segunda-feira, 17 de junho de 2013

Parque Gezi: O parque que é pivô dos protestos na Turquia


Atualizado em  6 de junho, 2013 - 18:19 (Brasília) 21:19 GMT
Os planos para transformar o Parque Gezi, em Istambul, em um complexo com uma nova mesquita e um shopping desencadearam uma onda de protestos que se espalhou pela Turquia.
O que começou como um manifestação contra um projeto de desenvolvimento urbano se transformou em uma expressão mais ampla de insatisfação contra as políticas do governo, o qual os manifestantes dizem estar se tornando cada vez mais autoritário.
O uso excessivo da força pela tropa de choque da polícia ─ que usou gás lacrimogêneo e canhões d’água para dispersar um protesto pacífico, deixando vários feridos ─ aumentou ainda mais a tensão.
Também há questões relativas à escolha do Grupo Kalyon como a principal empreiteira do projeto. O grupo teria uma ligação muito próxima com o Partido da Justiça e Desenvolvimento (AK), do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan.
Mas há também um aspecto político mais profundo. Para alguns turcos, a proposta de reconstruir no local um quartel militar do tempo do Império Otomano tem um significado simbólico.
A BBC mostra abaixo como a área onde a onda de protestos teve sua origem está agora e como deverá ficar caso os planos do governo sejam colocados em prática.
Crédito: BBC
O Parque Gezi, uma área cheia de árvores dentro da Praça Taksim, é um dos poucos espaços verdes que ainda resistem no centro de Istambul.
Ele foi comparado à Praça Tahrir, no Cairo, Egito, o ponto central das manifestações que derrubaram o presidente Hosni Mubarak em 2011.
Faixas carregadas pelos manifestantes alegam que o plano para o parque pode ser comparado a uma hipotética proposta de transformar o Central Park, em Nova York, ou o Hyde Park, de Londres, em uma área comercial.
Os críticos afirmam que a decisão de seguir com os planos foi tomada muito rapidamente e sem o debate público e na mídia, que seria apropriado para decidir se vale a pena mudar a praça e o parque.
A Praça Taksim já foi palco de vários outros protestos em 2013, incluindo no dia 1º de maio, na qual a polícia também disparou gás lacrimogêneo contra manifestantes.

Felicidade, consumo e sustentabilidade

Felicidade, consumo e sustentabilidade



Interessante como a felicidade entrou em cheio nas discussões não apenas das pessoas, mas também dos economistas, das empresas e dos governos.
Por Paulo Itacarambi*
Uma grande rede de supermercados lançou um comercial baseado numa trilha sonora que pergunta: “O que você faz para ser feliz?”. E, enquanto rola a música, aparecem imagens de almoços em família, encontros de namorados, brincadeiras de crianças etc. E a letra lembrando que pra ser feliz é só começar.
Interessante como a felicidade entrou em cheio nas discussões não apenas das pessoas, mas também dos economistas, das empresas e dos governos. Esta semana mesmo, tanto no Facebook quanto na mídia, apareceram matérias dando conta de como jovens e mais velhos estão optando por estilos de vida mais simples e como essas opções já estão virando tendências que entram nos cálculos das indústrias.
Chamou a atenção o relato de uma jornalista brasileira que mora em Barcelona, cujos pais, em São Paulo, considerados de alta classe média, optaram por um estilo de vida mais simples depois de visitarem a filha na Espanha. Ao voltarem à capital paulista, mudaram-se para um apartamento menor e mais central, venderam carros, móveis, roupas e estão vivendo com bem menos e muito melhor. O estilo de vida baseado no “ter” acaba sendo uma escravidão, concluiu a jornalista, na matéria em que descreve a transformação dos pais.
Um caso que demonstra a tendência já adotada por algumas centenas de milhares de pessoas na Europa e nos Estados Unidos e que aos poucos se espalha pelo Brasil.
Não são poucos a se perguntar se essa transformação ocorre por necessidade ou por convicção. Algumas pesquisas divulgadas recentemente indicam que a mudança é pra valer.
Felicidade é…
Um recente artigo no jornal The New York Times mostrou que os jovens entre 18 e 24 anos estão se importando mais com os outros e com o mundo em que vivem, superando antigos valores e necessidades de consumo que já não os satisfazem. Um exemplo é o carro, que já não representa mais o ideal de liberdade. Esse ideal de liberdade hoje é representado pela capacidade de se relacionar com os outros.
Essa tendência de valorizar os relacionamentos pode ser verificada também no Brasil. A mais recente pesquisa do Instituto Akatu – Rumo à Sociedade do Bem-Estar – mostra que o brasileiro relaciona o bem-estar muito mais ao convívio social do que ao consumo. Ser feliz é: estar com a família; ter amigos e relacionar-se bem com eles; e ter saúde. A tranquilidade financeira é entendida como atendimento às necessidades básicas para uma vida decente: boa alimentação, educação, saúde, lazer. Acima disso, o dinheiro e as posses materiais, para o brasileiro, não trazem felicidade.
Um exemplo é o tema “afetividade”. Para a maioria dos que responderam a pesquisa, ela representa “passar mais tempo com a família e os amigos” do que “comprar presentes”. Essa preferência ocorreu em todas as classes sociais.
Então, será que as pessoas comuns já têm aberta a visão para uma profunda redistribuição de riquezas que permita acabar com a desigualdade?
É difícil saber. Porque a desigualdade não se manifesta apenas no nível de consumo, mas na educação, na cultura, no acesso às oportunidades e aos recursos, que são finitos e escassos.
Como fazer essa redistribuição?
Tradicionalmente, os países que lograram alcançar níveis mais igualitários entre seus cidadãos usaram de políticas públicas de incentivo ao consumo e de ampliação de acesso aos serviços públicos, com a inclusão de milhões de pessoas nas redes de educação, saúde e seguridade social, entre outras. Assim, surgiram cidadãos que exigem boas condições de trabalho e de vida. E bons produtos e serviços para consumir.
Esse modelo entrou em colapso no momento em que o consumo se sobrepôs ao bem-estar e o individualismo começou a falar mais alto que o sentido do coletivo. Chegamos ao ponto atual, com bilhões de excluídos para que poucos consumam muito e levem à exaustão os recursos finitos do planeta.
É preciso inventar outra forma de distribuir riquezas sem exaurir o planeta, mas garantindo a cada ser humano o necessário para uma vida digna, sem prejudicar a vida na Terra.
Isso é possível?
É o que a sustentabilidade está buscando provar. Sustentabilidade não é uma ciência exata nem um conceito acabado. Podemos considerar que é tudo o que dá sustentação à vida, mas a solução encontrada para um caso pode não servir para outro.
Deixar de andar de carro pode ser bom em Barcelona, que tem bom transporte público para todas as classes sociais, mas, em São Paulo, não será sustentável para o morador da Zona Leste, que perde quatro horas em ônibus, enquanto de carro faz o trajeto em duas horas.
O custo de vida é mais baixo nos países em que os serviços públicos funcionam melhor. Mas é nesses países que os salários são maiores.
Encontrar o equilíbrio entre renda, serviços públicos e sensação de bem-estar (que é individual) talvez seja o pulo do gato para o modelo de sustentabilidade que se busca construir.
As dicas podem ser garimpadas em todos os movimentos que envolvam a cidadania, como a Virada Sustentável, que se realiza em São Paulo.
A Virada Sustentável cria, sobretudo durante os dias em que é realizada, uma oportunidade para cidadãos se informarem e se engajarem sobre os temas da sustentabilidade e colocá-los em prática nos demais dias do ano. A abordagem positiva com que a Virada trata o assunto é fundamental para gerar o envolvimento das pessoas. É desse envolvimento que surgirá a criatividade e a ousadia para se construir o novo mundo de que precisamos.
Ontem (6/6), tivemos a primeira roda de conversa da série “Conta Aí”, com personalidades que atuam para transformar São Paulo numa cidade mais sustentável. O objetivo é promover bate-papos descontraídos com essas pessoas, que vão compartilhar sua trajetória de vida e sua atuação profissional com os espectadores e, dessa maneira intimista e informal, alertá-los sobre a sustentabilidade e o quanto podem contribuir.
Nesse primeiro bate-papo, Caco de Paula, do Planeta Sustentável, José Bueno, do Rios e Ruas, Wellington Nogueira, da Doutores da Alegria, e eu compartilhamos nossas histórias e refletimos sobre a sustentabilidade nos dias de hoje. Por meio dos nossos relatos tivemos a oportunidade de pensar sobre a questão de rios urbanos e a maneira como tratamos esses rios.
Também fomos levados a refletir sobre a maneira como as crianças enxergam a modernidade (com cidades cheias de prédios e carros), o que nos leva ao seguinte questionamento: as pessoas vão criar no futuro o que elas projetam em suas mentes hoje; então, como ensinar nossas crianças a ter uma visão mais sustentável sobre o futuro? Refletimos ainda sobre a felicidade em si e sobre o quanto nos perdemos em tarefas cotidianas e, com essa correria, acabamos desperdiçando nossa saúde e o papel da educação e da cultura, dentro e fora dos muros escolares.
Com diálogos descontraídos assim, tivemos a oportunidade de enxergar a sustentabilidade como um todo e pensar no nosso papel em tudo isso. Uma importante atividade para termos a virada sustentável de que tanto precisamos.
* Paulo Itacarambi é vice-presidente executivo do Instituto Ethos.
7/6/2013

Emissão de gases-estufa no Brasil cai 38,4% em cinco anos

05/06/2013 - 18h21

Emissão de gases-estufa no Brasil cai 38,4% em cinco anos

DE BRASÍLIA

http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2013/06/1290378-emissao-de-gases-estufa-no-brasil-cai-384-em-cinco-anos.shtml

Puxado pela queda significativa no desmatamento na região amazônica, o Brasil conseguiu reduzir em 38,4% a emissão de gases do efeito estufa entre 2005 e 2010, segundo estimativa divulgada nesta quarta-feira (5) pelo governo federal.
Os números são imprecisos, pela dificuldade natural de medição, em escala nacional, da quantidade de gases emitidos por indústrias e pelo setor agropecuário, por exemplo.
Por isso, oficialmente o governo nem chama os dados de "índice", mas de "estimativa". A margem de erro pode chegar a 15%, dependendo do tipo de fonte emissora dos gases do efeito estufa.
Os últimos dados do tipo, divulgados pelo governo, eram de 2005. Em 2009, o Brasil assumiu o compromisso voluntário de reduzir, até 2020, em até 38,9% o projetado para aquele ano em relação à emissão de gases causadores do efeito estufa.
Apesar do estado "muito avançado" do Brasil, como definiu o secretário de Políticas e Programas de Desenvolvimento do Ministério da Ciência e Tecnologia, Carlos Nobre, os números indicam que as reduções se limitaram ao universo das florestas.
Nas emissões geradas pela queima de combústiveis fósseis e pela indústria do petróleo e gás natural, por exemplo, houve um aumento de 21,4% na quantidade de gases na atmosfera - dobrando sua participação no total de emissões brasileiras.
Na agropecuária, setor que vem puxando pra cima o PIB brasileiro, houve aumento de 5,2% --índice quase igual aos 5,3% de outros setores industriais, como siderurgia e mineração.
O governo, no entanto, afirma que, apesar dos aumentos, eles cresceram menos do que vinha sendo projetado.

DESMATAMENTO
Mais cedo, a ministra Izabella Teixeira (Meio Ambiente) confirmou indicação dada em novembro, de que o desmatamento na Amazônia, em 2012, foi o menor desde que o governo começou a medi-lo.
O dado consolidado, medido pelo sistema Prodes, com satélites de alta resolução, aponta um desmatamento de 4.571 km² (equivalente a três cidades de São Paulo).
No ano anterior, o índice era de 6.418 km² --uma redução de 28,8%.

domingo, 16 de junho de 2013

Alimentos orgânicos...somente na xêpa!

05/06/2013 - 03h04

Vendas de orgânicos crescem, mas preço alto ainda é barreira para o consumidor

http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2013/06/1289625-vendas-de-organicos-crescem-mas-preco-alto-ainda-e-barreira-para-o-consumidor.shtml

CLAUDIA ROLLI
TONI SCIARETTA
DE SÃO PAULO

A venda de alimentos orgânicos no Brasil cresce em ritmo três vezes mais acelerado que a de todo o resto de itens oferecidos em supermercados. Natural.
Primeiro, por ser esse um nicho minúsculo aqui, com alto potencial de expansão e contínua oferta de novidades.

Segundo, porque desde sua regulamentação, em 2011, vem atraindo mais investimentos. E em terceiro lugar --mas não em último-- porque o apelo "saudável" já fisga sete em dez brasileiros, segundo pesquisa de hábitos de compra feito pela Nielsen.
O que não é natural é um consumidor pagar 45% mais pelo quilo de banana sem agrotóxico e três vezes mais por um suco, em comparação com não orgânicos.
A cada R$ 100 gastos ao mês por famílias com frutas, verduras, legumes e ovos, só R$ 4 foram com orgânicos em 2012, segundo pesquisa da Kantar Worldpanel. Em compensação, esse luxo já chegou a 10 milhões dos 47 milhões de lares pesquisados.


NAS PRATELEIRAS
De olho nessa gente, os supermercados ampliam a variedade de produtos orgânicos nas prateleiras e dizem conseguir, nas compras em larga escala, reduzir os preços de alguns itens.
As redes fecham contratos de longo prazo com fornecedores regionais e entram com a logística, diluindo o custo do transporte dos produtos.
No Pão de Açúcar, o preço de folhas orgânicas já é igual ao das tradicionais. "Em alguns casos, são até mais baratas", diz Sandra Sabóia, gerente da área no grupo.

Dez anos atrás, no Walmart, os itens orgânicos custavam até três vez mais do que os similares convencionais. Hoje, a diferença média é de 50%, segundo a rede.
Já um produtor de hortaliças de São Paulo diz que os preços não cedem em razão da lógica dos supermercados: "Varejistas vendem orgânico como produto da moda. Como tem quem pague, continuam praticando preço alto".
Ming Liu, coordenador do Projeto Organics Brazil, que reúne produtores, afirma que a venda cresce mais entre os alimentos "in natura". Mas o consumidor já começa a colocar em seu carrinho açúcar, café, sucos e geleias.
"Com o aumento da oferta e de pontos de venda, observamos uma leve redução das margens que o varejo transfere ao preço final. Mas não há indicação de que haverá quedas de preços significativas, já que a demanda é maior do que a oferta", afirma Liu.
Com ele concorda Marcio Stanziani, secretário da AAO (Associação de Agricultura Orgânica). Para diminuir o descompasso entre produção e procura, seria necessário suporte oficial ao setor, com financiamento específico e assistência técnica, diz Stanziani: "O preço só cairá se o governo der ao produtor de orgânico o mesmo apoio que dá ao convencional".

QUEM COMPRA MAIS
Consumidores de orgânicos do Brasil são homens e mulheres com renda alta, informados e mais preocupados com qualidade do que com marcas. A maioria das mulheres tem de 25 a 55 anos, marido e filhos. Entre os homens, a maior parte tem mais de 40 anos.
"De todos os gastos feitos por famílias das classes A e B, 30% são com orgânicos", diz Manuela Bastian, diretora da Kantar.
O varejo nota o flerte da nova classe média com esse mundo. "O consumidor compra o suco em pó, depois migra para o concentrado. Em seguida parte para o de caixinha e o de soja. O orgânico é o passo seguinte", diz Rodrigo Mariano, gerente de economia da Associação Paulista dos Supermercados.
Além de alguns preços mais baixos que os do grande varejo, feiras de orgânicos e empresas que entregam cestas oferecem informação ao consumidor. "Nosso público quer saber de onde veio a fruta, a história do produtor", diz Daniel Pascalichio, sócio do Apanã, único supermercado orgânico de São Paulo.
Já Carmen Mentone, da empresa de delivery Via Orgânica, diz perceber dois tipos principais de novos consumidores das suas cestas. "É a família que começa a fazer a papinha do bebê e a pessoa que enfrenta uma doença grave e passa a se preocupar mais com a alimentação."

Dona das marcas Sadia e Perdigão assina acordo pela pecuária sustentável

Dona das marcas Sadia e Perdigão assina acordo pela pecuária sustentável

Trabalho do MPF busca, principalmente, reduzir o desmatamento ilegal na Amazônia
A empresa BRF, criada a partir da associação entre Perdigão e Sadia, assinou nesta quinta-feira, 13 de junho, termo de ajustamento de conduta (TAC) proposto pelo Ministério Público Federal (MPF) para a regularização socioambiental da cadeia produtiva da carne nos Estados que integram o bioma amazônico. O acordo segue o modelo do documento assinado em 2013 por outros grandes frigoríficos do país.
Com a assinatura, a BRF assume o compromisso de comprar matéria-prima apenas de produtores rurais que não cometam desmatamento ilegal, façam a identificação das suas propriedades – por meio de inscrição nos cadastros estaduais existentes –, iniciem o processo de licenciamento ambiental e não tenham ocorrência de trabalho escravo, invasão de unidades de conservação, terras indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais. “É um amadurecimento da política de sustentabilidade da empresa. Além de assinar o TAC, nos comprometemos a apoiar todas as iniciativas do MPF no sentido de melhorar não só a cadeia produtiva da carne, como todo o ramo do agronegócio brasileiro”, disse Wilson Mello Neto, vice-presidente de Assuntos Corporativos da BRF, que também é responsável por marcas como Batavo, Elegê e Qualy.
Para o procurador da República Daniel César Azeredo Avelino, o acordo fortalece “demasiadamente o trabalho do MPF no combate ao desmatamento e ao trabalho escravo na região amazônica. Agora, temos papel de auxiliar as empresas a obterem com órgãos públicos os dados necessários ao cumprimento do TAC”. Avelino é coordenador do grupo de trabalho Amazônia Legal, vinculado à 4ª Câmara de Coordenação do MPF (meio ambiente e patrimônio cultural), que nos últimos vem atuando em prol da sustentabilidade da pecuária brasileira.
Segundo o procurador da República Felipe Bogado, com o acordo de hoje, “fecha-se o último elo com as grandes empresas do setor frigorífico. O foco passa a ser no acompanhamento e na fiscalização para que se garanta o efetivo cumprimento”. O também procurador da República Anselmo Henrique Cordeiro Lopes ressalta que o trabalho está constante evolução e que a experiência dessas empresas permitirá que os mecanismos de controle sejam aperfeiçoados: “Está claro que o Brasil vem elevando seu nível socioambiental. Com isso, ganha não apenas o cidadão, mas todo o mercado de carne brasileiro, inclusive com melhoria de sua imagem no cenário internacional”.
Fonte: MPF – Ministério Público Federal

Pesquisadores brasileiros estudam os benefícios da cerveja para o coração:Bebida sustentável?

Pesquisadores brasileiros estudam os benefícios da cerveja para o coração
05 de Junho de 2013 • Atualizado às 13h42



Além de comemorar o Dia Mundial do Meio Ambiente, a data cinco de junho também é lembrada por ser o Dia da Cerveja Brasileira. Para a alegria de muitos brasileiros, os pesquisadores não cansam de produzir estudos em busca dos benefícios da cerveja, uma das bebidas mais populares no país. A pesquisa mais recente avaliará o quão favorável pode ser o consumo moderado do líquido para o coração.
Esse estudo será conduzido pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) em parceria com o Hospital do Coração (HCor). O grupo avaliará dois grupos de voluntários: um de abstêmios e outro de pessoas que bebem cerveja regularmente.
Cientistas norte-americanos já descobriram que as leveduras encontradas na cerveja podem ser uma alternativa eficiente para o tratamento da malária (veja aqui), outros estudos internacionais demonstraram que a ingestão de cerveja em quantidades moderadas pode ter um efeito protetor nos vasos sanguíneos, o que evita o entupimento dos vasos e até um possível infarto.
O cardiologista Luiz Antônio Machado César, diretor do Núcleo Café e Coração do Instituto do Coração (Incor), afirmou ao Estadão, que esse efeito positivo nas artérias está relacionado ao álcool, às vitaminas B3 e B6, proteínas e sais minerais.
A pesquisa baseia-se em estudos que já demonstraram que o álcool pode ser benéfico para os vasos sanguíneos. Apesar de o Brasil ser o terceiro país com maior consumo de cerveja no mundo, a bebida é apenas tratada como instrumento de diversão. O estudo em questão busca avaliar o consumo como alimento.Com informações de O Estado de S. Paulo.
Redação CicloVivo

Convite: Etapas Preparatórias da IV Conferência Municipal de Meio Ambiente


Convite: Etapas Preparatórias da IV Conferência Municipal de Meio Ambiente

sábado, 15 de junho de 2013

Copa das Confederações: Turismo Sustentável em Brasília


É na capital federal, Brasília, que a Copa das Confederações da Fifa terá início no sábado, 15 de junho, quando a Seleção Brasileira receberá o Japão na partida de abertura do torneio. Mas como a cidade, conhecida por ser o centro dos três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário), 


É na capital federal, Brasília, que a Copa das Confederações da Fifa terá início no sábado, 15 de junho, quando a Seleção Brasileira receberá o Japão na partida de abertura do torneio. Mas como a cidade, conhecida por ser o centro dos três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário), tem se preparado para este megaevento em relação à sustentabilidade, principalmente em áreas como transporte, hospedagem, alimentação, lazer e compras?

Transporte
Para evitar problemas no trânsito durante a partida de abertura, o acesso às vias próximas ao Estádio Nacional Mané Garrincha serão interditadas. O torcedor terá à disposição cinco linhas especiais de ônibus fazendo a ligação entre a rodoviária, a rodoferroviária (antiga rodoviária interestadual), o Parque da Cidade Sarah Kubitschek e o local do jogo.
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Metrô de Brasília ajuda a reduzir o trânsito nas principais vias de acesso ao Plano Piloto
Foto: Renato Araújo/ABr
Até a rodoviária, o torcedor poderá usar o metrô, que funcionará das 7h às 22h, com 24 trens nos horários antes e depois do jogo. O preço da tarifa é R$ 2. Estarão à disposição, também, mil táxis trabalhando em esquema especial. Além disso já foram colocadas em pontos estratégicos placas bilíngues para ajudar os turistas estrangeiros.
A notícia ruim é que, ao contrário do previsto inicialmente, a cidade não terá o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que foi foi excluído da Matriz de Responsabilidades por solicitação do governo do Distrito Federal, que admitiu não haver tempo hábil.
Hospedagem
A três quilômetros da Esplanada dos Ministérios, o Hotel Mercure Brasília afirma adotar uma série de critérios ambientalmente corretos em sua gestão, desde pratos saudáveis servidos no restaurante, passando pela limpeza dos quartos feita com produtos ecológicos e redução do consumo de água e energia.
Os Hotéis Royal Tulip e Golden Tulip Brasília Alvorada estão situados no Setor de Hotéis de Turismo Norte, às margens do Lago Paranoá, que tem 48 quilômetros quadrados de extensão, cerca de 80 quilômetros de perímetro e foi criado a partir do represamento do Rio Paranoá, com o objetivo de melhorar a umidade do ar na cidade. Os empreendimentos desenvolvem boa parte das ações ambientais estabelecidas pela Embratur, no que diz respeito aos requisitos de sustentabilidade ambiental.
Alimentação
Quanto aos serviços e locais para os turistas se alimentarem, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes do Distrito Federal (Abrasel) preparou um guia impresso, para distribuição em toda a rede hoteleira da cidade e nos centros de atendimento ao turista, com 250 opções de restaurantes.
Entre as opções mais saudáveis estão o Restaurante Alice, no Lago Sul, onde a chef Alice Mesquita se destaca na gastronomia com produtos nativos - é uma das pioneiras na elaboração de pratos com elementos do Cerrado. O destaque fica por conta de sua mousseline de feijão azuki com ragu de lingüiça caseira e o minicrepe recheado com chantilly, calda de cagaita e crocante de baru.
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Cagaita, fruto típico do Cerrado, integra o cardápio da sorveteria Sorbê
Foto: Conrado/ Wikimedia
Já o Bhumi (terra em sânscrito), situado na Asa Sul, oferece uma alimentação orgânica e saudável elaborada a partir de ingredientes produzidos segundo critérios bem definidos. O espaço remete à preocupação com a sustentabilidade do meio ambiente e a saúde do corpo. O empreendimento tem parceria com a fazenda Malunga. No cardápio podem ser encontrados, além dos pratos vegetarianos e veganos, opções para os que necessitam de proteína animal, sendo todas comprovadamente de origem orgânica. Toda a alimentação oferecida no restaurante é totalmente livre de pesticidas, herbicidas, compostos químicos, hormônios e antibióticos.
Outras opções saudáveis em Brasília são o restaurante Lótus Azul, no bairro Sudoeste, o Bliss, no setor Bancário Sul, o Seletti, no Pátio Brasil Shopping. o Maori, na Asa Norte, e o Peixe na Rede (com delivery), também na Asa Norte.
Na hora da sobremesa, a sorveteria Sorbê, criada em Brasília pela empresária Rita Medeiros, oferece sabores como o jatobá, a cagaita, o pequi, o baru, o buriti, mama-cadela, o araticum e o babaçu. Sem o uso de gorduras hidrogenadas, os sorbês com frutos do Cerrado viraram mania na capital federal. Com menos de um ano, a sorveteria já abriu uma filial, dobrou o número de funcionários e se mantém fiel na aquisição de matéria-prima diretamente de produtores familiares, sem atravessadores, gerando renda no campo e movimentando a economia local.
Lazer
E engana-se quem pensa que as únicas opções de turismo em Brasília são as obras projetadas pela arquitetura de Oscar Niemeyer. Alternativas ao ar livre, que significam um contato mais próximo com a natureza, também são encontradas na capital federal. Entre elas estão o Jardim Botânico, Lago e Barragem do Paranoá e o Parque da Cidade Sarah Kubitschek. Outros destaques:
  • Chapada Imperial (DF) - é a maior reserva ambiental particular do Distrito Federal, com 4.800 hectares. Está localizada na Área de Proteção Ambiental de Cafuringa. A reserva, preservada desde 1986, tem cachoeiras, piscinas naturais e algumas cavernas com mais de um bilhão de anos. O passeio pelo ribeirão Dois Irmãos, que corre pelo canal formado por fendas em declive, é especial. Na região podem ser vistos animais típicos do Cerrado, como onça, lobo-guará, tamanduá-bandeira e tatu-canastra.
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Viveiro do Jardim Botânico conta com orquídeas do Cerrado
Foto: Divulgação
  • Parque Nacional de Brasília (DF) - unidade de conservação federal de 30 mil hectares, administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Entre os atrativos do parque estão duas trilhas para caminhadas. A menor, chamada Capivara, pode ser percorrida em 20 minutos. A trilha do Cristal d’ água é a maior, com duração de cerca de 1 hora. O parque tem também um centro de visitantes e animais de diversas espécies que habitam a mata.
Compras
Pão de tapioca do Ceará, café gourmet da Bahia, cogumelos champignon e shimeji cultivados no Distrito Federal, cosméticos de Mato Grosso, luminárias de Pernambuco, cachaças artesanais do Rio de Janeiro e joias do Rio Grande do Sul. Esses e vários outros artigos com a “cara do Brasil” poderão ser encontrados, a partir de quinta-feira (13), por quem passa pelo Aeroporto Internacional Presidente Juscelino Kubitschek.
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Produtos expostos na Mosaico Brasil, situada no piso de desembarque do aeroporto de Brasília
Foto: Rodrigo de Oliveira/ASN
A loja Mosaico Brasil (situada no piso de desembarque, em frente ao Café Viena) abrirá espaço a 122 produtores de mais de 310 tipos de produtos nacionais apoiados pelo Sebrae.
Ao todo, serão sete mil itens disponíveis ao público interessado em levar para casa uma lembrança, a preços que variam de R$ 5,50 a R$ 448. A loja ficará aberta todos os dias, das 8h às 20h, com atendimento também em inglês e espanhol.
Os 122 pequenos negócios que irão expor na Mosaico Brasil são atendidos pelo programa Sebrae 2014, ação realizada nas 12 cidades-sede do mundial de futebol e que por meio de cursos, palestras, seminários e rodadas de negócios, tem aproximado os pequenos empreendimentos de potenciais compradores, governamentais ou da iniciativa privada.


"É sustentável, mas é horrível!"

05/06/2013 - 03h35

Blog sobre equívocos estéticos da reciclagem faz sucesso na internet

DE SÃO PAULO

http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2013/06/1289767-blog-sobre-equivocos-esteticos-da-reciclagem-faz-sucesso-na-internet.shtml

De boas intenções e garrafas PET reutilizadas o acervo deles está cheio.

Gabo Morales/Folhapress
A estudante Aline Lima e o publicitário Eduardo Silva em Sao Paulo. Eles criaram o blog "É sustentável, mas é horrível!"
A estudante Aline Lima e o publicitário Eduardo Silva em Sao Paulo. Eles criaram o blog "É sustentável, mas é horrível!"
Criadores do blog visual com "É sustentável, mas é horrível!", a estudante Aline Lima, 21, e o coordenador de mídias sociais Eduardo Araujo, 23, estão há um mês postando resultados controversos da reciclagem e fazendo o povo rir com sua seleção de feiúras.
"Nosso pico foi de 80 mil acessos no tumblr", diz Aline. As imagens, achadas por eles na internet ou enviadas pela rede de seguidores, vão de casa de cachorro feita de caixas de leite a vestidos de saco de lixo, passando pelo jardim vertical de sapatos Crocs.
A dupla nada tem contra a sustentabilidade, que fique claro. "Mas é um tema que precisa ser vivenciado. Temos pesquisas, visões, dados. Falta a galera colocar em prática", diz Aline.




Visite: http://sustentavelhorrivel.tumblr.com/


PORQUE 1 É POUCO, 2 É BOM E A SALA INTEIRA É D+

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Um terço da carne que chega à mesa do brasileiro não passa por inspeção


Amigos da Terra lança relatório: um terço da carne que chega à mesa do brasileiro não passa por inspeção





Clique na imagem para ler o relatório na íntegra
Pesquisa inédita sobre o abate bovino no País mostra que um terço da carne que chega à mesa do brasileiro não passa sequer por inspeção. O trabalho, realizado ao longo de oito meses pela OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) Amigos da Terra – Amazônia Brasileira, é lançado hoje no Congresso Nacional, em audiências públicas marcadas no Senado (8:30hs) e na Câmara dos Deputados (14hs).
Nova etapa de uma pesquisa sobre as cadeias da pecuária iniciada desde 2007, o relatório Radiografia da Carne no Brasil foca os empreendimentos industriais com inspeção municipal e estadual (esta etapa não analisa o chamado abate clandestino). Uma ampla amostra, em estados responsáveis por mais de 60% do rebanho nacional, aponta para uma falha sistêmica: em aproximadamente 80% dos empreendimentos não é sequer realizada a inspeção sanitária. A falta de sanidade vai junto com o desrespeito ao meio ambiente, aos direitos trabalhistas, ao bem-estar animal e, mais em geral, à falta de rastreabilidade e origem do produto.
“Se acabarmos com a inspeção de ficção, não vai faltar carne na mesa do brasileiro: a capacidade de abate em plantas com inspeção federal atinge mais do que o dobro da produção atual” – assegura o diretor da Amigos da Terra, Roberto Smeraldi. Em discurso aos parlamentares, hoje, ele apelará ao Congresso para ter apenas um sistema único de inspeção.
A pesquisa mostra uma situação paradoxal: a existência, de fato, de quatro padrões sanitários diferentes dentro do Brasil, que não levam em conta que o risco para os consumidores é o mesmo, independentemente de onde a carne é consumida. Mas a realidade é que o padrão mais exigente é o das carnes exportadas, depois vem o das carnes submetidas a inspeção federal (SIF), que podem circular no território nacional, em seguida daquelas submetidas a inspeção estadual (SIE), que podem circular dentro do estado, e finalmente daquelas objeto de inspeção municipal (SIM), cujo trânsito é permitido só dentro do município.
O relatório evidencia a difusa omissão de veterinários que assinam certificados sem sequer estar presentes ao abate, o que permite que a carne circule sem ser considerada clandestina. “O Conselho dos veterinários tem a oportunidade de preservar a dignidade dos bons profissionais, afastando todos os que emprestam seu nome para a inspeção de ficção”, diz Smeraldi. O relatório Radiografia da Carne no Brasil - composto por um documento em pdf e um vídeo de 14 minutos, está disponível na íntegra para download nos sites www.amazonia.org.br e www.eco-financas.org.br
Sobre Amigos da Terra – Amazônia Brasileira
Amigos da Terra – Amazônia Brasileira é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) fundada em 1989, que visa a promoção de interesses difusos, tais como direitos humanos, cidadania e desenvolvimento, a partir da valorização do capital natural. Atua nas políticas públicas, nos mercados, nas comunidades locais e no mundo da informação, por meio de atividades inovadoras. Iniciou suas atividades com foco prioritário, mas não exclusivo, na região amazônica, e hoje desempenha suas atividades na esfera nacional.
Fonte: Amigos da Terra – Amazônia Brasileira





Platelmintos - Teníase e cisticercose





Publicado em 24/04/2012
Teníase e cisticercose são causadas pelo mesmo parasita, porém com uma fase de vida diferente. A teníase ocorre devido a presença de Taenia solium adulta ou Taenia saginata dentro do intestino delgado dos humanos, que são os hospedeiros definitivos; a cisticercose ocorre devido presença da larva (chamada popularmente de canjiquinha) que pode estar presente em hospedeiros intermediários, onde os mais comuns são os suínos e os bovinos, onde os humanos acidentalmente podem abrigar esta forma. São, portanto, duas fases distintas de um mesmo verme, causando duas parasitoses no homem, o que não significa que uma mesma pessoa tenha que ter as duas formas ao mesmo tempo. A teniase provocada por Taenia solium é considerada não letal, todavia, sua etapa larvária pode provocar cisticercose mortal.
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Teníase e Cisticercose - Resumo - Parasitologia



Publicado em 15/10/2012

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Bibliografia:

REY, L. Bases da Parasitologia Médica - 3ª Ed. - Guanabara Koogan
NEVES, D.P. Parasitologia Humana. - 12a Edição - Editora Atheneu



Projeto reforça preservação da Mata Atlântica no Rio



Iniciativa | 12/06/2013 14:59

Projeto reforça preservação da Mata Atlântica no Rio


A ação, inédita prevê o fortalecimento da biodiversidade através de ações sociais e a gestão integrada de áreas de proteção ambiental no Rio

Roberto Loffel/Veja SP
Reserva de Mata Atlântica
Reserva de Mata Atlântica: a primeira etapa do projeto visa reestruturar os conselhos comunitários dos mosaicos Carioca e Central Fluminense, situados na capital.
Rio de Janeiro – Com o objetivo de estimular a preservação da Mata Atlântica no território fluminense, foi lançado hoje (12) no centro do Rio, o projeto Mosaicos da Mata Atlântica. A ação, inédita prevê o fortalecimento da biodiversidade através de ações sociais e a gestão integrada de áreas de proteção ambiental no Rio por parte dos governos federal, estadual e municipal, durante os próximos quinze meses.
A iniciativa é uma parceria entre a Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) e o Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) que estimam que 575 mil pessoas sejam beneficiadas ao final da ação.
O secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, explicou que a conscientização será o primeiro passo do projeto para que ocorram, posteriormente, ações operacionais como reflorestamento e reprodução de espécies ameaçadas de extinção nessas áreas.
"Inicialmente nós temos que integrar os governos e a população nessa ideia. Temos que ir nas escolas para estimular esse modo de vida nas crianças. Quando a população ver que a preservação desses mosaicos traz melhoria nas temperaturas, preserva fauna e flora local e gera emprego e renda para quem vive e depende dos recursos naturais, ela [a população] verá que protegendo o meio ambiente, protege a si mesma", explicou Minc.
De acordo com a SEA, a cidade do Rio possui cinco grandes mosaicos verdes, que são unidades integradas de preservação ambiental localizadas na região metropolitana e no interior do estado. A primeira etapa do projeto visa reestruturar os conselhos comunitários dos mosaicos Carioca e Central Fluminense, situados na capital.
O diretor-geral do Ibase, Cândido Grzybowski, disse que o projeto é uma convocação para que a população reflita sobre como as questões ambientais podem afetar o cotidiano. "Precisamos trazer esse debate para o público. Sustentabilidade não é preservar por preservar. É o modo como a população vai tirar proveito dos recursos ambientais de maneira responsável. Temos que entender que através da preservação nós podemos ter mais qualidade de vida e deixar um legado para as futuras gerações”, disse Grzybowski.
Segundo o Ibase, o Rio de Janeiro tem a maior concentração de áreas protegidas do bioma Mata Atlântica e ecossistemas associados do país e, nos últimos anos, se tornou o estado brasileiro que menos desmata a Mata Atlântica, mantendo 13% de sua cobertura original. O projeto Mosaicos da Mata Atlântica está orçado em cerca de R$ 950 mil.