quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Impactos mundiais das mudanças do uso da terra serão estudados




Cientistas de diferentes países definem temas prioritários para uma das maiores pesquisas sobre o tema que deverão integrar chamada internacional de propostas liderada pela FAPESP (Belmont Forum)


02/01/2013

Por Elton Alisson
Agência FAPESP – A disponibilidade de terra arável e para pecuária deverá diminuir globalmente nas próximas décadas, ao mesmo tempo em que será preciso aumentar a produção de alimentos para atender ao crescimento da demanda mundial e melhorar a conservação e a sustentabilidade dos recursos não renováveis, que são essenciais para atingir esse objetivo.
Um grupo de pesquisadores de diferentes países, incluindo do Brasil, iniciará uma série de estudos colaborativos com o objetivo de aumentar a compreensão e gerar conhecimento científico para enfrentar esses três desafios concomitantes e inter-relacionados em escala mundial.
Nos dias 17 a 19 de dezembro, eles se reuniram em São Paulo, na FAPESP, para participar do “Belmont Forum International: Call Scoping Workshop on Food security and land use change”.
Organizado pela FAPESP em parceria com o Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da Universidade de São Paulo (USP) e o Belmont Forum, o objetivo do evento foi definir áreas prioritárias de pesquisa, relacionadas à segurança alimentar e mudanças no uso da terra, que poderão integrar a segunda chamada de propostas do Belmont Forum.
Entidade criada pelas principais agências financiadoras de pesquisa sobre mudanças ambientais do mundo, o Belmont Forum foi formado em 2009 durante uma conferência realizada pela National Science Foundation (NSF), dos Estados Unidos, e o Natural Environment Research Council (Nerc), do Reino Unido, na cidade norte-americana de Belmont.
O objetivo do fórum, coordenado pelo International Group of Funding Agencies for Global Change Research (IGFA), é tentar influenciar os rumos da colaboração internacional em estudos sobre mudanças globais por meio de chamadas conjuntas de pesquisas.
Como membro do Belmont Forum, a FAPESP foi convidada a formatar uma proposta de chamada de projetos de pesquisa sobre segurança alimentar e mudanças no uso da terra que irá submeter para aprovação da entidade em uma reunião em fevereiro de 2013, na Índia.
Para balizar a proposta, a FAPESP convidou para participar do encontro em São Paulo pesquisadores que integram alguns dos principais projetos internacionais sobre segurança alimentar e mudanças no uso da terra para relatar as ações realizadas nos últimos anos.
Thomas Rosswall, do Research Program on Climate Change, Agriculture and Food Security da Dinamarca, Margaret Gill e Isabelle Albouy, do The European Joint Programming Initiative on Agriculture, Food Security and Climate Change, Andreas Heinimann, do Global Land Project, da Suíça, e John Ingram, do Global Environmental Change and Food Systems (Gecafs), do Reino Unido, foram alguns dos pesquisadores convidados.
“O objetivo foi conhecer as ações realizadas por essas iniciativas internacionais para que a proposta que submeteremos ao Belmont Forum não seja repetitiva ou represente uma duplicação de esforços de pesquisa já existentes no mundo”, disse Reynaldo Luiz Victoria, coordenador do Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG) e representante da Fundação no Belmont Forum.
“A ideia é que os estudos realizados no âmbito da chamada possibilitem explorar novos temas de pesquisa relacionados à segurança alimentar e mudanças no uso da terra que ainda não são abordados por outros programas de pesquisa internacionais”, disse Victoria à Agência FAPESP.
Durante o encontro, cientistas de países signatários do Belmont Forum apresentaram iniciativas e prioridades de pesquisa relacionadas à segurança alimentar e mudanças no uso da terra implementadas em seus respectivos países. Entre eles marcaram presença Samuel Scheiner, da NSF, Ryohei Kada, do Instituto de Pesquisa para Humanidades e Natureza, do Japão, e Sheryl Hendricks, da Universidade de Pretória, África do Sul.
Do lado do Brasil, André Nassar, do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone), Carlos Joly, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e Gilberto Câmara, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), apresentaram resultados de pesquisas sobre, respectivamente, biocombustíveis, biodiversidade e monitoramento de mudanças no uso da terra realizadas no âmbito dos programas BIOTA, BIOEN e PFPMCG da FAPESP, de cujas coordenações fazem parte.
Câmara falou sobre os desafios para as políticas de uso da terra no Brasil que, segundo ele, representam o maior experimento de mudanças no uso da terra e seus efeitos realizado no mundo nas últimas décadas.
“Desde 1980, foram desmatados 720 mil km² da Amazônia e 400 mil km² do Cerrado. Isso representa uma transição de uso da terra que não aconteceu nessa magnitude, nesse intervalo de tempo e nessa época em nenhum outro país do mundo e é um marco significativo do que acontece hoje no planeta”, avaliou.
Segundo Câmara, parte da transição do uso da terra na Amazônia e no Cerrado para cultivo de soja e pastagem de gado está relacionada ao aumento da demanda interna por alimento. Mas outra parte significativa – principalmente no Cerrado – foi devida ao aumento das exportações de carne e grãos para atender ao crescimento da demanda mundial por alimentos.
Lições do Brasil
Nos anos de 1980, de acordo com Câmara, a mudança de uso da terra no Brasil ocorreu de forma desordenada e sem nenhuma espécie de controle. Mais recentemente, com o amplo acesso às informações sobre desmatamento disponibilizadas na internet por instituições de pesquisa como o Inpe e pressões internacionais e da sociedade brasileira, foi possível implementar uma política de desmatamento da Amazônia que obteve muito êxito ao ser baseada na tríade composta por transparência, governança e instituições de pesquisa com boa reputação.
“Alguns aprendizados que o Brasil teve com a criação de instituições de pesquisa capazes de produzir informações sobre desmatamento – disponibilizadas de forma transparente e acessível na internet, que resultaram em mecanismo de governança que tem funcionado muito bem – podem servir de lição para outros países que também pretendem conseguir implementar uma política de uso da terra ampla. O Brasil precisa liderar o mundo nessa capacidade de ter um sistema de informação de uso da terra”, afirmou.
De acordo com o pesquisador, um dos gargalos no sistema de monitoramento do desmatamento na Amazônia é produzir informação com maior nível de detalhe.
Atualmente, os sensores dos satélites utilizados no Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real (Deter) no Inpe têm resolução espacial moderada, de 250 metros, o que impossibilita detectar desmatamentos e mudanças no uso da terra em áreas menores do que 25 hectares. “Precisamos de informação com maior detalhe”, afirmou Câmara.
Mas, segundo ele, as maiores lacunas no sistema de monitoramento de mudanças de uso da terra no Brasil se referem a biomas como o Cerrado, a Caatinga, a Mata Atlântica, o Pampa e o Pantanal, os quais ainda não dispõem de um sistema de informação sobre desmatamento similar ao existente para a Amazônia.
“O Brasil precisa ter em todo o seu território o mesmo nível de informação diária sobre mudanças no uso da terra que possui hoje para a Amazônia. Isso é essencial para um país que tem esse tamanho de área, que quer balancear a produção agrícola e de biocombustíveis com o equilíbrio ambiental”, destacou Câmara.
Questões fundamentais
O equilíbrio entre uso da terra e mitigação dos impactos ambientais causados pela atividade agropecuária foi apontado pelos pesquisadores participantes do workshop na FAPESP como um dos principais desafios para os próximos anos.
De modo a contribuir na busca de soluções para o problema, as propostas de pesquisa que serão apoiadas na segunda chamada do Belmont Forum deverão tentar responder, entre outras questões fundamentais, como os atuais padrões de demanda por alimentos afetam o uso da terra, a biodiversidade e a segurança alimentar.
Outra pergunta é quais serão as consequências das mudanças no uso da terra sobre os serviços dos ecossistemas e da biodiversidade e como irão afetar a disponibilidade e o acesso aos alimentos.
“Seguramente, a competição entre serviços de ecossistemas e a produção de alimentos é um tema que deverá ser abordado e discutido nas pesquisas que serão financiadas nessa chamada de projetos”, disse Victoria.
Para definir quais os temas de pesquisa inter e transdisciplinares relacionados à segurança alimentar e mudanças no uso da terra que devem ser contemplados nas pesquisas colaborativas financiadas pelo Belmont Forum, os participantes do evento foram divididos em quatro grupos de trabalho.
Ao final do encontro, eles produziram um rascunho de um documento que sintetiza as discussões científicas estabelecidas durante os três dias do evento e apresenta uma proposta de chamada que será submetida para aprovação no Belmont Forum. A proposta deverá ter a participação de, no mínimo, três países signatários do grupo.
“No âmbito da chamada, será possível realizar projetos conjuntos de países em que três ou mais países se propõem a responder uma ou mais questões que serão colocadas. Será possível realizar estudos comparativos sobre segurança alimentar no Brasil, África do Sul e Ásia, por exemplo”, disse Victoria.
Participaram do encontro na FAPESP representantes de seis países signatários do Belmont Forum: Brasil, Estados Unidos, Canadá, Japão, África do Sul e Inglaterra. Outros seis países integram o grupo, além de diversos mais interessados em participar da chamada. “Estamos tentando construir a maior aliança possível de países para otimizar a utilização dos recursos que serão aplicados na chamada”, disse Victoria.
Chamada em 2013
A primeira chamada de propostas do Belmont Forum foi lançada em abril de 2012 e contou com recursos de cerca de 20 milhões de euros, dos quais 2,5 milhões foram investidos pela FAPESP, sendo 1,5 milhão de euros para projetos de pesquisa sobre segurança hídrica e 1 milhão de euros para pesquisas sobre vulnerabilidade costeira.
Os projetos serão executados por pesquisadores do Estado de São Paulo nessas áreas em parceria com pesquisadores de, pelos menos, outros dois países participantes do fórum.
Os valores para a segunda chamada serão definidos em 2013, durante reunião do Belmont Forum em fevereiro. Pesquisadores ligados a instituições de ensino superior e de pesquisa, públicas e privadas, no Estado de São Paulo poderão participar da chamada. 

Planetário do Carmo volta a atender agendamentos de escolas públicas


O Planetário do Carmo está atendendo escolas da região, mediante agenda, em três sessões semanais. O serviço de bilheteria, suspenso durante a reforma, está sendo licitado, para viabilizar a abertura também aos finais de semana e para o público em geral.


Alunos da rede pública de ensino já podem agendar visitas no Planetário do Carmo, na zona Leste da cidade, pois está concluído o restauro da peça do projetor responsável pelas sessões. O Planetário do Carmo está atendendo escolas da região, mediante agenda, em três sessões semanais. O serviço de bilheteria, suspenso durante a reforma, está sendo licitado, para viabilizar a abertura também aos finais de semana e para o público em geral.


crédito da foto - Wanderlei Celestino/SPTuris

O prédio do Planetário do Carmo foi doado pela empresa Telefônica, em 2004. Foi aberto à população em novembro de 2005, pois o projetor, comprado ainda na gestão de 1993 a 1996, para ser utilizado no prédio, permanecia armazenado desde então num depósito e necessitou de alguns reparos. Foi enviado à Alemanha, para que a empresa fabricante, Zeiss, fizesse os reparos necessários.


Depois de aberto ao público, o prédio não resistiu à primeira chuva forte, registrando vazamentos, infiltrações e rachaduras. O aparelho de projeção foi então protegido da umidade. Recuperado o prédio, sanados todos os problemas de infiltração, foi possível então checar o funcionamento do aparelho, altamente sensível à umidade.



O processo de restauro pela fabricante Zeiss começou assim que as peças compradas pela Secretaria do Verde e do Meio Ambiente chegaram ao Brasil, em abril de 2012. Em agosto o restauro foi finalizado. Alguns testes foram realizados e no dia 28 de setembro o local recebeu visitas de escolas da região.



O trabalho para reposição dessas peças foi algo minucioso e de precisão, pois teve de atender a um sistema complexo de lentes, unidades eletroeletrônicas e mecanismos especiais, feito por etapas, e que desencadeou a atual série de testes para verificação da funcionalidade.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Parabéns aos colegas técnicos de carreira que passaram pela SVMA e que foram nomeados como subprefeitos da cidade de São Paulo!

fonte: http://diariooficial.imprensaoficial.com.br/nav_cidade/index.asp?c=1&e=20130102&p=1&clipID=79UCGMB9VEON3eF6Q1V1BRQ0AKL



Por uma cidade mais sustentável!





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Programa Cidades Sustentáveis será adotado por 191 prefeitos eleitos em outubro


Publicado em: 12/12/2012 - 16:51

 
Fonte: Agência Brasil

Dos candidatos vitoriosos às prefeituras do país nas últimas eleições, 191 devem adicionar às suas plataformas de governo as metas estabelecidas no Programa Cidades Sustentáveis, proposto pela Rede Nossa São Paulo, de acordo com balanço divulgado hoje (5) pela organização não governamental na capital paulista.
O programa foi lançado em agosto e apresentado para adesão a todos os candidatos às prefeituras do país, oferecendo metas nas áreas econômica, social, ambiental, cultural e de governança. O objetivo é colocar a sustentabilidade na agenda dos partidos políticos e candidatos para que os eleitos incorporem as metas propostas aos seus programas de governo. No total, 555 candidatos aderiram à iniciativa.
Quando analisadas as regiões, o Sudeste teve 79 dos signatários eleitos, seguida pelo Sul com 48, Nordeste com 28, Centro-Oeste com 25 e o Norte com 11. Das 191 cidades com prefeitos comprometidos com as metas, 137 têm menos de 200 mil habitantes. De todas as capitais brasileiras, os candidatos a prefeituras de 20 capitais assinaram o compromisso.
Mesmo depois das eleições, a Rede Nossa São Paulo continua incentivando os prefeitos eleitos que não assinaram o compromisso a aderirem. A lista dos prefeitos eleitos que são signatários da carta compromisso do Programa Cidades Sustentáveis pode ser consultada na internet.
O programa é composto por 100 indicadores, em 12 eixos, utilizados para o diagnóstico da sustentabilidade em áreas urbanas, mostrando metas e sugestões baseadas em exemplos internacionais que deram certo e que podem ser implementados no país. Ao assinar o compromisso, os candidatos aceitam também prestar contas do andamento do processo.
De acordo com o coordenador-geral da Rede Nossa São Paulo, Oded Grajew, o programa dá aos prefeitos todas as ferramentas para implementação do projeto. 'O candidato que assina tem que fazer um diagnóstico da cidade em 90 dias e estabelecer metas do que ele pretende ate o final da gestão, reportando periodicamente sobre o andamento'.
Grajew explicou que a Rede Nossa São Paulo está elaborando um curso, que deve começar a ser ministrado em fevereiro, para capacitar prefeitos e gestores da administração pública municipal a traduzir o compromisso em ações.
Ele disse ainda que a expectativa é que o prefeito eleito Fernando Haddad dê andamento a projetos iniciados na gestão anterior, além de começar a implantar novas políticas públicas que atinjam as metas propostas pela entidade. 'Ele está bem consciente dos compromissos que assinou. E também de como elaborar um plano de metas factível, porque usou um plano de metas negativo como exemplo e aprendizado', explicou Grajew.
'O novo prefeito vai precisar de competência, vontade política e engajamento da sociedade. São Paulo é uma cidade rica e tem essa relação favorável com o governo federal. Está com a faca e o queijo na mão', completou.



Conheça o Elf


Um carro-bicicleta movido a energia solar? Conheça o Elf

A bordo do pequeno, dá para ir dirigindo até o trabalho, sem poluir o planeta, nem suar a camisa, e ainda voltar pedalando para casa e queimando algumas calorias

Inovação | 17/12/2012 11:08




São Paulo – A startup americana Organic Trasit, especializada em veículos ecológicos juntou em um único protótipo o melhor do mundo do carro e da bicicleta. Eles criaram o Elf, um pequeno híbrido de três de rodas que tanto pode ser movido a pedaladas como por energia solar.


 É o veículo dos sonhos para os ciclistas urbanos – vem com pedais, como uma bicicleta, mas também conta com motores elétricos que podem ser acionados para obter mais velocidade ou para subir ruas íngrimes. A bordo desse pequeno, dá para ir dirigindo até o trabalho, sem poluir o planeta, nem suar a camisa, e ainda voltar pedalando para casa e de quebra queimar algumas calorias.
E você ainda fica protegido contra chuvas e vento forte. A segurança, inclusive, é um diferencial do Elf, quem vem com farois, retrovisores, entre outros acessórios comuns de um carro. Por suas dimensões compactas, o Elf tem capacidade para um único passageiro e suporta bagagens de até 350 quilos.
As baterias de íons de lítio, que alimentam o motor elétrico, podem ser recarregadas em uma tomada comum ou pela energia gerada pelos paineis solares. Numa única carga, o Elf faz até 50 quilômetros, auxiliado pelas pedaladas.

Planos de Gestão de Resíduos Sólidos: Manual de Orientação

http://www.iclei.org/index.php?id=7172

Desenvolvido no âmbito do Projeto GeRes - Gestão Local de Resíduos, o manual sugere passos metodológicos para elaboração dos planos de gestão de resíduos sólidos a fim de apoiar municípios e estados no processo de elaboração destes, contribuindo, para a implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS - Lei 12.305/2010).

Clique aqui para acessar o Manual.




http://www.iclei.org/fileadmin/user_upload/documents/LACS/Publicacoes/ManualPlanosResSolidos_GeRes_final.PDF

Prefeitura de São Paulo emite primeiro alvará por meio do novo sistema eletrônico de aprovação de obras

28/Dezembro/2012

Prefeitura de São Paulo emite primeiro alvará por meio do novo sistema eletrônico de aprovação de obras


http://www.piniweb.com.br/construcao/tecnologia-materiais/prefeitura-de-sao-paulo-emite-primeiro-alvara-por-meio-do-275869-1.asp

Segundo a Secretaria de Habitação, licenciamento levou 75 dias para ser concluído, tempo quatro vezes menor que o processo tradicional




Ana Paula Rocha




O primeiro alvará do novo sistema eletrônico de aprovação de obras foi emitido na última quinta-feira (27) pela Prefeitura de São Paulo. Segundo a Secretaria de Habitação, o licenciamento eletrônico levou 75 dias para ser concluído, tempo quatro vezes menor que o processo tradicional.
O projeto aprovado é uma torre comercial de dez andares e dezoito salas comerciais, no centro da cidade, do escritório Aflalo e Gasperini Arquitetos.
Lançado em setembro, o novo sistema de aprovação de obras pela internet tem o objetivo de desburocratizar, tornar transparente e diminuir em 40% o tempo de espera pela autorização. Como o processo é eletrônico, o projeto entra no sistema e todas as análises são feitas em paralelo, e não em série como anteriormente.
Em um primeiro momento, o sistema foi integrado somente à Secretaria de Habitação e às subprefeituras da cidade. Mas, desde o início do mês, o licenciamento de projetos passou a ser eletrônico em todas as secretarias da Prefeitura de São Paulo.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Compra Sustentável: A força do consumo público e empresarial para uma econômica verde e inclusiva


http://www.iclei.org/index.php?id=7172


Foi lançado em dezembro de 2012, o livro Compra Sustentável: A força do consumo público e empresarial para uma econômica verde e inclusiva, resultado de uma parceria entre o Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas (GVces) com o ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade, Secretariado para América do Sul.

Clique aqui para acessar a publicação.



Novo jeito de ver e agir


http://ciclovivo.com.br/video/novo-jeito-de-ver-e-agir


30 de maio de 2012 • Atualizado às 15h43






O vídeo feito pelo banco Real/Santander mostra as possibilidades e mudanças que podem ser aplicadas à rotina de uma pessoa comum para torná-la mais sustentável.

Ingleses criam sabão em pó que absorve a poluição do ar



27 de December de 2012 • Atualizado às 17h48


Batizado de Catclo, o sabão em pó ainda não é comercializado, mas a previsão é de que o produto entre no mercado em 2013. | Foto: btwist/SXC.HU

Um professor de química e uma estilista britânica desenvolveram um novo sabão em pó, que libera uma propriedade capaz de fazer com que as roupas absorvam os gases que poluem o ar. Depois de lavadas, as peças reagem com a luz e absorvem as impurezas.
A boa notícia para as donas de casa é resultado das experiências realizadas pelo químico Tony Ryan, da Universidade de Sheffield, e da estilista Helen Storey, professora no London College of Fashion, ambos da Inglaterra. O sabão gruda nas roupas lavadas e retém os agentes de poluição.
Funciona assim: o produto libera propriedades catalisadoras durante a lavagem. Em contato com a luz, os tecidos absorvem e neutralizam as moléculas de óxido de nitrogênio, um dos principais gases poluentes na atmosfera.
Batizado de Catclo, o sabão em pó ainda não é comercializado, mas a previsão é de que o produto entre no mercado em 2013. Segundo os inventores, a ação catalisadora do Catclo não danifica as roupas, e nem acelera o desgaste do tecido.
Para que a tecnologia seja popularizada, a dupla abriu mão da patente da invenção. Mesmo em fase experimental, o produto já fez tanto sucesso, que despertou o interesse de uma fabricante britânica de produtos de limpeza, a Ecover, que já trabalha para a incorporação do Catclo na fórmula dos seus produtos. Com informações do Greensavers.
Redação CicloVivo

Quase 20% das obras previstas para a Copa 2014 ainda não saíram do papel

28/Dezembro/2012

Segundo balanço do Governo Federal, restante das construções deve cumprir o cronograma esperado



Da Redação

Cerca de 81% das obras previstas em estádios, portos, aeroportos e em mobilidade urbana para os jogos de 2014 estão em andamento ou concluídas. As informações foram divulgadas na noite de ontem (27) pelo Governo Federal.
Ao todo, 102 projetos nessas áreas integram o primeiro ciclo de planejamento para a organização do evento. Outras ações fazem parte do segundo ciclo e envolvem os setores de telecomunicações, turismo, segurança e defesa, energia e promoção. Os investimentos de R$ 26,1 bilhões previstos no quarto balanço estão divididos em R$ 23,6 bilhões para projetos do primeiro ciclo e R$ 2,5 bilhões para o segundo ciclo. Confira, a seguir, a situação dos segmentos de obras, conforme dados consolidados pelo Governo em novembro de 2012:
Arenas
Segundo as informações do balanço, os seis estádios da Copa das Confederações de 2013 estarão concluídos até abril de 2013. O Castelão, em Fortaleza, e o Mineirão, em Belo Horizonte, já foram entregues. As demais arenas devem ser concluídas até dezembro de 2013. Os estádios receberão R$ 7,1 bilhões em investimentos, sendo R$ 3,76 bilhões via financiamento federal. O BNDES desembolsou R$ 1,9 bilhão, ou 51% do total, para oito projetos. O banco já firmou contrato com dez responsáveis pelas obras. Desse grupo, falta a assinatura oficial com São Paulo. O estádio de Brasília não solicitou recursos do BNDES.
Divulgação: Secopa
Mineirão é o segundo estádio inaugurado para a Copa do Mundo de 2014

AeroportosOs doze principais aeroportos das cidades-sede, mais o aeroporto de Viracopos, em Campinas, estão em obras ou com ações concluídas. A exceção é Recife, que tem um aeroporto novo. Lá, apenas uma intervenção será feita, com processo em licitação.

Dos 30 projetos previstos, oito foram entregues e 13 estão em andamento. Em nove terminais, as obras serão finalizadas até dezembro de 2013 e em outros quatro no primeiro semestre de 2014. São 21 empreendimentos de reforma e construção de terminais de passageiros, que aumentarão em 81% a capacidade de recepção de passageiros nos aeroportos da Copa. Há ainda sete obras em pistas e pátios, além de duas novas torres de controle (casos de Recife e Salvador).

Os investimentos são estimados em R$ 6,82 bilhões, sendo R$ 3,61 de fonte privada. Os aeroportos de Brasília, São Gonçalo do Amarante (RN), Guarulhos (SP) e Campinas (SP) passaram por processo de concessão. O Governo Federal anunciou que os terminais do Galeão (RJ) e de Confins (MG) passarão pelo mesmo processo em 2013.
Mobilidade UrbanaDos 53 projetos de mobilidade urbana previstos, 45 estão em andamento. As ações tiveram início em onze cidades que receberão partidas do Mundial. Serão dois VLT's (Veículos Leves sobre Trilhos), 15 BRT's (Bus Rapid Transit), 26 corredores e vias, além de dez estações, terminais e centrais de controle de tráfego. 

Estão previstos investimentos de R$ 8,95 bilhões em mobilidade urbana, sendo R$ 5 bilhões de financiamento federal. Os empreendimentos já receberam 80% do desembolso que era esperado até a fase atual do planejamento das ações no setor. Os empreendimentos têm conclusão prevista para o período entre janeiro de 2013 e maio de 2014.
PortosEstão em andamento 71,4%, ou cinco dos sete projetos nos portos que serão usados na Copa. Dos cinco terminais de passageiros previstos, quatro estão em obras (Fortaleza, Natal, Recife e Salvador) e têm previsão de entrega entre abril e novembro de 2013. Também está sendo feito o alinhamento do cais do porto de Santos (SP), que deve ser finalizado em dezembro de 213. O píer do porto do Rio de Janeiro está em fase de licitação e o terminal de Manaus está em fase de elaboração do projeto. Os investimentos previstos são de R$ 682 milhões.
Turismo e capacitaçãoOs projetos no setor turístico para a Copa preveem aumento de quase 15% na oferta hoteleira nas 12 sedes até 2014, de 706 mil hóspedes para 809 mil. O BNDES, através da linha de financiamento ProCopa Turismo, oferecerá R$ 2 bilhões para reforma e construção de novos hotéis. Deste valor, R$ 1,5 bilhão está comprometido em projetos aprovados ou em análise.

Também estão em andamento 400 intervenções que envolvem a construção, reforma e ampliação dos Centros de Atenção ao Turista, sinalização turística e obras de acessibilidade nos atrativos turísticos. Esses projetos terão investimento de R$ 212,5 milhões e a previsão é de que sejam entregues até dezembro de 2013.

Outra frente para aprimorar o turismo é a qualificação profissional. Entre alunos matriculados e que já concluíram as atividades, 57 mil passaram pelo Pronatec Copa em 2012. O programa pretende oferecer 240 mil vagas em 117 municípios até 2014.
Telecomunicações
A Telebrás já entregou 70% da rede de fibra ótica prevista para atender as seis capitais que receberão jogos da Copa das Confederações de 2013 (Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro e Salvador). A previsão é de que toda a estrutura fique pronta nessas cidades entre fevereiro e abril. A rede nas outras seis cidades-sede da Copa do Mundo será entregue até novembro de 2013. Ao todo, serão mais de 2 mil km de fibra ótica nas 12 sedes, além da ativação de 50 Pops (pontos de presença) e implantação de tecnologia DMDW para transmissão de imagem. Os investimentos no setor serão de R$ 200 milhões.
Segurança e defesaAs ações de segurança pública para o policiamento dos megaeventos, monitoramento do fluxo das fronteiras e integração das instituições estão sob a responsabilidade do Ministério da Justiça, que investirá R$ 1,2 bilhão nos projetos. Os recursos também serão usados na construção ou reforma dos locais que irão abrigar os 12 Centros Integrados de Comando e Controle Regionais. Seis deles estarão em funcionamento para a Copa das Confederações. Os dois Centros de Comando e Controle Nacionais, que ficarão no Rio de Janeiro e em Brasília, têm previsão de entrega no primeiro semestre de 2013. Além disso, foram adquiridos equipamentos como imageador aéreo, kit antibomba, conjunto de armamento e munição e salas cofre. O Ministério da Defesa investirá R$ 700 milhões para controle do espaço aéreo, marítimo e fluvial, segurança cibernética, prevenção e combate ao terrorismo, fiscalização de explosivos, entre outras.
Energia
Com o objetivo de atender a demanda adicional de energia que ocorrerá com a realização da Copa das Confederações e da Copa do Mundo, serão investidos R$ 1,7 bilhão em ações de geração, transmissão e distribuição de energia. Os operadores das arenas serão os responsáveis pela implantação de geradores e sistema de alimentação ininterrupta nos estádios. Os investimentos em linhas de transmissão e instalações nas cidades-sede para atender aos critérios de segurança diferenciados ficarão a cargo das empresas transmissoras. As obras de reforço à estrutura atual, como subestações e linhas de distribuição, serão feitas pelas empresas distribuidoras de energia, que entregarão os empreendimentos para a Copa das Confederações até abril do próximo ano.
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Jardins suspensos construídos sobre lajes reservam a água das chuvas para irrigação posterior


Jardim sobre piso elevado



http://www.equipedeobra.com.br/construcao-reforma/40/artigo236252-1.asp

Reportagem: Juliana Nakamura


A utilização de piso elevado sobre lajes é mais uma opção para a construção de coberturas verdes. O sistema tem como principal vantagem dispensar a necessidade de bombeamento para irrigação e permite a implantação de jardins com diversas espécies de plantas.
O sistema é composto por pedestais, tubos de irrigação e placas de piso elevado fabricadas em polipropileno termoplástico. A irrigação funciona de maneira semelhante ao que acontece na natureza. As águas da chuva penetram no solo, são filtradas pela terra e ficam armazenadas no vão criado entre a laje e as placas de piso. Quando a chuva é muito intensa, um sistema de extravasamento drena o excesso. Quando a chuva para, a água do solo evapora ou é consumida pelas plantas.
Ricardo Paschoal, engenheiro da Remaster, conta que o custo aproximado desse tipo de solução é de R$ 250/m² (sem frete). O valor não inclui o substrato, que varia de acordo com o projeto paisagístico, a vegetação e a região onde é executado o jardim. A instalação é bastante simples e rápida, como mostramos a seguir. Se as condições locais forem favoráveis é possível instalar cerca de 100 m² de piso por dia.
"Em edifícios residenciais, além de criar uma paisagem verde em meio ao concreto das áreas comuns, esse tipo de solução traz conforto térmico para o prédio, economiza água do condomínio por meio da autoirrigação, prolonga a durabilidade da impermeabilização da laje que suporta o jardim e, em um plano maior, minimiza os efeitos nocivos das enchentes", afirma Débora Bertini, gerente-geral de Desenvolvimento de Produtos da Cyrela São Paulo.





Materiais e EPIs
Fotos: Marcelo Scandaroli
Martelo, trena, estilete, canivete, serra, nível de bolha, lápis, selante à base de silicone, manta asfáltica adesiva e ventosa para tirar placas. EPIs obrigatórios: uniforme, óculos de segurança, luva de algodão com pigmento de látex, capacete, cinto de segurança tipo paraquedista, protetor auricular e calçado de segurança com biqueira de aço.


Passo 1
Fotos: Marcelo Scandaroli
1 Antes de iniciar a instalação do piso elevado, é importante checar a laje, que deve estar limpa, seca, sem partes soltas. A laje deve ser previamente impermeabilizada, mas não é necessária a aplicação de massa para regularização dos caimentos e o uso de ralos.


Passo 2
Fotos: Marcelo Scandaroli
2 Com a laje pronta, inicia-se a instalação dos pisos elevados. O sistema chega ao canteiro em kits prontos para a montagem.


Detalhe
Fotos: Marcelo Scandaroli
As placas saem de fábrica furadas com os espaçamentos corretos para o encaixe dos pedestais.


Passo 3
 
Fotos: Marcelo Scandaroli
3 A instalação começa com o encaixe dos pedestais nas placas de piso. Cada placa tem 50 cm x 50 cm.


Passo 4
 
Fotos: Marcelo Scandaroli
4 Em seguida são encaixados os tubos de irrigação e drenagem nos nichos reservados nas placas de piso.


Passo 5
 
Fotos: Marcelo Scandaroli
5 As placas são colocadas sobre a laje.


Passo 6
 
Fotos: Marcelo Scandaroli
6 À medida que são instaladas, as placas são niveladas com ajustes rosqueáveis nos pedestais. Nessa etapa é fundamental o uso de um nível de bolha.


Passo 7
 
Fotos: Marcelo Scandaroli
7 As demais placas são instaladas lado a lado, conforme orientações do projeto, até cobrir toda a laje. O travamento das placas é feito por meio do encaixe dos pedestais.


Passo 8
 
Fotos: Marcelo Scandaroli
8 Em alguns casos, a laje pode ter reentrâncias e exigir o recorte das placas de piso para complementar a área. Antes de fazer qualquer corte, é fundamental medir com cuidado a área a ser coberta.



Passo 9
 
Fotos: Marcelo Scandaroli
9 Após fazer todas as medições, é possível fazer os cortes das placas com uma serra.

Passo 10
 
Fotos: Marcelo Scandaroli
10 Só então as últimas placas são colocadas sobre a laje.

Detalhe
Fotos: Marcelo Scandaroli
Caso seja necessário retirar uma placa já fixada para eventuais ajustes, deve-se utilizar uma ventosa "saca-placas". A ferramenta é fundamental porque o vão entre as placas é muito pequeno (cerca de 1 mm) e não permite o encaixe de nenhuma outra ferramenta para fazer a mesma função.

Passo 11
 
Fotos: Marcelo Scandaroli
11 Para reforçar a proteção contra vazamentos, é aplicado selante à base de silicone na junção entre a placa de piso e o tubo de irrigação.

Passo 12
 
Fotos: Marcelo Scandaroli
12 No encontro da placa de piso e a parede, aplica-se manta asfáltica adesiva para criar uma barreira física para que a terra fique na parte superior da placa e não caia no vão de reserva de água.

Passo 13
 
Fotos: Marcelo Scandaroli
13 Depois que os tubos de irrigação estão instalados e devidamente vedados, pode-se colocar o substrato sobre o piso. Fornecido de acordo com o projeto de paisagismo, o substrato deve ser colocado dentro dos tubos de irrigação e em toda a extensão da laje.

Passo 14
 
Fotos: Marcelo Scandaroli
14 Cumpridas essas etapas, a laje está pronta para receber a vegetação escolhida. O projeto de paisagismo pode prever a utilização de plantas variadas.

Outros cuidados
» Antes de iniciar o serviço, a laje que receberá a cobertura verde deve ser impermeabilizada, preferencialmente com manta asfáltica. É sobre ela que a água proveniente da chuva vai ficar armazenada. Daí a importância da impermeabilização bem projetada e executada.
» O substrato a ser utilizado pode compor uma camada de até 1 m de altura e deve ter uma textura adequada para favorecer o sistema de irrigação natural.
» Exceto em jardins com pouca quantidade de substrato e utilizados somente para plantar forrações (como o da obra fotografada), deve-se sempre adicionar pastilha antirraiz após a instalação do sistema, junto ao substrato.


Entenda a importância de seguir o projeto para facilitar a mobilidade de pessoas com necessidades especiais



Plantas

 

Acessibilidade


Entenda a importância de seguir o projeto para facilitar a mobilidade de pessoas com necessidades especiais


Reportagem: Juliana Martins

http://www.equipedeobra.com.br/construcao-reforma/51/artigo265495-1.asp

Para criar um ambiente acessível a portadores de necessidades especiais, deve-se levar em conta variáveis como distância entre a pia e o chão, tipo de torneira usado, barras de apoio para que o cadeirante possa se transferir da cadeira ao vaso sanitário etc. Estes são detalhes que levam em conta várias exigências relacionadas à ergonomia. Assim, as medidas indicadas em projetos de acessibilidade foram decididas por meio de estudos que possibilitam o melhor uso do espaço por qualquer pessoa, independentemente de suas limitações físicas ou visuais.


Estudo do IPT detecta como evitar desperdício de energia em sistemas hidráulicos

21/Dezembro/2012

Estudo do IPT detecta como evitar desperdício de energia em sistemas hidráulicos



Resultados apontam possibilidade de ganhos em eficiência energética com o bombeamento de fluidos



Gustavo Jazra


Um estudo recente sobre bombeamento de fluidos possibilitou a descoberta de soluções para a obtenção de ganhos em eficiência energética na utilização de sistemas hidráulicos. A pesquisa do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) foi coordenada por Marcos Tadeu Pereira, engenheiro mecânico e pesquisador do Laboratório de Fluidodinâmica e Eficiência Energética.
De acordo com o engenheiro, as empresas precisam realizar três premissas para atingir o resultado: estimular o acesso à informação e à disseminação de resultados, mudar o comportamento organizacional e adaptar a educação básica dos engenheiros às novas demandas. Com isso, é possível melhorar de 20% a 50% a eficiência dos sistemas, afirma o engenheiro. Nos países desenvolvidos, cerca de 10% da energia consumida por operações industriais é destinada a operações de bombeamento.
O acesso à informação e à disseminação de resultados é compreendido por uma sequência de três etapas. A primeira diz respeito à tomada de conhecimento dos componentes-chave da instalação e de alternativas para melhorar seu rendimento. Enquanto isso, a segunda se destina à caracterização física da instalação, é quando se define o estado real da tubulação. Por fim, na terceira são utilizadas ferramentas de monitoramento do consumo para aumentar a eficiência.
O resultado implica na reformulação do conteúdo nos cursos de engenharia. Segundo Pereira, atualmente a graduação desconsidera processos de cálculos para melhor a eficiência dos bombeamentos. "As equações usadas nos cursos foram criadas para perda de carga e de energia na década de 1930. Foram feitas pequenas revisões em suas fórmulas nas décadas de 1960 e 1990, mas elas são basicamente as mesmas e não são adequadas às tubulações usadas no Brasil", diz.