sábado, 10 de abril de 2021

Precisamos da inovação tecnológica em defesa do meio ambiente! 🌍🌐🌅🌲🌳🐢🐵🐸


 Qual a importância da inovação tecnológica?

29 Jan 2021 • 19:07


Há quem diga que a inovação tecnológica seja prescindível para a presença de uma empresa no mercado. Mas qual será o risco de permanecer na zona de conforto enquanto a rotina de toda a sociedade se torna digital?

De fato, é verdade que, para a realidade atual de muitas empresas, implementar novas ferramentas ainda não é questão de vida ou morte. Mas o empreendedor atento há de notar que quem está esperando o “momento certo” pode descobrir ser tarde demais.

Afinal, ferramentas que já nasceram poderosas para qualquer negócio têm sido refinadas cada vez mais depressa. Todos os dias, nasce uma startup com uma solução revolucionária.

Embora estatisticamente a maioria delas venha a fracassar, são tantas ofertas que muitas vingarão e transformarão a economia mais rápido do que será possível acompanhar.

Então, pensando bem, talvez seja, sim, questão de vida ou morte para as empresas que ainda “têm outras prioridades”. Mesmo porque, embora seja verdade que muitas empresas ainda sobrevivam sem inovações tecnológicas, permanecerem competitivas é outra história.

A economia evoluiu muito na última década e é possível que alguns empreendedores não tenham tido a sensibilidade para perceber como e por quê. Assim, o fato de que a tecnologia é protagonista dessa nova era é o que vamos ver a seguir.

Neste artigo, você vai entender o que é inovação tecnológica, por que ela é importante e quais são as tendências para os próximos anos. Acompanhe e confira!

O que é inovação tecnológica?

Se nos permitirmos à intuição, a compreensão popular nos dará uma resposta aproximada para essa pergunta. Nesse caso, inovação seria propor algo distinto e conveniente ao mercado. Inovação tecnológica é, portanto, a mesma coisa relacionada à tecnologia.

Porém, os empreendedores que desejam se valer desse conceito para agregarem valor às suas ofertas devem ir um pouco mais além. A inovação tem um custo, e compreender o que ela custa é fundamental para garantir os melhores resultados.

A seguir, vamos conferir quais são os paradigmas mais importantes da inovação e como a tecnologia pode estar envolvida em todos eles.

Conceitos de inovação



Segundo Clayton Christensen, professor da Harvard Business School, inovação é um conceito amplo, com causas e efeitos diversos. Sendo assim, é essencial para as startups estar a par desses contextos para aproveitar o melhor que a inovação pode oferecer.

No entanto, não devemos confundir inovação com invenção. Embora haja uma aproximação desses conceitos, as invenções são produtos de engenheiros e cientistas. As inovações, por outro lado, são propostas por empreendedores, muitas vezes veiculando invenções com fins comerciais.

Inovação incremental

O modelo mais comum de inovação visa à manutenção de uma empresa diante de seu público consumidor. Perceba, por exemplo, como as grandes líderes no mercado de smartphones frequentemente lançam novos aparelhos com pequenas modificações.

Ainda que não sejam nada revolucionários, já que continuam a cumprir o mesmos propósitos, 10 megapixels a mais na resolução de uma câmera é suficiente para garantir as margens de lucro.

A isso, damos o nome de inovação incremental. Trata-se de pequenos aperfeiçoamentos de um produto ou serviço que asseguram a continuidade das ofertas. Por isso, a inovação incremental é uma necessidade para que as empresas se mantenham competitivas. 

Inovação de eficiência

Também muito frequente, mas menos visível aos consumidores, as inovações de eficiência buscam otimizar a dinâmica da empresa. Seja para aperfeiçoar os processos de produção, relação com parceiros ou a experiência do cliente, esse tipo de inovação é tão importante para a competitividade quanto as inovações incrementais.

Inovação radical

As inovações radicais são resultado de intensa pesquisa e estudo, muitas vezes acidentais. Isso porque, antes de um produto ou serviço radical ser proposto, é preciso antes haver uma invenção que o justifique.

Nesse caso, é mais fácil para os empreendedores promoverem esse tipo de inovação quando a invenção já foi lançada. Afinal, desenvolver um produto inovador custa muitos recursos e não há garantias de que o mercado receba a oferta de acordo com as expectativas.

Inovação disruptiva

Cada vez mais popular na era digital, a inovação disruptiva ainda é muito mal interpretada. Muitos confundem disrupção com inovação radical. A razão é compreensível: inovações disruptivas causam profundas transformações no mercado.

Entretanto, segundo Christensen, a disrupção não é resultado de uma proposta revolucionária. Do contrário, se trata de uma oferta de simplificação e acessibilidade a um produto ou serviço geralmente caro e complexo. Essa oferta invariavelmente tem bases em um modelo de negócio otimizável a partir da tecnologia.

O efeito dessa conveniência pouco a pouco altera o contexto do mercado e leva uma startup a dominar todo um mercado. Foi isso que aconteceu com a Apple e seus computadores pessoais. Em alguns anos, não mais se ouvia falar naqueles computadores gigantes e complicados.

Transformação digital



Considere agora os elementos de todos esses modelos de inovação. Com exceção da inovação disruptiva, que é necessariamente tecnológica, todos os outros poderiam ser resultado de um novo modelo de trabalho, certo?

Uma dinâmica diferente entre os trabalhadores pode criar um produto diferente, ou acelerar os processos, ou criar um serviço completamente transformador. O mesmo resultado, porém, pode ser alcançado com novos programas, robôs ou um banco de dados inteligente.

Portanto, inovação tecnológica está em implementar recursos, a partir da tecnologia, que produzam resultados positivos para o propósito da organização. 

Assim, o paradigma da nova economia faz da inovação tecnológica uma necessidade. A razão disso está no fato de que o mercado está passando por uma revolução: a transformação digital.

Mas não se engane em pensar que transformação digital seja apenas manter um blog corporativo e utilizar chatbots na relação com os consumidores. Muito mais que isso, a transformação digital é um processo desafiador e necessário para todas as empresas que desejam se manter atuantes no novo mercado.

Qual a importância da inovação tecnológica?



Otimiza processos

Uma das grandes vantagens da inovação tecnológica, especialmente em função da transformação digital, é a otimização dos processos corporativos. É importante se lembrar de que a transformação digital se trata de uma cultura.

Uma vez que essa cultura está estabelecida, toda a atmosfera da empresa passa a ser digital, e isso reflete na presença de recursos que facilitam a rotina de trabalho em todos os aspectos. O resultado é uma organização mais fácil e criativa.

Fortalece a cultura organizacional da empresa

Como consequência de uma relação mais dinâmica, em que os setores podem se conhecer em níveis quantitativos profundos, passa a haver uma comunicação mais clara entre todos. Evidentemente, porém, isso só é possível se a liderança for capaz de implementar inovações tecnológicas com esse propósito.

Mais uma vez, o conceito de transformação digital é de suma importância, porque seus efeitos necessariamente afetam a estrutura organizacional empresa. Embora esse seja um processo desafiador, o resultado é uma colaboração virtuosa entre os profissionais, caracterizada por uma cultura estável e efetiva.

Agrega valor à experiência do cliente

Lucro é o objetivo de qualquer empresa no mercado, certo? Portanto, qualquer inovação que vise a aumentar as margens de lucro em raras exceções passa despercebida pelos consumidores.

Seja uma inovação que acelera processos, aperfeiçoa produtos ou otimiza a relação com o cliente, inovações sempre agregam valor à experiência do consumidor final. 

Assim, é seguro afirmar que qualquer implementação tecnológica bem pensada não apenas garante seus resultados diretos, mas também afetam positivamente a relação entre a empresa e seus clientes.

Aumenta a produtividade

O mesmo pode ser dito sobre os níveis de produtividade da organização. Afinal, por menores que sejam os efeitos positivos de uma inovação tecnológica, inevitavelmente a produção terá mais qualidade.

Isso pode ser entendido tanto como um efeito direto ou indireto da inovação. No caso das causas diretas do aumento de produtividade, temos, por exemplo, as:

  • automações;
  • simplificação de plataformas de trabalho;
  • integração de canais de comunicação.

Já as causas indiretas podem ser interpretadas a partir dos efeitos positivos que a inovação provoca em outros setores, o que garante mais domínio do mercado, proporcionando mais recursos. É o caso de:

  • chatbots;
  • marketing digital;
  • estratégia omnichannel.

Estimula a competição

Com vista em lucros, nenhum empreendedor deve se descuidar de seu mercado competidor. É fundamental saber o que e como seus concorrentes planejam oferecer mais valor aos seus consumidores.

Na medida em que uma empresa cresce, passa a ter potencial para satisfazer uma demanda cada vez maior. Sendo assim, a inovação tecnológica é tanto um meio de contribuir com essa escalabilidade quanto de garantir que as ofertas tenham mais qualidade.

Dessa forma, todos ganhamos, já que todos participamos da mesma sociedade de mercado. Pelo desejo de crescer, as empresas provocam uma aceleração da melhoria das ofertas por meio das inovações tecnológicas, permitindo o progresso ilimitado.

Quais são as tendências da inovação tecnológica?




Contudo, tratar de inovação tecnológica sem dar exemplos é muito vago. Afinal, do que exatamente estamos falando quando usamos esse termo? O que há de novo que as empresas podem utilizar como recurso que otimize sua presença na economia?

A seguir, vamos conhecer brevemente as tendências mais importantes da tecnologia e descobrir o que esperar para os próximos anos. Confira!

Big Data 

As tecnologias associadas a conceitos como big data e data-driven representam uma das mais importantes transformações da era digital. O ponto central dessas inovações está em entender dados como verdadeiros ativos de uma empresa.

A partir do rigor que só a tecnologia pode oferecer, o acúmulo de informações sobre clientes e processos é capaz de proporcionar insights poderosos, o que pode mudar o domínio de mercado de uma empresa.

Assim, com uma estrutura inteligente de coleta, enriquecimento, categorização e manipulação de dados, é possível gerar resultados analíticos:

  • descritivos;
  • preditivos;
  • prescritivos;
  • diagnósticos.

Inteligência Artificial e Machine Learning

Para quem gosta de ficção científica, a inteligência artificial é a maior evidência de que estamos no futuro. Hoje, os robôs não apenas são verdadeiramente interativos, respondendo todas as nossas perguntas, como também aprendem cada vez mais rápido.

É possível que, em breve, a capacidade da inteligência artificial em termos de processamento e aprendizado se equipare ao próprio potencial humano. Há quem tema até uma evolução que dê início a uma supremacia das máquinas.

Em todo caso, não se pode negar que os robôs têm sido um dos recursos mais importantes das empresas. Afinal, eles não precisam de motivação, descanso, alimentação e são facilmente programáveis para cumprir qualquer função.

Blockchain

Com a crise econômica de 2009, uma alternativa para o dinheiro deu origem a um dos sistemas mais inteligentes de descentralização de ativos. A blockchain, engenharia computacional desenvolvida para a criptomoeda Bitcoin, abriu precedentes impensáveis.

Basicamente, o sistema une a segurança da criptografia a uma rede de centros de comunicação que validam, juntos, todas as informações adicionadas ao sistema. Isso torna a manipulação incondicionada das informações praticamente impossível.

Em suma, a blockchain é maior revolução de todos os tempos no que diz respeito à proteção de dados de um sistema dinâmico (como a economia ou uma rede de contratos inteligentes).

Computação na Nuvem

Parte da transformação digital tem a ver com essa poderosa inovação tecnológica. A computação na nuvem permitiu que empresas pudessem armazenar dados digitais em um servidor independente. 

A redução de custos com espaços físicos e estruturas de tratamento de informação é enorme. Dessa forma, o mercado passou a ser um terreno fértil para uma multiplicidade de empreendedores que, antes, não podiam estruturar suas próprias plataformas de negócio.

Realidades Aumentadas, Virtuais e Mistas

Na era digital, especialmente para o varejo, um grande desafio é estabelecer confiança diante dos consumidores. Afinal, garantir que o cliente tenha uma boa experiência de compra depende de que ele esteja seguro ao tomar a decisão de engajar com a empresa.

Mas como assegurar que o cliente tenha uma boa impressão de um produto ou serviço que ele só vai experimentar depois de adquirir? Para isso, os recursos de realidade virtual, aumentada e mista podem ser os catalisadores de grandes negócios. 

A partir dessas tecnologias, os consumidores podem estabelecer uma conexão mais profunda em sua experiência. Assim, as empresas proporcionam uma amostra virtual de seus produtos ou serviços, ou até promovem uma interação única, garantindo a fidelização.

Internet das Coisas

Já não é nada extraordinário usar o smartphone para acessar a internet. Mas houve um dia em que isso era revolucionário. Hoje, o impressionante é descobrir outros objetos com acesso à internet.

Contudo, podemos esperar pelo momento em que vai ser tão comum encontrar uma geladeira com acesso à internet quanto um computador. A internet das coisas é uma constante, e cada vez mais esse conceito é explorado.

Por meio dessa inovação tecnológica, é possível otimizar os sistemas de comunicação com pouca ou nenhuma necessidade de observação humana.

Um hotel, por exemplo, poderá computar quantas garrafas de água existem em cada frigobar, de cada quarto, ao mesmo tempo em que calcula o valor a ser cobrado de um hóspede no check-out com base no seu consumo particular.

Existem ainda outras inovações importantíssimas que com certeza farão parte do nosso cotidiano nas próximas décadas. É de se esperar, portanto, uma transformação radical na sociedade e na maneira de convivermos.

Nesse caso, os empreendedores devem estar preparados para aproveitar toda oportunidade de implementar suas próprias estratégias de negócio.

O futuro é agora e se movimenta depressa, e, como pudemos ver neste artigo, não faltam recursos para explorar o potencial do mercado dessa nova era.

 

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Vigas de plástico não oxidam, é resistente e leve!

 Vigas de plástico superam vigas de concreto e de aço

Autoria: Redação do Site Inovação Tecnológica - 12/03/2021

SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Vigas de plástico superam vigas de concreto e de aço. 12/03/2021. Online. Disponível em www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=vigas-plastico-superam-vigas-concreto-aco. Capturado em 10/04/2021.

Vigas de plástico superam vigas de concreto e de aço
As vigas são fabricadas em pequenas peças, que são montadas no local da construção.
[Imagem: UPV]

Vigas impressas em 3D

Engenheiros da Universidade Politécnica de Valência, na Espanha, criaram uma nova técnica para fabricar vigas que promete revolucionar a engenharia civil, a arquitetura e o setor de construção como um todo.

As vigas são fabricadas em pequenos blocos, facilmente transportáveis, que são posteriormente montados no local de uso, como se fossem blocos de Lego.

Em lugar dos bem-conhecidos aço e concreto, as vigas são fabricadas de plástico por meio de impressoras 3D.

As vigas são reforçadas com elementos que garantem a rigidez da estrutura, sem usar nenhum componente metálico.

Vigas de plástico na construção civil

As vantagens da técnica, segundo seus idealizadores, são várias: As vigas pesam até 80% menos que vigas de concreto ou metálicas, o que significa que não são necessários guindastes ou caminhões pesados para transportá-las e instalá-las; economizam tempo e dinheiro em mão de obra e materiais; e podem ser impressas e montadas na obra, o que facilita sua instalação em qualquer lugar, por mais difícil que seja o acesso.

Além disso, o processo utiliza plástico reciclado como matéria-prima, dando uma nova vida a este produto e contribuindo para uma construção mais sustentável."Nosso objetivo era propor uma alternativa às atuais vigas de concreto armado. Elas são feitas com perfis construídos ao longo do comprimento da peça, que exigem instalação cara e são de difícil transporte," contou o professor José Ramón Albiol, coordenador da equipe.

Estrutura alveolar

A base do sistema está na estrutura interna dos perfis poliméricos.

"É uma estrutura alveolar, que permite diminuir a quantidade de plástico utilizado - e, portanto, seu peso - mantendo a rigidez estrutural," explicou Albiol.

Essa estrutura alveolar foi inspirada nos ossos humanos ao redor da epífise, onde há uma camada de osso esponjoso com disposição trabecular - a estrutura alveolar - e uma camada externa mais espessa de osso compacto.

"É isso que transferimos para estas vigas revolucionárias, especificamente para os seus perfis. É um sistema natural muito inteligente e a sua reprodução nestas vigas tira proveito dele, com um baixo peso estrutural e capacidade mecânica muito elevadas," completou Albiol.

Vigas de plástico superam vigas de concreto e de aço

O segredo da resistência das vigas de plástico reciclado está em sua estrutura alveolar.
[Imagem: UPV]

domingo, 31 de janeiro de 2021

FENG SHUI TRADICIONAL É... ARQUITETURA!




Sabemos que o Feng Shui tradicional ficou conhecido na China há mais de 3.000 anos e verificamos que teve grande influência na Ásia em países como a Coréia, Japão, Malásia, Indonésia, Singapura...e também é praticado até em Dubai nos Emirados Árabes Unidos.

Na Oceania, passou pela na Austrália e Nova Zelândia!.

Na Europa, a técnica de Feng Shui foi adotada na Inglaterra, Portugal, Espanha, Alemanha e outros.

Na América, o Feng Shui fez muito sucesso nos EUA e Canadá.

O Feng Shui é mais conhecido no Brasil mais como parte da decoração, adaptando à construção existente e ao baguá.

Porém, é importante mostrar o Feng Shui tradicional (ou clássico), já consagrado pelo uso, em forma de arte, representado nas construções novas e sustentáveis, projetadas pelos arquitetos "fengshuístas" pelo mundo, "sob medida ao cliente", como bem mostra e descreve o artigo da ArchDaily Brasil.

Aqueles que conhecem um pouco do conceito do fluxo da energia QI e a bússola Luo Pan, observem a preocupação dos autores com as curvas da edificação, a ventilação, a iluminação natural, a presença da água, da vegetação integradas ao meio ambiente nas imagens captadas.

"Aprenda princípios do Feng Shui através destes sete projetos*" no link:


quer saber mais? Siga:  https://instagram.com/yoko.kinafengshui?utm_medium=copy_link

https://arquiteturadeluzholistica.wordpress.com/2021/01/27/__trashed-2/

 

sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

Feng Shui ou não Feng Shui*?

 


Estamos trazendo um artigo muito interessante publicado* no site empirics.asia, com um olhar crítico para reflexão sobre o que é ou não Feng Shui, a seguir no nosso site:


https://arquiteturadeluzholistica.wordpress.com/2021/01/22/feng-shui-ou-nao-feng-shui/



segunda-feira, 27 de julho de 2020

Fritjof Capra: A pandemia vista de 2050

Autoria: por

 Fritjof Capra e Hazel Henderson / CSR Wire / Tradução Bruno Mattos - 13.07.2020 | Fritjof Capra| #Ciência ,  #Física


Imagem: Drew Beamer / Unsplash

Vamos supor que temos a possibilidade de despertar em 2050 e visualizar o mundo e suas transformações pós-pandemia, já bem definidas. O que temos a dizer sobre o que ocorria no passado, sobre as falhas e condições da humanidade, e quais mudanças seriam percebidas? Esta é a proposta do artigo escrito pelo físico Fritjof Capra e pela futurista Hazel Henderson, juntar indícios que temos com perspectivas imagináveis.

O Fronteiras do Pensamento 2020 debate a Reinvenção do humano, e o físico austríaco Fritjof Capra é um dos conferencistas que contemplarão o tema e as novas realidades da pandemia no mundo. Autor de best-sellers sobre as mudanças conceituais na ciência relacionadas às mudanças de visão de mundo e valores da sociedade, Capra é reconhecido mundialmente pela obra O Tao da Física. É, também, aclamado por seu trabalho na promoção da educação ecológica. 

>> O físico teórico austríaco Fritjof Capra é um dos grandes pensadores que debate a Reinvenção do humano no Fronteiras do Pensamento 2020. Garanta o seu acesso à plataforma digital.



Confira o artigo:

Imagine que estamos em 2050, olhando em retrospecto para a origem e a evolução da pandemia de coronavírus nas últimas três décadas. Extrapolando a partir de eventos recentes, oferecemos o seguinte cenário para essa visão desde o futuro.

Conforme adentramos a segunda metade do século XXI, finalmente somos capazes de interpretar os sentidos da origem e do impacto do coronavírus que atingiu o mundo em 2020 a partir de uma perspectiva evolucionária sistêmica. Hoje, em 2050, olhando em retrospecto para os últimos 30 anos de turbulência em nosso planeta natal, parece óbvio que a Terra assumiu a tarefa de ensinar uma lição à nossa família humana. O planeta nos mostrou a importância primordial de compreendermos nossa situação a partir de sistemas inteiros, identificados por alguns pensadores visionários já em meados do século XIX. Essa maior consciência humana revelou como o planeta funciona de fato, com sua biosfera viva extraindo poder sistemicamente do fluxo diário de fótons de nossa estrela mãe, o sol.

No fim das contas, essa consciência expandida ajudou a separar as limitações cognitivas e os pressupostos e ideologias equivocados por trás das crises do século XX. Falsas teorias sobre o progresso e o desenvolvimento humano, medido de forma míope a partir de preços e métricas baseadas apenas no dinheiro, como o PIB, culminaram em perdas sociais e ambientais cada vez maiores: poluição do ar, da água e da terra, destruição da diversidade biológica e perda de funções do ecossistema, todos exacerbados pelo aquecimento global, pela elevação do nível dos oceanos e por gigantescas alterações climáticas.

Essas políticas míopes também geraram colapso social, desigualdade, pobreza, doenças mentais e físicas, vícios, a perda de confiança nas instituições (incluindo a mídia, a academia e a própria ciência) e também uma redução da solidariedade comunitária. Elas também provocaram as pandemias do século XXI: SARS, MERS, AIDS, influenza e os muitos coronavírus surgidos em 2020. 

Durante as últimas décadas do século XX, a humanidade havia excedido a capacidade regenerativa da Terra. A família humana crescera até atingir os 7,6 bilhões de indivíduos em 2020 e dava continuidade à mesma obsessão por crescimento econômico, corporativo e tecnológico que havia dado início à crescente crise existencial que ameaçava a mera sobrevivência da humanidade. Ao alimentar esse crescimento excessivo com combustíveis fósseis, a humanidade aquecera a atmosfera a tal ponto que o consórcio de ciências climáticas da Organização das Nações UNIDAS (ONU), o IPCC, observou em sua atualização de 2020 que a humanidade dispunha de apenas mais dez anos para reverter essa situação de crise.

Já em 2000, todos os meios estavam disponíveis: possuíamos o conhecimento necessário e já havíamos desenvolvido tecnologias renováveis eficientes e sistemas econômicos cíclicos baseados nos princípios ecológicos da natureza. Em 2000, as sociedades patriarcais estavam perdendo o controle sobre as populações femininas em razão das forças da urbanização e da educação. As próprias mulheres haviam começado a assumir controle sobre seus corpos, e as taxas de fertilidade começaram a despencar antes mesmo da virada para o século XXI. Revoltas disseminadas contra o modelo econômico da globalização, imposto de cima para baixo, e suas elites masculinas dominantes levaram ao colapso da rota insustentável do desenvolvimento baseado em combustíveis fósseis, poderio nuclear, militarismo, lucro, ganância e lideranças egocêntricas.

Os orçamentos militares, que haviam suprimido os recursos de saúde e educação necessários para o desenvolvimento humano, foram redirecionados gradualmente de tanques e navios de batalha para guerras mais baratas e menos violentas calcadas na informação. No início do século XXI, a disputa internacional pelo poder estava mais voltada para a propaganda social, as tecnologias de persuasão, a infiltração e o controle global da Internet.

Em 2020, a pandemia do coronavírus disputava a prioridades nos estabelecimentos médicos com as vítimas das salas de emergência, fossem elas vítimas de ferimento por armas de fogo ou pacientes com outras condições que ameaçavam sua sobrevivência. Em 2019, um movimento de estudantes escolares em todo os Estados Unidos havia se aliado a profissionais da área médica para protestar contra a violência armamentista, vista por eles como uma crise de saúde pública. Não demorou para que surgissem leis mais estritas de controle de armas, acompanhadas pelo boicote dos fundos de pensão aos fabricantes de armamentos e o decorrente enfraquecimento dos lobbys armamentistas. Em muitos países, as armas foram recompradas dos proprietários pelo governo e destruídas, como já havia ocorrido na Austrália no século XX. Isso levou a uma grande queda das vendas globais de armamentos, fenômeno acompanhado por leis internacionais que exigiam licenças anuais e seguros de alto custo dos proprietários, enquanto a taxação global reduziu as dispendiosas corridas armamentistas vistas nos séculos anteriores. Hoje, os conflitos entre nações são em grande parte regidos por tratados internacionais e pela transparência. Em 2050, os conflitos raramente envolvem recursos militares – eles migraram para a propaganda de Internet, a espionagem e as guerras cibernéticas.

Em 2020, essas revoltas trouxeram à tona todos os problemas subjacentes às sociedades humanas: o racismo e a ignorância, passando por teorias conspiratórias, xenofobia e do “outro” enquanto bode expiatório, até chegar às diversas pré-disposições cognitivas, como o determinismo tecnológico, a cegueira de base teórica e um fatal e corriqueiro erro de compreensão que confundia dinheiro com riqueza. O dinheiro, como todos sabemos hoje, foi uma invenção útil: as moedas são simplesmente protocolos sociais (marcadores físicos ou virtuais de confiança) que operam em plataformas sociais com efeito em rede, cujos preços flutuam conforme o nível de uso e confiança de seus muitos usuários. Ainda assim, países e elites ao redor do mundo se deslumbraram com o dinheiro e as apostas no “cassino financeiro global”, estimulando ainda mais os sete pecados capitais em detrimento de valores tradicionais como cooperação, compartilhamento, ajuda mútua e a ética da reciprocidade.

Cientistas e ativistas ambientais haviam alertado para as terríveis consequências dessas sociedades não sustentáveis e esses sistemas de valor retrógrados durante décadas, mas até a pandemia de 2020 os líderes políticos e corporativos, bem como outras elites, haviam resistido com teimosia a esses alertas. Antes incapazes de romper com o estado ébrio derivado do poder político e do lucro financeiro, seus próprios cidadãos os forçaram a redirecionar o foco para o bem estar e a sobrevivência da humanidade e da comunidade da vida. As indústrias fósseis lutaram para manter subsídios e isenções tributárias em todos os países conforme o preço do petróleo e da gasolina despencavam, mas já não tinham a mesma capacidade para comprar favores políticos e apoio aos seus privilégios. Foi necessária a reação global de milhões de jovens, “ambientalistas raiz” e povos indígenas que entendiam os processos sistêmicos de nosso planeta Gaia – uma biosfera regulada e organizada de forma autônoma que, durante bilhões de anos, havia gerenciado toda a evolução planetária sem a interferência de seres humanos cognitivamente limitados.

Nos primeiros anos de nosso século XX, Gaia respondeu de forma inesperada, como já fizera tantas vezes durante a longa história da evolução. Os humanos derrubaram amplas áreas de florestas tropicais e se intrometeram de forma massiva em outros ecossistemas ao redor do mundo, fragmentando esses ecossistemas autorregulatórios e fraturando a rede da vida. Uma das muitas consequências dessas ações destrutivas foi que alguns vírus que até então viviam em simbiose com determinadas espécies animais “saltaram” dessas espécies para outras e, então, para o corpo dos humanos, onde eram muito tóxicos ou até mesmo mortais. Pessoas de muitos países e regiões, marginalizadas pela limitada globalização econômica voltada para o lucro, mitigavam sua fome comendo animais silvestres dessas regiões recém-expostas, matando macacos, gatos-do-mato, gambás, roedores e morcegos para utilizá-los como fontes adicionais de proteína. Essas espécies selvagens, portadoras de diversos vírus, também eram vendidas vivas em “mercados frescos”, expondo ainda mais as populações urbanas aos novos vírus.

Nos anos 1960, por exemplo, um vírus obscuro saltou de uma espécie rara de macacos utilizado na alimentação de humanos na África Ocidental. De lá ele se espalhou para os Estados Unidos, onde foi identificado como o vírus HIV e causou a epidemia de AIDS. Ao longo de quatro décadas, ela causou a morte de um número estimado em 39 milhões de pessoas ao redor do mundo, cerca de 0,5 por cento da população mundial. Quatro décadas mais tarde, o impacto do coronavírus foi rápido e dramático. Em 2020, o vírus pulou de uma espécie de morcegos para os humanos na China, de onde se espalhou rapidamente pelo mundo, deixando um número estimado em 50 milhões de mortos em uma única década e dizimando assim a população mundial.

Do privilegiado ponto de vista de 2050, podemos olhar em retrospecto para essa sequência de vírus: SARS, MERS e o impacto global das diversas mutações do coronavírus iniciadas em 2020. Essas pandemias acabaram sendo estabilizadas, em parte através da proibição estrita de “mercados vivos” em toda a China em 2020. Essa proibição foi replicada por outros países e mercados globais, dando fim ao comércio de animais silvestres e reduzindo vetores. Ao mesmo tempo, os sistemas públicos de saúde, cuidados preventivos e o desenvolvimento de vacinas e medicamentos eficazes foram aprimorados.

As lições básicas para os seres humanos nesses trágicos 50 anos de crises globais auto infligidas – os martírios das pandemias, cidades inundadas, florestas queimadas, secas e outros desastres climáticos cada vez mais violentos – eram simples, muitas delas baseadas nas descobertas de Charles Darwin e de outros biólogos dos séculos XIX e XX:

  • - Nós humanos somos uma espécie com muito pouca variedade de DNA.
  • - Evoluímos ao lado de outras espécies da biosfera do planeta através da seleção natural, respondendo a mudanças e perturbações em nossos vários ambientes e habitats.
  • - Somos uma espécie global, que migrou do continente africano para todos os outros, competindo com outras espécies e levando várias delas à extinção.
  • - Nossa colonização planetária e nosso sucesso na Era do Antropoceno do século XXI deveu-se em grande parte à nossa capacidade de nos aproximarmos, cooperarmos, compartilharmos e evoluirmos em populações e organizações cada vez maiores.
  • - A humanidade cresceu a partir de grupos errantes de nômades e passou a viver em vilarejos agrícolas estáticos, depois em cidadezinhas, depois nas grandes metrópoles do século XX, onde vivia mais de 50% de nossa população. Até a crise climática e as pandemias dos primeiros anos do século XXI, todas as previsões apontavam para o crescimento dessas metrópoles e uma população humana de 10 bilhões nos dias hoje, em 2050.


Agora sabemos por que as populações humanas atingiram seu ápice de 7,6 bilhões em 2030, conforme previsto no cenário mais otimista do IPCC, bem como nas pesquisas urbanas globais realizadas por cientistas sociais que documentavam o declínio da fertilidade em Empty Planet (2019). Os “ambientalistas raiz” atualizados com novos conhecimentos, as multidões de estudantes escolares, os ecologistas ao redor do mundo e as mulheres empoderadas se uniram a investidores e empreendedores mais éticos e preocupados com a natureza para tornar os mercados mais locais. Milhões de consumidores passaram a ser atendidos por cooperativas de pequenas redes movidas a energia renovável. Somavam-se a elas os empreendimentos corporativos do mundo todo que, mesmo em 2012, empregavam mais pessoas do que todas as empresas de fins lucrativos somadas. Essas empresas já não utilizavam falsas métricas orientadas pelo dinheiro ou pelo PIB: a partir de 2015, passaram a orientar suas atividades segundo diretrizes da ONU, o conjunto de 17 metas de sustentabilidade e regeneração de todos os ecossistemas e da saúde humana.

Essas novas métricas e metas sociais focavam sempre na cooperação, no compartilhamento e em maneiras mais sábias de desenvolvimento humano, empregando recursos renováveis e maximizando a eficiência. A sustentabilidade de longo prazo, se distribuída de forma igualitária, beneficia todos os membros da família humana a partir de uma lógica de tolerância com as outras espécies de nossa biosfera. A concorrência e a criatividade florescem com boas ideias, tornando obsoletas aquelas de menor utilidade, e andam de mãos dadas com padrões éticos baseados na ciência, qualificando a informação em sociedades mais autossuficientes e conectadas em todos os níveis, do local ao global.

Quando o coronavírus surgiu em 2020, de início as primeiras respostas humanas foram caóticas e insuficientes, mas logo se tornaram mais coesas e mudaram drasticamente. O comércio global encolheu, limitando-se ao transporte de bens raros e migrando para o intercâmbio de informações. Ao invés de enviar bolos, balas e biscoitos de um ponto a outro do planeta, passamos a enviar suas receitas, bem como outras receitas para criar comidas e bebidas de base vegetal. A nível local, implementamos tecnologias ecológicas: fontes de energia solar, eólica e geotérmica, iluminação de LED, veículos, barcos e até mesmo aeronaves elétricos.

As reservas de combustível fóssil permaneceram em segurança debaixo do solo, pois o carbono passou a ser visto como um recurso precioso demais para ser queimado. O excesso de CO2 na atmosfera proveniente da queima de combustíveis fósseis foi capturado por bactérias orgânicas do solo, plantas de raízes profundas, bilhões de árvores recém plantadas e em um reequilíbrio geral dos sistemas alimentares humanos, até então amparados no agronegócio, nas indústrias bioquímicas, na publicidade e no comércio global de alguns poucos vegetais provenientes da monocultura. Essa hiperdependência de combustíveis fósseis, pesticidas, fertilizantes e antibióticos em dietas cuja base era a carne de animais criados em cativeiro dependia das reservas minguantes de água potável e se mostraram insustentáveis. Hoje, em 2050, nossa comida é produzida localmente, incluindo muitos vegetais nativos e selvagens, agricultura em água salgada e outras plantas alimentícias afeitas ao sal (halófitas), cujas proteínas inteiras são mais saudáveis para as dietas humanas. 

O turismo em massa – e as viagens em geral – passaram por uma retração radical, bem como o tráfego aéreo e o uso obsoleto de combustíveis fósseis. As comunidades ao redor do mundo se estabilizaram em centros populacionais de tamanho pequeno ou médio, que se tornaram bastante autossuficientes graças à produção local e regional de comida e energia. O uso de combustíveis fósseis praticamente desapareceu, pois mesmo em 2020 ele já não era capaz de competir com o desenvolvimento acelerado de fontes renováveis de energia e as correspondentes novas tecnologias, nem à reutilização de recursos, antes desperdiçados, por uma economia circular que temos hoje.

Devido ao risco de infecções em grandes aglomerações, os sweat shops, as grandes redes de lojas e os eventos esportivos ou de entretenimento em grandes arenas desapareceram gradualmente. Os políticos democráticos se tornaram mais racionais, pois os demagogos já não podiam reunir milhares de pessoas para ouvi-los em seus grandes comícios. Suas promessas vazias também foram refreadas pelas redes sociais após a quebra desses monopólios voltados para o lucro em 2025; hoje, em 2050, eles são regulados como utilidades públicas, servindo ao bem público em todos os países.

O cassino global dos mercados financeiros entrou em colapso, e as atividades econômicas se deslocaram do setor financeiro para as cooperativas de crédito e os bancos públicos, dando origem aos setores colaborativos que conhecemos hoje. A manufatura de bens e nossas economias baseadas em serviços resgataram as permutas, o voluntariado informal e as moedas locais, bem como diversas transações não monetárias surgidas no ápice da pandemia. Como consequência da grande descentralização e do crescimento de comunidades autossustentáveis, a economia de 2050 é menos extrativa e mais regenerativa, e os abismos de renda e a desigualdade dos modelos de exploração obcecados pelo lucro desapareceram em sua maioria.

Ao levar os mercados globais à bancarrota, a pandemia de 2020 enfim derrubou a ideologia do dinheiro e do fundamentalismos de mercado. As ferramentas dos bancos centrais já não funcionavam, então o “helicopter money’ e os pagamentos diretos em espécie para famílias necessitadas, dos quais o Brasil foi pioneiro, tornaram-se os únicos meios para manter o poder de compra e suavizar a transição econômica ordenada para sociedades sustentáveis. Isso levou os políticos europeus e estadunidenses a criar dinheiro novo. Essas políticas de estímulo substituíram a “austeridade” e foram logo investidas em todos os recursos renováveis de infraestrutura em seus respectivos planos de Green New Deal.

Quando o coronavírus se espalhou para animais domésticos, gado e outros ruminantes, ovelhas e cabras, alguns desses animais se tornaram portadores da doença sem demonstrarem qualquer sintoma. Consequentemente, a matança e o consumo dessas espécies despencou no mundo todo. As pastagens e a criação industrial de animais correspondia a quase 15% das emissões globais de gases causadores do efeito estufa a cada ano. As grandes corporações multinacionais produtoras de carne foram apontadas por hábeis investidores como novo conjunto de “ativos ociosos”, na esteira das companhias de combustíveis fósseis. Algumas redirecionaram toda a sua estrutura para alimentos de base vegetal com diversos análogos de carne, peixe e queijo. Bifes se tornaram muito caros e raros, e as vacas passaram a ser propriedade das famílias, como a antiga tradição, em pequenas fazendas para produção de leite, queijo e carne, e também de ovos das galinhas.

Depois que vacinas caras e subsidiadas contra a pandemia foram desenvolvidas, as viagens globais passaram a ser permitidas somente com os atuais certificados de vacinação, usados, sobretudo, por comerciantes e pessoas ricas. Agora a maior parte da população mundial prefere os prazeres da comunidade, dos encontros e da comunicação virtual, bem como viagens locais com transporte público, carros elétricos e os veleiros movidos pelo vento e por luz solar que tanto amamos. Por consequência, a população do ar caiu drasticamente em todas as principais cidades do mundo.

Com o crescimento de comunidades autossustentáveis, despontaram em muitas cidades as assim chamadas “vilas urbanas” – bairros remodelados que combinam estruturas de alta densidade a amplas áreas verdes comuns. Essas áreas fomentam economias significativas de energia e um ambiente mais saudável, seguro e voltado para as necessidades da comunidade, com níveis muito reduzidos de poluição.

As cidades ecológicas de hoje incluem alimentos produzidos em edifícios com terraços solares, jardins vegetais e transporte público elétrico, pois os automóveis foram em grande parte banidos das ruas urbanas em 2030. As ruas foram reclamadas por pedestres, ciclistas e pessoas em pequenas motocicletas que perambulam por estabelecimentos comerciais de pequeno porte, galerias de profissionais autônomos e mercados onde é possível comprar direto do produtor. Os veículos elétricos solares para viagens intermunicipais costumam descarregar as baterias à noite para fornecer eletricidade para as casas de uso unifamiliar. Carregadores de uso livre para veículos solares estão disponíveis em todas as regiões, reduzindo o uso de eletricidade de base fóssil das obsoletas usinas centralizadas, muitas das quais faliram antes de 2030.

Após todas as mudanças profundas que nos trouxeram aqui, percebemos que agora nossas vidas são menos estressantes, mais saudáveis e mais satisfatórias. Hoje, nossas comunidades orientam seus planos para o futuro de longo prazo. Para garantir a sustentabilidade de nossos novos modos de vida, percebemos que era crucial recuperar os ecossistemas do mundo todo para que vírus perigosos para a vida humana permanecessem confinados em outras espécies, contra as quais são inofensivos. Para recuperar os ecossistemas a nível mundial, nossa migração global para uma agricultura orgânica e regenerativa prosperou, assim como os alimentos e bebidas de base vegetal, as comidas criadas em água salgada e os pratos com algas de que tanto gostamos. Os bilhões de árvores plantadas ao redor do mundo após 2020, assim como as melhorias da agricultura, levaram à recuperação gradual os ecossistemas.

Como consequência de todas essas mudanças, o clima global finalmente se estabilizou, e hoje as concentrações atmosféricas de CO2 estão de volta às 350 partes por milhão, um índice seguro. A elevação dos oceanos permanecerá assim por um século, e agora muitas cidades prosperam em locais mais seguros e elevados. Hoje as catástrofes climáticas são raras, embora muitos eventos climáticos continuem a perturbar nossas vidas, como já faziam em séculos anteriores. As muitas crises e pandemias globais, causadas por nossa antiga ignorância em relação aos processos planetários e ciclos viciosos teve consequências trágicas e de grande amplitude para os indivíduos e comunidades. Ainda assim, nós, humanos, aprendemos muitas lições dolorosas. Hoje, em 2050, ao olharmos em retrospecto, percebemos que a Terra é nossa maior professora, e suas terríveis lições podem ter salvado da extinção não só a humanidade, mas também muitas das comunidades vivas que compartilham o planeta conosco.

(Via CSRWire)

Fritjof Capra, Ph.D., físico e teórico de sistemas, é autor de diversos best-sellers internacionais, incluindo O Tao da Física (1975) e A Teia da Vida (1996). É coautor, ao lado de, Pier Luigi Luisi, do texto multidisciplinar A Visão Sistêmicas da Vida. Capra oferece um curso on-line baseado nesse livro.

Hazel Henderson, D.Sc.Hon., membro da Royal Society of Arts, futurista, analista de sistemas e de políticas científicas, é autora de “The Politics of the Solar Age” (1981, 1986) e outros livros que incluem “Mapping the Global Transition to the Solar Age” (2014). Henderson é CEO da Ethical Markets Media Certified B. Corporation, dos Estados Unidos, editor da Green Transition Scoreboard ® e também do livro e série de TV “Transforming Finance”, a serem lançados em breve. 


quarta-feira, 8 de julho de 2020

Parques naturais para serem mostrados!

concurso fotográfico
WIKI LOVES
EARTH 2020
NO BRASIL
levando as belezas naturais do Brasil para o mundo livre



WLE BR 2020 Test.svg

BEM-VINDO AO WIKI LOVES EARTH NO BRASIL
O WIKI LOVES EARTH (em português, Wiki ama a Terra) é um concurso fotográfico criado para incentivar pessoas do mundo todo a colaborem com suas fotos de áreas de proteção ambiental para a Wikimedia Commons, a nossa midiateca livre, do mesmo Movimento de voluntários que a Wikipédia. O concurso é organizado por voluntários da Wiki em parceria com a Fundação Wikimedia.
O propósito do concurso é incentivar a divulgação e o compartilhamento de fotografias de Unidades de Conservação sob licença aberta, de forma que possam ser admiradas e usufruídas por pessoas de todo o mundo!
O concurso ocorre em duas etapas. A etapa nacional será entre 1 de julho a 31 de julho de 2020. Um grupo de jurados especialistas em fotografia (vide lista abaixo) irá selecionar duas fotografias vencedoras, cujos autores serão premiados com a participação na Expedição De Volta ao Mato.
Na etapa internacional serão avaliadas 10 fotografias de cada um dos 32 países participantes e escolhidas as 3 melhores fotografias dentre elas. O primeiro colocado será premiado com uma bolsa para participar da Wikimania 2021, um encontro de voluntários das wikis do mundo todo que ocorrerá em Bancoque (Tailândia), ou voucher na Amazon do mesmo valor. Não é possível concorrer à segunda etapa, sem passar pela primeira.


COMO PARTICIPAR
  • Submeta fotografias inéditas de Unidades de Conservação brasileiras tiradas por você;
1- Consulte as Listas de Áreas protegidas, por estado brasileiro, nesta página
2- Selecione o Estado em que se encontra a área protegida
3- Encontre a área protegida e clique em “Enviar Foto"
ALERTA COVID-19: Não saia de casa! Incentivamos que você compartilhe fotografias tiradas antes da pandemia.
Por favor, fique em segurança e se mantenha saudável.
  • Respeite o regulamento do concurso;
  • Concorra às etapas nacional e internacional, sem limite para a quantidade de fotos por participante!


REGULAMENTO
  • Regra 1: Os participantes devem estar registrados na WIKIMEDIA COMMONS. O e-mail cadastrado deve estar ativo e atualizado para que os organizadores possam entrar em contato, caso a fotografia seja premiada;
 Criar uma conta
  • Regra 2: Todas as fotografias devem ser de autoria do participante. Elas podem ser enviadas individualmente ou durante uma sessão de upload em massa;
  • Regra 3: As fotografias devem ser enviadas durante o período de 1 de julho a 31 de julho de 2020. Embora as fotografias possam ter sido tiradas em qualquer momento, elas deverão ser carregadas dentro do prazo estipulado;
  • Regra 4: Todas as fotografias devem ser nomeadas de acordo com o seguinte modelo:
Nome do local_Nome do participante_(numeral da sequência de fotografias do mesmo local).
Exemplos:
  • Parque Estadual X_Fulano de tal_(01);
  • Parque Estadual X_Fulano de tal_(02);
  • Regra 5: Sugerimos que as fotografias apresentem coordenadas geográficas. Para os casos em que as câmeras fotográficas não adicionem a informação automaticamente, pode-se utilizar a coordenada central da Unidade de Conservação em que a fotografia foi tirada.
  • Regra 6: Todas as fotografias enviadas para o concurso serão automaticamente licenciadas sob a Creative Commons Attribution-Share Alike 4.0 (CC-BY-SA 4.0). Leia mais sobre aqui
  • Vale ressaltar que a Creative Commons Attribution-Share Alike 4.0 é uma licença livre. No Brasil, o direito moral sobre a obra é inalienável e a licença prevê que o seu uso deve ser feito mediante a citação do nome do fotógrafo;
  • Regra 7: Não serão aceitas fotografias:
    • cuja nomeação do arquivo não respeite as normas do Regulamento 4;
    • de terceiros, ou seja, que não sejam de autoria do participante que a está submetendo;
    • com marcas d'água ou assinaturas incorporadas, já que o nome do participante estará registrado nos metadados da fotografia;
    • abaixo de 2Mpix;
      • Vale ressaltar que fotos com corte severo do tamanho original ou propositadamente diminuídas pelo fotógrafo na hora da exportação (prática de scale down) dificilmente serão fotos vencedoras.
    • repetidas ou que já constem no banco de dados da WIKIMEDIA COMMONS, mesmo que seja de sua autoria;
    • de locais não pertencentes às Unidades de Conservação protegidas por lei (vide Lista de Unidades de Conservação abaixo);
    • que fujam ao tema, ou seja, não tenham sido tiradas em uma Unidade de Conservação ou que não abordem o tema proposto.
  • Regra 8: O resultado do concurso nacional será divulgado em 30 de agosto de 2020. Do internacional, entre outubro e novembro de 2020.
  • Regra 9: A premiação será fornecida apenas para residentes da República Federativa do Brasil maiores de 18 anos. Os 2 autores das duas fotos selecionadas pelo juri do concurso nacional terão direito a participar da Expedição De Volta ao Mato, o que inclui passagem aérea ou terrestre dentro do território nacional até o local de partida da expedição (cidade de São Paulo), transporte terrestre até a Unidade de Conservação, hospedagem e alimentação durante a expedição. Ao aceitar participar do concurso, os ganhadores se comprometem a:
  • informar com, no mínimo, dois meses de antecedência à data da expedição se terão disponibilidade para participar dela;
  • fornecer as informações necessárias (nome, documento, local de origem) quando contactado pelos organizadores, para a emissão de passagens aérea ou terrestres. A ausência de resposta pelo ganhador dentro do prazo estipulado será considerada como desistência;
  • respeitar aslimitações de custos durante a expedição;
Caso o(s) ganhador(es) não responda(m) e/ou não possa(m) comparecer à expedição, o prêmio será transferido automaticamente para o próximo colocado do concurso, o qual passará a ter os mesmos direitos e deveres descritos anteriormente.
Na eventual possibilidade de as Unidades de Conservação permanecerem fechadas no prazo de 1 ano a partir da divulgação do presente concurso, consequentemente impossibilitando a realização da expedição, os autores selecionados receberão um vale-presente (a ser definido pela organização do evento) no valor correspondente as passagens. Caso a expedição ocorra, os vencedores não poderão pedir o valor em vale-presente.


LISTAS
Região Norte
Região Nordeste
FOTOS ESPERADAS: