sábado, 9 de abril de 2011

Copa de 2014: Segurança, desenvolvimento turístico, meio ambiente e sustentabilidade


Ministros falarão sobre sustentabilidade ambiental para a Copa de 2014


07/04/2011 17:45








 
A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável vai realizar audiência pública com a presença dos ministros do Meio Ambiente, Izabella Teixeira; dos Esportes, Orlando Silva; e da Ciência e Tecnologia, Aloísio Mercadante.



Os ministros vão expor os programas e projetos que estão em andamento nos suas pastas sobre a sustentabilidade da Copa do Mundo de Futebol de 2014. A audiência ainda não tem data marcada.



Efeito estufa

Também será discutido na audiência o Projeto de Lei 7421/10, do Senado, que estabelece a obrigatoriedade da neutralização das emissões de gases de efeito estufa decorrentes da realização da Copa do Mundo no Brasil.



A proposta já foi aprovada na Comissão de Turismo e Desporto e está sendo analisada, no momento, na Comissão de Meio Ambiente. Nesta comissão, o PL recebeu parecer favorável da deputada Rebecca Garcia (PP-AM), autora do requerimento para a realização da audiência. Ela considera importante "saber o que vem sendo desenvolvido pelos ministérios em relação à sustentabilidade ambiental da Copa de 2014”.



Íntegra da proposta:

PL-7421/2010

Da Redação/NA



A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara de Notícias'





Governo garante que 70% das obras da Copa de 2014 começam este ano



07/04 às 15h17 - Atualizada em 07/04 às 15h18




autoria e fonte: http://www.jb.com.br/esportes/noticias/2011/04/07/governo-garante-que-70-das-obras-da-copa-de-2014-comecam-este-ano/


Jorge Wamburg

PublicidadeO Ministério do Esporte garantiu hoje (7) que 70% das obras para a Copa do Mundo de 2014 serão iniciadas ainda este ano, o que representa 85% do valor dos investimentos previstos para a competição em 54 projetos envolvendo mobilidade urbana, aeroportos, portos e estádios. O balanço foi apresentado hoje (7) pelo ministério aos participantes da Câmara Temática Nacional de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Copa, em Brasília.



Para debater e analisar o andamento das ações previstas no cronograma da Copa, o Comitê Gestor vai se reunir em Brasília, no dia 28, com os responsáveis pela organização do Mundial nas 12 cidades-sedes. Depois, a presidenta Dilma Roussef se reunirá com os governadores de estado e os prefeitos dessas cidades para discutir o andamento dos trabalhos.



O balanço da situação das obras foi apresentado pelo assessor especial do Ministério do Esporte Joel Benin. Ele disse que a organização da Copa entra agora no segundo ciclo do processo. “Nós tivemos um primeiro ciclo, já em andamento, que trata dos investimentos em mobilidade urbana, estádios, portos e aeroportos. Iniciaremos agora o segundo ciclo, que vai definir os projetos de segurança, desenvolvimento turístico, meio ambiente e sustentabilidade, além de outras áreas. E já estamos na fase de elaboração do terceiro ciclo, para começar ainda este ano ou no início do ano que vem, que é o da conclusão das obras”.



No primeiro ciclo, entre 2009 e 2010, foram definidos os projetos de infraestrutura da Matriz de Responsabilidades assinada pelo governo federal com estados e municípios: 12 estádios; 50 projetos de mobilidade urbana, 25 para construção, reforma, ampliação e modernização de 13 aeroportos e sete para portos. O segundo ciclo (2010/11) engloba os projetos de infraestrutura, de suporte e de serviços: segurança pública, infraestrutura turística, energia, saúde, sustentabilidade ambiental e promoção e comunicação do país. O terceiro ciclo (2011/2013) será de operação e ações específicas, envolvendo malha aérea, operação aeroportuária e portuária, transporte e mobilidade urbana, fornecimento de energia, saúde, prevenção e pronto-socorro e estruturas temporárias para a Copa.



Conforme o relatório do Comitê de Monitoramento da Copa de 2014, os investimentos programados no primeiro ciclo de planejamento somam R$ 23,8 bilhões, distribuídos por 94 projetos (50 de mobilidade urbana, 12 de estádios e entorno, sete de portos e 25 de aeroportos). Desse total, o Orçamento Federal arcará com R$ 11,1 bilhões, basicamente para investimento em mobilidade urbana, ficando o restante por conta dos financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e de recursos locais. Os investimentos federais serão em segurança, hotelaria, desenvolvimento turístico, sustentabilidade ambiental, telecomunicações e tecnologia da informação, energia e saúde.



Em relação aos 12 estádios que receberão os jogos da Copa, o balanço mostra que foram iniciadas as obras exigidas pela Federação Internacional de Futebol (Fifa) em dez, com um custo estimado de R$ 5,3 bilhões do total de R$ 5,7 bilhões previstos para as 12 praças esportivas. Quanto à situação dos financiamentos do BNDES, até agora foram solicitados seis empréstimos, quatro foram contratados e dois já estão aprovados. O cronograma estabelece que 80% das obras devem estar concluídas até dezembro de 2012 e os 20% restantes até o primeiro semestre de 2013.



Em relação aos 50 projetos de mobilidade urbana, o cronograma das obras mostra que 32 (53% ou R$ 6,3 bilhões) tiveram o investimento reprogramado, apenas 17 (35% ou R$ 4,2 bilhões) foram considerados adequados, enquanto um (12% ou R$ 1,4 bilhão) está “em atenção”. Quanto aos financiamentos do BNDES, 15 projetos (31%, ou R$ 3,7 bilhões) ainda não estão contratados, 33 (62% ou R$ 7,4 bilhões) tiveram os contratos aprovados e dois (7% ou R$ 800 milhões) já receberam recursos.



No caso dos aeroportos, estão previstos investimentos de R$ 5, 561 bilhões e, de acordo com o Comitê de Monitoramento da Copa de 2014, foram iniciadas obras em quatro dos 13 terminais aéreos que serão reformados para o Mundial (Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, Guarulhos e Campinas).



Nos portos, o governo federal vai gastar 740,7 milhões. Por enquanto, apenas uma obra foi iniciada e as demais deverão começar em maio nos portos de Manaus, Salvador, Fortaleza (Mucuripe), Recife, Natal, Rio de Janeiro e Santos.






06/04/2011 20:25


Ministro prevê capacitação de 306 mil profissionais para Copa de 2014



Leonardo Prado



Pedro Novais: "Brasil poderá até perder a Copa no gramado, mas não na recepção aos turistas."O ministro do Turismo, Pedro Novais, afirmou na Câmara, nesta quarta-feira, que o Brasil vai capacitar 306 mil trabalhadores até 2014 para atuar no setor de turismo durante a Copa do Mundo. Ele afirmou que somente neste ano serão treinados 96 mil profissionais de turismo. O ministro participou de audiência pública na Comissão de Turismo e Desporto para apresentar os planos do governo para o setor em 2011.



Ele apontou a capacitação profissional como uma das ações mais importantes nos preparativos para a Copa de 2014 e as Olímpiadas de 2016. O objetivo, segundo ele, é treinar principalmente os trabalhadores que atuará na recepção aos visitantes, como taxistas, recepcionistas e demais profissionais da hotelaria.



Investimentos

Dentre as prioridades da Pasta, a maior parte está relacionada aos eventos esportivos. Além da capacitação profissional, Novais relacionou a criação de infraestrutura e a melhoria e ampliação da rede hoteleira nas 12 cidades-sede da Copa e em outras 65 localidades consideradas como indutoras do turismo pelo ministério. Entre esses destinos, locais próximos a sedes dos jogos, estão Foz do Iguaçu (PR), Gramado (RS), Jericoacoara (CE) e Porto de Galinha (PE).



Apenas para os investimentos em hotelaria, o ministro ressaltou já ter conseguido uma linha de crédito de R$ 1 bilhão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). De acordo com ele, o setor poderá contar também com R$ 800 milhões dos bancos do Nordeste e da Amazônia, além de recursos dos fundos constitucionais do Norte e do Nordeste. “Também dispomos do Fundo Geral do Turismo (Fungetur), com recursos da ordem de R$ 250 milhões à disposição dos empresários do setor”, acrescentou.



Vistos

Estimativas citadas por Novais apontam que 73 milhões de turistas circularão pelo Brasil durante a Copa. Na opinião do deputado Otavio Leite (PSDB-RJ), esse número poderia ser bem maior com a flexibilização das exigências para a concessão de vistos a estrangeiros, principalmente norte-americanos, pelo menos durante os eventos. “Temos um déficit de R$ 10 bilhões na conta do turismo e precisamos resolver isso”, cobrou.



O deputado Carlos Eduardo Cadoca (PSC-PE), autor de propostas de liberação de vistos para estrangeiros, explicou que defende essa ideia desde 2003. “Essa é a maneira de aumentar o número de turistas, mas sempre tivemos oposição ferrenha do Itamaraty”, afirmou. Para o parlamentar, a única forma de conseguir a aprovação da medida é por meio de apoio da presidente Dilma Rousseff.



Pedro Novais disse concordar com as posições desses deputados sobre os vistos. “Falarei sobre o assunto com a presidente; soube que ela queria assinar esse ato durante a visita do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, mas a burocracia diplomática impediu”, afirmou.



Capital

Otavio Leite também questionou o ministro sobre sua posição em relação à participação do capital estrangeiro em empresas de aviação brasileiras. Há propostas de que a cota de estrangeiros passe do limite atual de 20% para 49%. Na opinião de Leite, a medida aumentaria o número de voos para o Brasil e, consequentemente, o fluxo de turistas estrangeiros.





Carlos Cadoca informou que, diante da dificuldade de colocar o projeto em votação, incluiu o aumento da cota de estrangeiros na Medida Provisória 527/11. O ministro se comprometeu a conversar com o presidente da Câmara, Marco Maia, sobre a possibilidade de o texto ser colocado logo em votação.



*Matéria atualizada em 07/04.



Reportagem - Maria Neves

Edição – João Pitella Junior



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Cada US$1 investido na construção de edificios sustentáveis retorna US$15 em 20 anos

Arquitetura Bioecológica




O Consumo e a Construção Civil


Conforme dados da Comunidade Européia, a enorme importância do impacto das atividades da construção civil no meio ambiente e, consequentemente, na qualidade de vida do indivíduo é claramente demonstrada:



•Na ocupação territorial e a conseqüente poluição urbana;

•Numa forte periculosidade das técnicas construtivas e dos materiais utilizados há algumas décadas na construção: milhares de produtos cada vez mais sintéticos a base de substâncias petroquímicas de reconhecida toxicidade que tornam o canteiro de obras uma instalação produtiva de alto risco.

•Num consumo descontrolado de recursos não renováveis, em particular petróleo e água (cerca de 50% dos recursos extraídos da natureza são destinados à indústria da construção civil).

•Num maciço consumo de energia de origem fóssil (cerca de 45% da energia produzida na Europa é utilizada no setor construtivo).

•Na produção de poluição atmosférica crescente e responsável pelos fenômenos de poluição global como o efeito estufa e o buraco na camada de ozônio (cerca de 50% da poluição atmosférica é produzida na Europa pelo setor construtivo).

•Na produção maciça de escórias e refugos (cerca de 50% dos refugos produzidos anualmente em Europa provêm do setor construtivo, na Alemanha chega a 70%).

No Brasil, estes números não são muito diferentes.



A construção civil consome:



•40% dos recursos naturais e da energia produzida

•34% do consumo de água

•55% do consumo de madeira não certificada

•67% da massa total de resíduos sólidos urbanos e 50% do volume total de resíduos



Em face desses dados, torna-se evidente que as escolhas que cada dia a administração pública e o mercado da Construção Civil realizam por meio da atividade profissional de milhares de técnicos e operários tornam-se fundamentais. Estas escolhas exigem uma postura diferente de responsabilidade ética nos setores que determinam a qualidade do meio-ambiente.



Construir de maneira sustentável impõe a todos os envolvidos, do projetista ao usuário, do administrador público ao empresário, do produtor ao varejista, um forte empenho ético e um profissionalismo adequado.





Novas Obrigações Legais

Internacionais

Segundo a Diretiva Européia, todos os Estados se comprometem:



•A adotar metodologia que indique a eficiência energética dos edifícios.

•Com a adoção de requisitos mínimos revisados cada 5 anos.

•Edifícios novos > 1000m2:

•sistema de energia renovável

•calefação ou refrigeração central.

•Obrigatoriedade de apresentação de certificação energética dos edifícios para comercialização.

Em alguns paises, decretos regionais definem os parâmetros de ecoeficiência para novas obras e reformas, como:



•Máximo de consumo de água por instalação e o uso obrigatório de dispositivo economizador

•Limitação para a perda térmica das aberturas com vidro.

•Estabelece contribuição mínima de energia solar para aquecimento de água.

•Isolamento acústico mínimo 48 dB para as paredes.

•Criação de um sistema de pontos com referencia a uso de pré-fabricados, reciclagem, reuso de água, energias renováveis, ventilação natural, sendo que todas as obras devem atingir um mínimo de pontos.

Nacionais



A Resolução nº. 307, de 05/07/2002 CONAMA tornou obrigatória em todos os municípios do País a implantação de Planos Integrados de Gerenciamento dos Resíduos da Construção Civil e determinou, também, aos geradores, adoção de medidas que minimizem a quantidade gerada, sua reutilização ou reciclagem e, quando inviável, que os resíduos sejam reservados, segregados, para posterior utilização.



Em 2004, foram publicadas as Normas

NBR:15112 a 15116 para regulamentação da gestão de Resíduos sólidos.



No estado de São Paulo, através da

Lei Estadual 12.300/2006 foi estabelecida a Política Estadual de Resíduos Sólidos que define

as responsabilidades e os procedimentos para incentivar e controlar o reaproveitamento de resíduos da construção de maneira a promover a redução de consumo dos recursos naturais e a preservação do meio ambiente, além da geração de empregos e da promoção da consciência ambiental.



Em algumas cidades brasileiras já é obrigatório a preparação para futura instalação

ou mesmo o uso de energia solar para aquecimento de água e em outras esta previsto um beneficio fiscal para sua utilização.



A Valorização do Edifício Bioecológico

Segundo estudos desenvolvidos pelo Green Building Council, realizado com os edifícios certificados, vários são os benefícios econômicos obtidos com os edifícios sustentáveis:

. Os ocupantes de escritórios em edifícios verdes têm grande diferencial de qualidade de vida e saúde e se tornam de 2 a 16% mais produtivos.



. As vendas em locais com iluminação natural são até 40% maiores que os locais fechados. (Source: California Board for Energy Efficiency Third Party Program).



. Estudantes de escolas que priorizam a iluminação natural foram 20% mais rápidos em provas de matemática e 26% em testes de leitura. (According to a Heschong Mahone Group study, “Day lighting in Schools,” conducted on behalf of the CA Board for Energy Efficiency).



. Cada US$1 investido na construção de edificios sustentáveis retorna US$15 em 20 anos:

74% – Saude e produtividade dos ocupantes

14% - Operação e manutenção

09% - Energia

02% - Emissões

01% - Água

. Um investimento de 2% no projeto, em média, resulta em economia de até 20% no custo total da construção. (Fonte: The Costs and Financial Benefits of Green Buildings: A Report to California's Sustainable Building Task Force, October 2003)



A Percepção do Mercado

Além do evidente aumento dos custos dos insumos necessários para a construção e para a utilização dos edifícios, devido à redução acelerada de nossas reservas e do uso indiscriminado de recursos não renováveis, os benefícios serão evidentes para aqueles que estiverem adaptados às novas necessidades do mercado.



O mercado europeu já se comprometeu a obter significativas reduções de consumo através de

Licitações sustentáveis para contratos públicos ecológicos, financiamento e



pesquisa para renovações nas construções antigas e i

ncentivo a educação ambiental.





O Mercado no Brasil

Já é grande o interesse do mercado no tema da sustentabilidade com participação de importantes empresas pioneiras.





Construtoras

Existe um crescimento do numero de lançamentos de condomínios e empreendimentos residenciais de baixo impacto ou eco-amigáveis, com grandes áreas preservadas atingindo índices de 70% até 95% da área do empreendimento, reflorestamentos, captação e reuso de água e uso de energias renováveis.





Fornecedores

Varias empresas buscam produzir equipamentos que consomem menos água ou energia. Muitas outras desenvolvem e oferecem produtos de aplicação flexível, capacidade de reaproveitamento ou reutilização.





Indústrias

Obras industriais já apontam com reformas para redução de consumo de água e de energia nas instalações prediais, além de novas unidades com previsão para utilização de dispositivos e equipamentos para economia de água, iluminação inteligente, captação de água e uso de materiais de produção regional.





Mercado Financeiro

No sistema financeiro já existem linhas de financiamento especiais para produção e comercialização de equipamentos de aquecimento solar.



Desde 2005, o Índice de Sustentabilidade Empresarial da BOVESPA – ISE, faz a

avaliação de empresas para fins de investimentos, levando em conta tanto aspectos financeiros tradicionais quanto a performance ambiental e social das empresas. Tal qual o Índice da Dow Jones DJSI, reflete o reconhecimento do potencial financeiro relativo às questões de sustentabilidade nas grandes empresas.



De modo semelhante ao esforço desenvolvido por grandes empresas para ingressarem e permanecerem na relação daquele índice americano, muitas empresas neste momento desenvolvem esforço equivalente para configurar no ISE.



Grandes empresas do mercado brasileiro já buscam a certificação de seus edifícios e suas instalações para participarem do DJSI e este movimento deve se acentuar para a participação do ISE que, na sua revisão anual, inclui o percentual de unidades que possuem programa de ecoeficiência em suas instalações e as metas de redução de consumo de recursos com água, energia, papeis e combustíveis fósseis como questões na avaliação das empresas participantes.









A Arquitetura Bioecológica - o modelo de Construção Civil com responsabilidade ambiental - segue 10 princípios básicos:



1. Minimizar o impacto ambiental das construções.

2. Promover comunidades sustentáveis.



3. Promover a saúde e o bem-estar do homem.



4. Priorizar a longevidade da construção, durabilidade e adaptabilidade.



5. Utilizar materiais de baixo impacto ambiental.



6. Promover a conservação e uso racional da água.



7. Promover a eficiência energética, o uso racional de energia e as fontes de energia renovável.



8. Minimizar a produção de resíduos e promover a reciclagem.



9. Não utilizar produtos tóxicos. Usar preferencialmente ecoprodutos.



10. Promover a educação ambiental, o consumo consciente e a preservação da cultura









Rio de Janeiro pode ter aumento de quase 5ºC ainda neste século e São Paulo 3ºC

Rio de Janeiro pode ter aumento de quase 5ºC ainda neste século


Postado em 07/04/2011 ás 15h32

Autoria e fonte: http://www.ciclovivo.com.br/noticia.php/2331



Uma das consequências mais evidentes é o aumento do nível do mar, que pode resultar em alguns problemas em uma cidade tão urbanizada como é a capital fluminense. l Imagem: Divulgação / Turismo Rio de Janeiro



O relatório Vulnerabilidade das Megacidades Brasileiras às Mudanças Climáticas, divulgado hoje no Rio de Janeiro, aponta os impactos que a capital fluminense deverá sofrer nos próximos anos. Uma das preocupações é o aumento da temperatura, que deve subir 4,8ºC somente neste século.



A pesquisa, lançada pelo segundo ano consecutivo, é feita por um grupo de universidades e institutos, que conta com a Universidade Federal do Rio de Janeiro, Unicamp, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), entre outros. Na primeira edição, o que se constatou é que a cidade de São Paulo deverá esquentar 3ºC, nos próximos noventa anos.



No Rio a situação é ainda mais grave e a subida nos termômetros acarretará uma série de outros problemas. Uma das consequências mais evidentes é o aumento do nível do mar, que pode resultar em alguns problemas em uma cidade tão urbanizada como é a capital fluminense.



Segundo os especialistas, é justamente essa urbanização, aliada à localização costeira da cidade, que a tornam mais propícia à formação de ilhas de calor e consequentemente potencializa os efeitos relacionados ao aquecimento global.



Conforme explicado pelo professor Paulo Gusmão, do departamento de Geografia da UFRJ e um dos coordenadores do estudo, os dados devem servir como alerta para que o poder público tome as providências necessárias com o intuito de evitar desastres na região.



O aumento de 4,8ºC na temperatura da cidade carioca poderá significar que mais de 10% da área do município poderá ser atingida pelo avanço das águas, até o fim deste século. Com informações do Estadão.



Redação CicloVivo



sexta-feira, 8 de abril de 2011

Curso gratuito: A essencialidade das redes sociais em processos de mediação de conflitos

Curso: A essencialidade das redes sociais em processos de mediação de conflitos






A Universidade do Meio Ambiente e Cultura de Paz (UMAPAZ) promove no dia 9 de maio, das 8h30 às 18h, o curso “A essencialidade das redes sociais em processos de mediação de conflitos” ministrado por Sandra Inês Baraglio Granja.







Refletir a importância e a necessidade das redes sociais no suporte às ações e às unidades de mediação de conflitos na cidade de São Paulo. Compreender a essencialidade das redes sociais e da articulação de políticas públicas com ações de mediação de conflitos. Estratégias de melhoria para a articulação entre as redes sociais e as ações de mediação: Joined-Up Government (JUG), articulações matriciais, metodologias de integração.







A metodologia consiste em discutir, refletir e como aplicar os conceitos do curso em situações de cotidiano. Apoiada por meio de slides, casos concretos e a experiência dos participantes, o curso pretende contribuir para a melhoria dos processos de mediação e suas redes de suporte.







Sandra Inês Baraglio Granja, doutora pela Universidade de São Paulo (USP). Leciona em cursos de pós-graduação e MBA’s nos temas de negociação, jogos, planejamento estratégico, elaboração e gestão de projetos. Escreveu cursos de educação à distância na área de negociação, mediação e elaboração de projetos para a Universidade Aberta do Brasil – MEC, Ministério da Educação. É docente da Umapaz. Vários artigos publicados.







Bibliografia







BAKER, Wayne. The network organization in theory and practice. In: NOHRIA, Nitin & ECCLES, Robert G.(ed.) Networks and organizations: structure, form, and action. Boston, Massachusetts: Harvard Business School Press, 1992, p. 397-429.







BRANDÃO, Carlos Eduardo Alcântara – Resolução de Conflitos: Manual de Mediadores e Agentes da Paz – Edição do Programa Gente que faz a Paz, 2008.







BUCKLES, Daniel (org) CULTIVAR LA PAZ Conflicto y colaboración en el manejo de los recursos naturales, 2000, disponível em inglês, francês e espanhol para download em www.idrc.ca/es/ev-9398-201-1-DO_TOPIC.html



CASTELLS, M. A sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra, 1999.



DISKIN, Lia - Paz, como se faz?: Semeando cultura de paz nas escolas / Lia Diskin e Laura Gorreio Roizman – 3ª Ed. – Brasília: UNESCO, Associação Palas Athena, 2007.



GALTUNG, Johan:



____________. O Caminho é a Meta: Gandhi Hoje, São Paulo: Editora Palas Athena, 2003



___________. Transcender e Transformar: uma introdução ao trabalho de conflitos, Tradução de Antonio Carlos da Silva Rosa, São Paulo: Editora Palas Athena, 2006.







INOJOSA, R. M. Construindo futuro: transetorialidade e redes de compromisso social. In CAVALCANTI, Marly (org). Gestão Social, estratégias e parcerias. São Paulo: Saraiva, 2006. p. 239-251.



________. Intersetorialidade e rede de compromisso social na metrópole paulista In Sousa, M. F. e MENDES, A. (Org) Tempos radicais da saúde em São Paulo. São Paulo: Hucitec, 2003: p. 183-219.







MEYER-STAMER, Jörg. Estratégias de desenvolvimento local e regional: clusters,



políticas de localização e competitividade sistêmica. Fundação Friedrich Ebert Stiftung. Policy Paper n. 28 setembro de 2.001, São Paulo, 2001.







MILES, Raymond E. & SNOW, Charles C. Network organizations: new concepts for new forms. California management review. California, Vol. XXVIII, N°. 3, p. 62-73, spring 1986.



POLLITT, C.; Joined-up government: a survey. Political Studies Review, v.1, p. 31-46, 2003.



TEIXEIRA, Francisco (Org). Gestão de Redes de Cooperação Interempresariais. São Paulo: Casa da Qualidade, 2004.







Serviço:



Curso: “A essencialidade das redes sociais em processos de mediação de conflitos”



Data e horário: 09 de maio das 8h30 às 18h



Coordenação: Glacilda Pinheiro Corrêa



Público focalizado: conselheiros de CADES e parques, educadores, servidores públicos, profissionais do terceiro setor, estudantes e outros interessados.



Local: UMAPAZ – Av. IV Centenário, 1268 - Portão 7-A - Parque Ibirapuera.



Vagas: 50 – Haverá Seleção entre os 100 primeiros inscritos.



Inscrições pelo e-mail: inscricoesumapaz@prefeitura.sp.gov.br – de 08 a 15 de maio.















FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO



Curso: “A essencialidade das redes sociais em processos de mediação de conflitos”







Envie preenchido para inscricoesumapaz@prefeitura.sp.gov.br





1. NOME COMPLETO:





2. Idade:

3. Sexo: ( ) M ( ) F





4. RG: Órgão: UF:

5. CPF:





6. Escolaridade: ( ) Ensino Médio ( ) Ensino Superior





7. Área de formação:





8. Organização em que trabalha:





9. Função:





10. Endereço da Organização:





11. Bairro: 12. CEP:





13. Região: ( ) Norte ( ) Sul ( ) Leste ( ) Oeste ( ) Centro



( ) Outro Município





14. E-mail:





15. Telefone fixo:

16. Telefone celular:





17. Por que deseja participar deste curso?





18. Você já desenvolve algum trabalho relacionado ao tema do curso?



Qual?























1º ENCONTRO LOCAL DOS CA​DES REGIONAIS E FÓRUNS DA AGENDA 21 DA ZONA NORTE 2

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Torre Circular Simbiótica?

Coreanos criam fazendas verticais para criação de gado



Autoria e fonte: http://www.ciclovivo.com.br/noticia.php/2290/coreanos_criam_fazendas_verticais_para_criacao_de_gado/




Circular Symbiosis Tower é o primeiro arranha-céu, que propõe uma fazenda vertical para animais. O principal conceito é a criação de um novo habitat para criar gado dentro da cidade. (Imagem:Divulgação)


Postado em 01/04/2011 ás 15h07


 
Os arquitetos coreanos Lee Dongjin, Park Jinkyu e Lee Jeongwoo criaram um arranha-céu denominado de Circular Symbiosis Tower ou Torre Circular Simbiótica. Trata-se de um pasto circular, que proporciona um ambiente saudável para o gado e produz carne suficiente para as pessoas.



O consumo de carne hoje em dia é grande, e o sistema de produção destes alimentos é desenvolvido de acordo com seu consumo. Ao contrário do passado, quando gados ou porcos eram colocados no pasto, hoje em dia, eles são criados em “gaiolas”.



Estas condições de vida geram graves problemas aos animais. Eles ficam seriamente estressados por estarem limitados em áreas densas. O hormônio do estresse, causado pelo mau confinamento, é absorvido pelo ser humano quando se alimenta desta carne. Os locais de confinamento também são poluídos, e por fim, as plantas modificadas do qual os animais se alimentam causam dificuldades na digestão fazendo com que antibióticos sejam administrados para prevenção de doenças. Deste modo, as más circunstâncias afetam também o homem.



A melhor maneira de alimentar o gado é no pasto. Mas, o espaço não suficiente para criação de gado poderá gerar pouca oferta de carne, que pode ser compensada pela diminuição do consumo deste alimento. Por isso, os coreanos tiveram a ideia de criar a Torre Circular Simbiótica.



O sistema de pasto circular trabalha em um princípio onde três pastagens de seres vivos crescem em um determinado ciclo. Primeiro, as vacas pastam na grama e assim que a fonte de alimento é esgotada, elas são transferidas para outro lugar para comer grama nova. Quando elas deixam o primeiro local, entram as galinhas.



As galinhas cavam os excrementos das vacas a fim de encontrar minhocas para seu próprio alimento. Enquanto cavam e se alimentam, elas adubam a grama com um bom fertilizante. Depois de um tempo, quando o local não oferece mais o alimentos necessário, elas são movidas para o próximo local onde as vacas estavam se alimentando e assim sucessivamente. Ter vacas e galinhas vivendo em simbiose é um sistema efetivamente saudável para a grama e para os animais envolvidos.



Pessoas que moram na cidade precisam de comidas saudáveis, mas elas geralmente não sabem a origem da maior parte dos alimentos, nem como são produzidos. A torre poderia conectar a saúde das pessoas e servir um bom ambiente para a cidade.



A Torre Circular Simbiótica ainda é somente um conceito, mas quando construída deverá estar localizada em uma das metrópoles americanas, Chicago. Os Estados Unidos consomem muita carne, portanto é necessária uma alta produção, mas ao mesmo tempo existem preocupações sobre os problemas da pecuária industrializada. Os arquitetos estão convencidos de que esta torre poderá ser uma maneira de resolver esses tipos de problemas.



Nos últimos anos surgiram muitos projetos para agricultura vertical, mas a Torre Circular Symbiosis é o primeiro arranha-céu que propõe uma fazenda vertical para animais. O principal conceito é a criação de um novo habitat para criar gado dentro da própria cidade.



Redação CicloVivo



"CIDADES SUSTENTÁVEIS" no Ceará

Cidades globais desafiam sustentabilidade


 
Publicado em 6 de abril de 2011


 

As novas cidades precisam equilibrar crescimento com qualidade de vida, verde, mobilidade e bem-estar



Do mito da cidade ideal e sociedade perfeita - ideais perseguidos desde Platão, passando pelas utopias urbanas da era moderna até chegar às cidades globais. Assim pode ser contada a história da cidade, que surge com a civilização, como espaço marcado pelo encontro e trocas materiais e simbólicas.



Entre utopia e realidade, as cidades sempre constituíram espaços das diferenças. Surgidas, inicialmente, para proteger e demarcar espaços, hoje, se espalham em aglomerados urbanos cada vez mais densos, violentos e sem qualidade de vida.



Depois de ver proposto até mesmo o seu fim, a cidade teima em continuar sobrevivendo e desafiando planos urbanísticos e tentativas de ordenação, principalmente quando se vê concretizada a profecia da tendência à urbanização da população do Planeta. Os anos 1990 trouxeram um ingrediente a mais na já conturbada história da cidade: a sustentabilidade.



Como dar um freio a essas metrópoles e megalópoles que se esparramam mundo afora de forma desordenada? Com a palavra o professor da Universidade de São Paulo (USP), Ladislau Dowbor, que prefere trazer o assunto para o contexto brasileiro. "De forma geral as cidades no Brasil não são planejadas. O que não quer dizer que não sejam orientadas de certa forma, mas que a orientação obedece a interesses de incorporadoras, imobiliárias, empreiteiras, montadoras de automóveis - empresas que financiam pesadamente as campanhas eleitorais, e fazem aprovar as obras que lhes interessa, com sobrefaturamento que assegura a eleição seguinte", critica.



O resultado são núcleos nobres, com muito asfalto e infraestruturas, enquanto o grosso da população está em condições escandalosas. "A cidade desigual gera outras deformações, como os preços exorbitantes do solo em regiões nobres, o que força os pobres a morarem em regiões distantes e consolida a divisão espacial entre pobres e ricos, centro e periferia".



Debate



Ladislau Dowbor ministra palestra sobre "Cidades Sustentáveis", nesta sexta-feira, às 18 horas, no auditório da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Ceará (Adufc). Ele fala sobre aspectos sociais e econômicos que estão incluídos no conceito de cidades sustentáveis, e admite: "Uma cidade é um adensamento muito grande de pessoas, vivendo em espaços reduzidos. Não organizar o convívio é ruim para todos".



"Para as empreiteiras, interessam grandes obras, viadutos, canalizações, mas não um parque, um espaço de lazer", argumenta. "Inaugurar obras grandiosas rende votos, mas o sistema de saneamento básico, e em particular o sistema de esgotos, não se inaugura com tanta pompa", completa.



Luxo e atraso



O resultado é o convívio de luxo e atraso. Cita o exemplo de São Paulo, que ostenta uma ponte vistosa sobre o Rio Pinheiros, que não permite passagem de pedestres ou ciclistas, por se tratar de região nobre. Mas, nos apartamentos frente ao rio, vendidos a R$14 milhões, é preciso ter janelas fechadas e o ar-condicionado sempre ligado, pois o rio é um esgoto malcheiroso.



Outro elemento importante é a garantia da coleta seletiva dos resíduos sólidos: "Eu reciclo na minha casa, faço compostagem, separo tudo o que pode ser reutilizado em embalagem separada, os catadores agradecem, não precisam abrir sacos de lixo para procurar latinhas". Mas enquanto a cidade não organizar um sistema efetivo de reciclagem, reutilização, diferenciação de destino final e assim por diante, eu me sinto um pouco como metido a verde".



Muitas cidades são cobertas de painéis solares de aquecimento de água. "Eco economiza-se radicalmente na conta da eletricidade". A água captada dos telhados por sua vez alimenta a horta, lava o carro.



Autoria:IRACEMA SALES

REPÓRTER


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gestaoambiental@diariodonordeste.com.br



Parques Sustentáveis apóia o curso gratuito no Parque Urbano do Carmo: "EDUCAÇÃO AMBIENTAL PARA MONITORIA E PROJETOS"

CURSO GRATUITO: "EDUCAÇÃO AMBIENTAL PARA MONITORIA E PROJETOS"



 
Organização:

Secretaria do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo  (11) 2749-2272/ 2748-7100
Departamento de Gestão Descentralizada da zona leste 3 - DGD L 3






De 28/04 a 21/06/2011



 


Todas as segundas e quintas-feiras





Das 8:30 às 12hs







Parque do Carmo









No Espaço Redondo e Museu do Casarão









Av. Afonso Sampaio e Souza, 951-Itaquera






 

INSCRIÇÕES E INFORMAÇÕES: email: eadgdleste3@yahoo.com.brFone: 2741-5959 na Educação Ambiental ou 2749-2272 com Alessandro e Léo






vagas limitadas



inscriçoes ate 25/04/11 as 16h



PROGRAMA DO CURSO: ( Duração 60 hs + visitas técnicas)

 


-Educação Ambiental: conceitos, definições, princípios legais, contexto histórico, atuação e responsabilidade do educador ambiental.

-Meio Ambiente: Histórico do Ambientalismo no mundo e no Brasil; noções de sustentabilidade; aspectos legais; recursos naturais: uso, conservação e impactos antrópicos; biomas brasileiros.

-Análise e coleta de dados locais para propostas de ações em Educação Ambiental, baseados em indicadores socioeconômicos, culturais, políticos e ambientais.

-Planejamento de ações em Educação Ambiental com base nas características e necessidades locais e priorização de ações .* Agenda 21 e Carta da Terra.

Noções de composição da escrita de um projeto em EA..

-Desenvolvimento de recursos didáticos para EA, baseados na pedagogia, ecologia, sustentabilidade, disponibilidade de materiais e espaços.

-Execução de ações em Educação Ambiental através de metodologias adequadas , enfocando a condução de grupos e a boa comunicação, respeitando os saberes e práticas tradicionais.

-Avaliação de Ações em Educação Ambiental através de procedimentos e técnicas adequados, visando aprimoramento e/ou mudanças necessárias ao bom desenvolvimento das ações planejadas.





Medidas tiram Cidade do México do topo da lista das mais poluídas

Medidas tiram Cidade do México do topo da lista das mais poluídas


Edição do dia 05/04/2011
05/04/2011 21h10 - Atualizado em 05/04/2011 21h10



Autoria e fonte: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2011/04/medidas-tiram-cidade-do-mexico-do-topo-da-lista-das-mais-poluidas.html

O rodízio, os ônibus movidos a diesel mais limpo e a substituição da frota de táxis e ônibus velhos são algumas das ideias usadas para diminuir a poluição na cidade.

Durante muito tempo, a Cidade do México foi a mais poluída do planeta, mas uma série de medidas ajudou a melhorar a qualidade de vida por lá. Foi o que registraram os repórteres Flávia Freire e Eduardo Mendes.



Duas vezes por ano, Ivete tem que trazer o carro para a inspeção veicular na Cidade do México e ela só pode voltar a circular com um adesivo colado no vidro. É a prova de que o veículo está dentro das normas de emissão de poluição.



O programa de inspeção veicular na capital mexicana começou há quase 20 anos, bem antes do de São Paulo, que tem dois anos. No México, tudo começou em 1992, ano em que a qualidade do ar só não ultrapassou o aceitável para a saúde da população em apenas onze dias. Isso obrigou o governo do Distrito Federal Mexicano a travar uma dura batalha contra a poluição.



“Chegamos a ter até 15, 20 contingências de poluição por ano. Níveis que ultrapassavam três, quatro vezes as normas de proteção à saúde. Então, as pessoas pediam medidas radicais”, explica Rodolfo Lacy, do Centro de Estudos Ambientais Mario Molina.



As medidas vieram. O rodízio também chegou bem antes do que na capital paulista e mais rigoroso. Os carros não podem circular durante o dia inteiro, das 05h até as 22h em dois dias da semana e em um sábado por mês. E quase ninguém reclama.



“Beneficia a cidade, por causa do ar, da poluição, tudo”, conta um homem.



Outra arma contra a poluição são os ônibus vermelhos, que são movidos a um diesel mais limpo. No Brasil, o diesel menos poluente ainda não chegou em larga escala ao transporte público. E para os trajetos mais curtos, reina a bicicleta.



O programa de substituição de frota de táxis e ônibus velhos também ajuda. Já foram destruídos mais de oito mil veículos. O processo de destruição dos ônibus que fazem parte do programa de substituição do governo é muito rápido, dura de 3 a 5 minutos. É impressionante o tamanho da máquina: o ônibus é todo destruído, dá até um pouco de medo de ficar perto.



Nas escolas particulares, o desafio é outro: convencer os pais a não levarem seus filhos de carro, e sim de transporte escolar. O programa do governo é obrigatório e já vale em escolas que têm mais de 900 alunos. Em uma delas, todos são meninos, que até preferem os micro-ônibus porque podem brincar com os amigos durante a viagem.





Parque do Ibirapuera também sofre com a poluição de SP...Usar máscara com filtro para as caminhadas?

Parque do Ibirapuera também sofre com a poluição de SP


 
Teste aponta que índice no parque está acima do considerado aceitável.

Poluição traz diversos riscos à saúde
 
05/04/2011 12h40 - Atualizado em 05/04/2011 12h41



 
 
 
O Parque do Ibirapuera é um dos locais mais adorados pelos paulistanos. Bem arborizado, remete a uma natureza perdida em meio aos prédios comerciais, carros e trânsito. Contudo, o teste feito com o equipamento do laboratório de poluição da Universidade de São Paulo (USP) contradiz essa realidade: "45 mg/m³ não é um nível aceitável de exposição. Apesar de bem arborizado, esse valor não é o ideal”, diz a pesquisadora do laboratório de poluição atmosférica experimental, Ana Júlia Lichtenfels.



Ainda dentro do parque, mais perto da rua e do trânsito, o índice aumenta. Às 18h, horário de “rush”, o nível chega a 84 mg/m³, muito acima do estabelecido como aceitável pela Organização Mundial da Saúde (OMS).



Nas estações da Cetesb espalhadas por toda a cidade, fica fácil ver o que são as partículas que entram no organismo. “As partículas ficam em suspensão na atmosfera. Essas partículas vêm de queima de combustível. Como a frota da cidade é muito grande, elas passam a ser predominantes: quando o veículo passa pelo solo, ele também vai levantar a poeira”, afirma a gerente do setor de telemetria, Lucia Guardani.



O mal é quase invisível. As partículas mais comuns podem ser seis vezes mais finas do que um fio de cabelo. O nariz tem pelos para barrar a entrada de sujeira no corpo, mas esse pó tóxico é tão forte que fica difícil de filtrar. Resultado: ele vai direto par ao pulmão. “Aquele tamanho de partícula que adentra mais profundamente nossos pulmões e atinge a corrente sanguínea, se disseminando sistematicamente pelo corpo”, diz a pesquisadora.



Os danos à saúde são maiores do que se imagina. “Isso vai promover envelhecimento precoce do pulmão, bronquite, enfisema, câncer de pulmão e mortalidade cardiovascular. Os bebês vão ter peso menor quando são gestados em ambientes de maior poluição. O risco de aborto é maior. A partícula reproduz em pequena escala o que o cigarro faz em grande escala, ou seja, é um cigarro que eu fumo, ambiental, sem ter escolha”, conclui o pesquisador Paulo Saldiva, do Laboratório de Poluição da USP.



Piores poluentes

Segundo o pneumologista do Hospital São Paulo, José Alberto Neder, houve redução de alguns tipos específicos de poluentes na capital. Contudo, os principais ainda mantêm níveis elevados. “Os dados científicos apontam para redução para alguns específicos tipos de poluentes. Entretanto, os dois principais, o ozônio e o material particulado mp10, continuam com valores muito elevados.”



Por causa desses dois poluentes, muita gente vai parar nos hospitais da cidade. Na Grande São Paulo, a concentração é alta por causa das indústrias e, principalmente, por causa dos veículos.



quarta-feira, 6 de abril de 2011

Quando se trata da produção mundial de alimentos, o discurso do "triple bottom line" é esquecido...

Protestos esquentam debate florestal




Ruralistas levam 10 mil pessoas a Brasília para pressionar por aprovação de novo código sobre uso de florestas



Projeto do deputado Aldo Rebelo favorece proprietários rurais, mas diminui reservas para matas nativas



Evaristo Sá/France Presse



Agricultores participam de manifestação organizada por políticos ruralistas em Brasília



MARIA CLARA CABRAL

ANA CAROLINA OLIVEIRA

DE BRASÍLIA



Representantes do agronegócio fizeram vários atos durante todo o dia de ontem em Brasília, para pressionar pela aprovação do projeto que revisa o Código Florestal.

Segundo a Polícia Militar, 10 mil pessoas participaram da passeata e de uma missa campal. A CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), que representa os agricultores, fala em 20 mil.

Líderes do movimento ficaram frustrados com a posição do presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), que quer aguardar o fim do debate em uma nova comissão especial para levar o novo código ao plenário.

A falta de posição clara do governo sobre o tema também é um empecilho para a votação. Os ministérios do Meio Ambiente e da Agricultura têm divergências.

Sentindo que os ambientalistas podem perder a queda de braço com os ruralistas, a ministra Izabella Teixeira (Meio Ambiente) esteve na Câmara e falou da possibilidade de estender o prazo do decreto presidencial, que vence em 11 de junho, para que os produtores façam a averbação (ou seja, a delimitação) de sua reserva legal.

Izabella é contra o relatório de Aldo Rebelo (PCdoB-SP). Reclama, principalmente, da anistia que será concedida a pequenos agricultores que desmataram suas terras.

Já o ministério da Agricultura é a favor do texto de Rebelo. Segundo o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), o Planalto deve encerrar o impasse até o fim da semana.

Ontem, Rebelo confirmou que vai retirar do seu substitutivo a "moratória do desmatamento". O artigo prevê período de cinco anos no qual não seria permitido o corte raso de floresta nativa para uso agropecuário.

Outra mudança será a possibilidade de a reserva legal ser compensada no mesmo tipo de ambiente, mas em Estados diferentes.

De acordo com Kátia Abreu, presidente da CNA, o projeto põe fim à "agonia de brasileiros". "Os mais de 24 mil agricultores vieram aqui para demonstrar o desespero de cada um. Deles, 99% estão com sua produção de alimento na ilegalidade."



ALDO E MARINA

A ex-ministra do Meio Ambiente e candidata derrotada à presidência Marina Silva entrou na briga entre ruralistas e ambientalistas.

Disse, em sua conta do Twitter, que as mudanças no Código Florestal deveriam "proteger florestas, recuperar áreas destruídas e apoiar agricultores para que produzam de forma sustentável".

Em resposta, Rebelo disse que a intransigência de Marina "mostra que ela tem responsabilidade na legislação que levou para a ilegalidade muitos agricultores do país".




 
Esperar queda da inflação de alimentos é aposta arriscada para os BCs mundiais

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/ft0604201110.htm

Autor: SÉRGIO VALE

ESPECIAL PARA A FOLHA



Os últimos anos têm sido trabalhosos para os bancos centrais ao redor do mundo.

Nas décadas de 1990 e 2000, houve uma evolução dos mecanismos de controle de preços, principalmente com o desenvolvimento do sistema de metas de inflação.

Mas os riscos que devem ser controlados por essas instituições aumentaram. Há uma maior instabilidade tanto da inflação quanto do nível de crescimento, o que traz incertezas sobre as políticas a serem seguidas.

Um grande responsável por essa incerteza são os preços dos alimentos. Se fosse apenas uma demanda mais elevada de países como a China, talvez sua evolução fosse um pouco mais previsível. Mas, como há muito dinheiro disponível no mundo e poucos investimentos rentáveis, os fundos de investimentos que negociam commodities se tornaram mais atrativos. Isso ajuda no aumento dos preços.

Combater esses aumentos não é trivial. Como o Banco Central brasileiro reconhece, não há muito a fazer em termos de política monetária contra os choques da inflação de alimentos. Mas cabe aos bancos centrais evitar que essa inflação contamine as diversas cadeias de preços e façam um choque temporário virar permanente.

O BCE (Banco Central Europeu) vai enfrentar uma escolha de Sofia nesta quinta-feira: combater a inflação ou manter os estímulos ao crescimento, ainda fraco em boa parte da zona do euro.

Para o BCE, o risco de inflação sempre foi mais relevante, decisão que deverá prevalecer agora. Para o Fed (Federal Reserve), o risco da economia em baixa ainda é mais importante, mas até 2012 a inflação tenderá a se tornar um problema maior.

O caso brasileiro não é essencialmente diferente. Também sofremos efeitos dos preços de commodities.

Entretanto, o Banco Central deveria ser mais comedido em sua aposta sobre os efeitos temporários desses choques. O Brasil tem duas diferenças essenciais em relação aos outros países: a demanda cresce em ritmo forte e os riscos de reindexação são muito maiores.

Esperar que choques quaisquer se acomodem nessa situação nos parece uma aposta por demais arriscada para o Banco Central fazer neste momento.



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SÉRGIO VALE é economista-chefe da MB Associados.




Após inflação de alimentos, China aumenta juros


Autoria e fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/ft0604201108.htm

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS



A preocupação com a alta da inflação levou o Banco Central chinês a elevar ontem as taxas de juros do país. Foi o quarto aumento desde outubro do ano passado.

A escalada dos preços de alimentos criou uma tendência de aperto na política monetária (juros mais altos) não só nos países emergentes.

As economias desenvolvidas, que ainda sofrem com a crise financeira, enfrentam o dilema de segurar a inflação ou estimular o crescimento. O mercado financeiro aposta que vai prevalecer o controle de preços.

O BCE (Banco Central Europeu) deu indicações ao mercado de que amanhã pode elevar os juros, atualmente em 1%, a mínima histórica.

Nos Estados Unidos, o Fed (Federal Reserve) informou ontem que os diretores ainda estão divididos sobre o ajuste monetário. O presidente do banco, Ben Bernanke, disse que a inflação de alimentos deve ser passageira.

Na China, as taxas subirão em 0,25 ponto a partir de hoje. Os juros de empréstimos, que são comparáveis à Selic, ou seja, taxa básica do país, irão para 6,31%. Já a taxa de depósito sobe para 3,25%.

Essa segunda taxa foi um instrumento criado pelo país para controlar a poupança da população. Quando esse juro sobe, a população deixa o dinheiro rendendo nos bancos. E, com a queda da taxa, a população é estimulada a aumentar o consumo.

Os preços ao consumidor na China subiram 4,9% em fevereiro. Somente a inflação de alimentos registrou um aumento de 11%.

A alta dos juros terá como consequência possível uma pequena redução do crescimento econômico na China -a previsão atual do FMI para 2011 é de 9,5%.