quinta-feira, 7 de julho de 2011

Depois de extrair etanol ou açúcar, papel de cana de açúcar promete zero árvores no chão

Papel de fibra de cana de açúcar promete zero árvores no chão

http://eco4planet.uol.com.br/blog/2011/07/papel-de-friba-de-cana-de-acucar-promete-zero-arvores-no-chao/



Economizar papel é uma das primeiras bandeiras levantadas por empresas quando querem se dizer “verdes”. Faz sentido já que é bastante fácil colocar em prática e ainda reduz custos para a empresa, como aliás costuma acontecer com muitas iniciativas de foco ambiental embora poucos percebam isso.
Fazer anotações no próprio computador, ao invés do papel, ler documentos sem imprimir, salvar comprovantes bancários no computador e não impressos, enfim, as formas são muitas, mas, ao contrário do que se dizia há alguns anos, o computador não reduziu o consumo de papel, pelo contrário, o crescimento é constante. Pensando nisso, a empresa estadunidense TreeZero diz ter encontrado uma alternativa “100% amiga das árvores”
Ao invés de cortar árvores, o papel “TreeFrog” é produzido com fibra de cana-de-açúcar, ou seja, a sobra da extração do açúcar ou etanol. Além disso não utiliza cloro e exige de 10 a 15% menos produtos para o embranquecimento. Como um bom papel que preze pela sustentabilidade, o TreeFrog é reciclável através dos mesmos processos utilizados em papéis comuns de eucaliptos ou pinheiros. O produto ainda não está disponível no Brasil.
Enquanto a matéria prima vier da sobra da cana-de-açúcar já plantada para extrair etanol ou açúcar, não há o que se questionar. A dúvida fica a partir do momento em que áreas forem plantadas com a intenção de produzir este papel.
Uma árvore (eucalipto ou pinheiro) pode demorar até 10 anos para chegar a fase de corte, enquanto a cana se renova a cada dois anos, ou seja, cinco vezes mais produção. Será? Suponho que 1m² de terra para plantio de eucalipto produza algumas vezes mais que 1m² de cana-de-açúcar, e precisaríamos ainda pesar o potencial de absorção de CO2 das duas opções durante a fase de crescimento e o impacto no solo. Não tá fácil pra ninguém ser eco…

PAPEL DE PEDRA? É pesado mas sustentável!

Papel de pedra 
 
Autoria e fonte: http://www.vivendonamatrix.com/papelpedra.html
pedra































Parece mentira mas é verdade.Existe um tipo de papel revolucionário que não utiliza nem uma única árvore ao longo do seu processo de fabrico, pois ele é feito à base de: PEDRA! 
É o chamado RMP (Rich Mineral Paper). É verdade; este novo tipo de papel  é fabricado com um pó mineral derivado da pedra e uma pequena infusão de resina não-tóxica. Além disso a sua produção não implica poluição da água nem desperdícios gasosos prejudiciais.  Claro que, produzido em grande escala, pode ter algum impacto ambiental pois é necessário o recurso a pedreiras para extrair a matéria-prima, mas nem se compara este impacto ao provocado pela destruição de milhares de árvores todos os anos para fabricar papel.  O RMP serve todas as funções do papel convencional: pode ser usado para impressões, para embalar produtos, como saco das compras ou qualquer outra coisa!  É impermeável, gasta menos tinta quando se quer imprimir nele e, não só é 100% reciclável, como ainda o seu processo de reciclagem é mais simples do que o do papel convencional.Tem um pequeno problema: se ficar exposto à luz do sol durante seis meses começa a degradar-se. Mas se o guardar em casa protegido, não há problema...  Claro que este ainda não é um produto muito divulgado e pode ser difícil de encontrar, mas fique  atento: quem sabe se no futuro não iremos todos usar papel de pedra.   


Alguns links sobre rock paper ,ou stone paper :
Rich mineral paper
Rock paper
Via stone 



O papel de pedra é ecologicamente amigável, reduzindo ou eliminando do meio ambiente os efeitos danosos na produção de papel tradicional ou papel sintético











     Desempenho
     Contato





Cadernos SESC de Cidadania foi impresso em papel de pedra!


June 2, 2011


http://issuu.com/sescsp/docs/cadernos_sesc_de_cidadania_junho2011



O meio ambiente avisa: Estão todos demitidos!

07/07/2011 - 08h41

Reserva israelense sofre com vazamento de 1 mi de litros de gasolina

DA EFE, EM JERUSALÉM


O vazamento de 1 milhão de litros de gasolina para aviões causou o maior desastre ecológico sofrido por uma reserva natural em Israel, informou nesta quinta-feira a imprensa local.
O Ministério de Proteção ao Meio Ambiente ordenou à empresa Eilat-Ashkelon Pipeline que suspenda os trabalhos de reparação e manutenção do encanamento, cujo escape provocou danos irreparáveis à reserva natural de Nahal Zin, no deserto do Neguev (sul do país), indica o diário "Yedioth Ahronoth" em sua versão digital.
O vazamento alcançou áreas com profundidade de cinco metros, segundo a pasta de Meio Ambiente e a Autoridade de Parques e Natureza de Israel, que consideram necessário extrair dezenas de milhares de metros cúbicos de terra contaminada na zona.
O diretor da Autoridade de Parques e Natureza, Eli Amitai, assegurou que se trata de "um acidente muito sério" e que sua organização está fazendo o necessário "para minimizar os danos".
Equipes foram deslocadas à zona, que foi fechada ao público.
A pasta de Meio Ambiente ordenou à empresa responsável pelo encanamento que produza um plano de emergência a ser submetido à aprovação das autoridades regionais.

06/07/2011 - 02h39

Vazamento de petróleo no Mar Amarelo pode 

causar danos a longo prazo



DA EFE

Os dois vazamentos de petróleo da estatal chinesa CNOOC na baía de Bohai, no Mar Amarelo, podem ser muito prejudiciais para a região a longo prazo, segundo especialistas citados pela agência oficial Xinhua.
"Devido ao frágil meio ambiente de Bohai --um mar fechado com limitada capacidade de "autolimpeza"--, o impacto do vazamento pode ser muito complicado", destacou Cui Wenlin, responsável de controle ambiental na Administração Oceânica Estatal da China (SOA).
Outro encarregado da SOA (que gerencia as águas territoriais do país), Wang Bin, lembrou que "a influência de um vazamento de petróleo em um ecossistema oceânico é longa e lenta".
Nesta terça-feira, o órgão reconheceu que os vazamentos causaram uma maré negra de "pelo menos 840 quilômetros quadrados", uma área consideravelmente maior que os 200 metros quadrados inicialmente declarados pela petrolífera estatal CNOOC, co-proprietária da área onde aconteceram os acidentes nos dias 4 e 17 de junho.
Nos últimos dias, a CNOOC recebeu fortes críticas por supostamente ter ocultado o acidente - seu primeiro comunicado oficial foi apenas em 1º de julho. Nesta terça-feira, a petrolífera estatal culpou a sua sócia ConocoPhillips pelo acidente, já que a empresa americana é a encarregada das prospecções nas jazidas exploradas em Bohai.
A CNOOC e a ConocoPhillips são sócias conjuntas na jazida Penglai 19-3, onde houve um dos vazamentos.
A SOA informou que 70 metros cúbicos de água misturada com petróleo cru foram limpos na zona afetada, mas "uma pequena quantidade" de óleo continua na superfície.
O órgão também destacou que embora a lei chinesa estabeleça que as multas por contaminação marinha em projetos petrolíferos estejam fixadas em 200 mil iuanes (US$ 30.770), as autoridades estudam a possibilidade de aplicar uma quantia "muito maior" à ConocoPhillips.
A CNOOC publicou nesta quarta-feira um comunicado insistindo que os vazamentos estão "controlados" e que a empresa americana é a responsável pelo "trabalho diário" nas plataformas onde ocorreram os acidentes.
A petrolífera chinesa acrescentou que, apesar de não ter responsabilidade direta nos incidentes, tomou medidas para reduzir sua gravidade, embora os trabalhos de limpeza correm a cargo da ConocoPhillips.


Sustentabilidade empresarial é na cadeia produtiva

06 julho, 2011

Sustentabilidade empresarial é na cadeia produtiva

fonte: http://www.ecopolitica.com.br/2011/07/06/sustentabilidade-empresarial-e-na-cadeia-produtiva/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=sustentabilidade-empresarial-e-na-cadeia-produtiva

autoria: Sérgio Abranches

A cadeia de suprimentos (supply chain) é a espinha dorsal da sustentabilidade nas empresas. Não existe empresa sustentável do portão para dentro. Só existem empresas sustentáveis em cadeias sustentáveis.
O relatório de emissões de gases estufa ocupa hoje o centro de qualquer levantamento sério sobre a sustentabilidade corporativa. O mais importante não são as emissões de gases estufa da empresa. Elas tem que ser obviamente computadas e reduzidas, mas o ponto nevrálgico da dimensão climática da sustentabilidade são as emissões associadas ao ciclo de vida do produto. Elas começam desde a extração da matéria prima e vão até o descarte final. A porção crítica está no segmento do ciclo representada pela extração-manufatura-transporte-uso.
Sem chegar a todos os detalhes, tome-se o exemplo do automóvel. Como se trata de uma indústria com muitas ramificações ela é o nódulo central de várias cadeias de suprimento, todas elas contribuindo para o “teor de carbono” embutido no produto final: aço, plásticos, vidro, borracha, tintas, cabos, fios e por aí vai. A indústria tem uma logística interna e externa complexa e de alto carbono. O componente de uso também é decisivo: tipo de combustível e consumo do motor. Tudo faz parte.
Frequentemente, em palestras diretores de empresas me contam como estão reduzindo consumo de energia e papel em seus escritórios. Bacana. Mas o essencial é tomar a operação da empresa como um todo, inserida na cadeia produtiva e agir para buscar a sustentabilidade total, de todas as operações, inclusive, claro o back-office, os setores de serviços e apoio das empresas. Ou então apresentam com orgulho os programas de sustentabilidade da empresa, porém como uma unidade isolada das cadeias a que pertence. Bacana, mas insuficiente. O alvo é a cadeia, não só a empresa.
No Brasil, o desprezo pela cadeia produtiva nas políticas de sustentabilidade tem sido evidente. Recentemente, o Observatório Social fez um estudo sério sobre a cadeia da siderurgia de Carajás, no Pará. Nela, um dos principais insumos é o carvão vegetal ilegal, vindo de desmatamento. Não raro há flagrantes de trabalho escravo e trabalho de alto risco e degradante de menores nos fornos ilegais de carvão.

Carvoaria ilegal, destruída pelo Ibama e PF, Paragominas, Pará (Sérgio Abranches)

Quem fornece minério de ferro para essas siderúrgicas e o deixa se misturar a esse carvão de desmatamento e servidão está participando de uma cadeia suja. Quem compra o ferro gusa saído delas está tingindo seu aço com essas práticas ilegais. Não adianta depois dizer que suas próprias operações são limpas e sustentáveis. Fazem parte de cadeias que, além de insustentáveis, são intoleráveis.

Carvoaria ilegal destruída pelo Ibama e PF, Paragominas, Pará (Sérgio Abranches)

A diretora de sustentabilidade do Instituto Aço Brasil, Marcia Yuan, reconheceu em entrevista à jornalista Míriam Leitão que, de fato, as empresas de aço têm que olhar toda a cadeia. É esse mesmo o caminho. O instituto, antigo Instituto Brasileiro de Siderurgia, mudou de nome para se diferenciar dessas siderúrgicas que, segundo ela não estão a ele filiadas. Ela disse, também, que o produto saído de Carajás é para exportação. Não entra nas cadeias locais.
O jornalista Marques Casara – @marquescasara – do Observatório Social, confirmou, na mesma entrevista, que a maior parte da produção é exportada. Mas quem compra, segundo ele, são empresas da indústria do aço, brasileiras ou que têm operações no Brasil, principalmente no EUA e na União Europeia. Ou seja, essas siderúrgicas são parte de cadeias globais de suprimentos, cujo aço vai para produtos que podem, eventualmente voltar ao mercado brasileiro. A cadeia terá que ser avaliada globalmente também. Mas não se pode esquecer o fato de que ela começa numa importante cadeia local, dominada pelas grandes mineradoras de minério de ferro. E faz parte, também, da cadeia doméstica de carvão mineral. O carvão mineral de desmatamento de mata nativa para carvão não é problema somente na Amazônia. É muito sério também no Pantanal e em Minas Gerais.
Argumento comum, principalmente na cadeia da carne, mas presente em outras também, é de que a empresa não tem como determinar a origem do que compra. Mas está disposta a não comprar de empresas que o governo autue por infrações ambientais ou trabalhistas. Uma empresa seriamente sustentável não pode admitir fazer parte de uma cadeia de suprimentos que não tenha rigoroso controle de origem de montante a jusante, em toda a sua extensão. Na verdade, ela precisa saber a origem e a forma pela qual são produzidos seus suprimentos, para poder garantir a qualidade de seus produtos. Que empresa séria inclui em sua produção insumos de origem e qualidade desconhecida?
A indústria eletrônica utiliza minerais especiais, como estanho, tungstênio e alguns outros, especialmente nas soldas, parte dos quais sai de minas controladas à força por grupos militares ou paramilitares no Congo e em Rwanda. São os minerais de sangue, ou de conflito. A indústria está fazendo um grande esforço e investimento para extirpá-los de suas cadeias. Recentemente pedi esclarecimentos ao ITRI, entidade da indústria do estanho que lidera esse movimento, e à ONG Global Witness, que tem investigado a cadeia de minerais de conflito do Congo, sobre essa nova etapa da ação para limpeza da cadeia de TIC e eletrônica em geral. Em breve escreverei mais sobre o tema.
É a indústria que tem a iniciativa. O governo do Congo tem sido pressionado por elas para adotar medidas de controle e comando para tirar de circulação esses minerais. Mas ninguém espera o governo flagrar os criminosos, que matam, estupram, sequestram e escravizam, para produzir esses minérios. Várias empresas já compram apenas minérios de origem controlada. A pressão sobre a empresa vem de consumidores e dos movimentos ambientalista e de direitos humanos.
Há duas maneiras de controlar a cadeia de suprimentos. A primeira, mais antiga e comum, é as empresas-chave da cadeia se recusarem a vender para produtores na ilegalidade ou comprar deles. Várias empresas internacionais que usam soja, carne e couro, fizeram isso com os produtores da Amazônia brasileira. Mas esses produtores, como as siderúrgicas de Carajás, têm encontrado vias de escape. No caso do gusa, tem sido a exportação, até mesmo para mercados de primeira linha. No caso da soja, da carne e do couro, os mercados de primeira linha estão cada vez mais fechados a esses produtos, quando apresentados sem rastreamento adequado de origem. O escape se dá, então, para mercados de segunda e terceira, ou grandes mercados desinteressados do componente socio-ambiental do produto, como a China.
A outra maneira de controlar a cadeia produtiva, mais nova e mais inteligente, é estabelecer parcerias para inovação, produtividade e sustentabilidade, em toda a cadeia, com ganhos gerais para todos.
O controle não é fácil. O cálculo de emissões de carbono equivalente é complexo. Mas é um investimento com retorno garantido. Como ele reduz custos e aumenta as margens de lucro, olhado em perspectiva, o investimento em sustentabilidade é grátis. Ele mais que se paga.



Responsabilidade social e sustentabilidade

06/07/11 - 00:00 > PUBLICIDADE

Entrevista: Luiz Lara diz que publicidade vê 100 milhões de consumidores na classe média 


autoria e fonte: http://www.dci.com.br/EntrevistaLuiz-Lara-diz-que-publicidade-ve-100-milhoes-de-consumidores-na-classe-media-414-380064.html

Fatores como o aquecimento da economia brasileira, a disseminação dos veículos de comunicação em massa e a realização de megaeventos no País vão aumentar o número de oportunidades e, consequentemente, o volume de investimentos em publicidade no País. Neste cenário favorável, o setor espera registrar crescimento de 10% em relação ao ano de 2010, quando a economia cresceu 7,5%. Para discutir esse panorama, o DCI entrevistou o publicitário paulista Luiz Lara, fundador da agência Lew Lara BBDO e que em 2009 assumiu a presidência da Associação Brasileira das Agências de Publicidade (Abap). Lara conta à reportagem como as empresas estão agindo no fortalecimento de sua marca e como elas encaram fatores considerados chaves no mercado hoje, como responsabilidade social e sustentabilidade. Abaixo, os principais trechos da entrevista. -

Roberto Müller Filho: Como cresce o mercado publicitário ?

Luiz Lara: O mercado de propaganda brasileiro acompanha o crescimento do PIB, que no ano passado, foi de mais de 7,5%. Então o mercado real de propaganda cresceu 17%, e para este ano estamos projetando um crescimento que chega a 10%, o que é excepcional. Tanto que no primeiro trimestre o crescimento representou algo muito maior do que isso, mas agora faremos um outro balanço sobre uma base anterior, já muito positiva e excepcional. Hoje, na era do conhecimento, é imprescindível uma empresa comunicar-se, seja com seu público interno, seus colaboradores, seus parceiros, fornecedores, distribuidores, seus consumidores, acionistas, autoridades reguladoras, ONGs, imprensa e a sociedade em geral. A comunicação ficou muito mais complexa, a gestão da marca hoje é muito mais difícil, até mesmo porque a reputação da empresa está, sempre, sendo questionada, em cada instante, em uma rede social. Então acabou a comunicação de uma só via, em que você fala de si próprio. Hoje é importante você fazer a gestão da marca externando a missão e os valores da organização, os atributos dos produtos e serviços no diálogo literalmente interativo com todos esses públicos.



RMF: O senhor acha que as agências brasileiras estão preparadas para esse mundo de comunicação interativa, num ambiente de redes sociais, aplicativos, etc?

LL: Acho que ninguém está preparado. Acho que todos nós, anunciantes e agências, estamos procurando fazer a gestão da marca considerando a relação com todos esses públicos-alvo. E acho que as agências têm o desafio de fazer cada vez mais, e estão procurando fazer. É um processo progressivo da comunicação integrada, mas tudo nasce a partir de uma grande ideia. Ou seja, recentemente a Abap, que hoje eu presido, fez um evento chamado Story Tellers. No fundo, em qualquer plataforma de mídia, seja na Internet, num jingle no rádio, na televisão, você tem uma grande ideia. E, mais do que ter uma grande ideia, tem que contar uma boa história, pegando a contemporaneidade que está aí e inserindo com pertinência os valores de uma marca, os atributos de um produto ou de um serviço. Este é o segredo do nosso negócio. É por isso que estamos aqui e é por isso que a indústria da comunicação brasileira existe: por causa da criatividade. Nós estamos no negócio das ideias.





RMF: E os veículos estão acompanhando esta mudança?

LL: Estão acompanhado. Hoje o Brasil tem veículos de primeiro mundo numa economia em desenvolvimento. E agora que estamos numa economia de massa pela primeira vez na nossa história, com mais de 100 milhões de consumidores na classe média, pessoas com aspiração de consumo, precisamos acompanhar. Eu vejo veículos de qualidade na TV aberta, na TV a cabo, jornais, revistas, emissoras de rádio, portais de Internet crescendo... então eu vejo os veículos se desenvolvendo muito e aprendendo a colocar os seus conteúdos nas novas plataformas. O iPad [tablet da Apple] ainda está nascendo, e com o crescimento da banda larga teremos muita disponibilização de conteúdo em celular, em tablets, mas eu não acho que uma mídia vai matar a outra. Como quando falaram, uma vez, que a TV iria matar o cinema ou o rádio. A mídia se autoalimenta. Nós estamos com 75 milhões de internautas que buscam na Internet algo que não encontram na televisão. Então, o que alimenta a Internet é a televisão, onde se criam polêmicas. Por exemplo, a partir da televisão o espectador vai até a Internet para comentar, ou até a uma mídia social para expor a sua opinião. A mídia faz parte da realidade das pessoas, ainda mais hoje, quando as pessoas têm a oportunidade de se manifestarem.



RMF: O senhor preside uma agência reconhecidamente criativa. Mas a publicidade brasileira também é reconhecidamente competente e criativa. Como é essa competição? Como vocês lidam com ela para preservar a posição diferenciada no mercado?

LL: Para mim a propaganda é a indústria de ponta da economia criativa. E essa indústria é pautada na meritocracia: quem tem a melhor ideia ou quem constrói naquele momento a melhor solução para um problema do cliente. Enquanto eu estou concedendo entrevista aqui, algum concorrente qualificado está conversando com um cliente meu. E é com essa competição acirrada que o nosso talento é testado diariamente. E a gente não pode nessa profissão, em nenhum momento, trocar janela por espelho. Quando você acabou de finalizar uma campanha vitoriosa para uma marca, em que você a posicionou para ela ter um valor percebido maior do que o da etiqueta do produto, imediatamente você tem que ir além. Outras agências estão sempre procurando os seus clientes. No entanto, a Abas premia anualmente os clientes que têm relações mais longevas com suas agências. Uma prova de que a continuidade, a marca que sabe para onde vai, que tem missão, valores, e tem atributos claros, tem uma estratégia de comunicação consistente, vê na agência um parceiro estratégico. Então recomendamos a longevidade. Mas não se acomode, em nenhum segundo. É meritocracia: vende-se quem tem a melhor ideia, quem sabe melhor desdobrar uma história numa linguagem publicitária, construir a melhor comunicação possível.





RMF: Nesse sentido, no campo da ética, de contar uma história verdadeira, você acha que há uma autorregulamentação?

LL: Acho que sim. O Conar [Conselho de Autorregulamentação Publicitária] foi uma experiência pioneira, na década de 1980, quando nasceu o código de ética da propaganda brasileira. Acho que o Conar, desde então, vem procurando atender às demandas cidadãs da sociedade, vem procurando evoluir no conteúdo do seu código de ética. Ele nunca está pronto, está sempre mudando, acrescentando novos itens. De lá pra cá, já foram movidos mais de 7.300 processos por qualquer pessoa que se sinta lesada por uma propaganda enganosa. E o Conar em seus momentos mais delicados, como no caso da propaganda de bebidas, propaganda para crianças, ele tem evoluído no código de ética e adotado uma série de medidas, como direcionar informações aos pais no caso da propaganda para crianças. E esses cuidados podem até aumentar. A sociedade tem que cobrar mais, e o Conar pode fazer com que essa regulamentação cresça. No caso da proibição pura e simples [da propaganda], mesmo nos segmentos mais delicados, nós jamais poderemos substituir pela tutela do estado o poder do livre arbítrio das pessoas. Acho que devemos tomar cuidado quando falamos em proibir a propaganda. É uma ferramenta importante, ela reflete uma sociedade que optou por viver na livre iniciativa, optou pelo livre mercado, e ela permite o empreendedorismo de empresas como a Natura. A Natura, por exemplo, conseguiu ser inserida num mercado onde existem gigantes como a Unilever, a Avon, por conta do trabalho sobre a marca. A propaganda teve uma grande contribuição neste caso específico.





RMF: E como está a relação da propaganda com o conceito de sustentabilidade?

LL: O conteúdo das mensagens publicitárias tem que ser criticado pela sociedade, e nós devemos desempenhar o papel da autorregulamentação de forma crescente. A questão da sustentabilidade vem, de fato, se transformando em uma demanda dos consumidores. Temos que considerar que os consumidores são seres humanos, movidos a emoções. E que as decisões são emocionais. Essa nova classe C chega com um senso muito mais crítico do que o consumidor do passado. Existem também muito mais opções de produtos no mercado, coisa que anteriormente não existia. E o consumidor desta classe não quer apenas preço, ele quer qualidade e uma marca comprometida com questões sociais. Diante deste cenário, o consumidor começa a ficar preocupado com as questões sustentáveis, muitas vezes ele não consegue externar o conceito de equacionar os recursos naturais, econômicos e sociais, mas ele fica preocupado em consumir, a menos que a empresa tenha uma atuação junto à comunidade, e questões sobre responsabilidade social. E, a partir daí, começam a aparecer cada vez mais novas demandas. A partir dessas características do mercado.





RMF: É um conceito que vem passando para outras empresas?

LL: Sim. A Abap está lançando o índice de sustentabilidade na propaganda. Nós disponibilizamos nesta semana no nosso site um debate público sobre esses indicadores. Queremos usar a propaganda para disseminar a sustentabilidade. As pessoas podem, neste espaço, sugerir, na leitura dos indicadores, como aperfeiçoá-los, e aí faremos audiências públicas para implantá-los. Na sequência, pretendemos lançar o Prêmio Abap de Sustentabilidade. Estamos fazendo isso porque existe uma preocupação latente, na associação, de que nós não podemos admitir o "bate-bumbo" de que a empresa é sustentável se ela realmente não está adotando práticas sustentáveis.

Chegamos a detectar várias empresas que estão querendo abraçar o adjetivo da sustentabilidade sem praticá-lo. Então, os indicadores de sustentabilidade na propaganda são um incentivo da Abap para todos os seus associados, para que eles façam com que suas marcas sejam utilizadas de uma forma sustentável. Fizemos uma pesquisa recentemente com o Ibope sobre a imagem da propaganda brasileira. 87% dos entrevistados disseram que gostam da propaganda e que não imaginam o mundo sem ela. Está em todo lugar, faz parte da cultura popular. Por outro lado, 67% elogiaram campanhas de responsabilidade social, campanhas de vacinação, até campanhas de economia de energia na época do apagão. Ou seja, mesmo para um assunto "chato", o consumidor gostou da comunicação, do esclarecimento.



RMF: Fale um pouco mais sobre o congresso que a ABAP está organizando.

LL: Estarão presentes entidade como Abert, ANJ, Aner, Abei, Abrapromo, Abap etc. Desta vez o congresso terá um espectro maior, já que a comunicação evoluiu. Ele será realizado em maio do ano que vem, e nós vamos discutir assuntos importantes, tais como maneiras de utilizar a força de uma grande ideia nas diferentes plataformas, liberdade de expressão comercial, a questão do equilíbrio entre agências, veículos e anunciantes. O Brasil é bom em comunicação, nós temos grandes profissionais de comunicação.



RMF: Quais serão os impactos que eventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas terão sobre o mercado publicitário?

LL: O Brasil hoje é mercado-chave para as principais marcas globais. É o quinto maior mercado do mundo, é o terceiro maior mercado do mundo para cartão de crédito, é o segundo maior mercado de cosméticos. Então não há hoje como uma empresa global deixar de considerar o Brasil um mercado-chave. Levando em conta isso e o potencial que as marcas vão desenvolver nas campanhas temáticas em dois grandes eventos midiáticos, como a Copa e as Olimpíadas, teremos inúmeras oportunidades para potencializar esses eventos. Outro aspecto importante para destacar no Brasil hoje é o crescimento do mercado de consumo no nordeste, no centro-oeste e na Região Sul. Isso permite uma descentralização da propaganda. Hoje os mercados regionais estão se fortalecendo, e isso é bom para a propaganda. Os segmentos que mais anunciam continuam sendo varejo, alimentos e bebidas, telecomunicações, setores financeiro e automotivo.





RMF: Para finalizar, qual é o segredo para uma agência se destacar no mercado hoje?

LL: Acho que o segredo para se destacar no mercado é ser relevante em meio a inúmeras informações e ideias. É a chave nesta era da comunicação. Se conectar às pessoas, criar campanhas que estejam de acordo com a realidade e com os anseios do consumidor.


Green Goal: O Mineirão na frente!


Mineirao, green construction WC 2014 ENG SUB



fonte: http://novomineirao.mg.gov.br/




The images show sustainable actions implemented in the Mineirao stadium, from Belo Horizonte, since the beginning of the constructions, in January 2010, according to the international standards in respect to the environment, such as the reuse of debris, solar energy, reuse of rainwater for irrigation and cleaning and low energy lighting.


06/07/2011 - 10:52

Novo vídeo do Mineirão mostra ações de sustentabilidade

http://www.revistafator.com.br/ver_noticia.php?not=164470


Para apresentar as medidas de sustentabilidade adotadas na obra de modernização do Mineirão, o site [www.novomineirao.mg.gov.br] exibe seu novo vídeo sobre a agenda verde do novo estádio. Para acessá-lo, o visitante deve ir em Imprensa e depois em Vídeos. O vídeo também pode ser visto na página do Mineirão no Facebook.
As imagens atuais mostram ações sustentáveis implementadas desde o início das obras, em janeiro de 2010, em concordância com os padrões internacionais de respeito ao meio ambiente, tais como reaproveitamento de entulhos, uso de energia solar, reuso de água da chuva para irrigação e limpeza e iluminação de baixo consumo. Todas as iniciativas visam não só diminuir o impacto ambiental provocado pela obra, mas também compensar o meio ambiente de maneira responsável.
O estádio tem contratado o serviço de consultoria do selo Leed (Leadership in Energy and Environmental Design), que habilita obras com práticas sustentáveis. O Mineirão pretende conquistar a certificação “Nova Construção e Renovação Principal (New Construction and Major Renovation), do selo Leed, conferido a projetos de reconstrução.
A iniciativa do vídeo faz parte das ações da “Semana Verde” da Secopa, que consiste na apresentação diária, a partir de hoje, de iniciativas ambientais desenvolvidas pela secretaria de Minas Gerais com vistas à Copa de 2014. O desenvolvimento sustentável será um dos maiores legados do Governo de Minas Gerais à sociedade após o Mundial.|http://www.novomineirao.mg.gov.br| http://twitter.com/novomineirao | http://www.youtube.com/user/NMineirao| http://www.facebook.com/NMineirao].

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quarta-feira, 6 de julho de 2011

GRUPO ZEPPINI VISITA O PARQUE DO CARMO E APÓIA OS PARQUES SUSTENTÁVEIS!

NOVOS AMIGOS DO PARQUE DO CARMO


Parques Sustentáveis agradece a visita e o apoio sustentável do Grupo Zeppini!



Bosque das Cerejeiras




Escultura de Pedra




Solange Zeppini Fernandez  e Luiz Fernando, do Grupo Zeppini, visitaram o Parque do Carmo para
apoiar os Parques Sustentáveis, com a equipe de SVMA, Vanessa, Julia e Rose.












No primeiro dia de Feicon 2011 um dos equipamentos de destaque foi o Sistema Pluvi Home®, que permite o aproveitamento de águas pluviais em atividades nobres do dia a dia, como em piscinas, lavagem de roupas, regas, lavagem de automóveis, lavagem de pisos e para descarga em sanitários.



O sistema Hydro Z® é uma solução inovadora, que realiza a adequação da qualidade da água antes de disponibilizá-la para uso, proporcionando grande economia através da redução do consumo de água potável.



O Pluvi Home® tem como grande diferencial uma “Unidade de Tratamento” compacta, onde o tratamento da água ocorre em 3 etapas (gradeamento, filtragem e desinfecção), antes de ser disponibilizada para utilização, o sistema conta ainda com um tanque de recalque utilizado para armazenar a água já adequada e posteriormente enviá-la para caixa d’água ou cisterna existente.








Hydro z

Estrada Particular Sadae Takagi, 665

CEP 09852-070 - São Bernardo do Campo - SP - Brasil


Tel: 55 11 4393 3600

E-mail: hydroz@hydroz.com.br



Postos de Combustível aproveitam a água da 

chuva com o sistema Pluvi











Dá na mesma: Tudo acaba em mudanças climáticas

Poluição do ar freia aquecimento global

Enxofre emitido pelo aumento da queima de carvão na China ajudou a resfriar o planeta

04 de julho de 2011 | 18h 02


Associated Press

O rápido crescimento industrial da China ajudou a suavizar o ritmo do aquecimento global na última década por causa das emissões de enxofre, segundo um novo estudo publicado nesta segunda-feira na revista científica americana Proceedings of the National Academy of Science. Mas as emissões de gases de efeito estufa voltaram a esquentar as coisas.
Embora a década de 2000 tenha sido uma das mais quentes já registradas, o ritmo do aquecimento diminuiu até 2009 e 2010, quando houve nova aceleração.

A razão para o aparente platô nos gráficos, de acordo com o estudo, é o enxofre adicional na atmosfera emitido pela aumento da queima de carvão pelas indústrias na China.

“As atividades humanas fazem duas coisas: elas resfriam o planeta e elas esquentam o planeta. As pessoas normalmente se concentram no efeito de aquecimento do CO2 (dióxido de carbono), mas durante a expansão econômica chinesa houve grande aumento nas emissões de enxofre”, que têm um efeito de refrigeração, explicou Robert K. Kaufmann, da Boston University, chefe do novo estudo.

O consumo chinês de carvão dobrou entre 2003 e 2007, e isso causou um aumento de 26% no consumo global de carvão, disse Kaufmann. O aumento foi da mesma magnitude que o aumento global no uso de carvão nos 22 anos anos anteriores, disse ele. “Então o que demorou 22 anos agora levou quatro anos, e começou em um nível mais alto.”

Agora, a China reconhece os impactos sobre o ambiente e a saúde de seus cidadãos e está instalando equipamentos para filtrar as partículas de enxofre, disse Kaufmann.

O enxofre se dissipa rapidamente se não for substituído, enquanto o CO2 permanece por um longo tempo na atmosfera, de forma que o aquecimento causado pelo CO2 começa a aparecer de novo, notou ele.

De fato, a Nasa e a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica listaram 2010 como um dos anos mais quentes já registrados, enquanto o Hadley Center do Escritório Meteorológico Britânico o lista como segundo ano mais quente, atrás de 1998.
Enxofre não é solução
Alguns já sugeriram injetar compostos de enxofre na atmosfera para suavizar o aquecimento global criando nuvens que refletiriam a luz do sol, mas um estudo anterior concluiu que isso seria má ideia.

Injetar enxofre suficiente para reduzir o aquecimento faria desaparecer a camada de ozônio sobre o Ártico e atrasaria a recuperação do buraco sobre a Antártica em até 70 anos, de acordo com análise de Simone Tilmes, do Centro Nacional para Pesquisa Atmosférica em Boulder, Colorado.

“Embora as mudanças climáticas sejam uma grande ameaça, é preciso mais pesquisa antes que a sociedade tente soluções de geoengenharia global”, disse Tilmes.

De forma geral, as temperaturas globais vêm subindo por mais de um século, desde que a revolução industrial começou a adicionar gases como o dióxido de carbono no ar. Mas houve platôs similares, como no pós-2ª Guerra, quando a produção industrial acelerou as emissões de enxofre em várias partes do mundo, explicou Kaufmann.

Cientistas atmosféricos e ambientalistas receiam que o contínuo aumento das temperaturas pode ter sérios impactos em todo o planeta, como seca em algumas áreas, mudanças no padrão de tempestades, a propagação de doenças tropicais e o aumento no nível do mar.