quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Sustentabilidade na construção civil

Sustentabilidade na construção civil


Autoria: BRUNA LUCIANER 08/02/2011 08h45




Reflita sobre o conceito de “construção sustentável”. O que você imaginou? Tijolos ecológicos, madeira certificada e aquecimento solar? Tudo isso faz parte, mas o conceito de sustentabilidade engloba incontáveis princípios muito mais simples e de fácil aplicação. O mais importante deles e que, sozinho, garantiria facilmente o status de “sustentável” a qualquer obra, é a redução do desperdício.



Projetos de residências evoluem ano após ano; modernizam-se os materiais, os formatos, os espaços, mas o grande erro do desperdício persiste. Estima-se que aproximadamente 30% de tudo que entra numa obra vira resíduo. Vira lixo. Materiais nobres como madeira e metais ajudando a entupir aterros e detonar com recursos naturais, sem falar no encarecimento indiscutível da construção. “Veja um exemplo simples: compramos pregos por quilo e usamos indiscriminadamente, com exagero e abundância. Mas pense no tempo que o ferro demora para formar-se na natureza. Consumimos muito mais do que a natureza tem capacidade de repor”, ilustra a arquiteta Andrea Naguissa Yuba.



Andrea é a pessoa perfeita para explicar esses princípios. Ela ministra a disciplina de sustentabilidade no curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), o que a torna uma das responsáveis pela aplicação do conceito pelos futuros profissionais do Estado. “O interesse dos alunos pelo assunto é nítido e crescente. Logo, ele estará incorporado a todas as outras disciplinas e se tornará uma preocupação constante na construção civil”, estima a arquiteta.



Ela acaba de construir a própria casa incorporando os tais conceitos que deveriam fazer parte de toda e qualquer construção. E atenção: os tijolos são convencionais, os pregos são convencionais, o cimento é convencional. O que tornou a obra “sustentável” foi o processo produtivo, preocupado com o desperdício, e a aplicação de detalhes estruturais diferentes, mas básicos: tubulação que separa águas de pias, chuveiros e vaso sanitário, tubulação que capta água da chuva para reaproveitamento, tubulação preparada para receber aquecimento solar. “São investimentos pequenos; alguns metros de canos, alguns registros a mais e pronto. Mas a economia que isso trará é incontestável”, explica.



Quando ela fala em “economia”, se refere à economia de dinheiro e de recursos naturais. O casamento entre sustentabilidade ambiental e econômica que deveria ser uma constante em qualquer empreendimento.



Além das tubulações eficientes, Andrea investiu na iluminação e ventilação natural e na ampliação da área verde permeável do terreno. Como ela fez isso é a parte mais legal da história. A residência ganhou o famoso “telhado verde”, que refresca o ambiente e auxilia na captação de águas pluviais. “Foi o investimento mais caro de toda a obra. Foi necessário reforçar toda a estrutura para suportar o peso do telhado”, explica.



Um telhado convencional, com telhas de cerâmica sobre estrutura de madeira, pesa cerca de 50 quilos por metro quadrado. A estrutura da casa de Andrea foi calculada para suportar 250 quilos por metro quadrado. O investimento foi consideravelmente alto e, periodicamente, a arquiteta terá que subir no telhado para cortar a grama. O risco de infiltração existe mas, segundo a arquiteta, não é maior do que o de um telhado convencional, desde que bem cuidado. “O telhado verde não vai dar problema porque é verde, vai dar problema porque é telhado. Todo tipo de material demanda manutenção, senão estraga”, esclarece.



Andrea resolveu “experimentar” essas novidades na casa dela, com a autoridade de quem entende do assunto e com plena consciência do custo um pouco mais alto e do trabalho que teria. Se valeu a pena? “Claro que sim. Não vim até aqui para desistir e, se preciso, faria tudo de novo. Muito em breve todas as casas serão construídas pensando do reúso da água, na iluminação natural e na otimização da área verde permeável. Isso não tem volta”.



Hotel



Se a casa da arquiteta já chama atenção por causa das características, imagine um hotel com 11 mil metros quadrados e 350 leitos todo projetado com base nos conceitos de sustentabilidade. O empreendimento está em fase de ajustes para aprovação e financiamento e deve ser construído ao lado do Parque dos Poderes, em Campo Grande.



“Apenas 19 empreendimentos possuem o selo de ecossustentabilidade no Brasil, 16 em São Paulo e três no Rio de Janeiro. Vamos trazer esse selo para Campo Grande”. O objetivo é do arquiteto gaúcho Jeferson Queiroz, responsável pelo projeto. O escritório de Jeferson, com sede no Rio Grande do Sul, foi procurado pelos idealizadores do hotel justamente em função da experiência em projetar empreendimentos sustentáveis de alta complexidade.



Olhando as fotos e lendo os detalhes do projeto, orçado em R$ 20 milhões, é fácil impressionar-se com os detalhes futuristas e, ao mesmo tempo, naturais. “Trouxemos a ideia do Pantanal para dentro do prédio. Pensamos na arborização interna, no conforto climático e no respeito ao hóspede. O cliente permanecerá no prédio com a sensação de respeito a ele e ao meio ambiente”, relata o arquiteto.



Algumas das características que merecem destaque na obra são: captação de água da chuva, reaproveitamento de água da chuva para limpeza de pátios, regas de plantas e vasos sanitários, cobertura verde para diminuir a incidência térmica, quebra sóis nas fachadas expostas diretamente, misto de vidro laminado refletivo e vidro duplo para diminuir o ruído da via rápida, telas solares para proteção da incidência térmica, possibilidade de sistemas de geração de energia através de células fotovoltaicas por placas ou películas diretamente aplicadas ao vidro, chuveiros econômicos reduzindo em até 50% o consumo de água, aquecedores solares para os chuveiros, piscina, e demais dependências, iluminação por leds e sistema de ar condicionado inteligente com baixo consumo, 40% mais econômico que os existentes hoje no mercado.



Ainda de acordo com Jeferson, os materiais de acabamentos a serem empregados serão certificados e terão selo de garantia de fabricação comprometidas com o meio ambiente. “Haverá uma arquiteta de nosso escritório especialmente enviada para a obra. Ela permanecerá em Campo Grande até o final, para garantir que todos os condicionantes ecossustentáveis do sistema escolhido, bem como dos materiais a serem empregados, estejam de acordo com o estabelecido”.



Outro detalhe importante é a localização da obra. Segundo Jeferson, trata-se de uma área pouco explorada comercialmente por estar longe do centro da cidade. O hotel deve atrair novos moradores e serviços para a região e a mão-de-obra local deverá ser valorizada. “Tudo o que for possível será contratado na cidade e região de Campo Grande.



Alguns sistemas já verificados que tornarão a obra mais rápida e eficiente e que não estão à disposição em Campo Grande já estão sendo providenciados. Uma equipe especializada realizará o treinamento de mão-de-obra e profissionais para atender a qualidade e segurança exigida pelo sistema”, explica. A construção do hotel Bezier deve ser iniciada no segundo semestre do ano e ele deve ficar pronto daqui a 18 meses.



O custo final da obra, segundo Jeferson, ficou aproximadamente R$ 5 milhões maior do que se houvesse sido projetado da maneira “convencional”. “Mas ele foi concebido com essa finalidade, de estabelecer uma relação com os hóspedes e com o planeta sem agressão”, reitera o arquiteto.



Sustentabilidade conquista aliados na construção civil


 
Preocupação com meio ambiente entra na agenda do governo federal. Entre as iniciativas está a reforma dos prédios da Esplanada sem danos à natureza


Autoria: FLÁVIA ANJOS
foliveira@jornaldacomunidade.com.br Redação Jornal Coletivo



Governo quer criar uma Esplanada Sustentável, impedindo com isso danos à natureza A sustentabilidade entrou definitivamente na agenda dos empresários e profissionais que atuam na construção civil. Projetar prédios que venham a causar menos danos ao meio ambiente se tornou uma prioridade do setor. Preocupado com a escassez de recursos naturais não renováveis e com as mudanças climáticas que afetam o planeta, o governo federal vem investindo em recursos tecnológicos em favor da natureza.





O Esplanada Sustentável, projeto do Ministério do Planejamento realizado por meio de Parcerias Público-Privadas (PPPs), é um bom exemplo da preocupação do Estado brasileiro com as questões ecológicas. O objetivo dessa parceria é transformar os prédios que abrigam os ministérios em construções sustentáveis. O Bloco K será o primeiro a passar por essa reforma, além da construção do edifício anexo do Ministério do Planejamento e da manutenção da infraestrutura deles.





Se o projeto for aprovado, a ideia é expandir a iniciativa para todos os demais prédios da Esplanada dos Ministérios, garantindo a sustentabilidade em toda a área. As técnicas adotadas vão reduzir o gasto de energia elétrica e promover o reaproveitamento da água.





Outras iniciativas

Os edifícios, de uma maneira geral, são responsáveis por 40% do consumo mundial de energia, além de emitirem 30% de gases que influenciam no aumento do efeito estufa. Para reverter, em parte, esse quadro, o governo federal inicia uma campanha de divulgação da importância das construções ecológicas em todo o País. Projetos como o Minha Casa, Minha Vida 2011, terão, obrigatoriamente, sistema de captação de energia solar. A secretária Nacional de Habitação, Inês Magalhães, anunciou no final de 2010 que 400 mil casas oferecidas para as famílias de baixa renda contarão com recursos sustentáveis.





Com esse mesmo objetivo, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) criou, no final de 2009, o Programa CBIC de Construção Sustentável. A CBIC, em parceria com empresários, organizações não-governamentais, centrais de trabalhadores e representantes acadêmicos, vem promovendo debates para discutir os sete tópicos prioritários do programa: mudança climática, energia, materiais e sistemas, resíduos, meio ambiente, infraestrutura e desenvolvimento urbano. A ideia é criar um documento com um conjunto de propostas e apresentar ao governo.







Os jardins e parques urbanos na educação e sensibilização ambiental

Os jardins e parques urbanos na educação e sensibilização ambiental





Autoria e fonte:
 
BiodiverCidades (Cultivar Ideias)


A exploração das afectividades, da criatividade, dos recursos Naturais e do respeito por todas as formas de vida são as características mais nobres de qualquer ser humano.

http://naturezaartehumana.blogspot.com/2011/02/os-jardins-e-parques-urbanos-na.html











"(...) A médio e longo prazos, a chave central desse futuro sustentável da política de ambiente passa, sem nenhuma dúvida, pelo entendimento da Educação Ambiental como elemento decisivo da competência cívica do nosso tempo: nos dias que correm não se pode ser cidadão sem algumas competências ambientais mínimas. Trata-se de uma outra e nova forma de alfabetização. Essas competências que hoje se afirmam e desenvolvem nas escolas, no trabalho muitas vezes silencioso e invisível de animadores culturais, de professores, de organizações não governamentais, são tão fundamentais como o foram e sempre serão o ler, o escrever e o contar."



Viriato Soromenho-Marques, O Futuro Frágil, 1998





Actualmente, a inter relação do homem com a natureza, assume na exploração dos recursos naturais a sua mais directa e importante influencia.





Quando acompanhada de respeito, sensibilidade, dedicação e arte, as actividades desta índole tornam-se a forma mais eficaz de proteger o meio ambiente e a natureza, as culturas das sociedades rurais e as pessoas que as mantêm vivas.



O incentivo às práticas do desenvolvimento sustentado, assumem cada vez mais um papel preponderante na continuidade e manutenção de práticas e atitudes que protejam o meio ambiente, natural e humano, mantendo paralelamente a capacidade de regeneração e enriquecimento dos recursos naturais



É no modo de apresentação que se favorecem os factores pedagógico e didáctico desta relação, através de actividades específicas que possibilitam ao “utente” de umas, poder igualmente usufruir, aprender e enriquecer com as outras.





Por outro lado procura-se a actualização dos conhecimentos técnicos (do projecto e parceiros) através da formação contínua e do intercâmbio de conhecimentos com outras entidades nacionais e estrangeiras.



Neste contexto pretende-se, para além da componente educativa e didáctica, o reforço das condições efectivas de protecção e valorização do património Natural e cultural, através de várias acções de educação Ambiental e de conservação da Natureza, concebidas para o efeito, afim de que estas espécies possam a coexistir com o homem numa relação salutar e harmoniosas em contraposição ao crescente desinteresse e incompatibilização “necessidades”, o que só acontece pela ausência da informação e sensibilização, pelo que urge fazê-lo afim de que não se perca esta riqueza, que não é só material e de essencial importância para a nossa sobrevivência, mas também altamente enriquecedora do ponto de vista da estimulação dos nossos sentidos e pensamento positivo, ao nível da imaginação e da consciência e compreensão das coisas, tão fundamental e característica da condição humana.



Só a nós compete escolher a atitude a ter perante a vida e os seus fenómenos e maravilhas (a nossa e toda a restante), mas no plano existencial, a estimulação ou diversificação das escolhas é fundamental para um rumo maioritário e positivo, e é esta a principal escolha, ser positivo e sensível, construtivo e consciente ou negativo, insensível e desinteressado e semi-apático ao que se passa à sua volta.



Informar , ensinar e partilhar, parece-nos um factor essencial é é sobretudo nesta perspectiva que é pensado este projecto, na sua continuidade de varias temáticas, que é Belgais, pois este é mais que uma estrutura, mas sim uma filosofia, um modo de estar na vida e sociedade,



Actualmente, a inter-relação do homem com a natureza, assume na exploração dos recursos naturais a sua mais directa e importante influência.



Quando acompanhada de respeito, sensibilidade, dedicação e arte, as actividades desta índole tornam-se a forma mais eficaz de proteger o meio ambiente e a natureza, as culturas das sociedades rurais e as pessoas que as mantêm vivas.



O incentivo às práticas do desenvolvimento sustentado, assumem cada vez mais um papel preponderante na continuidade e manutenção de práticas e atitudes que protejam o meio ambiente natural e humano, mantendo paralelamente a capacidade de regeneração e enriquecimento dos recursos naturais.





A educação ambiental actual estrutura-se em torno do objectivo global da biodiversidade e sustentabilidade. Esse objectivo é a sua razão de ser, que jamais deverá ser esquecida. O encontrar novos caminhos de relação com os sistemas vivos, que não comprometa a capacidade de sustentação da vida sobre a Terra



Neste sentido convém salientar que o desenvolvimento sustentável é um caminho onde se procura equilibrar três grandes sistemas: o ecológico, o social e o económico. Assim, uma educação promotora dum tal desenvolvimento terá de abarcar o conhecimento, a reflexão e a prática que permitam equilibrar estes três componentes da vida humana no tempo. Neste contexto de designação convencional, permito-me aqui acrescentar o elemento humanista propriamente dito, pelo estímulo e valorização assumidos das características mais intrinsecamente humanas, dos afectos, das sensibilidades e da criatividade.



Num contexto puramente de uma grande cidade em que os referidos ecossistemas naturais se encontram a razoáveis distâncias de deslocação, os jardins assumem um contexto de relevância fundamental para o contacto directo da população com as dinâmicas e valores naturais no seu quotidiano comum.



Nesta abordagem, os jardins históricos, botânicos e urbanos em geral, tanto pelas suas dimensões, antiguidade e diversidade floristica, são um meio especialmente privilegiado para a sensibilização e divulgação da reaproximação da natureza as pessoas.



Pode-se ainda acrescentar que tendo em conta o elemento sensorial e de estimulação das afectividades, a cuidada beleza que esses jardins apresentam, é uma relevante mais valia para a prossecução dos objectivos

Maioria dos parques em Portugal não é sustentável

Maioria dos parques em Portugal não é sustentável


2011-02-08





Autor / Fonte: Lúcia Duarte


http://www.destakes.com/redir/1313d7adf57fef5794c975e87edf8e02



Ainda há um longo caminho a percorrer em termos da gestão sustentável dos parques e jardins em Portugal. Isabel Silva, da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, e, Francisco Manso, da Engirega, são unânimes ao traçar o cenário em que «a maioria dos parques em Portugal não são sustentáveis e são pouco promotores de biodiversidade».



«Estamos um pouco atrasados no modelo de gestão, em geral, que não faz recurso aos novos paradigmas. Normalmente, usamos ainda muitas plantas, sobretudo exóticas, que exigem muita mão-de-obra, muitos fertilizantes, e muita água. Por exemplo, em muitos casos, ainda se usa a relva, mas que não pode ser pisada e isso é um contra-senso. Não nos podemos dar ao luxo de ter uma 'coisa' só para olhar», explica a investigadora do Porto. É nesta perspectiva que a oradora do Workshop 'Espaços verdes em tempos de crise', integrado na Urbaverde, adianta que a crise «pode ajudar» a alteração esta situação. «A redução de custos na gestão de parques e jardins tem também inerente a redução dos impactos ambientais», sublinha.



Como tornar esses espaços mais sustentáveis? Requalificar não é o mais adequado, esclarece o especialista da Engirega. É que os custos associados são muitas vezes exorbitantes. «Uma das soluções passa por reduzir a intervenção humana nesses espaços, mas não abandoná-los. Por exemplo, os relvados - ainda muito usados em Portugal – se forem cortados com regularidade e deixadas as aparas no local não precisam de ser regados com tanta frequência», especifica Francisco Manso.A questão é que, mesmo que os municípios comecem a enveredar por estes princípios «é preciso informar as pessoas explicando que determinadas práticas são uma forma de reduzir os impactos ambientais do jardim, que precisa de menos água, e aumentar a sua biodiversidade». Pelo caminho, e em tempos de aperto financeiro, a redução dos custos é uma das vantagens associadas.



O também orador no Worshop da Urbaverde dá um caso prático: na construção de um jardim em Benfica (Lisboa) em que foi eliminada a relva, reduzida a área impermeabilizada [construída], recuperados materiais inertes para a construção de um lago e usadas sobretudo plantas autóctones, foi possível reduzir o orçamento para menos de metade do inicialmente previsto. «Fizemos um sacrifício em termos de estética, mas o ambiente e a biodiversidade ficaram salvaguardados. As espécies escolhidas permitem combater as infestantes e precisam de pouca água. O lago, construído com brita de uma obra em demolição ali ao lado, permitindo que cerca de 12 camiões de brita não fossem encaminhados para aterro, serve sobretudo para albergar rãs e como bacia de infiltração». A ideia é que o impacto ambiental de um jardim seja «zero», aponta Francisco Manso.



Para tal, diz a especialista da Universidade do Porto, responsável pelo elaboração de Códigos de Boas Práticas paras Espaço Verdes, é necessário «repensar a gestão da água, do solo, da vegetação e da biodiversidade. Basta ver que, no norte da Europa, por exemplo, a rega destes espaços é feita com água reutilizada, enquanto nós usamos água potável, o que completamento proibido nesses países.








Contagem decrescente para a 7ª Urba Verde



Fonte: http://www.semural.pt/index.php?mact=News,cntnt01,detail,0&cntnt01articleid=208&cntnt01origid=15&cntnt01returnid=117
--------------------------------------------------------------------------------



O futuro do urbanismo e da política do solo em Portugal vai ser o tema central da 6ª Grande Conferência do jornal “Arquitecturas”, que acontece dia 23 de Fevereiro no âmbito da 7ª Urba Verde, uma conferência que conta com o alto patrocínio do Ministério do...

O futuro do urbanismo e da política do solo em Portugal vai ser o tema central da 6ª Grande Conferência do jornal “Arquitecturas”, que acontece dia 23 de Fevereiro no âmbito da 7ª Urba Verde, uma conferência que conta com o alto patrocínio do Ministério do Ambiente e Ordenamento do Território e onde se pretende «apresentar as principais orientações para o que pode ser o futuro do território e do urbanismo em Portugal e, por outro lado, fazer um apanhado da política que temos (com a actual Lei do Solo) e da política que queremos», explica Inês Pereira de Lima, coordenadora da área de projecto do jornal “Arquitecturas”.

Em 2011, a organização repete o Encontro de Autarcas, cuja sessão de abertura vai contar com a presença da Secretária de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades, Fernanda Carmo.O tema é “Cidades Inteligentes, Sustentáveis e Criativas”, e, ao longo de todo o dia 24 de Fevereiro, os participantes vão ficar a conhecer melhor algumas cidades nacionais e internacionais que se destacam pelas suas políticas neste âmbito.



Uma das novidades da 7ª Urba Verde é o Espaço know-how, um «espaço das empresas para os profissionais», pela «necessidade de dar oportunidade às empresas de, mais do que mostrar, ensinar», anuncia a responsável. «Numa feira como esta, há muita inovação, mas nem sempre o que está exposto fala por si», prossegue Inês Pereira de Lima. A ideia é, então, que as empresas promovam uma sessão de esclarecimento e de demonstração para clarificar as potencialidades de um produto ou serviço específico.



Gestão de parques naturais insustentável



Ainda há um longo caminho a percorrer em termos da gestão sustentável dos parques e jardins em Portugal. Isabel Silva, da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, e, Francisco Manso, da Engirega, são unânimes ao traçar o cenário em que «a maioria dos parques em Portugal não são sustentáveis e são pouco promotores de biodiversidade».«Estamos um pouco atrasados no modelo de gestão, em geral, que não faz recurso aos novos paradigmas. Normalmente, usamos ainda muitas plantas, sobretudo exóticas, que exigem muita mão-de-obra, muitos fertilizantes, e muita água. Por exemplo, em muitos casos, ainda se usa a relva, mas que não pode ser pisada e isso é um contra-senso. . É nesta perspectiva que a oradora do Workshop 'Espaços verdes em tempos de crise', integrado na Urbaverde, adianta que a crise «pode ajudar» a alteração esta situação. «A redução de custos na gestão de parques e jardins tem também inerente a redução dos impactos ambientais», sublinha.



Primeiros financiamentos Jessica arrancam no final de Junho



Depois de uma primeira reunião, em Outubro de 2010, para definição da implementação do mecanismo financeiro, o JESSICA Portugal deve iniciar os primeiros financiamentos já no final de Junho.O fundo é uma iniciativa do BEI para financiamento de projectos de requalificação urbana, sendo que a os promotores de projectos devem assegurar condições para um retorno financeiro.O funcionamento do JESSICA Portugal e as suas potencialidades no desenvolvimento urbano sustentável vão ser o tema da apresentação de Carlos Lage, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), na sétima edição do UrbaVerde, evento que decorrerá de 23 a 25 de Fevereiro.



Mobilidade eléctrica precisa de financiamento



O presidente da Associação Portuguesa do Veíciulo Eléctrico, Robert Stüssi - que irá estar presente no “Encontro de Autarcas” - , defende que a próxima etapa na mobilidade eléctrica deverá passar pela formação de agentes que possam ser iniciadores da mobilidade eléctrica, dentro de empresas públicas ou entidades.A falta de financiamento, diz, é um problema, já que os resultados estão à vista: há cerca de dois anos realizou-se uma experiência em todas as capitais de distrito, com autocarros eléctricos que circularam durante três meses. «Houve resultados, mas o financiamento terminou», lamenta. Para o responsável, a única forma de avançar na mobilidade eléctrica é tentando aplicá-la a regiões-modelo, à semelhança do que acontece em alguns países europeus. «A ideia seria o governo estudar a melhor forma de financiar essas regiões-modelo. Estamos disponíveis para colaborar», sublinha.













Autor: Diana Catarino

Fonte: http://www.ambienteonline.pt/noticias/detalhes.php?id=10362









Fiscalização ambiental high tech: Veículos Aéreos Não Tripulados -VANTs serão usados para monitorar agressões ao meio ambiente em SP

VANTs serão usados para monitorar agressões ao meio ambiente em SP

VANT Tiriba, que será utilizado para monitoramento ambiental e áreas agrícolas pela Polícia Militar Ambiental de SP (Crédito: Divulgação)


Fonte: http://mundogeo.com/blog/2011/02/08/vants-serao-usados-para-monitorar-agressoes-ao-meio-ambiente-em-sp/

Autor: Alexandre Scussel

17h21, 08 de Fevereiro de 2011
 
Uma parceria entre o Instituto Inova e a Polícia Militar Ambiental do Estado de São Paulo irá otimizar as ações de monitoramento em áreas rurais e agrícolas. O projeto, que tem início previsto para fevereiro, permitirá que parte da detecção de infrações ao meio ambiente seja feita por meio da utilização de VANTs (Veículos Aéreos Não Tripulados) cedidos à polícia por uma das empresas parceiras do Instituto Inova, a AGX Tecnologia.




Operado por um sistema autônomo de navegação, o VANT possui alta capacidade de processamento de imagens georreferenciadas. Isso significa que o equipamento poderá identificar com precisão e eficiência áreas desmatadas, diminuição de áreas de preservação permanente (APPs), atividades de mineração em leito de rios, além de detectar crimes como queimadas, pesca ilegal e corte de vegetação nativa.



O comandante da 4ª Companhia da Polícia Militar Ambiental de Ribeirão Preto, capitão Luis Gustavo Biagioni, explica que a parceria, ainda em caráter experimental, visa dar sustentação aos estudos de implementação da nova tecnologia em um futuro próximo, em todo o Estado de São Paulo. Com o emprego dos VANTs, as patrulhas terrestres poderão ser direcionadas às ocorrências de forma precisa, gerando otimização das intervenções e diminuindo a sensação de impunidade, uma vez que o equipamento irá produzir provas concretas contra os agressores do meio ambiente.



As imagens captadas durante o monitoramento serão processadas pelo Instituto Inova e cedidas à polícia. O diretor da AGX Tecnologia, Adriano Kancelkis, explica que o modelo de VANT utilizado na fiscalização de áeras agrícolas possui uma hora de autonomia de voo, o que lhe permite sobrevoar 400 hectares a uma velocidade que pode variar de 80 Km/h a 120 Km/h.



Mais que benefícios capazes de otimizar o trabalho policial, a parceria entre Instituto Inova e Polícia Ambiental também tem como objetivo difundir o uso de tecnologias embarcadas, com o foco tanto no controle ambiental quanto na melhoria da produtividade do agronegócio.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Em 2010 Amazônia teve sua pior seca em cem anos: Mais emissão de CO2

Em 2010 Amazônia teve sua pior seca em cem anos


Fonte: http://eco4planet.com/blog/2011/02/em-2010-amazonia-teve-sua-pior-seca-em-cem-anos/



Embarcações encalhadas em Tefé, na Amazônia. Foto de Rodrigo Baleia/Folhapress



A Universidade de Leeds (Inglaterra), em conjunto com o Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia), publicou um artigo na renomada revista “Science” afirmando que em 2010 a Floresta Amazônica passou pela maior seca dos últimos 100 anos. Como resultado disso, as árvores mortas liberaram tanto CO2 quanto os EUA. E isso é muito, mesmo.



A pesquisa, liderada pelo britânico Simon Lewis, aponta que a seca de 2010 foi mais intensa e afetou uma área maior (3 milhões de quilômetros quadrados) contra “apenas ” 1,9 milhões em 2005, até então considerada a pior entre décadas.



O estudo apontou que com a seca a floresta vai emitir mais CO2 do que consegue absorver. Entre o ano passado e os próximos, a consequencia da seca será a emissão de cerca de 5 bilhões de toneladas de CO2. Isso porque o processo de decomposição das árvores mortas é lento.



Em condições normais a floresta absorve quase 1,5 bilhão de CO2, segundo estimativa do estudo.



Para ter uma ideia do estrago: os EUA geram cerca de 5,4 bilhões de toneladas de CO2 por ano, por conta da queima de combustíveis fósseis.



O climatologista do Ipam, José Marengo, no entanto diz que precisamos analisar os dados com muito cuidado “Reduzimos o desmatamento em cinco anos, mas um fenômeno natural deixou nossa absorção de CO2 na estaca zero. Se esses cálculos não forem bem interpretados, poderão ser usados a favor do desmatamento”.



Educação para a sustentabilidade será discutida em SP, no dia 9/02/2011.

Educação para a sustentabilidade será discutida em SP


February 7, 2011




Autor: Tulio Kengi Malaspina
 
 
Fonte: Planeta Sustentável e http://atitudeco.wordpress.com/2011/02/07/educacao-para-a-sustentabilidade-sera-discutida-em-sp/
 




Com o objetivo de trocar experiências de processos de ensino que contribuem para a sustentabilidade, o IPF – Instituto Paulo Freire realizará em São Paulo, no dia 9 de fevereiro, uma atividade expandida do Fórum Social Mundial de Dakar.



Gratuito, o evento tem em sua programação palestras de Moacir Gadotti, presidente do IPF, e Rose Marie Inojosa, presidente do Departamento de Educação Ambiental da Umapaz – Universidade Aberta do Meio Ambiente e Cultura de Paz. A mesa de diálogo será coordenada por Sheila Ceccon, do IPF.



Além de dialogar sobre educação para a sustentabilidade, os convidados falarão sobre a formação de cidadãos planetários, termo que será discutido de acordo com as experiências educativas de cada um. A atividade também será transmitida pelo site do IPF.



Educação para a Sustentabilidade

Data e Horário: 09/02, 16h às 18h

Local: Casa da Cidadania Planetária. Rua Pedro de Souza Campos Filho, 289. São Paulo/SP

Confirmar participação pelo e-mail juliatom@paulofreire.org

Mais informações: (11) 3021-5536



Atitude sustentável. NYC sem cigarros: é proibido fumar em parques e praias

NYC sem cigarros: é proibido fumar em parques e praias



fev 07, 2011 

Autor: Gilberto Junior

Em 2002, entrou em vigor a lei que proibia o fumo em bares e restaurantes de Nova York. Quase uma década depois, o assunto volta a ganhar destaque na mídia internacional: a câmara de vereadores da Big Apple aprovou o projeto de lei que proíbe o fumo em 22 quilômetros de praias e 1.700 parques da cidade.



O projeto contou com 36 votos a favor e 12 contra. “A saúde de quem não fuma não pode ser afetada negativamente porque algumas pessoas decidiram aderir ao hábito”, declarou a presidente da Câmara, Christine Quinn, ao New York Times.



“Nova-iorquinos que forem a parques e praias em busca de ar fresco poderão respirar um ar mais limpo e não terão de sentar em praias repletas de bitucas de cigarro”, comentou o prefeito Michael Bloomberg. “Não estou interessada em prisões, tampouco em receita. E sim na saúde pública”, disparou a vereadora Gale Brewer ao mesmo jornal.



Apesar de ser um dos supostos beneficiados, o vereador e maratonista Robert Jackson votou contra a lei. “Estamos caminhando para uma sociedade totalitária se começarmos a impor esse tipo de restrições.”



O vereador Daniel Halloran III disparou: ”Uma vez aprovada essa lei, o próximo passo será proibir o fumo nas calçadas, depois dentro dos carros das pessoas que estão transportando menores e depois nas residências.”



O Greenvana Style ouviu brasileiros que vão conviver com a nova restrição.



Rafael Azzi, relações públicas do joalheiro Jack Vartanian e que mora em NYC por lá há dois anos, não é fumante e não aprova a lei.“Eu acho um saco. Já não se pode fumar em nenhum lugar na cidade. Os parques são imensos. Tem lugar para todo mundo.”



“Acho muito radical. Concordo com a lei que proíbe fumar dentro de um estabelecimento fechado, mas em parques e praias é um pouco demais”, opina a stylist Gisella Lemos de Moraes, radicada há quatro anos na cidade. E fumante.



O movimento antitabagismo ganhou notoriedade em Nova York, acabou se espalhando para várias capitais importantes do mundo, como Rio de Janeiro e São Paulo. Nestas capitais, por exemplo, cigarros, cigarrilhas, charutos ou qualquer outro derivado de tabaco só são permitidos em espaços ao ar livre, residências, locais de culto religioso onde o uso do fumo faça parte do ritual e tabacarias.



O jornal O Estado de S. Paulo fez uma enquete online perguntando se os paulistas acham que a mesma lei deveria ser adotada em São Paulo. Mais de 72% aprovaram a ideia. Apenas 27,65% dos votantes acham que a medida não deveria ser “importada” para a maior capital do país



Polêmico, o assunto causa discussão principalmente entre fumantes e aqueles que não suportam uma fumaça de cigarro por perto. E você: é a favor da restrição de derivados de tabaco em locais públicos os privados que ficam ao ar livre? Conte já.


Tecnologia sustentável: Cinza da queima do bagaço de cana substitui areia na fabricação de concreto

Cinza da queima do bagaço de cana substitui areia na fabricação de concreto



Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mercado/me0502201126.htm


Autor: VENCESLAU BORLINA FILHO

DE RIBEIRÃO PRETO



A substituição da areia por cinzas da queima do bagaço da cana gerou um concreto 15% mais resistente do que o comum -feito com a mistura de pedra, cimento e areia.

A conclusão faz parte de uma pesquisa do departamento de engenharia civil da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos).

Segundo o professor responsável pelo estudo, Almir Sales, a mistura pode chegar a 50% do total da areia.

O maior ganho é ambiental, pela conservação dos rios, de onde se extrai a areia, e do solo das usinas.

Sales afirmou que a degradação dos rios com a extração da areia é imensa e que a falta de licenças ambientais para exploração têm deixado o produto mais caro.

"Atualmente, até 120 milhões de toneladas de areia de rio são consumidas por ano no Brasil", disse.

Já no caso das usinas, as cinzas se acumulam nos pátios e podem impermeabilizar o solo, além de gerar contaminação ou assoreamento de rios com a chuva.

De acordo com o professor, as usinas produzem cerca de 4 milhões de toneladas de cinzas por ano provenientes da queima do bagaço da cana. Cada tonelada de bagaço, segundo ele, gera cerca de 25 quilos de cinza.

"O trabalho com a queima do bagaço é fantástico na geração de energia, mas e as cinzas que restam? O que fazer com elas? Essa pode ser uma destinação", disse.



PROCESSO

A cinza é processada e peneirada até ficar idêntica a um grão de areia.

A mistura com cimento gera um concreto "levemente escurecido", diz Sales, e pode ser utilizada para obras de calçadas, guias e sarjetas.

"Para a construção predial, precisa ter regulamentação da ABNT [Associação Brasileira de Normas Técnicas], o que já está sendo tratado", disse o professor.

A pesquisa está em andamento há quatro anos.

O financiamento é da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).





segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Protocolo de Nagoia sobre biodiversidade é assinado em Nova York


Protocolo de Nagoia sobre biodiversidade é assinado em Nova York
 
 Fonte: http://www.mma.gov.br/sitio/index.phpido=ascom.noticiaMMA&idEstrutura=8&codigo=6469



Divulgação O documento pode ajudar na luta contra a biopirataria e na distribuição justa de lucros obtidos com a utilização de recursos oriundos da biodiversidade 03/02/2011



Carine Corrêa





O Brasil assinou nesta quarta-feira (2/2), na sede das Nações Unidas em Nova York (EUA), o Protocolo de Nagoia sobre Acesso a Recursos Genéticos e Repartição Justa e Equitativa dos Benefícios Oriundos de sua Utilização. Uma vez em vigor, o documento estabelecerá as bases para um regime internacional mais eficaz de acesso e repartição dos lucros obtidos com o uso da biodiversidade e com os conhecimentos tradicionais a ela associados.







A assinatura do Protocolo representa um importante passo para a conservação da biodiversidade em âmbito global, e também na luta contra a biopirataria e pela repartição de benefícios financeiros obtidos com a manipulação e comercialização de material genético extraído da diversidade biológica. O tema é de especial relevância para países megadiversos, como o Brasil, detentores da maior biodiversidade do planeta.







O documento foi adotado na 10ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) da ONU, realizada em outubro de 2010 em Nagoia (Japão). Sua aprovação representou a conclusão bem-sucedida de um processo de negociação que durou seis anos. Para que entre em vigor, o Protocolo precisa ainda ser ratificado por, no mínimo, 50 países.







Com a assinatura, o Brasil torna-se um dos primeiros países comprometidos a submeter o documento a um processo de aprovação interno (agora, o Protocolo será encaminhado à Casa Civil pelo Itamaraty, para depois ser levado à avaliação do Congresso Nacional), reafirmando seu papel de liderança no âmbito da CDB e o compromisso político que assumiu na conferência.







O secretário de Biodiversidade e Florestas do MMA, Bráulio Dias, explica que o País faz questão de ser uma das primeiras nações a ratificar o acordo. "Nós fomos um dos atores-chave na negociação deste Protocolo. O tema é muito importante para um país megadiverso no que se refere à utilização sustentável da biodiversidade, que deve acontecer de forma a respeitar e valorizar os locais fornecedores de matéria-prima e os detentores dos conhecimentos de populações tradicionais", diz.







Florestas - No mesmo dia, a ONU realizou o lançamento oficial do Ano Internacional das Florestas, durante a 9ª Reunião do Fórum das Nações Unidas sobre Florestas, que será finalizado no próximo dia 4/2. Durante o evento, os países-membro estão debatendo o papel das florestas nos desafios ambientais, econômicos e sociais contemporâneos.



Agenda: CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DA ÁGUA EM SÃO PAULO - 17 a 19 de março

Conferência Internacional da Água


Qui, 03/Fev/2011 17:33 Água & Esgoto


 
Evento reunirá acadêmicos, empresários e lideranças para debater a melhor forma de explorar os recursos hídricos por meio da inovação e da tecnologia.



O mau uso dos recursos hídricos tem sido uma das maiores preocupações da humanidade, que se vê diante de uma provável escassez de água caso nenhuma medida seja tomada. Com intuito de promover o debate sobre soluções possíveis, a Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP) realiza de 17 a 19 de março, em parceria com a Universidade do Novo México(EUA), a segunda edição da Conferência Internacional WITS 2011 – Água, Inovação, Tecnologia & Sustentabilidade. O objetivo é discutir o papel da tecnologia e da inovação na sustentabilidade e utilização dos recursos hídricos.



A exemplo da edição de 2009, realizada em Manaus (AM), a Conferência abordará o assunto a partir de quatro dimensões dos recursos hídricos: qualidade, sustentabilidade, disponibilidade e segurança. Importantes especialistas estarão presentes no evento, que é voltado a estudantes, professores, empresários, lideranças governamentais e pesquisadores.



“Será uma ótima oportunidade para propor soluções, disseminar as últimas novidades e tecnologias disponíveis no mercado nacional e internacional, além de criar estratégias de desenvolvimento econômico-sustentável e de cooperação acadêmicas, técnicas e empresariais sobre os recursos hídricos”, destaca o professor Tharcisio Souza Santos, diretor da Faculdade de Administração da FAAP e que está à frente no evento no Brasil.



Para participar, o interessado deverá fazer a inscrição pelo e-mail wits@faap.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. . As inscrições são gratuitas. Informações pelo telefone (11) 3662-7282.



Conferência Internacional WITS 2011



Datas: De 17 a 19/03/2011

Local: FAAP

Endereço: Rua Alagoas, 903 – Higienópolis – São Paulo / SP

Inscrições: wits@faap.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Informação: (11) 3662-7282



INFORMAÇÕES: FAAP / WN&P COMUNICAÇÃO

Tel: (11) 3662-7270/ 7271 – Fax: (11) 3662-7271

Jornalistas: Suelen Rodrigues ( suelen.rodrigues@wnp.com.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. )

Fabiana Dourado ( fabiana.dourado@wnp.com.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. )

SP 01/2011

MANUAL COMPLETO DO MDL PARA DESENVOLVEDORES DE PROJETOS E FORMULADORES DE POLÍTICAS - 2010

MANUAL DO MDL PARA DESENVOLVEDORES DE PROJETOS E FORMULADORES DE POLÍTICAS 2010








CDM/JI Manual for Project Developers and Policy Makers - 2010
Fonte: http://gec.jp/






The Manual was originally made for Japanese entities conducting Feasibility Studies (FS) for CDM and JI projects. As the CDM-related rules and procedures have been evolving and have become more complex, there has been growing demand for a comprehensive guide for the CDM, both in Annex I and non-Annex I countries.

Eyeing the entry into force of the Kyoto Protocol in February 2005, the Ministry of the Environment, Japan (MOE) and Global Environment Centre Foundation (GEC) as the secretariat of the CDM/JI Feasibility Study Programme responded to this demand by releasing the first version of the CDM Manual in December 2004 that aimed at being a comprehensive guide for a wide range of stakeholders to further promote CDM project activities.

The COP/MOP1 officially adopted the Marrakesh Accords, including the CDM Modalities and Procedures and the JI Guidelines, as well as recognised the endeavours that the CDM Executive Board (EB) had undertaken. Moreover, the JI Supervisory Committee (JISC) was officially established, and started to work from its 1st meeting in February 2006. JI-related rules are also rapidly being formulated referencing the EB efforts and CDM related rules, where appropriate. Under these circumstances, the MOE releases the CDM/JI Manual 2010, with the technical assistance of Pacific Consultants Co., Ltd.



The MOE hopes this manual will be of help to many CDM/JI project developers and policy makers and thus would contribute to the implementation of high-quality CDM/JI projects worldwide. Taking the MOEJ intention into account, GEC provides continuously a web-based platform for the wide distribution of the Manual.



* This CDM/JI Manual 2010 is updated to the results of the EB57 (14 October 2010) and the JISC23 (23 October 2010). For the most recent versions of the references please visit the UNFCCC website (http://unfccc.int/).




Table of Contents:



Chapter 1. Introduction to CDM

1.1 What is the CDM?

1.2 Key concepts of CDM

1.3 CDM institutions

1.4 CDM typology

1.5 CDM project cycle

1.6 Costs related to CDM project cycle

1.7 Resent status of CDM projects

Chapter 2. Project design document

2.1 Overview of the PDD

2.2 Contents of the PDD

2.3 A/R CDM project activities: Technical aspects

2.4 Programme of activities (PoA) design document

Chapter 3. Joint implementation (JI)

3.1 What is JI?

3.2 JI institutions and procedures

3.3 JI-PDD format

3.4 JI small-scale projects

Chapter 4. Japan's approach towards CDM/JI implementation

4.1 Approval of CDM/JI Projects

4.2 Support from Japan's Ministry of the Environment for CDM/JI

4.3 Other organizations' support for CDM/JI

Appendix 1 List of necessary forms and related documents

Appendix 2 Approved methodologies

Appendix 3 Methodological Tools

Appendix 4 Tool for the demonstration and assessment of additionality Version 5.2





MANUAL DO MDL PARA DESENVOLVEDORES DE PROJETOS E FORMULADORES DE POLÍTICAS 2006


Autoria e fonte: Ministério do Meio Ambiente, Japão e Fundação do Centro Global para o Meio Ambiente

download do manual: http://gec.jp/gec/EN/Publications/CDM_Manual-P.pdf

Prefácio

Este manual foi produzido originalmente para as entidades japonesas envolvidas com a realização de projetos do MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo), com o apoio do Ministério do Meio Ambiente do Japão.
Com a evolução e crescente complexidade das regras e procedimentos relacionados com o MDL, houve um aumento da demanda por um guia sobre o assunto, tanto nos países do Anexo I quanto nos países não-Anexo I.
Observando a entrada em vigor do Protocolo de Quioto em fevereiro de 2005, o Ministério do Meio Ambiente do Japão e a Fundação do Centro Global para o Meio Ambiente (GEC) atenderam essa demanda com o lançamento, em dezembro de 2004, da primeira versão do Manual do MDL, que tinha por objetivo ser um guia abrangente que favorecesse a promoção de projetos do MDL por uma ampla gama de interessados. A COP/MOP 1 adotou oficialmente os Acordos de Marraqueche, inclusive as Modalidades e Procedimentos do MDL, e reconheceu os esforços feitos pelo Conselho Executivo (CE) do MDL. Nessas circunstâncias, temos o prazer de lançar a última versão do Manual do MDL, atualizada com a assistência técnica dos consultores da Pacific Consultants Co., Ltd.
Esperamos que este manual seja útil a muitas pessoas, em especial aos desenvolvedores de
projetos e formuladores de políticas. Será grande a nossa satisfação se ele puder contribuir para a realização de projetos do MDL de alta qualidade no mundo todo.

Ministro do Meio Ambiente, Japão

Fundação do Centro Global para o Meio Ambiente


Antecedentes


O Protocolo de Quioto, adotado na terceira Conferência das Partes (COP3) na Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (CQNUMC), realizada em dezembro de 1997, entrou em vigor em fevereiro de 2005.
Para auxiliar as Partes a alcançarem suas metas de redução de emissões de gases de efeito estufa, o Protocolo definiu três inovadores “mecanismos de flexibilidade” para reduzir os custos totais incorridos para se atingirem as metas. Esses mecanismos são o MDL, a Implementação Conjunta e o Comércio de Emissões. O Japão planeja promover uma redução das suas emissões, levando em conta o uso desses mecanismos.
Desde 1999, o Ministério do Meio Ambiente do Japão tem apoiado a realização de estudos da viabilidade dos projetos do MDL, conduzidos por empresas privadas japonesas e ONGs. Esses estudos visam acumular know-how e experiência com os resultados dos projetos e as normas a serem observadas, tanto internacionais quanto nacionais, na busca por projetos promissores.

A Fundação do Centro Global para o Meio Ambiente é responsável pelo gerenciamento do Programa de Estudos da Viabilidade do MDL, atuando como secretariado.

Sumário


1. Introdução ao MDL ......................1

1.1 O que é o MDL?.........................1

1.2 Instituições do MDL ........ ...........3

2. Procedimentos do MDL ...............9

2.1 Ciclo do projeto do MDL ............9

2.2 Desenvolvimento do projeto do MDL ........... 10

2.3 Aprovação pelas Partes envolvidas ................ 16

2.4 Validação e Registro .................................... 16

2.5 Monitoramento, verificação e certificação até a emissão de RCEs ....... 19

2.6 Custos relacionados com o ciclo do projeto no âmbito do MDL ......... 24

3. Tipos diferentes de projetos do MDL ................................................ 31

3.1 Tipologia dos projetos do MDL ...................................................... 31

3.2 Atividades de Projetos de Pequena Escala no Âmbito do MDL.......... 32

3.3 Atividade de projeto de florestamento ou reflorestamento no âmbito do MDL (atividade de projeto de F/R no âmbito do MDL) ... 41

4. Documento de Concepção do Projeto do MDL (DCP) ......................... 50

4.1 Visão geral da versão 3 do DCP ....................................................... 50

4.2 Aplicação de uma metodologia de linha de base ................................. 51

4.3 Aplicação de uma metodologia de monitoramento .............................. 61

4.4 Duração da atividade do projeto/Período de obtenção de créditos......... 63

4.5 Impactos ambientais e comentários dos interessados ........................... 64

4.6 CDM-AR-PDD: aspectos técnicos ........................................................................................... .... 65

Apêndice 1 Aplicabilidade das metodologias aprovadas por tipo de atividade de projeto ........... 74

Apêndice 2 Aplicabilidade das metodologias aprovadas de Florestamento/Reflorestamento ................ 90

Apêndice 3 Aplicação da metodologia de linha de base ACM0001, versão 4 ............ 92

Apêndice 4 Aplicação da metodologia de linha de base ACM0002, versão 6 ............100
 
 
 
CDM Methodologies Guidebook




Auther: Naoki Matsuo

Publisher:

Ministry of the Environment, Japan (MOE)

Global Environmental Centre Foundation (GEC)

Climate Experts Ltd.

Date of Issue: December 2004

Format: A4

No. of Pages: 101

http://gec.jp/gec/EN/publications/CDM_Meth_Guidebook_E.pdf

Contents


Foreword and Acknowledgments PDF File (2.5MB)

Chapter 0 Introduction, Aim, Outline of this Manual

Introduction

Aim of the Guidebook

Outline of this Guidebook

Chapter 1 Theoretical Basis for CDM Methodologies PDF File (5.3MB)

What is Baseline?

The Role of Methodology and its Relation with PDD

Main Elements Constituting the Baseline Methodology

Theoretical Construction of Methodology

Other Extraneous Elements

Explanation and its Application of "Additionality Tool"

Viewpoint of Monitoring Methodology

Chapter 2 How to Describe NMB/NMM/PDD PDF File (1.1MB)

New Methodology for Baseline (NMB)

New Methodology for Monitoring (NMM)

Project Design Document (PDD)

Chapter 3 Theory on Grid Electricity Displacement Effect PDF File (3.1MB)

Needs for the Theory

Operating Margin and Build Margin

Methodology for Small-Scale CDM

Consolidated Methodology

Development of Consolidation ― Master Methodology

Theoretical Basis

Practical Exercise [Internal Grid Connected to External Grid]

Terminology






CER Estimation Toolkit - Version 2.0
 
http://gec.jp/gec/EN/Publications/CERToolkit.pdf



The Toolkit is released to assist the initial assessment of expected CERs generated from a CDM project activity.

In the case project participants plan to develop a CDM project, they should assess the feasibility and profitability of the planned project. However, the profitability of the CDM project depends on how many CERs to be generated and then issued. CERs are issued by the CDM Executive Board (EB) on the basis of the verification report and in accordance with the decisions by the COP/MOP and the CDM EB.

Therefore there are the increasing needs of project participants to estimate how many CERs are to be generated/issued.

The Ministry of the Environment, Japan, and GEC respond to this demand by releasing the CER Estimation Toolkit. The Toolkit provides the estimation of CERs generated from certain types of projects as follows:

Increasing the blend in cement production;

Substitution of fossil fuels with alternative fuels in cement plant;

Methane avoidance by anaerobic wastewater treatment;

Landfill gas recovery and flaring;

Methane avoidance through composting;

Electricity generation from biomass residues; and

Electricity generation from waste heat recovery.

The Toolkit has been updated as version 2.0, as of March 2007.



...........................................................................................................



domingo, 6 de fevereiro de 2011

Brasil ganha prêmio no Dia Mundial das Zonas Úmidas

Brasil ganha prêmio no Dia Mundial das Zonas Úmidas

 
31/01/2011 20:42 - Portal Brasil





 
No ano em que se comemora 40 anos da Convenção das Zonas Úmidas, a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, no Amazonas, vai receber o prêmio de primeiro lugar para Gestão Sustentável de Sítios Ramsar nas Américas, promovido pela Convenção sobre Zonas Húmidas de Importância Internacional — tratado intergovernamental conhecido como Convenção Ramsar.



A conquista do prêmio foi anunciada nesta segunda-feira (31). O prêmio foi entregue na próxima quarta-feira (2), em Huatulco, México, quando se comemora o Dia Mundial das Zonas Úmidas. Representantes dos países das Américas, entre eles o Ministério do Meio Ambiente, estão reunidos no México para simpósios temáticos, com a apresentação de atividades desenvolvidas nos Sítios Ramsar em cada país.



O Secretariado da Convenção lançou também a publicação comemorativa "Valores Líquidos de Ramsar", já disponível em espanhol na página eletrônica do MMA (link abaixo), com o histórico de implementação da Convenção de Ramsar e os desafios para o futuro, além de publicar em seu website, durante todo o ano, as experiências que concorreram ao prêmio.





Zonas Úmidas e florestas



O tema deste ano do Dia Mundial das Zonas Úmidas é "Florestas para a Água e para as Zonas Úmidas", motivado pelo Ano Internacional de Florestas comemorado em 2011, e uma referência à relação das zonas úmidas com os ambientes florestais.



Segundo a Convenção de Ramsar, zona úmida é uma área de pântano, charco, turfa ou água, natural ou artificial, permanente ou temporária, com água estagnada ou corrente, doce, salobra ou salgada, incluindo área de água marítima com menos de seis metros de profundidade na maré baixa.



A Convenção foi estabelecida em fevereiro de 1971, na cidade iraniana de Ramsar, por isso é também chamada Convenção de Ramsar. Hoje são 160 os países signatários e 1912 as Zonas Úmidas de Importância Internacional os Sítios Ramsar , que somam 186.963.216 hectares.



São onze os Sítios Ramsar brasileiros: Área de Proteção Ambiental da Baixada Maranhense (MA), Área de Proteção Ambiental das Reentrâncias Maranhenses (MA), Parque Nacional do Pantanal Matogrossense (MT), Parque Nacional do Araguaia (TO), Parque Nacional Marinho dos Abrolhos (BA), Parque Nacional da Lagoa do Peixe (RS), Parque Estadual do Rio Doce (MG), Parque Estadual Marinho do Parcel do Manoel Luíz (MA), Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (AM), Reserva Particular do Patrimônio Natural Fazenda do Rio Negro (MS) e Reserva Particular do Patrimônio Natural do Sesc Pantanal (MT).



O segundo lugar ficou para a Laguna Conchali, no Chile.









Fonte:

Ministério do Meio Ambiente





Conceito de 'compras sustentáveis' será inserido na Lei de Licitações


Conceito de 'compras sustentáveis' será inserido na Lei de Licitações


Autoria: Simone Franco / Agência Senado



04/02/2011 - 17h38





As compras e os serviços contratados pelo governo também deverão se submeter a critérios de sustentabilidade ambiental. Esse conceito poderá ser introduzido na Lei de Licitações (Lei nº 8.666/93) por projeto de lei (PLS 5/11) do senador Magno Malta (PR-ES). A proposta aguarda a indicação de relator na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA).



O primeiro acréscimo sugerido prioriza os requisitos de sustentabilidade ambiental na escolha da proposta considerada mais vantajosa para a administração pública. Em seguida, inclui-se como critério de desempate produtos produzidos ou serviços prestados por empresas que invistam em pesquisa e no desenvolvimento de tecnologia no país e em projetos e programas de proteção ao meio ambiente.



Por fim, o projeto recomenda que as compras públicas levem em conta, sempre que possível, a compatibilidade do bem a ser adquirido com as exigências relativas à conservação do meio ambiente. Depois de passar pelo crivo da CMA, a proposta seguirá para votação, em Decisão TerminativaÉ aquela tomada por uma comissão, com valor de uma decisão do Senado. Quando tramita terminativamente, o projeto não vai a Plenário: dependendo do tipo de matéria e do resultado da votação, ele é enviado diretamente à Câmara dos Deputados, encaminhado à sanção, promulgado ou arquivado. Ele somente será votado pelo Plenário do Senado se recurso com esse objetivo, assinado por pelo menos nove senadores, for apresentado à Mesa. Após a votação do parecer da comissão, o prazo para a interposição de recurso para a apreciação da matéria no Plenário do Senado é de cinco dias úteis., na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).



Segundo ressaltou Magno Malta, o projeto procura colocar a Lei de Licitações em sintonia com o artigo 225 da Constituição, que impõe "ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo [o meio ambiente] e preservá-lo para as presentes e futuras gerações".



"Ao valer-se de critérios sustentáveis em suas aquisições e contratações, a administração pública, como grande consumidora de bens e serviços, sinalizará ao segmento fornecedor a necessidade de ajuste de seus processos produtivos aos padrões de proteção ambiental, sob pena de ser excluído do mercado de compras estatais", argumenta Magno Malta na justificação do projeto.






Compras sustentáveis serão premiadas pelo governo federal


 
Sábado, 5 de fevereiro de 2011 às 17:21


http://blog.planalto.gov.br/compras-sustentaveis-serao-premiadas-pelo-governo-federal/



O poder de compra do governo federal é estimado entre 10% e 15% do PIB nacional. Para estimular políticas de preservação do meio ambiente, o governo federal vem incentivando os órgãos públicos a adquirir produtos sustentáveis, ou seja, que utilizem menos recursos naturais, contenham menos materiais tóxicos, tenham mais vida útil, consumam menos água e energia, gerem menos resíduos e possam ser reutilizados ou reciclados. Esse é o objetivo do Prêmio Equipe Sustentável e Edital Sustentável, lançado pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), que estará com as inscrições abertas a partir do próximo mês.




Além de identificar e valorizar iniciativas da administração pública com as chamadas “licitações verdes”, o Ministério também pretende reunir e compartilhar essas experiências, para que possam servir de referência a outras instituições.



“O setor público é um dos maiores consumidores de bens e serviços do mercado, e quando decidimos premiar as compras que levam em conta o desenvolvimento sustentável, mostramos a preferência pelos produtos recicláveis e menos poluentes, por exemplo”, diz Glória Guimarães, chefe da Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, responsável pelo Prêmio.





Critérios de premiação



Podem participar entidades da administração direta, autárquica e fundacional nas categorias Equipe Sustentável (contratos nas modalidades pregão, concorrência e tomada de preço) e Edital Sustentável (editais por meio de intenção de registro de preço ou de sistema de registro de preço). Serão selecionados os três melhores trabalhos de cada categoria, e os vencedores receberão de R$ 5 mil a R$ 15 mil.



Para a seleção, serão levados em conta critérios como: qualidade técnica do edital, especificação do material, valor total da aquisição, tempo de conclusão da licitação, impacto da contratação para a administração pública, inovação, eficácia da prática para a redução de gastos, desenvolvimento econômico e social, e proteção do meio ambiente. O edital do Prêmio foi publicado no Diário Oficial da União (DOU). Já as regras e orientações sobre as contratações sustentáveis estão previstas na Instrução Normativa SLTI nº 1/2010 do MPOG.



A expectativa de Glória Guimarães é que o evento leve os agentes públicos a refletir sobre a real importância das práticas socialmente responsáveis.



“A difusão desses conceitos poderá estimular a realização de outros eventos que valorizem também o trabalho de fornecedores que se preocupam com a preservação ambiental”, prevê.



Experiências públicas ao alcance de todos



A Caixa Econômica Federal é um exemplo, entre tantos outros, de empresas públicas que já aderiram, na prática, à questão da responsabilidade social, empresarial e ambiental. Ainda em 2004, a empresa aprovou suas Políticas de Responsabilidade Social Empresarial e Ambiental Corporativa, que se propunham a repensar os insumos utilizados na empresa.



Em 2007, criou o Comitê de Fornecedores, que desenvolveu iniciativas para viabilizar compras sustentáveis, e incluiu nas normas internas as primeiras referências ao assunto, que foram sendo aprimoradas em versões posteriores. Até agora, já foram realizados encontros em todas as regiões do país, com a participação de 579 fornecedores e 1,4 mil participantes.



Na avaliação do banco, a política de relacionamento com fornecedores “tem contribuído não apenas para a sua sustentabilidade, mas de seus fornecedores ao buscarem a inovação e oferecerem produtos mais sustentáveis tanto do ponto de vista ambiental, como social e de toda a cadeia produtiva.”



Desde 2006, por exemplo, a Caixa mantém um acordo de Logística Reversa, que prevê a redução de custos na aquisição dos produtos novos da empresa Lexmark, mediante a doação de cartuchos e fusores utilizados nas impressoras da empresa. Com essa medida, cerca de 89 toneladas de carcaças, além de não circularem pelo meio ambiente, são recicladas, gerando toneladas de subprodutos que são utilizados como matéria-prima para novos produtos. A devolução de cartuchos usados assegurou à Caixa R$ 14 milhões em subsídio do fabricante para a aquisição de novos cartuchos, o que nos últimos três anos gerou uma redução média de 47% no preço desse material. O acordo também beneficia a Oscip Moradia e Cidadania, que recebe R$ 15 do fabricante por cada cartucho devolvido pela Caixa. Segundo a empresa, já foi repassado R$ 1,62 milhão para projetos de inclusão social apoiados pela Oscip.



Para orientar as licitações para construção e reforma de agências e outras unidades, o Banco criou o “Guia Caixa para Sustentabilidade Ambiental”. Com base nessas orientações, a Caixa já incorpora em seus edifícios sistemas de iluminação de alta eficiência, climatização inteligente e isolamento térmico em coberturas. Quatro agências bancárias já receberam a etiqueta de Eficiência Energética do Inmetro/Procel: as agências Jardim das Américas, em Curitiba (PR), e Ingleses (SC), e os Edifícios Sedes de Belém (PA) e de Londrina (PR), que registram 25% de economia na conta de energia. Para reduzir o consumo de água, a empresa adquire louças e metais sanitários eficientes e de baixo consumo, substitui sistemas de refrigeração com condensação a água por aparelhos com condensação a ar, e usa sistemas de captação e aproveitamento de água da chuva, com economia de cerca de 50% de água.



A recém-inaugurada Agência Barco–Chico Mendes, unidade bancária itinerante com mais de 1,2 mil m2, construída sobre a estrutura de uma embarcação, conta com separação de lixo para reciclagem e dejetos secos, tem sua própria estação de tratamento de efluentes de esgoto – que permite lançar água 100% tratada no rio – e casco pintado com tinta não poluente. Seu sistema de iluminação foi construído com lâmpadas de LED, que promovem uma economia de 50% da energia, quando comparadas com as lâmpadas convencionais, não contêm mercúrio e duram mais de 25 mil horas.



Os editais também foram aperfeiçoados para a aquisição de produtos de tecnologia sem substâncias perigosas em concentração acima da recomendada na diretiva RoHS (Restriction of Certain Hazardous Substances) e constituídos, no todo ou em parte, por material reciclado, atóxico e biodegradável. Além disso, para reduzir o consumo de papel, energia e insumos de impressão, foram adotados sistemas de digitalização de documentos, sistemas de controle de impressões por pessoa e unidade, fax virtual e salas de videoconferência.



Com a otimização do parque de impressoras, houve uma redução da quantidade de máquinas em 59,37%, com consequente economia de energia, papel e toner. A Caixa passou de um atendimento médio de cinco empregados por impressora para 30 empregados por impressora, o que gerou uma economia de 56,7% dos gastos com insumos de impressão no período de março de 2005 até novembro de 2008, o equivalente a cerca de R$ 20 milhões.



Todo o papel A4 branco utilizado na empresa é certificado com o selo FSC (Forest Stewardship Council/Brasil) ou pelo Cerflor (Programa Brasileiro de Certificação Florestal) que indica que as fibras ou a pasta de celulose utilizada na fabricação do papel é originária de floresta plantada (ou seja, não utiliza florestas nativas para fabricação), e também não utiliza cloro para o branqueamento das fibras, e sim o dióxido de cloro, que é menos ofensivo.



“Os gestores operacionais de contratos estão sendo estimulados a conhecer e agregar critérios sociais e ambientais à especificação de novas contratações de bens e serviços, bem como a considerar o ciclo de vida de bens e insumos utilizados nos serviços, especialmente em relação aos métodos de extração e origem das matérias-primas utilizadas, processo de fabricação, forma de uso/aplicação e descarte/destinação”, informa a Caixa.



Em todas as operações de crédito destinadas a empresas com atividades econômicas potencialmente impactantes ao meio ambiente são solicitadas licenças ambientais. Também são realizadas análises socioambientais nas operações de crédito com valores iguais ou superiores a R$ 10 milhões, nas atividades econômicas que apresentem potencial de impacto ao meio ambiente.



Como principal agente financeiro da habitação, o Banco também incorporou critérios de sustentabilidade no financiamento habitacional. São exemplos disso a “Ação Madeira Legal”, em que a Caixa exige documentação que comprove o uso de madeiras nativas de origem legal em todas as obras e empreendimentos habitacionais que financia.



Já o “Selo Casa Azul” é o primeiro sistema brasileiro de classificação de sustentabilidade na habitação, que tem o objetivo de incentivar o uso racional de recursos naturais, reduzir custos de manutenção e promover a conscientização sobre as vantagens das construções sustentáveis. Lançado em 2010, o guia do Programa já registrou mais de 6 mil downloads, segundo a Caixa.



Os sistemas de aquecimento solar de água (SAS) são itens financiáveis em todos os programas e linhas de financiamento da Caixa, e contam ainda com incentivos em determinados empreendimentos do Programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV). Em 2010, foram contratadas mais de 36 mil unidades habitacionais com SAS, o que representa economia até 40% do consumo de energia elétrica.



Banco do Brasil, outro exemplo



Desde 2005 o Banco do Brasil implementou uma política específica de relacionamento com fornecedores, incentivando-os a adotar gestão socialmente responsável, e definindo acordos de serviços e de responsabilidade socioambiental. Além disso, o Banco não se relaciona com fornecedores que estejam envolvidos com a exploração de trabalho infantil, degradante ou escravo.



Questionado se observou economia de recursos com a adoção de compras sustentáveis, a assessoria do BB informou que “houve economia sob diversos aspectos, sejam eles financeiros e de recursos naturais. Mas o mais importante a ser avaliado, em nossa visão, foi o aprimoramento da relação do Banco do Brasil com os seus fornecedores. Dentro desse objetivo, observamos que o Banco, além dos critérios relacionados à economicidade, ao atendimento à legislação, às especificações de qualidade dos produtos e serviços, e à confiabilidade nos prazos de suprimentos, também implementou no relacionamento com fornecedores o atendimento aos requisitos de responsabilidade socioambiental.”



Diversos materiais e serviços compõem a lista de compras sustentáveis da instituição financeira. Todo o papel utilizado é certificado pela FSC ou pela Cerflor e 18,6% (1,5 mil t) provém de reciclagem. As carcaças plásticas de toner de impressoras são remanufaturadas, evitando o consumo de recursos naturais e reduzindo o volume de resíduos. Também foram adotadas parcerias com os fornecedores para a redução dos gastos com água e energia elétrica.



A empresa investiu, ainda, em equipamentos de tele e videoconferência, para reduzir o número de viagens aéreas realizadas pelos funcionários. Com essa medida, observou-se uma queda de 33% nas viagens aéreas realizadas em 2009, quando comparado com o volume de viagens de 2008. No transporte, o Banco passou a privilegiar, sempre que possível, a utilização do etanol como combustível para abastecimento da frota, seja própria ou contratada.