque do Carmo - Olavo Egydio Setúbal o parque criado pelo Decreto nº 13.540, de 15 de setembro de 1976.
GILBERTO KASSAB, Prefeito do Município de São Paulo, no uso das atribuições que lhe são conferidas por lei,
CONSIDERANDO a relevância de se prestar justa homenagem ao ex-prefeito de São Paulo, Olavo Egydio Setúbal, em cuja gestão foi criado o Parque do Carmo, garantindo espaço de lazer para a comunidade e reconhecendo, já àquela época, a importância ambiental da preservação dessa área verde para a Cidade,
D E C R E T A:
Art. 1º. Fica denominado Parque do Carmo - Olavo Egydio Setúbal o parque criado pelo Decreto nº 13.540, de 15 de setembro de 1976.
Art. 2º. Caberá à Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, por intermédio do Departamento de Parques e Áreas Verdes, adotar as providências decorrentes das disposições deste decreto.
Art. 3º. As despesas com a execução deste decreto correrão por conta das dotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessário.
Art. 4º. Este decreto entrará em vigor na data de sua publicação.
PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, aos 27 de julho de 2012, 459º da fundação de São Paulo.
GILBERTO KASSAB, PREFEITO
EDUARDO JORGE MARTINS ALVES SOBRINHO, Secretário Municipal do Verde e do Meio Ambiente
NELSON HERVEY COSTA, Secretário do Governo Municipal
Publicado na Secretaria do Governo Municipal, em 27 de julho de 2012.



Parque do Carmo - Olavo Egydio Setúbal

http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/meio_ambiente/parques/regiao_leste/index.php?p=5734


Av. Afonso de Sampaio e Souza, 951 – Itaquera
Subprefeitura: Itaquera
Fone: (11) 2748-0010 / (11) 2748-5001

Funcionamento: 5h30h às 18h / 5h30 às 19h (horário de verão)


 
 Área
2.388.930 m²

Ano inauguração
1976

Infraestrutura
Antiga sede da Fazenda do Carmo com o Museu do Meio Ambiente, monjolo, lagos, estacionamento, anfiteatro natural, aparelhos de ginástica ao ar livre, campos de futebol, ciclovia (com aproximadamente 9km), pista de Cooper, playgrounds, quiosques, cerca de 80 churrasqueiras, gramado para piquenique, conjuntos de sanitários, redários. Bosque das cerejeiras e monumentos à imigração japonesa. Na área estão também os DGDs Leste 1 e 3, Viveiro Arthur Etzel, Planetário do Carmo,Base Setorial do Carmo (UEM), Bosque da Leitura (SMC), e Base Guarda Civil Metropolitana.

Fauna
São 135 espécies, sendo 10 de répteis, a exemplo do lagarto florestal conhecido como papa-vento; além de sete de mamíferos e 118 de aves. Garças, mergulhões, martins-pescadores, irerês e ananaís fazem uso do lago. As distintas paisagens oferecem ao observador de aves oportunidade de avistamento do imponente gavião-pega-macaco, rapinante ameaçado de extinção. Os inquietos papagaios-verdadeiro tornam-se cautelosos nas proximidades de seus ninhos. O remanescente de Mata Atlântica sustenta espécies endêmicas deste bioma, como a borralhara-assobiadora e pula-pula-assobiador. Ocorrem também espécies florestais como tié-de-topete, choquinha-lisa e choca-da-mata, de difícil observação, porém traídas por suas vozes, bem como as aves noturnas - coruja-orelhuda, curiangos e bacuraus. No quesito canto, não podemos deixar de citar trinca-ferro-verdadeiro, graúna e canário-da-terra. Olhos atentos observarão diversas espécies de beija-flores e passarinhos vistosos: sanhaçu-de-fogo, saíra-viúva, saí-azul, fim-fim, saí-andorinha e saíra-de-chapéu-preto, que ali ocorrem com frequência, bem como o singular arapaçu-do-cerrado. Dentre os mamíferos, há registros de veado-catingueiro, preguiça-de-três-dedos, tatus, ouriço-cacheiro e caxinguelês. Este último é o mamífero mais comum do Parque e, portanto, o mais fácil de observar.


Flora
Vegetação composta por eucaliptais, remanescentes da Mata Atlântica com mata ciliar, campos antrópicos, brejos, além de gramados, cafezal, pomar, bosque de cerejeiras-de-okinawa e um viveiro de produção de espécies arbustivas para uso no município. Destacam-se angico, araribá-rosa, cedro, gameleira-brava, grevílea-gigante, ingá-ferradura, ipês (Handroanthus chrysotrichus, H. impetiginosus e Tabebuia roseoalba), jacarandá-paulista, jequitibá-rosa, pau-ferro, pau-jacaré, quaresmeira e seafórtia. Foram registradas 242 espécies, das quais 9 estão ameaçadas como a copaíba, o pau-brasil e as samambaiaçus.

Particularidades
A antiga fazenda pertencia ao empresário paulista Oscar Americano de Caldas Filho, que passava os finais de semana ali com sua família. Nesta época a fazenda era usada também para plantio de pastos e café, criação de gados e instalação de pomares de laranjas, figos, peras, além de pequenos bosques de essências nativas.
Para a criação do parque foram mantidos, além do prédio sede, em arquitetura colonial, um conjunto de lagos e toda área ajardinada.
Recentemente o parque foi ampliado en 839.300m², em área onde funcionava o extinto Aterro São Mateus.
Na região há grande comunidade nipônica, que todos os anos se reúne em volta do Bosque das Cerejeiras. Esteiras são estendias sob as cerejeiras e as pessoas observam a chuva de pétalas, tal como acontece no Japão.
Ruas Entorno
1- Av. Afonso de Sampaio e Souza
2- Av. Fernando do Espírito Santo Alves de Matos
3- R. John Speers
4- Av. Adriano Bertozzi
5- Av. Osvaldo Pucci


 Confira
Programação de atividades nos parques 
Campanha de incentivo permanente à arborização

Veja também
Núcleo Verde Leste 1

 fone: 11 2749-2272
fone: 11 2741-5959 e 2745-4304

fone:11 2742 8833 (agendamento de visitas monitoradas)
de 2ª à 6ª feira, das 7h às 16h



Bosque da Leitura   (SMB/ Supervisão de Bibliotecas)

Funciona aos sábados e domingos, das 9h30 às 16h.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

E o princípio da prevenção?

18/12/2012 - 05h30

Estudo diz que porto de Eike salgou região no Rio

ITALO NOGUEIRAENVIADO ESPECIAL A SÃO JOÃO DA BARRA (RJ)
 


A construção do porto do Açu, da empresa LLX, de Eike Batista, provocou a salinização da água doce usada no trabalho de agricultores e de pescadores de São João da Barra (RJ), de acordo com estudo da Uenf (Universidade Estadual do Norte Fluminense).
A principal suspeita é de que a areia dragada do mar e depositada às margens da lagoa de Iquiparí tenha provocado o aumento da salinização das águas.
Segundo pesquisadores da universidade, se nada for feito, um processo de desertificação da região poderá ser iniciado.
Essa é a primeira consequência ambiental direta detectada após o início das obras no empreendimento. Os Ministérios Públicos federal e estadual instauraram inquérito para apurar o caso.
A dragagem é feita para aumentar a profundidade do mar e do canal aberto pela empresa, a fim de permitir o acesso de grandes navios. A licença ambiental emitida permite a retirada de 65,2 bilhões de litros de areia do mar -31 bilhões de litros já foram depositados em solo.
O problema, apontam pesquisadores da Uenf, é que o material retirado traz consigo grande volume de água do mar. Depositado próximo à água doce usada por agricultores, a salinização foi a consequência.

Porto de Eike salgou região no Rio

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Daniel Marenco/Folhapress
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Agricultor mostra abacaxis danificados de sua plantação; eles acusam a obra de porto de Eike Batista de causar o processo de sanilização
"A areia vem misturada com água. E ela escorre para algum lugar. A gravidade faz com que ela encontre outras regiões", disse o biólogo Carlos Rezende.
A LLX afirma que tem um sistema de drenagem que faz com que a água salgada retorne para o mar e não se misture à água da lagoa. Mas afirmou estar aberta a analisar os dados da Uenf. O Inea (Instituto Estadual do Ambiente) não se posicionou até a conclusão desta edição.
 
SINAIS
Os primeiros sinais do problema foram identificados no fim de outubro, quando o agricultor João Roberto de Almeida, 50, o Pinduca, viu parte de sua plantação de abacaxi nascer queimada.
"Sempre usei essa água e nunca tive problemas. Não sou contra o desenvolvimento. Mas o que está acontecendo é desrespeito."
Parte dos abacaxis de Pinduca está com as folhagem torrada. Na região é possível ver também pastos queimados inundados de água com uma espuma branca. Onde está seco, um pó branco, como sal, brilha.
A principal fonte de abastecimento dos agricultores é o canal Quitingute. Caracterizado como de água doce pelo estudo de impacto ambiental, tem atualmente 2,1 de salinidade -o adequado para irrigação é, no máximo, 0,14.
"A própria LLX descreve o canal como de água doce. Mas, com esse índice, ele não é mais", afirmou a pesquisadora Marina Suzuki.
 
SALINIDADE É HISTÓRICA NA REGIÃO, DIZ LLX
O diretor de sustentabilidade da LLX, Paulo Monteiro, afirmou que a salinização das águas da região próxima ao porto do Açu, em São João da Barra, antecede as obras no local.
Mas afirmou estar aberto a receber informações sobre eventuais problemas causados pela intervenção.
Segundo ele, a construção do porto tem sistema de drenagem que impede o vazamento de água do mar para o exterior do empreendimento.
Pesquisadores apontaram que a obra causou a salinização de pontos de água doce de um distrito da cidade, prejudicando produtores rurais.
"A água com areia retorna ao mar por canais de drenagem. Não vai para o lado do [canal do] Quitingute. Tudo foi calculado para jogar a água para o canal interligado com o mar", diz Monteiro.
O diretor da LLX disse que um dos indícios de que a salinidade da água do local sempre foi alta é o número de pessoas hipertensas na região, que é "muito forte". "A água superficial sempre foi salobra. Tem que ir mais fundo para buscar água potável."
Os pesquisadores da Uenf apontam que já havia salinidade em alguns pontos, mas que ela subiu consideravelmente após as obras. Afirmam ainda que a região contava também com água doce, como o canal do Quitingute.
Monteiro diz que qualquer agricultor pode procurar a LLX para receber assistência técnica ou ser ressarcido, caso seja esse o caso. Ele negou que haja a possibilidade de desertificação na região.
Editoria de Arte/Folhapress


Ciências da natureza, engenharia ambiental...sem "test drive" na PMSP

18/12/2012 - 06h00

Prefeitura de SP veta docente que cursou USP Leste

FÁBIO TAKAHASHIDE SÃO PAULO
 
Professores formados em licenciatura na USP Leste foram impedidos de trabalhar neste ano na rede municipal paulistana --e mesmo os que atuaram respaldados com liminares da Justiça deverão ser obrigados a deixar as escolas no ano que vem.
O problema ocorreu porque o curso oferecido pela USP, chamado de licenciatura em ciências da natureza, não constava no edital do concurso aplicado em 2011, para contratar docentes de ciências para o ensino fundamental e médio para 2012.
Eram citadas licenciatura em ciências, ciências biológicas ou em história natural.
O veto ao curso da USP foi informado aos professores após eles terem sido aprovados na seleção, que teve 5.429 inscritos para 62 cargos.
A modalidade da USP Leste (cujo nome oficial é Escola de Artes, Ciências e Humanidades) se propõe a dar ao futuro docente formação geral em ciências. As outras licenciaturas focam áreas específicas, como biologia ou física.
A unidade teve de buscar um modelo diferente porque a USP não permite cursos iguais na mesma cidade (já há outras licenciaturas na Cidade Universitária, zona oeste, entre elas biologia e química).
 
Joel Silva/Folhapress
Marcos Santos Barbosa, formado em ciências na natureza pela USP; ele foi impedido de lecionar
Marcos Santos Barbosa, formado em ciências na natureza pela USP; ele foi impedido de lecionar
A Secretaria Municipal de Educação afirmou que a opção, criada em 2005, é nova e não havia tido tempo de acrescentá-la na seleção.
A USP rebateu. Disse que já havia informado a prefeitura. E os professores afetados ponderam que a rede estadual já aceitava o diploma.
Não há estimativa de quantos docentes foram barrados. Só uma advogada, Kátia Cristina da Silva Muniz, entrou com ação para sete deles. Em três casos, a avaliação inicial da Justiça foi que os docentes não podiam atuar, porque o curso não constou no edital.
Em outros dois, os juízes entenderam que a opção da USP Leste é compatível com as do edital. Em um desses casos, porém, a liminar foi revista em segunda instância. O entendimento, diz a advogada, tende a ser usado nos demais julgamentos. Assim, até os que conseguiram atuar em 2012 devem perder o direito para 2013.
"A prefeitura considerou apenas os nomes dos cursos, nem quis saber se ele é bom. É injusto", disse a advogada.
Ela ressalta que a própria prefeitura passou a aceitar o diploma em outros exames.
"É péssimo ficar nessa situação por uma questão meramente burocrática", disse Cláudia Regina Pereira Ribeiro, 29, que lecionou neste ano com base em uma liminar.
"Faltou também a universidade acelerar o processo."
O coordenador do curso, Thomás Augusto Santoro Haddad, afirmou que a prefeitura sempre teve conhecimento da modalidade e nunca apontou o motivo pelo qual não a incluiu no edital.
Os formados em obstetrícia na USP Leste também têm tido dificuldades. Tanto o conselho federal quanto o estadual de enfermagem se recusam a fazer o registro profissional. A Procuradoria entrou com ação tentando reverter a posição.

Jogo on-line ensina como fazer reciclagem correta

17/12/2012 - 09h57

 


por Redação do EcoD
jogo Jogo on line ensina como fazer reciclagem correta
O jogo educativo está disponível no EcoD. Foto: Divulgação
 
A equipe de desenvolvedores independentes de jogos HTML5, criou o “Vibrant Recycling”, game que utiliza a reciclagem como elemento educativo. O jogador deve separar corretamente diversos resíduos recicláveis arremessados durante as fases do jogo, utilizando lixeiras divertidas. Cada lixeira possui a cor que representa o resíduo correspondente, conforme normas brasileiras.
Categoria: Reciclagem
Desenvolvido por: Cian Games
O usuário deve coletar e reciclar os resíduos arremessados de maneira correta, através da ajuda de lixeiras divertidas em diversos níveis durante o jogo. Para ganhar bônus, é necessário prevenir o contato do resíduo arremessado com a água e evitar coletar o resíduo na lixeira incorreta, sob pena de paralisá-la temporariamente. RÉ só reciclar corretamente o maior número de resíduos para progredir no jogo e ser recompensado com diversas curiosidades sobre reciclagem e meio ambiente.
* Publicado originalmente no site EcoD.
(EcoD) 

Energias renováveis para cidades sustentáveis

Ambiente
17/12/2012 - 10h43

 

http://envolverde.com.br/ambiente/energias-renovaveis-para-cidades-sustentaveis/?utm_source=CRM&utm_medium=cpc&utm_campaign=17

por Eduardo Athayde, diretor do WWI-Worldwatch Institute no Brasil
Saiba o que Nova York, Rizhao, Tel Aviv, Rio de Janeiro, Pernambuco e Bahia têm em comum quando o assunto é sustentabilidade.
am42 Energias renováveis para cidades sustentáveis
Imagem aérea mostra painéis solares instalados no telhado de uma casa na Alemanha. Foto: Miguel Villagran
 
A palavra sustentável foi usada pela primeira vez como estratégia de equilíbrio para o desenvolvimento urbano por Lester Brown, fundador do WWI-Worldwatch Institute, no início da década de oitenta, para conceituar como sociedade sustentável “aquela capaz de satisfazer as necessidades do presente sem comprometer os direitos das futuras gerações”. Hoje, a urbanização caótica causa um gigantesco ônus à qualidade de vida e à saúde humana e ao ambiente, contribuindo para a instabilidade social, ecológica e econômica, exigindo soluções sustentáveis nas cidades.
Mundialmente, a maior parte do uso da energia e das emissões de carbono provém de cidades que estão descobrindo modos mais eficientes de gestão, melhorando a qualidade de vida e impactando menos a saúde humana. Nos Estados Unidos, cidades aderiram ao Acordo de Proteção ao Clima realizado por governos municipais. Em Nova York, prefeito Bloomberg, que está cobrando de pedágio urbano, quer fazer da cidade dele a primeira “cidade sustentável do século 21″, usando a renovação do Empire State Building, um ícone da cidade, para exemplos de eficiência energética, construção verde e produção de eletricidade limpa. Em Rizhao, cidade costeira chinesa, 90% de todas as residências de mais de 3 milhões de habitantes, já usam aquecedores de água solares, e o governo local instalou painéis solares para alimentar a iluminação de rua e os semáforos.
Tel Aviv, a maior área metropolitana de Israel, toda água do banho e da descarga vai para o maior complexo de tratamento do Oriente Médio, o Shafdan, movido a energia limpa, onde o esgoto é bombeado para dentro da terra e novamente retirado, passando por tratamentos físicos, químicos e biológicos, para ser purificada e recuperada. Os relatórios do WWI, usados em todo o mundo como referência para a sustentabilidade, mostram como a eficiência energética e a economia de gases de efeito estufa a partir de tecnologias de construção: isolamento de tubos, vedação de ar, revestimentos reflexivos de telhado, pigmentos e janelas isolantes, estimando que as melhorias na eficiência da construção, com menor teor de emissões, podem levar a uma redução de 41% no uso de energia e uma redução de 70% nas emissões de gases de efeito até 2030.
No Brasil, ações urbanas começam a fazer parte das novas gestões das cidades. No Rio, o projeto “Estudantes pela Sustentabilidade”, apoiado pela Siemens, uma corporação transnacional que já descobriu que a sustentabilidade faz parte transversalmente dos seus negócios, que a América Latina é a região mais urbanizada no mundo em desenvolvimento e que atualmente 196 milhões de pessoas vivem em cidades brasileiras – um lucrativo locus para seus negócios sustentáveis – reuniu equipes de estudantes de diferentes países para desenvolver a próxima geração de líderes em sustentabilidade. São Paulo lançou a campanha “Assina Prefeito”, do Programa Cidades Sustentáveis, visando intensificar a divulgação nas redes sociais para que mais prefeitos tomem conhecimento e assinem a carta compromisso por cidades justas e sustentáveis.
Em Pernambuco, a Cidade da Copa prepara a implantação de usina de geração solar fotovoltaica conectada à rede elétrica da Companhia Pernambucana de Energia. Na Bahia, a arrojada Arena Fonte Nova que voltará a ser o prédio que mais “vibra” no estado, usando o conceito “fonte nova”, perceberá o filão dos econegócios que está entrando para lançar, por exemplo, tecidos termoelétricos capazes de produzir energia a partir do calor liberado pelo corpo humano durante jogos, caminhadas intensas ou pela prática de exercícios físicos e recarregar celulares e outros aparelhos portáteis. Realidades do dia a dia nesta década.
Um ícone esquecido do Brasil, o cartão postal mundialmente famoso e localmente mal tratado Forte de São Marcelo, na Bahia, conhecido historicamente como o umbigo da America Latina por estar na curva inferior da “barriga” do continente, atravessou os séculos incólume como capitão-mor do porto da Baia de Todos os Santos. O velho forte sente diariamente a energia maremotriz que passa por ele quatro vezes todos os dias durante os fluxos de enchente e vazante, torcendo para que descubram que tanto a energia solar que o ilumina como a energia das marés, se capturadas, podem abastecer a sua cidade. Satisfazendo as necessidades do presente sem comprometer os direitos das futuras gerações o forte aguarda, pacientemente, o despertar dos gestores para os potencial sustentável da cidades.
* Publicado originalmente no Blog do Planeta e retirado do site Mundo Sustentável.
(Mundo Sustentável) 

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Iniciativa privada para produção de água de reúso industrial vence Prêmio ANA 2012

7/Dezembro/2012

Iniciativa privada para produção de água de reúso industrial vence Prêmio ANA 2012

http://www.piniweb.com.br/construcao/sustentabilidade/iniciativa-privada-para-producao-de-agua-de-reuso-industrial-vence-274844-1.asp

Projeto Aquapolo produz mil litros de água de reúso por segundo e abastece pólo industrial na região Metropolitana de São Paulo


Gustavo Jazra


Divulgação: Aquapolo Ambiental
O Projeto Aquapolo, que produz água de reúso industrial, foi vencedor do prêmio promovido pela Agência Nacional de Águas (ANA), na categoria Empresas. A iniciativa, implantada pela Foz Brasil (Organização Odebrecht) e Sabesp, recebeu investimento de R$ 364 milhões e teve sua planta inaugurada no dia 29 de novembro.

O Aquapolo produz água industrial a partir do tratamento do esgoto do sistema ABC para dez clientes do Pólo Petroquímico de Capuava. Além de uma estação de produção de água de reúso para fins industriais, o complexo contém uma adutora, com 17 quilômetros e outros 3,6 quilômetros de distribuição. Essa estrutura foi instalada na Estação de Tratamento de Esgotos ABC, da Sabesp, que fica na divisa entre as cidades de São Paulo e São Caetano.
Com capacidade para produzir mil litros de água de reúso por segundo, o Aquapolo abastece o pólo industrial, localizado no município de Mauá, também no ABC Paulista. O consumo é equivalente ao de água potável de uma cidade de 300 mil moradores.
De acordo com a Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp), a partir da iniciativa, será possível aumentar a oferta de água potável para a Região metropolitana de São Paulo. Afinal, o volume de água que seria utilizado pelo pólo petroquímico será substituído pela água de reúso industrial.
A solenidade buscava reconhecer iniciativas que contribuíssem para o uso sustentável dos recursos hídricos do país. Ao todo, foram 363 projetos inscritos em oito categorias: Água e Patrimônio Cultural, Ensino, Empresas, Governo, Imprensa, ONG, Organismos de Bacia e Pesquisa e Inovação Tecnológica.