quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Tinta com biomassa absorve som e reduz chamas

Tinta com biomassa absorve som e reduz chamas

Com informações da USP - 13/02/2014
Tinta com biomassa absorve som e reduz chamas
O que mais surpreendeu os pesquisadores foi a resistência da tinta com biomassa às chamas. [Imagem: USP]

Um grupo de pesquisadores da Escola de Engenharia de Lorena (EEL) da USP desenvolveu uma tinta que utiliza bagaço e palha da cana-de-açúcar como aditivo.
E, além de decorar, a nova tinta melhora significativamente a absorção de som e diminui a propagação do fogo em um eventual incêndio - ao contrário das tintas látex normais, que são inflamáveis.
Como aproveita materiais que hoje são descartados ou subutilizados em substituição a derivados do petróleo, a tinta ainda tem como vantagens o menor impacto ambiental e um custo mais baixo.
"A escolha do bagaço e da palha da cana se justifica pela abundância nas regiões canavieiras e que, hoje, são rejeitos da indústria agrícola e precisam de uma destinação. Além disso, a substituição parcial do petróleo pela fibra natural reduz o custo de produção e o impacto ambiental quando o material for descartado," explica o professor Ângelo Capri Neto.
Tinta antirruído e antichama
A maior preocupação era se a adição da biomassa à tinta poderia influenciar na aderência do produto acabado.
"O resultado mostrou que não e, a partir daí, investigamos algumas outras propriedades do produto, tais como alteração da textura, absorção de sons e propagação de chamas após a aplicação do produto," disse Ângelo.

O pesquisador afirma a melhor absorção do som já era esperada, uma vez que ocorreu uma mudança da textura da tinta com a adição dos rejeitos da cana - o produto apresentou um aumento significativo de absorção de som (15 decibéis) em relação à tinta sem aditivos (10 decibéis).

O que mais surpreendeu os pesquisadores, contudo, foi a resistência do produto às chamas.
"A tinta látex é altamente inflamável. Então, se ocorrer um incêndio em um ambiente pintado com a tinta, a propagação da chama será alta. Percebemos que a palha da cana criou uma barreira, retardando esse efeito", disse o professor Ângelo.
Outro resultado do trabalho da equipe foi a utilização da lignina - uma macromolécula obtida do fracionamento do bagaço e da palha - para produção de resina fenólica e também para compor a formulação de tintas.

Dunas de Jornada nas Estrelas são fotografadas em Marte

Dunas de Jornada nas Estrelas são fotografadas em Marte

Redação do Site Inovação Tecnológica - 19/02/2014
Dunas de Jornada nas Estrelas são fotografadas em Marte
[Imagem: NASA/JPL-Caltech/Univ. of Arizona]




Dunas migratórias
A sonda espacial MRO (Mars Reconnaissance Orbiter), da NASA, flagrou o que parece ser um bando de dunas migratórias em Marte.
Dois detalhes chamaram a atenção na imagem.
A primeira é que as dunas parecem se movimentar na formação em V típica dos pássaros migratórios, que se arranjam nessa disposição durante o voo para diminuir o esforço.
Segundo os geólogos, o espaçamento entre as dunas pode ser explicado considerando fatores como quantidade de areia disponível, velocidade do vento e a topografia do terreno.
O segundo detalhe, que está chamando a atenção dos apaixonados pela exploração espacial, é que as dunas têm o formato quase exato do logotipo da série Jornada nas Estrelas, usado como um broche pelos exploradores da série.

Tribunal diz que lei antifumo de Belém é inconstitucional...Desembargadores fumantes?

19/02/2014 18h41 - Atualizado em 19/02/2014 22h13

Tribunal diz que lei antifumo de Belém é inconstitucional



TJ diz que texto da lei municipal é conflitante com legislação federal.
Segundo Inca, cigarro é associado a 84% dos casos de câncer de pulmão.





Do G1 PA
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O hábito do fumo deve aumentar as doenças pulmonares entre os europeus nos próximos 20 anos (Foto: PA/BBC)Decisão do TJ-Pa revoga lei municipal por
unanimidade (Foto: PA/BBC)
A lei municipal que proibia o fumo em locais de uso coletivo foi derrubada por unanimidade nesta quarta-feira (19), após decisão do Pleno do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Os desembargadores declararam a lei inconstitucional e, com o fim da proibição, o fumo estará liberado em lugares públicos fechados, desde que estes possuam arejamento.
Em nota, a prefeitura de Belém informou que a decisão do Tribunal de Justiça do Estado já está sendo analisada pela Procuradoria Geral do Município. O secretário municipal de Assuntos Jurídicos, Antonio Alberto Taveira, ressalta, no entanto, que mesmo com a referida decisão judicial, o uso de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos ou qualquer outro produto similar, derivado ou não do tabaco, em espaço coletivo fechado, privado ou público, continua vedado, uma vez que a decisão atinge apenas a lei municipal sem qualquer abrangência quanto à lei federal antifumo.
O fumo foi proibido nos locais públicos de Belém pela Lei Municipal 8713 de 2009. Segundo a ação movida pelo Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Estado do Pará (SHRBS), a legislação concorria com a Lei Federal 9294 de 1996, que regulamenta o uso do cigarro em ambientes fechados.
Para Fernando Soares, advogado da SHRBS, a decisão resolve o impasse criado com estabelecimentos comerciais que ofereciam áreas exclusiva para fumantes de acordo com as normas previstas na legislação federal, mas proibidas pela legislação municipal. "Várias empresas precisaram retirar os espaços reservados que possuíam, devido ao rigor na fiscalização da Vigilância Sanitária e a aplicação de multas" disse Soares.
"O município pode normatizar, mas não pode criar uma legislação concorrente à lei federal. O próximo passo é pedir a antecipação de tutela para garantir a validade imediata da decisão"" conta o advogado.
Ainda de acordo com o titular da Semaj, na forma do art. 9º, § 4 o da Lei Federal nº9.294/2006 com as suas alterações, continua sendo de competência do Departamento de Vigilância Sanitária do Município a fiscalização e sanção dos estabelecimentos que descumprirem a proibição, tendo em vista a preservação da saúde pública.
Riscos do cigarro
Segundo pesquisa do Instituto Nacional do Câncer, o fumo é responsável por 84% das mortes por câncer de pulmão e, além da doença, também é fator de risco para 26% das mortes de outros tipos de câncer, podendo aumentar as chances de câncer na boca, laringe, faringe, esôfago, fígado, pâncreas, rins, colo de útero, intestino e mama.

Segundo um estudo do Britsh Medical Journal divulgado na última sexta-feira (14), parar de fumar pode causar benefícios para o humor equivalentes ao uso de antidepressivos utilizados nos tratamentos de ansiedade e transtornos de humor.

Hotéis 100% livres do cigarro!

Deville adota política 100% livre do cigarro

http://www.paranashop.com.br/colunas/colunas_n.php?op=turismo&id=34527
[19-02-2014]

Desde o dia 17 de fevereiro, as oito unidades da Rede de Hotéis Deville espalhadas pelo país se tornaram 100% livres do cigarro. A medida, inédita entre os grupos hoteleiros com atuação nacional, tem o objetivo de garantir o bem-estar dos clientes e incentivar hábitos e práticas saudáveis.
A ação segue uma tendência mundial de diminuição do número de leitos para fumantes. Na Rede Deville, que possui unidades em Cascavel (PR), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Guaíra (PR), Maringá (PR), Porto Alegre (RS) e Salvador (BA), além de duas em construção nas cidades de Campo Grande (MS) e Campinas (SP), a redução vinha sendo gradativa.
Nos últimos cinco anos, os hotéis readequaram a oferta de apartamentos para não-fumantes, devido a uma demanda dos hóspedes. "Os próprios fumantes pediam para ficar em apartamentos para não-fumantes e isso nos obrigava a aumentar essa disponibilidade", explica o diretor de operações da Rede Deville, José Mário Espíndola.
Além disso, pesquisa divulgada em 2013 pela Universidade Federal de São Paulo aponta que o número de pessoas que fumam caiu 20% no Brasil, nos últimos seis anos. Em 2006, o percentual de tabagistas era de 19,3%, sendo que, no ano passado, esse número caiu para 15,6%. Ao todo, o Brasil tem 20 milhões de fumantes, sendo 533 mil adolescentes. A pesquisa ouviu 4,6 mil brasileiros, em quase 150 municípios.
A mudança no perfil do hóspede também foi notada nos restaurantes e nas áreas de lazer dos hotéis. "Atualmente, há uma exigência muito maior por uma estrutura para prática de esportes, como academias e pistas de caminhada", revela Espíndola.
Outro demonstrativo dessa preocupação maior com a saúde ocorre durante as refeições, quando as pessoas buscam alimentos mais saudáveis. "Com o passar dos anos, fomos aumentando o número de produtos light e diet no café da manhã, além de incorporar aos cardápios de almoço e jantar pratos mais leves", revela o diretor.
A partir de agora, os hóspedes da Rede Deville não poderão fumar dentro dos apartamentos e nas áreas internas dos hotéis. Porém, as unidades do grupo possuem espaços específicos para fumantes, com jardins, quiosques e outros ambientes externos.

O GRUPO
A Rede Deville começou suas atividades em 1974 com o Hotel Deville Colonial, no centro de Curitiba. Desde então, vem crescendo e se consolidando como um dos principais grupos hoteleiros do país. Atualmente, atua como operador e investidor nas regiões Sul, Sudeste, Centro Oeste e Nordeste, com nove hotéis, 1.479 acomodações e mais de 1.100 funcionários. Administra o São Paulo Airport Marriott Hotel (SP), Deville Salvador (BA), Deville Porto Alegre Aeroporto (RS), Deville Rayon Curitiba (PR), Deville Curitiba (PR), Deville Maringá (PR), Deville Cuiabá (MT), DevilleExpress Cascavel (PR) e Deville Express Guaíra (PR). Além disso, está construindo dois novos hotéis, em Campo Grande (MS) e Campinas (SP). Todas as unidades são propriedade do grupo ou operados com contrato de arrendamento, para garantir a consistência na prestação do serviço.

Campanha incentiva o turismo em Parques Nacionais

Campanha incentiva o turismo em Parques Nacionais

http://www.brasil.gov.br/turismo/2014/02/campanha-incentiva-o-turismo-em-parques-nacionais

Ecoturismo

Com investimentos em infraestrutura, sinalização e divulgação, o objetivo é aumentar a visita às unidades de conservação do País
por Portal BrasilPublicado: 17/02/2014 15:40Última modificação: 17/02/2014 15:40

Cativar e atrair turistas brasileiros e estrangeiros para a visitação dos Parques Nacionais é um dos objetivos da campanha promocional que será lançada pelo Ministério do Turismo, em parceria com Ministério do Meio Ambiente e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
A assunto foi tratado em uma reunião realizada na última quinta-feira (12), em Brasília, com a presença do secretário Nacional de Políticas de Turismo, Vinícius Lummertz, e representantes do ICMBio, entre eles, o presidente da instituição, Roberto Ricardo Vizentin.
Em 2013, os parques receberam cerca de seis milhões de visitantes, o que representou um acréscimo de 10% em relação ao ano de 2012. A campanha quer fortalecer os vínculos da população com a natureza, e que as pessoas sintam orgulho de poder compartilhar essas belezas naturais com outros, obtendo um crescimento de 20% nos próximos anos.
O Brasil é o primeiro no ranking de competitividade de atrativos naturais, entre 140 nações, avaliadas pelo Fórum Econômico Mundial. Os Parques Nacionais poderiam gerar, só com visitação, pelo menos R$ 1,6 bilhão por ano, sem considerar o efeito nos arredores, que ainda não foram calculados, de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).
“Estamos equipando alguns parques com infraestrutura para que atendam às necessidades dos turistas. Feito isso, precisamos de uma campanha promocional que mostre e incentive as pessoas a se encantarem com as paisagens e sentirem curiosidade de conhecer os lugares”, diz o secretário Vinícius Lummertz.
A campanha será veiculada na internet, em revistas, por folhetos, parada de ônibus, prédios públicos e por meio de vídeos promocionais, com prioridade para as 12 cidades-sedes da Copa do Mundo.
O público alvo é formado por famílias, jovens, casais e grupos que apreciam atividades ao ar livre. Além de mostrar as belezas naturais, a campanha pretende sensibilizar os cidadãos para a conservação dos parques, além de destacar a diversidade dos biomas brasileiros.
Em um termo de cooperação técnica entre o MTur e o ICMBio, assinado no final do ano passado, foram destinados R$ 10,4 milhões para infraestrutura de apoio ao turismo de 16 parques nacionais, próximos às cidades-sedes da Copa.
Fonte: 

MMA promove oito cursos de sustentabilidade em 2014

Quarta, 29 Janeiro 2014 15:50 Última modificação em Segunda, 03 Fevereiro 2014 16:10|
Paulo de Araújo/MMAÁgua, recurso finito: economizar é fundamentalÁgua, recurso finito: economizar é fundamental
Inscrições serão abertas a partir de fevereiro. Está prevista a participação de mais 400 servidores públicos.

TINNA OLIVEIRA

Com o objetivo de promover a responsabilidade socioambiental na administração pública, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) promove, este ano, mais oito cursos de sustentabilidade. Cada turma terá capacidade de receber até 50 participantes e as inscrições para a primeira turma serão abertas a partir de fevereiro. Os cursos serão realizados em Recife, Belém, Palmas, Porto Alegre, Curitiba, Aracaju, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.


A analista ambiental do MMA Angelita Coelho destaca que os primeiros cursos promovidos ao longo do ano passado contaram com a participação de 157 servidores, que avaliaram positivamente a iniciativa. Os participantes estão encontrando, nas palestras, alternativas que auxiliam na promoção da sustentabilidade no ambiente de trabalho. “A procura para as próximas turmas já está intensa”, destaca. “Esperamos continuar obtendo bons resultados com as turmas deste ano e conseguir, assim, tornar a administração pública brasileira mais sustentável”. 



AGENDA AMBIENTAL



Dos quatro cursos promovidos no ano passado, 157 servidores, de 89 entidades, foram orientados sobre gerenciamento de projetos, construções sustentáveis, eficiência energética, eficiência no uso da água, gestão de resíduos (plano de gerenciamento), qualidade de vida no ambiente de trabalho, sensibilização e capacitação dos servidores, análise do ciclo de vida e licitações sustentáveis.



A iniciativa faz parte do programa Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P), que tem como meta aprimorar e ampliar as ações de sustentabilidade na gestão pública e reforçar a implantação do programa nas instituições públicas. Atualmente, mais de 150 órgãos tem termo de adesão assinado com a A3P e mais de 400 servidores participam da rede A3P - canal de comunicação que serve para troca de experiências dos participantes.



PELO PAÍS



O primeiro curso deste ano acontecerá em Recife, nos dias 11, 12 e 13 de março, na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). A segunda turma será em Belém, de 18 a 20 de março, na Universidade Federal do Pará (UFPA). Nos dias 25 a 27 de março, será a vez de Palmas receber o curso. Em Porto Alegre, o curso acontecerá na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), de 1º a 3 de abril. 



De 8 a 10 de abril, será a vez de Curitiba. Em Aracaju, o curso acontecerá de 22 a 24 de abril. No Rio, ocorrerá no Jardim Botânico, entre 6 a 8 de maio. O último treinamento está previsto para acontecer de 13 a 15 de maio, em Belo Horizonte, no Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região. Em breve, será divulgado o período de inscrição de cada turma.



Reunião dos Comitês Temáticos da CBCS

CBCS está retomando nossas atividades e a partir da próxima reunião dos Comitês Temáticos,  irá disponibilizar ACESSO ONLINE EM TEMPO REAL para a participação de todos os interessados nos encontros dos nossos grupos de trabalho.   

Aproveitem e participem de qualquer cidade ou país, sendo necessário somente uma conexão com a internet! Com esta iniciativa o CBCS espera tornar o conteúdo dos encontros dos Comitês Temáticos mais acessíveis aos associados e o processo de troca de informações mais participativo.

As próximas reuniões já contarão com o ACESSO VIRTUAL em TEMPO REAL! Confira o cronograma e participe:

- Dia 21 de fevereiro às 10h00 - Comitê Temático Água sobre o Programa PURA e o Uso do BIM em sistemas prediais;
- Dia 21 de fevereiro às 14h00 - Comitê Temático Materiais sobre a Desmontagem de componentes construtivos e sua ecoeficiência;
- Dia 24 de fevereiro às 14h00 - Comitê Temático Gerenciamento de Riscos sobre a Segurança e Saúde no Ambiente de Trabalho.

O link de acesso virtual em tempo real para os encontros dos Comitês Temáticos será enviado via Informativo CBCS.  A disponibilização do link e a participação é um benefício exclusivo aos filiados CBCS. 

Virtual ou pessoalmente, esperamos por você na nossa próxima reunião!  

Equipe de comunicação CBCS


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Google investe mais de 1 bilhão de dólares em energias renováveis


Google investe mais de 1 bilhão de dólares em energias renováveis


Por Redação em | 18.02.2014 às 09h00 - atualizado em 18.02.2014 às 10h20
Usina de Ivanpah

Empresas de tecnologia são uma das maiores consumidoras de energia do planeta. Os gigantescos data centers consomem quantidades imensas de eletricidade, e a demanda por estruturas desse tipo é cada dia maior, ou seja, o consumo cresce exponencialmente. E o impacto ambiental também aumenta muito, fora os custos dessa energia.
Pensando nisso, grandes empresas da área estão procurando diversificar as fontes energéticas, e um dos focos são as energias renováveis, como energia eólica e solar. Porém, nenhuma empresa está usando mais energia limpa do que o Google, que já investiu mais de US$ 1 bilhão em 15 instalações. Para se ter uma idéia do volume do investimento, no mesmo período a empresa gastou US$ 2 bilhões para manter e atualizar o hardware de seus servidores.
O investimento mais recente e notório é a usina solar de Ivanpah, na fronteira entre os estados da Califórnia e Nevada, nos EUA, que é a maior usina térmica solar do planeta. Na estrutura, 347 mil espelhos refletem a luz solar abundante do deserto em uma torre com água, que ferve e faz girar uma turbina capaz de produzir 392 megawatts de eletricidade, o suficiente para alimentar 140 mil casas.
Porém ainda há um longo caminho pela frente. Por enquanto, apenas 34% do total de energia consumida pela empresa vem de fontes renováveis, mas ela se comprometeu a atingir a marca de 100%. Se todas as grandes empresas da área tomassem a mesma iniciativa, o impacto ambiental seria minimizado consideravelmente. 
Além do impacto ambiental, pode-se considerar a economia a longo prazo, pois a energia de uma fonte limpa vem com um preço bem menor, após um certo tempo de operação. Os custos para a construção e instalação de usinas eólicas e solares são altos, mas o custo da energia é praticamente zero após elas entrarem em operação.


O relatório de Riscos Globais do Fórum Económico Mundial de 2013 identificou as "crises de abastecimento de água" como o maior "risco social" para a prosperidade global.

Aumentar a sustentabilidade da água
18 Fevereiro 2014, 21:30 por Giulio Boccaletti

De acordo com algumas estimativas, para satisfazer as necessidades de uma economia global em constante crescimento será necessário destinar pelo menos um bilião de dólares por ano às infra-estruturas hídricas nos próximos 20 anos, o que representa cerca do dobro do valor que é gasto actualmente por ano.
Desde 2000, quando foram adoptadas as Metas de Desenvolvimento do Milénio das Nações Unidas, a comunidade global esforçou-se para aumentar o acesso a serviços básicos de água e saneamento. De 1990 a 2010, mais de dois mil milhões de pessoas obtiveram acesso a fontes melhoradas de água. Numa altura em que as Nações Unidas se preparam para adoptar os chamados Objectivos de Desenvolvimento Sustentável, como os sucessores das Metas de Desenvolvimento do Milénio depois de 2015, a infra-estrutura hídrica de grande escala deve ser colocada no centro do debate.

Normalmente as pessoas pensam que, para melhorar o acesso à água, é necessário cavar poços, tomar decisões ao nível comunitário e alargar os programas de ajuda a um número maior de pessoas. Contudo, estas medidas fundamentais são apenas parte de uma estratégia muito maior e na qual é necessário investir muito mais. 

De acordo com um relatório realizado recentemente pela UNICEF e pela Organização Mundial da Saúde, no âmbito do seu programa conjunto de monitorização dos serviços de água e saneamento, mais de 1,2 mil milhões de pessoas obtiveram acesso a água canalizada entre 1990 e 2008. Este número torna pequeno o impacto das fontes de "pequena escala" – desde a escavação de poços ao aproveitamento das águas fluviais – que muitos acreditam terem sido as mais importantes para resolver o problema. 

Na verdade, o número de pessoas que obtiveram acesso a água foi maior na década que antecedeu a adopção das Metas de Desenvolvimento do Milénio. A Índia e a China representaram a grande maioria desses ganhos, já que os dois países registaram um crescimento económico acelerado na década de 1990 e foram capazes de retirar um grande número de pessoas da pobreza.

Como estes exemplos sugerem, os países são mais bem sucedidos no fornecimento de serviços de água quando podem confiar no seu próprio crescimento económico para preencher a lacuna nos custos de infra-estruturas hídricas. Mas a brecha está a aumentar. O relatório de Riscos Globais do Fórum Económico Mundial de 2013 identificou as "crises de abastecimento de água" como o maior "risco social" para a prosperidade global. De acordo com algumas estimativas, para satisfazer as necessidades de uma economia global em constante crescimento será necessário destinar pelo menos um bilião de dólares por ano às infra-estruturas hídricas nos próximos 20 anos, o que representa cerca do dobro do valor que é gasto actualmente por ano. 

Enfrentar este desafio exigirá novas formas de pensar, inovação e acção em áreas como a energia hidroeléctrica sustentável, agricultura eficiente e acesso à água potável para as cidades. O primeiro passo deve ser assegurar que as infra-estruturas naturais - rios, aquíferos e áreas húmidas que determinam a quantidade, fiabilidade e qualidade da nossa água - podem continuar a funcionar. Em muitos casos, esta é, de longe, a opção mais eficaz em termos de custos para garantir a sustentabilidade da água a longo prazo.

Vários países em todo o mundo - da Colômbia e México à China e Estados Unidos - começaram a investir nesse sentido, provando que podemos melhorar os resultados através da planificação da nossa infra-estrutura artificial de uma forma que seja compatível com a sobrevivência e a saúde das bacias hidrográficas.

É claro que, mesmo que se destine apenas 10% do investimento total em recursos hídricos às infra-estruturas naturais rentáveis - a mesma percentagem que, por exemplo, a cidade de Nova Iorque destina à protecção da sua própria infra-estrutura natural, os reservatórios das Catskills - ainda é necessário conseguir cerca de 100 mil milhões de dólares por ano. 

A mobilização de capital a essa escala requer a alocação dos riscos certos para os investidores certos. Não é de surpreender que seja extremamente escasso o capital disponível para investimentos com poucos antecedentes, uma projecção incerta dos ganhos futuros e marcos regulatórios que ainda não foram testados na prática. A chave para aumentar os investimentos em infra-estruturas naturais é assegurar que, em cada etapa sucessiva de crescimento, haja uma quantidade de capital disponível de apoio ao risco. Para tal, será necessário contar com uma combinação adequada de capital público, privado e filantrópico. 

O capital público tem sido tradicionalmente o "tomador de risco de última instância", subscrevendo projectos de grande escala e financiando grande parte das infra-estruturas hídricas existentes. Mas, dadas as restrições de crédito, muitas instituições públicas não serão capazes de garantir o desenvolvimento de novas soluções. 

O capital privado - em particular as grandes quantidades de poupanças privadas nos países de rendimento médio - pode, em princípio, subscrever sozinho, novas combinações de soluções de infra-estruturas naturais e artificiais. Mas o capital privado enfrentaria custos de oportunidade significativos, e é improvável que os investidores escolham veículos com os quais têm pouca experiência. 

Isto torna o capital filantrópico – seja de fontes públicas ou privadas - um componente-chave da fase inicial de investimento. A filantropia tem um papel importante no que diz respeito a suportar os riscos enquanto se estabelece o historial necessário de soluções de infra-estruturas naturais essencial para atrair maiores fontes de capital público e privado. 

Ainda que as soluções de pequena escala, tais como a escavação de poços, continuem a ser uma parte importante dos esforços para garantir a segurança da água, um caminho verdadeiramente sustentável de gestão da água - em particular nos países em rápido desenvolvimento da América Latina, Ásia e África - exigirá o investimento de milhares de milhões de dólares em infra-estruturas. O processo de formulação dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável oferece uma oportunidade ideal para começar a traçar esse caminho.

© Project Syndicate, 2014.

www.project-syndicate.org

Tradução: Rita Faria