sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

EPS (isopor): Térmicos, eficientes e sustentáveis


Térmicos, eficientes e sustentáveis

Isolantes feitos de material reciclado ou reaproveitado são boas opções ecológicas


Cássia Kuriyama, da PrimaPagina
Especial para o Portal Terra

Divulgação: André Eisenlohr
O arquiteto André Eisenlohr usou pedaços de isopor coletados em caçambas e lojas para fazer o isolamento térmico e acústico do chalé que projetou
O arquiteto André Eisenlohr usou pedaços de isopor coletados em caçambas e lojas para fazer o isolamento térmico e acústico do chalé que projetou
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  • O arquiteto André Eisenlohr usou pedaços de isopor coletados em caçambas e lojas para fazer o isolamento térmico e acústico do chalé que projetou
  • Os pedaços de isopor foram distribuídos entre as placas de madeira
  • Gonçalo Soares, do escritório de arquitetura Ecohabitar, autor do projeto, sugere como alternativa ecológica telhas conhecidas como telhas sanduíche, que têm isopor como isolante em vez de lã de vidro
  • Soares explica que o isopor é eficiente, mas alguns clientes imaginam que as telhas possam deixar a construção parecida a um galpão. “Mas você pode fazer um telhado oculto com um pequeno muro que é continuação da parede”
  • A lã feita de fios de garrafas PET recicladas pode substituir a lã de vidro e a lã de rocha em paredes, forros, pisos e até dutos de ar condicionado
  • A lã de garrafa PET é reciclada e reciclável. “As garrafas são recolhidas em diversas cooperativas do Brasil, e parte do material já chega na forma de fios” conta Valmir Alves, gerente da área industrial da Trisoft, fabricante do material
  • O telhado verde é uma cobertura vegetal aplicada sobre lajes e telhas. Eficiente isolante térmico e acústico, traz outros benefícios, como a proteção da laje e a melhora do microclima local
Isolantes térmicos aplicados em paredes, pisos e lajes ajudam a manter as construções em uma temperatura agradável o ano inteiro, sem o uso do ar condicionado ou aquecedor. A energia que seria gasta nos aparelhos é economizada, favorecendo o seu bolso e a natureza. Mas é possível preservar ainda mais o meio ambiente com isolantes ecológicos, que são naturais ou recicláveis.
O isopor reaproveitado é uma das alternativas. Por ser volumoso e ter valor baixo no mercado, poucas cooperativas o reciclam. E por isso reaproveitá-lo é uma boa solução ao seu descarte comum.
Na construção de um chalé feito de placas de madeira pínus, o arquiteto André Eisenlohr usou o isopor coletado em caçambas e lojas para fazer o isolamento térmico e acústico. “Quando fui montar as paredes, fui recortando e encaixando os pedaços, como se fosse Lego. A vantagem é que você não está comprando isopor, criando uma demanda, e está reaproveitando um material que seria descartado”, explica Eisenlohr.
Gonçalo Soares, do escritório de arquitetura Ecohabitar, sugere o uso de telhas metálicas conhecidas como telhas sanduíche, que em vez de lã de vidro têm isopor como isolante. “As telhas possuem várias espessuras e o recheio do sanduíche, o isopor, é muito eficiente”, diz Soares.
A lã de vidro é um dos isolantes mais usados nas construções. Mas é um material que deve ser manipulado com equipamentos de proteção, pois o contato com esse tipo de lã é prejudicial à saúde.
As telhas sanduíche são vendidas em placas feitas sob encomenda, cortadas do tamanho necessário para a obra, o que diminui a geração de resíduos e torna a instalação mais rápida.
Outro material alternativo à lã de vidro é a feita de garrafas PET recicladas. Valmir Alves, gerente da área industrial da Trisoft, fabricante do material, explica que o processo de fabricação não consume água nem resinas, e o material pode ser mais uma vez reciclado quando descartado.
Soares ainda indica as placas de cortiça como isolantes, mas com uma ressalva. “Elas são completamente naturais, recicláveis e muito eficientes. Não são tóxicas, nem dão problemas de instalação. Porém têm um alto custo.”
A cobertura vegetal sobre lajes e telhas, o telhado verde, é outro isolante eficiente e sustentável. O jardim aplicado sobre a última superfície da edificação ainda protege a laje de trincas e rachaduras, tende a melhorar a umidade relativa do ar, atrai animais, e ajuda a diminuir o impacto das chuvas nas cidades, pois retém parte da água que iria direto para galerias pluviais.
Mas atenção: ao buscar novos produtos, é sempre importante informar-se sobre a sua eficiência. “De preferência, o material deve ser aprovado pelo Inmetro. Se for ineficiente, gera desconfiança e acaba aumentando a rejeição por esse tipo de produto ecológico”, diz Soares.


Cássia Kuriyama, da PrimaPagina
Especial para o Portal Terra

Aprendendo e ensinando sustentabilidade


Soluções para comunidades carentes

Projetos realizados em parceria pela Poli/ USP, UFSCar e MIT, buscam soluções sustentáveis para problemas cotidianos



Instalação de lâmpadas feita com garrafa PET, barreiras para contenção de enchentes com pneus, mutirão de limpeza, tampas dos poços feitas com restos de madeira de construção e plástico. Este é o universo das soluções encontradas por alunos do Laboratório de Sustentabilidade (LASSU) da Escola Politécnica (Poli) da USP, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e do MIT D-Lab (Design Lab), do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), para problemas de comunidades carentes brasileiras.

Pelo segundo ano consecutivo, o time formado por aproximadamente 25 alunos de diversas áreas colocou a mão na massa, entre os dias 9 e 23 de janeiro deste ano, junto a moradores de periferias de Sorocaba e Embu das Artes, na tentativa de solucionar alguns de seus problemas mais urgentes.

Divididos em três grupos em cada uma das cidades, eles tinham como objetivo desenvolver tecnologias apropriadas para o atendimento de necessidades das comunidades escolhidas, trabalhando junto aos moradores o sentido abrangente do princípio da sustentabilidade, um conceito sistêmico, relacionado com a continuidade dos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais globais.
Orientados pela professora Tereza Cristina Carvalho, coordenadora do LASSU, os alunos e pesquisadores implementaram essas ações utilizando materiais de baixo custo e recicláveis, facilmente encontrados na comunidade, como pneus velhos, plástico PVC, madeiras, baldes e canos.

Mão na massa

Em Embu das Artes, os alunos se dividiram entre três ações. A primeira foi “entretenimento”. Após a análise inicial da área, o grupo identificou a necessidade de um centro cultural que reunisse crianças da região, acostumadas normalmente as brincadeiras de rua em regiões afastadas de onde moravam. Com um espaço cedido por uma ONG local, recursos vindos de uma cooperativa (Copermape), além da ajuda entidades religiosas e de um vereador da região, a equipe montou em apenas uma semana um espaço com biblioteca e brinquedoteca, abrindo também uma pequena sala para a prática de artesanato e para o recebimento futuro de computadores.

O segundo projeto foi ligado a “iluminação”. Sabendo que a comunidade não tinha acesso oficial a energia elétrica, o coletivo de estudantes, encabeçado por Vinícius Romero, de engenharia industrial e Bruno Rossener, engenharia de produção, ambos da UFSCar, entendeu que deveria convencer a população de que utilizar o projeto pioneiro – implementado originalmente nas Filipinas – de garrafas plásticas usadas para captar a luz natural do Sol era “um exemplo a ser seguido por essa e outras comunidades”, revela Romero.

A ideia era simples: com materiais como placas de metal, misturas para vedação, garrafas pet, água e cloro seria possível iluminar ambientes sem a necessidade de eletricidade. Um furo deveria ser feito nas telhas para que a garrafa fosse encaixada e a luz do sol, refletida na mistura líquida seria suficiente para iluminar espaços pequenos com poucas janelas. Com a formulação de um panfleto sobre como a técnica poderia ser praticada pelos próprios moradores, os alunos solucionaram com criatividade parte do problema dos habitantes de Embu.

A terceira iniciativa foi em relação à drenagem. Com a intenção original de resolver a situação precária do piso das casas da região, os alunos André Mitsuoka, do curso de Ciência da Computação da UFSCar e Amelia Carver, estudante de graduação de Música e Composição no MIT, perceberam que nem sempre é possível atender às próprias expectativas durante o trabalho de campo.

Com a ajuda dos colegas, a dupla formulou em sete dias um sistema de tubulações capaz de drenar a água dos pisos irreparáveis. “Era preciso pensar num jeito de jogar aquela água para fora das casas, num só lugar”, explica Amelia. Interconectado, o sistema de tubulações feito com a ajuda da comunidade e materiais disponíveis atenuou o problema das enchentes que assolavam os moradores dentro de suas próprias casas.

Novo Mundo

Na periferia de Sorocaba, no bairro Novo Mundo, outros grupos utilizaram sua criatividade coletiva em três empreendimentos. A insegurança do caminho pelo qual alunos do ensino fundamental e médio tinham que transitar para chegar a escola foi encarada como prioritária.
O aluno de Ciência da Computação na UFSCar, André Bonfatti, avaliou a necessidade de iluminação adequada e de limpeza da pequena passarela de terra que ficava intransitável em dias de chuva forte. Cavando um desvio calculado para água com a ajuda de crianças e adolescentes locais, o grupo conseguiu abrir caminho até a escola e garantir maior segurança para todos os que por ali passavam diariamente. Orientando os jovens voluntários sobre como fazer a manutenção da área, inclusive plantando grama nas margens do caminho para absorver o excesso de água, o grupo concluiu seu trabalho consciente de que havia muito a ser feito ainda.

O segundo projeto foi ligado a habitação. O crescente problema de enchentes não era apenas uma preocupação em Embu das Artes. Reduzir seus danos envolveria um trabalho conjunto dos alunos em duas frentes. A primeira envolvia diretamente habitação, pois exigia criar uma barreira física que impedisse córrego, que corria por entre as casas, de vazar e inundar as ruas. Com materiais do próprio entorno, os alunos de engenharia formularam uma maneira simples de elevar a terra ao redor do córrego. Com pedaços de bambu fincados na terra e pneus preenchidos com terra molhada, ergueu-se uma barreira que, atestadamente, foi capaz de proteger os moradores do avanço da água num dia de chuva forte.

A outra vertente foi o saneamento. Para que a barreira de pneus, bambu e terra funcionasse, seria necessário envolver a população num grande ato de limpeza das margens do córrego. A partir desse gesto, a comunidade pôde discutir a criação de uma associação de moradores para articular seus próprios interesses junto às instâncias políticas e econômicas de Novo Mundo. Entre o debate, a limpeza e a edificação da barreira, tanto os moradores quanto os estudantes puderam atribuir um novo significado à noção de engajamento que tinham antes da experiência.
Com a esperança de continuar o projeto pelo terceiro ano, em 2013, a professora Tereza Cristina Carvalho, coordenadora do LASSU, acredita que o envolvimento de mais alunos de diversas universidades e da própria USP deve criar uma rede de parcerias cada vez mais sólida, para continuar disseminando práticas sustentáveis efetivas.

Recursos naturais atraem investidores japoneses ao TO


http://www.ogirassol.com.br/pagina.php?editoria=%C3%9Altimas%20Not%C3%ADcias&idnoticia=34891
Os recursos naturais, a população jovem e a estabilidade econômica atraem investidores japoneses para a agricultura brasileira, em especial ao Tocantins, que mantém relações comerciais e de amizade com o Japão, por meio de parcerias, a exemplo do Prodecer – Programa de Desenvolvimento do Cerrado, voltado ao cultivo da soja. Para consolidar essa relação e planejando captar novos investimentos, o secretário da Agricultura, da Pecuária e do Desenvolvimento Agrário, Jaime Café, acompanhou a comitiva da Obihiro Kawanishi - Cooperativa do Japão de Agricultura e da Mitsubishi Corporation do Brasil em uma visita à região Sudoeste do Estado, nesta quarta-feira, 8.

A comitiva, integrada por 11 pessoas, sobrevoou a região, com foco na agricultura irrigada. No município de Lagoa da Confusão a visita foi às lavouras de arroz irrigado por inundação, onde a produção chega a 180 mil toneladas no período chuvoso. Para o produtor e chefe executivo da Cooperativa Toshinobu Arizuda, que falou em nome do grupo, o convite do governador Siqueira Campos é uma grande oportunidade para que possam conhecer as potencialidades do Estado.

“Primeiro item que falo que irá crescer é devido aos recursos naturais e minerais, segundo é a população jovem, que pode trabalhar e desenvolver este país e o terceiro é a estabilidade política que dá segurança, comparada a outros países. Por estes motivos empresas de grande porte do Japão estão interessadas em investir no Brasil”, pontuou.

“Também somos produtores e temos experiências e, apesar de ainda não existir um projeto determinado, devido às boas relações entre o nosso País e o Tocantins, teremos continuidade visando futuras parcerias”, explicou Arizuda, completando ainda que pessoalmente espera muito desta parceria devido à potencialidade do Estado para a agricultura.

De acordo com o secretário, o grupo já está trabalhando para apoiar o Governo do Estado na implantação de barragens para o cultivo irrigado, principalmente de soja e arroz, produtos de interesse de compra pelos japoneses. “Esta região será beneficiada pelo Prodoeste - Programa de Desenvolvimento do Sudoeste do Tocantins, que está em fase final de aprovação e nosso desejo é que os investidores japoneses possam nos apoiar no que se refere à contrapartida do Governo, que é de R$ 66 milhões, valor alto para investimento com recursos próprios”, disse Café.

Representando a Secretaria Nacional de Irrigação do Ministério da Integração Nacional, também participou da visita o coordenador geral de Sustentabilidade de Projetos de Irrigação, Roque Marinato. Segundo ele, o Tocantins possui o maior potencial de irrigação do País, com mais de quatro milhões de hectares, por isso, com possibilidade de plantio durante todo o ano.


Prodoeste

O Prodoeste é um programa que pretende implantar, por meio de parceria público-privada, um grande sistema de plantio irrigado em cerca de 200 mil hectares na região, aproveitando o grande potencial de rios e terras planas. O projeto já tem o aval positivo do Banco Interamericano de Desenvolvimento, no valor de 165 milhões de dólares, o BID entra com 99 milhões de dólares e o Governo do Estado entrará com a contrapartida 66 milhões de dólares. 

Especialista diz que eventos climáticos associados à poluição podem provocar catástrofes



08
Fev
2012

http://www.segs.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=63708:-especialista-diz-que-eventos-climaticos-associados-a-poluicao-podem-provocar-catastrofes-&catid=45:cat-seguros&Itemid=324






Especialista Conceitualmente, não existe relação entre poluição e catástrofes naturais. Enquanto a poluição é o resultado da ação humana na contaminação do solo, ou da atmosfera, ou, ainda, do meio aquático, as catástrofes, como erupções vulcânicas e tsunamis, são eventos súbitos da natureza. Mas, segundo o autor do livro “O impacto das catástrofes climáticas na solvência das seguradoras”, René Hernande, eventos climáticos podem potencializar os danos provocados pela poluição à natureza.
Durante a apresentação do tema “Fenômenos naturais, seguros e sustentabilidade”, no I Workshop Inovação e Oportunidades em Sustentabilidade, promovido ontem em São Paulo pela CNseg, René Hernande explicou que a poluição do solo, por exemplo, causada por infiltração de combustíveis, mesmo restrita a uma área limitada, poderá ter seus efeitos ampliados caso ocorra uma inundação. “Os resíduos podem se espalhar por uma área muito maior e ocasionar uma catástrofe ambiental”, afirmou. Efeito semelhante pode ocorrer se a passagem de furacão encontrar pela frente um vazamento em plataforma de petróleo. “Um furacão pode estar na origem ou na maximização de um problema de contaminação já existente”, disse.
Para René Hernande, a degradação ambiental, ainda que seja tratada como uma questão meramente econômica, é uma grave ameaça à vida. Tanto que a Organização Mundial de Saúde (OMS) realizou um estudo que relaciona a deterioração do meio ambiente com a saúde humana, apontando a prevalência de doenças como diarréia, infecções respiratórias, lesões involuntárias, malárias e outras. Diferentemente da diarréia, que é mais frequente entre classes pobres, as infecções respiratórias, de acordo com o especialista, afetam todas as faixas de população.
René Hernande atribui a causa principal das doenças respiratórias à poluição do ar pela constante emissão de CO2 (dióxido de carbono). A situação é tão grave, segundo ele, que se as emissões de CO2 pudessem ser encerradas, seus efeitos ainda seriam sentidos por muitos anos. Mesmo assim, ele não condena o CO2, que será importante fonte de calor, a seu ver, quando a Terra entrar na era glacial, daqui a 1,5 mil anos.
No presente, porém, o aumento de dióxido de carbono na atmosfera mantém relação com o crescimento das grandes catástrofes naturais. O fato está registrado, de acordo com René Hernande, em um estudo da Munich Re, que relaciona o aumento das catástrofes entre 1950 e 2010 com o crescimento da emissão de CO2. A destruição e as mortes provocadas por esses eventos se relacionam, por sua vez, com o setor de seguros.
Para dar uma ideia da abrangência desses danos, ele apresentou um gráfico da OMS que indica as regiões com maior índice de mortalidade atribuída à poluição do ar. O Brasil e o Chile na América do Sul, juntamente com toda América do Norte e parte da Ásia, são as regiões onde se registraram mais de 5 mil mortes, em 2011.
René Hernande também identificou na frequência de raios no Brasil uma relação com o aumento da poluição. Considerando apenas os dados das regiões monitoradas (Sul, Sudeste e parte da Centro-Oeste), entre 2009 e 2010, São Paulo lidera com 48% das ocorrências, seguida pelo Rio de Janeiro, com 20%. Nesses locais, segundo avaliação do Inpe, a poluição se equipara com o fenômeno El Niño entre os fatores intensificadores de raios.[3]
Mas os brasileiros estão mais preocupados com a preservação ambiental, segundo René Hernande. Uma pesquisa do Ministério do Meio Ambiente, realizada em 2002, revela que 81% dos entrevistados estão dispostos a comprar produtos fabricados de maneira ecológica e que 38% abririam mão de aumentos na produção e no abastecimento de energia, se isso implicasse em melhor tratamento ao meio ambiente. “Algumas empresas acreditam que doar plantinhas e canequinhas são ações sustentáveis. Mas é enrolação. Precisamos levar mais a sério os danos à natureza ou estaremos cometendo suicídio e homicídio”, disse.

Argamassas térmicas: melhor do que ar condicionado!

http://www.leiriaeconomica.com/item7551.htm
8 Fev.
Uma equipa de investigação do departamento de Engenharia Civil da Universidade do Minho (UMInho) está a criar um revestimento revolucionário para paredes e tectos que aquece/arrefece a temperatura interior das casas e escritórios. A inovação ajuda a poupar na factura eléctrica, promove um maior conforto térmico e atende à eco-sustentabilidade, revela o Ciência Hoje. Para ler na íntegra, clique aqui.

Argamassas térmicas: Melhor do que ar condicionado!

UMinho desenvolve revestimento inovador que aquece casas

2012-02-07

A argamassa é colocada em diferentes locais.
A argamassa é colocada em diferentes locais.

Uma equipa de investigação do departamento de Engenharia Civil da Universidade do Minho (UMInho) está a criar um revestimento revolucionário para paredes e tectos que aquece/arrefece a temperatura interior das casas e escritórios. A inovação ajuda a poupar na factura eléctrica, a um maior conforto térmico e à eco-sustentabilidade.

A tecnologia baseia-se em microcápsulas termicamente activas, aplicadas na superfície das argamassas – o que deverá ser uma prática corrente dentro de dez anos, esclarece José Barroso de Aguiar, docente da UMinho.

Em concreto, o composto de gesso, cal, cimento, areia, água e cápsulas microscópicas de PCM (material de mudança de fase) é colocado nas paredes e tectos e esta camada serve como climatizador: transita de fase líquida para sólida, e vice-versa, em temperaturas próximas da ambiente (20-25ºC).

Por exemplo, ao passar de fase sólida para líquida faz descer o termómetro e reter energia do compartimento. Com estes aditivos nas argamassas consegue-se reduzir o consumo de energia (eficiência), uniformizar a solicitação à rede energética, aumentar o conforto térmico dos edifícios, evitar o gasto das não renováveis e, por efeito, minimizar o consumo de dióxido de carbono.

Patente portuguesa versus alemã
Constituição do projecto:
O projecto designado «Contribuição de Argamassas Térmicas Activas para a Eficiência Energética dos Edifícios» é apoiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia e termina em 2013. Junta cerca de 25 investigadores das universidades do Minho (promotora), Aveiro, Coimbra (através do instituto IteCons) e ainda das empresas parceiras Secil Martingança e Sival, ligadas aos ramos das argamassas de cimento, cal hidráulica e gesso. Do Departamento de Engenharia Civil da UMinho está representado o seu Centro de Território Ambiente e Construção (C-TAC), com os docentes José Barroso de Aguiar, Manuela Almeida, Luís Bragança, Miguel Ferreira, Sandra Silva e a bolseira Sandra Cunha.
A UMinho está ligada a duas patentes, que investiga desde 2004. A Alemanha começou os estudos “quase em simultâneo”. A patente portuguesa aplica o PCM na parte exterior de um reboco de duas camadas; já a patente alemã coloca o PCM em toda a espessura do reboco.

A equipa de investigação minhota diz não ter registos de uma invenção do género no resto do mundo. E, em 2012, prevê fazer um workshop para os parceiros do projecto trocarem experiências; se tudo correr bem, também irá anunciar os resultados prévios e eventuais patentes.

Além de desenvolver sistemas construtivos energeticamente mais eficientes, a presente pesquisa coordenada pela UMinho procura averiguar a viabilidade técnica da aplicação dos PCM e quantificar a redução de consumos de energia para diversos tipos de imóveis e divisórias, através da comparação com argamassas convencionais e simulação numérica.

Garantir a qualidade
No primeiro caso, quer-se garantir que a nova tecnologia não vai fissurar nem descolar da parede e, além disso, respeita as exigências europeias. No segundo, interessa saber qual a melhor compartimentação para rentabilizar a inovação, se um apartamento tipo T2 ou uma vivenda. “Acredito nesta tecnologia, é muito útil para a sociedade em geral. Dentro de dez anos, será corrente no interior dos edifícios”, nota José Barroso de Aguiar, realçando: “Vai valer a pena pagar mais quando se constrói, mas saber que esse custo inicial [no PCM] se amortiza em poucos anos, graças à poupança em electricidade”.

Lixo orgânico

Sesi oferece cursos gratuitos para trabalhadores da indústria


http://www.tosabendo.com/conteudo/noticia-ver.asp?id=214882

Trabalhadores da indústria e seus dependentes podem realizar cursos a distância de forma totalmente gratuita. Oferecidos pelo Serviço Social da Indústria (Sesi) Paraná, os cursos são de curta duração e feitos totalmente pela internet.
São oito opções de cursos gratuitos: Alimentação Saudável e Qualidade de Vida; Comunicação Interna e Endomarketing no RH; Ética e Sustentabilidade; Inclusão Social e Diversidade; Introdução à Comunicação Empresarial; Introdução ao Plano de Negócio; Planejamento em Treinamento e Desenvolvimento; e Técnicas de Recrutamento e Seleção de Pessoal. Para ter acesso aos cursos, o trabalhador da indústria ou dependente deverá se cadastrar no portal www.sesi.org.br/ead e seguir as instruções.
Além destes, o Sesi oferece outros 55 títulos voltados aos industriários, empresários e comunidade. A lista completa está disponível no portal.Os cursos a distância fazem parte das ações de educação continuada ofertadas pelo Sesi-PR. Em 2011, foram mais de 23 mil matrículas em 62 diferentes cursos.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Água de chuva na rede de esgoto em Votuporanga: É hora de aproveitar a água de chuva para usos menos nobres. Atitude sustentável: IPTU verde e não uma multa!


Meio Ambiente - Votuporanga
Saev Ambiental fiscaliza água de chuva na rede de esgoto
http://www.regiaonoroeste.com/portal/materias.php?id=35327
09/02/2012 - 15:54:00 - Da Redação
A partir desta sexta-feira (10/2) todas as residências de Votuporanga serão visitadas por equipes da Saev Ambiental que terão como objetivo verificar o despejo irregular de água pluvial na rede de esgoto. As tubulações devem ser independentes, ou seja, a água da chuva não pode ser lançada na mesma rede que recebe o esgoto. A prática é irregular com punição prevista pelo Código Sanitário Estadual, Código Municipal de Obras e normas da Saev Ambiental. 





De acordo com o engenheiro coordenador do trabalho, Aldo Takao Okoti, o morador que possui o imóvel em situação irregular será notificado para fazer a correção num determinado período. Após o prazo, a equipe de fiscalização voltará ao local para verificar o imóvel. O proprietário que não cumprir as determinações estará sujeito as penalidades previstas em lei. 


As visitas serão feitas sempre às sextas-feiras, das 8h às 17 horas. Os fiscais atuarão em dupla com entrada nas residências para avaliar as tubulações internas. O engenheiro Okoti observa que a equipe estará devidamente uniformizada com crachá de identificação. “Precisamos que o morador colabore com este trabalho e permita a visita, uma vez que a interligação está fora da lei e pode trazer muitos prejuízos a ele”, comenta. Dúvidas, o morador deve ligar para o 08007701950. 


Início 

A cada sexta-feira a equipe estará em uma região diferente da cidade. Nesta semana, será a vez dos bairros Jardim Santa Paula, Bela Vista, Jd Eldorado e Jd. Marim. 


Objetivo 

A iniciativa busca acabar com as interligações irregulares da canalização que despeja a água de chuva na rede de esgoto da residência, uma vez que traz diversos transtornos para o morador e também para o funcionamento da Estação de Tratamento de Esgotos “Antonio Polidoro”. De olho nisso, dentro das exigências técnicas para a construção da ETE, a Cetesb solicitou a fiscalização; a última foi feita em Votuporanga há cerca de dois anos. 


O superintendente da Saev Ambiental, Eng. Marcelo Marin Zeitune, explica que a rede coletora de esgoto é projetada apenas para descarte dos efluentes líquidos domésticos. No entanto, alguns profissionais optam por interligar a tubulação das residências, fazendo com que a chuva absorvida pelos ralos de quintais seja despejada no ramal do esgoto. “Quando isso acontece e o volume de chuva é muito grande, as redes não conseguem dar vazão a todo o material, causando retorno de esgoto em diversas casas, e não somente nas que estão irregulares. O problema também acontece na rede de esgoto das ruas, que provoca inclusive o deslocamento das tampas de bueiros e, consequentemente, acidentes de trânsito e com pedestres”, destaca.  


Na ETE, o volume excessivo da água com o esgoto sobrecarrega o sistema e prejudica a eficiência do tratamento. A rede de esgoto deve receber apenas a água dos ralos internos e, a de chuva, dos ralos externos. 
(Assessoria de Imprensa)

Perguntar não ofende: Por que São Paulo simplesmente não copia estes 4 artigos desta lei estadual de 2004 do Rio de Janeiro?




LEI Nº 4.393, DE 16 DE SETEMBRO DE 2004


DISPÕE SOBRE A OBRIGATORIEDADE DAS EMPRESAS PROJETISTAS E DE CONSTRUÇÃO CIVIL A PROVER OS IMÓVEIS RESIDENCIAIS E COMERCIAIS DE DISPOSITIVO PARA CAPTAÇAO DE ÁGUAS DA CHUVA E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

A Governadora do Estado do Rio de Janeiro, ROSINHA GAROTINHO
Faço saber que a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º - Ficam as empresas projetistas e de construção civil no Estado do Rio de Janeiro, obrigadas a prover coletores, caixa de armazenamento e distribuidores para água da chuva, nos projetos de empreendimentos residenciais que abriguem mais de 50 (cinqüenta) famílias ou nos de empreendimentos comerciais com mais que 50 m2 de área construída, no Estado do Rio de Janeiro.
Art. 2º - A caixa coletora de água da chuva será proporcional ao número de unidades habitacionais nos empreendimentos residenciais ou à área construída nos empreendimentos comerciais.
Parágrafo único - As caixas coletoras de água da chuva serão separadas das caixas coletoras de água potável, a utilização da água da chuva será para usos secundários como lavagem de prédios, lavagem de autos, molhação de jardins, limpeza, banheiros, etc..., não podendo ser utilizadas nas canalizações de água potável.
Art. 3º - As empresas projetistas e de construção civil terão o prazo de 180 (cento e oitenta) dias para adequarem seus projetos ao cumprimento desta Lei, após sua aprovação.
Art. 4º - Esta Lei entra em vigor na data da sua publicação, revogando-se as disposições em contrário.
Rio de Janeiro, em 16 de setembro de 2004.
ROSINHA GAROTINHO - Governadora
Projeto de Lei nº 927/2003 - Autoria SAMUEL MALAFAIA
Fonte: ALERJ / RJ

Reciclagem de água: Lei estadual que obriga captar água da chuva é declarada constitucional pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro


Rio de Janeiro, novembro de 2.007 - Uma lei estadual que obriga a captação de água da chuva por grandes empresas e condomínios habitacionais foi declarada constitucional, nessa segunda-feira (26/11), pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Cabe recurso ao Supremo Tribunal Federal.
A Lei Estadual 4.393 foi aprovada pela Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e vigora desde setembro de 2004. Seu conteúdo diz que empreendimentos residenciais com mais de 50 famílias e comerciais com mais de 50 metros quadrados de área construída estão obrigados a instalar dispositivo para captação da água da chuva. O equipamento deve captar água que pode ser utilizada na lavagem de prédios, carros, para regar jardins e abastecer banheiros.
O prefeito do Rio de Janeiro, César Maia questionou a lei, alegando que a Alerj estaria invadindo a competência legislativa do município.
Para o desembargador Nascimento Povoas, relator do processo, “a matéria transcende a esfera de interesse do município”. “O aproveitamento racional dos recursos naturais, como a água, está sujeito à preocupação de todos”, completou. Ele também fundamentou sua decisão no artigo 24, inciso 6º, da Constituição Federal, que estabelece a competência da União, Estados e o Distrito Federal em legislar concorrentemente em defesa do meio ambiente.
Fonte: Revista Consultor Jurídico, 28 de novembro de 2.007


http://www.unigranrio.br/unidades_acad/ibc/sare/v02n01/galleries/downloads/artigos/A02N01P07.pdf

Atenção: "Guia de Sustentabilidade para Instalações Domiciliares - Água e Energia" , disponível para download!





O  “Guia de Sustentabilidade para Instalações Domiciliares – Água e Energia” da Universidade Aberta do Meio Ambiente e Cultura de Paz (UMAPAZ), Departamento de educação ambiental da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente da Prefeitura do Município de São Paulo, tráta-se de uma publicação que visa orientar síndicos, condôminos e interessados sobre itens de sustentabilidade que devem ser considerados em reformas e adaptações de edificações visando à redução de seus custos de operação e impactos ambientais.
  O lançamento do guia ocorreu no dia 01 último e já se encontra disponível para download na página de SVMA.






Trata-se de uma publicação do meu amigo engº Eduardo Coelho e Mello Aulicino, o "Neymar da sustentabilidade", que fez a abertura deste blog "Parque Sustentáveis", e visa orientar síndicos, condôminos e interessados sobre itens de sustentabilidade que devem ser considerados em reformas e adaptações de edificações para  redução de seus custos de operação e impactos ambientais.

O lançamento ocorrerá no dia 01 de fevereiro às 10 horas na Universidade Aberta do Meio Ambiente e Cultura de Paz (UMAPAZ), Departamento de Educação Ambiental da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, no Parque Ibirapuera.


Av. Quarto Centenário, Portão 7-A no Ibirapuera


fonte: http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/meio_ambiente/publicacoes_svma/index.php?p=37789

Nestes dias ao abrirmos os jornais, revistas ou até mesmo assistindo televisão, nos deparamos com um grande número de peças publicitárias oferecendo os novos empreendimentos imobiliários da cidade. 
O apelo ecológico, hoje, indispensável aos empreendimentos residenciais, a começar pelos nomes dos edifícios que invariavelmente adotam palavras como: verde, jardim, vila, também acompanhados de nomes de flores, árvores ou pássaros, tudo isso em idiomas distintos, sem esquecer da sempre presente frase: “Muito verde e qualidade de vida para sua família”.
Estes edifícios possuem novas tecnologias que visam propiciar ganhos econômicos e ambientais em sua operação, num contexto maior chamado de “Construção Sustentável” ou também chamado de “Construção Verde”. 
Os prédios ambientalmente corretos fazem parte de uma tendência mundial que chega aos nossos dias com algum atraso, posto que há muito, a construção civil é o destino de mais da metade dos recursos naturais do planeta. 
A sustentabilidade nas edificações é um processo que se inicia, não só no Brasil como no mundo todo, envolve muitos conceitos como o emprego de fontes de energias renováveis
como o aproveitamento da luz solar, a eficiência energética, a escolha dos materiais na preservação de recursos naturais, a redução de emissões dos gases gerados, principalmente os causadores de efeito estufa, a redução na geração de resíduos, o uso racional da água, o aproveitamento da água de chuva e outros. Neste cenário, o que nós, meros usuários do ambiente já construído, em grande parte, condôminos de edificações concebidas em outras épocas onde a preocupação se restringia a padrões de conforto e estética. O que fazemos com nossos imóveis que não se enquadram aos atuais padrões de sustentabilidade?
Visando oferecer orientação sobre estas questões, este guia que você tem em mãos, objetiva ampliar o conhecimento de administradores de condomínios e de consumidores que buscam informações práticas e de fácil compreensão que os ajudem a adequar suas edificações aos novos padrões de consumo e operação, reduzindo seus impactos no meio ambiente e de forma a não depreciar seu valor no mercado imobiliário. 

Marmitex para todos!


Especialistas discutem como alimentar população mundial de 9 bilhões em 2050

Estímulo aos pequenos produtores e combate ao desperdício foram temas tratados em evento em Genebra

08 de fevereiro de 2012 | 19h 31

Efe
 O mundo será habitado em 2050 por cerca de 9 bilhões de pessoas, que dependerão de um aumento entre 60 e 90% na produção de alimentos, com seu correspondente impacto no meio ambiente, ou da racionalização de sua produção e consumo.

Este foi o eixo do debate organizado nesta quarta-feira em Genebra pela revista "The Economist", com a participação de políticos, empresários e especialistas, para apresentar propostas e soluções perante a perspectiva de ter que alimentar 9 bilhões de pessoas dentro de 40 anos.

A potencialização dos pequenos produtores, especialmente nos países pobres e em desenvolvimento, a melhora da cadeia de distribuição de alimentos e a luta contra o enorme desperdício de comida foram os assuntos discutidos durante o seminário.

O diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), José Graziano da Silva, abriu a jornada lembrando que três quartos dos 925 milhões de pessoas que passam fome no mundo vivem em áreas rurais de países pobres e em desenvolvimento, e apostou por melhorar sua capacidade de produção e acesso aos alimentos para reverter esta situação.

Graziano lembrou que hoje em dia a comida à disposição de cada pessoa é 40% superior que em 1945, apesar de a população ter aumentado desde então em 4,5 bilhões de pessoas, algo que não se traduziu em uma divisão equitativa.

"A evidência de nosso fracasso coletivo é que quase 1 bilhão de pessoas estão desnutridas e que mais de 1 bilhão sofrem de sobrepeso ou obesidade", destacou.

De acordo com Graziano, o acesso aos alimentos no âmbito local tem dificuldades para ser melhorado. "Corremos o risco de ter um mundo em 2050 com suficiente comida para todos, mas ainda com milhões de pessoas desnutridas. Muito parecido com o de hoje", disse.

"Inclusive se ampliarmos nossa produção agrícola em 60% (nos próximos 40 anos), a porcentagem de desnutrição nos países em desenvolvimento estará em torno de 4% em 2050, ou seja, haverá 300 milhões de pessoas alimentadas de forma insuficiente", explicou.

O diretor-geral da FAO chamou a atenção também sobre o desperdício de comida, já que atualmente são desperdiçados ou esbanjados um terço dos alimentos produzidos, cerca de 1,3 bilhões de toneladas por ano, principalmente no mundo desenvolvido.

"Se reduzíssemos o esbanjamento e a perda de alimentos em torno de 25%, teríamos comida adicional para 500 milhões de pessoas ao ano sem ter que produzir mais", explicou.

Paul Bulcke, executivo-chefe do gigante alimentício Nestlé, advertiu que além de levar em conta que dentro de 40 anos a população terá aumentado em 2,3 bilhões de pessoas, "estaremos em um mundo mais rico, que vai comer de forma diferente".

Na sua opinião, neste contexto a produção de alimentos terá que ser incrementada entre 70 e 80%, e inclusive poderia ter que chegar a 90%, levando em conta que "nos últimos anos o crescimento do rendimento de produção por hectare foi muito mais lento que o crescimento populacional".

Bulcke, que dirige uma multinacional que emprega direta e indiretamente 25 milhões de pessoas no negócio da alimentação, destacou também a importância sociopolítica do setor, com uma crescente volatilidade dos preços que gerou em datas recentes rebeliões civis e quedas de Governos.

Ele criticou o protecionismo na produção agrícola, fazendo referência aos "bilhões de dólares investidos pelos países ricos para proteger seus produtores, provocando uma grave distorção do mercado internacional".

Bulcke alertou também sobre o impacto dos biocombustíveis no aumento dos preços e sobre um risco associado, o da falta de água, para atender às necessidades futuras: "vamos ficar sem água muito mais rápido que sem petróleo".

O diretor-geral da Organização Mundial o Comércio (OMC), Pascal Lamy, falou sobre a distorção apresentada pelo mercado, com uma excessiva concentração da produção, alguns países produzindo mais de 75% de produtos como o arroz e a soja.

Lamy apontou a África "como a peça que falta no quebra-cabeças alimentício mundial" e como a solução potencial às necessidades de comida no mundo nas próximas décadas, já que se trata do continente com maior quantidade de terra cultiváveis e com menor produção.

O exemplo é o Brasil: "o milagre brasileiro poderia ser reproduzido. Em menos de 30 anos, este país deixou de importar alimentos para ser um dos maiores celeiros do mundo. Nesse mesmo período, a África passou de um exportador a um importador", disse.

Harmattan: Tempestade de areia


Nuvem gigante de poeira causa transtornos na África ocidental

08 de fevereiro de 2012 | 12h 20

RICHARD VALDMANIS - REUTERS
Uma nuvem de pó saariana com milhares de quilômetros de extensão ofuscou o sol e impediu voos em todo o oeste da África, na pior tempestade de areia a atingir a região em dois anos.
Uma imagem por satélite da Nasa mostrou uma coluna marrom-amarelada do norte do Saara ocidental até o Mali.
Moradores da capital da Mauritânia, Nuakchott, cobriram os rostos com véus ou ficaram dentro de casa enquanto os motoristas ligavam os faróis no meio do dia para enxergar através da névoa. A tempestade, que começou em 6 de fevereiro, deixou camadas grossas de poeira nas calçadas e nas vitrines das lojas.
"Eu estou comendo areia nos últimos dois dias", disse Lea Polony, uma empresária em Nuakchott. "Os locais aonde vou trabalhar foram abandonados por funcionários e clientes".
No vizinho Senegal, o aeroporto Leopold Sedar Senghor cancelou mais de uma dezena de voos na terça-feira, depois que partículas de pó obscureceram o sol e reduziram a visibilidade para menos de 400 metros.
Um meteorologista disse que a poeira vinha na maior parte do noroeste do Saara, provocada pelo chamado Harmattan, um vento sazonal que ocorre durante o inverno no hemisfério norte.
"Esse é um fenômeno anual durante o Harmattan, mas a última vez que vimos uma nuvem de poeira como esta foi em 2010", disse Mamina Kamara, da Agência de Meteorologia do Senegal. "Esperamos que comece a levantar amanhã".
O Ministério do Meio Ambiente do Senegal disse na quarta-feira que a qualidade do ar continuava "ruim" em Dacar - um aglomerado urbano de 4 milhões de pessoas -, o que representa um risco para a saúde.
(Reportagem adicional de Laurent Prieur em Nuakchott e Diadie Ba em Dacar) 

Barulho de navios no norte do oceano Atlântico causa estresse em baleias.


08/02/2012 - 17h29

Poluição sonora nos oceanos estressa baleias, diz estudo

http://www1.folha.uol.com.br/bbc/1045762-poluicao-sonora-nos-oceanos-estressa-baleias-diz-estudo.shtml

DA BBC BRASIL


Pesquisadores norte-americanos afirmam que o barulho de navios no norte do oceano Atlântico causa estresse em baleias.
Segundo os cientistas do Aquário da Nova Inglaterra, em Boston, os motores de navios emitem um som na mesma frequência com que algumas delas se comunicam.
Estudos anteriores já mostravam que os cetáceos mudam padrões de linguagem quando local é mais barulhento.
Na pesquisa mais recente, após uma medição das fezes, os cientistas perceberam que o aumento do tráfego de navios eleva os níveis de hormônios relacionados ao estresse.
Os cientistas estudaram as baleias francas do Atlântico norte na região da baía de Fundy, no Canadá. Elas estão na lista de espécies ameaçadas mesmo depois de a população ter vivenciado um pequeno crescimento nos últimos anos.
No final do verão, os naimais percorrem uma área do Atlântico na costa leste da América do Norte e vão até a baía canadense para se alimentar.
Acreditava-se que a caça realizada séculos atrás teria dizimado os animais. Mas pesquisas mais recentes mostram que o declínio ocorreu muito antes, por razões desconhecidas.
Rosalind Rolland, do Aquário da Nova Inglaterra, afirmou que a população atual é de 490 baleias, um aumento em relação aos 350 registrados há uma década.

BARULHO
Cientistas estudam a baleia franca na baía canadense desde a década de 1980. Mas o último estudo, publicado na revista "Proceedings of the Royal Society Journal B", ocorreu por sorte.
Depois dos ataques de 11 de setembro de 2011 em Nova York e Washington, o tráfego de navios na baía caiu no Atlântico norte.
E os cientistas registraram uma queda de 6 decibéis na intensidade do barulho registrada debaixo d'água.
Coincidentemente, outra equipe tinha apenas iniciado um projeto de cinco anos para recolher e examinar fezes das baleias francas do Atlântico norte.
As fezes recolhidas pela pesquisa de 2011, no período de menor tráfego, mostraram um nível mais baixo de hormônios glicocorticoides (associados ao estresse) do que o registrado nas pesquisas nos verões seguintes, quando o tráfego voltou aos níveis normais.

PRIMEIRA VEZ
"Esta foi a primeira vez que foi documentado o efeito fisiológico. Afinal, estes são animais de 50 toneladas, o que faz com que seu estudo não seja muito fácil", afirmou Rolland.
"Pesquisas anteriores mostraram que [as baleias] mudam o padrão de vocalização em um ambiente barulhento, da mesma forma que nós fazemos em uma festa, mas esta é a primeira vez que o estresse foi registrado fisiologicamente", acrescentou.
Apesar dos registros, os cientistas ainda não sabem o quanto isso afeta as baleias.
O que se sabe é que o nível de barulho no oceano tem aumentado nas últimas décadas.
Uma análise mostrou que os ruídos na região nordeste do oceano Pacífico tiveram um aumento de 10 a 12 decibéis em relação aos registrados na década de 1960.

Let´s do it! acontece em Santo André em março


Data: 30/01/2012 16:20
Movimento Limpa Brasil Let´s do it! acontece em Santo André em março

Maior movimento de mobilização social do mundo pretende conscientizar a população em relação ao descarte de resíduos em seis das maiores cidades do Brasil
Autor: Redação
Fonte: Atitude Brasil
Santo André será a quinta cidade do país a receber o movimento Limpa Brasil Let´s do it!. No dia 25 de março, milhares de voluntários sairão às ruas para retirar os resíduos sólidos descartados irregularmente nas vias públicas. A iniciativa já contou com a participação de cerca de 40 mil pessoas e contribuiu para o recolhimento de mais de 650 toneladas de resíduos em 4 cidades: Rio de Janeiro, Brasília, Goiânia e Campinas.

O Limpa Brasil Let’s do it! é um movimento de cidadania e cuidado com o meio ambiente que pretende incentivar a reflexão para a mudança de atitude do cidadão brasileiro em relação ao hábito de jogar lixo fora do lixo. A principal meta é despertar a responsabilidade individual do cidadão em relação aos resíduos que produz, incentivando o engajamento para limpar as cidades e, o que é mais importante, mantê-las limpas.

O projeto, que nasceu na Estônia e já aconteceu em outros 20 países, foi trazido ao Brasil com a colaboração da UNESCO. Aqui, devido à extensão territorial e ao hábito ainda muito enraizado de jogar lixo fora do lixo, a iniciativa é voltada principalmente à conscientização da sociedade civil, motivo pelo qual terá duração de 10 anos, com ações bienais.

A população da cidade já pode se cadastrar para participar da iniciativa. Basta acessar o site www.limpabrasil.com e fazer a inscrição para receber orientações por e-mail. O voluntário poderá retirar na semana anterior à ação, em uma agência do Banco do Brasil, um kit com luvas e sacos confeccionados com matéria-prima renovável, produzidos e cedidos pelas empresas Braskem e Embalixo.

“Muito mais do que limpeza das cidades, o movimento visa contribuir para a mudança de atitude da população com relação ao lixo jogado irregularmente no espaço público. Trata-se de um projeto de educação, valorização da cidadania e respeito ao próximo”, afirma Marta Rocha, diretora executiva da Atitude Brasil.

Após a ação, haverá ainda um show gratuito em homenagem à Terra e em agradecimento aos voluntários participantes. O local e as atrações do show serão divulgados no início de março.

Sobre o movimento Let´s do it!

Idealizado pelo ambientalista Rainer Nõlvak, o movimento Let´s do it! aconteceu pela primeira vez na Estônia, em 2008, e envolveu 50 mil voluntários, retirando 10 mil toneladas de lixo das praças, ruas e florestas em um período de apenas 5 horas. No Brasil, o projeto organizado pelaAtitude Brasil, empresa de comunicação social, cultural e ambiental em parceria com a UNESCO, será realizado a cada dois anos, nos próximos dez anos.

O projeto conta com o patrocínio da Vale, Banco do Brasil, Fundação Banco do Brasil, Braskem e Oi, além do apoio do Governo Federal, Ministério das Relações Exteriores, Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis, Oi Futuro, Movimento Do Meu Lixo Cuido Eu, Rede Globo, Canal Futura, TV Cultura, MTV, rádios CBN, Eldorado e Estadão ESPN, revistas Istoé e Brasileiros, Editora Trip, gráfica Stilgraf, agência Leo Burnett Tailor Made, Pepper Interativa, 1dasul e Embalixo.

Sobre a Atitude Brasil

A Atitude Brasil é uma empresa de comunicação social, cultural e ambiental, especializada no desenvolvimento de programas e projetos com foco nos princípios da sustentabilidade e na democratização do conhecimento. Criada em 2005, a organização é responsável pela concepção e realização do Fórum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade – cuja quarta edição aconteceu em 2011, entre 26 e 27 de maio - e pela organização do projeto ‘Limpa Brasil Let´s do it!’, programa que visa mobilizar a população para a limpeza das principais cidades do Brasil e conscientizar a sociedade em relação ao tratamento e descarte correto dos resíduos sólidos.